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sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Câncer: mortes pela doença devem dobrar globalmente até 2050, aponta novo estudo

Pesquisa liderada por cientistas australianos e publicada pela JAMA Network analisou dados de 36 tipos de câncer em 185 países; Análise projeta um crescimento de aproximadamente 77% no número total global de casos da doença nos próximos 25 anos

 

Um novo estudo publicado na revista científica JAMA Network revelou um cenário ainda mais desafiador no combate ao câncer para as próximas décadas. A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália, indica que as mortes pela doença devem aumentar em cerca de 90% até 2050, quase dobrando os números atuais. Em termos absolutos, isso significa um acréscimo de 8,8 milhões de óbitos aos 9,7 milhões registrados em 2022. 

O levantamento, que analisou dados de 36 tipos de câncer em 185 países, projeta ainda um crescimento de aproximadamente 77% no número total de casos em 2050, o que representará um salto para 35,3 milhões de novos diagnósticos esperados - 15,3 milhões a mais que os 20 milhões registrados em 2022. 

Segundo o oncologista Carlos Gil Ferreira, diretor médico da Oncoclínicas&Co. e presidente do Instituto Oncoclínicas, estes números refletem uma combinação complexa de fatores. "O câncer é uma doença multifatorial e, além do envelhecimento populacional, que está diretamente associado a diversos tipos de tumores, observamos hoje novos fatores de risco emergentes que precisam ser considerados, como o aumento global da obesidade e o crescimento do uso de cigarros eletrônicos", explica.
 

Países em desenvolvimento enfrentarão maior impacto

Um dos aspectos mais preocupantes revelados pela pesquisa é a disparidade no impacto da doença entre países com diferentes níveis de desenvolvimento. Nações com baixa classificação no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como Níger e Afeganistão, devem ver os números de casos e mortes por câncer quase triplicar até 2050. No Brasil e outros países de IDH médio, a projeção de aumento permanece em cerca de 70%. 

"O que observamos é um círculo vicioso nos países em desenvolvimento, onde os serviços podem ser insuficientes ou, em casos de países muito pobres, até mesmo inexistentes. Assim, as pessoas acabam sendo diagnosticadas, muitas vezes, de forma tardia, o que afeta diretamente nas chances de cura e diminui em muito a qualidade de vida", sintetiza o médico.
 

Panorama atual e tipos mais frequentes

O estudo da JAMA Network confirma a tendência já apontada pelo GLOBOCAN 2022 - relatório produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e divulgado no início de 2024 -, que mostrou o câncer de pulmão liderando o ranking global. As novas projeções indicam que este tipo de tumor continuará ocupando o primeiro lugar, correspondendo a 13,1% dos novos casos e 19,2% das mortes. 

"Quando observamos o recorte global, que mostra a prevalência do câncer de pulmão entre os diagnósticos, temos também que lembrar que isso se deve a programas mais robustos de vigilância ativa para detecção da doença entre a população tabagista em alguns países economicamente mais desenvolvidos. Há ainda o reflexo dos efeitos de longo-prazo do hábito de fumar entre a geração que chega atualmente à terceira idade e que impactam nas estimativas", aponta Carlos Gil.
 

Prevenção e diagnóstico precoce como prioridades

Diante deste cenário desafiador, o especialista ressalta a importância de fortalecer as medidas preventivas e de detecção precoce. "Os avanços em tratamentos e inovações acontecem o tempo todo e hoje temos muito mais opções de drogas e procedimentos menos invasivos, que melhoram a qualidade de vida dos pacientes. Porém, medidas de prevenção precisam ser reforçadas e elas incluem os fatores ambientais, como sedentarismo, redução de tabagismo, obesidade, alimentação e prática de exercícios físicos, e também rastreamento genético", explica. 

O especialista também enfatiza o papel crucial das políticas públicas neste contexto. "O grande desafio é que tudo isso, tanto os tratamentos como exames preventivos, cheguem com equidade às pessoas. Há um desafio médico, mas também social no combate ao câncer. E políticas que promovam exames regulares para detecção precoce de tumores são fundamentais para as chances de sobrevivência das pessoas", conclui Carlos Gil Ferreira.
 

Números principais:

Projeções globais para 2050:

- Aumento de 77% no número total de casos

- Crescimento de 90% nas mortes pela doença

- 15,3 milhões de casos adicionais previstos

 

Dados Brasil (Globocan 2022):

- 627.193 novos casos de câncer

- 278.835 mortes

- 1.634.441 casos em prevalência (5 anos)

- Principais tipos por incidência: Próstata, Mama e Colorretal

- Principais tipos por letalidade: Pulmão, Colorretal e Mama


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Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez - médico dá dicas para evitar a perda da audição

 

A perda auditiva é uma das deficiências mais comuns na população brasileira. E o que muita gente não sabe que nem toda pessoa deficiente auditiva nasceu assim e que uma boa parte das dificuldades auditivas poderiam ser evitadas. Quem fala sobre o tema é o médico otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, da capital paulista que explica que todo mundo pode ter perdas auditivas por exposição excessiva ao ruído, uso de remédios, infecções, acidentes, decorrentes da idade ou causas de origem genética.

