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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Pai pra toda obra: especialista explica quais as principais dificuldades de criar um filho sozinho


Eles não carregaram um bebê por nove meses na barriga e nem sentiram as temidas dores do parto, mas trazem o codinome "pãe" e criam seus filhos sozinhos. Para esses pais, a pergunta que fica é como conciliar os deveres paternos com a vida profissional? A psicóloga Adriana Cabana, do Grupo Prontobaby, acredita que onde há amor, há diálogo e transparência. "Cada família encontrará um meio, dentro de suas rotinas e possibilidades, de cuidado com a criança. Se esse processo for feito com compreensão e entendimento, não haverá prejuízos para o psicológico delas".

Um exemplo disso é o músico Celino Dias, pai do Caio Dias, de 20 anos. Celino conseguiu a guarda do filho desde os 6 meses, após uma decisão em conjunto com a mãe da criança. Hoje, ele tem um novo relacionamento, no entanto criou Caio sozinho por 10 anos. "Antes de tudo você precisa ter a segurança de que vai ter condições necessárias para conduzir essa dupla função que por experiência própria não é nada fácil".

Mas como o período de separação pode afetar a vida da criança? Essa e as principais dúvidas sobre o assunto, a psicóloga Adriana Cabana esclarece a seguir. Confira:


Como o período de separação pode afetar a vida da criança?

Toda separação deve ser cuidadosamente tratada de modo ético e responsável pelos pais. As crianças devem entender que o fato dos pais se separarem, nada tem a ver com a falta de amor em relação à criança e muito menos por culpa dela. Deve se deixar claro para os pequenos que a decisão da separação é dos pais e o diálogo sempre será o melhor caminho.


Como o pai deve cuidar do psicológico dele quando assume a responsabilidade da criança sozinho?

Primeiro, deve ter o desejo de assumir essa responsabilidade sozinho, não direcionando o cuidado para terceiros com a função materna, como avós, irmãs e tias. Essas pessoas podem até auxiliar nos cuidados, mas a responsabilidade após a decisão de assumir o filho deve ser do pai. Após ter esta clareza, é preciso sensibilidade para trabalhar a ausência de mãe com muita transparência e diálogo, sempre colocando os motivos reais da separação, dentro da realidade psíquica da faixa etária de cada criança para que ela tenha o entendimento.


Como contar para a criança que agora a imagem de pai e mãe é somente do pai? E o que fazer para que ela não sofra com a separação?

A melhor maneira é utilizar sempre o diálogo e, dependendo do motivo da separação, estabelecer estratégias de presença da mãe. Independente dos motivos da separação, toda criança tem uma mãe. Em casos de divórcios, devemos respeitar as visitações. Em caso de óbito, devemos manter a presença da mãe no imaginário da criança.


Em quais casos a guarda da criança fica com o pai?

Há alguns casos em que a guarda da criança fica com o pais, como os de decisão judicial, acordo entre o casal após a separação ou em casos de óbito.

Apoio paterno é essencial para o tratamento do xixi na cama

Divulgação

Com a proximidade do Dia dos Pais, especialista reforça a importância da divisão de responsabilidades na melhora dos casos


Levar as crianças nas aulas de ballet, no futebol, no curso de idiomas e acompanhá-los nas consultas médicas são atividades comuns do dia a dia que estamos mais acostumados a ver as mães realizarem junto com os filhos. Entretanto, o papel do pai na criação da criança é bastante importante para estabelecer uma conexão e auxiliar nos desafios do crescimento e entendimento das responsabilidades. No tratamento da enurese noturna, o famoso xixi na cama, é essencial que os pais trabalhem em conjunto para alcançar o sucesso na terapia. 

Por isso, a nefrologista pediátrica Rejane Bernardes, diretora da Clínica Nefrokids de Curitiba, especializada em enurese e disfunções de trato urinário na infância, elenca alguns passos que os pais podem seguir para ajudar os filhos na melhora da enurese noturna, transtorno que atinge até 15% das crianças acima de cinco anos.


Acompanhar as consultas médica

Em geral, as crianças são acompanhadas pelas mães nos consultórios e no tratamento de eventuais doenças que possam apresentar. Dessa forma, todas as orientações são passadas para a figura materna e é natural que o pai não compreenda tudo que é passado e não leve tão a sério o tratamento do xixi na cama. Estar com a criança nas consultas médicas, seja com o pediatra ou especialista, pode auxiliar não apenas na compreensão da complexidade do transtorno, mas também a informar melhor a evolução do pequeno no tratamento da enurese noturna. 


