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quarta-feira, 14 de maio de 2025

Maio bordô: 30 milhões de brasileiros sofrem com enxaqueca. Veja os riscos da dor de cabeça frequente

No Dia Nacional de Combate à Cefaleia (19/5), campanha alerta: dor de cabeça três ou mais dias por mês, há mais de três meses, requer avaliação de um neurologista 


A cefaleia, popularmente conhecida como dor de cabeça, atinge cerca de 95% da população em algum momento da vida. Em muitos casos é apenas um sintoma passageiro, mas, quando se torna frequente ou incapacitante, pode esconder quadros sérios como enxaqueca crônica, cefaleia do tipo tensão ou outras condições neurológicas. 

Para chamar a atenção da sociedade para esse problema de saúde pública, o dia 19 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate à Cefaleia. A data foi criada pela Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) para conscientizar a população sobre as dores de cabeça, dando origem à campanha Maio Bordô, que conta com o apoio da Academia Brasileira de Neurologia (ABN). 

Cefaleia é o nome dado a qualquer dor que se manifeste na cabeça, incluindo o couro cabeludo, face e o interior da cabeça e é um dos motivos mais comuns que fazem as pessoas visitarem um médico.  

A ABN, entidade que representa os neurologistas de todo o país, destaca que mais de 30 milhões de brasileiros sofrem com enxaqueca, considerada uma das 10 doenças mais incapacitantes do mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo assim, grande parte dessas pessoas não recebe o tratamento adequado. 

“A dor de cabeça recorrente não deve ser normalizada. Muitas pessoas convivem com a dor por anos sem procurar ajuda médica, recorrendo apenas a analgésicos. Isso pode piorar o quadro e levar à cronificação”, explica a Dra. Renata Londero, responsável pelo ambulatório de Cefaleia do Hospital das Clínicas de Porto Alegre e coordenadora do Departamento Científico de Cefaleia, da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).  

Ter dor de cabeça três ou mais dias por mês, por mais de três meses, requer atenção e avaliação um neurologista. A cefaleia pode ser tratada com medicamentos orais, neuroestimulador periférico, bloqueios anestésicos, anticorpos monoclonais, Anti-CGRP, toxina botulínica, fitoterápicos e acupuntura.


Quando a dor de cabeça é um sinal de alerta? 

A ABN recomenda que se procure um neurologista quando:

·         A dor de cabeça ocorre três ou mais dias por mês, por mais de três meses;

·         Há piora progressiva da intensidade ou da frequência;

·         A dor é acompanhada de alterações visuais, alteração na força, emagrecimento ou febre;

·         A dor inicia subitamente e muito forte.

·         A dor inicia após os 50 anos.

 

“Tratar a cefaleia não é apenas eliminar a dor. É devolver qualidade de vida, produtividade e bem-estar ao paciente”, reforça a Dra. Renata Londero.

 


Educação, prevenção e qualidade de vida

 

Além do acompanhamento médico, medidas como controle do estresse, sono adequado, alimentação balanceada e prática regular de exercícios físicos podem ajudar a prevenir crises de cefaleia.

 

No dia 19/5, as 9h às 18h, as equipes da ABN estarão em diferentes cidades para divulgar informações e promover atendimento com especialistas para a população em geral. “Estão todos convidados a comparecer”, diz a Dra. Renata Londero.

 


As ações serão realizadas nas seguintes localidades:

 

Campinas/SP: Av. John Boyd Dunlop, s/n, Jardim Ipaussurama, Campinas/SP. Ambulatório de especialidades médicas, PUC

 

Ribeirão Preto/SP: Parque Dr. Luis Carlos Raya, Rua Severiano Amaro dos Santos, s/n, Jardim Botânico, Ribeirão Preto/SP

 

Curitiba/PR: Parque Barigui, Av. Cândido Hartmann, s/n, Bigorrilho, Curitiba/PR

 

Porto Alegre/RS: Parque Farroupilha, Av. João Pessoa, s/n, bairro Bom Fim, Porto Alegre/RS

 

Teresina/PI: Parque da Cidadania, Av. Frei Serafim, 110, Cabral, Teresina/PI


Entre os destaques, Atualização em Alergia Alimentar traz a importância do acompanhamento psicológico

De 11 a 18 de maio - Semana Nacional de Conscientização sobre Alergia Alimentar

 

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgam documento escrito em conjunto denominado Atualização em Alergia Alimentar 2025. Entre os destaques estão a alergia alimentar na escola, a importância do acompanhamento psicológico de pacientes com alergia alimentar e abordagens mais ativas para garantir melhor qualidade de vida. 

 

Nos últimos cinquenta anos, a prevalência da alergia alimentar (AA) vem crescendo de forma acelerada. A interação entre fatores ambientais e genéticos é mediada por mecanismos epigenéticos, e pode promover modificações químicas no DNA e nas proteínas associadas.

 

“Diversos fatores ambientais merecem atenção como fatores de risco, incluindo o tipo de parto, aleitamento materno, exposição a alérgenos alimentares, hábitos dietéticos, ingestão de vitamina D, poluição, higiene, contato com animais de estimação e uso de medicamentos (como antibióticos), compondo o chamado “expossoma” – a soma das influências ambientais e biológicas ao longo da vida”, explica a Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, Presidente da ASBAI. 

 

O presidente da SBP, Dr. Clóvis Francisco Constantino, reforçou a importância de uma abordagem integral no cuidado às crianças afetadas por essa condição. Além do acompanhamento médico especializado, ele diz ser imprescindível integrar o apoio psicológico e a educação alimentar para a melhor adesão ao tratamento. "Juntos, pediatras, alergistas, psicólogos, nutricionistas e família podem otimizar o cuidado e garantir que as crianças e adolescentes com alergia alimentar levem uma vida saudável e equilibrada".

