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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Destinação do Imposto de Renda para Hospitais Filantrópicos encerra dia 30 de dezembro

Confira a lista das entidades no site da Femipa. São dezenas de Hospitais que precisam da contribuição de doações para importantes projetos sociais em saúde

 

Inúmeros Hospitais filantrópicos do Paraná dependem de doações para dar continuidade ao atendimento de projetos sociais em saúde gratuitos para a população. No próximo dia 30 de dezembro encerra o prazo para a declaração do Imposto de Renda e a Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa) está promovendo uma campanha para auxiliar os hospitais filantrópicos na arrecadação. 

A data limite para que o contribuinte faça doações para entidades de saúde que promovem projetos de cuidado graves, podendo abater o valor do Imposto de Renda de 2026. 

Até o final do mês, pessoas físicas podem destinar até 6% do imposto devido - por meio dos Fundos da Criança e do Adolescente e da Pessoa Idosa - para direcionar parte do imposto devido a iniciativas que atendem crianças, adolescentes, idosos e pacientes em situação de vulnerabilidade. Já empresas tributadas pelo lucro real podem destinar até 6% do IRPJ, sendo 1% para cada Fundo e até 4% via Lei Federal de Incentivo à Cultura. 

“Hospitais filantrópicos e instituições de saúde de todo o país reforçam, neste fim de ano, a importância da destinação de parte do Imposto de Renda (IR) para projetos sociais voltados à saúde", explica o presidente da Femipa, Dr Charles London. 

A destinação não representa custo adicional ao contribuinte: trata-se de uma parcela do imposto que já seria recolhido aos cofres públicos, mas que pode ser direcionada diretamente a projetos aprovados em fundos municipais, estaduais ou nacionais. Esses recursos ajudam a manter iniciativas essenciais desenvolvidas em diversos hospitais brasileiros, incluindo programas de humanização, reabilitação, prevenção e acolhimento de famílias.

 

Importância da ação 

Para os hospitais filantrópicos — responsáveis por mais de 70% dos atendimentos do SUS e grande parte dos procedimentos de alta complexidade — a destinação do IR é uma ferramenta indispensável de fortalecimento das ações sociais. Os hospitais utilizam esses recursos para fortalecer projetos sociais que incluem atendimento integral e humanizado a crianças e adolescentes em tratamento, programas de acolhimento a idosos e pacientes crônicos, ações de inclusão social e educação em saúde, aquisição de equipamentos e insumos, além de iniciativas voltadas ao amparo de famílias em situação de vulnerabilidade. Esses projetos ampliam o acesso à saúde, elevam a qualidade do atendimento e garantem impacto real na vida de milhares de pessoas todos os anos. 

“Em um cenário de aumento dos custos assistenciais e crescimento da demanda, a participação da sociedade se torna essencial para assegurar a manutenção de serviços que transformam vidas diariamente", reforça London. 

Com a proximidade do prazo final, as instituições filantrópicas intensificam a mobilização para conscientizar contribuintes sobre a facilidade e a importância da destinação do IR. A mensagem central é clara: ao destinar parte do imposto devido, qualquer cidadão ou empresa se torna parceiro direto de projetos sociais essenciais, contribuindo para o fortalecimento da rede hospitalar e para a melhoria contínua da saúde pública no Brasil.

 

Confira os hospitais que precisam de doações no Paraná

 

No Paraná, existem dezenas de hospitais filantrópicos e Santas Casas que contam com esta contribuição. São milhares de atendimentos realizados anualmente sem custo para as famílias, garantindo qualidade de vida, autonomia possível e inclusão social. A campanha segue até o encerramento oficial do prazo. Informações detalhadas podem ser acessadas no site das instituições ou pelo site da Femipa. 

Entre as instituições paranaenses que já divulgaram a possibilidade de receber doações via IR estão:

  • A princípio entre as instituições paranaenses que já divulgaram a possibilidade de receber doações via IR estão:
  • Hospital Erasto Gaertner
  • Hospital Pequeno Príncipe
  • Hospital Angelina Caron
  • Santa Casa de Curitiba
  • Santa Casa de Ponta Grossa
  • Hospital Universitário Cajuru
  • Hospital Filantrópico Policlínica (Pato Branco
  • Associação Amigos do HC
  • Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo
  • Hospital São Vicente - Guarapuava
  • Hospital do Câncer de Londrina- Londrina
  • Hospital da Cruz Vermelha PR.
  • Santa Casa Prudentopolis
  • Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (Instituto Presbiteriano Mackenzie)
  • A B Casa de Misericórdia de Cambará (Santa Casa de Cambará)
  • Santa Casa de Irati
  • Hospital Itamed (Fundação de Saúde Itaiguapy- Foz do Iguaçu)
  • ⁠⁠ISSAL Indtituto de Saúde São Lucas - Pato Branco
  • Hospital Bom Pastor ( Nova Santa Rosa )
  • Hospital Vida de Londrina
  • Hospital Beneficente Moacir Micheletto
  • ⁠⁠Hospital da Providência e Hospital da Providência Materno-Infantil (Apucarana)
  • ⁠⁠Hospital e Maternidade Luísa de Marillac (Curitiba)
  • ⁠⁠Hospital Uopeccan Cascavel e Umuarama
  • Hospital Santa Clara - Colorado
  • ⁠⁠Idf - Instituto Doutor Feitosa
  • Santa Casa de Paranavai
  • Irmandade da Santa Casa de Londrina
  • Associação Beneficente São Francisco de Assis-Umuarama
  • INSA - Instituto Nossa Senhora Aparecida – Umuarama
  • Hospital São Rafael - Rolândia
  • Hospital de Caridade Dona Darcy Vargas( Rebouças)