Entender que o ato de fazer xixi na cama precisa de tratamento

É comum ouvir dos pais no consultório que o xixi na cama é preguiça de levantar da cama, como se a criança pudesse ter controle sobre a ação. Para os pais que não passaram pela mesma experiência na infância, é mais difícil entender o problema. O primeiro passo é compreender que o xixi na cama ocorre involuntariamente, retirando assim a culpa da criança e apoiando a decisão, em geral da mãe, de procurar ajuda médica. 


Conversar com os filhos sobre a enurese noturna

Os pais que foram enuréticos na infância e contaram com o apoio da família no tratamento, costumam entender a situação que o filho está passando e por isso são mais compreensivos, já que compartilham os mesmos sentimentos negativos decorrentes da vergonha. Aqueles que não conhecem a realidade de quem sofre com o xixi ao procurar ajuda médica, passam a perceber a importância de apoiar os filhos. Por isso, conversar com a criança sobre o problema, mostrar que é uma fase passageira, que tem solução, é essencial para obter sucesso na melhora do xixi na cama. 


Dividir as responsabilidades do tratamento

O tratamento da enurese noturna precisa ser realizado em conjunto entre mãe, pai ou responsáveis com a criança. Por isso, definir as responsabilidades de cada membro da família torna o processo de terapia menos conturbado, já que a enurese noturna pode ter um impacto bastante negativo na qualidade de vida da família. É importante também cumprir todas as etapas do tratamento, comparecendo às consultas médicas, mesmo que o pequeno apresente eventual melhora durante o processo.


Comemore as noites secas

É bastante comum que os pais repreendam as crianças quando acordam com a cama molhada, mesmo quando já conhecem a enurese noturna e entendem que o transtorno precisa de tratamento, principalmente porque todo o processo para a melhora pode ser exaustivo. Entretanto, é importante que as pequenas vitórias sejam comemoradas, por isso, ao invés de repreender a criança por ter feito xixi na cama, comemorar as noites secas tem um impacto bastante positivo no tratamento.






Nova pesquisa da Philips Avent revela a importância da participação dos parceiros no período da amamentação com dados do Brasil e global




·        As mulheres que recebem apoio do parceiro têm maior probabilidade de iniciar e continuar amamentando por mais tempo [1]

·        Apoiar o processo de amamentação é ótimo para a ligação pai-criança e traz benefícios duradouros que o bebê carregará a vida toda

·        77,93% dos parceiros gostariam de estar envolvidos no processo da amamentação

·        88,69% das mães brasileiras acreditam que são necessárias mais informações sobre como os parceiros podem apoiá-las nesse período de amamentação para tornar essa fase mais fácil


Coincidindo com a Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2019, a Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHIA), líder global em tecnologia de saúde e cuidados com a mãe e a criança, apresentou os dados de uma nova pesquisa, realizada pela Philips Avent, no qual revela o papel importante que os parceiros podem desempenhar no processo de amamentação e como o apoio para as mães é fundamental nesse período.  


Resultados da pesquisa
Os resultados da pesquisa da Philips Avent mostram que grande parte das mães entrevistadas, no Brasil e ao redor do mundo, gostariam que seus parceiros estivessem envolvidos em todos os aspectos do cuidado com seu bebê recém-nascido. Nos dados globais, 65% das mães gostariam que seus parceiros ajudassem a preparar uma mamadeira, já no Brasil o índice é de 52,36%. Em relação ao auxílio para alimentar o bebê durante a noite, 53,54% das mães brasileiras apresentam esse desejo, comparado com 63% das mães estrangeiras. 

A pesquisa revela ainda que, no Brasil, 77,93% dos parceiros gostariam de estar envolvidos no processo da amamentação; 72,18% dos parceiros estão envolvidos em confortar e cuidar do bebê. Por outro lado, 88,69% das mães acreditam que são necessárias mais informações sobre como os parceiros podem apoiá-las nesse período de amamentação para tornar essa fase mais fácil e agradável.

No cenário internacional, os dados apontam que 81% dos pais gostariam de estar envolvidos no período de amamentação e os mesmos números (81%) mostram que os pais estão envolvidos em cuidar do bebê. Contudo, o índice das mães que acreditam que são necessárias mais informações para que o parceiro consiga auxiliá-la nesse período ainda é alto (76%).

