Seconci-SP defende ações para o enfrentamento
desta realidade
“É fundamental atender às necessidades
específicas da saúde da mulher, que inclui a saúde ginecológica, os direitos
sexuais e reprodutivos, a saúde materna ao longo de todo o ciclo gravídico e
puerperal, a dignidade menstrual, a atenção ao climatério e à menopausa, a
saúde mental e os cuidados em situações de violência. Mas quando observamos a
realidade das mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade
social, percebemos que o direito à saúde ainda é, muitas vezes, negado, violado
ou negligenciado”.
As afirmações são de Samantha Thais Antunes
Palopoli, assistente social do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), por ocasião do
Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher (28 de maio), que objetiva conscientizar
sobre a importância do direito e da luta pela saúde feminina.
Em artigo intitulado A Luta pelo Direito da
Mulher: Um Compromisso Ético e Político, Samantha afirma que “historicamente,
as mulheres enfrentam barreiras no acesso a serviços de saúde que considerem
suas especificidades biológicas, sociais e psicológicas. Tais barreiras são
agravadas para mulheres negras, indígenas, com deficiência, LGBTQIA+ e
moradoras de áreas rurais ou periféricas”.
“Essas desigualdades – prossegue – se manifestam
em diversas formas: na demora no diagnóstico de doenças como câncer de mama e
do colo do útero; na violência obstétrica ainda presente em maternidades; na
escassez de políticas públicas voltadas à saúde mental feminina; na falta de
acesso a métodos contraceptivos seguros”.
A assistente social também destaca que “a
violência doméstica, sexual e de gênero tem impacto direto na saúde física e
mental das mulheres. Ela gera traumas, depressão, doenças psicossomáticas e, em
casos extremos, a morte. A atuação articulada entre os serviços de saúde e as
redes de proteção social é essencial para garantir atendimento humanizado e
rompimento dos ciclos de violência”.
Para Samantha, “como assistente social, é nosso
dever ético-profissional atuar na defesa intransigente dos direitos humanos,
com ênfase nas populações vulnerabilizadas. No campo da saúde, isso se traduz
em ações de acolhimento, escuta qualificada, encaminhamentos responsáveis,
articulação com redes de proteção e atuação crítica diante das violências
institucionais”.
Leia o artigo https://www.seconci-sp.org.br/a-luta-pelo-direito-da-mulher-a-saude-um-compromisso-etico-e-politico.html
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