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segunda-feira, 15 de abril de 2024

Dia dos Povos Indígenas: 6 filmes infantis sobre a importância da data

 

Hoje, os povos indígenas brasileiros representam
 cerca de 0,83% da população brasileira.
Foto de Fredox Carvalho no Pexels.

Objetivo é combater o preconceito e exigir que os direitos dos povos originários sejam cumpridos, além de refletir sobre inclusão

 

O Dia Nacional dos Povos Indígenas, comemorado em 19 de abril, foi criado como uma forma de homenagear a diversidade cultural e histórica dos povos originários do território brasileiro. O objetivo é combater o preconceito e exigir que os seus direitos sejam cumpridos, além de refletir sobre a inclusão. Para reforçar ainda mais esse compromisso, é importante permitir que as crianças tenham contato, desde cedo, com a riqueza dos povos originários. Uma das formas de se fazer isso é por meio dos filmes. 

A data foi criada em 1943 após a realização do Congresso Indigenista Interamericano e por meio do incentivo de Marechal Rondon, um importante apoiador das populações indígenas brasileiras. “As terras indígenas, especialmente as reservas demarcadas, representam as áreas mais bem preservadas do território brasileiro. Além da preservação cultural, o benefício ao meio ambiente é notável”, ressalta o professor de História do Colégio Marista Londrina, Sergio Cavalheiro. 

Hoje, os povos indígenas brasileiros representam cerca de 0,83% da população brasileira, de acordo com dados do último Censo do IBGE (2022). No total, são 1.693.535 de indígenas no país, sendo 622,1 mil (36,73%) em terras indígenas oficialmente reconhecidas pelo governo federal e 1,1 milhão (63,27%) fora delas. São 305 grupos étnicos falantes de 274 diferentes línguas.

 

Confira 6 filmes que ajudam a conscientizar sobre a importância dos povos indígenas:

 

Kalapalo

O filme é uma animação feita por crianças da etnia Kalapalo. A obra conta um pouco sobre esse povo e também aborda a festa do Kuarup, celebrada na região do Xingu.

 

Ainbo: A Guerreira da Amazônia 

Para o público infantil, a animação, dirigida e roteirizada por Richard Claus, narra a história de Ainbo, uma menina que nasceu e foi criada na aldeia de Candámo, na Floresta Amazônica. O filme mostra como a ganância afeta o cotidiano dos povos indígenas.

 

Tainá - a Origem

Abrigada entre as raízes de uma Grande Árvore, a bebê Tainá é salva pelo velho e solitário pajé Tigê, que passa a cuidar dela. Cinco anos depois, a menina encara os malfeitores da floresta e desvenda o mistério de sua própria origem.

 

Tudo verdim, uma constelação de memórias inventadas

Narrado pelas crianças do Território Indígena Pankararé no Sertão da Bahia, a obra é uma coleção de memórias inventadas, narrado entre pausas, cantos sagrados, palavras e desenhos.

 

Caminho dos gigantes

Em uma floresta de árvores gigantes, Oquirá, uma menina de 6 anos, vai desafiar seu destino e aprender sobre o ciclo da vida. O filme mostra a importância e a força da natureza e a conexão com a terra e os seus elementos.


A Festa dos Encantados      

O filme narra a saga de um índio Guajajara que, procurando pelo irmão perdido, encontrou um mundo subterrâneo habitado por seres encantados e ali permaneceu até aprender todos os rituais e cânticos de várias celebrações.


Flexibilidade e diversidade são as vantagens de contratar CEO de aluguel

A Conselheira Consultiva Andria Tuma afirma que do CEO as a Service fornece orientação estratégica e técnica


No dinâmico mundo dos negócios, a busca por soluções inovadoras e flexíveis é constante. É nesse contexto que surge o conceito revolucionário do CEO de Aluguel, também conhecido como CEO as a Service. A conselheira consultiva Andria Tuma explica sobre o serviço.

"Imagine ter acesso imediato a um CEO experiente, capaz de cuidar da sua empresa, moldar estratégias para meses e fornecer insights valiosos para decisões técnicas cruciais. É como ter um guia experiente ao seu lado, pronto para ajudar a enxergar além do óbvio.Esse serviço sob demanda, oferecido por assinatura, se adapta perfeitamente às necessidades de cada empresa, independentemente do seu tamanho. A popularidade do CEO de Aluguel cresceu rapidamente, e não é à toa que ele se tornou conhecido dessa forma. Esse modelo de contratação permite que as empresas acessem habilidades e experiências de CEO altamente qualificados, sem o ônus de investir em treinamento e desenvolvimento interno", explica.

Ela afirma que uma das principais tendências do CEO as a Service é a utilização de profissionais experientes e altamente qualificados, que fornecem orientação estratégica e técnica. "Eles são especialistas em identificar tendências de mercado e inovações, desenvolvendo planos para capitalizar essas oportunidades. Trabalhando em estreita colaboração com a equipe de gestão estratégica da empresa, garantem a implementação eficiente das estratégias delineadas", ressalta.

De acordo com Andria, a flexibilidade é uma das grandes vantagens desse modelo. "Em vez de comprometer-se com um CEO em tempo integral, as empresas podem contratar um profissional por um período específico. Isso é ideal para momentos de crescimento acelerado ou para liderar projetos específicos, oferecendo acesso às habilidades de um CEO sem amarras a longo prazo".

Ainda segundo a especialista, outra vantagem é a diversidade de habilidades e experiências acessíveis. Ao optar por um CEO as a Service, as empresas podem escolher profissionais que atendam exatamente às suas necessidades específicas. Seja para implementar tecnologias de ponta ou criar estratégias de crescimento, há um CEO adequado para cada desafio.

Exemplos notáveis de sucesso incluem empresas como Zappos, Uber e Airbnb, que utilizaram a terceirização de cargos C-level para impulsionar sua inovação. A Zappos, por exemplo, contratou um CTO as a Service para liderar sua evolução no mercado de e-commerce. Já a Uber e a Airbnb buscaram CTs as a Service para liderar o desenvolvimento de tecnologias inovadoras em transporte e hospedagem, respectivamente.

