Esta doença afeta
segundo dados norte-americanos, de 2 a 8% da população geral, com incidência
maior nas pessoas com mais de 60 anos de idade, de 14 a 28%.
Estudos brasileiros apontam quase 20% da população acometida.
A micose de unha pode se
manifestar por um espessamento da unha afetada, como depósito de material úmido
embaixo das unhas com o seu descolamento do leito. A unha doente fica
opaca, esbranquiçada ou amarelada.
Idosos e diabéticos são
os principais acometidos e, esta parcela da sociedade apresenta um tratamento
mais difícil devido aos problemas circulatórios, que dificultam o
crescimento das unhas e comprometem a imunidade local (as defesas da unha),
além do grande número de medicações que costumam usar, geralmente uma
interferindo no trabalho da outra.
O tratamento é
fundamental, pois a unha doente pode servir de “porta de entrada” para outros
germes e bactérias, com risco de causar até mesmo a tão temida erisipela.
Isso, sem falar do aspecto feio da unha afetada.
O procedimento é
simples. O laser atravessa a lâmina da unha e atinge o seu leito resultando num
aquecimento do material fúngico. A exposição do fungo a altas temperaturas
inibe o seu crescimento e causa dano e morte celular do fungo. Neste método de
tratamento não há contato da ponteira do equipamento com a unha ou a pele, o
que resulta num procedimento limpo, simples e de acordo poucas sessões com
intervalo de algumas semanas, seguido de acompanhamento para observar o
crescimento da unha após um mês, 3 e 6 meses.
Além disso, o laser
proporciona o rejuvenescimento das unhas, pois melhora a microcirculação do
leito ungueal, ou seja, a circulação sanguínea, o que favorece
um melhor crescimento da unhas, além de dar aspecto saudável.
Natasha Crepaldi - dermatologista. Formada em Medicina pela
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), cursou Residência em Clínica Médica
também na UFMT, fez pós-graduação em Dermatologia pelo ISMD em Niterói, no Rio
de Janeiro, e em Medicina Estética pelo International Association of Aesthetic
Medicine IAAM/ASIME, além de ter concluído o seu mestrado pela Faculdade de
Ciências Médicas da UFMT, no qual realizou pesquisa sobre os efeitos das
medicações imunobiológicas usadas no tratamento da Psoríase - doença de pele
frequente com alto impacto na qualidade de vida dos que a possuem. É membro efetivo da Sociedade
Brasileira de Dermatologia (SBD), da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Dermatológica (SBCD), da American Academy of Dermatology (AAD), e da Academia
Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV).
Nenhum comentário:
Postar um comentário