Prudência prevaleceu na última reunião do Copom do ano, diz FecomercioSP


Inflação dos Serviços e política fiscal do governo impediam Banco Central começar ciclo de cortes na taxa básica de juros do País


O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), manteve a prudência ao manter a taxa básica de juros do País, a Selic, em 15% ao ano (a.a.), apesar de expectativas de redução dadas pelo mercado. Na leitura da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o comitê preferiu usar a tática de recuperação segura da economia em vez de arriscar.

Na verdade, os dados apontam para sinais econômicos divergentes. Enquanto os juros altos já parecem estar produzindo o efeito desejado de esfriar a demanda, deixando o consumo das famílias praticamente estagnado, por outro lado, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre cresceu só 0,1% em comparação com o período anterior. Além disso, as projeções de inflação para este ano foram revisadas para 4,43% — dentro do limite máximo da meta (4,5%). 

 


No entanto, há indicadores ainda acendendo alertas. 

Ao analisá-los, o Copom parece ter entendido que baixar a Selic pode ser um movimento arriscado, como o aspecto fiscal: a política de gastos do governo se mostra cada vez mais expansionista, com a ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR) aprovada e os descontos que devem injetar quase R$30 bilhões na economia. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 também prevê aumento de despesas, reforçando a percepção de que a política fiscal segue na direção oposta à monetária. 

Outro tópico sensível é a inflação dos Serviços, que permanece pressionada. Mesmo com sinais de alívio nos preços de bens industrializados, o setor segue caro por causa do mercado de trabalho aquecido.



Para a FecomercioSP, há um impasse que se intensifica: ainda que surjam sinais de desaceleração econômica, um corte apressado poderia obrigar o comitê a elevar os juros novamente no futuro próximo, prejudicando a credibilidade da entidade. Por outro lado, manter a Selic elevada implicaria, de fato, em custos ao crescimento e ao emprego.

Diante do cenário complexo, o mais indicado era que a prudência prevalecesse. O BC precisa do compromisso mais claro do governo no campo fiscal e quanto ao setor de Serviços. Sendo assim, esperar mais um pouco era a garantia de que, quando os cortes vierem, serão sustentados sem recuos desnecessários. 

 

FecomercioSP


Instituto ABIHPEC promove atividades presenciais e online para fortalecer autoestima e bem-estar durante o tratamento.


 

Dezembro, mês de conscientização sobre a prevenção do câncer de pele — o tipo mais frequente no Brasil — segue com uma programação especial voltada ao acolhimento, bem-estar e autoestima de pacientes oncológicos.

O programa De Bem Com Você – A Beleza Contra o Câncer, do Instituto ABIHPEC, realiza até o fim do mês oficinas presenciais, online e em vídeo, criadas para oferecer momentos de cuidado, leveza e conexão a homens e mulheres em tratamento. 

As oficinas são conduzidas por maquiadoras voluntárias treinadas e incluem orientações práticas de autocuidado. Pacientes que participam pela primeira vez e atendem aos critérios do programa recebem um kit exclusivo de maquiagem ou autocuidado.
 

Critérios de entrega:
• Recebimento do kit após a primeira participação (em até 90 dias).

• Recebimento novamente após 1 ano (máximo de 1 kit por ano).

 

OFICINAS ONLINE – DEZEMBRO 2025

Novas turmas são disponibilizadas semanalmente, com aulas ao vivo conduzidas pelas voluntárias do programa.

Inscrições: institutoabihpec.org.br

 

OFICINAS PRESENCIAIS – A PARTIR DE 10/12
 

Oficinas para Mulheres
 
11/12 – Casa Rosa Maceió – Maceió (AL)
11/12 – IMIP – Recife (PE) – 10h
16/12 – Instituto Mário Penna – Belo Horizonte (MG) – 14h
16/12 – NOB OC Lauro de Freitas – Salvador (BA) – 14h
17/12 – ICC Fortaleza – Fortaleza (CE) – 9h
 

Oficinas para Homens


11/12 – IMIP – Recife (PE) – Presencial + Leito

 

VÍDEO-AULAS – DEZEMBRO 2025

17/12 – ICC Fortaleza – Fortaleza (CE)

 

INSCRIÇÕES PARA OFICINAS PRESENCIAIS

Pacientes devem procurar a assistente social do hospital onde a atividade será realizada.