"Entretanto, é importante lembrar que o CEO de Aluguel não substitui um CEO permanente. Enquanto é uma solução valiosa a curto prazo, a contratação de um CEO permanente pode ser mais adequada a longo prazo, especialmente em empresas em crescimento acelerado ou que enfrentam desafios técnicos constantes. O CEO de Aluguel é uma ferramenta estratégica poderosa, mas saber quando e como utilizá-la é essencial para o sucesso duradouro de uma empresa", enfatiza.

Andria Tuma, uma experiente Conselheira Consultiva, que tem um extenso currículo repleto de realizações. Graduada em Ciências Contábeis e mestre em Gestão Empresarial e Auditoria Empresarial, ela é membro de diversos conselhos e possui vasta experiência como auditora e consultora em grandes multinacionais. Com mais de 500 empresas em seu portfólio de consultoria, ela é uma conselheira em governança corporativa familiar.

Sua jornada profissional a levou a compreender os diferentes níveis de maturidade empresarial, permitindo-lhe guiar empresas para o próximo estágio com assertividade, visando otimizar resultados e acelerar o crescimento.

Determinada a fazer a diferença na vida dos pequenos empreendedores, Andria aplica um serviço inovador: o CEO de Aluguel. Também conhecido como CEO as a Service ou CEO on Demand, esse serviço foi carinhosamente apelidado de “CEO de Aluguel” por especialistas. Seu objetivo é fornecer orientação e liderança estratégica para pequenas e médias empresas, oferecendo expertise sem os encargos financeiros de uma contratação permanente.

Ao assumir temporariamente o papel de CEO, Andria busca ampliar a visão dos empreendedores e identificar pontos cegos, fornecendo conselhos valiosos para enfrentar os desafios do crescimento empresarial. Seu objetivo é fortalecer essas empresas, ajudando-as a se tornarem sólidas e sustentáveis.

Sua missão é clara: capacitar os pequenos e médios empresários, tornando tangível um serviço antes visto como inacessível. Para Andria, cada empresa que ela ajuda a crescer é um testemunho do poder transformador do empreendedorismo e da dedicação à causa da prosperidade empresarial. 

Ela encerra sua narrativa destacando que sua vida se tornou uma jornada de serviço e compromisso, refletindo seu amor pela arte de empreender e sua devoção à construção de um mundo empresarial mais justo, sustentável e inclusivo.


O superpoder do crachá: ascensão e queda no mundo corporativo

Era uma vez no reino do cubículo infinito, onde guerreiros armados de laptops e smartphones batalhavam dia após dia, algo mágico pairava no ar, algo que conferia poderes quase místicos a quem o possuísse: o crachá corporativo.

Este não era um mero pedaço de plástico decorado com um nome mal impresso e uma foto desfavorável. Não, senhoras e senhores, este era o cetro de reis e rainhas do mundo corporativo, o Excalibur dos escritórios. Com ele, os mortais transformavam-se em titãs, capazes de atravessar barreiras de segurança e ativar copiadoras com um único toque. Portadores deste talismã eram saudados com "bom dia" mais entusiasmado por recepcionistas e tinham o poder de convocar reuniões que todos, por alguma razão desconhecida, sentiam-se obrigados a comparecer.

Mas ah, o que acontece quando este crachá é transferido para outro? Quando o poderoso fica sem seu emblema de poder? Aí, meus amigos, observamos o fenômeno mais hilário e tragicômico do habitat corporativo: a invisibilidade instantânea.

João, outrora gerente de projetos e detentor do Grande Crachá de Acesso Ilimitado, caminhava pelos corredores como se fosse dono deles. Os cumprimentos eram abundantes, as portas se abriam, as máquinas de café liberavam seu néctar sem hesitação. Mas então, veio a reestruturação – esse eufemismo para "vamos ver quem realmente precisa estar aqui" – e o crachá de João foi realocado para a nova queridinha do pedaço, Mariana.

Na manhã seguinte, João entrou no escritório. Bem, ele tentou. A porta de segurança, essa guardiã implacável, não reconheceu seu novo crachá genérico. "Bip-bip! Acesso negado!" ela zombou, enquanto colegas que antes o saudavam agora passavam por ele, absortos em seus próprios mundos de crachás funcionais.

Sentado em uma cadeira menos ergonômica, na terra desolada conhecida como "Setor B", João percebeu que havia se tornado um cidadão comum do mundo corporativo. Os cumprimentos minguaram, as reuniões tornaram-se convites que ele só recebia por engano e sua habilidade de influenciar decisões tinha evaporado como café da manhã da empresa quando a equipe de TI está na cidade.

E Mariana? Ah, ela prosperava, navegando pelos corredores com seu crachá brilhante, inadvertidamente passando pelo pobre João sem reconhecê-lo. O poder do crachá havia conferido a ela a visibilidade que João perdera, transformando-a em uma entidade quase celestial no ecossistema empresarial.

Assim, através das desventuras de João, aprendemos uma lição valiosa sobre o poder ilusório no mundo corporativo. O crachá, percebemos, era mais que um dispositivo de acesso; era uma capa de invisibilidade reversa, uma ferramenta de status que transformava profissionais comuns em seres mitológicos – até que não fossem mais.

E enquanto João agora planeja como ressurgir das sombras do Setor B, o restante de nós observa, divertindo-se com a dança constante de ascensão e queda que é tão peculiar – e hilária – no teatro do mundo corporativo.

 

Francisco Carlos
CEO Mundo RH


São Paulo é berço do maior cafezal urbano do mundo

O Instituto Biológico, ligado à SAA, na capital paulista, abriga uma grande lavoura de café, que se tornou referência no estudo do comportamento do grão.

 

O café faz parte da rotina das pessoas em todos os lugares do mundo. Muita gente só consegue começar bem depois dele. De acordo com dados da Organização Internacional do Café (OIC), o café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, ficando atrás somente da água. 

