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sábado, 5 de julho de 2025

VIDENTE KELIDA DIZ QUE JULHO SERÁ UM MÊS DE EXTREMOS CLIMÁTICOS, RISCOS SANITÁRIOS E TENSÃO GEOPOLÍTICA

Fundadora da Casa Espiritual Maria Madalena, Kelida alerta para deslizamentos, doenças ligadas à umidade, risco em barragens e silêncio perigoso na guerra entre potências 


Julho começa sob forte alerta espiritual, segundo a vidente e dirigente espiritual Kelida, fundadora da Casa Espiritual Maria Madalena, em São Paulo. Através de uma tiragem oracular especial, ela revelou previsões que envolvem eventos climáticos extremos, riscos sanitários, instabilidades políticas e até movimentações geopolíticas ocultas. As mensagens, segundo ela, são claras: “É um mês de atenção, de escuta e de reconexão com a consciência coletiva”.

“Infelizmente, alguns estados brasileiros estão em risco real. Barragens fragilizadas, deslizamentos, estruturas que podem ser levadas por ventos fortes. A Terra está em um processo de limpeza, e isso exige cuidado imediato com o meio ambiente e com a saúde pública”, afirmou.



Clima: ventos extremos, deslizamentos e barragens sob risco

Entre os pontos mais urgentes revelados pelas cartas, estão os fenômenos climáticos. A espiritualista prevê chuvas torrenciais, eventos súbitos, rajadas de vento e possíveis rompimentos de estruturas em diversas regiões do país. Ela cita com precisão os estados em alerta: Rio Grande do Sul: “Vejo águas retornando. A espiritualidade mostra uma purificação em andamento.”

Santa Catarina: Risco elevado de ventanias em regiões serranas e costeiras, com estruturas sendo arrancadas do solo; Minas Gerais: “A carta da torre mostra instabilidade do solo. Há risco de deslizamentos por chuvas fora de época; Bahia: Possível rompimento de barragens antigas, com negligência apontada espiritualmente como causa e Espírito Santo: deslizamentos em áreas montanhosas também estão entre as possibilidades de julho.



Saúde: fungos, intoxicações e sobrecarga no sistema médico

Julho também exigirá atenção com a saúde pública. Segundo Kelida, o mês será marcado por surtos de doenças ligadas à umidade, ao solo e à água. “Fungos vão ser uma grande questão. Intoxicação alimentar será algo muito recorrente. Além disso, vejo erros médicos e reativações de doenças ligadas ao emocional. O corpo vai falar e muita gente vai precisar escutar.”

Ela também cita o aumento de doenças genéticas, como colesterol alto, pressão arterial e diabetes, levando a uma possível sobrecarga no sistema de saúde brasileiro. Cirurgias e procedimentos hospitalares devem aumentar. “É o corpo ancestral falando, heranças genéticas vão se manifestar com mais intensidade neste ciclo”, explica.
 

Cenário internacional: ataques internos e manipulação nos EUA; tensão silenciosa entre Israel e Irã

No plano global, Kelida faz um alerta específico aos Estados Unidos. “Vejo movimentações ocultas, sabotagens cibernéticas. Há risco de terrorismo doméstico e manipulação de massas.”

Segundo ela, parte dessas ações têm relação com extremismo ideológico e instabilidade moral e emocional da nação. “Não vejo um ataque direto, mas sim uma tentativa de abalar as estruturas internas.”

Sobre a guerra entre Israel e Irã, a vidente faz um alerta sutil e poderoso: “O silêncio atual não é paz. É uma pausa estratégica. Existe negociação oculta. Algo está sendo tramado em silêncio. Um estopim pequeno pode reacender o conflito a qualquer momento.”
 

Brasil em renovação espiritual, mas sob tensão energética

Apesar dos riscos, a vidente afirma que o Brasil está passando por um ciclo espiritual de renovação. “Há esperança, cura, fé e reconexão com a espiritualidade. Mas precisamos cuidar para que o desânimo coletivo não apague essa chama. A consciência climática e o cuidado com o próximo são fundamentais.” 

Na economia, a energia do mês aponta para movimentações lentas, mas com tendência de melhora, especialmente após um longo período de estagnação energética. “As coisas começam a andar, mesmo que de forma tímida”, diz.
 

Famosos e relacionamentos: divórcios inesperados à vista

A carta da torre também revela mudanças inesperadas no universo das celebridades. “Vejo separações, términos de relacionamentos e revelações envolvendo pessoas conhecidas. Julho será um mês de transformações no amor, especialmente entre figuras públicas.”

 

Kelida - referência em espiritualidade, sendo detentora de um dos principais canais do YouTube sobre o tema, com quase 1,30 milhão de seguidores. Psicanalista, hipnóloga e terapeuta holística reikiana, ela se dedica ao autoconhecimento profundo por meio do Mapa da Alma, uma abordagem que revela karmas, desafios espirituais e conexões de vidas passadas. Além dos atendimentos online, promove rituais de cura, benzimentos e vigílias gratuitamente, Ele pode falar sobre previsões, leituras do baralho cigano, cartas psicografadas, numerologia e terapias alternativas, sempre integrando corpo, mente e espírito com um toque de magia @kelidaoficial


Férias escolares: descanso, vínculo e aprendizado emocional são fundamentais para o desenvolvimento infantil

 

Psicólogo Danilo Suassuna explica como o recesso escolar pode ser uma oportunidade valiosa para fortalecer laços afetivos e estimular a saúde mental das crianças

 

As férias escolares marcam um período aguardado por muitos estudantes, mas também representam uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento emocional e cognitivo das crianças, segundo o psicólogo Danilo Suassuna, professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e diretor do Instituto Suassuna. Para ele, o tempo de recesso não deve ser tratado apenas como uma pausa na rotina escolar, mas como um ciclo essencial de descanso, conexão familiar e estímulo saudável à autonomia.