 

Os sintomas de alergia alimentar podem ser vários, tais como placas vermelhas pelo corpo que coçam pelo corpo, inchaços na boca, olhos ou outras partes do corpo, náuseas, vômitos. Os casos graves são acompanhados de falta de ar, tosse e o fechamento da glote e queda da pressão arterial – a chamada anafilaxia, que pode levar a óbito. Outras manifestações tardias também podem acontecer como diarreia, sangramentos nas fezes, vômitos incoercíveis e outros.

 

Qualquer alimento pode causar alergia alimentar, porém, os mais comuns são leite, ovo, soja, trigo, peixes, frutos do mar, amendoim e castanhas. No Brasil não há estatísticas oficiais, porém a prevalência parece se assemelhar com a literatura internacional, que mostra cerca de 8% das crianças, com até dois anos de idade, e 2% dos adultos com algum tipo de alergia alimentar.  



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Avanço no combate à atrofia muscular espinhal combina ciência básica e edição epigenética

Em palestra no ICB-USP, Alberto Kornblihtt mostrou como conhecimento sobre splicing alternativo do mRNA levou a novas estratégias terapêuticas com resultados promissores em camundongos modelo da doença.


O splicing alternativo do mRNA— processo pelo qual um mesmo gene pode gerar diferentes variantes de RNA mensageiro e, com isso, múltiplas proteínas — está no centro de uma nova abordagem terapêutica para doenças genéticas. Foi o que demonstrou o biólogo molecular Alberto Kornblihtt, do Instituto de Fisiologia, Biologia Molecular e Neurociências da Universidade de Buenos Aires e do CONICET (IFIBYNE-UBA-CONICET), em seminário realizado no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), na última segunda-feira (12/05). 

Estudioso desse mecanismo desde os anos 1980, Kornblihtt explicou como a velocidade de transcrição do RNA interfere diretamente na forma como os éxons — segmentos codificantes dos genes — são incluídos ou excluídos na molécula final de RNA. “Em pelo menos parte dos genes humanos, transcrições mais lentas podem favorecer a ligação de fatores que promovem a inclusão de determinados éxons, enquanto transcrições rápidas podem impedir essa associação”, explicou. 

Esse princípio tem implicações diretas no tratamento da atrofia muscular espinhal (SMA), uma doença genética rara que compromete os neurônios motores. Kornblihtt explicou o mecanismo de ação do fármaco Spinraza (nusinersena), aprovado em diversos países, incluindo o Brasil desde 2017. Embora a SMA seja causada por mutações no gene SMN1, o medicamento atua sobre o gene homólogo SMN2, corrigindo seu splicing e favorecendo a inclusão do éxon 7. Isso possibilita a produção de uma proteína funcional com atividade semelhante àquela codificada pelo gene defeituoso. O uso do Spinraza tem contribuído significativamente para a melhora da qualidade de vida dos pacientes com SMA. 

Mas os experimentos de seu grupo revelaram algo inesperado: o medicamento não atua apenas no RNA, como se pensava, mas também interfere no empacotamento da cromatina, que corresponde à forma como o DNA está organizado dentro das células. Essa mudança na “embalagem” do DNA pode dificultar a leitura de certos genes, o que, em alguns casos, pode reduzir a eficácia do tratamento. “Percebemos que o oligonucleotídeo pode gerar um efeito contrário ao desejado, ao tornar o DNA menos acessível para ser transcrito. E isso ocorre por meio da indução de marcas epigenéticas associadas ao silenciamento, como a metilação de histonas — proteínas que, quando modificadas, tornam a cromatina mais compacta e dificultam a transcrição. 

Foi a partir dessa constatação que sua equipe passou a testar combinações terapêuticas, unindo o antissenso a inibidores de histona-desacetilase, como o ácido valproico (VPA). Esses compostos promovem a abertura da cromatina e aceleram a elongação da transcrição, contrabalançando o efeito silenciador inesperado provocado pelo antissenso. Em experimentos com camundongos modelo da doença, a combinação levou a melhora expressiva da sobrevida, ganho de peso e desempenho motor dos animais em comparação ao tratamento com Spinraza isolado. 

“Não estamos propondo um protocolo terapêutico pronto para humanos, mas uma prova de conceito. O efeito combinado foi claro nos testes com camundongos”, disse. Os resultados também mostraram que o ácido valproico, por si só, não tem efeito relevante — mas amplifica os efeitos do antissenso quando administrado em conjunto. 

Além disso, Kornblihtt apresentou experimentos inéditos de edição epigenética direcionada, usando o sistema CRISPR-dCas9 acoplado a um ativador de transcrição (VP64), para promover acetilação de histonas de forma localizada no gene SMN2. Dependendo da região do gene onde a modificação é induzida — próximo ao éxon 7 ou em seu promotor, por exemplo — os efeitos sobre o splicing se intensificam. Em outro experimento, sua equipe demonstrou que essas alterações epigenéticas localizadas podem inclusive alterar a estrutura tridimensional do DNA, promovendo o chamado looping gênico, com aproximação física entre regiões distantes, como o promotor e o final do gene. 

Ao final da palestra, Kornblihtt ressaltou que a lógica que move sua pesquisa é a da ciência básica: “Estávamos estudando como o splicing funciona, e não buscando uma cura. Mas esse caminho nos levou a contribuir com uma das primeiras terapias efetivas para uma doença neurodegenerativa”. Ele também alertou para a lógica de mercado que impede a realização de ensaios clínicos com combinações terapêuticas acessíveis, como a do Spinraza com VPA, por falta de interesse da indústria farmacêutica. “Esse é um ensaio que só será feito se for financiado por recursos públicos”, afirmou. 

