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segunda-feira, 14 de junho de 2021

Empresas do fomento comercial ainda dependem de homologação em uma das registradoras autorizadas pelo Banco Central

Já está em vigor, a nova regra do Banco Central que determina que todas as vendas realizadas no país por meio de cartão de crédito passem a ser enviadas para registradoras a fim de conferir maior segurança para quem opera com antecipação de recebíveis desse tipo de ativo. A nova regra também amplia a participação nesse mercado para segmentos não regulados pelo Banco Central, como as factorings, securitizadoras e Empresas Simples de Crédito (ESC) – empresas que constituem o fomento comercial. O que aumenta ainda mais a oferta de crédito para pequenas e médias empresas, além disso, com a concorrência e redução de risco trazida pela nova regra, é esperado que haja uma redução nos juros.  

Porém, para começarem a operar neste mercado, as empresas do fomento comercial ainda dependem de homologação em uma das registradoras autorizadas pelo Banco Central. “As registradoras estavam empenhadas em superar os inúmeros desafios técnicos para atender o prazo de início dessa operação pelo setor financeiro regulado, o que ocorreu ontem. Neste segundo momento, as registradoras devem abrir o sistema para as milhares de empresas não reguladas que têm grande potencial de aporte financeiro para os micros, pequenos e médios negócios”, avalia Hamilton de Brito Jr., presidente da ABRAFESC Associação Brasileira de Factoring, Securitização e Empresas Simples de Crédito) . Por meio de comunicado, o próprio Banco Central afirma que “as registradoras, poderão disponibilizar as informações a qualquer financiador a quem o lojista consentir o acesso, de forma simples e padronizada”.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), somente no primeiro trimestre deste ano foram feitos 6,5 bilhões de transações com cartões de crédito, débito e pré-pago no país, totalizando R$ 558,3 bilhões. Atualmente, existem três empresas autorizadas a atuar como credenciadoras de recebíveis no país: CIP, Cerc e Tag.

 

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