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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Estudo mapeia regiões com maior potencial para produção e uso de hidrogênio verde no BrasiL

O hidrogênio é considerado uma das alternativas mais promissoras
 para diminuir emissões em setores como siderurgia e refino de petróleo
(
imagem: Freepik versão)

Análise baseada em dados municipais identifica sete clusters de produção e dez de consumo e aponta necessidade de infraestrutura para conectar polos energéticos e industriais

 

 Um estudo que analisou dados de milhares de municípios brasileiros identificou regiões com maior potencial para produção e uso de hidrogênio verde – combustível considerado estratégico para a descarbonização de setores industriais intensivos em emissões. A pesquisa mostra que o país reúne condições favoráveis para desenvolver essa nova cadeia energética, mas também revela um desafio importante: os principais locais de produção e consumo não coincidem geograficamente, o que exigirá investimentos significativos em infraestrutura de transporte e distribuição.

Os resultados foram publicados, no International Journal of Hydrogen Energy por Celso da Silveira Cachola e Drielli Peyerl. O trabalho foi desenvolvido no Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), um dos Centros de Pesquisa Aplicada (CPAs) da FAPESP, sediado na Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Shell Brasil e apoio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo Peyerl, do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP e do projeto “Energy transition through the lens of Sustainable Developments Goals" (ENLENS), na Universidade de Amsterdã (Países Baixos), o objetivo foi responder a uma pergunta central para o planejamento da transição energética no país: “Queríamos identificar quais regiões do Brasil apresentam maior potencial para produzir e consumir hidrogênio verde no contexto da descarbonização industrial”.

O hidrogênio vem sendo apontado como uma das alternativas mais promissoras para diminuir emissões em setores industriais chamados, em inglês, de “hard-to-abate” (difíceis de reduzir) – aqueles nos quais a descarbonização enfrenta ainda grandes obstáculos, seja por limitações tecnológicas, energéticas ou econômicas. Entre esses setores, estão a siderurgia, o refino de petróleo e parte da indústria química. Nessas atividades, o hidrogênio pode substituir combustíveis fósseis em processos de alta temperatura ou atuar como matéria-prima em reações químicas.

Quando produzido por eletrólise da água, utilizando eletricidade proveniente de fontes renováveis, como energia hidrelétrica, solar ou eólica, ele recebe o nome de “hidrogênio verde”, pois praticamente não gera emissões de gases de efeito estufa durante o processo produtivo.



Potenciais clusters de produção de hidrogênio verde no Brasil
(imagem: Celso da Silveira Cachola e Drielli Peyerl)

Segundo Peyerl, a escolha da eletrólise como referência no estudo se deve à consolidação tecnológica desse método: “A eletrólise é uma tecnologia relativamente madura. Quando analisamos o desenvolvimento tecnológico, usamos o chamado Technology Readiness Level [Nível de Maturidade Tecnológica]. E a eletrólise já está em um nível alto de maturidade, enquanto outras rotas ainda estão em estágios experimentais”.

Apesar disso, a pesquisadora ressalta que o hidrogênio não deve ser visto como solução universal para todos os desafios energéticos. “Transição energética é diversificação. Em alguns setores, o hidrogênio cabe como uma luva, especialmente em processos industriais difíceis de descarbonizar. Em outros casos, a eletrificação direta pode ser mais eficiente e mais barata”, diz.

Para mapear o potencial de desenvolvimento dessa tecnologia no Brasil, os pesquisadores reuniram dados de 5.569 municípios para avaliar o potencial de produção e de 2.569 municípios para estimar o potencial de consumo industrial. A análise considerou seis variáveis principais: localização geográfica dos municípios, proximidade de infraestrutura energética (rede elétrica, gasodutos e portos), emissões industriais de CO, índice de segurança hídrica, incidência solar e velocidade média dos ventos.

Essas informações foram analisadas por meio de sistemas de informação geográfica (GIS) e técnicas de aprendizado de máquina não supervisionado, incluindo os algoritmos k-means, hierarchical clustering e DBSCAN. A metodologia combinou análise estatística e espacial para identificar padrões no território brasileiro.

De acordo com Peyerl, o método utilizado parte da sobreposição de diferentes camadas de informação geográfica: “A ideia é trabalhar com o que chamamos de metodologia em camadas. Você cria mapas separados – por exemplo, de potencial solar, potencial eólico, infraestrutura energética ou emissões industriais – e depois sobrepõe esses mapas para identificar regiões onde vários fatores favoráveis se concentram”. Esse procedimento permite visualizar áreas onde coexistem, por exemplo, grande disponibilidade de energia renovável e alta demanda industrial por descarbonização.

