A especialista e PHD em Análise do discurso para o trabalho, Juliana Algodoal, ensina seis técnicas para desenvolver a escuta humanizada que podem contribuir com o sucesso em momentos de negociações
O sucesso de uma negociação requer dos negociadores
não apenas habilidades de oratória, mas principalmente o domínio em uma nova
ferramenta: a escuta humanizada. A partir dela, é possível demonstrar o real
interesse por suas pessoas.
A análise é de uma das principais
especialistas em Comunicação Corporativa do país, Juliana Algodoal, PhD em
Análise do Discurso em Situação de Trabalho -- Linguística Aplicada e Estudos
da Linguagem, e fundadora da empresa Linguagem Direta, que aponta seis
técnicas para desenvolver e praticar a escuta humanizada em negociações:
- Autoconhecimento: antes de participar de uma negociação é preciso reconhecer
as forças e fraquezas no tema. Isso faz com que o interlocutor faça o
melhor aproveitamento do seu discurso.
- Ganha-ganha: seguindo as diretrizes ESG, um negócio não pode ser
benéfico para apenas uma ponta da cadeia. É preciso estar ciente que uma
negociação todos devem ceder para obter ganhos;
- Nem tudo é negociável: é preciso ter domínio sobre o tema da negociação e deixar
claro os itens negociáveis para não assumir uma postura intransigente;
- Expressões que ajudam: durante uma negociação, é recomendado trocar as expressões
“não, mas...” por “sim, e...”. Dessa forma, o negociador estabelece uma
comunicação flexível, que pode colaborar muito para o desfecho positivo;
- Ganhar no grito não é uma opção: o debate de ideias sempre enriquece uma negociação, desde que
traga valor à negociação. De forma alguma deve ser feito de forma
agressiva ou com o objetivo de atingir ou atacar pessoas, empresas etc.
- Discurso X atuação: o discurso do líder em uma negociação deve estar alinhado
com as diretrizes da empresa, de dentro para fora e vice e versa. Isso
mostra que a empresa se preocupa em alinhar sua estratégia com suas
práticas e comunica-la de forma estruturada e congruente por toda empresa
e seus stakeholders.
Entre os benefícios gerados pela escuta
humanizada nas negociações, Juliana Algodoal cita maior atração de inovação, já
que, segundo ela, “inovar é atender uma necessidade que ainda não é cumprida.
Ouvir é imprescindível para entender e atender a essas necessidades. Essa
habilidade também aproxima as empresas e seus líderes da criatividade, da
diversidade, muito além do discurso”, conclui Juliana Algodoal.
Juliana Algodoal - Considerada uma das maiores
especialistas em Comunicação Corporativa do país, Juliana Algodoal é PhD em
Análise do Discurso em Situação de Trabalho -- Linguística Aplicada e Estudos
da Linguagem e fundadora da empresa Linguagem Direta*. Acumula mais de 30 anos
de experiência no desenvolvimento de projetos que buscam aprimorar a
interlocução no ambiente empresarial - tendo como clientes grandes companhias,
como Novartis, Pfizer, Aché, Itaú, Citibank, Unimed, SKY, Samsung, Souza Cruz,
dentre outras. Também é presidente do conselho administrativo Sociedade
Brasileira de Fonoaudiologia.

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