Membro das academias de ciências da Argentina, França, Estados Unidos e, agora, da Academia Brasileira de Ciências, Kornblihtt encerrou a palestra reiterando seu compromisso com a ciência de base, a universidade pública e o acesso democrático ao conhecimento e à saúde.


Mounjaro e Ozempic podem causar perda da visão

foto: Verywell Health
Estudo indica que o Mounjaro causa 7 vezes mais danos irreparáveis no nervo óptico e o Ozempic 4 vezes.


Um estudo do Mass Eye and Ear Hospital pertencente à Harvard Medical School indica que o Mounjaro (tirzepatida) causa 7 vezes mais neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIA-NA) e o Ozempic (semaglutida) 4 vezes mais que outros medicamentos indicados para emagrecer e o controlar o diabetes tipo 2. Como se não bastasse, o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) alerta para um recente pesquisa publicada na revista científica BMC Medicine baseada nos relatórios de adventos adversos do FDA, órgão americano semelhante à ANVISA NO Brasil, associa a semaglutida a mais de 400 casos de perda da visão inclusive ente diabéticos que usavam o medicamento para controlar a doença.
 

Queiroz Neto afirma que este é um alerta para consultar um oftalmologista e interromper a injeção ao primeiro sinal de dor nos olhos ou qualquer outra alteração O especialista afirma que o problema é que estas injeções se tornaram uma verdadeira febre no mundo todo. No Brasil não é diferente. Hoje 56% dos brasileiros estão acima do peso, um dos maiores problemas de saúde pública do País segundo levantamento do Ministério da Saúde. Por isso, o hospital tem recebido pacientes de outras especialidades médicas para que tenham avaliação da saúde ocular antes dessas injeções serem prescritos.

 

O que é NOIA-NA

Queiroz Neto explica que a NOIA-NA é uma das causas mais comuns de perda súbita e indolor da visão em pessoas com mais de 50 anos. A condição é multifatorial e monocular, pontua. Na maioria das pessoas provoca comprometimento importante e irrecuperável da visão. A aplicação dessas injeções que pode ser feita pela própria pessoa em casa é mais arriscada em quem já tem diabetes. Isso porque, quanto mais tempo de convivência com a doença, maior a chance de ter alterações nos olhos. A NOIA -NA atinge as células nervosas do disco óptico e pode causar o infarto da cabeça do nervo óptico caso a papila tenha alguma alteração. “Por isso, a comunidade médica está se uniu evitar o uso indiscriminado dessas injeções”, explica.

 

Outros fatores de risco

O oftalmologista ressalta que além do diabetes os fatores de risco da NOIA-NA são:

1. Hipotensão arterial noturna e consequentemente redução do fluxo sanguíneo para o nervo óptico.

2. Pessoas que têm a anatomia do disco óptico naturalmente pequeno ou que sofrem redução da irrigação sanguínea no nervo óptico por outras alterações de saúde.

3. Outros doenças sistêmicas que alteram a circulação sanguínea, entre elas, a hipertensão arterial, colesterol alto e apneia obstrutiva do sono.

4. Glaucoma - principal causa do aumento da escavação do nervo óptico decorrente da pressão intraocular alta, desconhecido por metade dos portadores brasileiros.

5. Usar medicamentos vasodilatadores como o Viagra (sildenafil), especialmente em pessoas com disco óptico pequeno.

6. Tabagismo por contribuir com alterações vasculares que predispõem à isquemia.

7. Cardíacos que tomam Inderal para controlar a frequência cardíaca ou outro medicamento de risco para esta neuropatia ocular.

 

Indicações e contraindicações

Queiroz Neto afirma que antes de iniciar o uso de uma dessas injeções emagrecedoras é importante passar por completa avaliação oftalmológica, retinografia ou uma tomografia de coerência ótica (OCT). O exame indolor, automatizado, oferece imagens em 3D de todas as camadas da retina e nervo óptico. Em caso de qualquer sinal de obstrução papilar as injeções são contraindicadas. Quando o exame não aponta contraindicações é necessário acompanhamento oftalmológico regular.


Sono e saúde cardiovascular: saiba como dormir bem pode evitar problemas no coração

De acordo com a American Heart Association, a qualidade inadequada do sono está associada a um aumento de 45% no risco de doenças coronarianas

 

O sono é uma função vital que desempenha um papel importante na manutenção da saúde em geral, especialmente na cardiovascular. De acordo com a American Heart Association, a qualidade inadequada do sono está associada a um aumento de 45% no risco de doenças coronarianas e de 30% no risco de acidente vascular cerebral (AVC). A mesma Associação incluiu o sono como uma das oito medidas essenciais para a saúde cardiovascular, ao lado de pilares como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle da pressão arterial. 

Daniel Terrível, cardiologista e gerente médico das Unidades Ambulatoriais do Trasmontano Saúde, explica que durante a noite, o organismo libera hormônios que ajudam a controlar o apetite e o metabolismo, e a falta de sono pode interferir na produção desses hormônios, levando a desequilíbrios que podem resultar em ganho de peso e obesidade, fatores fortemente ligados a doenças cardiovasculares. 

“Esse reconhecimento reforça que o sono não deve ser visto apenas como um momento de descanso, mas como um processo ativo e indispensável para a manutenção da saúde do coração. Hoje, sabemos que dormir bem é tão importante quanto manter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos regularmente”, afirma o médico. 

“A privação ou má qualidade do sono pode afetar diretamente o metabolismo, desregular hormônios importantes e favorecer o acúmulo de gordura corporal, fatores que contribuem significativamente para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares ao longo do tempo”, acrescenta o cardiologista Daniel Terrível. 