 

Sobre o Instituto ABIHPEC e o programa De Bem Com Você

O De Bem Com Você – A Beleza Contra o Câncer realiza oficinas de automaquiagem e autocuidado em todo o país, fortalecendo autoestima, promovendo acolhimento e contribuindo para o bem-estar emocional de pacientes em tratamento oncológico.


Hospital de Curitiba lança campanha para combater fake news em saúde

A mensagem central da iniciativa reforça que informações que
salvam vidas são aquelas baseadas em orientações médicas reais
 divulgação
Iniciativa busca orientar a população a identificar informações falsas e adotar apenas conteúdos médicos confiáveis

  

O Brasil é o país que mais consome e confia em notícias divulgadas nas redes sociais na América Latina, somando mais de 6 bilhões de interações em conteúdos desse tipo, segundo levantamento da Comscore. Diante desse cenário, o Hospital Universitário Cajuru lança a campanha “Notícias que Salvam”, que alerta para os riscos das fake news em saúde, especialmente em um momento em que a inteligência artificial (IA) torna ainda mais simples produzir conteúdos falsos que parecem reais.

Com a proposta de combater a desinformação e incentivar o acesso a conteúdos verdadeiros e verificados, a campanha se apoia em quatro pilares: alertar sobre os danos provocados por notícias falsas; educar o público com dicas práticas para reconhecer informações confiáveis; cuidar, oferecendo orientações corretas para situações de emergência; e impactar positivamente, compartilhando histórias reais de pessoas que tiveram a vida salva por seguirem recomendações médicas adequadas.

De acordo com a coordenadora médica do Hospital Universitário Cajuru, Beatriz Cordeiro, o projeto surgiu para levar o acesso à informação de qualidade para a população aprender, da forma correta, a cuidar de si e dos outros. “Com o avanço do ambiente digital, o acesso a informações sobre saúde se tornou imediato. Hoje, qualquer pessoa encontra centenas de conteúdos sobre doenças, medicamentos e exames em segundos. O desafio, porém, é saber se tudo isso é realmente confiável”, alerta.

Entre as peças já divulgadas está um vídeo que utiliza IA para criar um “médico” digital, reforçando a mensagem de que nem tudo que parece legítimo nas redes deve ser considerado verdadeiro. A campanha também desmente boatos comuns, como o uso de pasta de dente em queimaduras ou a prática de inclinar a cabeça para trás durante um sangramento nasal — ambos métodos incorretos e potencialmente perigosos.

A mensagem central da iniciativa reforça que informações que salvam vidas são aquelas baseadas em orientações médicas reais. O hospital destaca a importância de desconfiar de conteúdos milagrosos ou alarmistas, evitar interromper tratamentos sem orientação profissional e sempre verificar a origem das informações relacionadas à saúde. “O Notícias que Salvam é uma forma rápida, didática, descontraída e confiável de esclarecer alguns mitos relacionados a questões de saúde comuns e que acometem a maior parte da população”, completa Victor Pessini, coordenador do Pronto-Socorro do Hospital Universitário Cajuru.

As recomendações oficiais da campanha “Notícias que Salvam”, assim como vídeos, materiais educativos e conteúdos verificados, estão disponíveis nos canais do hospital. O público pode acompanhar as orientações pelo site da instituição e pelas redes sociais oficiais, que reúnem informações atualizadas, checadas por profissionais de saúde e alinhadas às diretrizes médicas.

  

Hospital Universitário Cajuru


Homens vivem até sete anos a menos que mulheres por falta de cuidados com a própria saúde

 Estudos apontam que 50% dos homens acima dos 40 anos nunca passaram por uma consulta com urologista

 

Mesmo com os avanços da saúde e acesso a informações, a saúde do homem ainda é marcada por silêncios e preconceitos. A ideia cultural de que o homem deve ser forte, invulnerável e resistente à dor faz com que muitos deixem de buscar atendimento médico, atrasem diagnósticos e convivam em silêncio com desconfortos que poderiam ser tratados.

Segundo o Ministério da Saúde, os homens vivem, em média, 7 anos a menos que as mulheres, muito em função da menor procura aos cuidados preventivos. Além disso, dados do IBGE revelam que 36% dos homens não realizam exames de rotina ao longo do ano, percentual quase duas vezes maior do que o das mulheres.