“O mais importante é cuidar da audição para que ela permaneça intacta e permita desfrutar todos os sons que a vida oferece. Para isso, algumas dicas simples podem se tornar essenciais”, diz.
 

  • Evite ambientes barulhentos por muito tempo;
  • Utilize sempre os acessórios de proteção auditiva (EPI) se as atividades profissionais exigirem muita exposição á ruídos intensos;
  • Evite ouvir música em volume acima da metade da capacidade dos aparelhos, principalmente com fones de ouvido;
  • Em casos de infecção de ouvido, procure um otorrinolaringologista e faça o tratamento indicado. Infecções, especialmente aquelas de repetição, são riscos potenciais de perda auditiva;
  • Cuidado com objetos pontiagudos ou hastes flexíveis no ouvido. Esse tipo de objeto pode empurrar a cera para o tímpano ou até perfurar a membrana timpânica e afetar a audição; 
  • Se perceber dificuldade em entender ou grande necessidade em aumentar o volume da televisão, procure um especialista para fazer um exame de audição. Quanto mais cedo se cuidar, melhor! 

Para finalizar, o médico fala que a prevenção é o melhor remédio. “Perdas de audição são irreversíveis e poucas mudanças de hábito já surtem excelentes efeitos benefícios para a saúde auditiva, lembre-se de que ouvir é um privilégio”, diz.

  

FONTE:

Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico otorrinolaringologista pela UNIFESP Professor Medcel Pós-graduação pela UNIFESP. Especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.


Violência obstétrica: como identificar e denunciar práticas abusivas

Freepik
Após a morte de um bebê em Salvador, caso levanta alerta sobre procedimentos forçados e falta de acolhimento durante o parto; psicóloga perinatal orienta sobre os direitos das gestantes e como buscar ajuda

  

A morte de um bebê durante o parto em Salvador levantou novas discussões sobre práticas de violência obstétrica no Brasil. O caso traz à tona questões sobre procedimentos não autorizados e acolhimento durante o parto. Rafaela Schiavo, psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline, orienta gestantes sobre como identificar e denunciar situações de abuso no atendimento obstétrico.


Sinais de violência obstétrica 

Rafaela Schiavo alerta que muitas práticas hospitalares, vistas como comuns, podem ser formas de violência obstétrica. “Intervenções como a aplicação da ocitocina sintética, conhecida como 'sorinho', para estimular contrações, e a realização de episiotomias, sem evidências científicas de sua necessidade, são frequentemente realizadas sem o consentimento informado da mulher”.

Além disso, procedimentos como a manobra de Kristeller, que envolve pressionar a barriga para acelerar o parto, podem causar danos físicos e emocionais graves, mas muitas vezes são aceitos como normais por falta de informação.


Dados e leis para proteção das gestantes 

Estudos recentes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelam que 45% das mulheres entrevistadas relataram ter sofrido algum tipo de violência obstétrica. A pesquisa, que abrangeu mais de 24 mil mulheres em 465 maternidades no Brasil entre 2020 e 2023, revelou que as mulheres negras, com baixa escolaridade e usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), são as mais vulneráveis a essa prática. Schiavo ressalta que “as estatísticas mostram a necessidade urgente de maior conscientização e de políticas públicas eficazes”.

Alguns estados brasileiros, como Ceará, Distrito Federal e Pará, já implementaram leis para proteger as mulheres contra a violência obstétrica. Além disso, a Lei Nº 14.721, sancionada em novembro de 2023, ampliou a assistência à gestante e à mãe, garantindo apoio psicológico durante a gravidez, o parto e o pós-parto. “Essa lei é um avanço importante porque oferece suporte psicológico para mulheres em um momento tão vulnerável, mas ainda é essencial que as gestantes conheçam seus direitos para poderem identificar e denunciar qualquer forma de abuso”, reforça a psicóloga.


Outras dúvidas comuns 

Muitas incertezas surgem quando as mulheres se deparam com a violência obstétrica. Entre as mais comuns, estão:


O que eu faço se fui vítima de violência obstétrica?

Se você suspeita que foi vítima de violência obstétrica, o primeiro passo é buscar apoio e orientação. Você pode relatar o caso na ouvidoria do hospital, consultar um advogado especializado ou buscar ajuda em grupos de apoio. Em situações mais graves, a denúncia pode ser feita no Conselho Regional de Medicina ou na delegacia de polícia.


Quais direitos eu tenho durante o parto?

É fundamental que as mulheres saibam que têm o direito de escolher quem as acompanha durante o parto, de ser informadas sobre todos os procedimentos que serão realizados e de recusar qualquer intervenção com a qual não se sintam confortáveis. Além disso, têm o direito de receber alívio para a dor e de ser tratadas com respeito e dignidade durante todo o processo.


