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domingo, 24 de março de 2024

Especialistas alertam sobre malefícios dos energéticos para jovens e adolescentes

Se as bebidas energéticas devem ser restritas a um uso esporádico por adultos, no caso dos mais jovens, médicas recomendam evitar completamente seu consumo, já que afetam de maneira definitiva um organismo ainda em fase de amadurecimento

 

O consumo de bebidas energéticas por adolescentes e jovens tem sido objeto de preocupação crescente entre especialistas de saúde, que destacam os potenciais riscos associados a essas bebidas. A Dra. Thais Mussi, Endocrinologista e Metabologista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Dra. Anna Dominguez Bohn, Pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), discutem os efeitos prejudiciais do uso excessivo de energéticos nessa faixa etária. 

As especialistas destacam que os ingredientes comuns encontrados em bebidas energéticas, como cafeína, taurina, açúcares e outros estimulantes, podem ter impactos negativos significativos no organismo, especialmente quando consumidos em excesso. "A cafeína, por exemplo, pode causar palpitações cardíacas, tremores, insônia e ansiedade, enquanto a taurina pode contribuir para efeitos colaterais cardiovasculares e neurológicos. Além disso, o alto teor de açúcares pode levar a problemas metabólicos, como obesidade e diabetes", explica a Dra. Thais. 

Ela ressalta que o consumo dessas bebidas pode ser ainda mais prejudicial para crianças e adolescentes devido à sua menor tolerância aos estimulantes e ao potencial impacto negativo no desenvolvimento físico e cognitivo. Segundo ela, o consumo excessivo de cafeína em jovens pode interferir no sono, causar ansiedade e afetar o crescimento, além de contribuir para problemas comportamentais e de aprendizagem. 

"Sono de pior qualidade em um cérebro em desenvolvimento pode ter consequências permanentes. Existem até mesmo relatos de morte súbita e convulsões associadas a esse uso intenso", reforça Dra. Anna. 

Em sua visão, há ainda consequências como cáries e doenças metabólicas, além de inúmeros impactos à saúde mental, como agitação, ansiedade e piora da concentração. 

As médicas também enfatizam que tomar bebidas energéticas logo cedo, muitas vezes em jejum, pode aumentar os riscos de problemas gastrointestinais, agitação e piora da concentração, afetando o desempenho escolar e o rendimento do aprendizado. 

Além disso, aos que procuram selecionar marcas menos prejudiciais, as especialistas avisam que não há marcas melhores para a saúde, mas existem opções "menos piores". A Dra. Thais sugere avaliar o teor de cafeína, açúcares e outros ingredientes potencialmente prejudiciais. “Optar por versões sem açúcar ou com adoçantes naturais pode ser uma alternativa mais saudável", avalia. 

Por fim, a recomendação é que o consumo de energéticos seja esporádico e em caráter de exceção, evitando torná-lo um hábito diário. Para crianças e adolescentes, as diretrizes recomendam evitar completamente o consumo dessas bebidas. "É importante conscientizar os familiares e trazer também a responsabilidade de que pais são modelo e devem refletir sobre seu próprio consumo para poder orientar e sedimentar o que é falado", orienta a Dra. Anna. 



DRA. THAIS MUSSI - Crm 27542-PR 118942-SP RQE 373 - Formada em medicina para Universidade do Vale do Itajaí (Univali); Residência em clínica médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Residência em endocrinologia e metabologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Membro titulado da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV); Pós-graduação em Nutróloga pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN); Médica integrante da C.A.S.A Sophie Deram- centro de aconselhamento em saúde alimentar. Especializacao em Mindfull Eating. Participação em diversos congressos internacionais voltados a Obesidade e Síndrome metabólica.


DRA ANNA DOMINGUEZ BOHN - CRM SP 150 572 - RQE 106869/ 1068691. Registro pela Sociedade Brasileira de Pediatria Registro de Terapia Intensiva Pediátrica pela Associação de Medicina Intensiva. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Residência em Pediatria e Terapia Intensiva Pediátrica pela Universidade de São Paulo. Curso de especialização em cardiointensivismo pelo Hospital SICK KIDS, Universidade de Toronto. Pós-graduação em Síndrome de Down pelo CEPEC - FMABC (centro de pesquisa e estudos) MBA em gestão de saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein Vice-presidente do Núcleo de Estudos da criança e adolescente com deficiência, Sociedade Paulista de Pediatria. Pediatra do corpo clínico dos Hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio Libanês. Membra do Grupo Médico Assistencial sobre a pessoa com deficiência do Hospital Albert Einstein.


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