“O período letivo pode ser cansativo para as crianças, que lidam com longas jornadas de estudo e pressão por desempenho. O descanso proporcionado pelas férias é crucial para a recuperação do corpo e da mente. O sono tende a ser mais regular e de melhor qualidade nesse período, o que favorece diretamente o desenvolvimento cognitivo e emocional”, explica Suassuna.

Além do aspecto fisiológico, o especialista destaca que as férias ampliam a oportunidade de aprendizagem informal, muitas vezes mais significativa do que o conteúdo formal das aulas. “Atividades como viagens, visitas a museus, brincadeiras ao ar livre e leituras fora do currículo escolar são ricas em estímulos. Elas promovem a criatividade, reforçam a autoestima e ajudam a criança a construir sua identidade”, afirma o doutor em psicologia.

Suassuna também faz um alerta aos pais e responsáveis: é preciso equilibrar a programação com momentos de ócio e liberdade de escolha. “Planejar atividades é importante, mas deixar que a criança decida o que quer fazer em parte do tempo é essencial para desenvolver autonomia e senso de responsabilidade. Além disso, brincar junto, participar dessas atividades, fortalece os laços familiares de forma natural e afetuosa”, ressalta.


Entre as sugestões práticas apresentadas por Suassuna para um período de férias mais saudável estão:

  • Contato com a natureza e atividades físicas, como caminhadas e brincadeiras em parques, que reduzem o estresse e estimulam a socialização;
  • Experiências culturais, como idas a museus, cinemas ou exposições, que ampliam o repertório e fortalecem o senso crítico;
  • Leituras e jogos educativos, que mantêm a mente ativa de forma leve e prazerosa;
  • Vivências religiosas, quando condizentes com a realidade familiar, como forma de nutrir valores e vínculos sociais;
  • Momentos de convivência com outras crianças, que favorecem o desenvolvimento de empatia, comunicação e trabalho em equipe.

Ao defender o descanso como parte essencial do processo educacional, Suassuna reforça que saúde mental na infância é construída no dia a dia. “Não se trata de encher a agenda das crianças com atividades ‘produtivas’. O tempo livre, o tédio criativo, o brincar espontâneo — tudo isso contribui para que elas cresçam mais seguras, empáticas e preparadas para lidar com os desafios da vida”, afirma o diretor do Instituto Suassuna

O Instituto, com sede em Goiás, oferece cursos de especialização, forma psicólogos em diversas áreas e promove ações de impacto social e educacional com foco em saúde mental. Mais informações estão disponíveis no site institucional e nas redes sociais da entidade. 



Danilo Suassuna - Doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2008), possui graduação em Psicologia pela mesma instituição. Autor do livro “Histórias da Gestalt-Terapia – Um Estudo Historiográfico”. Professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e do Curso Lato-Sensu de Especialização em Gestalt-terapia do ITGT-GO. Coordenador do NEPEG Núcleo de estudos e pesquisa em gerontologia do ITGT. É membro do Conselho Editorial da Revista da Abordagem Gestáltica. Consultor Ad-hoc da revista Psicologia na Revista PUC-Minas (2011).
Para mais informações acesse o instagram: @danilosuassuna.

Instituto Suassuna
Para mais informações, acesse o site ou através do instagram e canal no youtube.

 

Você já ouviu falar em interferência disruptiva? Estudo revela fenômeno em pessoas de altíssimo QI

A "interferência disruptiva na continuidade cognitiva" é real e explica por que perder o raciocínio gera tanto desconforto em superdotados, segundo estudo publicado pelo Dr. Fabiano de Abreu Agrela 

 

Quem nunca se sentiu incomodado ao ser interrompido no meio de uma ideia? Agora, imagine isso multiplicado várias vezes, a ponto de gerar não só frustração, mas também desgaste emocional e até físico. 

Esse é o tema central de um novo estudo científico publicado pela Atena Editora e realizado pelo pós-PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, “Interferência disruptiva na continuidade cognitiva”. 

O estudo trata de uma realidade quase invisível para quem não vive nela, o efeito devastador que uma simples interrupção pode ter sobre o raciocínio de pessoas com altíssimo QI.

 

O que é a interferência disruptiva?

O conceito descreve um fenômeno no qual indivíduos superdotados, ao terem seu raciocínio interrompido, não apenas perdem o fio da meada, mas entram em um colapso momentâneo da sequência lógica, com impacto cognitivo e emocional. 

“Quando você pensa de forma altamente estruturada, com múltiplas conexões e camadas de raciocínio acontecendo simultaneamente, uma interrupção não é só chata, ela é como derrubar uma torre inteira de dominós no meio do caminho”, explica o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

 

Por que isso acontece?

De acordo com o estudo, cérebros com altíssimo desempenho cognitivo trabalham com altíssima demanda energética, mobilizando mais conexões sinápticas, mais memória de trabalho e um encadeamento lógico complexo. 

Quando ocorre uma interrupção seja uma pergunta fora de contexto, um ruído ou uma mudança repentina, esse circuito literalmente colapsa, forçando o cérebro a redirecionar energia para se reorganizar. 

“Quanto maior o QI, maior também tende a ser a intensidade emocional ligada ao raciocínio. Ou seja, não é só a ideia que se perde, a pessoa sente isso fisicamente e emocionalmente”, explica o neurocientista.

 

Uma pendência que não sai da cabeça

O estudo, que analisou respostas de membros de sociedades de alto QI, como a Triple Nine Society, revelou que essa sensação de raciocínio inacabado pode durar horas e, em alguns casos, até dias. 