O que posso fazer se perceber que o médico está sendo negligente ou desrespeitoso?

Se, durante o parto, você sentir que o médico está agindo de forma negligente ou desrespeitosa, peça para falar com a equipe médica e deixe claro que você não consente com aquele tratamento. Caso a situação não melhore, solicite a presença de um advogado ou faça um registro formal do ocorrido assim que possível.


Posso denunciar a violência obstétrica mesmo depois de algum tempo?

Sim, você pode e deve denunciar a violência obstétrica mesmo após o ocorrido. Ainda que o parto tenha acontecido há meses ou até anos, é importante relatar o caso para que outras mulheres não passem pelo mesmo. Guarde toda a documentação e procure um advogado especializado para ajudar no processo.


O que você precisa saber para se proteger

Schiavo ressalta a importância de se informar e agir rapidamente. “É essencial que as mulheres reconheçam e denunciem qualquer sinal de abuso. Embora seja importante manter um histórico claro das conversas e intervenções, toda paciente tem o direito de solicitar e acessar seu prontuário médico após o parto. Dessa forma, ela pode viver o momento do parto com tranquilidade, sabendo que poderá revisar o que aconteceu depois. A denúncia é uma forma de garantir que outras mães não passem pelo mesmo. A saúde e a dignidade das gestantes devem ser sempre protegidas”, conclui. 


30% dos brasileiros sofrem com burnout: entenda como a segurança psicológica pode reverter o alto índice da doença no Brasi

 

Patrícia Ansarah, professora da Human SA, explica o novopilar do ambiente corporativo

 

A busca por ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis nunca foi tão urgente. Não à toa, 30% dos brasileiros são vítimas do burnout, segundo dados da Associação Nacional de Medicina do trabalho (Anamt). Com o aumento de casos de esgotamento mental no ambiente corporativo, o conceito de segurança psicológica se torna cada vez mais relevante para empresas que buscam promover o bem-estar de seus colaboradores. Para a professora da Human SA,Patricia Ansarah, a segurança psicológica é um novo pilar do ambiente corporativo. 

“Segurança psicológica é um fenômeno que se estabelece quando todos os membros de uma equipe se sentem seguros para serem eles mesmos, expressarem suas ideias e assumirem riscos, sem medo de punição ou humilhação. É fundamental para fomentar a diversidade e a inclusão empresarial nas empresas”, pontua Patricia que é professora do curso de Segurança Psicológica na Human. 

Segundo um relatório da Deloitte, funcionários que se sentem à vontade para serem autênticos, sem medo de retaliação, são 70% mais propensos a acreditar que suas ideias serão valorizadas. Essa liberdade para se expressar não apenas aumenta a inovação e a criatividade, mas também contribui para a retenção de talentos, uma vez que colaboradores satisfeitos tendem a permanecer na empresa. 

Além disso, a segurança psicológica pode servir como um forte aliado na resolução de conflitos e na melhoria da comunicação interna. “Ambientes onde os funcionários se sentem seguros são mais propensos a cultivar um clima de colaboração, onde a crítica construtiva é bem-vinda e as opiniões são compartilhadas de maneira respeitosa. Isso resulta em equipes mais coesas e eficientes, capazes de enfrentar desafios com resiliência” ressalta a professora.

 

Desafios na implementação da Segurança Psicológica 

Os desafios para implementar a segurança psicológica nas empresas envolvem mudanças profundas nas estruturas organizacionais, muitas vezes hierárquicas e rígidas, que não estimulam a abertura e a colaboração. Ansarah aponta que “superar esses desafios requer uma mudança de mentalidade tanto da liderança quanto dos colaboradores, e um compromisso contínuo com a criação de ambientes seguros e propícios ao aprendizado”. Ela destaca ainda que o sucesso dessas iniciativas está diretamente ligado ao engajamento e à disposição de líderes e equipes em compartilhar suas experiências e aprendizados.

 

Human SA



TNE: o câncer raro e silencioso que pode demorar até sete anos para ser diagnosticado1

 

Mês de conscientização dos Tumores Neuroendócrinos alerta para os sintomas da doença e a importância da descoberta precoce

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma doença é considerada rara quando afeta menos de 65 indivíduos para cada 100 mil habitantes.2 Quando falamos de câncer raro, essa estatística pode impactar um universo ainda mais restrito, cenário que gera desconhecimento por parte do médico e do público em geral, aumentando a jornada do paciente rumo ao diagnóstico. Essa realidade é aplicada aos Tumores Neuroendócrinos (TNEs), que têm origem no sistema endócrino e podem aparecer em vários órgãos como pulmão, pâncreas, estômago, intestino e útero3. Com um comportamento heterogêneo, a agressividade da doença está associada a alguns fatores como o local onde ela aparece, à presença de metástase e ao ritmo de replicação das células malignas3

