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segunda-feira, 15 de abril de 2024

Saúde mental: sete aspectos para serem trabalhados nas empresas

A saúde mental é um tema que está em alta, principalmente, nas organizações. Não à toa, recentemente, foi sancionada a Lei 14.831/24, que cria o “Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental”, a fim de certificar negócios que seguem critérios em prol do bem-estar dos colaboradores. No entanto, embora essa ação governamental venha corroborar a importância de levar cada vez mais essa pauta no ambiente corporativo, é fundamental que, mais do que buscar uma certificação, as companhias estabeleçam abordagens que venham ao encontro dessa necessidade.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 264 milhões de pessoas enfrentam quadros de depressão e ansiedade. Contudo, mesmo esse sendo um saldo expressivo, segundo uma pesquisa feita pelo Infojobs e a HR Tech, empresa especializada em soluções para RH, apenas 34% das organizações no Brasil desenvolvem ações em prol da saúde mental dos colaboradores.

É importante enfatizar que, tendo em vista a quantidade de diagnósticos de colaboradores que possuem algum tipo de transtorno mental, trazer essa temática para a companhia deixou de ser um diferencial há muito tempo, se tornando uma necessidade para garantir o equilíbrio e desempenho da empresa – considerando que, ainda de acordo com a OMS, anualmente, a economia global perde US$ 1 trilhão devido ao descuido com este tema internamente.

Quando falamos sobre os cuidados com a saúde mental do colaborador, o papel da empresa, mais do que compreender, é ajudá-lo e, consequentemente, realizar abordagens que auxiliem a minimizar a incidência de casos. Diante disso, listo sete aspectos que devem ser trabalhados perante esse objetivo:

#1 Criar um espaço seguro: é crucial que o ambiente que o trabalhador esteja inserido neste tema, dando abertura para que ele possa se abrir e que não se sinta pressionado ou coagido diante das suas emoções. Criar este livre acesso ajuda a evitar situações de estresse que podem ocasionar em outros problemas, como um burnout.

#2 Capacitar o líder: há muito tempo, a liderança deixou de ser vista apenas como “quem mandava”. Hoje, um bom líder é aquele que orienta e auxilia no desenvolvimento do colaborador. E, em se tratando da saúde mental, é importante que essa figura seja treinada e capacitada a fim de saber lidar com perfis diferentes e, com isso, identificar sinais de algum tipo de transtorno, agindo sempre com empatia e orientando para o melhor direcionamento.

#3 Desenvolver o colaborador: é importante mapear e definir quais os objetivos e planos com o colaborador. Atualmente, o mercado de trabalho lida com diferentes perfis e gerações que possuem expectativas a serem cumpridas. Caso não haja esse alinhamento logo de início, pode gerar frustrações e, até mesmo, resultar no desligamento. Afinal, ainda segundo o Infojobs, 86% de pessoas mudariam de emprego em busca de melhorar a saúde mental.

#4 Realizar treinamentos comportamentais: complementando o tópico anterior, aqui é importante alinhar os aspectos nos quais a pessoa precisa evoluir. Na prática, essa ação envolve treinar toda a equipe, ensinando a abordar temas dos mais fáceis aos mais difíceis, sem que resulte em traumas ou experiências negativas que possam levar a algum quadro de transtorno emocional.

#5 Realizar palestras com foco neste tema: falamos muito sobre saúde mental, mas como identificar sinais no colaborador? Por meio desses encontros, é possível, além de conscientizar, também ensinar através de exemplificação como o problema pode ser vivido na prática e a melhor maneira de saná-lo.

#6 Mindfulness: essa é uma outra ação que a empresa pode tomar, a fim de orientar e ensinar os colaboradores a lidarem com suas emoções. Ter um espaço de meditação e descompressão através da prática do mindfulness ajuda a pessoa no autocuidado e na sensação de acolhimento.

#7 Oferecer suporte psicológico: ter a presença de psicólogos na empresa também é uma abordagem que auxilia no melhor preparo e saúde mental do colaborador. Dessa forma, em casos de necessidades, ele pode solicitar uma consulta para que, a partir disso, o profissional possa orientá-lo e fazer um primeiro atendimento, direcionando para a busca correta de um tratamento.

