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domingo, 24 de maio de 2026

7 erros comuns de quem tenta emagrecer sozinho


Atualmente, o processo de emagrecimento é uma pauta central na vida de grande parte da população, sendo um objetivo buscado por milhões de pessoas. Esse movimento é impulsionado por um cenário de saúde pública preocupante, como mostra o World Obesity Atlas 2026, que indica que mais de 50% da população mundial viverá com sobrepeso ou obesidade até 2035, tornando a gestão do peso uma necessidade médica prioritária. Contudo, muitas não conseguem contratar um personal trainer ou um nutricionista, por exemplo, preferindo fazer sozinhas. Segundo dados da Health Monitor Initiative, de 2026, cerca de 65% das pessoas que tentam perder peso sem acompanhamento profissional recuperam o peso perdido em menos de seis meses. 

Para a Dra. Karla Bandeira, médica endocrinologista e consultora científica da Voy, empresa de gestão de saúde com foco em assistência farmacêutica, o processo de emagrecimento é algo que exige não só força de vontade, mas também atenção para não cair em armadilhas que o nosso próprio cérebro (ou a internet) coloca no caminho. “Sem a orientação de um profissional, é fácil trocar saúde por pressa. Emagrecer não é sobre comer o mínimo possível, mas sim sobre nutrir o corpo de forma inteligente, o que pode ser complicado fazer por conta própria”, explica. 

Pensando nisso, a especialista lista os sete erros mais comuns cometidos nessa situação. Confira:

 

1. Restrições alimentares severas

Reduzir drasticamente calorias ou excluir grupos alimentares inteiros é um erro frequente. Essa estratégia pode até gerar perda de peso inicial, mas às custas de massa muscular e com desaceleração do metabolismo, o que dificulta a manutenção no longo prazo. Além disso, tentar mudar tudo ao mesmo tempo costuma ser insustentável e favorece o abandono e o efeito sanfona. 

 

2. Superestimar o gasto calórico do exercício

Existe uma percepção equivocada de que o exercício “compensa” excessos alimentares. Na prática, é muito mais fácil ingerir calorias do que gastá-las. O exercício é fundamental para a saúde e para o processo de emagrecimento, mas não deve ser encarado como justificativa para exageros. 

 

3. Pular refeições 

Ficar longos períodos em jejum com o objetivo de reduzir a ingestão calórica costuma ter efeito contrário. Isso aumenta a fome ao longo do dia e favorece episódios de descontrole alimentar, dificultando a adesão ao plano alimentar. 

 

4. Apostar apenas em exercícios aeróbicos

Embora o exercício aeróbico seja importante, ele não deve ser a única estratégia. O treinamento de força é fundamental para preservar a massa muscular, melhorar a eficiência metabólica e contribuir para um emagrecimento mais sustentável e com melhor composição corporal. 

 

5. Focar exclusivamente na balança

O peso corporal sofre variações por múltiplos fatores, como retenção de líquidos, ciclo hormonal e ganho de massa magra. Avaliar apenas o número da balança pode levar a interpretações equivocadas e desmotivação. Medidas corporais, composição corporal e evolução clínica são parâmetros mais relevantes.  

 

6. Hidratação inadequada

A ingestão insuficiente de água compromete funções metabólicas e pode ser confundida com fome. Além disso, é importante considerar as calorias líquidas presentes em bebidas industrializadas ou adoçadas ,que não promovem saciedade e contribuem para o excesso calórico. 

 

7. Buscar soluções rápidas ou “dietas da moda”

Estratégias com promessa de resultado rápido, em geral, não se sustentam. O emagrecimento efetivo depende de consistência e de mudanças que possam ser mantidas no longo prazo. Mais importante do que a velocidade é a capacidade de manutenção. 

 

Voy


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