Principais tabus que afastam os homens do cuidado com a saúde:

  • Incontinência urinária e outros problemas urinários. Ainda tratados como sinal de fragilidade, mesmo sendo comuns em diferentes fases da vida, especialmente após cirurgias, esforços físicos intensos e doenças crônicas;
  • Exames preventivos, especialmente os relacionados à saúde urológica, como câncer de próstata, que ainda carregam tabus;
  • Disfunções sexuais, como disfunção erétil e ejaculação precoce, frequentemente associadas à perda de masculinidade;
  • Saúde mental, incluindo ansiedade, depressão e estresse, são temas ainda pouco discutidos por homens, apesar de impactarem diretamente a qualidade de vida;
  • Doenças crônicas silenciosas, como hipertensão, obesidade e diabetes, muitas vezes negligenciadas até apresentarem sinais graves.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aponta que 50% dos homens com mais de 40 anos nunca consultaram um urologista. Essa baixa procura por atendimento faz com que os sinais inicialmente simples evoluam para quadros mais complexos, afetando não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional e a vida social. A SBU também revela que a incontinência urinária atinge cerca de 15% dos homens acima dos 40 anos, uma condição que impacta mais de 10 milhões de brasileiros. Esses números reforçam a importância de ampliar o diálogo sobre cuidados preventivos e incentivar o acompanhamento médico regular.

Nesse cenário, empresas que atuam com soluções de bem-estar têm desempenhado um papel fundamental na quebra desses tabus. A Bigfral, referência em cuidado e proteção, reforça a importância de olhar para a saúde masculina de forma integral, oferecendo não apenas tratamento, mas também acolhimento, informação e autonomia para que os homens busquem ajuda sem constrangimento. Entre essas soluções, a roupa íntima descartável Bigfral Moviment Unissex surge como uma aliada importante para quem convive com a incontinência urinária. Discreta, confortável e segura, ela permite que o homem mantenha sua rotina com confiança, reduzindo o impacto emocional da condição e ajudando a quebrar a barreira da vergonha ao proporcionar mais controle e tranquilidade no dia a dia.

Ao fortalecer informações confiáveis e promover produtos e soluções que apoiem o bem-estar masculino, iniciativas podem contribuir para uma mudança cultural essencial, entender que cuidar da saúde é um ato de responsabilidade, e não de fraqueza.

  

Bigfral


Estudo inédito revela que SP terá 340 mil médicos em uma década e número de profissionais sem especialização acende alerta

Demografia Médica do Estado de São Paulo apresenta raio X da Medicina e desigualdades regionais


A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), a Associação Paulista de Medicina (APM) e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) anunciam o estudo “Demografia Médica do Estado de São Paulo” 2026 (DMSP), um recorte estadual inédito e detalhado que traça as características, cenários e tendências da população de médicos nos 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS).

“A Demografia Médica de São Paulo surge com o propósito de fornecer evidências científicas para orientar políticas públicas. Com isso, busca aproximar os médicos das necessidades da população e dos serviços existentes, considerando as características sociais, econômicas e sanitárias singulares de cada região do estado”, explica o coordenador do estudo e docente do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, Prof. Dr. Mário Scheffer.



OFERTA E PROJEÇÃO DE MÉDICOS

Ao final de 2025, o estado de São Paulo contará com aproximadamente 197 mil médicos. O levantamento projeta um aumento expressivo da oferta nos próximos anos, quando o número de profissionais poderá ultrapassar 235 mil em 2030, chegando à marca de 340 mil profissionais ao final da década.

Esse crescimento acelerado fará com que a razão de médicos por habitantes suba de quatro por mil habitantes em 2025 para sete por mil em 2035. Apesar do aumento geral, a distribuição permanecerá desigual. Enquanto em 2025 a região de Ribeirão Preto dispõe de 5,2 médicos por mil habitantes, a de Registro tem 2,1.

“Ter acesso a dados tão importantes e confiáveis é fundamental para nortear nossas ações e seguir no caminho da qualidade, tomando decisões baseadas em informações concretas e objetivas, com condições de estabelecer uma política de saúde pública competente”, destaca o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Dr. Eleuses Vieira de Paiva.



ESPECIALISTAS X GENERALISTAS

O estudo aponta que 60% dos médicos em São Paulo (aproximadamente 117,7 mil) são especialistas, confirmando o papel do estado como centro formador e empregador. Ainda mais concentrados do que os médicos em geral, 57% dos especialistas estão na Grande São Paulo e outros 10% na região de Campinas.

Já o grupo de médicos generalistas (sem título de especialista) cresce em ritmo muito maior que o de especialistas. Atualmente, são cerca de 80 mil profissionais nessa condição, correspondendo a 40% do total, um salto significativo em comparação ao ano 2000, quando representavam menos de 25%.



EXPANSÃO E PRIVATIZAÇÃO DO ENSINO

O fenômeno do crescimento do número de médicos generalistas está relacionado, dentre outros fatores, à expansão do ensino privado e à insuficiência de vagas de Residência Médica (RM) para todos os egressos. Nos últimos dez anos, foram abertos 40 novos cursos de Medicina em São Paulo, totalizando 87 escolas médicas em 2025. A expansão consolidou a privatização do ensino: hoje, 92% do total de vagas são oferecidas por escolas médicas privadas, enquanto menos de 10% estão em instituições públicas.

