Neste momento
atual do Brasil em meio à crise econômica, a incerteza política e cortes de
recursos federais do MEC para as universidades e para a pesquisa, o Rota 2030 é
uma oportunidade ímpar, de proporções sem iguais na história do País, para que
empresas ligadas ao setor automotivo comecem a se planejar e participar do
desenvolvimento local de tecnologias junto aos ICT’s (Instituições de Ciência e
Tecnologia) e à academia em geral.
Seus enfoques
principais nas áreas de eficiência energética, desempenho estrutural e novas
tecnologias assistivas da mobilidade visam a atacar problemas recorrentes de
nossa indústria e que, no patamar atual da globalização, nos enfraquecem no
mercado mundial. Entre eles se destacam a nossa competitividade reduzida em
termos de custo produtivo, a defasagem tecnológica do produto final e de
autopeças produzidas no País, o risco de que as P&Ds que poderiam ser
desenvolvidas no País sejam exportadas e perda de investimentos.
Também o
desenvolvimento da tecnologia capaz de fazer com que o produto brasileiro
aumente sua competitividade frente aos demais reduziria a capacidade ociosa de
nosso parque industrial. Ainda evitaríamos a perda do conhecimento e da
liderança do Brasil no desenvolvimento de soluções para o aumento da produção e
uso de biocombustíveis.
Com a implantação
do programa estima-se que nos próximos cinco anos o Brasil investirá aproximadamente
R$ 1 bilhão nos programas de P&D, o que não somente ajudará no
desenvolvimento de produtos, mas impulsionará o País na direção de novos,
modernos e mais equipados centros de pesquisas no meio acadêmico e nos ICT’s,
gerando novas tecnologias e patentes nacionais e internacionais.
Sendo, então, uma
iniciativa bastante conectada aos conceitos de sustentabilidade, o Rota 2030
impulsionará a indústria brasileira, que está intimamente ligada à tecnologia
de materiais, para que apresente soluções e busque inovações para se
obter:
• materiais mais
leves, para se reduzir o consumo de combustível;
• materiais de
alta resistência mecânica, para redução de peso e aumento da segurança ativa e
passiva do veículo;
• melhores
trabalhabilidade e conformabilidade para redução do tempo de gasto energético
na produção, melhoria da qualidade final do produto e redução de perdas.
Ao encontro
destas propostas o 10° Simpósio SAE BRASIL de Materiais, que ocorrerá no dia 21
de novembro em Belo Horizonte, vem apresentar o que há de novo na e para
a indústria automotiva em termos de materiais, e discutir as oportunidades que
podem criar o novo caminho disruptivo para o Brasil.
Rogério Jorge
Amorim - Ph.D., professor de Engenharia Mecânica na PUC Minas, é chairperson do
10º Simpósio SAE BRASIL de Materiais da Seção Regional Minas Gerais
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