Esse conjunto de ações, quando implementado, pode fazer uma grande diferença no dia a dia organizacional. Certamente, para algumas empresas que não têm essa cultura clara ou possuem dificuldades em saber como começar, ter o apoio de consultorias especializadas em RH pode ser efetivo, visto que elas podem fazer um diagnóstico preciso e orientar medidas que auxiliem no bem-estar e na construção de um ambiente saudável.

Vivemos uma era em que o foco das organizações está em seu crescimento e desempenho, porém, diferente do que se imagina, direcionar esforços nesse aspecto também é uma excelente estratégia. A pesquisa da OMS revelou que, ao investir US$ 1 em iniciativas que favorecem melhorias na saúde mental e bem-estar dos colaboradores, ganha-se US$ 4 decorrentes do aumento da produtividade.

Sendo assim, ter estabelecido o pilar da saúde mental nas companhias torna-se uma necessidade, até porque, mais do que buscar uma certificação, é preciso garantir resultados na prática. 



Érico Almeida - sócio-gerente do Grupo Skill.
Grupo Skill


Dinheiro entre casais: é preciso comunicação e cumplicidade para vida financeira saudável

 

Segundo Thiago Martello, casais precisam aprender a conversar sobre dinheiro naturalmente 


Dinheiro costuma ser um assunto “tabu” em muitas famílias, por isso não é difícil que mesmo entre parceiros que vivem sob o mesmo teto haja muitas dúvidas, falta de informações e pouca comunicação e cumplicidade relacionada ao tema. 

Segundo Thiago Martello, fundador da Martello EF, empresa que abocanhou investidores no programa Shark Tank Brasil ao oferecer uma metodologia própria, muitos parceiros não têm ideia de quanto o cônjuge ganha ou gasta. “Mesmo morando juntos, muitas vezes os casais não sabem o que acontece na vida financeira. Podem notar que há algo que não está certo, mas não entendem o porquê, já que nunca conversaram sobre o assunto”, explica. 

Martello costuma dar mentoria a muitos casais, ajudando-os a entender mais sobre finanças e a colocar a própria vida financeira na mesa. “Muitas vezes é quase uma sessão de terapia de casal, pois eles usam o momento para conversar sobre temas que nunca foram colocados em debate antes. É nesse momento que o homem percebe, por exemplo, que não está guardando para o futuro, ou a mulher percebe que está contribuindo para a falta de dinheiro da casa ao consumir de forma impulsiva”, conta. 

O especialista acredita que o primeiro passo para um casal conquistar uma vida financeira saudável é investir em diálogo. “Sem uma conversa franca sobre receitas, despesas e objetivos comuns não dá para sair do lugar. É preciso que os dois remem para o mesmo lado para chegarem mais rápido aonde querem”, diz. 

Entender que em qualquer casal há diferenças motivadas pela criação e pelo histórico de vida também é importante. “Ninguém é igual e viver junto é aprender a entender, conviver e equilibrar as diferenças. Isso também vale para a vida financeira, já que nem sempre o casal terá a mesma forma de lidar com dinheiro. O importante é estarem dispostos a encontrar um equilíbrio para o bem do bolso e da relação”, acredita. 

Martello ressalta que a questão financeira é um dos motivos que mais geram divórcios no País atualmente, por isso quanto antes o casal decidir tratá-lo como algo essencial, melhor. “Muitas vezes não conseguirão sozinhos, por isso é importante buscar ajuda assim que sentirem que algo não está indo bem nesse sentido ou, ainda, se desejam realizar alguns objetivos que precisam de dinheiro, como garantir a aposentadoria ou investir. Cada caso é um caso, mas é possível melhorar sempre. Busque ajuda!”, finaliza. 