O desconforto é tão grande que muitos relatam dificuldade em retomar a linha de pensamento ou, até mesmo, sintomas de estresse e ansiedade após serem interrompidos no meio de uma cadeia de raciocínio intenso.

 

Existe solução?

Segundo o estudo, a chave está na adaptação dos ambientes. Promover espaços onde o raciocínio profundo possa fluir sem interrupções é essencial, tanto no meio educacional quanto no corporativo e familiar. 

Além disso, entender que isso não é um defeito, mas uma característica funcional de cérebros altamente eficientes, pode gerar mais empatia e menos julgamentos. 

“Se queremos uma sociedade mais criativa, inovadora e inteligente, precisamos aprender não só a ouvir, mas também a não interromper. Pensamento complexo precisa de continuidade, e respeito ao raciocínio é, no fundo, respeito à própria inteligência humana”, conclui Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

 

 

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues MRSB é Pós-PhD em Neurociências, eleito membro da Sigma Xi - The Scientific Research Honor Society (mais de 200 membros da Sigma Xi já receberam o Prêmio Nobel), além de ser membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, da Royal Society of Biology e da The Royal Society of Medicine no Reino Unido, da The European Society of Human Genetics em Vienna, Austria e da APA - American Philosophical Association nos Estados Unidos. Mestre em Psicologia, Licenciado em História e Biologia, também é Tecnólogo em Antropologia e Filosofia, com diversas formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Dr. Fabiano é membro de prestigiadas sociedades de alto QI, incluindo Mensa International, Intertel, ISPE High IQ Society, Triple Nine Society, ISI-Society e HELLIQ Society High IQ. Ele é autor de mais de 300 estudos científicos e 30 livros. Atualmente, é professor convidado na PUCRS no Brasil, UNIFRANZ na Bolívia e Santander no México. Além disso, atua como Diretor do CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito e é o criador do projeto GIP, que estima o QI por meio da análise da inteligência genética. Dr. Fabiano também possui registro de jornalista, tendo seu nome incluído no livro dos registros de recordes por conquistar quatro recordes, sendo um deles por ser o maior criador de personagens na história da imprensa.

 

Cuidado emocional: escutar, sentir e viver

Nos últimos anos, falar sobre saúde mental virou algo comum, o que é muito bom. Mas, junto com essa excessiva visibilidade informativa, surgiram algumas confusões. De um lado, muitas pessoas estão buscando remédios como primeira e, às vezes, única solução para qualquer desconforto emocional. Do outro, cresce o número de pessoas se autodiagnosticando com transtornos mentais depois de assistir pequenos trechos de vídeos nas redes sociais. 

Sentir-se ansioso antes de uma prova, desanimado depois de uma perda ou inseguro diante de mudanças são reações normais no decorrer da vida. Estas sensações, embora desconfortantes, são inerentes ao ser humano. Nem sempre a dor precisa se tornar um diagnóstico. E, muito menos, ser tratada, de imediato, com medicação.

Transtornos mentais existem e precisam ser  avaliados e tratados por especialistas. Para muitas pessoas, o uso de remédios, vinculado à psicoterapia, é essencial. O problema está na busca por uma resposta rápida. Às vezes, ao invés de ouvir o que o corpo e a mente estão tentando dizer, preferimos camuflar o incômodo com uma solução mágica — e, frequentemente, medicamentosa. O perigo é transformar momentos difíceis, que fazem parte da vida, em doenças imaginárias.

Hoje em dia, basta ver um vídeo de 30 segundos com uma lista de “sintomas” e pronto: há quem diga que tem TDAH, ansiedade generalizada, borderline, depressão ou até traços de autismo. Este não é o caminho! Um diagnóstico sério leva tempo, envolve escuta profissional, análise do histórico de vida e muita responsabilidade. Quando os rótulos têm como base o achismo, corre-se o risco de ignorar questões mais profundas que realmente precisam de atenção.

Além disso, banalizar uma avaliação profunda tende a tirar a seriedade de quem realmente lida com essas condições no dia a dia. 

Cuidar da saúde mental é fundamental. Mas isso não significa provocar um apagão ou anestesiar todo e qualquer sofrimento com remédios ou tentar dar nome a tudo com base em vídeos do TikTok ou do Instagram.

Na verdade, o ser humano precisa aprender a viver e verbalizar o que sente. Vivemos em um ritmo acelerado, e parece que ninguém autoriza o tempo do sofrer, do descansar, do pensar ou simplesmente de não estar bem. Afinal, nem tudo precisa ser resolvido imediatamente. Às vezes, conversar com alguém de confiança, refletir sobre o que está acontecendo, buscar apoio psicológico ou apenas permitir-se viver aquele momento já é um ótimo começo.  

 

Kelli Aparecida da Silva Pontes - psicóloga e pós-graduada em saúde mental. Atua como psicóloga clínica e organizacional na Fundação João Paulo II.


Curtidas não são afeto


Vivemos em um tempo de stories perfeitos, em que jantares à luz de velas e legendas românticas criam a ilusão de que amar é simples — e estar só, um fracasso. A pressão social e digital transforma o status de relacionamento em termômetro de valor pessoal. E, silenciosamente, muitas mulheres começam a se perguntar: “O que há de errado comigo?

Eu já fiz essa pergunta também. Mas a resposta é clara: nada. O problema está na forma distorcida com que o amor tem sido medido, baseada em superficialidades, filtros e carências emocionais. Estar solteira não é sinal de fracasso, atraso ou incompletude. Muito mais prejudicial é permanecer em um relacionamento vazio, mantido apenas por medo, status ou conveniência. A saúde emocional começa quando entendemos que conexões não se sustentam em aparências, mas em verdade, propósito e maturidade.

