Com experiência em
tratamentos estéticos e cofundadora da Clínica Dominique, Dra. Vivian Simões
esclarece por que o botox pode ser indicado antes dos 30 anos
O uso do botox em pacientes com menos de 30 anos
ainda levanta dúvidas e gera debates nas redes sociais. Afinal, é mesmo
necessário começar tão cedo? O procedimento pode “viciar” ou tirar a
naturalidade da expressão? Para esclarecer esses e outros questionamentos, a
dermatologista Dra. Vivian Simões Pires, cofundadora da Clínica Dominique, de
Porto Alegre (RS), explica como a toxina botulínica pode ser uma aliada da
beleza preventiva — quando bem indicada e aplicada por um profissional
experiente.
“Em pacientes antes dos 30, eu gosto de aplicar o
botox preventivo nos pontos onde a paciente mais precisa, e também para uma
melhora do contorno do rosto e do olhar. Em muitos casos, o principal ponto
onde eu aplico é o da glabela (área entre as sobrancelhas, logo acima do nariz
e abaixo da testa), onde a gente vê em muitas pacientes uma linha mais profunda
que pode evoluir para uma ruga profunda, caso a gente não cuide. Além do botox
preventivo, em quem é mais jovem eu também gosto de fazer o baby botox, que é
um botox onde usamos uma quantidade menor, para fazer um efeito natural e ainda
manter o movimento da testa e da região dos olhos”, explica a médica.
A seguir, a Dra. Vivian esclarece cinco mitos e
verdades sobre o uso do botox antes dos 30 anos de idade:
1. Botox vicia?
Mito: toxina botulínica não causa dependência física. O que acontece é
que, ao perceber os resultados — como a suavização de rugas e a melhora do
contorno facial — muitas pessoas optam por manter a aplicação regular,
geralmente a cada quatro a seis meses.
2. É exagero aplicar botox
antes dos 30 anos?
Mito: a aplicação preventiva pode evitar que linhas de expressão se tornem
rugas permanentes. “A ideia é tratar o início dos movimentos musculares que,
com o tempo, vão marcar a pele de forma mais profunda”, afirma a Dra. Vivian.
3. Botox pode deixar o rosto
artificial?
Verdade (mas depende da técnica): quando mal aplicado ou em excesso, o
botox pode sim comprometer a naturalidade das expressões. Por isso, o baby
botox — com doses menores e mais sutis — é uma alternativa segura e eficaz para
quem busca um efeito mais natural.
4. A toxina botulínica previne
o envelhecimento?
Verdade: embora não impeça totalmente o envelhecimento, o botox pode
atrasar o surgimento de rugas e linhas profundas. A técnica preventiva ajuda a
manter a pele mais lisa por mais tempo.
5. Todo mundo pode fazer botox
preventivo?
Mito: a indicação deve ser individualizada. O botox não é necessário para
todos os jovens. Um bom profissional vai avaliar a movimentação facial, a
presença de linhas de expressão e o histórico da pele antes de propor qualquer
intervenção.
Com um olhar voltado para a naturalidade e o equilíbrio, a Dra. Vivian reforça que o botox preventivo é uma ferramenta eficaz, mas que deve ser utilizada com cautela e responsabilidade: “Não se trata de congelar o rosto ou apagar a juventude, mas de cuidar da pele com inteligência e respeitando a individualidade de cada paciente”, finaliza.
Dra Vivian Simões Pires, - especialista em Dermatologia pelo Ministério da Educação (MEC), pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Regional de Medicina do RS. Foi laureada pela UFRGS, onde cursou a graduação e o mestrado. Entre as suas especialidades estão tanto a dermatologia estética quanto os injetáveis, harmonização facial e lasers. Ao lado do cirurgião plástico, Felipe Simões Pires, Vivian está à frente da Clínica Dominique, localizada em Porto Alegre. Em São Paulo, Vivian está à frente da RV BEAUTÉ ao lado da médica dermatologista Ritha Capelato.
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