Por ser um câncer raro, saber quais são os sintomas é determinante para um possível diagnóstico adequado e precoce. Alguns sinais são parecidos com os de várias outras doenças conhecidas, o que pode aumentar a jornada até a descoberta do tumor neuroendócrino, que pode durar entre cinco e sete anos. Dor abdominal, perda de peso e apetite, náuseas, coceira, diarreia, vermelhidão no tronco ou na cabeça, queimação na região do estômago, inchaço, urina escura, fezes esbranquiçadas, amarelão pelo corpo e até chiado no peito são algumas situações de atenção e que precisam de uma investigação junto a um especialista3. Diferente do carcinoma neuroendócrino, tipo mais agressivo, o tumor neuroendócrino de intestino delgado, mesmo em estágio avançado de progressão, pode apresentar sobrevida prolongada e até chance de cura.

Apesar de esporádicos e motivados por causas inespecíficas, a maioria dos casos de TNEs estão relacionados a práticas conhecidas, e algumas reconhecidas pelo grande público, presentes nos hábitos e comportamentos das pessoas no dia a dia. São elas: histórico familiar de câncer, índice de massa corporal (IMC) elevado, diabetes, tabagismo e o consumo de álcool. Vale ressaltar ainda que existem algumas síndromes que predispõem o desenvolvimento do TNE3. “Precisamos falar dos tumores neuroendócrinos o ano inteiro, muito além do período de conscientização da doença. Diferente do câncer, a pauta TNE não pode ser rara. Ela precisa estar no radar de conhecimento dos médicos e da sociedade. Estamos falando de um paciente que pode demorar até sete anos para descobrir que tem a doença. Mesmo assim, depois do diagnóstico, a jornada continua e o próximo desafio é a busca pelo tratamento, seja ele via convênio médico ou pelo SUS. Nesse contexto, é essencial que as duas esferas - privada e pública - acompanhem a evolução dos tratamentos e incorporem essas terapias, avaliando sempre os padrões e critérios técnicos estabelecidos e o impacto de mudança de desfecho para que o acesso seja ampliado”, explica a Dra. Rachel Riechelmann (CRM 98131), Diretora do Departamento de Oncologia Clínica, Líder do Centro de Referência de Tumores Neuroendócrinos no A.C. Camargo Cancer Center.


Vivendo com TNE

Com o intuito de aumentar a conscientização sobre os Tumores Neuroendócrinos, a Ipsen - referência global em biotecnologia nas áreas de neurociência, oncologia e doenças raras - idealizou a campanha Vivendo com TNE (
Link). “Nossa plataforma conta com informações úteis, e muito práticas, para o dia a dia dos pacientes familiares e cuidadores. A ideia é que a campanha seja uma ferramenta complementar para a vida real de quem lida com esse câncer raro. Temos conteúdos específicos com orientações que vão desde dietas, impacto dos TNEs no trabalho, até depoimentos de pessoas que tiveram que se adaptar a uma nova rotina, a partir do impacto negativo do diagnóstico. O nosso objetivo com essa iniciativa é prestar um serviço e levar informação para inspirar e auxiliar no cuidado dos pacientes durante essa jornada desafiadora”, explica Vanessa de Carvalho Fabricio, Diretora Médica da Ipsen.


O diagnóstico dos TNEs 

O diagnóstico dos TNEs depende da localização dos tumores. Se for no pâncreas ou pulmão, que são órgãos sólidos, o processo começa por meio de exames radiológicos – tomografia computadorizada ou ressonância magnética – que também auxiliam no diagnóstico dos tumores neuroendócrinos no intestino delgado. Entretanto, há outros métodos complementares que são utilizados para a descoberta da doença, como endoscopia, colonoscopia ou cápsula endoscópica2.
 

O tratamento dos Tumores Neuroendócrinos (TNEs) 

Multidisciplinar, o tratamento envolve médicos de diferentes especialidades que trabalham para a elaboração de um plano personalizado para cada perfil de paciente. As opções terapêuticas dependem do tipo, tamanho e da extensão do tumor, além de outros fatores como idade e avaliação das alterações moleculares do paciente. A jornada de tratamento ainda pode incluir: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia, terapia-alvo, imunoterapia, ensaios clínicos e cuidado paliativo. Essas opções, juntas ou isoladas, buscam os seguintes desfechos: cirurgia para a retirada do câncer, eliminação do tumor sem a necessidade de cirurgia, redução do crescimento do câncer e da disseminação para outras partes do corpo, diminuição do tumor para melhorar o manejo no processo cirúrgico, gerenciamento dos efeitos colaterais e alívio dos sintomas3.



Ipsen
ipsen.com/brazil/.