Thiago Martello - Planejador Financeiro, fundador da Martello Educação Financeira, Administrador de Empresa com Pós em Finanças pela FGV, Assessor de Investimentos pela CVM, Especialista em Investimentos ANBIMA, Corretor de Vida e Previdência pela Susep. Embaixador da APOEF (Associação de Profissionais, Orientadores e Educadores em Finanças).
https://martelloef.com.br/


Profissões oferecem oportunidades nos Estados Unidos para imigrantes brasileiros qualificado

Tecnologia da informação, saúde e energia renovável estão entre os campos de atuação nos Estados Unidos com uma alta demanda por talentos qualificados. Imigrantes brasileiros com formação nessas áreas e habilidades técnicas relevantes comprovadas podem encontrar boas oportunidades em empresas americanas bem como se beneficiar com os vistos EB-2 NIW (profissionais com habilidades diferenciadas e carreiras de sucesso) e o EB-3 (imigração com oferta de trabalho). 

De acordo com o advogado licenciado nos Estados Unidos Vinícius Bicalho, que trabalha com migração legal de profissionais qualificados, é possível encontrar boas oportunidades e remunerações em todas as áreas e estados americanos. “Esse déficit de mão de obra qualificada é uma realidade há mais de uma década no país. A economia pujante, a expansão das empresas, negócios e investimentos na América proporciona a abertura de novos postos de trabalho. Além disso, muitos talentos americanos optam por migrar para outros países emergentes no Oriente Médio. Também observamos o desinteresse das novas gerações por profissões até então muito cobiçadas como a Medicina, por exemplo, que requer anos de estudos e um investimento alto na formação”, comenta. 

Na área da saúde, aliás, enfermeiros, médicos, dentistas, fisioterapeutas e profissionais de saúde mental estão em alta demanda, especialmente com a crescente necessidade de atendimento devido ao envelhecimento da população. Dados da Associação Médica Americana (AMA) apontam que aproximadamente 83 milhões de americanos vivem em áreas com escassez de médicos, desde clínicos gerais a especialistas. O déficit de profissionais de enfermagem pode chegar a mais de um milhão. E mais, um levantamento da Health Resources and Services Administration (HRSA) sugere uma média de apenas 60 dentistas para cada cem mil habitantes nos Estados Unidos. 

Brasileiros com experiência e qualificações em enfermagem, medicina e áreas relacionadas podem encontrar um mercado de trabalho favorável nos EUA. Hospitais e clínicas buscam preencher lacunas de pessoal, seja a partir da aposentadoria dos profissionais americanos como também daqueles que se afastam devido às jornadas exaustivas em decorrência da falta de pessoal. 

Além disso, com a crescente ênfase em energias renováveis e sustentabilidade, engenheiros ambientais, especialistas em energia solar e técnicos em turbinas eólicas também estão entre os profissionais mais procurados. Imigrantes brasileiros com conhecimento nessas áreas podem se beneficiar das oportunidades oferecidas por empresas e projetos focados em soluções energéticas limpas nos Estados Unidos. Na Engenharia, engenheiros civis, de petróleo e químicos também são amplamente requisitados. 

Já no setor de tecnologia, engenheiros de software, cientistas de dados e desenvolvedores de aplicativos estão entre as posições mais procuradas. Muitas empresas americanas seguem em busca de líderes para seus investimentos em inovação e desenvolvimento de produtos. 

Essas profissões representam algumas das áreas mais procuradas nos Estados Unidos. Mas imigrantes brasileiros qualificados com habilidades e experiências relevantes podem encontrar oportunidades em outros setores com um ambiente próspero para desenvolver suas carreiras nos Estados Unidos. Vale salientar que o domínio do inglês é essencial para aumentar as chances no mercado de trabalho.

 


Bicalho Consultoria Legal
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Os caminhos para o Green Card por meio dos vistos de investimento

Segundo Daniel Toledo, advogado especialista em Direito Internacional, embora existam caminhos mais simples, uma decisão informada e bem orientada pode maximizar as chances de sucesso na jornada de imigração


A busca por um Green Card por meio de investimentos nos Estados Unidos é uma meta comum entre estrangeiros de todo o mundo. No entanto, escolher a rota certa para alcançar esse objetivo requer uma compreensão profunda das várias opções de visto disponíveis e suas implicações.

De acordo com Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, o visto EB-5 é frequentemente destacado como o caminho mais simples para a imigração, exigindo investimentos substanciais em negócios nos EUA. “Com um investimento mínimo de $800 mil em centros regionais ou $1,05 milhão em empreendimentos próprios, e a criação de pelo menos 10 empregos, essa oferece uma solução quase garantida para a obtenção do Green Card”, revela. 