Embora tenha havido descentralização, a Grande São Paulo ainda detém mais de 40% das vagas de graduação. A oferta de residência, apesar de ter aumentado, não acompanhou o mesmo ritmo e ainda atrai muitos candidatos de outros estados.

“A abertura indiscriminada de cursos de Medicina e o crescimento acelerado do número de médicos generalistas, uma vez que não há vagas de Residência Médica para todos, são uma grande preocupação da APM e de todo o movimento associativo”, afirma o presidente da Associação Paulista de Medicina, Antonio José Gonçalves.



MULHERES E JOVENS REDEFINEM A PROFISSÃO

O perfil dos médicos em São Paulo vem apresentando mudanças. As mulheres consolidaram-se como maioria e, em 2025, passaram a representar 52% do total de médicos. A tendência de feminização é contundente: a projeção é de que elas passem a representar 70% da população de médicos na próxima década.

Atualmente, as médicas predominam em 22 das 55 especialidades, sendo maioria expressiva (mais de 60%) em áreas como Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, e Medicina de Família e Comunidade. Além de mais feminina, a profissão rejuvenesceu: mais de um terço dos médicos no estado tem 35 anos ou menos.

“A feminização da medicina brasileira é uma conquista irreversível. Esse fato reflete o momento de transformação que vivemos, mas também impõe novos compromissos. Precisamos garantir que essa superioridade numérica venha acompanhada de equidade real em cargos de chefia, remuneração e condições de trabalho compatíveis com a realidade da mulher contemporânea”, analisa a diretora da FMUSP, Profa. Dra. Eloisa Bonfá.

CONCENTRAÇÃO NO SETOR PRIVADO: O CASO DOS CIRURGIÕES
Um dos destaques do levantamento é a análise sobre a atuação dos cirurgiões paulistas, que evidencia a forte atração exercida pelo setor privado, considerando que, no estado, 40% das pessoas têm planos de saúde.

Os dados revelam que a "dupla prática", quando o profissional atua simultaneamente nos setores público e privado, é a modalidade de trabalho de quase 70% desses especialistas. Já aqueles que atuam exclusivamente na rede privada somam 26%, enquanto menos de 7% se dedicam apenas à rede pública.

Para os pesquisadores, esse cenário reduz a disponibilidade de profissionais para a parcela da população que depende exclusivamente do SUS.

SOBRE A DEMOGRAFIA MÉDICA
A publicação “Demografia Médica do Estado de São Paulo” (DMSP) é um recorte estadual da pesquisa nacional “Demografia Médica no Brasil”, realizada há 15 anos pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). A pesquisa tem o propósito de traçar características, cenários e tendências da população de médicos no estado, além de apresentar dados referentes aos 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS).

O trabalho é apoiado pelo Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPP) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e contou com a parceria da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

ACESSE A ÍNTEGRA DO ESTUDO.

 


Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP

 

Por que estar “magro” pode não significar estar saudável

Divulgação
Herbalife
A importância da composição corporal


A composição corporal oferece um retrato muito mais preciso do estado de saúde do que o índice de massa corporal (IMC), que apenas relaciona peso e altura sem distinguir entre massa de gordura, massa muscular ou sua distribuição. Uma pessoa pode ter um IMC dentro da faixa considerada normal e, ainda assim, apresentar um percentual elevado de gordura corporal ou visceral. Esse tipo de gordura, especialmente a visceral, é metabolicamente ativa e se associa à resistência à insulina, à inflamação crônica e a maior risco cardiovascular, mesmo na ausência de sobrepeso. 

Dessa forma, essa distribuição de gordura pode dar origem ao chamado “obeso metabolicamente com peso normal” (MONW), no qual o indivíduo apresenta alterações metabólicas semelhantes às da obesidade, apesar de ter IMC dentro da faixa saudável; portanto, embora alguém pareça magro, seu metabolismo pode estar em risco. 

O aumento da gordura visceral “costuma estar relacionado ao consumo excessivo de alimentos e produtos ricos em açúcares e gorduras, que favorecem esse tipo de depósito mesmo quando o peso total parece normal, além da falta de atividade física regular, que é um fator de risco importante para o desenvolvimento dessa condição”, explica a médica endocrinologista Cecilia Solís-Rosas García. 

De acordo com publicações do European Heart Journal e do Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle, pessoas classificadas com “peso normal” pelo IMC podem ter um percentual de gordura elevado em relação à baixa massa muscular — o que aumenta os riscos de doenças metabólicas, como problemas cardíacos, diabetes e hipertensão, associados ao efeito inflamatório da gordura. Por sua vez, a redução da massa muscular eleva a probabilidade de quedas, fraturas de quadril, incapacidade funcional e mortalidade precoce.
 

Como enfrentar o problema?

É fundamental avaliar a composição corporal — isto é, a proporção entre massa de gordura e massa muscular — e não se basear apenas no IMC como ferramenta diagnóstica ou de acompanhamento. Também é importante promover mudanças no estilo de vida:

• Adotar uma alimentação equilibrada, com alimentos nutritivos, e garantir ingestão adequada de proteínas, cálcio, vitaminas e minerais.