Segundo a pesquisa, os brasileiros tomam em média de 3 a 4 xícaras de café por dia. Sendo o café expresso o preferido, seguido do café com leite e o cappuccino. E foi por conta dessa paixão, não só brasileira, como também mundial, que em 2015 a OIC criou o Dia Mundial do Café com o objetivo de celebrar a bebida, seus produtores e a sua importância econômica para o mundo.


Cafezal do Instituto Biológico
 

No Estado de São Paulo esse ano a produção de café foi avaliada em 5,4 milhões de sacas beneficiadas, representando um crescimento de 7,4% em relação a 2023, de acordo com o “Acompanhamento da Safra de Café – 1° Levantamento”, elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Em nível nacional, a produção deve chegar a 58,1% milhões de sacas, um aumento de 5,5% em comparação à safra anterior. 

Mas se engana quem pensa que surgiu agora a relação do café com o estado de São Paulo. No final do século XIX e início do século XX, a bebida surgiu como o principal motor econômico do país, impulsionando um período que ficou conhecido como “Era do Café” ou “Ciclo do Café”.

Neste período, São Paulo desempenhou um papel de destaque na produção e comércio do produto, sendo considerado na época um dos principais pólos econômicos do país. O sucesso da bebida teve impacto significativo no desenvolvimento urbano da cidade. 

Ainda hoje a história do estado de São Paulo com o café é preservada. O Instituto Biológico (IB-APTA),ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, localizado na Vila Mariana, na capital paulista, abriga o maior cafezal urbano do mundo. “O cafezal do Instituto Biológico foi criado para resolver o problema da broca do grão. Um inseto que causa dano direto na produção”, conta Harumi Hojo, pesquisadora científica do instituto.

As primeiras mudas de café foram plantadas no IB-APTA na década de 1950 e atualmente contam com 8 variedades do café arábica. O local se tornou um espaço de diálogo sobre sustentabilidade, agricultura regenerativa orgânica, e estudo do comportamento do café.

“Desde 2021, esse cafezal virou um projeto cadastrado no NIT de Inovação Tecnológica”, relembra Harumi. “As pessoas quando vem conhecer aqui adquirem muitos conhecimentos”.

Além de ser um ambiente de aprendizado e pesquisa, o cafezal também possibilita o contato com a natureza sem precisar sair da cidade. Com a rotina corrida da metrópole, muitas pessoas não conseguem tempo para viajar e estar em contato com o meio ambiente, então, esse espaço facilita essa interação. 

“Uma vez por ano a gente convida a população para fazer a vivência, para colher o café”, conta a pesquisadora. “É uma cultura muito interessante para vir conhecer, que está dentro da cidade de São Paulo e as pessoas não precisam se deslocar muito”, conclui.

Para realizar a visita, basta preencher um formulário disponível no instagram do Cafezal Urbano (Link).

  

PORTABILIDADE NUMÉRICA - SÃO PAULO ultrapassa 29,33 milhões de trocas de operadoras de telefonia desde a implementação

Brasil realizou 91,56 milhões de trocas de operadora desde 2008

 

Desde 2008, no Brasil, usuários de telefonia móvel e fixa podem migrar de operadora sem alterar o número de identificação dos acessos. Neste período, 91,56 milhões de transferências foram realizadas.

De acordo com o relatório trimestral da ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações), Entidade Administradora da Portabilidade Numérica, desde setembro de 2008, quando o serviço passou a ser oferecido no País, até o dia 31 de março de 2024, foram efetivadas 22,65 milhões (25%) de migrações por usuários de telefones fixos e 68,91 milhões (75%) a partir de iniciativa de titulares de números de terminais móveis.

A portabilidade numérica começou a ser implantada gradativamente nos 67 DDDs em operação no País a partir de setembro de 2008 e as migrações foram possíveis, em todo o território nacional, em março de 2009.


Portabilidade numérica em São Paulo – Desde que a portabilidade numérica passou a fazer parte dos serviços telefônicos do DDD 11 a 19, os usuários desta área realizaram 29,33 milhões ações de portabilidade numérica. O equivalente a 6,89 milhões (24%) solicitações foram feitas por usuários de telefones fixos e 22,44 milhões (76%) para telefones móveis


Primeiro trimestre no Brasil – Considerando apenas o primeiro trimestre de 2024 (janeiro a março), a ABR Telecom apurou que 1,50 milhão de trocas de operadoras foram concluídas. Nesses três meses, 336,46 mil (22%) migrações foram feitas por usuários de terminais fixos e 1,16 milhão (78%) demandadas por titulares de telefones móveis.


Trimestre em São Paulo – De acordo com a apuração entre os telefones atendidos pelos DDD 11 a 19 o relatório mostra a efetivação de 432,83 mil solicitações de portabilidade numérica entre os meses de janeiro a março deste ano. Os usuários de telefones fixos respondem por 79,63 mil (18%) transferências e os de móveis, por 353,20 mil (82%).


Regulamento – A portabilidade numérica é realizada entre operadoras de Serviço Móvel Pessoal (SMP) e Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) conforme o Anexo do Regulamento dos Serviços de Telecomunicações, aprovado pela Resolução ANATEL Nº 73, de 25 de novembro de 1998. O modelo de portabilidade numérica no Brasil, definido pela Anatel, determina que as trocas devem ser solicitadas pelos usuários sempre dentro do mesmo serviço, isto é, de móvel para móvel ou fixo para fixo, e na área de alcance do mesmo DDD.



Prazos – A partir do momento em que o usuário solicita a transferência de operadora comunicando à empresa para onde deseja migrar, a efetivação acontece em três dias úteis ou após esta data, quando o usuário quiser agendar. Caso o usuário desista da migração e decida permanecer na operadora que presta o serviço, dispõe de dois dias úteis, após a solicitação de transferência, para suspender o processo de migração em andamento.



Para fazer a portabilidade numérica

Entre os critérios que devem ser observados, no momento de solicitar transferência de operadora:

- Informar à operadora de telefonia que recebe o pedido, o nome completo;
- Comprovar a titularidade da linha telefônica;
- Informar o número do documento de identidade;
- Informar o número do registro no cadastro do Ministério da Fazenda, no caso de pessoa jurídica;
- Informar o endereço completo do assinante do serviço;
- Informar o código de acesso;
- Informar o nome da operadora de onde está saindo;
- Responder o SMS de confirmação da Portabilidade.



