![]() |
| undefined undefined iStock |
Levantamento da Bulbe analisa as taxas de interesse no Google por energia solar por assinatura, energia solar off-grid e energia solar fotovoltaica, revelando perfis demográficos distintos para cada modalidade
A
contínua elevação das tarifas de energia elétrica e a busca por escolhas mais
sustentáveis têm estimulado o consumidor brasileiro a procurar alternativas
para reduzir o peso da conta de luz no orçamento familiar.
A
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou aumento das tarifas de
transmissão de energia para o ciclo 2026/2027, cenário que reforça a preocupação
dos consumidores. Com a expansão da tecnologia, diferentes formas de acesso
passaram a disputar a atenção, entre elas a energia solar por assinatura.
Energia
solar por assinatura concentra maior interesse entre adultos de 35 a 44 anos
Um
estudo realizado pela Bulbe, fornecedora de energia solar por
assinatura, analisou o interesse dos brasileiros nas páginas do Google, Google
Notícias e Google Shopping pelos termos "energia solar por
assinatura", "energia solar off-grid" e "energia solar
fotovoltaica", entre agosto de 2025 e julho de 2026.
O
levantamento considera apenas dados do Google Brasil e, portanto, não
representa o volume integral de buscas de cada grupo demográfico, intenções de
compra ou comportamentos relacionados.
Entre
as três modalidades analisadas, a energia solar por assinatura apresentou o
maior volume médio, com cerca de 3 mil buscas mensais. O dado chama atenção
também pelo perfil de quem demonstra interesse: todas as buscas identificadas
no recorte etário estão concentradas entre 25 e 44 anos, com predominância da
faixa de 35 a 44 anos. O público feminino também apresenta maior participação,
como indicado na imagem abaixo.
Isso
sugere uma procura ligada a consumidores que buscam alternativas mais práticas
para controlar despesas domésticas. Como o modelo dispensa a instalação de
painéis e obras no imóvel, ele pode atender especialmente quem prioriza
economia e facilidade, inclusive em situações nas quais a instalação de um
sistema próprio não é viável.
Já a
fotovoltaica apresenta um perfil etário mais maduro. A maior concentração das
pesquisas está entre 45 e 54 anos, e o público feminino também representa a
maior parcela do interesse.
Nesse
caso, o comportamento pode estar associado a consumidores com maior
estabilidade patrimonial e disposição para avaliar uma solução que envolve
aquisição e instalação de equipamentos.
A
off-grid, por sua vez, apresenta a distribuição de gênero mais equilibrada
entre os três. Ainda assim, a faixa de 35 a 44 anos concentra a maior parcela
das pesquisas, indicando interesse por uma alternativa relacionada à autonomia
energética.
O que
é energia solar por assinatura?
A
energia solar por assinatura funciona por meio da contratação de um plano que
dá ao consumidor acesso a créditos de energia produzidos por uma usina solar
compartilhada. A energia gerada é injetada na rede da distribuidora e os
créditos correspondentes são utilizados para compensar o consumo registrado na
unidade consumidora.
Como
funciona a energia solar por assinatura?
O
funcionamento envolve quatro participantes: a usina geradora, a distribuidora,
o consumidor e a empresa administradora. Enquanto a usina produz e envia a
energia para a rede, a distribuidora registra o consumo e aplica os créditos
correspondentes. A administradora, por sua vez, gerencia a relação entre essas
partes e a assinatura.
Por
isso, existem três fluxos diferentes: o da energia física, que circula pela
rede elétrica; o dos créditos em kWh, utilizados para compensar o consumo; e o
financeiro, que envolve a fatura da distribuidora e a mensalidade do plano.
Energia
solar por assinatura x sistemas tradicionais: como funciona a contratação?
Embora
os três utilizem a energia do sol, os modelos atendem a necessidades
diferentes. No por assinatura, o consumidor recebe créditos gerados por uma
usina compartilhada e economiza na conta sem precisar comprar equipamentos,
fazer obras ou cuidar da manutenção.
Por
isso, o formato também amplia o acesso à energia renovável para quem vive de
aluguel, em apartamentos ou em imóveis sem estrutura para receber painéis.
Esses benefícios ajudam a explicar por que a energia solar por assinatura foi a
modalidade mais pesquisada no levantamento da Bulbe.
Já o
off-grid funciona de forma independente da rede elétrica convencional. A
energia produzida é armazenada em baterias, garantindo o abastecimento mesmo
sem conexão com a distribuidora. Como exige equipamentos de armazenamento e
manutenção, apresenta maior custo de implantação e é mais indicado para áreas
de difícil acesso.
No
modelo fotovoltaico tradicional on-grid, por outro lado, os painéis são
instalados no próprio imóvel e permanecem conectados à rede da distribuidora,
permitindo ao consumidor gerar a própria eletricidade.
Porém,
depende de espaço adequado, instalação dos equipamentos e investimento inicial.
O excedente pode ser convertido em créditos para compensar o consumo em outros
períodos.
Os
modelos estão inseridos em um mercado regulamentado pelo Marco Legal da Geração
Distribuída (Lei 14.300/2022), que estabeleceu regras para a geração e a
compensação de energia elétrica. A legislação também prevê a cobrança gradual
pelo uso da rede de distribuição.
Enquanto
isso, a ANEEL é responsável por regulamentar e fiscalizar o setor,
estabelecendo normas para garantir a segurança e o funcionamento do sistema.




Nenhum comentário:
Postar um comentário