Além da regulação hormonal, o sono também é importante para a recuperação muscular e a função cognitiva. Durante o sono profundo, o corpo libera hormônios do crescimento, que são essenciais para a reparação de tecidos e o fortalecimento muscular. A privação do sono pode afetar a memória, a concentração e a capacidade de tomada de decisões, aumentando o risco de acidentes e lesões.
 

Como dormir melhor 

Algumas práticas promovem um sono saudável e podem ter um impacto positivo significativo na saúde cardiovascular. É importante estabelecer uma rotina de sono regular, criar um ambiente tranquilo e escuro, e limitar o uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir. 

As estratégias que podem ajudar a melhorar a qualidade do sono incluem ainda a prática de exercícios físicos regulares e uma alimentação equilibrada. Alimentos ricos em triptofano, como nozes e banana, podem ajudar a aumentar os níveis de serotonina e melatonina, hormônios que regulam o sono. 

“Também devemos considerar o cuidado com a saúde mental, uma vez que distúrbios como ansiedade e depressão podem afetar significativamente a qualidade do sono. Buscar apoio psicológico e praticar técnicas de relaxamento, como meditação e respiração profunda, podem ser aliados na melhoria do sono e, consequentemente, da saúde cardiovascular”, finaliza o cardiologista do Trasmontano Saúde.

 

Hospital IGESP unidade Paulista



Como pacientes renais podem emagrecer com segurança?

A redução de peso é essencial para retardar a progressão da doença renal crônica e reduzir riscos cardiovasculares


A prevalência de obesidade e sobrepeso entre pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) é elevada e diretamente associada à aceleração da progressão da doença e ao aumento do risco cardiovascular. A perda de peso, portanto, deve ser encarada como uma intervenção terapêutica essencial, com o objetivo de preservar a função renal, melhorar a saúde metabólica e reduzir a mortalidade cardiovascular. 

“A perda de peso em pacientes com DRC não é apenas desejável, é uma necessidade clínica. Quando bem conduzida, pode retardar a progressão da doença e reduzir de forma significativa o risco de eventos cardiovasculares,” afirma o Dr. Bruno Zawadzki, Diretor Médico da DaVita. 

Do ponto de vista nutricional, a intervenção deve ser cuidadosamente individualizada. Um dos principais pontos de atenção é o consumo de proteínas, que precisa ser ajustado conforme o estágio da doença e as necessidades do paciente. Embora dietas hiperproteicas sejam populares em estratégias de emagrecimento, estudos recentes demonstram que esse tipo de alimentação pode acelerar a perda da função renal.[i] 

Além da alimentação, a prática de atividade física regular é altamente recomendada. Estudos demonstram que a combinação de exercícios de resistência e aeróbicos é eficaz na redução de peso corporal, melhora da função renal, controle da pressão arterial e glicemiai. Atividades como caminhadas e hidroginástica são ideais, promovendo benefícios cardiovasculares e metabólicos sem sobrecarregar os rins. 

Em pacientes em estágios mais avançados da doença, especialmente em hemodiálise, a abordagem deve ser ainda mais criteriosa, com controle rigoroso da ingestão de líquidos e micronutrientes. Intervenções de perda de peso nesses casos devem sempre envolver uma equipe multidisciplinar. 

É importante destacar que o uso de terapias farmacológicas modernas para controle de peso, como os análogos de GLP-1 (semaglutida[ii] e tirzepatida[iii]), tem demonstrado benefícios adicionais na proteção cardiovascular e na preservação da função renal, além de promover perda de peso sustentada. Pesquisas reforçam que essas terapias não apenas auxiliam no controle glicêmico, mas também reduzem a progressão da DRC e o risco de eventos cardiovasculares maiores. 

“Mais do que reduzir números na balança, o verdadeiro objetivo é controlar os principais fatores de risco, preservar a função renal e garantir uma melhor qualidade de vida ao paciente,” finaliza Zawadzki. 

 

DaVita Tratamento Renal


  
Referências:

[i] Full article: Comparative efficacy of exercise modalities for general risk factors, renal function, and physical function in non-dialysis chronic kidney disease patients: a systematic review and network meta-analysis

[ii] Effects of Semaglutide on Chronic Kidney Disease in Patients with Type 2 Diabetes - PubMed

[iii] Comparison of tirzepatide and dulaglutide on major adverse cardiovascular events in participants with type 2 diabetes and atherosclerotic cardiovascular disease: SURPASS-CVOT design and baseline characteristics - PubMed


No Dia Mundial da Doação de Leite Humano, Lactare reforça mobilização por novas doadoras

Iniciativa pioneira da Eurofarma já beneficiou mais de 5 mil bebês prematuros com leite humano doado voluntariamente



No dia 19 de maio, data em que é celebrado o Dia Nacional e Mundial de Doação de Leite Humano, a Eurofarma reforça seu compromisso com a saúde pública e a responsabilidade social por meio do Lactare — o primeiro banco de leite humano promovido por uma farmacêutica no Brasil. Em seu sexto ano de atuação, a iniciativa intensifica a mobilização por novas doadoras, chamando atenção para a importância da doação de leite como um gesto essencial para a sobrevivência de milhares de recém-nascidos em UTIs neonatais.

 

Desde sua criação, o Lactare já captou mais de 13 mil litros de leite humano, impactando positivamente a vida de mais de 5 mil bebês prematuros. A estrutura oferece acolhimento gratuito e atendimento individualizado, tanto para quem enfrenta dificuldades na amamentação quanto para lactantes interessadas em doar.