Os resultados mostraram a existência de sete clusters com alto potencial de produção de hidrogênio verde e dez com maior potencial de consumo industrial. O Nordeste aparece como a região com maior capacidade potencial de produção, graças à combinação de elevados recursos de energia solar e eólica. Já os clusters de consumo concentram-se sobretudo nas regiões Sul e Sudeste, que abrigam grande parte do parque industrial brasileiro e registram níveis elevados de emissões industriais. Essa diferença espacial cria um desafio estrutural para o desenvolvimento da economia do hidrogênio no país. “Hoje estamos muito focados na produção, mas precisamos olhar para toda a cadeia de valor. O grande desafio é garantir que o hidrogênio produzido realmente chegue aos setores que vão utilizá-lo”, sublinha Peyerl.

 

Potenciais clusters de consumo de hidrogênio verde para descarbonização industrial no Brasil (imagem: Celso da Silveira Cachola e Drielli Peyerl)

Uma das estratégias discutidas pelos pesquisadores para superar essa lacuna espacial é a criação de hubs de hidrogênio – polos industriais onde produção e consumo estejam próximos. “Quando você cria um hub, produz hidrogênio perto das indústrias que vão utilizá-lo. Isso reduz perdas energéticas e diminui os custos de transporte”, comenta Peyerl. Segundo a pesquisadora, esse modelo tem sido discutido em diversos países como forma de acelerar a adoção do hidrogênio na indústria. Além disso, a formação desses hubs pode facilitar o planejamento de infraestrutura energética e logística, permitindo concentrar investimentos em regiões estratégicas.

O estudo também destaca a necessidade de desenvolver novos sistemas de transporte e armazenamento para viabilizar a cadeia do hidrogênio no Brasil. Entre as alternativas estão: gasodutos adaptados para hidrogênio, transporte marítimo e conversão em derivados, como amônia verde. “Para longas distâncias, muitas vezes é preferível converter o hidrogênio em amônia verde, porque já existe know-how para transportar amônia em navios e infraestrutura portuária adaptada”, pondera Peyerl.

Outra questão relevante é o custo energético da produção. A geração de hidrogênio por eletrólise exige grande quantidade de eletricidade renovável, o que reforça a importância de localizar as plantas produtivas em regiões com abundância de energia solar ou eólica (leia mais em: agencia.fapesp.br/55548).

O estudo reforça a posição estratégica do Brasil na transição energética. O país possui uma das mais diversificadas e renováveis matrizes energéticas do mundo. Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética e pelo Ministério de Minas e Energia, a participação das principais fontes na matriz energética brasileira é a seguinte: petróleo e derivados, 34,3%; biomassa da cana-de-açúcar (etanol e bagaço), 18,0%; hidrelétrica, 12,4%; gás natural, 12,2%; carvão vegetal, 8%-9%; carvão mineral, 5,3%; nuclear, 1,4%; eólica, 1-2%; solar, 1%; outras renováveis, 7% (ano-base 2023).

Observe-se que cerca de 45% a 50% da matriz energética brasileira é renovável, enquanto a média mundial é algo próximo de 15%. Além disso, mais de 80% da eletricidade brasileira é proveniente de fontes renováveis, um valor muito superior ao da maioria dos países industrializados. Segundo o Plano Nacional de Energia 2050, a incorporação do hidrogênio poderá desempenhar papel importante na descarbonização ainda maior da matriz energética brasileira, especialmente no setor industrial.

Mas, como sublinha Peyerl, a estratégia energética do país deve explorar sua diversidade de recursos: “O Brasil tem enorme potencial para hidrogênio, mas também para eletrificação, biometano, biomassa e outras rotas energéticas. O desafio é identificar em cada região qual solução faz mais sentido”.

O estudo também foi apoiado pela FAPESP por meio de Auxílio à Pesquisa – Jovens Pesquisadores, concedido a Peyerl.

O artigo Mapping green hydrogen clusters in Brazil: A data-driven approach for industrial decarbonization pode ser acessado em sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0360319925062056.



José Tadeu Arantes

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/estudo-mapeia-regioes-com-maior-potencial-para-producao-e-uso-de-hidrogenio-verde-no-brasil/57662


Iluminada por uma fenda abaixo do nível do mar, uma das três cavernas fluorescentes do mundo fica no Brasil e é destaque de passeio em Ilha Grande-RJ

 


 




 

Praia subterrânea na Ilha Grande.
Créditos: João Ricardo Januzz
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Com trechos de apenas 60 centímetros de largura, uma praia de pedras subterrânea e água azul brilhante, a Gruta do Acaiá integra um roteiro operado pela Top Transfer, com saídas a partir de R$ 220 por pessoa

 

Só existem três grutas com água azul fluorescente em todo o planeta. Duas ficam na Europa. A terceira está no Brasil, em meio à Mata Atlântica de Ilha Grande, no Rio de Janeiro. É ali que fica a Gruta do Acaiá, um dos fenômenos naturais mais raros do litoral brasileiro e ainda pouco conhecido do grande público. O acesso a esse cenário quase surreal é feito por passeios organizados por empresas locais como a Top Transfer, que reúne em um único roteiro a descida até a gruta, paradas em lagoas cristalinas e almoço em restaurante flutuante.

