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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Tratamento das micoses das unhas com laser



Esta doença afeta segundo dados norte-americanos, de 2 a 8% da população geral, com incidência maior nas pessoas com mais de 60 anos de idade, de 14 a 28%. Estudos brasileiros apontam quase 20% da população acometida.
A micose de unha pode se manifestar por um espessamento da unha afetada, como depósito de material úmido embaixo das unhas com o seu descolamento do leito. A unha doente fica opaca, esbranquiçada ou amarelada.
Idosos e diabéticos são os principais acometidos e, esta parcela da sociedade apresenta um tratamento mais difícil devido aos problemas circulatórios, que dificultam o crescimento das unhas e comprometem a imunidade local (as defesas da unha), além do grande número de medicações que costumam usar, geralmente uma interferindo no trabalho da outra.
O tratamento é fundamental, pois a unha doente pode servir de “porta de entrada” para outros germes e bactérias, com risco de causar até mesmo a tão temida erisipela. Isso, sem falar do aspecto feio da unha afetada.
O procedimento é simples. O laser atravessa a lâmina da unha e atinge o seu leito resultando num aquecimento do material fúngico. A exposição do fungo a altas temperaturas inibe o seu crescimento e causa dano e morte celular do fungo. Neste método de tratamento não há contato da ponteira do equipamento com a unha ou a pele, o que resulta num procedimento limpo, simples e de acordo poucas sessões com intervalo de algumas semanas, seguido de acompanhamento para observar o crescimento da unha após um mês, 3 e 6 meses.
Além disso, o laser proporciona o rejuvenescimento das unhas, pois melhora a microcirculação do leito ungueal, ou seja, a circulação sanguínea, o que favorece um melhor crescimento da unhas, além de dar aspecto saudável.



Natasha Crepaldi  - dermatologista.  Formada em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), cursou Residência em Clínica Médica também na UFMT, fez pós-graduação em Dermatologia pelo ISMD em Niterói, no Rio de Janeiro, e em Medicina Estética pelo International Association of Aesthetic Medicine IAAM/ASIME, além de ter concluído o seu mestrado pela Faculdade de Ciências Médicas da UFMT, no qual realizou pesquisa sobre os efeitos das medicações imunobiológicas usadas no tratamento da Psoríase - doença de pele frequente com alto impacto na qualidade de vida dos que a possuem. É membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), da American Academy of Dermatology (AAD), e da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV).


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