• Praticar atividade física regularmente (150 a 300 minutos semanais), independentemente do número na balança.

• Controlar o estresse.

• Priorizar de 7 a 9 horas de sono de qualidade.

• Fazer o monitoramento periódico da composição corporal, por exemplo, utilizando uma balança de bioimpedância, com acompanhamento de um profissional de saúde.



Herbalife


Diabesidade: o elo perigoso entre obesidade e diabetes tipo 2

Diabesidade — a coexistência das duas doenças metabólicas, que se retroalimentam silenciosamente e aumentam o risco de complicações cardiovasculares, hepáticas e renais

 

O aumento dos casos de diabetes tipo 2 no mundo está diretamente ligado ao avanço da obesidade. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), 80% das pessoas com diabetes tipo 2 estão acima do peso. E, segundo o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa, esse dado revela algo essencial: o diabetes não é apenas uma doença do pâncreas, mas de todo o metabolismo. “O excesso de gordura visceral — aquela que se acumula na região abdominal — interfere diretamente na ação da insulina. Ela provoca inflamação e resistência nos receptores celulares, impedindo que o hormônio atue de forma eficiente”, explica.
 

A gordura que adoece por dentro

Diferente da gordura subcutânea, que fica logo abaixo da pele, a gordura visceral se aloja entre os órgãos internos e libera substâncias inflamatórias conhecidas como citocinas, que alteram a função do fígado e do pâncreas.
O resultado é um círculo vicioso: quanto mais gordura, maior a resistência à insulina — e quanto maior a resistência, mais o corpo acumula gordura.

“É por isso que tratar a obesidade é tratar também o diabetes. Essas duas doenças têm a mesma origem metabólica”, reforça Dr. Rodrigo.
 

A cirurgia bariátrica como tratamento metabólico

Nos últimos anos, a cirurgia bariátrica deixou de ser vista apenas como uma solução estética e passou a ser reconhecida pela comunidade médica internacional como tratamento metabólico — especialmente em casos de diabetes tipo 2 associado à obesidade.

Ao reduzir o tamanho do estômago e modificar o trânsito intestinal, a cirurgia estimula uma mudança hormonal importante: há melhora imediata na produção e na ação da insulina, além de aumento nos níveis de GLP-1, hormônio que ajuda a controlar o apetite e o açúcar no sangue.

“Em muitos casos, o paciente deixa de precisar de medicação para o diabetes poucos dias após a cirurgia — antes mesmo de perder peso. Isso mostra que o impacto é hormonal e metabólico, não apenas mecânico”, destaca o especialista.
 

Resultados que mudam a história do diabetes

Estudos internacionais apontam que até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 entram em remissão após a cirurgia bariátrica, especialmente quando o procedimento é realizado nas fases iniciais da doença.

Além de reduzir a glicemia, a cirurgia traz benefícios que vão muito além do controle do açúcar: melhora do colesterol, normalização da pressão arterial, aumento da fertilidade e redução significativa do risco cardiovascular.

  


Dr Rodrigo Barbosa - Cirurgião Digestivo sub-especializado em Cirurgia Bariátrica e Coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco e coordenador do Canal ‘Medicina em Foco’ no Youtube Link


Saúde nas festas de fim de ano: quando procurar a emergência

Excessos alimentares, quedas e acidentes domésticos podem exigir avaliação imediata

 

Com a chegada das festas de fim de ano, cresce o número de atendimentos emergenciais ligados a acidentes domésticos, quedas e excessos alimentares. Entre viagens, confraternizações e atividades físicas improvisadas, situações que envolvem trauma ou dor abdominal tornam-se mais frequentes, e entender quando procurar um exame de imagem pode evitar complicações sérias. 

Segundo especialistas em radiologia, exames como tomografia, ultrassonografia e ressonância magnética são fundamentais para identificar lesões que nem sempre são visíveis de imediato, mas que podem evoluir rapidamente se não forem diagnosticadas.
 

Traumas: quando o exame de imagem é indispensável

Quedas durante brincadeiras, escorregões à beira da piscina ou pequenos acidentes domésticos podem parecer inofensivos no momento, mas merecem atenção quando surgem sinais como:

  • dor intensa ou persistente;
  • dificuldade para se movimentar;
  • inchaço localizado;
  • sensação de pressão no peito ou abdômen;
  • perda momentânea de consciência após impacto.

Nesses casos, a tomografia computadorizada é o exame mais indicado, por sua capacidade de identificar fraturas, sangramentos internos e lesões em órgãos com rapidez e precisão. 

“Quando a tomografia é feita com contraste, verifique se o hospital e/ou clínica usam o Transfer-Fill multipaciente e o Patient-Set, um extensor por paciente com válvula antirrefluxo. Estes produtos são os únicos que possuem segurança viral e bacteriana, nos exames de imagem, que são realizados em injetoras de contrastes", explica a especialista Marcela Padilha, enfermeira PhD - Pesquisadora e Suporte Clínico da ALKO do Brasil.

