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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Crianças e tecnologia: qual é a hora certa para criar essa relação?

Divulgação

Com o foco em gerar um letramento digital e pensamento computacional, a presença de tecnologia dentro das escolas é uma opção para preparar os alunos para o futuro das profissões 


Composta por aqueles que nasceram de 1992 até hoje, as gerações Z e Alpha não conheceram o mundo sem as facilidades da internet, tablets, smartphones e tudo o que a tecnologia trouxe para a sociedade. Mas, para os pais, que ainda estão aprendendo a lidar com o mundo imerso em tecnologia, fica a dúvida de qual é a hora certa para apresentar o mundo digital aos pequenos.

Para a neurocientista e consultora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino, Carla Tieppo, crianças com menos de 2 anos de idade não devem ser expostas às telas. “O grande problema dessas tecnologias é que a criança define quando começa e quando termina, então ela não tem que prestar atenção para poder absorver. Por isso, recomendamos o estímulo de outras formas, como a literatura, por exemplo”, afirma. A especialista explica que, quando um adulto está contando uma história, a criança sente a necessidade de prestar atenção para não perder nada e, assim, passa a entender e valorizar essa interação ao vivo.

Dos dois aos cinco anos, a recomendação para os pais é diferente. Carla explica que, com essa idade, os jovens já podem interagir com a tecnologia por, em média, duas horas diárias, com o intermédio de um adulto. Porém, a ressalva é de que sejam sempre atividades de aprendizagem, não entretenimento. “Os estímulos devem ser de construção, um software que seja mais educativo. Isso vai abrir portas para o uso tecnológico no processo de aprendizagem, dando o entendimento da tecnologia como aliada e não somente distração”, reforça. 

Dentro de sala, o interesse ao falar de tecnologia já é uma realidade. A assessora de Tecnologia Educacional e Inovação do Colégio Positivo, Ágata Soares, ressalta que o tema também ajuda no incentivo da curiosidade. “A primeira reação dos alunos na aula em que apresentamos a robótica, por meio do Programa Inventura, é fantástica. Buscamos mesclar a parte digital sem tirar a experiência analógica e de mão na massa, que traz ainda mais personalidade aos projetos”, conta.

Além da curiosidade dos alunos, a interação com a tecnologia também é um tema inovador para os pais. “Na nossa época, a aula era giz, quadro e decoreba. Essa inovação em sala faz com que os jovens cheguem na nossa idade muito mais preparados”, comenta Jean Marcelo Ferreira da Silva, médico e pai da Marina, de 10 anos. “Saber lidar com novas tecnologias, produzir e empreender é essencial para que as crianças estejam prontas para as profissões do futuro”, explica. 

E, mesmo com a presença de novas disciplinas dentro das grades curriculares, as matérias usuais não ficam de lado. De acordo com a professora do Colégio Positivo Joinville, Adriana Herdt Schuelter, a robótica em sala de aula é uma ferramenta valiosa para ensinar disciplinas como Matemática, Física e Geografia em um ambiente de aprendizagem diferente. “O aluno vivencia, por meio da construção dos robôs programados por eles, conceitos estudados em sala de aula, trabalhando a construção e a reconstrução, a colaboração, o planejamento e a pesquisa”, explica.

Para Tatiana Izidoro Gomes Pavezi, a participação do filho no projeto é uma inclusão dentro do que será o futuro. “Não temos como desvencilhar as crianças da tecnologia, eles são movidos por desafios e projetos que ajudam a instigar sua curiosidade e vontade de aprender”, conta. Com o foco em gerar um letramento digital e pensamento computacional, a presença de tecnologia dentro das escolas é uma opção para preparar os alunos para o futuro das profissões, explica Ágata. “Com essa modalidade, o aluno entende quais ferramentas estão à sua disposição e de que forma ele pode utilizá-las na resolução de problemas cotidianos”, finaliza.



Saiba como montar corretamente a lancheira das crianças


As férias acabaram e a volta às aulas traz para os pais a preocupação com a alimentação das crianças fora de casa, além da necessidade de elabora um lanche de qualidade, saudável e equilibrado. Pensando nisso a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo separou algumas dicas de como preparar uma ótima lancheira para os seus filhos:
  • Diversifique os alimentos oferecidos. É muito importante tornar o lanche uma refeição atrativa às crianças e quanto mais colorida, mais nutrientes ela terá!
  • Peça ajuda das crianças para montar a lancheira. Participar da escolha, faz com que elas se interessem mais pela refeição.
  • Mude a apresentação dos alimentos. Utilize cortadores, faça diferentes modelagens. Uma pequena alteração na forma pode fazer grande diferença na aceitação do lanche.
  • Evite o consumo diário de alimentos como: refrigerante, salgadinhos, bolos industrializados, bolachas recheadas e achocolatado, que possuem alta quantidade de sódio, corantes, conservantes, açúcar e gordura (trans e saturada). Se consumidos diariamente, esses alimentos podem prejudicar a saúde das crianças, facilitando o aparecimento de diabetes, doenças cardíacas entre outras diversas doenças

  • O número de crianças com excesso de peso vem aumentando significativamente, segundo a POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) realizada em 2008, cerca de 33,5% das crianças de 5 a 9 anos de idade estão acima do peso considerado saudável pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Adriana Luiza.


Brincadeiras ajudam a construir a identidade da criança


Desenvolver atividades em que os pequenos se colocam no lugar das outros é uma forma de ensinar sobre as diferenças e estimular a empatia


É importante que desde cedo as crianças aprendam com as diferenças entre as pessoas, com o reconhecimento de suas características pessoais, sejam elas físicas ou de personalidade, e com isso também aprendam a valorizar essa diversidade. É natural para as crianças brincarem  em frente ao espelho, por exemplo, de pentear cabelos, observar os traços físicos que a constituem e constituem seus coleguinhas, o que contribui para a construção da identidade dos pequenos.

Para auxiliar a construção dessa identidade, é recomendável contar histórias dos povos e das diferentes culturas, selecionar livros, brinquedos, jogos, que ampliem o conhecimento sobre essas diferenças e sobre  as práticas das famílias e comunidades, valorizando-as, para a construção de identidades positivas. Exposições turísticas pedindo para as crianças vestirem roupas típicas de vários países ou experimentarem comidas regionais também ajudam a construção da identidade.

Segundo a coordenadora pedagógica do Colégio Champagnat, de Ribeirão Preto (SP), Juliana Christina Rezende de Souza, a infância é um período de intensas construções a partir das relações que a criança estabelece em seu convívio, e já começa a se diferenciar e a construir identidade própria e a perceber as diferenças de traços físicos e de personalidade. “Desde cedo, é essencial o trabalho dos adultos para a valorização da diversidade. Utilizar brincadeiras em que as crianças se colocam no lugar das outras é uma forma de ensinar sobre as diferenças, estimular a empatia”, afirma.

A educação deve agregar questões como diversidade, sustentabilidade e biodiversidade do País e compete à escola desenvolver esse papel. E as brincadeiras fazem a diferença na experiência presente e futura das crianças, contribuindo de forma única para a formação integral delas como cidadãs.






Rede Marista de Colégios (RMC)

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