Referências:
Link (Levantar o link com a fonte primária sobre a informação do tempo de diagnóstico(cinco a sete anos)
Link
Link3/acc_cartilha_tne_2020_v3online.pdf

O Paradoxo do Autodidatismo e a Luta por Inclusão Acadêmica dos Superdotados

Em um mundo que busca incessantemente pela inclusão e diversidade, ainda existe um grupo subestimado e frequentemente ignorado: os superdotados com personalidade autodidata. Essa é uma das principais preocupações do Dr. Fabiano de Abreu Agrela, neurocientista e presidente de sociedades de alto QI, que tem se dedicado a projetos como o “Teacher Coach para Autodidatas” e o “Gifted”, visando promover a pesquisa e o debate sobre as necessidades únicas dos superdotados.


O Cérebro Autodidata: Uma Estrutura Singular

Estudos recentes, compilados e analisados pelo Dr. Fabiano de Abreu, indicam que o comportamento autodidata não é uma simples preferência ou escolha, mas uma expressão enraizada em fatores genéticos e neurobiológicos. O córtex pré-frontal (PFC), região responsável pelo planejamento e controle executivo, é fundamental no processamento das informações complexas e na busca por aprendizado independente. Superdotados frequentemente apresentam uma densidade sináptica mais elevada e uma conectividade funcional aprimorada nessas áreas, o que os torna propensos ao aprendizado autodirigido. Essa característica é intensificada pela atividade no hipocampo, que facilita a consolidação de memórias e a associação de novas informações ao conhecimento pré-existente.

O Dr. Fabiano ressalta que a dopamina, um neurotransmissor-chave, desempenha um papel central na motivação e na busca por desafios intelectuais. “Os superdotados com perfil autodidata possuem um sistema dopaminérgico altamente sensível que sustenta a motivação intrínseca e a recompensa associada à exploração do conhecimento”, explica. Essa propensão, muitas vezes associada ao polimorfismo Val66Met do gene BDNF e variantes do gene COMT, reflete a complexidade do aprendizado autodirigido e a sua ligação com predisposições genéticas.


A Frustração e as Consequências para a Saúde

Infelizmente, os ambientes acadêmicos padronizados, com regras rígidas e currículos inflexíveis, representam um desafio substancial para superdotados com essas características. De acordo com as análises conduzidas pelo Dr. Fabiano de Abreu, essa inadequação pode levar à frustração crônica, que se manifesta em um ciclo de ansiedade, estresse e, em casos mais graves, comprometimento da saúde mental. “O impacto não é apenas psicológico; há uma correlação entre a frustração contínua e sintomas físicos, como distúrbios do sono, dores de cabeça e aumento nos níveis de cortisol”, comenta o Dr. Fabiano.

A necessidade de se adaptar a um sistema que não reconhece suas especificidades empurra esses indivíduos para o isolamento e a introversão guiada, um mecanismo de autopreservação que os distancia ainda mais das interações sociais e do desenvolvimento acadêmico pleno. “O isolamento não é uma escolha, mas uma resposta à falta de estímulo e compreensão por parte dos sistemas que deveriam nutrir suas capacidades”, afirma o neurocientista.


A Inclusão dos Superdotados: Uma Questão de Justiça Cognitiva

Como defensor da causa superdotada, Dr. Fabiano de Abreu Agrela argumenta que é imperativo repensar as práticas educacionais e reconhecer a diversidade cognitiva como um direito fundamental. O projeto “Teacher Coach para Autodidatas” visa capacitar educadores e profissionais para entender e acolher as necessidades de superdotados, permitindo que esses indivíduos se desenvolvam de forma saudável e produtiva.

“A inclusão de superdotados com personalidade autodidata não é apenas uma questão de justiça educacional; é um investimento no potencial transformador dessas mentes que podem contribuir significativamente para a sociedade”, conclui Dr. Fabiano. Para ele, respeitar e valorizar essas diferenças é um passo essencial para criar um ambiente onde a diversidade cognitiva seja celebrada, e não reprimida.


Uma Nova Perspectiva

O trabalho do Dr. Fabiano de Abreu Agrela é uma chamada urgente para que escolas, universidades e políticas públicas reconheçam as complexidades do aprendizado autodidata. Em um tempo em que a inclusão é uma bandeira levantada, não se pode mais ignorar as necessidades dos superdotados, sob pena de perpetuar um sistema educacional que priva a sociedade do talento e da inovação que esses indivíduos podem oferecer.

 

Dr. Fabiano de Abreu Agrela - Neurocientista, Presidente das Sociedades ISI e ePiq, Diretor do IIS e Coordenador do Intertel Brasil

 

Novembro Azul: câncer de próstata pode ser hereditário? Entenda

Oncologistas reforçam relevância da campanha e comentam sobre mutações genéticas e importância do rastreamento precoce da neoplasia

 

Novembro marca o início de uma das campanhas mais importantes no cenário da saúde pública mundial, movimento dedicado à conscientização sobre o câncer de próstata. Para cada ano do triênio 2023-2025 são esperados 71.730 diagnósticos da doença, sendo que 75% dos casos ocorrem a partir dos 65 anos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). 