Consultas – Acompanhe o movimento de pedidos e efetivações de transferências da portabilidade numérica conforme o DDD e data de início do serviço, pelo site da ABR Telecom. O site também dispõe de uma ferramenta de busca para pesquisar a qual operadora pertencem os números de telefones, consulte aqui

 

Instruções para a resolução 4.966/21: com o que as instituições precisam se preocupar a partir de agora?


Resolução traz mudanças significativas no cenário contábil e impacta diretamente as organizações financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pelo BACEN; lições aprendidas devem elucidar o cronograma para adequação à norma


A IFRS-9, norma internacional que visa aprimorar a precisão na mensuração das provisões para crédito, nas métricas para classificação de ativos financeiros e em outros critérios contábeis para maior alinhamento e transparência com as melhores práticas internacionais, deve ser implementada pelas corporações financeiras, de acordo com a resolução CMN 4.966/21, que entrará em vigor em 2025. Com o intuito de compartilhar conhecimento e experiências de grandes instituições do mercado financeiro brasileiro que estão em meio ao projeto de adequação de suas plataformas internas e de terceiros, a Topaz, uma das maiores empresas de tecnologia especializada em soluções financeiras digitais da América Latina e que se destaca por liderar a prestação de serviços para adaptação de clientes ao novo modelo com agilidade e eficiência, promoveu webinar com algumas instruções que podem ajudar a esclarecer os detalhes e as implicações desta importante resolução.

Muitas dúvidas sobre o tema, inclusive se o Banco Central manterá o cronograma de implantação definitivo para 2025 e, outros grupos, em 2027, bem como os desafios associados à sua implementação, ainda surgem. “As lições aprendidas neste evento online prestam um serviço de utilidade pública para os colegas empenhados em se adequar à diretriz ao longo destes 18 meses de projeto”, elucida Frank Fujisawa, Diretor de Negócios da Topaz, que conduziu o bate-papo com os convidados.

De acordo com Everton Vieira, diretor da BIP Brasil, empresa de consultoria referência sobre a 4.966 no mercado brasileiro, a expectativa é muito baixa para que a IFRS-9 seja postergada. “O feedback que temos do BACEN é que uma série de pleitos simplificaram alguns pontos da norma e o próprio plano de contas foi postergado, uma parte dele, para 2027. Ainda, uma série de itens foram flexibilizados ao longo do tempo, mas a sinalização é de que ela será mantida, até porque há o fator adicional da lei 14467, que trata de crédito tributário e está ligado à resolução, que passa por rito de aprovação desconectado do BACEN, e sim, pelo Congresso”, explicou.

Representando o sistema intercooperativo como um todo, Danilo Rocha e Silva, Head de Risco do Sicredi, avalia a previsão remota de que o BACEN irá estender as datas da 4.966, inclusive com o arcabouço da regulamentação do novo Cosif, que já foi emitida. “Tudo o que está existindo são pleitos de correção e, agora, o mercado está se envolvendo e estamos entrando a fundo em diversas questões”. Danilo revela a complexidade da adequação à norma, dado o volume de entidades dentro de um conglomerado de sistema cooperativo. “Correções estão sendo feitas, com algumas assimetrias e algumas particularidades do Banco Central e, por enquanto, nada da prorrogação da norma”.

Na opinião de Édipo Santos, gerente de Operações de Tesouraria do Bradesco, a alteração que está sendo proposta pelo BACEN no sistema de contas do novo Cosif é extremamente radical em uma estrutura contábil que vigora no país há quase 60 anos. “Temos no Cosif bastante modificações de contas e conceitos e, apesar de estarmos levando todas as dificuldades ao Banco Central, ele segue irredutível para 2025”.

Levando em conta de que três meses do ano já se passaram e com base nas lições aprendidas até aqui, o webinar da Topaz levantou outra questão: o que as instituições devem fazer daqui para frente para conseguir começar o ano devidamente adequadas. Para Everton Vieira, num período que faltam nove meses para implantar a resolução, “rodar em paralelo” pode ser um teste para checar detalhes como o processamento que saiu errado, o número que não saiu correto ou uma contabilização que não ficou clara. “Quando fazemos uma reflexão histórica, trabalhamos com uma ordem cronológica dos fatos, que era ter um diagnóstico, um plano de implementação, entrar em detalhes de definições técnicas com os times de crédito, contabilidade, de finanças, tesouraria e definir quais são as categorizações, reestruturação, renegociação, para ter essa regra de negócio e entregar para o time de tecnologia desenvolver, pois, o grande ofensor que vejo hoje é o tempo de desenvolvimento. É um projeto corporativo”.

Sobre as batalhas que devem ser vencidas até dezembro de 2024, Danilo, do Sicredi, diz que a nova norma está revolucionando a prática contábil para a parte de finanças. “É uma forma diferente de enxergar a contabilidade, um trabalho abrangente em todas as áreas da corporação, que deve estar em comunicação com as necessidades da norma, com as atualizações e com o prazo, algo crucial, já que estamos acabando o primeiro trimestre: é um momento de entrar em linhas de desenvolvimento, linhas de homologação para acompanhar a produção e a pós-produção desse projeto. São 20 anos de padrões na contabilidade que estão sendo modificados. É mudança histórica no mercado financeiro”.

Rodrigo Souza Mattos, gerente de Operações de Tesouraria do Bradesco, afirmou que o desafio é muito grande, pois a contabilidade está mexendo com toda a cadeia da operação. “Estamos em um momento de ajuste fino, no qual o desenvolvimento já deve estar todo concluído. Não são só sistemas contábeis que estão sendo alterados, mas sim, sistemas de front, de apuração, de risco, de controladoria, enfim, são muitas áreas envolvidas”. Mattos também sinaliza que quem não está nesse ponto precisa acelerar e ter muito claro cada item da norma. “Para as instituições que têm vendor foi mais fácil, pois contribui no debate e na solução sistêmica – se desenvolveu mais e está numa etapa melhor, já indo para uma validação da regra que já foi passada e já com algum material sendo disponibilizado”.