 

A saída acontece mais cedo que os demais passeios, por volta das 8h30, justamente para chegar aos principais pontos ainda vazios. A estratégia faz diferença em um destino cada vez mais procurado e garante uma experiência mais tranquila, tanto dentro da gruta quanto nas paradas seguintes, e o cenário perfeito para fotos. Segundo operadores locais, o melhor horário para entrar na gruta é entre 8h e 11h, quando a maré costuma estar mais baixa e a incidência de luz solar é maior, fator que intensifica o efeito fluorescente dentro da caverna.


 

Um fenômeno geológico raro

 

A Gruta do Acaiá tem cerca de 8 metros de profundidade. O acesso é por terra, descendo por uma escada estreita até um corredor com aproximadamente 60 centímetros de largura. Em alguns trechos, é necessário seguir agachado, então é importante conhecer os seus limites antes de embarcar nessa aventura. Em parte do trajeto, o avanço acontece praticamente no escuro, o que torna o passeio inadequado para pessoas com claustrofobia.

 

Ao final do percurso, a caverna se abre em uma pequena praia de pedras subterrânea. A água do mar entra por uma fenda submersa na rocha e, quando a luz solar atravessa essa abertura, ocorre o fenômeno da fluorescência: o azul do mar ganha intensidade e ilumina o interior da gruta. De acordo com guias da região, a formação da gruta é atribuída à ação erosiva do mar sobre as rochas ao longo dos anos, criando o túnel submerso por onde a luz penetra.

 

O efeito é semelhante ao observado na Blue Cave, na Croácia, e na Blue Grotto, na Itália. Dentro da câmara, pequenos peixes circulam pelas águas claras, e o mergulho acontece em um ambiente silencioso e protegido da luz direta. 


 

Serviço e planejamento


O passeio sai diariamente do Cais da Vila do Abraão, com ponto de encontro na loja da Top Transfer, cerca de 15 minutos antes do embarque. Quem não está hospedado em Ilha Grande precisa organizar transfer terrestre e travessia marítima até a ilha, já que o roteiro começa pela manhã.

A operação depende das condições do mar e do clima. Em dias desfavoráveis, as saídas podem ser alteradas ou canceladas por orientação da Capitania dos Portos.

 

O roteiro da Gruta do Acaiá é um dos destinos mais exóticos e encantadores do país, mas ainda tem procura irregular ao longo do ano. Operadores locais apontam que se trata de um passeio com grande potencial de crescimento, especialmente entre viajantes interessados em atrações naturais raras e menos exploradas.


 

O que vale levar na mochila


Alguns itens fazem diferença na experiência:


• roupa de banho

• toalha

• protetor solar e chapéu

• água e um lanche leve

• dinheiro em espécie para a taxa da gruta - esse ponto é bem importante, porque a gruta é localizada em uma propriedade particular e o valor é destinado à manutenção e limpeza do espaço, realizadas por uma família que vive na região

• máscara e snorkel (podem ser alugados na Vila do Abraão)

• celular ou câmera à prova d’água

 


Lagoas cristalinas no mesmo roteiro

 

Além da gruta, o passeio inclui paradas em dois dos lugares mais famosos da Ilha, a Lagoa Verde e a Lagoa Azul, pontos perfeitos para snorkeling. Como a saída para a gruta é mais cedo que os passeios regulares, quem embarca para esse paraíso ainda tem a vantagem de encontrar as lagoas - que normalmente são disputadíssimas - vazias. 

 

As águas calmas permitem observar a vida marinha mesmo sem mergulho profundo. O roteiro inclui ainda pausa para almoço em restaurante flutuante ancorado em uma enseada da região. A refeição não está incluída no valor do passeio.

 

Durante todo o percurso, um guia acompanha o grupo e orienta tanto a descida até a gruta quanto os momentos de mergulho.

 


Melhor época para fazer o passeio

 

A Gruta do Acaiá pode ser visitada durante todo o ano, mas alguns fatores influenciam a experiência:


• Dias ensolarados intensificam o efeito azul fluorescente dentro da gruta


• Entre abril e outubro, o mar costuma estar mais estável, o que favorece a navegação


• Na alta temporada de verão e feriados prolongados, a saída mais cedo ajuda a encontrar os pontos com menos movimento



Dicas para fotografar dentro da gruta


Para registrar o efeito azul fluorescente da água, alguns cuidados fazem diferença:


• Desligue o flash, que reduz o efeito luminoso natural da água


• Use uma lanterna apenas para iluminar pessoas, se necessário


• Foque diretamente na água para destacar o azul fluorescente


• Mantenha a câmera ou o celular o mais estável possível para evitar imagens borradas

 

Importante: Como o passeio depende das condições do mar, as saídas podem ser alteradas ou canceladas por orientação da Capitania dos Portos. Não é indicado para pessoas com dificuldade de locomoção ou claustrofobia, já que a entrada da gruta é estreita.