Considerado o tipo mais comum de câncer nos homens, ficando atrás apenas dos tumores de pele não melanoma, a doença ainda é repleta de dúvidas que merecem atenção. Uma delas, é o fator da hereditariedade como risco de desenvolvimento da neoplasia. 

De acordo com Denis Jardim, líder nacional da especialidade de tumores urológicos da Oncoclínicas, o câncer de próstata, na maioria dos casos, pode ocorrer esporadicamente. "Contudo, existe um número representativo de tumores de próstata que estão associados a fatores genéticos hereditários. A presença de outros casos na família aumenta esse risco, mas a hereditariedade pode ocorrer mesmo na ausência destes casos ", explica. 

Além disso, algumas mutações genéticas específicas, como nos genes BRCA1 e BRCA2, comumente associadas a tumores com alta incidência em mulheres, também podem aumentar o risco de câncer de próstata. "A hereditariedade desempenha um papel importante em uma pequena porcentagem dos casos, mas o conhecimento desse fator permite uma vigilância mais ativa e estratégias de rastreamento mais adequadas", reforça Jardim.
 

Câncer de mama na família pode ser sinal alerta

Famosa por ter levado a atriz Angelina Jolie a realizar uma dupla mastectomia preventiva, a mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 é um indicativo de risco para câncer de mama e ovário, mas também pode predispor ao câncer de próstata nos homens. Em famílias com histórico desse tipo de mutação, é fundamental que homens também realizem testes e se atentem à necessidade de rastreamento. 

“O histórico familiar com essas mutações deve acender um alerta especial para os homens, refletindo em uma vigilância personalizada e acompanhamento próximo”, explica Breno Jeha Araujo, oncologista especializado em genômica clínica da Oncoclínicas. Segundo ele, os painéis genéticos disponíveis atualmente possibilitam identificar essa predisposição e facilitam a definição de estratégias de rastreamento mais direcionadas e eficazes. 

Contudo, de forma simples, os exames para detecção precoce incluem ainda o antígeno prostático específico (PSA) e o toque retal, indicados geralmente a partir dos 50 anos, mas recomendados mais cedo em casos de histórico familiar ou presença de mutações. Segundo Araujo, a combinação de testes e exames tradicionais permite estratégias precisas, oferecendo ao paciente a oportunidade de intervir em estágios iniciais da doença, onde o tratamento é mais eficaz e menos invasivo. 

Denis Jardim ressalta que o rastreamento precoce é essencial em casos como este, pois o conjunto de exames, aliado a uma rotina de check-ups regulares, são um importante recurso de prevenção para aqueles com histórico familiar de mutações. “Esse conhecimento promove um acompanhamento mais assertivo, incentivando os homens a aderirem a uma postura preventiva ao longo de toda a vida, sempre baseada em informações de qualidade”.
 

Síndrome de Lynch e câncer de próstata: existe relação?

A Síndrome de Lynch, uma condição hereditária causada por mutações nos genes responsáveis pela reparação de DNA, é conhecida por aumentar o risco de vários tipos de câncer, como o colorretal, endométrio e ovário. Contudo, segundo artigos publicados no Urology Times e Facing Hereditary Cancer, mostram que homens com mutações associadas à Síndrome de Lynch, particularmente nos genes MLH1, MSH2 e MSH6, apresentam um risco aumentado de desenvolver câncer de próstata em comparação com a população geral. 

A ligação entre a síndrome e o câncer de próstata reforça a importância da vigilância genética em famílias com histórico dessa mutação, uma vez que a detecção precoce pode melhorar significativamente o prognóstico. 

"Compreender a relação entre a Síndrome de Lynch e o câncer de próstata é fundamental é um ponto importante não só para a identificação precoce de mutações, mas também para intervenções que podem salvar vidas. Homens com histórico familiar dessa síndrome devem ser incentivados a realizar acompanhamentos regulares, uma vez que a detecção antecipada do câncer de próstata pode levar a melhores desfechos clínicos", explica Denis Jardim.
 

Entenda o câncer de próstata

É um tipo de neoplasia maligna (tumor) com uma perspectiva de cura otimista caso seja identificado rapidamente. "De maneira didática, podemos dizer que durante toda a vida, nossas células se multiplicam e as antigas são substituídas pelas novas. Contudo, quando há um crescimento descontrolado, são formados tumores tanto benignos, quanto malignos - como é o caso do câncer de próstata", diz Jardim. 

O especialista explica que a próstata é uma glândula do tamanho de uma noz, que tem a função de produzir o chamado líquido seminal, responsável por nutrir e transportar os espermatozóides. Presente apenas em pessoas do gênero masculino, está localizada na frente do reto, abaixo da bexiga, e envolve a parte superior da uretra, canal por onde passa a urina. 

Por ser um tumor silencioso, a principal ferramenta para diagnóstico em fases iniciais da doença é o exame de PSA. No Brasil, segundo o Inca, a cada dez homens diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos. 

