Atualmente, o processo de emagrecimento é uma pauta central na vida de grande parte da população, sendo um objetivo buscado por milhões de pessoas. Esse movimento é impulsionado por um cenário de saúde pública preocupante, como mostra o World Obesity Atlas 2026, que indica que mais de 50% da população mundial viverá com sobrepeso ou obesidade até 2035, tornando a gestão do peso uma necessidade médica prioritária. Contudo, muitas não conseguem contratar um personal trainer ou um nutricionista, por exemplo, preferindo fazer sozinhas. Segundo dados da Health Monitor Initiative, de 2026, cerca de 65% das pessoas que tentam perder peso sem acompanhamento profissional recuperam o peso perdido em menos de seis meses.
Para a Dra. Karla Bandeira, médica endocrinologista e consultora científica da Voy, empresa de gestão de saúde com foco em assistência farmacêutica, o processo de emagrecimento é algo que exige não só força de vontade, mas também atenção para não cair em armadilhas que o nosso próprio cérebro (ou a internet) coloca no caminho. “Sem a orientação de um profissional, é fácil trocar saúde por pressa. Emagrecer não é sobre comer o mínimo possível, mas sim sobre nutrir o corpo de forma inteligente, o que pode ser complicado fazer por conta própria”, explica.
Pensando nisso, a especialista lista os sete erros mais
comuns cometidos nessa situação. Confira:
1. Restrições alimentares severas
Reduzir drasticamente calorias ou excluir grupos
alimentares inteiros é um erro frequente. Essa estratégia pode até gerar perda
de peso inicial, mas às custas de massa muscular e com desaceleração do
metabolismo, o que dificulta a manutenção no longo prazo. Além disso, tentar
mudar tudo ao mesmo tempo costuma ser insustentável e favorece o abandono e o
efeito sanfona.
2. Superestimar o gasto calórico do exercício
Existe uma percepção equivocada de que o exercício
“compensa” excessos alimentares. Na prática, é muito mais fácil ingerir
calorias do que gastá-las. O exercício é fundamental para a saúde e para o
processo de emagrecimento, mas não deve ser encarado como justificativa para
exageros.
3. Pular refeições
Ficar longos períodos em jejum com o objetivo de reduzir
a ingestão calórica costuma ter efeito contrário. Isso aumenta a fome ao longo
do dia e favorece episódios de descontrole alimentar, dificultando a adesão ao
plano alimentar.
4. Apostar apenas em exercícios aeróbicos
Embora o exercício aeróbico seja importante, ele não deve
ser a única estratégia. O treinamento de força é fundamental para preservar a
massa muscular, melhorar a eficiência metabólica e contribuir para um
emagrecimento mais sustentável e com melhor composição corporal.
5. Focar exclusivamente na balança
O peso corporal sofre variações por múltiplos fatores,
como retenção de líquidos, ciclo hormonal e ganho de massa magra. Avaliar
apenas o número da balança pode levar a interpretações equivocadas e
desmotivação. Medidas corporais, composição corporal e evolução clínica são
parâmetros mais relevantes.
6. Hidratação inadequada
A ingestão insuficiente de água compromete funções
metabólicas e pode ser confundida com fome. Além disso, é importante considerar
as calorias líquidas presentes em bebidas industrializadas ou adoçadas ,que não
promovem saciedade e contribuem para o excesso calórico.
7. Buscar soluções rápidas ou “dietas da
moda”
Estratégias com promessa de resultado rápido, em geral,
não se sustentam. O emagrecimento efetivo depende de consistência e de mudanças
que possam ser mantidas no longo prazo. Mais importante do que a velocidade é a
capacidade de manutenção.
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