Entendendo alternativas

O alto custo do EB-5 torna essa opção inacessível para muitos. No entanto, outras modalidades podem levar ao Green Card por meio de investimentos. “O visto EB-1C, por exemplo, é destinado a gerentes e executivos que desejam transferir-se para uma subsidiária nos EUA, oferecendo também um caminho para a residência permanente. Outra possibilidade é o EB-2 NIW, que se destina a profissionais com habilidades excepcionais e cujas atividades são consideradas de interesse nacional pelos EUA, muitas vezes eliminando a necessidade de um patrocinador de emprego”, pontua.

Dado o complexo panorama dos vistos de investimento, o aconselhamento de um advogado especializado em imigração é crucial. “Esses profissionais podem ajudar a traçar o perfil do investidor, analisar as opções de vistos mais adequadas e planejar a estratégia de imigração mais eficaz”, declara Toledo.


Avaliando possibilidades

Segundo o especialista em Direito Internacional, cada tipo de visto tem seus próprios requisitos, vantagens e desvantagens. “Investir nos EUA pode ser uma porta de entrada para o Green Card, mas é importante avaliar todas as opções disponíveis. A escolha do visto correto deve alinhar-se não apenas com as capacidades financeiras do investidor, mas também com seus planos de longo prazo e estilo de vida. Assim, uma decisão informada e bem orientada pode maximizar as chances de sucesso na jornada de imigração”, finaliza. 



Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Para mais informações, acesse o site. Toledo também possui um canal no YouTube com mais 230 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR.


Toledo e Advogados Associados
Para mais informações, acesse o site

 

Risco político é ameaça à economia global, afirma Coface


O risco político está em alta este ano e é uma das maiores fontes de apreensão em relação ao desempenho econômico global. A avaliação é da Coface, líder global em seguro de crédito e pioneira no fornecimento de informações comerciais, em seu mais recente estudo global Coface Country Risk, que abrange 160 países.

Para a Coface, não há dúvida de que 2024 será um ano tumultuado, com eleições em mais de 70 países, incluindo sete dos mais populosos do mundo, e abrangendo metade da população mundial, ou 55% do PIB global. A onda de eleições, recorda o levantamento, começou em janeiro em Taiwan e vai se estender até novembro, nos Estados Unidos.

O estudo lembra que da Índia ao México, passando pela Áustria, Tunísia, Indonésia e El Salvador, “as eleições fornecerão uma oportunidade para que ventos populistas varram todos os cinco continentes. Isso dará impulso extra a uma tendência que se enraizou nos últimos dez anos e mais: o aumento da agitação social e da instabilidade (geo)política”.

De acordo com Ruben Nizard, economista da América do Norte e Diretor de Risco Político da Coface, "com este calendário eleitoral supercarregado no horizonte, nosso mais recente índice de risco social e político destaca que a vulnerabilidade social e política está acelerando ao redor do mundo, criando incerteza e instabilidade em igual medida para nosso ambiente. A pontuação média global subiu para 38,6%, não muito longe do pico de 2021 (39,4%) após a crise da Covid-19, e acima dos níveis pré-Covid (média de 2016-2020: 36,9%). Nossos indicadores têm anunciado que estamos entrando em uma nova fase para esses riscos desde o início da década."

Essa perspectiva foi um dos fatores que fizeram a Coface prever redução no crescimento do PIB mundial para 2,4% em 2024, depois de ter crescido 2,7% no ano anterior. Será o menor índice de aceleração desde 2011, com exceção da queda de 3,0% registrada em 2020, no pico da pandemia.

De acordo com Patricia Krause, economista-chefe da Coface América Latina, o ritmo menor da atividade econômica deve acontecer também no Brasil, com um crescimento de 2,0% em 2024, em comparação a 2,9% em 2023 e 3,0% em 2022. No continente, o quadro mais preocupante é, segundo ela, na Argentina, que deverá ter novo ano de recessão em 2024, em que pesem alguns resultados alcançados nos primeiros meses do governo Milei. Para Patricia Krause, esses números positivos registrados até aqui não são sustentáveis e não autorizam previsões otimistas em relação ao país.