 

Integrado à Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH Brasil), o Lactare também atua como Centro de Referência, oferecendo serviços complementares como ginecologia, nutrição, odontopediatria, neonatologia e laserterapia mamária. Atende pessoas do alojamento conjunto do Hospital Geral de Itapevi e doadoras da região metropolitana de São Paulo.

 

Com parcerias institucionais e atuação transdisciplinar, o projeto se destaca como uma iniciativa inovadora e de impacto social, alinhada aos pilares ESG da Eurofarma. Neste mês simbólico, o chamado é claro: quem amamenta e pode doar, tem o poder de salvar vidas.


 


Sobre o Lactare
Idealizado e mantido pela Eurofarma, o Lactare é o primeiro banco de leite humano privado do Brasil concebido por uma farmacêutica. Desde 2019, já cadastrou mais de 12,4 mil doadoras, se tornando referência nacional em captação, pasteurização e distribuição de leite materno, com impacto direto na sobrevida de bebês internados em UTIs neonatais.
🔗 Saiba mais: www.lactare.com.br



Sobre o Instituto Eurofarma (IE)
Fundado em 2006 pela empresa farmacêutica Eurofarma, o Instituto Eurofarma é uma organização sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento social por meio da educação. A instituição oferece programas de educação complementar para crianças em situação de vulnerabilidade, além de cursos que visam facilitar o acesso ao ensino superior e o mercado de trabalho para os jovens. Em parceria com professores e gestores de escolas públicas, o Instituto desenvolve projetos de formação que buscam contribuir para a melhoria da educação nas comunidades onde atua, na zona sul de São Paulo e Itapevi/SP.



Sobre a Eurofarma
Fundada em 1972, a Eurofarma atua no setor de saúde com a produção e comercialização de produtos e serviços para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Com foco na geração de valor compartilhado, abrange os principais segmentos farmacêuticos, como prescrição médica, OTC e cuidados pessoais, genéricos, hospitalar, oncologia e saúde animal, além de prestar serviços de produção a terceiros. Com uma ampla cobertura de classes terapêuticas, o portfólio compreende mais de 2 mil produtos e 3,7 mil SKUs (apresentações), atendendo as principais especialidades médicas. Líder em prescrição médica na América Latina e no Brasil, onde detém a vice-liderança em genéricos, a Eurofarma está presente em 24 países, com 100% de cobertura na América Latina e operações nos EUA e África. Conta com 13,3 mil colaboradores e 11 fábricas, com produção total de 600 milhões de unidades em 2024. No mesmo ano, investiu mais de R$ 800 milhões em projetos de inovação e alcançou receita líquida total de R$ 11,1 bilhões.



No Dia da Atenção à Saúde Cardiovascular da Mulher, é hora de ouvir o coração feminino com mais atenção

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres no mundo, mas continuam sendo subdiagnosticadas e subtratadas

 

Hoje, dia 14 de maio, o Dia da Atenção à Saúde Cardiovascular da Mulher chama a atenção da sociedade para refletir sobre um tema alarmante: embora as doenças cardiovasculares sejam a principal causa de morte entre as mulheres globalmente, responsáveis por 35% dos óbitos femininos em 2019, elas ainda são frequentemente negligenciadas nos cuidados de saúde1.

Essa negligência se manifesta de forma concreta: as mulheres, muitas vezes, chegam aos hospitais em estágios mais graves da doença, após ignorarem sintomas ou enfrentarem diagnósticos equivocados[1]. Isso acontece porque os sinais de infarto nelas costumam ser diferentes dos observados nos homens. Em vez da dor clássica no peito, as pacientes podem apresentar cansaço extremo, náusea, dor nas costas, no pescoço ou falta de ar[2]. Esses sintomas, por serem considerados atípicos para doenças do coração, são frequentemente atribuídos a causas como estresse ou ansiedade, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento adequado3. A consequência é uma jornada de cuidado marcada por falhas desde o início.

Algumas condições cardiovasculares são particularmente prevalentes entre as mulheres, como o infarto sem obstrução significativa das artérias coronárias (Minoca), a dissecção espontânea da artéria coronária e a síndrome de Takotsubo (conhecida como “síndrome do coração partido”). Mesmo assim, essas condições ainda são pouco reconhecidas nos protocolos médicos tradicionais, contribuindo para o subdiagnóstico e o subtratamento das mulheres3.

O problema, no entanto, vai além da porta de entrada dos serviços de saúde. As desigualdades também estão presentes na ciência. Apenas 27% dos participantes de ensaios clínicos cardiovasculares financiados pelo National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI) entre 1997 e 2006 eram mulheres[3], e esse é o órgão norte-americano responsável por fomentar pesquisas sobre doenças cardíacas, pulmonares e do sangue. Essa sub-representação limita o conhecimento sobre a eficácia e segurança dos tratamentos nesse público, impactando diretamente nas escolhas terapêuticas e nos resultados clínicos4.

Essas lacunas estão bem documentadas por estudos recentes, como o relatório da The Lancet Commission e o posicionamento da European Society of Cardiology (ESC). As evidências mostram que muitas condições presentes nas vidas das mulheres podem ser fator de risco para o coração: menopausa precoce, diabetes gestacional, hipertensão na gravidez, parto prematuro, síndrome dos ovários policísticos e até fatores psicossociais como violência doméstica e pobreza1,3.

Diante desse cenário, a ESC defende uma abordagem coordenada: ações como a coleta de dados em tempo real, a inclusão de mulheres nos estudos clínicos, a capacitação dos profissionais de saúde para reconhecer os sintomas específicos e o desenvolvimento de campanhas educativas voltadas ao público feminino são urgentes3.

