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domingo, 2 de agosto de 2026

Fato ou fake: Especialistas esclarecem os principais mitos sobre viagens de avião com gatos

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O aumento da população felina no Brasil, que já chega a 30,8 milhões de gatos, enfatiza a importância de orientar os tutores sobre as regras e os cuidados necessários para viagens de avião com esses animais

 

O Brasil registra uma expansão contínua da população felina. Dados do Instituto Pet Brasil (IPB) mostram que, em 2025, o número de gatos nos lares brasileiros cresceu 5,4%, passando de 29,2 milhões para 30,8 milhões de animais. O avanço foi superior ao observado em outras espécies de estimação e reflete mudanças no estilo de vida das famílias, que têm optado por pets mais adaptáveis às rotinas urbanas e aos espaços reduzidos.

Esse cenário tem impulsionado uma tendência já observada no setor pet: a inclusão dos gatos em viagens, sejam elas de férias, mudanças de cidade ou até mesmo deslocamentos internacionais. Apesar disso, muitos tutores ainda têm dúvidas sobre como funciona o transporte aéreo de felinos e acabam acreditando em informações incorretas que podem comprometer o bem-estar dos animais ou até impedir o embarque. 

Embora viajar de avião com gatos seja permitido, o processo exige planejamento, atenção às exigências das companhias aéreas e aos protocolos sanitários de cada destino. Para esclarecer dúvidas ainda presentes no público, a PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais, separou abaixo os principais fatos e fake news relacionados às viagens aéreas com felinos. 

 

Fatos

Nem todos os gatos podem viajar na cabine: a possibilidade de viajar na cabine depende das normas de cada companhia aérea. Em geral, existe um limite de peso considerando o animal e a caixa de transporte. Quando esse limite é ultrapassado, o gato poderá ser transportado no compartimento destinado aos animais, desde que a empresa ofereça esse serviço. 

Acostumar o gato à caixa de transporte antes da viagem reduz o estresse: a adaptação deve começar dias ou semanas antes do embarque. Deixar a caixa disponível em casa, com mantas, brinquedos e petiscos, ajuda o animal a associar o espaço a uma experiência positiva, reduzindo o desconforto durante a viagem. 

O planejamento da viagem começa muito antes do embarque: Além de reservar o transporte do pet com antecedência, já que muitas companhias limitam o número de animais por voo, o tutor deve conferir toda a documentação exigida pelo destino, verificar as regras da empresa aérea e realizar uma avaliação veterinária antes da viagem. Esse planejamento reduz imprevistos e garante mais segurança para o animal. 

 

Fake

Gatos não podem viajar de avião: Gatos podem viajar de avião tanto em voos nacionais quanto internacionais. Para isso, é necessário cumprir as exigências da companhia aérea e do destino, que podem incluir documentação veterinária, carteira de vacinação atualizada, microchip e certificados sanitários, especialmente em viagens ao exterior. Cada empresa possui regras específicas sobre peso, dimensões da caixa de transporte e forma de embarque. 

É recomendado sedar o gato antes do voo para que ele fique calmo: A sedação não é indicada de forma rotineira para viagens aéreas. Medicamentos sedativos podem alterar a pressão arterial, a frequência respiratória e o equilíbrio do animal, aumentando os riscos durante o voo. Caso o tutor perceba sinais intensos de ansiedade, o ideal é buscar orientação de um médico- veterinário para avaliar alternativas mais seguras. 

Gatos precisam viajar em jejum por muitas horas: O jejum prolongado não é recomendado para todos os animais. O tempo ideal deve ser orientado pelo médico-veterinário, considerando idade, condição clínica e duração da viagem. De modo geral, recomenda-se oferecer uma refeição leve algumas horas antes do embarque e manter o animal hidratado. 

‘'Quando a viagem é planejada com antecedência e todas as recomendações são seguidas, os gatos podem viajar de forma segura e confortável. O mais importante é que os tutores busquem informações confiáveis, conheçam as exigências das companhias aéreas e respeitem o tempo e as necessidades do animal’', finaliza Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo. 


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