Édipo, do Bradesco, enfatiza que é preciso se certificar de estar fazendo um planejamento com visão globalizada do processo da instituição. “Temos que ter certeza de que o que foi realizado contemplou todas as áreas da instituição, pois essas alterações da norma vão impactar toda a cadeia”.

As discussões do webinar se estenderam também à lupa do BACEN nas organizações durante este ano para saber o grau de maturidade e alcançarem o objetivo para começarem 2025 devidamente adequadas à norma. Everton Vieira afirma que o Banco Central já tem um monitoramento para saber como as companhias estão investindo recursos para a migração de aspectos regulatórios e como estão estruturadas para esse desafio. “Uma grande preocupação do órgão é a questão do risco sistêmico. Ao partir para um modelo simplificado, as companhias deverão ter uma autorização prévia para ir à modelagem completa, na qual serão avaliados desde a qualidade do sistema, processos estruturados, até a robustez das equipes de risco e finanças. Embora as grandes empresas tenham mais potencial de impacto, o mercado brasileiro é muito pulverizado e boa parte dessas organizações, não só as maiores, já estão no radar do Banco Central para essa fiscalização”, comenta.

O executivo do Sicredi argumenta que o Banco Central deixa muito claro que quer ver três principais características em todas as instituições que estão dentro do plano IFRS-9. São elas:

1 – Políticas e formalização – tudo deve ser formalizado, como por exemplo, atas de assembleias e processos;

2 – Consistência – processo de validações e de integridade. Em relação à perda esperada, o BACEN espera que tenham processos de validação de modelos para manter a robustez na mensuração.

3 – Controles – que é onde entram os fornecedores: controles dentro de todos os processos para cobrir a 4.966.
Rodrigo Mattos chama a atenção para a alteração nas políticas internas de instituições. “Haverá muitos processos ou forma de fazer diferente. Essa atualização não deve ser negligenciada. Tentamos sensibilizar as organizações sobre deixar tudo formalizado”. Olhando para a parte contábil, Édipo Santos diz que o Banco Central trará uma visão com viés de risco, “principalmente com a inclusão dos estágios nas contas de compensação”.

Para Frank Fujisawa da Topaz, a norma da contabilidade exige providências imediatas por parte das instituições financeiras. “Nossos produtos já estão preparados para a regulação da nova regra – de bancos tradicionais a fintechs. Quase todos os serviços financeiros vigentes serão impactados, como revisão de políticas e até a reorganização da estrutura de operações monetárias, assim como o dia a dia dos negócios. Estamos um passo à frente para auxiliar nossos clientes nesse momento”, analisa.


Perda esperada e taxa efetiva de juros

Os agrupamentos de diretrizes da nova norma têm oito ou nove grandes grupos de temas. Outra questão que surgiu durante o webinar da Topaz foi qual desses temas tem sido mais difícil para as instituições afrontarem e o que deveriam fazer para resolvê-las. A taxa efetiva é um dos maiores impasses para Everton Vieira. “Verificamos que o nível de criticidade, há um ano, era menor. Com todo o levantamento de despesas, receitas, comissões e tarifas que serão incorporadas para uma avaliação qualitativa e documentar em políticas e normas, fazer o teste de materialidade e depois implementar todo esse material dentro da norma e do ambiente da companhia para alimentar um sistema legado, calcular a taxa efetiva, a questão fiscal, entre outros, é um desafio operacional muito grande”, ressalta.

“Temos algumas questões da perda esperada referente à TVM, o risco de crédito que já está implícito na marcação do mercado, o que acaba tendo um conflito nos dois temas. É um desafio equalizar isso na forma contábil e que atenda à norma”, diz Édipo Santos. “Já a questão da taxa efetiva de juros parece ser simples, mas não é, principalmente em relação a passivos financeiros, em que precisamos fazer essa taxa de juros pela metodologia completa. Operacionalizar isso no sistema não é uma tarefa tão fácil, dependendo do volume de operações que a instituição tem”.

Rodrigo Mattos ainda reforça a complexidade da cadeia na questão de um ativo problemático ser reestruturado, precisar recalcular a taxa de juros efetiva para achar uma perda, pois há um desafio em como implementá-lo no sistema com exatidão. “Discutimos muito sobre isso, pois é preciso fazer cálculos da taxa antes e depois da reestruturação, e a informação da perda o Banco Central vai pedir”.

Danilo Rocha diz que a taxa efetiva de juros é um dos pontos críticos para as cooperativas. “Estamos falando de sistemas legados, em que é difícil fazer essa alteração, mas o Banco Central trouxe a facilidade na metodologia proporcional, em que não é preciso mexer tanto no sistema para poder modificar toda a estrutura que já existe de cada operação”. O novo Cosif também é um ponto de atenção para os cooperados. “A nova estrutura do Cosif é muito voltada para a mudança do IFRS-9. Rever todos os roteiros contábeis e adequá-los aos novos eventos trazidos pela norma exigem um trabalho massivo com relação à estruturação contábil”, conclui.


Granizo e geadas ameaçam produção de café

No Dia Internacional do Café, comemorado no dia 14 de abril, o alerta parte do agrônomo Delane Sérgio Mazzochi, representante técnico da Rovensa Next Brasil no estado de Minas Gerais, onde fica a maior produção de café arábica do país


Embora possua alto poder destrutivo, não é só a ferrugem (Hemileia vastatrix), doença, hoje, presente em todo o mundo, que tira o sono dos produtores de café. Nos últimos anos, o maior produtor de arábica do Brasil, o estado de Minas Gerais, por exemplo, tem sofrido com a ocorrência de chuva de granizo e geadas.

“A cultura do café está vindo de uma sucessão de chuvas de granizo e geadas, o que levou à renovação de parte do parque cafeeiro e fez com que alguns produtores fizessem o replantio ou optassem pela diversificação com outros grãos”, informa Delane Sérgio Mazzochi, representante técnico da Rovensa Next Brasil em Minas Gerais.

