Já está em vigor, a nova regra do Banco Central que determina que todas as vendas realizadas no país por meio de cartão de crédito passem a ser enviadas para registradoras a fim de conferir maior segurança para quem opera com antecipação de recebíveis desse tipo de ativo. A nova regra também amplia a participação nesse mercado para segmentos não regulados pelo Banco Central, como as factorings, securitizadoras e Empresas Simples de Crédito (ESC) – empresas que constituem o fomento comercial. O que aumenta ainda mais a oferta de crédito para pequenas e médias empresas, além disso, com a concorrência e redução de risco trazida pela nova regra, é esperado que haja uma redução nos juros.
Porém, para começarem a
operar neste mercado, as empresas do fomento comercial ainda dependem de
homologação em uma das registradoras autorizadas pelo Banco Central. “As
registradoras estavam empenhadas em superar os inúmeros desafios técnicos para
atender o prazo de início dessa operação pelo setor financeiro regulado, o que
ocorreu ontem. Neste segundo momento, as registradoras devem abrir o sistema
para as milhares de empresas não reguladas que têm grande potencial de aporte
financeiro para os micros, pequenos e médios negócios”, avalia Hamilton de
Brito Jr., presidente da ABRAFESC Associação Brasileira de Factoring,
Securitização e Empresas Simples de Crédito) . Por meio de comunicado, o
próprio Banco Central afirma que “as
registradoras, poderão disponibilizar as informações a qualquer financiador a
quem o lojista consentir o acesso, de forma simples e padronizada”.
De acordo com a Associação
Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), somente no
primeiro trimestre deste ano foram feitos 6,5 bilhões de transações com cartões
de crédito, débito e pré-pago no país, totalizando R$ 558,3 bilhões. Atualmente, existem três empresas
autorizadas a atuar como credenciadoras de recebíveis no país: CIP, Cerc e Tag.
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