No Brasil, esse entendimento já começa a se refletir em iniciativas locais. Segundo um documento publicado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), é essencial adaptar os protocolos de atendimento à realidade feminina[4]. Quando avaliadas por ferramentas construídas a partir de padrões masculinos, muitas mulheres acabam não recebendo o diagnóstico ou o tratamento adequado5.

O cuidado contínuo com a saúde deve começar desde a prevenção. O colesterol ruim (LDL) é um tipo de gordura que se acumula silenciosamente nas artérias, contribuindo para o desenvolvimento da aterosclerose, uma condição que progride de forma lenta e assintomática ao longo dos anos, até que se manifestem eventos graves, como o infarto agudo do miocárdio[5]. Em indivíduos com alto risco cardiovascular, ou seja, aqueles em prevenção secundária, o objetivo é manter a meta de colesterol ruim (LDL) abaixo de 50 mg/dL, tanto em homens quanto em mulheres[6].

“Precisamos acabar com a ideia de que doença cardíaca é coisa de homem. As mulheres têm riscos específicos, sintomas diferentes e, muitas vezes, são diagnosticadas tardiamente. No Dia da Atenção à Saúde Cardiovascular da Mulher, nosso chamado é claro: é hora de ouvir o coração feminino com mais atenção, da prevenção ao tratamento. A ciência já mostrou o caminho, agora precisamos garantir que ele seja seguido por todos os profissionais de saúde e por políticas públicas eficazes”, afirma a Dra. Maria Cristina de Oliveira Izar, presidente da SOCESP e diretora científica do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC.[7].

Neste 14 de maio, é importante reforçar o compromisso com a saúde cardiovascular da mulher em toda a sua complexidade, da prevenção ao tratamento de condições cardiovasculares. “Apoiar a ciência, promover a equidade no diagnóstico e ampliar o acesso a terapias baseadas em evidências são passos essenciais para mudar essa realidade. Porque cuidar do coração feminino é também investir em um futuro mais justo, saudável e informado para todas”, reforça a cardiologista.





Referências

[1] MARTINEZ-NADAL, G. Heart attack diagnosis missed in women more often than in men. Apresentação no ESC Acute CardioVascular Care Congress, março 2021.

[2] EUROPEAN SOCIETY OF CARDIOLOGY. Closing the gaps in the cardiovascular care of women: ESC Statement on The Lancet Commission. 2021. Disponível em: https://www.escardio.org. Acesso em: 8 maio 2025.

[3] STRAMBA-BADIALE, M. Women and research on cardiovascular diseases in Europe: a report from the European Heart Health Strategy (EuroHeart) project. European Heart Journal, v. 31, n. 14, p. 1677–1680, 2010.

[4] SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. Doença isquêmica do coração: a mulher no centro do cuidado. Departamento de Cardiopatias da Mulher, 2023. Disponível em: https://www.portal.cardiol.br. Acesso em: 8 maio 2025.

[5] FERENCE, B. A. et al. Low-density lipoproteins cause atherosclerotic cardiovascular disease. Eur Heart J. 2017;38(32):2459–2472.

[6] PRÉCOMA, D. B. et al. Diretriz de prevenção cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019. Arq Bras Cardiol. 2019;113(4):787-891.

[7] Dra. Maria Cristina de Oliveira Izar, MD, PhD. CRM 43024-SP. Professora Adjunta Livre Docente, Setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular, Disciplina de Cardiologia, Universidade Federal de São Paulo. Diretora Científica do Departamento de Cardiologia da Mulher biênio 2024-2025. Presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo biênio 2024-2025. Member at Large of the International Atherosclerosis Society Board of Directors 2025-2027.



Hiperacusia e misofonia

Barulho de mastigação, clique de caneta ou até um sussurro podem gerar reações físicas e emocionais intensas e o incômodo pode ser sinal de distúrbios auditivos pouco conhecidos
 

O som do talher raspando no prato. Alguém mastigando chiclete com a boca aberta. Ou o simples bater rítmico de uma caneta sobre a mesa. Para algumas pessoas, ruídos comuns como esses podem ser mais do que apenas incômodos: são verdadeiros gatilhos de ansiedade, irritação ou até dor física. Essa hipersensibilidade auditiva pode estar associada a duas condições ainda pouco discutidas: a hiperacusia e a misofonia. 

Segundo o médico otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros, esses distúrbios não estão relacionados à perda de audição, mas sim a uma amplificação anormal da percepção sonora pelo cérebro. “A hiperacusia é quando o paciente sente dor ou desconforto intenso com sons que para a maioria das pessoas são toleráveis. Já a misofonia envolve uma reação emocional forte, como raiva ou angústia, geralmente provocada por sons específicos, como respiração, mastigação ou repetição de palavras”, explica o especialista.

Essas condições afetam a qualidade de vida e, em muitos casos, são confundidas com intolerância ou exagero emocional. “É importante entender que há uma disfunção real no processamento auditivo central. O cérebro dessas pessoas não filtra os sons da mesma forma e responde de maneira exacerbada a estímulos banais”, ressalta o otorrino. 

Dr. Bruno aponta ainda que estresse crônico, ansiedade, depressão e até traumas auditivos prévios podem agravar ou desencadear esses distúrbios. “Pacientes com hiperacusia, por exemplo, muitas vezes relatam que passaram a sentir dor ao ouvir sons depois de uma infecção viral, exposição a ruídos intensos ou estresse prolongado”, completa. 

O diagnóstico envolve uma avaliação clínica criteriosa, com exclusão de outras causas auditivas e, em alguns casos, testes específicos de tolerância a sons. O tratamento pode incluir terapia sonora, acompanhamento psicológico e reeducação auditiva, além de estratégias para controle do estresse. 