Escolher esperar é um ato de coragem. É nesse tempo que descobrimos quem somos, o que realmente queremos e o que jamais aceitaremos. A espera me ensinou que não preciso me apressar para agradar algoritmos, nem expor a minha vida para validar sentimentos. Quando a autoestima está saudável, a gente não precisa provar nada para ninguém.

E não se engane: a superexposição muitas vezes é sintoma de baixa autoestima. Mostrar demais não significa amar mais. Pelo contrário: quem se ama sabe se preservar. Quem se conhece, sabe seu valor. E quem se valoriza, escolhe com mais consciência. Foi assim que aprendi a me preparar para viver um amor: mergulhando no autoconhecimento, cuidando da minha saúde emocional, espiritual, financeira e física.

Ame-se para amar bem. Porque no fim das contas, não é o status que define você — é sua identidade. E a minha, eu escolhi viver com fé e propósito, não com pressa para tentar substituir a solitude saudável por relações falidas. 

 

Adrielle Lopes - psicóloga, mentora de mulheres, cantora e autora do livro Encalhada? Não! Eu escolho....


Entenda Como a TRG Pode Ser Aliada no Combate à Dependência Emocional e Relacionamentos Abusivos


A crescente incidência de quadros de dependência emocional e relacionamentos abusivos tem chamado a atenção de profissionais da saúde mental em todo o país. Esses vínculos disfuncionais comprometem não apenas a saúde psíquica, mas também a capacidade de escolha, autonomia e segurança emocional dos indivíduos. Nesse contexto, a Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG) surge como uma abordagem terapêutica contemporânea, capaz de promover a reorganização emocional e ressignificação de crenças e memórias que sustentam esses padrões.  

De acordo com o professor e terapeuta Robson Stolfi, a dependência emocional está diretamente associada a registros inconscientes e crenças disfuncionais formadas, muitas vezes, na infância ou em experiências afetivas traumáticas. “A pessoa que desenvolve esse padrão tende a acreditar que precisa da validação do outro para existir ou ser digna de afeto. Esse funcionamento emocional desorganizado favorece a manutenção de relações abusivas e impede o estabelecimento de vínculos saudáveis”, explica o especialista.  

A TRG atua a partir do acesso controlado a essas memórias emocionais, possibilitando que o paciente reorganize suas respostas internas diante dos conteúdos que antes geravam sofrimento, medo ou submissão. O método utiliza protocolos específicos para reprocessamento emocional, promovendo a dessensibilização de lembranças traumáticas e a construção de novas referências internas.  

“A grande eficácia da TRG está em sua capacidade de acessar, de maneira segura, o núcleo emocional que sustenta o comportamento dependente. Quando o paciente consegue ressignificar essas experiências, ele naturalmente passa a desenvolver autonomia emocional, resgatando sua autoestima e capacidade de estabelecer limites saudáveis”, afirma Stolfi.  

O recurso terapêutico é indicado tanto para pessoas que buscam superar vínculos abusivos quanto para aquelas que desejam compreender e modificar padrões afetivos repetitivos em seus relacionamentos. Além disso, a TRG contribui para prevenir a reincidência desses quadros, fortalecendo a percepção de merecimento e valor pessoal.  

Segundo o terapeuta, um dos grandes desafios no tratamento da dependência emocional é o rompimento da idealização e a superação da culpa associada ao término de vínculos abusivos. “Muitos pacientes, mesmo reconhecendo o sofrimento, mantêm esses relacionamentos por medo de rejeição, abandono ou solidão. A TRG proporciona uma quebra efetiva desse ciclo emocional, sem retraumatização, devolvendo ao indivíduo a capacidade de se perceber inteiro e merecedor de vínculos afetivos genuínos e equilibrados”, conclui Robson Stolfi.  



Robson Stolfi - terapeuta certificado em Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), tem uma trajetória marcada por resiliência e superação. Com especializações em Psicopedagogia e Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo, alia conhecimento acadêmico e experiência para ajudar pessoas a superarem traumas e dificuldades emocionais. Após um grave acidente em 2020, encontrou na TRG uma ferramenta transformadora e, desde 2022, dedica-se integralmente à terapia, atendendo pacientes de diferentes áreas.
Instagram: @libervita.terapia / @robsonstolfi.trg
Facebook: @robsonstolfi.trg
Site: https://www.robsonstolfi.com.br/


Educação emocional ganha espaço nas escolas e transforma relações em sala de aula

Com foco no desenvolvimento integral dos alunos, prática melhora a convivência, o desempenho e a saúde mental dos estudantes

 

O desenvolvimento de habilidades socioemocionais tem se mostrado tão importante quanto o conteúdo curricular tradicional. De acordo com o relatório Education for Life and Work, da Academia Nacional de Ciências dos EUA, competências como empatia, resiliência e autorregulação emocional estão diretamente ligadas ao desempenho acadêmico, à permanência escolar e à saúde mental dos alunos. No Brasil, essa percepção tem levado escolas a incluírem a educação emocional como parte fundamental de sua proposta pedagógica. 

“O aluno não aprende só com a mente, ele aprende com o corpo inteiro, e isso inclui o coração. Em sala de aula, percebemos que a escuta, o respeito ao outro e o autoconhecimento são fatores que impulsionam tanto o bem-estar quanto o aprendizado”, afirma Wagner Venceslau Dias, diretor pedagógico do Colégio Anglo Leonardo da Vinci

Na prática, a educação emocional nas escolas pode acontecer de diversas formas: rodas de conversa, leitura de livros com temáticas afetivas, dramatizações, meditação guiada, registro de sentimentos em diários e resolução colaborativa de conflitos são algumas das estratégias usadas para cultivar o letramento emocional desde cedo. O importante, segundo Wagner, é que essas práticas estejam inseridas na rotina, de forma intencional e contínua, não como uma ação pontual. 