No começo, pelo fato dos sintomas serem silenciosos, a doença comumente é detectada a partir da avaliação clínica e/ou exame de PSA. Quando aparentes, os sinais mais comuns são: dificuldade para urinar, presença de sangue na urina, parada de funcionamento dos rins - indicam estágio avançado -, além de problemas decorrentes da disseminação para outros órgãos, tal como dor, nos casos de metástases ósseas.

Por isso, a conscientização sobre a rotina de acompanhamento médico e o rastreamento ativo é sempre a melhor opção. Homens que se encontram no grupo de risco, composto por quem tem mais de 50 anos ou com histórico familiar, devem estar atentos aos exames necessários para rastreamento do câncer de próstata. 

“Por apresentar sintomas mais evidentes quando a doença já apresenta evolução, é recomendável que homens a partir de 50 anos façam anualmente o exame clínico (toque retal) e a medição do antígeno prostático específico (PSA) - feita em unidades de nanogramas por mililitro (ng/ml) por meio de um exame simples de sangue - para rastrear possíveis alterações que indiquem aparecimento da doença. Quando há suspeita da neoplasia, é indicada uma biópsia através de ultrassonografia transretal para a confirmação do diagnóstico, precedida muitas vezes de uma ressonância”, destaca. 

Para a definição do tratamento, é necessário analisar o estágio e agressividade do tumor e, com isso, o oncologista irá projetar individualmente alternativas terapêuticas. Já nos casos da doença localizada, a cirurgia, radioterapia associadas ou não ao bloqueio hormonal e a braquiterapia podem ser uma opção. “Em estágio inicial e de baixa agressividade, devemos manter um acompanhamento contínuo de consultas e exames, além do tratamento. Quanto aos pacientes que apresentam metástases, temos uma série de abordagens que podem ser realizadas, como quimioterapia, bloqueio hormonal, medicamentos para controle da ação da testosterona e ainda os chamados radioisótopos, que são uma nova classe de medicamentos com partículas que se ligam ao osso e passam a emitir doses de radioterapia local”, orienta Denis Jardim.

 

Oncoclínicas&Co
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Médica explica o que é candidíase de repetição e como tratar esse problem

Estudos indicam que cerca de 5% das mulheres que já tiveram candidíase vulvovaginal podem desenvolver a infecção de forma crônica

 

Nos últimos dias um assunto tem sido bastante procurado nas redes sociais e nas trends do Google, por conta de uma participante de um reality show, que apresenta possíveis sinais de candidíase, os sintomas podem ser diversos e é importante procurar ajuda de um médico ginecologista caso tenha algo de estranho na vagina. 

Muitas mulheres já enfrentaram os incômodos da candidíase, uma infecção fúngica causada pelo fungo Candida, que faz parte da flora vaginal saudável. Porém, para algumas, essa condição se torna ainda mais recorrente, levando ao que chamamos de candidíase de repetição. 

A candidíase de repetição é caracterizada por três ou mais episódios da infecção em um único ano. O desequilíbrio na flora vaginal, que resulta em um aumento do pH e, consequentemente, na multiplicação do fungo, é o principal responsável por essa infecção. 

De acordo com a Dra. Rebeca Gerhardt, ginecologista, quatro fatores podem contribuir para o surgimento da candidíase de repetição:

  1. Descuidos locais: o uso de calcinhas que abafam a região íntima, o acúmulo de suor e longos períodos com biquínis úmidos.
  2. Eventos emocionais: estresse, ansiedade e depressão podem afetar o equilíbrio da flora vaginal.
  3. Questões alimentares: o consumo excessivo de carboidratos pode favorecer o crescimento do fungo.
  4. Tratamentos incompletos: a falta de um tratamento adequado em casos anteriores pode levar à recorrência da infecção.

É importante destacar que a candidíase não é uma infecção sexualmente transmissível (IST); trata-se de um fungo que já habita a vagina e se multiplica de forma irregular. Embora a infecção possa ser auto-resolutiva, ou seja, em alguns casos desapareça sem tratamento, isso não significa que a cura tenha ocorrido.


Sintomas da candidíase de repetição 

Os sintomas da candidíase de repetição podem ser bastante incômodos e incluem:

  • Ardência na região íntima
  • Coceira vaginal
  • Desconforto ao urinar
  • Dores durante as relações sexuais
  • Corrimento esbranquiçado, grumoso e sem odor

É fundamental que, ao perceber qualquer um desses sintomas, a mulher busque uma consulta com um ginecologista. O diagnóstico pode ser realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais.
 

Tratamento Adequado 

O tratamento da candidíase de repetição geralmente envolve o uso de pomadas antifúngicas e cremes vaginais por, pelo menos, uma semana. Em casos de recorrência mesmo após o tratamento correto, pode ser necessário o uso de medicamentos orais por um período de até seis meses. Importante: automedicação deve ser evitada, pois o diagnóstico adequado é essencial para um tratamento eficaz.
 