No caso do Brasil, um dos principais pontos de atenção é a situação fiscal, principalmente pela provável elevação dos gastos públicos (incluindo programas sociais como o Bolsa Família e aumento real do salário mínimo), além da redução dos preços médios de commodities e despesas elevadas com juros. 


O X da questão

 Já disse a poeta Cecília Meireles, em seu Romaceiro da Inconfidência: Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.


Há muitas formas de Liberdade e seu exercício exige uma proteção que não se limita ao seu titular, mas também ao Estado que o acolhe como cidadão. A primeira das liberdades a ser protegida pela Lei foi a que é ameaçada pela coação e pela violência, inclusive dos próprios agentes do Estado. Outras tantas lhe seguiram, sempre no mesmo tom: a Liberdade é o conceito em torno do qual erigimos nossa dignidade humana. Se não há Liberdade, qual a razão para fazer todo o resto? 

Como lembrava Aristóteles, antes de sermos indivíduos, somos cidadãos. Aliás, nossa subjetividade só pode ser protegida por leis coletivas e por agentes públicos. O contrário disso é a lei do mais forte. Se todos têm o direito de serem livres, cabe ao Estado a obrigação de garantir para todos esse exercício, moderando seus conflitos, pois não podemos imaginar que vivemos como um Robison Crusoé antes da chegada do Sexta Feira. Vivemos e somos livres em meio a outras pessoas livres. Daí a importância de uma moderação capaz de estabelecer a linha comum que define e protege os direitos de cada indivíduo. E essa moderação está inscrita na Constituição Federal. E seu intérprete é o Supremo Tribunal Federal. 

Diante de um Estado de Direito Democrático, cuja linha básica de construção se deu em torno da proteção das Liberdades, surge uma questão: e quando essa mesma Liberdade é invocada para negar ou para conspurcar esse esforço de proteção, como é que fica? Essa questão tornou-se necessária e urgente com o advento recente das redes sociais e dos mecanismos de disseminação de fake news que elas proporcionam, espalhando notícias falsas ou manipuladas para milhões de pessoas, criando a ilusão de uma verdade, pois que reproduzida em todo o canto. Seus autores invocam o direito fundador da sociedade democrática, a Liberdade, para legitimar suas ações e chamam de “censores" os órgãos de proteção do Estado e os intérpretes da Constituição, como o STF. Alegam que a Liberdade é sagrada e que é preciso agir contra o Estado para que ela seja garantida, em uma inversão de origem que escapa facilmente aos ouvintes menos atentos. Pois é justamente o Estado o garantidor das liberdades entre os cidadãos, evitando que os mais fortes se imponham e garantam suas versões distorcidas dos fatos como “verdades” incontestes.

Por isso, esses novos legionários da liberdade têm nos meios de comunicação tradicionais, nas universidades e nos órgãos da Justiça seus adversários principais, pois são contra a ideia de apuração da notícia, são contra o contraditório fundamentado e são contra o cerceamento das mentiras que espalham. Acreditam, porém, na estratégia de minar essas instituições, acusando-as de vendidas, de orientadas ideologicamente, de autoritárias. E usam seus recursos tecnológicos para isso, testando a capacidade de adequação das instituições sob ataque. O desfecho desse embate, não sabemos qual será: se o Estado Democrático resistirá, conseguindo contornar a violência das agressões que vem sofrendo, e regulando, com base nos fundamentos da Constituição, o uso dessas tecnologias, ou se esses novos bárbaros vão destruir o Império da Lei e impor suas vontades e desejos pessoais travestidos de liberdade Absoluta. Esse é o X da questão.  



Daniel Medeiros - doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo.
@profdanielmedeiros

domingo, 14 de abril de 2024

Cacau, frutas vermelhas, castanhas: de onde vêm as notas do café?

Caio Tucunduva, mestre em torra de cafés especiais, explica a química por trás do sabor

 

Cacau, caramelo, frutas, especiarias… Basta dar uma olhada rápida em qualquer pacote de café especial para notar que ele traz não apenas informações sobre o local onde o grão foi plantado e o tipo de processamento. Também são descritas as notas sensoriais da bebida, como são chamados os aromas e sabores complexos que podem ser encontrados em uma única xícara. E acredite: ali não há nada mais do que café.

