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quarta-feira, 27 de março de 2019

Ataxias Hereditárias: entenda as suas características


Doença pode ocorrer por causas genéticas ou adquiridas


Na população adulta, 50% dos casos de ataxias hereditárias seguem sem ter suas origens descobertas, mesmo após intensa avaliação, o que enfatiza a importância de se compreender e conhecer as características da doença. A análise é do médico geneticista e associado da Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM), Fabiano De Oliveira Poswar.

- Quando falamos de ataxias, estamos lidando com uma doença que afeta três pontos básicos da vida humana: a visão, o caminhar e a fala. Ela prejudica o olhar, pois, costumeiramente, provoca visão turva e dupla; a locomoção, que o obriga a distanciar os seus pés enquanto caminha, dando a aparência de embriaguez e a comunicação, em razão de as palavras saírem de forma mais lenta, pouco compreensíveis e bastante arrastadas — afirma o médico geneticista.

A análise do quadro clínico é feita levando em consideração o histórico familiar e exames. Após isso, busca-se descobrir de que forma a doença foi desenvolvida, se em causas genéticas, ou causas adquiridas.

- Quando consideradas as causas adquiridas, o alcoolismo desponta como o principal desencadeante, mas não é o único. Situações de deficiência de vitaminas e acidente vascular cerebral, também podem ocasionar um quadro de ataxia. Parte dessas ataxias adquiridas são reversíveis com tratamento adequado. Nos casos em que a doença é genética, os sintomas costumam demorar mais a aparecer, e se agravam com o tempo. O tratamento é sempre baseado na reabilitação, com fisioterapia, fonoterapia e outros métodos para buscar a reversão ou a melhor adaptação aos sintomas da doença — salienta o profissional.

O médico geneticista Fabiano de Oliveira Poswar, por fim, alerta que embora seja confundida com a doença de Parkinson, nos casos de síndrome parkinsoniana, os movimentos ficam rígidos e lentos, ao contrário das ataxias, que podem-se sobrepor ocasionando sintomas de Parkinson em pacientes com a doença genética.




Vítor Figueiró



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