Greg Vanichkachorn, M.D., da Mayo Clinic divide dicas iniciais de recuperação da doença
Após visitar centenas de pacientes com COVID
longa, também conhecida como síndrome pós-COVID, Greg
Vanichkachorn, M.D. e seus colegas da Mayo Clinic aprenderam muito sobre os
passos iniciais da recuperação. Isso inclui o entendimento de que há passos que
as pessoas podem dar por conta própria para começarem a se recuperar. Estas são
cinco dicas do Dr. Vanichkachorn sobre como começar a vencer a síndrome
pós-COVID:
- Dar a si mesmo um tempo para se recuperar
“Um aspecto que vemos repetidamente é que os
pacientes se cobram muito durante a recuperação. Isso faz sentido. Todos
estão muito ansiosos para “voltar à vida normal” após a infecção e o isolamento”,
diz o Dr. Vanichkachorn, diretor do Programa
de Reabilitação de Atividades da COVID da Mayo Clinic e médico daDivisão de
Saúde Pública, Doenças Infecciosas e Medicina Ocupacional da
Mayo. Pacientes que tentam retomar o estilo de vida normal muito
rapidamente experimentam um aumento súbito de cansaço, falta de ar e dores
musculares que podem durar horas ou dias, diz o Dr. Vanichkachorn. Isso os
força a repousar e pode iniciar um ciclo de tentativas de retomada da vida
normal e recaídas que pode deixá-los desanimados e sem condicionamento, ele
diz.
“Então, a ordem do médico é: dê a si mesmo tempo
para se recuperar”, diz o Dr. Vanichkachorn. “A maneira mais rápida de se
recuperar é fazer tudo devagar e com calma no começo e depois tentar aumentar
gradualmente as atividades.” As tarefas diárias regulares contam como
parte da reabilitação. Por exemplo, se você pode lavar uma quantidade de roupas
por dia sem piorar os seus sintomas, espere até a semana seguinte para tentar
dobrar essa quantidade, diz o Dr. Vanichkachorn. O mesmo vale para as
atividades intelectuais. Fazer um pausa não significa que é o momento de
escrever aquele livro que você vem planejando, ele diz.
- Hidratar-se e comer alimentos saudáveis
“Durante a infecção aguda, muitos pacientes não
sentem muita fome. Isso pode piorar se houver problemas com paladar e olfato”,
diz o Dr. Vanichkachorn. “Alguns pacientes se acostumam a isso e esquecem da
importância de uma boa nutrição.” É importante ingerir uma boa quantidade
de água: 2,7 a 3,7 litros por dia, ele diz. Para a COVID longa, médicos e
pesquisadores não encontraram uma dieta ideal, mas parece que dietas extremas
pioram a situação, diz o Dr. Vanichkachorn, que recomenda uma dieta mediterrânea
balanceada e evitar alimentos processados e gordurosos.
- Foco em atividades de resistência
Quando pacientes se exercitam após a COVID-19,
normalmente eles tentam fazer atividades que aumentam a frequência cardíaca,
como caminhada e ciclismo, diz o Dr. Vanichkachorn. “Entretanto,
descobrimos que o exercício cardiovascular é o tipo mais difícil de atividade
para pacientes com síndrome pós-COVID. Em vez disso, inicie com atividades de
resistência, como trabalhar com uma faixa
elástica, pesos livres e leves, yoga ou Pilates”, ele diz. “Depois que isso
estiver bem, você pode adicionar um pouco de treino cardiovascular leve.”
- Otimizar o sono
Muitos pacientes com COVID longa tiram cochilos, atrapalhando os horários do sono. É importante ter o melhor sono possível e isso começa garantindo que o local do sono seja ideal, diz o Dr. Vanichkachorn.
As dicas para dormir melhor incluem garantir que o
quarto tenha uma boa circulação de ar e esteja um pouco mais frio do que
durante o dia, minimizar distrações eletrônicas como usar o celular na cama, o
que pode manter seu cérebro estimulado o suficiente para manter você acordado,
não consumir cafeína após o almoço e evitar se exercitar duas horas antes de
dormir. O que também ajuda a ter uma rotina diurna normal é acordar em um
horário determinado, fazer refeições regulares e ter uma rotina ao se deitar
para dormir, diz o Dr. Vanichkachorn.
- Reabilitação olfativa
“Cerca de um terço dos pacientes têm problemas
duradouros com paladar e olfato após a infecção aguda de COVID. Por sorte, a
maioria dos pacientes melhorará dentro de 6 meses e ainda mais em 12 meses”,
diz o Dr. Vanichkachorn. “Mas, se você quiser acelerar isso um pouco, eu
recomendo uma reabilitação
olfativa.”

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