
Foto: @neymar @vinijr @endrik
Créditos: @hi_candida
CO - Assessoria
Com o aumento da expectativa
de vida de cães e gatos no Brasil, médicos-veterinários têm observado um
crescimento significativo no número de diagnósticos de doenças crônicas em pets.
Problemas ortopédicos, neurológicos, renais e metabólicos passaram a fazer
parte da rotina clínica, exigindo acompanhamento contínuo e tratamentos de
longo prazo para garantir qualidade de vida aos animais.
Entre as condições mais
frequentes estão artrose, displasia coxofemoral, hérnia de disco, diabetes e
doença renal crônica. A médica-veterinária Stephany Chicarino conta que, embora
muitas dessas enfermidades estejam associadas ao envelhecimento, os sinais
costumam surgir de forma silenciosa e, muitas vezes, passam despercebidos pelos
tutores.
Mudanças de comportamento,
redução da disposição, dificuldade para subir escadas, perda de peso, aumento
do consumo de água e alterações no apetite podem indicar que algo não está bem.
Em muitos casos, esses sintomas acabam sendo confundidos apenas com o avanço da
idade, o que atrasa o diagnóstico e compromete a evolução do tratamento.
“Hoje, muitos pets vivem
mais, e isso exige um olhar cada vez mais atento para doenças crônicas que
impactam diretamente a qualidade de vida. O diagnóstico precoce e o
acompanhamento contínuo são fundamentais para controlar a dor, preservar a
mobilidade e garantir bem-estar ao animal ao longo do envelhecimento”, destaca
Chicarino.
A artrose, por exemplo, está
entre as doenças degenerativas mais comuns em cães idosos. O desgaste
progressivo das articulações pode causar dor, rigidez muscular e limitações de
movimento, afetando diretamente atividades simples do dia a dia. Já a displasia
coxofemoral, bastante recorrente em cães de grande porte, compromete a
articulação do quadril e pode evoluir para quadros mais severos sem
acompanhamento adequado.
Doenças neurológicas também
têm causado preocupação aos tutores. A hérnia de disco, frequentemente
observada em raças predispostas, como Dachshund e Shih-tzu, pode provocar dores
intensas, alterações motoras e até perda dos movimentos em casos mais graves.
Nesses cenários, o diagnóstico rápido costuma ser decisivo para reduzir
sequelas e melhorar o prognóstico.
Além dos problemas
ortopédicos e neurológicos, enfermidades renais seguem entre as principais
causas de atendimento em animais idosos. A doença renal crônica, por exemplo,
costuma apresentar evolução lenta e progressiva. Entre os sinais mais comuns
estão aumento da sede, vômitos, perda de peso e alterações urinárias. Apesar de
não ter cura, o controle clínico pode retardar a progressão da doença e
oferecer mais conforto ao animal.
Nos últimos anos, a medicina
veterinária ampliou as possibilidades de tratamento para esses pacientes.
Recursos como fisioterapia, acupuntura, laserterapia, suplementação nutricional
e terapias integrativas passaram a fazer parte da rotina de muitas clínicas,
ajudando no controle da dor e na manutenção da mobilidade.
A veterinária reforça que o
acompanhamento preventivo continua sendo uma das principais ferramentas para
aumentar a longevidade e reduzir impactos das doenças crônicas. “Consultas
periódicas, exames de rotina e atenção aos sinais comportamentais são apontados
como fundamentais para identificar alterações ainda nos estágios iniciais”,
concluiu.
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