 

Reserve o passeio em: https://booking.toptransferbrasil.com.br/servicos/passeios-ilha-grande/passeio-gruta-do-acaia 

Top Transfer nas redes:

https://toptransferbrasil.com.br/

https://www.instagram.com/topilhagrande/



Sebrae-SP e JOVI lançam plataforma gratuita de capacitação para transformar smartphones em ferramentas de crescimento dos negócios

Vitrine Sebrae agora conta com cursos gratuitos específicos para empreendedores aprenderem a criar conteúdo, fotografar melhor seus produtos e fortalecer a presença digital

 

O Sebrae-SP e a JOVI, marca exclusiva de smartphones da vivo Mobile Communication Co., Ltd. no Brasil, acabam de lançar a Academia JOVI & Sebrae-SP, página exclusiva de capacitação voltada a empreendedores dentro da Vitrine Sebrae, com conteúdos customizados focados em produtividade, presença digital e uso estratégico de smartphones nos negócios. 

Já disponível por meio do link Link, a plataforma oferece trilhas de aprendizado 100% gratuitas e digitais, focadas em três pilares fundamentais para o sucesso de qualquer negócio: finanças, vendas e marketing digital. 

A iniciativa chega em um momento crucial para a economia nacional. Segundo dados do Mapa de Empresas do Governo Federal, o Brasil atingiu a marca histórica de 20 milhões de empresas ativas - das quais mais de 90% são micro ou pequenos negócios. Nesse cenário, o smartphone deixa de ser um acessório para se tornar a ferramenta de trabalho principal do empreendedor brasileiro, sendo essencial desde a fotografia dos produtos até o fechamento de vendas via WhatsApp. 

Além dos cursos de finanças, vendas e marketing, a parceria prevê a realização de oficinas presenciais no futuro. Nestes encontros, consultores do Sebrae-SP e especialistas da JOVI guiarão as pessoas participantes na aplicação prática da tecnologia, abordando desde técnicas de iluminação para catálogos on-line, até a otimização de recursos dos smartphones para o dia a dia operacional. 



Sebrae-SP
www.sebraesp.com.br

 

TIC Trens distribui livro com desafios lúdicos para crianças nas estações da Linha 7-Rubi

Material educativo exclusivo, o TIC Aventura faz parte de uma agenda contínua da concessionária voltada ao público infantil 

 

A TIC Trens, concessionária responsável pela operação da Linha 7-Rubi, pela implantação do serviço expresso Trem Intercidades (TIC) e pelo serviço parador Trem Intermetropolitano (TIM), realiza uma ação especial voltada ao público infantil. Durante todo o mês de abril, as crianças que passarem pelas estações da Linha 7-Rubi receberão o livro "TIC Aventura", iniciativa que integra a agenda contínua da concessionária para esse público. 

A iniciativa tem o objetivo de difundir o conhecimento sobre a história da ferrovia de forma interativa. O material foi elaborado para que os pequenos leitores completem desafios propostos ao longo das páginas e, ao finalizarem as atividades, recebam um adesivo exclusivo. O exemplar será entregue diretamente pelos agentes de atendimento e segurança da concessionária. 

“Desde que assumimos a operação e manutenção da Linha 7-Rubi, investimos em ações de cultura e educação: lançamos o TIC Aventura, temos uma parceria de longo prazo com a Audible, com o acesso gratuito a audiolivros, e o projeto Ticolino, que contempla a realização de palestras em instituições de ensino, com a distribuição de gibis que estimulam a conscientização sobre segurança ferroviária”, afirma Juliana Alcides, superintendente de Comunicação da TIC Trens. 

A distribuição e a interação com os agentes serão realizadas em diferentes pontos da Linha 7-Rubi ao longo do mês de abril, transformando a jornada dos passageiros mirins em uma experiência de aprendizado e descoberta sobre os trilhos.


Viajar mais e gastar menos: destinos fora de temporada ganham força entre brasileiros

 

Imagem de garetsvisual no Freepik

Levantamento mostra que brasileiros estão dando preferência para viagens na baixa temporada e adotam estratégias mais flexíveis 

 

Viajar fora de temporada tem se consolidado como uma das principais estratégias para economizar sem abrir mão de experiências de qualidade. O custo-benefício se consolidou como um dos principais motores das decisões de viagem, refletindo um turista cada vez mais estratégico diante do aumento do custo de vida. Segundo a Revista Tendências do Turismo 2026, da Embratur, cresce o número de viajantes que buscam não apenas destinos mais acessíveis, mas também períodos mais econômicos, com a baixa temporada ganhando protagonismo. 

Esse movimento não significa abrir mão de experiências relevantes; pelo contrário, amplia as possibilidades, com roteiros mais flexíveis e a combinação de hospedagens econômicas e de alto padrão no mesmo destino. O levantamento ainda aponta cidades brasileiras com quedas significativas nos preços de passagens, como Caxias do Sul (-28%) e Fernando de Noronha (-22%), além de destinos com tarifas mais acessíveis em 2026, como Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, reforçando a tendência de viagens mais inteligentes, equilibrando economia e qualidade na experiência.