 

Desconforto abdominal: quando é preciso investigar

As festas também são marcadas por mudanças alimentares, refeições mais pesadas, maior consumo de álcool e doces, o que pode desencadear quadros de desconforto, náuseas e dor abdominal.

No entanto, é importante diferenciar sintomas passageiros de sinais de alerta:

  • dor abdominal intensa ou que piora com o tempo;
  • febre persistente;
  • vômitos frequentes;
  • sensação de estufamento acompanhada de dor aguda;
  • dor irradiada para costas ou ombros.

Esses sintomas podem indicar condições como apendicite, pancreatite, cálculos biliares ou gastroenterite aguda.

Nessas situações, o ultrassom abdominal costuma ser o primeiro exame a ser solicitado, especialmente para avaliar fígado, vesícula e vias biliares. Já a tomografia é usada quando há suspeita de inflamação mais avançada, perfuração ou sangramento.
 

Diagnóstico precoce evita complicações

De acordo com médicos radiologistas, o diagnóstico por imagem têm papel central no atendimento emergencial das festas de fim de ano, especialmente porque muitos sintomas iniciais podem ser inespecíficos. 

“A dor pode parecer simples, mas o exame de imagem é o que confirma a gravidade do caso. Em situações de trauma ou dor abdominal intensa, ele pode literalmente mudar o rumo do tratamento e evitar complicações maiores”.
 

O que fazer diante de um trauma ou dor abdominal?

  1. Observe os sintomas: intensidade, duração e evolução.
  2. Evite automedicação: analgésicos podem mascarar sinais importantes.
  3. Procure atendimento médico rápido: principalmente se houver dor forte, febre ou histórico de trauma.
  4. Siga a recomendação do especialista: cada exame tem função específica, e só o médico pode definir o melhor caminho.

Cuidados simples que fazem diferença

  • Evite excessos alimentares e consumo abusivo de álcool.
  • Hidrate-se bem, especialmente no calor.
  • Cuidado com atividades improvisadas, brincadeiras em escadas, trampolins ou piscinas.
  • Use calçados adequados para evitar escorregões.

  

Bronzeado saudável não existe 

Médicos alertam sobre riscos da exposição solar e sobre a importância da proteção solar eficaz  

Infelizmente … aquele bronze dourado e saudável não existe! Esse, que é o desejo de muitas pessoas, pode representar um real perigo para a saúde da pele.  

“Classificamos os tipos de pele de I a VI, de acordo com a capacidade de resposta à radiação ultravioleta (UV), sendo chamado fototipo I aquele que sempre se queima e nunca se bronzeia, até o VI, pele negra, totalmente pigmentada, com grande resistência à radiação UV. A pigmentação constitutiva - cor natural da pele - é definida geneticamente. A cor facultativa - bronzeado - é induzida pela exposição solar e é reversível quando cessa a exposição”, explica a dermatologista Dra. Ana Paula Fucci, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

 O chamado "bronzeado dourado" é observado nas peles mais claras e para ocorrer, ocasiona danos no DNA das células.  “As  consequências serão vistas anos mais tarde, em forma de fotoenvelhecimento, manchas ou lesões cutâneas malignas.O ideal é respeitar seu tipo de pele e sua sensibilidade ao sol. Nunca queimar a ponto de “descascar”. Importante: evite se expor ao sol entre 10 e 16h”, detalha a dermatologista.  

Dra. Ana Paula alerta ainda sobre os riscos de bronzeamento artificial, através das câmaras de bronzeamento: “esse é ainda mais prejudicial para a pele do que a exposição ao sol. A radiação é entregue de forma concentrada e direta, sem nenhum tipo de filtro ou proteção”.  

 A médica ressalta que filtro solar não é uma permissão para a exposição ao sol. “Ele é um grande aliado, desde que sejam seguidas as orientações de horário, evitar exposição exagerada e usar complementos como bonés, óculos etc”, reforça Dra. Ana Paula Fucci.  

 

Proteção solar eficaz 

A rotina de proteção solar é muito importante em qualquer época do ano, sobretudo agora no verão.  “Não deixe para aplicar o filtro quando chegar na praia ou piscina, por exemplo. O ideal é aplicá-lo cerca de 20 minutos antes de se expor ao sol, para dar tempo de ser absorvido e começar a agir. Também devemos reaplicar o filtro solar a cada 2 horas ou após se molhar ou suar muito”, destaca Dr. Franklin Veríssimo, Especialista e pós-graduado em Laser, Cosmiatria e Procedimentos pelo Hospital Albert Einstein-SP. 