“O mais importante é que o paciente saiba que não está exagerando ou sendo ‘fresco’. Há explicações neurológicas para essas reações, e procurar ajuda médica é o primeiro passo para melhorar a convivência com os sons do dia a dia”, finaliza Dr. Bruno. 

 


FONTE:

Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico otorrinolaringologista pela UNIFESP Professor Medcel Pós-graduação pela UNIFESP. Especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.


Dia Mundial da Hipertensão: dicas de alimentação que ajudam a controlar o quadro

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Uma dieta equilibrada é um passo importante para manter a pressão sob controle

 

A hipertensão arterial afeta cerca de um terço dos adultos brasileiros, de acordo com dados do Ministério da Saúde, e é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.
 

Embora a condição seja crônica, ela pode ser controlada com a adoção de hábitos saudáveis, principalmente em se tratando de dieta. No Dia Mundial da Hipertensão, celebrado em 17 de maio, veja as dicas do médico nutrólogo Nataniel Viuniski, membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife, sobre como a dieta pode ajudar no controle da pressão arterial:
 

1. Reduza o consumo de sal

A ingestão elevada de sal (sódio) está diretamente relacionada ao aumento da pressão arterial porque favorece a retenção de líquidos, aumentando o volume sanguíneo e exigindo mais esforço do coração para bombear o sangue. A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de no máximo 5 gramas de sal por dia (o equivalente a 2 gramas de sódio), mas a média brasileira ainda ultrapassa o dobro desse valor. Um guia da OMS publicado em 2012 reforça a orientação de que a redução da ingestão de sódio está associada a uma queda significativa na pressão arterial sistólica e diastólica, tanto em pessoas com hipertensão quanto em indivíduos com pressão normal.

O que fazer: evite alimentos como snacks, embutidos, enlatados e temperos prontos, que concentram altos teores de sódio. “Também cuide para não exagerar na quantidade de sal na hora de preparar a comida. Neste caso, capriche nos temperos frescos ou desidratados para dar sabor”, ensina o nutrólogo.
 

2. Aumente o consumo de potássio

Enquanto o sódio contribui para o aumento da pressão, o potássio ajuda a relaxar as paredes dos vasos sanguíneos e promove o equilíbrio de fluidos no organismo, facilitando a eliminação do excesso de sódio pela urina. Um estudo publicado no American Journal of Physiology sugere que o aumento da ingestão de potássio pode ser ainda mais eficaz na redução da pressão arterial do que apenas a diminuição do consumo de sódio. Isso porque o potássio ajuda a relaxar os vasos sanguíneos e auxilia os rins na excreção de sódio.

O que fazer: inclua diariamente alimentos ricos em potássio, como banana, abacate, espinafre, feijão e batata-doce. “Dê preferência a preparações refogadas, grelhadas ou assadas, evitando frituras e excesso de gordura, que contribuem para o ganho de peso — um dos fatores de risco para a hipertensão”, orienta Viuniski.
 

3. Adote a dieta DASH

Uma das estratégias alimentares mais estudadas e recomendadas para pessoas com hipertensão é a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension ou, em português, “Abordagens Dietéticas para Reduzir a Hipertensão”). Segundo um estudo clínico publicado no New England Journal of Medicine, a dieta DASH reduziu significativamente a pressão arterial em apenas duas semanas, mesmo sem redução de peso. A conclusão da análise é a de que a dieta DASH, além de seu aporte de minerais como cálcio, magnésio e potássio, também se baseia na ingestão de fibras e gorduras de boa qualidade, na baixa ingestão de gorduras saturadas/trans e na limitação de açúcares simples.

O que fazer: a proposta da dieta DASH enfatiza o consumo de frutas, verduras, grãos integrais, laticínios com baixo teor de gordura, oleaginosas e leguminosas, ao mesmo tempo em que restringe o consumo de sal, doces, gorduras saturadas e carnes processadas. Tudo aquilo que já sabemos que faz bem!
 

4. Inclua gorduras boas e fontes de ômega-3

Substituir gorduras saturadas por gorduras insaturadas, especialmente aquelas ricas em ômega-3, pode trazer benefícios importantes para a saúde cardiovascular. De acordo com a EFSA (European Food Safety Authority), a ingestão adequada de ácidos graxos ômega-3 ajuda a manter os níveis normais de triglicerídeos e a reduzir a pressão arterial.

O que fazer: consuma peixes de água fria, como a sardinha e o salmão, que são ricos em ômega-3 de uma a duas vezes na semana. “Sementes de chia, linhaça e nozes também são boas opções para quem quer diversificar as fontes dessa gordura. O nutrólogo ou nutricionista ainda pode indicar o consumo diário de suplemento de ômega-3”, comenta o nutrólogo.
 

5. Mantenha uma boa hidratação

Beber quantidades adequadas de água tem impacto direto na regulação da pressão arterial, já que a desidratação pode levar à redução do volume de sangue circulante e ao aumento da viscosidade, forçando o coração a trabalhar mais.

De acordo com um artigo publicado na Nutrition Reviews, a ingestão de líquidos apoia a função renal e o equilíbrio eletrolítico, que impactam na pressão.

O que fazer: em média, recomenda-se ingerir entre 2 e 2,5 litros de água por dia, mas esse valor pode variar conforme a temperatura ambiente, a prática de exercícios físicos e as necessidades individuais. “Sucos, água de coco também são bem-vindos e entram na conta, apenas evite incluir açúcar”, coloca Viuniski.
 

6. Consuma cafeína com moderação

Embora os efeitos variem entre as pessoas, a cafeína pode provocar aumentos temporários na pressão arterial por curtos períodos, sobretudo em indivíduos que não têm o hábito de consumi-la regularmente ou em quem já têm hipertensão, segundo a revisão de estudos publicada no American Journal of Hypertension.