O coffee hunter e mestre de torra Caio Tucunduva explica que essas notas se dão por conta de uma série de processos químicos e físicos que o grão passa até chegar na xícara. “Tudo começa no tipo de café escolhido pelo produtor, passa pelo terroir, pela técnica de plantio, pela colheita e o pós colheita. Sem falar no tipo de torra e na extração”, explica ele. “Com todas essas etapas, compostos químicos como açúcares, cafeína e óleos especiais sofrem alterações.” Ou seja, nenhum outro ingrediente é adicionado ao processo, o que ocorre é a forma como os compostos são percebidos pelo nosso organismo.

Caio frisa que todos esses aromas e sabores que remetem a outros alimentos são difíceis de achar de início, o que pode acabar frustrando o degustador de primeira viagem. Para começar a entender as nuances dos sabores, a melhor forma é provar e cheirar o café sempre com muita atenção. “As notas sensoriais são uma lembrança do que o cérebro já cadastrou e vem da memória olfativa, então é essencial cheirar o café para que as notas voltem à mente quando prová-las de novo”, explica Caio. Ele também explica que há jeitos de enaltecer as notas no preparo: “ Um café espresso ou coado diretamente gelado consegue extrair melhor acidez e notas de frutado. Agora, as demais cold brews costumam ser doces, então é bem-vindo um grão com extração fria mais doce.”

 Para ajudar nesse processo de descobrimento das nuances do café, a SCA (Specialty Coffee Association) - entidade dedicada a promover e elevar a qualidade dos cafés especiais - disponibilizou há tempos, em português, a Roda de Sabores, um leque vasto de como identificar o que se sente ao tomar um gole da bebida. O ideal é começar do centro para fora e, conforme o cheiro e sabor, ir afunilando as características, até que chegue nas suas especificidades. 

O que acompanha o cafezinho também muda a experiência gustativa, e essa combinação é pensada enquanto harmonização. Abraçando o costume brasileiro de tomar o café acompanhado de um docinho, Tucunduva sugere cafés com acidez de frutas amarelas e frutas vermelhas, “que casam bem com um chocolatinho”.

 

CLASSIFICAÇÃO DO GRÃO 

Um café pode carregar incontáveis qualidades - afinal, para se ter uma ideia, mais de 900 compostos voláteis já foram encontrados tanto no grão verde quanto no torrado. E cabe ao profissional com o certificado de Q-Grader classificá-lo. O “cupping”, como é chamado o processo de degustação, inclui no mínimo três provas da bebida e o preenchimento de uma ficha técnica desenvolvida pela SCA, classificando atributos como doçura, acidez e amargor, em notas de 1 a 5. Depois, uma média é tirada e o café é batizado com as notas sensoriais que preservou depois de todo o processo. 

No Brasil, a maior região produtora é Minas Gerais, principalmente os grãos do tipo arábica, tidos como mais nobres. Depois vem estados como São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Rondônia - estes dois últimos com produção mais significativa de cafés conilon e robusta, com mais apelo no mercado tradicional. Por vezes, a mesma colheita pode gerar cafés comuns e gourmets, já que tudo depende do manuseamento do grão. 

Caio finaliza dizendo que, quanto mais rico for o seu conhecimento, mais interessante é a jornada dentro desse universo. “O café especial existe há um bom tempo, mas o grande público só começou a descobri-lo agora.”


Café com especiarias: conheça 3 maneiras de preparar a bebida com Canela, Gengibre e Açafrão-da-Terra

 

Freepik


Combinar a bebida que é paixão mundial com temperos usados no dia a dia, traz uma experiência enriquecedora de aromas e sabores 

 

Quem não gosta daquele cheirinho de café sendo preparado fresquinho? A bebida que é uma paixão mundial e apreciada por diversas pessoas, tem até uma data especial para celebrar, que é o dia 14 de abril.

Seja pela manhã, para começar o dia com energia ou em algum intervalo no período da tarde, um bom cafezinho tem lugar especial no dia a dia dos brasileiros. Há quem prefira degustar a bebida pura, como também há pessoas que gostam de inovar no paladar.

