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terça-feira, 5 de maio de 2015

Dia Mundial da Asma – doença atinge 235 milhões de pessoas no mundo




No Brasil, 20% de crianças e adolescentes têm a doença

Dia Mundial da Asma, doença respiratória que está entre as mais prevalentes do mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 235 milhões de pessoas sofram de asma. No Brasil, ela acomete cerca de 10% da população e também é responsável por elevados gastos com hospitalizações. Em 2014, foram 112.772 internações por asma, constituindo uma das principais causas de internação no Sistema Único de Saúde (SUS), considerando todos os grupos etários.
Algumas pesquisas realizadas nos últimos anos tentam estabelecer a relação entre obesidade e asma. “Principalmente, porque houve aumento na prevalência de ambas. Algumas substâncias produzidas pelas células adiposas são capazes de aumentar o processo inflamatório relacionado à asma, e o acúmulo de gordura toracoabdominal dificulta os movimentos respiratórios, contribuindo para o surgimento de sintomas de asma. Contudo, ainda são pouco conhecidos quais os mecanismos envolvidos nessa relação”, explica a Dra. Faradiba Sarquis Serpa, especialista da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

O que é a asma?

É uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias, na maioria das vezes de origem alérgica. Sua prevalência é maior na infância, quando chega a afetar 20% das crianças e adolescentes.

A inflamação presente nos brônquios é desencadeada ou agravada por alérgenos inaláveis (ácaros, fungos, epitélios de animais, baratas, pólens), infecções respiratórias (sinusite, resfriados e gripes), doença do refluxo gastroesofageano, poluentes e uso de medicamentos (anti-inflamatórios e betabloqueadores).

Os principais sintomas são: falta de ar, chiado no peito, tosse, sensação de aperto no peito e, dependendo da gravidade da doença, limitação para atividades diárias.

Os impactos na vida do paciente são muitos, como os custos difíceis de serem avaliados: ansiedade, sofrimento, má qualidade de vida, além de riscos futuros resultantes do absenteísmo escolar.

Segundo a Dra. Faradiba, o objetivo do tratamento é alcançar o controle da doença. “Para isso, usamos medicamentos preventivos que controlam a inflamação presente nos brônquios e remédios para as crises, que têm a função de dilatar os brônquios. Alguns pacientes podem também ter benefício com o uso de imunoterapia (vacinas de alergia) com os alérgenos aos quais está sensibilizado”, conta a médica.

Além do uso de medicamentos, faz parte do tratamento a diminuição do contato com alérgenos e fatores irritantes (fumaça, cheiros fortes e poluentes), vacinação contra gripe e tratamento da doença do refluxo.

“Discutir sobre os seus impactos individual e social é muito importante para estabelecer a cultura da adequada prevenção e da utilização de medicamentos que possam garantir a ausência de crises”, explica Dra. Ana Paula Moschione Castro, diretora da ASBAI.



Associação Brasileira de Alergia e Imunologia - ASBAI.
Twitter: @asbai_alergia - Facebook: Asbai Alergia - www.asbai.org.br

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