Felizmente, 81% e 78% dos pais estrangeiros e brasileiros, respectivamente, querem auxiliar, mas há algumas áreas onde eles poderiam contribuir mais. Por exemplo, 41% dos parceiros no exterior realizam a limpeza nos extratores de leite e nas mamadeiras para a próxima alimentação em comparação com apenas 25,81% dos pais brasileiros.
Esses dados apontam que os cuidados com um recém-nascido ainda estão sob a responsabilidade da mãe e que é necessária uma educação e conscientização sobre o papel dos parceiros nesse processo.
É de suma relevância educar e conscientizar os pais sobre os benefícios da amamentação, pois assim é possível dobrar a probabilidade dos bebês serem alimentados exclusivamente com leite materno durante os seis primeiros meses de vida [2].
Os benefícios da amamentação para a saúde da mãe e do bebê são amplamente reconhecidos.

As taxas de iniciação ao aleitamento materno no nascimento permanecem elevadas (entre 60% e 95%), porém, esse índice está diminuindo gradualmente ao longo do tempo. Essa queda reflete também nas taxas de aleitamento materno, que são menores aos seis meses de idade [3]. Dessa forma, fornecer suporte contínuo para mães que amamentam é fundamental, especialmente, com as mulheres que têm jornada dupla, ou seja, trabalham e se preocupam com suas carreiras durante o dia e exercem o papel de mãe quando retornam para seus lares. 

Os parceiros podem desempenhar um papel ativo no processo de amamentação e, felizmente, muitos dizem que gostariam de fazê-lo.

Para a Semana Mundial de Aleitamento Materno, a Philips Avent tem o objetivo de conscientizar e capacitar os pais a apoiar no período de amamentação, destacando a inestimável importância da rede de apoio e incentivando os parceiros a assumir um papel mais ativo no processo, uma vez que é comprovado cientificamente sobre os benefícios trazidos para a mãe quando o parceiro participa junto nessa empreitada.

É importante ressaltar que estudos demonstram que mulheres que recebem apoio de um parceiro têm maior probabilidade de iniciar e continuar amamentando por mais tempo [4], enquanto o envolvimento no processo de alimentação também incentiva o vínculo entre pai e bebê durante o período pós-parto [5]. Isso tem demonstrado vários benefícios para o bebê, incluindo a redução do atraso cognitivo e a promoção do ganho de peso em lactentes prematuros [6].
"O papel do pai mudou nas últimas décadas", diz o Prof. Abou-Dakn, médico-chefe de Ginecologia no hospital St. Joseph, em Berlim, e especialista no tema relação pai-bebê. "Os homens estão agora muito mais dispostos em participar do processo de criação das crianças. Eles não estão apenas mais presentes em partos, mas também estão assumindo várias tarefas no cuidado com os bebês. Isso inclui apoiar o processo de amamentação, que é ótimo para a relação pai-bebê e tem benefícios duradouros que o bebê vai levar para a vida toda."
Entendendo os desafios do aleitamento materno para ambos os pais, a Philips Avent está empenhada em compartilhar conhecimento e fornecer soluções que possam apoiar o processo para todos os envolvidos. Tendo trabalhado em estreita colaboração com profissionais de saúde e pais por mais de 35 anos, a Philips Avent desenvolveu uma profunda compreensão das mães, bebês, práticas saudáveis de alimentação e fisiologia. Pesquisas usando tecnologia de ultrassom para visualizar e gravar bebês e mães amamentando permitiu que a empresa desenvolvesse soluções que imitam a fisiologia da mama e os reflexos naturais do bebê ao beber. Esses insights profundos também permitem a criação de soluções e compartilhamento de seus conhecimentos com a comunidade mais ampla de saúde e paternidade, ajudando a educar e informar com sucesso os pais sobre a amamentação. Ao ajudar os pais a abraçar todos os desafios com confiança, a Philips Avent espera incentivar a amamentação por mais tempo.


Sobre a pesquisa
Salvo quando indicado o contrário, todos os números foram retirados de uma pesquisa da Philips Avent sobre o envolvimento do pai no aleitamento materno com 3500 utilizadores do Pregnancy+ em todo o mundo, junho de 2019.





[2] Efetividade do direcionamento dos pais para a promoção da amamentação: revisão sistemática e meta-análise, 2018.
[3] WHO, UNICEF, 2017, 2018, CDC, 2018, Theurich et al. JPGN, 2019, Australian DH, 2019, Departamento de saúde materna e infantil da China, 2017
[6] Sarkadi A, Kristiansson R, Oberklaid F, Bremberg SActa Paediatr. 2008 Fev; 97(2):153-8.

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