Dr. Franklin destaca três aspectos importantes para uma proteção solar eficaz:


1- 
“Use filtro com FPS 30 ou maior;  e para as crianças ou pessoas que possuem pele mais sensível, FPS de no mínimo 50;


2- Use proteção adicional ao filtro solar, como chapéus, viseiras, óculos escuros. Recomendo evitar a exposição solar entre 10 e 16h;


3.  Use roupas leves, claras e chapéu e óculos de proteção UV, principalmente se for praticar caminhadas e atividades físicas ao ar livre.  Quem costuma ficar muito tempo no sol tem que redobrar os cuidados e investir em roupas com proteção ultravioleta”, conclui o médico.  

 

 

Fontes:

1) Dra. Ana Paula Fucci - Dermatologista formada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense(UFF). Residência em Clinica Médica na UFF e Dermatologia na UFRJ. Título de especialista em Dermatologia (RQE: 19876). Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e Academia Européia de Dermatologia (EADV).

 

2) Dr. Franklin Verissimo - CRM-CE 10920 - Especialista e pós-graduado em Laser, Cosmiatria e Procedimentos pelo Hospital Albert Einstein-SP. Formação em Medicina Estética. Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará-CE. Especialista e pós-graduado em Laser, Cosmiatria e Procedimentos pela Universidade Estadual do Ceará-CE. Especialista e pós-graduado em Medicina RM Estética pelo Instituto BWS-SP.



Hipertensão Arterial Pulmonar: 6 pontos essenciais para entender a doença em destaque na novela “Três Graças”

 

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Trama televisiva reacende debate sobre diagnóstico precoce e mostra como tecnologia, dados e atenção aos sintomas podem salvar vidas

 

Com sintomas iniciais que passam despercebidos e podem ser confundidos com cansaço ou estresse, a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma doença rara e grave que ainda apresenta alto índice de subdiagnóstico no Brasil. A condição voltou ao debate público após ganhar espaço na novela ‘Três Graças’, da TV Globo, por meio da personagem Lígia, interpretada por Dira Paes, que enfrenta os desafios da doença ao longo da trama. 

Para ajudar a população a reconhecer a HAP mais cedo e entender os avanços no cuidado, o médico e líder de transformação tecnológica da Neuralmed, empresa de saúde que oferece soluções que tornam o mercado de saúde mais eficiente e sustentável, Dr. Guilherme Crespo, explica os seis pontos essenciais que todos devem saber:
 

1. A doença é rara, grave e silenciosa

A Hipertensão Arterial Pulmonar provoca aumento da pressão nos vasos que levam sangue do coração aos pulmões. É progressiva, potencialmente fatal e costuma ser confundida com outras doenças respiratórias. “A HAP avança de forma silenciosa e exige investigação cuidadosa. Quanto mais cedo identificada, maiores as chances de controlar a progressão e preservar a qualidade de vida”, explica o Dr. Guilherme Crespo.
 

2. Sintomas iniciais confundem e atrasam o diagnóstico

Os primeiros sinais, como cansaço, dificuldade para respirar, inchaço nas pernas e tonturas, são frequentemente atribuídos ao estresse ou ao sedentarismo. Segundo o especialista, “o grande desafio é que os sintomas parecem comuns. Isso faz com que muitos pacientes procurem ajuda quando a doença já está em estágio avançado”.
 

3. Diagnosticar cedo muda o curso da doença

A confirmação do diagnóstico depende de exames como ecocardiograma, tomografia e cateterismo cardíaco. A rapidez nesse processo faz diferença direta no desfecho clínico. “É uma condição que exige insistência em investigação e cuidados na ausência de melhora clínica a despeito dos tratamentos propostos. O diagnóstico se torna tardio quando o paciente 'aceita', passa a conviver com os sintomas e muda seus hábitos e rotinas ao invés de continuar a investigação dos sintomas que persistem”, afirma Crespo.
 

4. Tecnologia e IA estão ajudando a identificar casos mais cedo

Ferramentas digitais como algoritmos para leitura de exames de imagem, triagem inteligente e integração de dados clínicos já ajudam médicos a suspeitar da doença de forma mais rápida. “Soluções de IA conseguem identificar padrões que o olho humano não percebe de imediato. Falamos sobre ferramentas que podem encontrar o paciente certo, na hora certa, e chamá-lo de volta para a linha de cuidado, o que é fator-chave para o tratamento mais eficaz”, destaca o médico.
 

5. Dados integrados aceleram o caminho do paciente até o especialista

Quando exames, histórico clínico e sintomas são reunidos em um único sistema, o rastreio fica mais preciso. “A integração de dados reduz erros, evita queixas repetidas sem solução e ajuda a detectar trajetórias clínicas típicas da HAP”, explica Crespo.
 

6. A novela amplia a conscientização e incentiva a busca por atendimento

A abordagem do tema em Três Graças tem impacto direto na informação da população. “Quando a ficção traz uma doença rara para o centro da narrativa, ela educa. Muitas pessoas passam a reconhecer sintomas e buscar avaliação médica e isso salva vidas”, afirma o especialista.

  

NeuralMed

 

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