Segundo Marco Lisboa, CEO e fundador da 365 Fun Fest, uma rede de franquias de viagens voltada para o público LGBTQIA+, a tendência reflete uma mudança no comportamento do viajante brasileiro. “Esse público busca destinos acolhedores, seguros e com oferta consistente de lazer e cultura ao longo de todo o ano. O novo perfil de turista deseja experiências personalizadas e viajar fora de temporada, que permite não só economizar, mas também viver o destino de forma mais genuína, sem a superlotação típica de alta temporada”, afirma.


Destinos estratégicos para economizar

Entre os destinos internacionais que se destacam para viagens fora de temporada estão cidades como Lisboa, Barcelona e Amsterdã. Conhecidas por sua forte cultura inclusiva e políticas de respeito à diversidade, essas cidades oferecem uma ampla programação, inclusive para o público LGBTQIA+ durante todo o ano. Meses como novembro, fevereiro e março costumam ficar mais acessíveis financeiramente.

Na América Latina, destinos como Buenos Aires e Cidade do México também ganham destaque. Além de serem reconhecidos pela hospitalidade e diversidade cultural, apresentam boa relação custo-benefício fora dos períodos de férias e grandes eventos.

No Brasil, locais como Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis continuam sendo referências quando o assunto é turismo LGBTQIA+, mas com uma vantagem: fora de datas como Carnaval e Réveillon, os preços podem ser até 40% mais baixos.

“Há uma falsa percepção de que alguns destinos só são interessantes durante grandes eventos. Na prática, muitos desses lugares mantêm uma cena vibrante o ano inteiro, com bares, festas, cultura e espaços seguros para todos os perfis de viajantes”, explica Lisboa.


Planejamento é essencial

Para aproveitar melhor as vantagens da baixa temporada, o planejamento antecipado continua sendo um fator-chave. Monitorar preços de passagens, escolher hospedagens bem localizadas e pesquisar sobre a cena local são atitudes que fazem diferença no custo final da viagem.

Outro ponto importante é a flexibilidade de datas. Pequenas mudanças no período da viagem podem gerar economias relevantes, especialmente em voos internacionais.

“Hoje, o viajante está mais informado e estratégico. Ele entende que viajar bem não significa gastar mais, e sim fazer escolhas inteligentes. Fora de temporada, é possível ter acesso a experiências premium por um custo muito mais acessível. Para isso, fazer esse planejamento com um agente de viagem se torna muito mais vantajoso e econômico, já que esse profissional fica de olho nas melhores datas e ofertas”, diz o CEO da 365 Fun Fest.


Tendência de crescimento

O turismo LGBTQIA+ segue em expansão global, impulsionado por um público que valoriza não apenas destinos bonitos, mas também ambientes acolhedores e seguros. Nesse cenário, viajar fora de temporada surge como uma combinação ideal entre economia, conforto e autenticidade.

“Acreditamos que o futuro do turismo passa por experiências mais inclusivas e descentralizadas. Viajar fora de temporada não é apenas uma forma de economizar, mas também de ocupar espaços e fortalecer destinos que respeitam a diversidade o ano inteiro”, conclui Lisboa.

 

Imposto de Renda 2026: Tudo o que você precisa saber para evitar a malha fina

O calendário do Imposto de Renda (IRPF) 2026 já está em pleno vigor e traz datas decisivas: o prazo para o envio da declaração encerra-se no dia 29 de maio. Para evitar erros, recomendo que o contribuinte entenda as minúcias das fichas de bens e direitos, além das regras específicas para dependentes e alimentandos. Neste artigo, apresento as principais orientações sobre o uso da declaração pré-preenchida, os novos limites de obrigatoriedade e como a escolha da chave PIX pode ajudar a antecipar a sua restituição.


Dentre esses fatos geradores, a título exemplificativo, citam-se os seguintes:

a) obteve um montante de rendimentos tributáveis em 2025 em valor superior a R$35.584,00; as informações sobre as remunerações e retenções de tributos das pessoas físicas são aquelas escrituradas pela fonte pagadora nas seguintes declarações “digitais”: Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas - eSocial e Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais - EFD-Reinf;

b) recebeu um montante de rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma total em 2025 tenha sido superior a R$ 200.000,00;

c) obteve em qualquer mês de 2025 um ganho de capital na alienação de bens e direitos sujeitos à incidência do imposto sobre a renda;

d) tenha realizado em 2025 operações de alienação em Bolsas de Valores, Bolsas de Mercadorias e Futuros, ou quaisquer assemelhadas, cuja soma total foi superior a R$40.000,00, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto sobre a renda;

e) tinha em 31 de dezembro de 2025, a posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800.000,00;

f) teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;

g) teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural;

h) passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição em 31 de dezembro de 2025;

i) optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; possua “trust” no exterior ou deseje atualizar bens no exterior; e
j) auferiu lucros ou dividendos de entidades estabelecidas no exterior, nos termos dos artigos 2º e 5º a 6º-A da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023.