No ano passado, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta de granizo em mais de 500 cidades da federação. Além disso, os termômetros da região sul, um dos polos produtores do estado, registraram temperaturas abaixo de 0º C.



Manejo curativo

O primeiro passo é aguardar para avaliar se a cultura consegue se recuperar. No caso de danos superficiais, a poda acelera o processo. “É muito importante fazer a assepsia e sempre manter a nutrição em dia, especialmente zinco, boro, cobre e manganês, para que fiquem mais tolerantes ao estresse. Manejo que também deve ser realizado após as geadas e granizo”, explica o especialista.

Uma planta bem nutrida apresenta ramos longos, vigorosos, brilhantes e com boa arquitetura. Para tanto, deve ser submetida a três pulverizações (nas regiões montanhosas) ou seis (no cerrado), com intervalos de 40 a 45 dias. Esse procedimento requer cuidado redobrado, especialmente entre os exportadores de café, pois as certificadoras são rigorosas no controle de resíduos químicos no grão.

Mercado, hoje, favorecido pelo uso de biossoluções na agricultura. “O café, assim como outras grandes culturas, contam com tecnologias inovadoras utilizadas no mundo inteiro. Um bom exemplo é o VORAX, o primeiro e único biofertilizante registrado no Brasil até o momento”, informa o agrônomo e representante da Rovensa Next Brasil.

Além de melhorar o metabolismo, o crescimento e a resistência da planta, o produto obtido da fermentação biológica do melaço de cana, rico em aminoácidos, pode aumentar a produtividade em três ou quatro sacas por hectare, de acordo com diversas pesquisas realizadas.

Efeitos que podem ser potencializados com a aplicação de Pumma, biofertilizante osmorregulador composto por um mix de micronutrientes enriquecidos com substâncias húmicas e aminoácidos. Deixa o cafeeiro com mais energia, nutrido e mantém a atividade fotossintética mesmo sob condições de estresse.



Doenças e pragas

“Atualmente, a ferrugem não é uma enfermidade tão grave porque temos produtos eficazes no seu controle e o produtor também aprendeu a lidar com ela. Porém, não se pode descuidar, ela é capaz de perdas severas”, lembra Delane. A doença, com início típico no verão, provoca manchas de cor amarelo-alaranjado na face inferior da folha.

O tratamento – preventivo – é feito via solo ou folha, com fungicida aplicado junto com os biofertilizantes e um adjuvante, que também conta com produtos naturais, como o WETCIT GOLD, feito à base do óleo essencial da casca de laranja. Para controle desta enfermidade, a Rovensa Next Brasil lançou Row-Vispo durante o Sincobiol – Simpósio de Controle Biológico. O produto possui uma tecnologia exclusiva chamada Bioevology; ela otimiza a eliminação do agente biológico.



Broca-do-café

A broca é bastante prejudicial à produção de café, por atacar o fruto nos vários estágios de maturação. Contra a praga já se encontra registrado no Ministério da Agricultura, o BOVENEXT, também lançado no Siconbiol, um bioinseticida à base do fungo entomopatogênico Beauveria bassiana.

Segundo Delane, a cultura de café apresenta bienalidade entre as safras, mas, até o momento, com base no crescimento e estado vegetativo, a cultura encontra-se em perfeito estado para a safra de 2025. É sábio acompanhar os alertas meteorológicos. “Se não acontecer imprevistos, teremos uma boa produção”, conclui.


Para mais informações, acesse www.rovensanext.com.br/ 


Como evitar acidentes graves e fatais ocasionados por choques elétricos nas obras

 

Abril Verde: Seconci-SP aponta as causas mais frequentes e como preveni-las


Ausência de projetos, não observância de normas, gambiarras, falta de qualificação do profissional eletricista, uso inadequado de EPI (Equipamento de Proteção Individual). Estas são algumas das causas dos acidentes provocados por choques elétricos nas obras, apontadas por José Bassili, gerente de Segurança Ocupacional do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), e Gianfranco Pampalon, consultor de Segurança do Trabalho da entidade.

Por ocasião da campanha Abril Verde e do Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho (28 de abril), Bassili e Pampalon destacam que, na construção civil, os acidentes graves e fatais provocados por choques elétricos são os terceiros mais frequentes. Correspondem a 20% dos acidentes nas obras, atrás daqueles causados por quedas de trabalhadores (28%) e quedas de materiais (24%).

“Além de ocasionar grave dano físico ou fatal ao trabalhador, esses acidentes custam caro às construtoras. Ademais dos prejuízos com as reparações trabalhistas, afetam os equipamentos elétricos, comprometendo o andamento da obra. A falta de projeto, por exemplo, pode levar a superaquecimento dos condutores, incêndios, sobrecarga e maior consumo de energia elétrica. Tudo isso aumenta ainda mais o prejuízo financeiro”, afirmam.

A área de Segurança Ocupacional do Seconci-SP pode orientar as construtoras sobre como devem proceder para evitar esses acidentes e sobre o que deve ser exigido das empresas e dos profissionais que lhes fornecem serviços e materiais de instalações elétricas.


Recomendações

Veja as principais recomendações de Bassili e Pampalon para evitar esses acidentes nas obras:

ü  Profissionais devem ter formação de eletricistas e curso de segurança de no mínimo 40 horas. No curso de segurança, o eletricista também aprende sobre primeiros socorros, capacitando-o a realizar ressuscitação cardiopulmonar e salvar vidas. Trabalhadores como os “pedricistas”, geralmente pedreiros que atuam também como eletricistas sem terem esta formação, trazem grande risco. A cada dois anos, os eletricistas precisam fazer um treinamento de reciclagem. 

 

ü  Instalações elétricas temporárias nas obras requerem projetos bem executados. Temporárias não significa que essas instalações devam ser precárias. 

 

ü  Projetos superficiais ou simplesmente ausentes são inaceitáveis. Projetos e instalações devem ser elaborados de acordo com as normas técnicas e adequados para ambientes úmidos ou molhados, sem gambiarras. Detalhes como aterramento elétrico bem executado conforme normas técnicas vigentes precisam ser bem cuidados. 

