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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Hipertensão arterial é doença silenciosa e exige atenção aos fatores de risco

Data chama atenção para prevenção, diagnóstico precoce e controle dapressão para reduzir riscos de infarto e AVC 

 

Celebrado em 26 de abril, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial1 busca conscientizar a sociedade sobre os riscos da doença, considerada uma das principais causas de eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC), e pode até levar à morte do paciente2. 

A hipertensão arterial atinge 29,7% da população brasileira, segundo dados da pesquisa Vigitel Brasil 2006-2024, vinculada ao Ministério da Saúde3. Muitas vezes, a doença evolui de forma silenciosa, sem sintomas aparentes, tornando ainda mais importante a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento regular da pressão arterial4. 

“A hipertensão arterial é chamada de doença silenciosa porque não causa sintomas. Inúmeras pessoas só descobrem a condição durante consultas de rotina ou quando já há algum comprometimento cardiovascular mais grave”, explica o cardiologista Marcio Sousa, médico consultor da Libbs e chefe da Seção de Hipertensão e Nefrologia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. 

A hipertensão arterial ocorre quando a pressão do sangue nas artérias permanece elevada por longos períodos. Em muitos casos, o paciente não percebe alterações no organismo, o que pode atrasar o diagnóstico4. Segundo Marcio Sousa, um erro muito comum é esperar por sintomas. “Mesmo sem qualquer desconforto, a pressão pode estar alta. Por isso, é importante medir a pressão arterial regularmente, principalmente para pessoas com fatores de risco”, afirma. 

Entre os principais fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver hipertensão arterial, estão histórico familiar, excesso de peso, sedentarismo, consumo excessivo de sal, tabagismo, consumo frequente de álcool, estresse e envelhecimento. Doenças como diabetes e colesterol alto também contribuem para o aumento do risco cardiovascular5. 

Por isso, conforme o cardiologista, manter hábitos de vida saudáveis é fundamental para reduzir o risco cardiovascular6. Além disso, medir a pressão arterial, inclusive em farmácias ou unidades de saúde, é outra forma simples de monitorar a saúde cardiovascular e identificar possíveis alterações7. 

“Os pilares da medicina do estilo de vida que preconizam os hábitos saudáveis, como exercício físico, dieta balanceada e com pouco sal, sono e peso adequados, previnem, tratam e até revertem a hipertensão arterial”, finalizou.

  

Referências

1. Brasil. Ministério da Saúde. Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial [internet]. 2022 [Acesso em 5 mar 2026]. Disponível em: Link  

2. Kjeldsen SE. Hypertension and cardiovascular risk: General aspects. Pharmacol Res. 2017;129:95-9. 

3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Vigitel Brasil 2006-2024: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2025 [Acesso em 5 mar 2026]. Disponível em: Link  

4. Brandão AA, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Armstrong AC, Mulinari RA, Feitosa ADM, et al. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial - 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250624. 

5. World Health Organization. Hypertension [Internet]. WHO; 2025 [Acesso em 6 mar 2026]. Disponível em: Link 

6. Wu J, Feng Y, Zhao Y, Guo Z, Liu R, Zeng X, et al. Lifestyle behaviors and risk of cardiovascular disease and prognosis among individuals with cardiovascular disease: a systematic review and meta-analysis of 71 prospective cohort studies. Int J Behav Nutr Phys Act. 2024 Apr 22;21(1):42. 

7. Waszyk-Nowaczyk M, Jasińska-Stroschein M, Dymek J, Drozd M, Sierpniowska O, Stankiewicz A, et al. The critical role of community pharmacists in blood pressure monitoring. Med Sci Monit. 2024;30:e944657. 

Informações não referenciadas correspondem à opinião ou prática clínica do profissional de saúde entrevistado.


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