A declaração pelo contribuinte pode ser feita através do portal Gov.br (acesso com conta de nível ouro ou prata) por meio do Programa IRPF 2026 (disponibilizado para “download” diretamente no sítio da internet da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil – RFB).

Não havendo vedações de uso ao contribuinte enquadrado em situações específicas enumeradas no art. 5. o da Instrução Normativa RFB 2.312/2026, é possível também elaborar a declaração de forma on-line no portal “e-CAC” ou pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”. Esse aplicativo está disponível para dispositivos móveis, nos sistemas operacionais Android e iOS.

Recomendo também a utilização da declaração pré-preenchida, pois ela já contém uma ampla gama de informações fiscais da pessoa física, seja titular ou dependente, para uso na Declaração de Ajuste Anual do IRPF, estando devidamente identificadas na base de dados da RFB. Outro cuidado que o contribuinte deverá ter é no preenchimento dos rendimentos tributáveis recebidos de pessoas físicas, conforme foi apurado no carnê-leão ao longo do ano de 2025, bem como atentar aos dados exigíveis na ficha de Bens e Direitos, incluindo por exemplo, seus criptoativos, informando o código dos ativos, caso existentes. Ao final, deve-se preencher a melhor linha de ação na opção da tributação: se de forma completa, tendo sido observadas todas as deduções legais, ou mediante o desconto simplificado, correspondente à dedução de 20% (vinte por cento) do valor dos rendimentos tributáveis constantes na Declaração de Ajuste Anual, limitado ao valor de R$16.754,34.

Outra atenção requisitada do contribuinte é no preenchimento da ficha de alimentandos para os declarantes que tiveram despesas com pensão alimentícia, instrução ou médicas. Além da obrigatoriedade de colocar o CPF do alimentando, o declarante também precisará informar as datas relativas ao tipo de processo – por exemplo, no tocante à escritura pública, a respectiva data de lavratura, dados do cartório, livro e folhas e, quando for por decisão judicial, a respectiva data, o número do processo, a Comarca e a Vara Judicial, e situações específicas de tributação, como a dos Microempreendedores Individuais (MEI) que tenham obtido um lucro tributável acima de R$ 35.584,00 em 2025, também requerem atenção desses contribuintes.

A Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) publicou o calendário de restituições de 2026. O 1º lote de restituições começará no dia 29 de maio e o último (4º lote) será pago em 28 de agosto. Destaco que a expectativa é de que 44 milhões de declarações sejam recebidas. Para quem perder o prazo de entrega, a multa pelo atraso será de 1% ao mês ou fração mensal de atraso, calculada sobre o valor do imposto devido, limitada ao percentual de 20%, porém tendo um valor mínimo de R$ 165,74, independentemente de haver (ou não) restituição. Isso requer muita atenção do contribuinte.

Possuem prioridade na restituição do IRPF, nesta ordem:

a) idosos acima de 80 anos;

b) idosos entre 60 e 79 anos;

c) contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave;

d) contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; e

e) contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX.

E fica o alerta para quem vai receber via PIX: é preciso que a chave informada no momento da declaração seja o CPF do contribuinte. O Programa do IRPF 2026 contém avisos de pendências; um deles, no tocante às informações bancárias, é que a chave PIX a ser preenchida para fim de restituição do imposto corresponda ao CPF do contribuinte.


Marcos Norberto Lima - professor de Contabilidade da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio


CIAP e CIEE abrem vagas de estágio com bolsa e benefícios; inscrições vão até 18 de maio

Oportunidades são para estudantes de cinco áreas do ensino superior, com processo seletivo 100% online

 

Estudantes do ensino superior interessados em ingressar no mercado de trabalho já podem se candidatar ao novo processo seletivo de estágio do Centro Integrado de Apoio Patrimonial (CIAP), em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). As inscrições estão abertas e seguem até o dia 18 de maio, às 12h. 

As vagas são voltadas a alunos dos cursos de Administração Pública, Arquitetura e Urbanismo, Direito, Engenharia Civil e Engenharia Elétrica. 

O processo seletivo será realizado de forma totalmente online, com etapas de inscrição e prova. Para participar, basta acessar o portal do CIEE pelo link: https://pp.ciee.org.br/vitrine/13937/detalhe. 

Os selecionados irão atuar em uma jornada de 30 horas semanais, com bolsa-auxílio de R$ 937,59 por mês. O programa também oferece auxílio-transporte de R$ 17,80 e auxílio-alimentação de R$ 38,42 por dia estagiado.


Crise climática no setor de energia: quais os maiores impactos?

O mundo consome cada vez mais energia a cada ano, impulsionado por avanços tecnológicos, crescimento populacional e novas demandas industriais. No entanto, essa expansão ocorre em meio a um cenário climático cada vez mais instável, marcado por eventos extremos, instabilidades hídricas e pressões regulatórias que estão comprometendo e fragilizando nossa matriz energética. O resultado deste cenário é um desequilíbrio perigoso que exige respostas estruturais — e rápidas - para o setor energético, pautadas pela inovação na busca por fontes alternativas mais sustentáveis e renováveis. 