Além de melhorar o clima escolar, a educação emocional tem impacto direto na redução de casos de bullying e na construção de relações mais saudáveis entre os alunos. Uma pesquisa da Universidade de Illinois (EUA), publicada na Child Development, revelou que programas estruturados de educação socioemocional podem reduzir em até 42% os comportamentos agressivos entre estudantes do Ensino Fundamental. 

Outro ponto de atenção está no apoio emocional ao corpo docente. Para que o desenvolvimento socioemocional dos alunos seja efetivo, é fundamental que professores também tenham espaço e ferramentas para lidar com seus sentimentos. 

“Cuidar da saúde emocional dos educadores é uma via de mão dupla. Quando eles estão bem, conseguem acolher e orientar melhor seus alunos”, explica Dias. 

Mesmo com todos os benefícios, a implementação da educação emocional nas escolas ainda enfrenta desafios, como a formação adequada dos profissionais, a resistência de algumas famílias e a falta de políticas públicas estruturadas. No entanto, especialistas defendem que esse é um investimento de longo prazo, com retornos que vão além dos muros da escola. 

“Estamos formando cidadãos. A escola precisa ir além do conteúdo e preparar crianças e jovens para lidar com o mundo, com as próprias emoções e com as diferenças. Essa é a base de uma sociedade mais empática e consciente”, complementa o diretor. 

Com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhecendo as competências socioemocionais como parte essencial da formação dos estudantes, a tendência é que cada vez mais escolas integrem essa abordagem em seus projetos pedagógicos. Uma pesquisa global realizada entre 2022 e 2023 com 16 países, incluindo o Brasil, divulgada pelo Center for Education, dos Estados Unidos, apontou que 61% das famílias valorizam a aprendizagem socioemocional no ambiente escolar.


5 comportamentos infantis que potencializam o aprendizado de um novo idioma em adultos

As crianças não se inibem ao repetir uma
palavra ou expressão várias vezes
Crédito: Unsplash
Pela primeira vez na história da rede Minds Idiomas, número de alunos do curso Kids superou o de adultos

  

Aprender inglês apresenta desafios comuns para a maioria dos adultos: dominar um vocabulário extenso, desenvolver a pronúncia correta, superar a insegurança ao falar e assimilar estruturas gramaticais. Esses obstáculos, aliados à pressão por fluência, podem dificultar a motivação e tornar o processo de aprendizado lento e frustrante. Por isso, encontrar estratégias que tornem o aprendizado mais natural e eficaz é fundamental para o sucesso. 

Na Minds Idiomas, rede com mais de 70 unidades em todo o Brasil, dados recentes apontam um fenômeno relevante: em 2025, pela primeira vez na história da marca, o número de alunos matriculados no curso Kids superou o total de matriculados nos cursos para adultos. Essa mudança no perfil dos alunos evidencia que os métodos aplicados às crianças produzem resultados efetivos e podem servir de inspiração para novas abordagens voltadas ao público adulto, favorecendo um aprendizado mais natural, fluido e prazeroso. 

A Minds Idiomas adota uma metodologia baseada em técnicas mnemônicas, que favorecem a memorização de conteúdos por meio de associações visuais, palavras-chave e conexões mentais. Diferentemente dos métodos tradicionais, não utiliza a tradução como recurso principal, o que torna a assimilação mais direta e eficaz. 

“As crianças demonstram que a linguagem pode ser adquirida de forma mais natural quando há menos barreiras emocionais e mais espaço para experimentação. Esse comportamento nos mostra que o aprendizado do inglês por adultos pode ser mais eficiente quando associado a práticas cotidianas de exposição ao idioma”, afirma Augusto Jimenez, psicólogo e CMO da Minds Idiomas.
 

A partir dessa experiência, a Minds Idiomas listou cinco comportamentos típicos das crianças que podem ser incorporados por adultos para aprender inglês de maneira mais eficiente:

  1. Repetição sem constrangimento
    As crianças não se inibem ao repetir uma palavra ou expressão várias vezes. A prática constante é essencial para consolidar vocabulário e desenvolver fluência oral;
     
  2. Aprendizado lúdico
    Atividades como jogos, músicas e histórias fazem parte do universo infantil e, quando adaptadas para adultos, tornam o processo de aprendizagem mais leve e engajador;
     
  3. Inserção do idioma na rotina
    O contato constante com o inglês, mesmo fora da sala de aula, contribui para uma aprendizagem mais natural. Assistir a filmes, escutar músicas e conversar em inglês são atitudes simples e eficazes;
     
  4. Curiosidade como ferramenta
    Crianças questionam, exploram e buscam entender o mundo ao redor. Essa postura pode ser resgatada por adultos como forma de aprofundar o interesse pelo idioma;
     
  5. Desapego à perfeição
    Diferente dos adultos, que muitas vezes se sentem inseguros ao errar, as crianças compreendem o erro como parte do processo. Assumir uma postura mais flexível pode acelerar o desenvolvimento da fluência.
     

Minds
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Sentimos mais fome no inverno? Nutricionista explica os motivos

Entenda o porquê das mudanças no nosso apetite e confira dicas de como controlar a fome nessa época do ano

 

Durante o inverno, manter uma alimentação equilibrada se torna um desafio para muitas pessoas. Há tendência de pessoas sentirem mais fome nesse período, ou até mesmo desejos de alimentos específicos. A ciência explica: o corpo realmente passa por mudanças nessa época do ano, que influenciam diretamente na fome, no humor e até no metabolismo. 

Segundo Andrea Emanuela Chaud Hallvass, Coordenadora do Curso de Nutrição da UniCesumar em Curitiba (PR), no frio, o organismo precisa manter a temperatura interna constante, que é cerca de 36,5 °C. “Esse processo é chamado de homeotermia e, para isso, o corpo pode gastar mais energia, o que aumenta o apetite. Além disso, buscamos instintivamente alimentos mais calóricos, como queijos, massas, assados e chocolates, pois eles ajudam a gerar calor e oferecem sensação de conforto”, pontua. 

