A história da salvação começou a partir do sim de uma mulher. Na
minha experiência pessoal, a maternidade é um ponto de virada fundamental. O
meu “sim” à vida é celebrado a todo o tempo, em cada instante ao lado dos meus
dois filhos. Tenho o privilégio de vê-los crescer com saúde e acompanhar suas particularidades,
apreciando a beleza que a intensidade materna proporciona.
Eu diria que o maior encanto está nos pequenos e mais simples
detalhes do dia a dia, como quando nos abraçamos de pijama toda a manhã, no
momento em que sorrimos a cada nova descoberta ou na cabecinha que se ajeita no
meu colo durante uma soneca.
Tudo faz parte de uma rotina intensa e amorosa, o que não quer
dizer que a maternidade não possua desafios. Sim, eles existem e são muitos. Já
na gestação, a mulher é chamada a abrir mão de si em prol daquele ser humano
que se desenvolve a cada dia no seu ventre. Após o nascimento, as adversidades
permanecem na rotina da mãe, que, normalmente, se empenha em fazer tudo com
zelo e carinho.
No segundo domingo de maio, o dom da maternidade é exaltado. A
data teve início no século XX, nos Estados Unidos, quando o Dia das Mães foi
estabelecido como conhecemos hoje. Todos os anos, o comércio se apropria da
data, que é considerada a segunda mais importante para o varejo brasileiro. A
grande maioria das mães recebe um mimo e retribui com um sorriso. Mas muitas
ainda escondem o cansaço da privação do sono, das inquietações emocionais e das
incertezas de quem é responsável, às vezes, sozinha, por outro ser humano.
Por tudo isso, o dia em que as mães são celebradas não pode ser
como qualquer outro. A data também pode ser motivo de reflexão, tanto para quem
assiste a maternidade alheia, quanto para quem participa deste dom ou para as
mulheres que assumiram a tarefa de ser colo e abrigo.
Nesta sinuosa estrada estão as mães que permanecem em casa,
dedicando-se aos cuidados dos filhos e da família, e aquelas que conciliam casa
e trabalho. Em ambos os casos, há desafios e percalços. Em muitas trajetórias
Brasil afora, sobram demandas e falta ajuda. Algumas mães até diriam: “há
muitos pratinhos para equilibrar”. E há mesmo!
Eu, particularmente, faço parte do segundo time e sei o quanto a
rotina é exigente, por vezes, cansativa. Tenho aprendido a lidar com a culpa,
admitindo que nem tudo pode ser feito, e está tudo certo. O importante é fazer
o melhor e ser inteiro em tudo o que se propõe.
Para tratar o peso com leveza, é preciso mais que uma boa saúde
mental ou até mesmo rede de apoio. Para vivenciar um dom celeste, é necessário
ter fé! Não é por acaso que Deus nos fez capazes de gerar, seja no ventre ou no
coração.
Voltando à história da Salvação, é importante destacar que Ele
escolheu uma mulher para cuidar do Seu filho, e Ela, concebida sem pecado, está
pronta a interceder por todas nós, e pelo nosso maternar.
A verdade é que não é fácil, mas é divino. E por tudo isso, é a
melhor e mais sublime experiência da vida. Se me perguntarem, não hesito em
responder: ser mãe é o que me preenche. Não há lacunas quando estou ao lado
deles. Em tudo, há amor. Seja no sorriso do meu caçula de dez meses, ou no “eu
te amo” do meu pequeno de três aninhos. Com eles, sem dúvidas, sou minha melhor
versão. E, graças a eles, sou resgatada de tudo aquilo que me impede de ser uma
boa mãe. É que este tipo de amor, tudo pode curar e transformar.
O mundo vai celebrar o Dia das Mães, e a gente merece!
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