 

ü  EPIs corretos devem ser utilizados adequadamente. Por exemplo, existe um tipo de luva isolante para cada voltagem. É preciso fazer ensaios anuais desses equipamentos, para a aferição de sua qualidade. 

 

ü  Materiais elétricos devem ser adquiridos de fornecedores de marcas idôneas. Precisam atender as especificações das normas e ter qualidades industriais, como, por exemplo, cabos com duplo isolamento. Atenção para produtos baratos, porém não conformes, e nada de usar fio de abajur! 

 

ü  Empresas terceirizadas precisam ser avaliadas antes da contratação. Exija delas o PGR (Plano de Gerenciamento de Riscos), o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e os ASOs (Atestados de Saúde Ocupacional), comprovando a aptidão dos trabalhadores para aquele serviço e também para trabalho em altura. Cheque as informações prestadas, precavendo-se de documentações falsas. 

 

ü  Manutenção periódica das instalações temporárias deve ser realizada para prevenir falhas que levem a choques. Deve-se verificar se os cabos estão devidamente protegidos contra impactos mecânicos e que não obstruam a movimentação de pessoas, equipamentos e materiais no canteiro. 

 

ü  A obra precisa ter uma sinalização adequada, alertando e identificando pontos de perigo de choque.

 

“Seguir a Normas Regulamentadoras e as Normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) já é um passo muito grande na prevenção de choques nas obras”, concluem.


SOS Pantanal se prepara para ano mais seco da história no biom

Crédito: Gustavo Figuerôa

Desafios para 2024 incluem diminuição de verbas destinadas ao IBAMA PrevFogo, que se contrapõe a instauração de situação de emergência ambiental decretada pelo governo do MS

 

As questões ambientais entraram definitivamente na agenda de urgência de toda a população mundial. No país, é necessário que o olhar esteja atento aos biomas, principalmente àqueles mais suscetíveis às mudanças climáticas, como é o caso do Pantanal. No ano que promete ser o mais seco da história na região, enquanto o SOS Pantanal começa a preparação das brigadas para uma temporada desafiadora de incêndios, através de seu programa de brigadas, outras movimentações chamam a atenção: foi anunciado pelo governo federal um corte de R$ 12,3 milhões à atuação do IBAMA, e esses cortes atingem o PrevFogo, braço da instituição que tem papel fundamental na defesa contra incêndios prioritariamente em Terras Indígenas, Assentamentos e Unidades de Conservação. Por outro lado, o governo do Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência ambiental e a liberação de R$ 25 milhões para reforçar ações preventivas do Corpo de Bombeiros.

A conservação e o desenvolvimento sustentável do Pantanal dependem da convergência de ações do poder público com a sociedade civil, e focar esforços na prevenção é o melhor caminho. Neste aspecto, vale frisar que durante a realização do 1º Workshop Presencial de Prevenção aos Incêndios Florestais, promovido pelo Governo do Estado do Mato Grosso do Sul em 9/04, foram discutidas ações contidas no decreto de situação de emergência ambiental, inclusive quanto às queimas prescritas – que se baseia no o bom uso do fogo para redução do material combustível e fragmentação da vegetação - unindo organizações como Famasul, Reflore, SOS Pantanal, Instituto Homem Pantaneiro, Bombeiros do MS e ICMBio. Segundo Leonardo Gomes, Diretor Executivo do SOS Pantanal “é importante investirmos mais recursos e energia nas ferramentas do manejo integrado do fogo, especialmente nas etapas de prevenção e preparação. Precisamos, com urgência, implementar medidas como abertura de aceiros, queimas prescritas e fortalecimento das brigadas voluntárias e privadas. A iniciativa anunciada de queimas prescritas em 22 fazendas no Pantanal Sul deve ser expandida o quanto antes para outras localidades com vulnerabilidades ambientais e sociais”.

Paralelamente às decisões do poder público nas atividades de prevenção e combate ao fogo, o SOS Pantanal segue a preparação e capacitação para uma rede de brigadas que hoje, em parceria com o ECOA, ICAS e a WWF, soma 66 unidades atuantes, sendo 24 estruturadas e apoiadas diretamente pelo instituto. De acordo com os últimos dados oficial consolidados de dezembro de 2022, as brigadas colaboraram para a diminuição em 89% de área queimada em suas áreas de atuação, com redução de 76% dos focos de calor das mesmas, protegendo um território de mais de 650 mil hectares.

Além de ações contra incêndios florestais, o instituto segue atuante em várias frentes, incluindo o projeto ‘Águas do Pantanal’, que atua no estudo de qualidade das águas que abastecem a maior planície alagável do planeta. 



Sobre o SOS Pantanal
Fundado em 2009, o SOS Pantanal é uma instituição de advocacy, sem fins lucrativos, que promove a conservação e o desenvolvimento sustentável do Pantanal por meio da gestão do conhecimento e a disseminação de informações do bioma para governantes, formadores de opinião, grandes empreendedores, fazendeiros e pequenos proprietários de terras da região, assim como para a população em geral. Ao longo das últimas duas décadas, o Instituto SOS Pantanal também impacta diretamente o ecoturismo ao promover iniciativas de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Por meio de incentivos à profissionalização, aliado a uma fiscalização mais efetiva e o consenso de boas práticas conjuntas entre os setores privado, público e terceiro setor, o SOS Pantanal tem contribuído para que o ecoturismo cada vez mais se apresente como um dos pilares do desenvolvimento sustentável do Pantanal.
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Marketing personalizado: como utilizar em produtos especiais?

Na atual conjuntura da era do marketing em que estamos (5.0), a ideia de trabalhar com itens generalistas não funciona para a maioria das empresas de E-Commerce que começam seus negócios, tendo, na maioria das vezes, que apostar em produtos de nichos para que consigam um público que as marcas “gigantescas” acabam deixando para trás. Nesse sentido, alguns tópicos são interessantes para os futuros empreendedores que têm interesse nessa área – dentre eles, a personalização no marketing.

