Entenda como procedimentos preventivos minimamente invasivos garantem a proteção da mãe em casos de placenta invasiva, unindo tecnologia e cuidado no momento do nascimento.
A chegada de um filho costuma ser o momento mais esperado da vida de uma família, mas, para algumas mulheres, o diagnóstico de placenta invasiva transforma o sonho em um período de apreensão. De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a hemorragia pós-parto ainda é uma das maiores vilãs da saúde materna no Brasil, respondendo por cerca de 25% das mortes no ciclo gravídico. Quando a placenta se prende ao útero de forma excessiva, o risco de um sangramento incontrolável no parto é real, exigindo que a medicina vá além do básico para garantir que mãe e bebê voltem em segurança para casa.
É nesse cenário de alta complexidade que entra um aliado fundamental, muitas vezes invisível para quem está de fora: o cirurgião vascular e endovascular. Longe de ser apenas uma participação técnica, esse especialista atua como um escudo preventivo dentro da sala de parto. Através de procedimentos modernos e minimamente invasivos, ele consegue blindar o sistema circulatório da gestante, permitindo que a equipe de obstetrícia trabalhe com a tranquilidade necessária para lidar com uma estrutura anatômica delicada e fragilizada.
O trabalho começa antes mesmo do nascimento, com o posicionamento de pequenos balões nas artérias que irrigam a região pélvica. Josualdo Euzébio esclarece que a técnica funciona como uma torneira de segurança que pode ser fechada a qualquer momento. "Nós agimos de forma silenciosa e estratégica. Se o sangramento foge do controle na hora de retirar a placenta, inflamos esses balões para interromper o fluxo sanguíneo imediatamente, dando ao obstetra o tempo e a visibilidade que ele precisa para salvar o útero e a vida da paciente", detalha o cirurgião.
Essa integração entre especialidades mudou drasticamente o desfecho de casos que, antigamente, terminavam quase sempre em cirurgias de emergência para a retirada do útero. Hoje, o foco não é apenas a sobrevivência, mas o respeito ao corpo e ao futuro da mulher. Para o especialista, a tecnologia serve para humanizar o atendimento em momentos críticos. "Nosso papel é diminuir o trauma físico. Queremos que essa mãe saia da mesa de cirurgia pronta para segurar seu filho, sem passar por transfusões pesadas ou longos períodos de UTI", afirma o médico.
O que chama a atenção na técnica endovascular é a delicadeza do processo, realizado por meio de furinhos minúsculos que dispensam cortes profundos. Isso reflete diretamente no bem-estar da mãe, que sente menos dor e tem uma recuperação muito mais ágil. No fim das contas, a presença de um especialista vascular no centro cirúrgico transforma uma situação de pânico em um protocolo organizado, onde cada movimento é planejado para proteger o vínculo mais importante que existe: o início da vida.
A informação correta é a melhor ferramenta para as famílias que enfrentam uma gestação de risco. Saber que existe uma retaguarda tecnológica e humana capaz de prever e conter complicações traz o alívio necessário para o dia do parto. Como bem define Josualdo, a medicina moderna é feita de parcerias e antecipação: "Não esperamos o problema acontecer para agir. Nós montamos um cerco de proteção em volta daquela vida, garantindo que o nascimento seja lembrado pela alegria, e não por um susto médico".
Fonte: Dr. Josualdo Euzébio — Cirurgião Vascular e Endovascular
@dr.josualdo

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