Como Prevenir a Candidíase de Repetição 

Algumas mudanças nos hábitos diários podem ajudar a prevenir a candidíase de repetição:

  • Evitar roupas justas e sintéticas que abafem a região íntima.
  • Não permanecer com roupas molhadas por longos períodos.
  • Trocar absorventes a cada quatro horas.
  • Realizar a higiene íntima de forma adequada, evitando levar micro-organismos da região anal para a vaginal.
  • Evitar duchas vaginais que possam alterar a flora.

Aumento dos casos de candidíase de repetição 

Estudos indicam que cerca de 5% das mulheres que já tiveram candidíase vulvovaginal podem desenvolver a infecção de forma crônica. Além disso, a incidência tende a aumentar no verão, quando o uso de roupas molhadas é mais comum. 

Se você está enfrentando sintomas de candidíase de repetição, não hesite em buscar ajuda médica. Manter a saúde íntima em dia é fundamental para o bem-estar da mulher.
 

Intimus®


XEC: conheça exames que detectam nova variante da Covid

Metodologia de detecção do vírus a partir de amostra coletada em swab foi desenvolvida pelo Sabin Diagnóstico e Saúde

 

Pelo menos seis brasileiros já testaram positivo para a nova variante do vírus da Covid, denominada XEC, que está sob monitoramento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Estudos preliminares indicam se tratar de combinação de duas outras variantes, uma das quais a Ômicron. Os sintomas são os clássicos da infecção. Nos países em que a variante é mais expressiva, ela tem se mostrado mais transmissível do que as anteriores. Embora a XEC tenha grande potencial de infecção, Marcelo Cordeiro, infectologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, afirma que não há razões para entrar em pânico. 

A XEC despertou o interesse da comunidade científica em junho, devido ao aumento de casos na Alemanha. Em três meses, se espalhou pelo mundo e, hoje, está em mais de 35 países. Reforçando a recomendação do Ministério da Saúde, quem retornou de viagem de países afetados pela variante com sintomas de Covid deve realizar a testagem “Indicados pela OMS, os exames PCR ajudam a diagnosticar precocemente a doença, pois positivam já no início dos sintomas”, explica Marcelo Cordeiro, acrescentando que a identificação rápida do vírus direciona o tratamento e auxilia na adoção de medidas de proteção e distanciamento social, evitando a contaminação de mais pessoas.

  

Sintomas e contaminação | Segundo a OMS, a XEC pode apresentar:

  • Febre
  • Fadiga
  • Dores pelo corpo
  • Dor de cabeça
  • Dor de garganta
  • Tosse

 

O Sabin Diagnóstico e Saúde disponibiliza os exames para diagnóstico de Covid19 em diversas unidades, distribuídas em 14 estados e no Distrito Federal. Também está disponível para agendamento da coleta, uma vez que o paciente com covid deve ser manter em isolamento. Para obter informações adicionais, bem como o endereço da unidade, basta acessar www.sabin.com.br.

 

Pesquisa e Saúde | O investimento do Sabin em pesquisa e desenvolvimento já rendeu outros exames próprios para o diagnóstico de doenças que impactam a saúde no Brasil. Antes do primeiro caso de Covid-19 ser confirmado no país, em 2020, a empresa lançou um teste no formato RT-PCR, que se tornou importante aliado do ecossistema nacional de saúde. Em 2016, o laboratório foi pioneiro ao implementar exame pelo método RT-PCR para dengue, zika e chikungunya com uma única amostra de sangue e, neste ano, desenvolveu um painel molecular de arboviroses que identifica contágio pelas febres Oropouche, do Mayaro e amarela, além de dengue, zika e chikungunya. 

Entenda a diferença entre os exames disponíveis:

 

1. RT-PCR

  • Detecta o material genético (RNA) do vírus SARS-CoV-2 pelo método convencional, por meio de coleta de secreção nasal com swab.
  • Melhor período para detecção: primeiro ao sétimo dia de infecção.

    2.
    PCR Express
  • Identifica o RNA por meio da amplificação isotérmica, com tecnologia capaz de detectar o vírus em poucos minutos, considerado um Point of Care (teste rápido)
  • É uma tecnologia registrada pelo FDA e ANVISA. Usa coleta de secreção nasal com swab.
  • Melhor período para detecção: primeiro ao sétimo dia de infecção.
  • Se o resultado for inconclusivo, deve-se realizar o RT-PCR convencional.

    3.
    PCR Saliva
  • Segue o mesmo princípio do RT-PCR, porém utiliza a secreção oral (saliva) coletada em um copo.
  • Melhor período para detecção: primeiro ao sétimo dia de infecção

    4.
    Pesquisa de antígeno
  • Identifica as proteínas produzidas na fase de replicação do SARS-COV-19.
  • Como o processamento não é imediato, leva algumas horas para ser emitido o resultado. O material usado é secreção nasal coletada com swab.
  • Melhor período para detecção: do segundo ao sétimo dia de infecção.

  

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