Pesquisas do Centro Polsky do WRI para a Transição Energética Global apontam que a demanda global por energia deve crescer, pelo menos, 2,8% ao ano até 2030. Esse aumento, segundo o estudo, é impulsionado por inúmeros fatores, desde a expansão mundial do transporte elétrico, crescimento econômico e industrialização, à maior demanda por refrigeração em países em desenvolvimento, assim como o rápido crescimento de data centers em países desenvolvidos. 

Ao mesmo tempo, grande parte da matriz energética global — especialmente a brasileira — vem sendo drasticamente impactada por eventos externos que prejudicam seu devido funcionamento. De secas prolongadas, que reduzem a capacidade de usinas hidrelétricas, as quais ainda são a base do sistema nacional; às ondas de calor, que aumentam o consumo de energia; além das tempestades e eventos extremos que danificam as redes de transmissão e distribuição. 

A crise climática funciona como um “teste de estresse” da matriz energética, evidenciando os graves problemas que enfrentamos nesse sentido: forte dependência de hidrelétricas, baixa diversificação em algumas regiões e limitações no armazenamento de energia. Migrar para outras fontes mais renováveis e limpas é uma questão de sobrevivência econômica, não apenas como forma de driblar os impactos desses eventos ambientais, mas, acima de tudo, de continuar atendendo a demanda mundial de consumo energético contando com fontes mais ecológicas que contribuam com a manutenção do nosso ecossistema. 

A China é um dos maiores exemplos nesse sentido, conduzindo uma das maiores transformações energéticas do mundo na expansão de suas fontes renováveis — especialmente a eólica — como peça central para reduzir sua dependência de petróleo e fortalecer sua segurança energética. Além de seu baixo custo operacional após instalação, essa fonte de energia tem grande potencial de escalar em grande quantidade, permitindo que seja distribuída até mesmo em regiões de pouco acesso, gerando benefícios sociais. 

O ponto central não é “copiar” modelos adotados em outros países, mas entender a lógica por trás deles: nações como a China estão tratando sua energia como estratégia de Estado, não apenas como infraestrutura. E é exatamente isso que o Brasil precisa se inspirar, ainda mais considerando nossas vantagens naturais que são subexploradas positivamente com um olhar verdadeiramente inovador. 

Deveríamos olhar de forma diferente para nossas fontes de geração de energia renováveis, buscando soluções que façam sentido para a nossa realidade. Um dos nossos maiores diferenciais está na extensão da nossa costa oceânica, a qual possui grande potencial para energia gerada através das ondas e movimento das marés - o que, além de complementar outras fontes renováveis (como solar e eólica terrestre), reduziria a dependência de regimes climáticos específicos, como as secas que já estamos enfrentando em diversas regiões nacionais. 

Em um exemplo prático de como essa estratégia poderia se converter em resultados vantajosos ao país, o Rio Tietê, cuja bacia termina no Rio Paraná, onde fica Itaipu, possui seis usinas que geram cerca de 1.834,30 MW. Imagine se a água do Tietê começa a secar a níveis drásticos, isso comprometeria, diretamente, a capacidade de Itaipu, um dos maiores geradores de energia limpa e renovável do mundo. 

Isso mostra quanto que esse tipo de inovação poderia gerar novas patentes, conhecimentos e desenvolvimento tecnológico ao mercado interno, mitigando riscos de que tais crises climáticas afetem o fornecimento de energia à população, desde que essas iniciativas sejam conduzidas com processos muito bem estruturados e metodologias robustas que incentivem a colaboração e engajamento dos profissionais na exploração de possíveis caminhos a serem seguidos. 

A crise climática está redefinindo as regras do jogo no setor de energia. Não se trata mais apenas de garantir oferta, mas de assegurar resiliência, previsibilidade e sustentabilidade em um cenário cada vez mais instável. Países que entenderam isso já estão avançando e se destacando nesse sentido — transformando desafios em vantagem competitiva. O Brasil, com seu enorme potencial energético, tem a oportunidade de liderar esse movimento, se já começar a agir, com estratégia e sabedoria, nessa direção. 


Alexandre Pierro - doutorado em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.   

 

Quanto custa uma viagem de ecoturismo? Experiências em destinos de natureza podem ser mais baratas do que roteiros tradicionais

Propósito e economia: roteiros no Vale do Pati de R$ 2.100 a R$ 3.200.
 Foto: Divulgacão
Amazônia, Chapada Diamantina, Lençóis Maranhenses e Jalapão: imersão longe das multidões custa menos do que você imagina; PlanetaEXO tem roteiros a partir de R$ 2.100


Ao contrário do mito de que viajar de forma consciente exige um orçamento elevado, o turismo sustentável tem se consolidado como uma alternativa de alto custo-benefício para os brasileiros. Impulsionado por um novo perfil de consumidor que busca propósito e regeneração, o setor registra um aumento significativo na procura: 98% dos viajantes brasileiros afirmam que planejam viagens mais sustentáveis, segundo o 10º Relatório de Viagens e Sustentabilidade da Booking. 

