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quarta-feira, 28 de maio de 2025

Direito à saúde da mulher ainda é violado ou negligenciado

Seconci-SP defende ações para o enfrentamento desta realidade

 

 “É fundamental atender às necessidades específicas da saúde da mulher, que inclui a saúde ginecológica, os direitos sexuais e reprodutivos, a saúde materna ao longo de todo o ciclo gravídico e puerperal, a dignidade menstrual, a atenção ao climatério e à menopausa, a saúde mental e os cuidados em situações de violência. Mas quando observamos a realidade das mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, percebemos que o direito à saúde ainda é, muitas vezes, negado, violado ou negligenciado”.

As afirmações são de Samantha Thais Antunes Palopoli, assistente social do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), por ocasião do Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher (28 de maio), que objetiva conscientizar sobre a importância do direito e da luta pela saúde feminina.

Em artigo intitulado A Luta pelo Direito da Mulher: Um Compromisso Ético e Político, Samantha afirma que “historicamente, as mulheres enfrentam barreiras no acesso a serviços de saúde que considerem suas especificidades biológicas, sociais e psicológicas. Tais barreiras são agravadas para mulheres negras, indígenas, com deficiência, LGBTQIA+ e moradoras de áreas rurais ou periféricas”.

“Essas desigualdades – prossegue – se manifestam em diversas formas: na demora no diagnóstico de doenças como câncer de mama e do colo do útero; na violência obstétrica ainda presente em maternidades; na escassez de políticas públicas voltadas à saúde mental feminina; na falta de acesso a métodos contraceptivos seguros”.

A assistente social também destaca que “a violência doméstica, sexual e de gênero tem impacto direto na saúde física e mental das mulheres. Ela gera traumas, depressão, doenças psicossomáticas e, em casos extremos, a morte. A atuação articulada entre os serviços de saúde e as redes de proteção social é essencial para garantir atendimento humanizado e rompimento dos ciclos de violência”.

Para Samantha, “como assistente social, é nosso dever ético-profissional atuar na defesa intransigente dos direitos humanos, com ênfase nas populações vulnerabilizadas. No campo da saúde, isso se traduz em ações de acolhimento, escuta qualificada, encaminhamentos responsáveis, articulação com redes de proteção e atuação crítica diante das violências institucionais”.

Leia o artigo https://www.seconci-sp.org.br/a-luta-pelo-direito-da-mulher-a-saude-um-compromisso-etico-e-politico.html

 


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