A especialista também destaca que ocorrem alterações hormonais durante o inverno, como a maior produção de grelina (hormônio da fome) e a menor produção de leptina, o hormônio que regula a saciedade. “A menor exposição ao sol também influencia na produção de serotonina, o neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. Quando ela diminui, é comum o corpo “pedir” mais carboidratos e doces, já que esses alimentos aumentam momentaneamente os níveis de serotonina no cérebro. Além disso, com dias mais curtos e frios, a disposição para se exercitar diminui. O sedentarismo afeta o gasto calórico, favorecendo o acúmulo de peso mesmo com pequenas mudanças na dieta.”, informa Hallvass.

 

A importância da hidratação no inverno 

Outro ponto que costuma ser negligenciado no inverno é a hidratação. Como transpiramos menos, a sensação de sede pode diminuir, mas o corpo continua precisando de água para manter o metabolismo funcionando bem. Hallvass lista as bebidas essenciais para manter a hidratação: “Água, chás naturais e caldos leves ajudam a manter o corpo hidratado e a controlar a compulsão alimentar”.

 

Dicas de como controlar a fome no inverno 

A nutricionista dá sete dicas para controlar a fome no inverno:

  • Não pular refeições;
  • Café da manhã reforçado e nutritivo, para controlar a fome no restante do dia. Aposte em ovos, abacate, mingau de aveia e um chá quentinho com canela;
  • Inclua alimentos quentes e nutritivos na dieta;
  • Sopas com legumes, proteínas e fibras mantêm a saciedade por mais tempo. Ex: sopa de abóbora com frango e gengibre;
  • Canela, cacau, gengibre e cúrcuma ajudam a aquecer e a modular a insulina — ótimos aliados contra o desejo por doces;
  • Vitamina D, magnésio e triptofano atuam na regulação do humor e do apetite. Sempre com orientação profissional;
  • Sempre acrescente a proteína no prato — não deixe que ela “suma” no meio da sopa. Assim, a saciedade vem mais rápido, e você come menos.

 

UniCesumar


CHEGOU ÀS FÉRIAS ESCOLARES: VEJA CINCO ATIVIDADES DIVERTIDAS PARA ESTIMULAR O DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Saiba como brincadeiras e atividades podem estimular o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças.

 

 Com a chegada das férias escolares, é comum que os pais fiquem preocupados sobre como entreter as crianças, principalmente durante a primeira infância, que se estende até os seis anos. Nessa fase, a curiosidade das crianças está em alta e, muitas vezes, o celular acaba se tornando a principal fonte de diversão em casa, o que pode impactar negativamente no desenvolvimento infantil. 

Segundo o neurocirurgião e especialista em desenvolvimento infantil, Dr. André Ceballos, é essencial compreender que brinquedos e brincadeiras são grandes aliados no desenvolvimento mental e cognitivo das crianças. “Nessa etapa, áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, memória, concentração e raciocínio lógico estão em intenso desenvolvimento. Explorar essas capacidades por meio de atividades lúdicas contribui para o seu desenvolvimento saudável”, comenta Ceballos. 

Além disso, nessa idade, brincadeiras em grupo são muito benéficas, pois ajudam no desenvolvimento de habilidades sociais e na construção de vínculos afetivos. "Por volta dos seis anos, as crianças começam a fase da leitura e demonstram grande curiosidade. Esse é o momento ideal para introduzir brinquedos e livros que estimulam tanto o aprendizado quanto a imaginação", complementa o especialista. 

Para ajudar os pais nessa missão, Ceballos lista uma série de atividades e brinquedos para que os pais possam realizar com os filhos nas férias escolares.
 

Quebra-cabeça e jogo da memória

Esses jogos são ótimos para ajudar no desenvolvimento motor, pois exigem que a criança use as mãos de forma coordenada para encaixar as peças corretamente. Segundo o especialista, esses jogos estimulam a paciência, concentração e raciocínio lógico, já que a criança precisa pensar e lembrar onde as peças se encaixam. E quando jogados em grupo, como com a família ou amigos, tornam-se ainda mais divertidos já que ajudam a fortalecer habilidades sociais.
 

Caça ao tesouro

Segundo Ceballos, a caça ao tesouro também é uma atividade que estimula todos os sentidos da criança. Ela desperta a curiosidade ao desafiar os pequenos a encontrar pistas escondidas e a resolver enigmas para alcançar o prêmio final. “Essa brincadeira é excelente para promover o trabalho em equipe, pois as crianças aprendem a colaborar e se ajudar para encontrar a solução. Além disso, desenvolve o raciocínio lógico e a interpretação, já que as pistas geralmente exigem que a criança pense e compreenda informações para avançar”, explica.
 

Desenhar/pintar

Já quando a criança desenha ou pinta, ela está trabalhando a destreza e a precisão dos movimentos das mãos e dos dedos. Isso melhora a coordenação motora fina e a coordenação mão-olho, essencial para o desenvolvimento de habilidades como escrever. Ao se expressar através das cores e formas, a criança desenvolve a criatividade, o que é fundamental para o pensamento crítico e resolução de problemas. É uma atividade divertida que também pode ser usada para ensinar conceitos como formas, cores e até histórias.
 

Cozinhar em família

Cozinhar juntos é outra ótima maneira de ensinar a criança sobre matemática de forma prática e divertida. Ao medir ingredientes, contar itens e seguir receitas, ela aprende conceitos como números, medidas e sequências, de forma lúdica e aplicada. “Essa atividade pode ajudar a desenvolver a leitura, já que a criança pode precisar ler instruções ou embalagens. Cozinhar em família também fortalece os laços afetivos, ensina habilidades de colaboração e proporciona uma experiência divertida de aprendizado em conjunto”, sugere.
 