O que fazer: consuma café, chás com cafeína e bebidas energéticas com moderação. Também evite consumi-las próximo ao horário de dormir ou em momentos de estresse, quando o organismo já está sob maior tensão. 



Herbalife Ltd.
www.Herbalife.com

 

Judiciário brasileiro enfrenta congestionamento crítico com 83,7 milhões de processos

Advocacia contenciosa estratégica é essencial para agilizar casos e evitar a morosidade excessiva, afirma especialista


O Poder Judiciário brasileiro enfrenta um cenário de sobrecarga extrema, com 83,7 milhões de processos em tramitação e uma taxa de congestionamento total de 75%.  Um índice de judicialização que não para de crescer e que chegou, em 2023, a 35 milhões de novos casos, um aumento de quase 9,5% em relação ao ano anterior, conforme dados do relatório "Justiça em Números 2024" divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Diante desse volume massivo, que impõe desafios a magistrados, assessores e jurisdicionados, o advogado Leonardo de Campos Melo, sócio do escritório LCDM Advogados, aponta a advocacia contenciosa estratégica como uma ferramenta fundamental para evitar a morosidade excessiva e garantir que os casos recebam a devida atenção.

Segundo o especialista, com o sistema judicial operando sob imensa pressão, a preocupação em evitar que um processo se perca na multidão é legítima. No entanto, Melo propõe focar na "individualização do processo". "O cerne da advocacia contenciosa estratégica é justamente garantir que cada caso seja tratado de forma diferenciada, destacando-o em meio à avalanche de demandas. Isso exige mais do que apenas conhecimento técnico", explica Leonardo de Campos Melo.

Para alcançar essa individualização em um sistema tão congestionado, Melo destaca que a experiência demonstra a eficácia de certas abordagens. Ele ressalta a importância da objetividade e clareza nas petições, pois documentos excessivamente longos perdem impacto em um ambiente sobrecarregado. A conduta ética e a credibilidade do advogado também são cruciais, construindo uma reputação que pode influenciar positivamente a percepção do caso. Além disso, é fundamental a seleção cuidadosa e focada das teses jurídicas, evitando a dispersão que enfraquece a argumentação.

O advogado também enfatiza a relevância da comunicação direta com magistrados e suas equipes (o "despacho"), que pode ser decisiva para dar visibilidade ao caso e obter insights. Igualmente importante é a gestão das expectativas do cliente quanto aos prazos judiciais e a capacidade de adaptar a estratégia conforme o processo avança. Melo aconselha ainda a ancorar as argumentações em doutrina e jurisprudência consolidadas, mesmo em casos inovadores, e reforça a necessidade de atualização profissional constante diante da dinâmica do Direito.

Leonardo de Campos Melo conclui que a advocacia contenciosa estratégica eficaz é uma combinação de fatores. "Experiência, credibilidade, pensamento estratégico, sensibilidade para o contexto e capacidade de adaptação são tão ou mais importantes que o conhecimento técnico isolado. São esses elementos que permitem individualizar um processo e aumentar as chances de um resultado favorável para o cliente, mesmo diante dos desafios impostos pela sobrecarga do Judiciário brasileiro", afirma.


Como o curso de Gestão em IA pode impulsionar sua carreira profissional

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A sociedade está passando por uma era de transformações e a Inteligência Artificial é uma delas. No mercado de trabalho, essa ferramenta vem servindo como um meio que auxilia a otimizar decisões, além de criar novas oportunidades em diversas áreas. Muito se diz sobre essa tecnologia substituir os humanos, mas a realidade é que capacitar-se para usá-la como meio de trabalho vem sendo uma ótima opção para alcançar cargos em diversos setores do mercado. Nesse cenário, a previsão é que até 2030, 70% da maioria das habilidades usadas em empregos sofram mudanças com a IA, segundo dados do relatório Work Change Report: AI Is Coming to Work, do LinkedIn. 

A capacitação é um caminho bastante procurado para aprimorar o conhecimento na área. Eleandro da Costa, CEO e sócio da rede Jumper! Profissões e Idiomas, afirma que grandes empresas buscam por gestores que entendam não apenas do sistema, mas também suas aplicações estratégicas. “Capacitar-se na área proporciona ao aluno sua inserção no mundo tecnológico e atualizado, pois hoje em dia é mais comum do que se imagina a IA tomando espaço no corporativo. Por isso, o profissional do futuro precisa se desenvolver nesse novo universo através de conhecimentos e ferramentas que lhe proporcionem habilidades e competências direcionadas nesse sentido”, afirma o CEO.

Um dos grandes diferenciais em tornar-se um especialista em gestão de IA é a vantagem competitiva. “Um especialista com esses conhecimentos consegue liderar projetos inovadores, implementar soluções inteligentes e tomar decisões baseadas em dados. Isso o diferencia no mercado, abrindo portas para cargos de liderança e consultoria”, afirma Eleandro.

Para profissionais que ocupam cargos de gestão e desejam conhecer as possibilidades da Inteligência Artificial para as suas empresas e carreiras a  qualificação técnica é recomendada “O curso ensina como utilizar a ferramenta para otimizar processos e tarefas, e como ela pode ser aplicada em diferentes áreas, como gestão de eventos, gestão de projetos e gestão de negócios. Quem possui esse conhecimento está à frente, pois pode aplicar essas tecnologias para resolver problemas complexos, otimizar processos e inovar. Em um mundo cada vez mais digital e automatizado, as habilidades tradicionais não são mais suficientes. Além disso, pode atuar em áreas muito além do TI, como Marketing Digital, operações logísticas, Recursos Humanos e finanças”, completa o especialista. 



Jumper Profissões e Idiomas


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