Começando pelo marketing e sua personalização: segundo um estudo divulgado pela Adobe Experience Cloud Blog, foi indicado que 71% dos consumidores têm expectativas de que as marcas apresentem interações personalizadas nessa relação de troca de mensagens que o cliente x marca possui. O dado corrobora com outra pesquisa do Google, a qual expunha o fato de que mais da metade dos consumidores estadunidenses dizem que têm interesse em verem anúncios personalizados quando estão em um processo de compra.

Sabendo que as pessoas, hoje, valorizam bastante a customização das mensagens das marcas a serem recebidas por elas, temos outro fator que é importante ao assunto: o do NFT, ou Non Fungible Token. Sua ideia é disponibilizar artigos na web que são únicos, de forma que as pessoas que os compram se tornam donas oficiais das imagens ou arquivos, sendo as únicas a poderem utilizá-las oficialmente.

Dessa forma, o indivíduo, ao comprar um desses tokens, torna-se proprietário de uma peça única na internet. E olha… Isso causou um boom gigantesco no cenário de 2021-2022, tanto que figuras públicas como Neymar chegaram a entrar na onda e a gastar, aproximadamente, R$ 6 milhões em um NFT. Hoje, ele vale cerca de R$ 1 milhão. Vale comentar que dentro do cenário de games, alguns jogos virtuais foram construídos e lançados especificamente para lucrar a partir de estratégias voltadas para esses itens.

Outro fato da atualidade é a redução nas campanhas voltadas à massa e o crescimento do número das que visam mover o indivíduo, conversando com ele e entendendo suas dores e desejos. É claro que as veiculações em massa também possuem força, mas isso vem perdendo momentum ao longo dos anos. Em seu lugar, temos visto a afinidade pelas personalizadas crescendo.

Com isso, quero chegar à seguinte conclusão: o momento para as marcas apresentarem um marketing personalizado para produtos personalizados está chegando. Iniciativas como a Nike By You, onde os clientes podem montar seus pares de tênis com a customização de algumas cores em cada parte deles, até mesmo modificando o padrão no solado, estão destinadas ao sucesso.

É complexo, contudo, fazer um marketing preditivo anos antes das mudanças que veremos na sociedade e do modo de consumo acontecerem – mas, apesar disso, ao se basear nos dados que estão sendo exibidos por grandes grupos, a customização de produtos se tornará, minimamente, um nicho extremamente vantajoso a ser explorado por várias pequenas empresas em um futuro próximo.  



Renan Cardarello - CEO da iOBEE, Assessoria de Marketing Digital e Tecnologia.


iOBEE
https://iobee.com.br/


Como declarar empréstimo no Imposto de Renda? Especialistas tiram essa e outras dúvidas

Quem solicitou crédito em 2023 deve ficar atento para não errar na declaração; veja documentos necessários e dicas para evitar golpes 

 

 

O Imposto de Renda é uma das principais obrigações do brasileiro. Mesmo sendo exigida todos os anos, ainda existem muitas dúvidas a respeito do que declarar. Além do atraso, as pessoas hesitam por não saberem detalhes de como deve ser feita a declaração, especialmente se, ao longo do ano, houve transações como empréstimos (a resposta é sim, eles precisam ser declarados). 

Por isso, especialistas defendem que deixar para última hora é um risco, aumentando as chances de o cidadão não se atentar e cair na malha fina. Em 2023, no último dia de enviar a declaração, mais de 500 mil contribuintes não tinham concluído o procedimento, segundo dados da Receita Federal. Neste ano, a entrega poderá ser feita a partir de 15 de março e, se não for finalizada até a data limite, prevista para 31 de maio, pode gerar multas.  

Veja, a seguir, dicas importantes para preencher o IR 2024. Confira: 

 

Empréstimos devem ser declarados

Todo ano essa dúvida surge em meio à declaração do Imposto de Renda. Empréstimos que ultrapassem R$ 5 mil devem ser declarados, sejam eles pessoais, consignados ou até mesmo o cheque especial. 

“Montantes inferiores aos R$ 5 mil estabelecidos pela receita não precisam ser informados. A partir desse valor, é obrigatório constar na declaração. Nesta categoria estão contemplados todos os tipos, incluindo aquela ajuda de parentes e amigos. Lembrando que as duas partes precisam informar a transação”, explica Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal online. 

Para fazer a declaração corretamente, basta clicar na opção Dívidas e Ônus Reais, no sistema do IR da Receita Federal, e declarar do que se trata o empréstimo. Também é necessário informar o CPF ou CNPJ de quem tomou, em quantas parcelas foi financiado e o saldo devedor até o dia 31 de dezembro de 2023. 

“Em relação ao consignado, concentre-se nas informações das parcelas pagas, não no valor total do empréstimo. Utilize os documentos relacionados a esses pagamentos fornecidos pela instituição financeira”, explica Davi Aragão, consultor contábil e jurídico da iCred, fintech sergipana que facilita o acesso ao crédito e empréstimo pessoal.

 

Lembre-se das fontes de receita e despesa

Entre os documentos, inclua na declaração todas as fontes de renda, como salários, aluguéis e investimentos, se houver. “Esteja ciente também das despesas dedutíveis, como gastos médicos, educação, previdência privada, entre outras. Eles podem impactar consideravelmente no valor do imposto devido”, completa Davi.

 

Evite Golpes

Em 2023, a Receita Federal emitiu alertas sobre fraudes durante o período de entrega da declaração. Um exemplo de tentativa de golpe acontecia via e-mail; nela, os criminosos utilizavam indevidamente o nome da Receita Federal, afirmando que ocorreu um erro na declaração e fazendo o uso de links maliciosos. A recomendação da instituição é não clicar em links suspeitos. 

“É comum que os fraudadores utilizem-se da falta de instrução dos contribuintes, principalmente a população de faixa etária mais avançada, pois costumam ter menos familiaridade com ambientes virtuais. Fique sempre atento aos meios de comunicação oficiais da Receita, ao Centro de Atendimento Virtual (e-CAC) e ao site institucional. Para evitar que suas informações sejam usadas indevidamente, não acesse arquivos ou links duvidosos”, conclui Aragão.

 


Simplic

iCred


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