Enquanto o turismo de massa sofre com a inflação de serviços e a superlotação, o PlanetaEXO, plataforma especializada em turismo sustentável, aponta que é possível vivenciar biomas únicos com experiências completas por quase metade do valor de um resort tradicional. 

"O turista descobriu que o luxo está na exclusividade e na conexão real com a cultura local, e não mais no consumo massificado", afirma Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO. 

A ascensão dos "destinos regenerativos" reflete uma mudança na lógica da jornada. A proposta é garantir que o valor investido pelo turista circule na economia local e ajude a manter a biodiversidade. É neste ponto que o ecoturismo se distancia do turismo de massa, que costuma gerar altos volumes financeiros, mas com grande "vazamento econômico" — quando o dinheiro sai da comunidade e gera apenas empregos sazonais. 

No modelo sustentável, a prioridade é transformar os moradores em protagonistas da atividade econômica. No PlanetaEXO, esse compromisso é estrutural: 80% do valor das reservas fica diretamente na comunidade local, garantindo uma renda fixa e estável que reduz a dependência de safras agrícolas ou da pesca. 

Essa eficiência de repasse direto é o que também garante preços mais atrativos para o consumidor final. O PlanetaEXO, por exemplo, oferece roteiros de 3 dias pela Amazônia (AM) com pensão completa, hospedagem em bangalô privativo e imersão na selva por R$ 3.095 por pessoa. 

Outras opções de imersão profunda e transformadora, como a Travessia do Vale do Pati, na Chapada Diamantina (BA), ou a Travessia dos Lençóis Maranhenses (MA), apresentam pacotes completos que variam de R$ 2.100 a R$ 3.200 por pessoa, entre 3 a 5 dias de duração. Além disso, uma expedição de 6 dias com pensão completa, lanches e hotéis pelo Jalapão (TO) tem preços a partir de R$ 5.085 por pessoa. 

"O objetivo é mostrar que o turista não precisa escolher entre o bolso e o propósito. O sustentável hoje é o caminho mais inteligente para quem busca exclusividade e impacto positivo", finaliza Lucas Ribeiro.


PlanetaEXO
www.planetaexo.com


Gastos com viagens corporativas crescem 45% e chegam a R$20 mil por colaborador ao ano

Pesquisa da Vólus realizada com mais de 1.500 empresas indica também gasto médio de R$2.254 por deslocamento profissional


O valor médio gasto em viagens corporativas cresceu 45% em 2025 em relação ao ano anterior, segundo levantamento feito pela Vólus empresa de meios de pagamento especializada em cartões de benefícios, gestão de frotas e despesas corporativas. Os dados mostram ainda que cada colaborador gasta, em média, R$20 mil por ano em deslocamentos a trabalho, com um ticket médio de R$2.254 por viagem.

A pesquisa, que analisou mais de 1.500 empresas, apontou que são realizadas, em média, cinco viagens corporativas por mês. A maior parte do deslocamento é regional, 80% ocorrem dentro do próprio estado, enquanto 18% são viagens nacionais. Apenas 2% do turismo corporativo envolve destinos internacionais.

Para Antonio de Faria, vice-presidente da Vólus, a crescente retomada das agendas presenciais com clientes e parceiros amplia o fluxo de pessoas que viajam a trabalho.

“Depois de um período em que as empresas reduziram drasticamente os deslocamentos, vemos uma retomada das viagens corporativas impulsionada pela maior adesão ao modelo de trabalho híbrido. Muitas organizações voltaram a apostar em encontros presenciais estratégicos, seja para alinhamentos internos ou reuniões com clientes, o que naturalmente aumenta a demanda por deslocamentos a trabalho pontuais com colaboradores que atuam em outros estados, principalmente.”, afirma Antonio.

O aumento dos deslocamentos a trabalho acompanha um movimento observado no mercado de turismo de negócios no país. Segundo levantamento da Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) em parceria com a FecomercioSP, os gastos das empresas com viagens corporativas superaram R$135 bilhões em 2025.

A tendência também é observada no cenário internacional. Pesquisa trimestral da Global Business Travel Association, divulgada em janeiro deste ano, mostra que 59% dos profissionais do setor estão otimistas em relação ao desempenho do mercado de viagens corporativas ao longo do ano.

Os meses de janeiro, julho e dezembro concentram os menores volumes de viagens corporativas. Segundo Antonio, o movimento reflete a redução das agendas de trabalho nesses períodos, tradicionalmente associados às férias e às festas de fim de ano.

“A expectativa é que a demanda por soluções de gestão de despesas continue crescendo nos próximos anos, algo que vai demandar maior habilidade de gestão dos recursos para viagens por parte das empresas. Ao mesmo tempo em que dão apoio aos colaboradores durante os deslocamentos, as empresas conseguem garantir a organização sobre os gastos, evitando desperdícios e facilitando a prestação de contas”, finaliza Antonio. 

 

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