Dra. Valeska Rodrigues, professora de Medicina Veterinária da UNIFRAN, destaca que a melhor prevenção é tratar onde residem os animais, pois cerca de 90% dos ectoparasitas vivem no ambiente
Sabemos que por mais que os bichinhos de estimação
sejam muito bem cuidados, é impossível evitar com que não contraiam carrapatos
ou pulgas ao longo de sua vida. Diante disso, a Dra. Valeska Rodrigues,
professora de Medicina Veterinária da UNIFRAN, orienta e fornece dicas de
como evitar e cuidar dos animais e do organismo humano nestas
ocasiões.
Segundo a docente, pulgas e carrapatos são
parasitas externos comumente encontrados nos animais. “É normal que a presença
desses organismos preocupe os pais de pets, pois podem gerar graves
consequências para os bichinhos e seus donos, como coceiras, infecções,
feridas, alergias e até ocasionar uma doença mais grave como a Erliquiose e
Babesiose em animais e Doença de Lyme e Febre Maculosa em pessoas”,
explica.
As pulgas, por exemplo podem picar humanos e
algumas espécies de carrapatos podem fixar-se na pele. O carrapato do cachorro
não é um deles, porém os cães podem ter os carrapatos de outras espécies,
podendo migrar para o corpo de seus donos. “Muitas pessoas pensam que é
impossível atrair estes parasitas em humanos, mas a verdade é que todo cuidado
é pouco. Estes podem ser localizados nas axilas, articulações ou nas dobras da
pele, como sob os seios ou na virilha”, diz a Dra. Valeska.
A docente destaca ainda que o tratamento das
enfermidades transmitidas por carrapatos tem como base o antibiótico, porém
costumam ter sinais graves com risco de óbito. Já as consequências das picadas
são tratadas com medicamentos para minimizar os sinais clínicos.
Mais importante que o tratamento, é a prevenção
destes parasitas, pois este tipo de praga pode permanecer no organismo durante
meses. “A melhor prevenção é tratar o local onde os animais vivem, pois cerca
de 90% dos ectoparasitas vivem no ambiente. Importante utilizar medicamentos
protetivos para os animais, com ectoparasiticidas, sprays, shampoos, coleiras
repelentes e em casos mais graves procurar um profissional da saúde”, finaliza
a Dra. Valeska.
UNIFRAN
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