Jardinagem

Nesta fase, a curiosidade e o desejo de explorar são características marcantes. Atividades ao ar livre podem ser extremamente benéficas, abrangendo desde a escolha de um local para plantar até o aprendizado sobre como regar e cuidar das plantas. Essa é uma experiência rica e completa. Mesmo para crianças que vivem em apartamentos, é possível criar mini-hortas ou cultivar pequenos vasos de plantas, transformando o cuidado diário em uma atividade educativa e prazerosa ao longo das férias. 

Ceballos ressalta que o mais importante é que os pais também aproveitem esse período para fortalecer o vínculo com os filhos e criar memórias significativas. “As férias escolares são uma ótima oportunidade para os pais se conectarem de forma mais profunda com as crianças, participando de suas descobertas e compartilhando momentos de alegria e aprendizado”, conclui o neurocirurgião. 

Ao colocar em prática essas sugestões, os pais, ou responsáveis, não só ajudam no desenvolvimento das crianças, mas também criam um ambiente acolhedor e estimulante para o crescimento emocional e cognitivo.

 

Dr. André Ceballos - Médico neurocirurgião, Ceballos atua como Diretor técnico do Hospital São Francisco, referência no diagnóstico e tratamento de crianças com transtornos do desenvolvimento. O médico tem como missão identificar precocemente condições que possam comprometer o pleno desenvolvimento das crianças, oferecendo intervenções terapêuticas baseadas nas melhores evidências científicas. A atuação do Dr. Ceballos vai além do atendimento clínico e da gestão hospitalar e reconhecendo a importância da informação e da educação para a saúde pública, se dedica a projetos de divulgação e conscientização sobre os marcos do desenvolvimento infantil, com o objetivo de influenciar políticas públicas que beneficiem especialmente as populações mais vulneráveis. Saiba mais em:Link


Férias de julho

5 dicas para reduzir o tempo de tela das crianças durante o recesso
 

Ao longo das férias escolares, é natural que o tempo livre das crianças aumente e, consequentemente, o acesso a celulares, tablets e televisões. No entanto, diversos estudos mostram que o excesso de tempo diante das telas pode trazer impactos negativos para o desenvolvimento infantil, como dificuldades cognitivas, distúrbios do sono, aumento da ansiedade e prejuízos na aprendizagem e na socialização. 

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que crianças menores de 2 anos não sejam expostas a nenhum tipo de tela. Entre 2 e 5 anos, o limite ideal é de até 1 hora por dia, sempre com supervisão. Já a partir dos 6 anos, o uso pode ser um pouco mais livre, mas ainda com moderação e equilíbrio entre outras atividades. “Sabemos que, nas férias, impor esses limites se torna ainda mais desafiador, mas é fundamental que os adultos proponham e incentivem outras alternativas de diversão e aprendizado para evitar a hiper exposição”, aconselha Mariana Guimarães, psicopedagoga e orientadora educacional na Escola Canadense de Niterói. 

Confira a seguir algumas dicas práticas da Inspira Rede de Educadores para incentivar as crianças a aproveitarem o período de recesso de forma mais saudável e desconectada.
 

1. Comece pelo exemplo

Crianças observam e reproduzem os hábitos dos adultos ao seu redor. Se os pais e/ou responsáveis passam muito tempo no celular ou mesmo assistindo à televisão, é esperado que os pequenos adotem o mesmo comportamento. Por isso, é importante que a família estabeleça momentos de desconexão conjunta, quando possível. Pode ser durante as refeições, antes de dormir ou em atividades ao ar livre. Demonstrar prazer em estar offline e valorizar o tempo de qualidade em grupo reforça, na prática, que as telas não são a principal fonte de entretenimento.
 

2. Convide a criança para planejar as atividades

Quando as crianças participam da organização da própria rotina, tendem a se sentir mais engajadas e responsáveis. Uma possibilidade nesse sentido é propor, no início de cada semana, que vocês montem juntos uma “agenda de férias”, incluindo passeios, momentos de leitura, de ajuda (como ajudar a preparar o almoço ou na organização da casa) e períodos de descanso. “Ao participar da construção do cronograma diário, a própria criança passa a buscar alternativas que façam sentido para ela e que não dependem só da tela para acontecer. Além disso, ainda desenvolvem mais autonomia”, explica Mariana.
 

3. Ofereça experiências com começo, meio e fim

Crianças se envolvem mais com atividades que têm objetivos concretos. Propor tarefas, como: montar um quebra-cabeça, construir uma cabaninha, preparar uma receita ou criar um teatrinho com bonecos estimula o foco, a autonomia e o senso de realização. Essas experiências não só substituem as telas, como também desenvolvem habilidades cognitivas, sociais e emocionais de forma divertida e significativa.
 

4. Combine o tempo de tela com responsabilidade

É compreensível que, muitas vezes, o uso de telas seja inevitável. Afinal, os pequenos estão de férias, mas os adultos nem sempre estão. Nesses casos, a dica é tornar esse uso mais consciente e controlado (além de inspirar e dar o exemplo, claro). Combine previamente a duração e os conteúdos permitidos, estabelecendo regras claras. Aplicativos de controle parental e timers podem ajudar no processo. “A ideia não é proibir, mas sim equilibrar. Quando há acordos bem definidos, a própria criança aprende a lidar melhor com o tempo que passa conectada”, conta a psicóloga.
 

5. Permita o “tédio criativo”

Apesar da má fama, o tédio ou ócio pode ser um bom aliado no desenvolvimento infantil. Ao se deparar com momentos ‘sem nada para fazer’, a criança é desafiada a criar, imaginar e buscar novas formas de se divertir. Em vez de preencher todas as lacunas com telas ou estímulos prontos, deixe materiais simples à disposição - como papéis, tintas, tecidos ou sucata - e observe como, aos poucos, a imaginação toma o lugar da passividade. Aprender a lidar com o tédio é, também, aprender a ser autônomo.

Como lidar com a birra infantil com empatia e firmeza?

Comportamento natural da criança precisa ser encarado por cuidadores e famílias com respeito e entendimento 


Choro alto, gritos, coisas jogadas no chão – seja em casa ou em locais públicos, como o temido supermercado. A chamada birra infantil é uma forma de expressão comum no desenvolvimento das crianças, principalmente nos primeiros anos de vida, uma manifestação emocional intensa da criança diante da frustração. Mas como a família e os cuidadores podem entender esse comportamento e reagir da melhor maneira possível? 

A birra é especialmente frequente entre 1 e 4 anos, com pico por volta dos 2 anos, fase conhecida como “adolescência do bebê”. Nessa etapa, a criança começa a desenvolver noções de autonomia e identidade, mas ainda não consegue regular emoções ou compreender limites. 

Segundo a coordenadora pedagógica da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri, Jacqueline de Freitas Cappellano, a birra pode acontecer em situações em que a criança sente raiva, cansaço, fome, medo ou simplesmente quando não consegue o que deseja. “A criança pequena ainda não tem ferramentas para lidar com tais sensações e por isso se expressa com o corpo, que é o recurso que tem à disposição. É uma fase em que o ‘não’ é testado o tempo todo, e a birra aparece como parte desse processo”, afirma. 

Mais do que um desafio a ser vencido, a coordenadora lembra que a birra é um convite para o adulto refletir sobre o papel da educação emocional na infância. “Com escuta, empatia e limites bem definidos, é possível atravessar essa fase de forma mais tranquila, contribuindo com o desenvolvimento saudável dos pequenos”, diz Jacqueline.
 

O adulto não deve ceder 

Muitos adultos, constrangidos com o escândalo público, acabam cedendo aos pedidos da criança para interromper o comportamento. No entanto, a orientadora pedagógica do Colégio Progresso Bilíngue de Itu, Caroline Sternberg, alerta que essa atitude reforça negativamente o padrão. “Quando o adulto cede para evitar a birra, passa a mensagem de que o comportamento funciona. Isso pode incentivar a repetição da atitude sempre que a criança quiser algo”, diz. 

A orientação é, se possível, retirar a criança do espaço público e levá-la para um mais reservado. Manter a calma, nomear os sentimentos da criança e estabelecer limites com afeto e firmeza também são primordiais nesse momento. “O adulto deve acolher a frustração sem ceder à exigência. Isso ensina a criança a lidar com os próprios sentimentos e a entender que nem tudo pode ser do jeito dela. Por exemplo: eu entendo que você queira esse brinquedo e é muito legal mesmo, mas hoje não vamos levá-lo. Podemos pensar sobre ele no Dia das Crianças”, orienta Caroline.
 

Castigo não é solução 

Frases como “pare de chorar agora” ou ameaças e punições físicas são ineficazes e prejudiciais. A ciência do desenvolvimento infantil já demonstrou que violências verbais ou físicas não ajudam a criança a aprender a se autorregular — pelo contrário, podem desencadear sentimento de insegurança e traumas. 

“O ideal é que o adulto seja um porto seguro. Bater ou gritar apenas reforça o medo e a confusão emocional que a criança já está sentindo”, afirma a docente do Progresso Bilíngue. Para que crianças de até cinco anos desenvolvam-se emocionalmente de forma saudável, é essencial que contem com pelo menos um adulto que atue como seu co-regulador emocional.
 

Não ligar para o julgamento dos outros 

Um dos grandes desafios dos pais e cuidadores é lidar com os olhares e comentários alheios quando a birra acontece em público. Supermercados, shoppings e praças viram palco de julgamentos silenciosos ou declarados. Para a diretora pedagógica e geral do Brazilian International School (BIS), de São Paulo, Audrey Taguti, o mais importante é manter o foco na criança. 

“É natural se sentir constrangido, mas é essencial o adulto lembrar que seu papel é educar aquela criança, e não atender às expectativas sociais de silêncio ou obediência de outros. Nessas ocasiões, priorize a conexão com a criança e não a aprovação de quem está ao redor”, orienta a diretora do BIS.
 

Dá para evitar a birra? 

Nem sempre dá para evitar totalmente a birra, pois ela faz parte do desenvolvimento infantil, mas algumas atitudes podem ajudar a reduzir a frequência e a intensidade dela. Ter uma rotina previsível, oferecer escolhas simples, antecipar transições (avisar antes de sair de um lugar, por exemplo) e estar atento ao sono e à alimentação da criança são estratégias que ajudam bastante. 

Também é fundamental desenvolver um canal de comunicação com a criança, incentivando-a a expressar sentimentos com palavras — mesmo que ainda esteja com a linguagem em desenvolvimento: “Quando a criança se sente ouvida e acolhida, ela encontra menos necessidade de usar o choro ou a birra para se comunicar”, aconselha a coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo, Renata Alonso.
 

Quando procurar ajuda? 

A birra é um comportamento esperado no processo de crescimento da criança, mas, em alguns casos, pode indicar questões mais profundas, como dificuldades emocionais ou transtornos de comportamento. Se os episódios forem muito frequentes, violentos ou prejudicarem significativamente a rotina familiar e escolar, é recomendável buscar apoio de um profissional especializado. 

“Em casos extremos, é preciso identificar o que a birra está sinalizando. O acompanhamento psicológico ajuda a entender o que está por trás da reação da criança e a orientar os adultos a lidarem melhor com essas situações”, finaliza a coordenadora da Aubrick.


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