Pensando em diferentes tipos de harmonização, a Kitano, marca da General Mills que é líder nacional no segmento de temperos naturais, apresenta três sugestões de receitas com as especiarias Canela, Gengibre e Açafrão-da-Terra para dar um toque especial ao tradicional café.

Confira abaixo o passo a passo das receitas e boa degustação. Acompanhe o perfil da kitano܂brasil no Instagram. Sobre outras receitas culinárias para o dia a dia e ocasiões especiais, é só acessar o site da Kitano.



Café com Canela

 

Tempo de preparo: 5 minutos
Rendimento: 1 dose



Ingredientes:

1 xícara (chá) de água
1 Canela em Casca Kitano
1 colher (sopa) de açúcar
2 colheres (chá) de café solúvel


Modo de Preparo:

Em uma panela, junte a água, a canela em casca e o açúcar. Leve ao fogo até iniciar a fervura. Retire a canela, coloque o líquido em uma xícara e adicione o café já preparado. Sirva em seguida.



Café com Gengibre e mel

Freepik

Tempo de preparo: 10 minutos

Rendimento: 1 dose



Ingredientes:

Água para preparar o café
4 colheres (sobremesa) de café moído
1 pitada de Gengibre Moído Kitano
4 colher (café) de mel
4 colher (café) de Chantili


Modo de Preparo:

Prepare o café de acordo com a preferência. Depois misture a bebida com o gengibre moído. Acrescente o mel e decore com o Chantili.



Café turbinado com Açafrão-da-Terra


Freepik


Tempo de preparo: 10 minutos
Rendimento: 1 dose


Ingredientes:

Água para preparar o café
4 colheres (sobremesa) de café moído
1 colher (chá) de Açafrão-da-Terra Kitano
1 pitada de Pimenta-do-Reino Preta em Pó Kitano a gosto (opcional)


Modo de Preparo:

Prepare o café de acordo com a preferência. Adicione uma colher de chá de açafrão-da-terra ao café e misture bem. Se desejar, acrescente uma pitada de pimenta-do-reino. A bebida está pronta para servir!
 

General Mills


Dia Mundial do Café: Editora Senac São Paulo dá dicas de leitura para quem aprecia a bebida e atua na área

 

Obras da editora fazem um apanhado sobre o cultivo e história do grão, e trazem dicas de receita que vão do tradicional café a diferentes harmonizações utilizando a bebida

 

O café é a bebida que está presente na vida de diversos brasileiros, seja ele puro, com leite, ou até gelado. Isso porque, a cultura dos seus grãos é muito presente no país desde o século XIX, e não à toa que, atualmente, ainda somos o maior produtor desse produto no mundo. 

E para celebrar o Dia Mundial do Café, em 14 de abril, nada melhor do que uma boa xícara da bebida e entender um pouco da sua história que, por anos, foi a força motriz da economia brasileira. Seu cultivo tem algumas especificidades, pois cada grão ou tipo de torra produzem cafés mais encorpados ou suaves, agradando todos os gostos. 

Suas derivações em bebidas geladas ou, até mesmo, em coquetéis, somadas a excelência em extrair o melhor café expresso, fez surgir nos anos 90 a profissão Barista, profissional que executa com maestria as técnicas de como fazer um bom café, tendo pleno conhecimento das características dos diferentes tipos de grãos, moagem e torrefação. 

Assim, para os entusiastas do assunto, profissionais da área e apreciadores da bebida, a Editora Senac São Paulo traz dois títulos que vão ajudar a entender melhor o universo dessa bebida, passando pela parte mais técnica envolvendo plantio, colheita e processo de secagem, até boas receitas desde o café tradicional até harmonizações exóticas. Confira abaixo as opções!
 

Café com design: a arte de beber café 

Miriam Gurgel e Eliana Relvas

Um livro para quem aprecia arquitetura e tecnologia com a arte de saborear um bom café. Além de harmonizações clássicas e exóticas, a obra traz o conceito das coffee houses e como elas representam um papel importante ao servir como espaços de socialização, cultura e de trabalho.



Sou barista

Cristiana Couto e Concetta Marcelina

A obra é dedicada não só para os profissionais da área, como também para àqueles que estão iniciando a carreia de barista. O título conta a história do café, expansão para o mercado, formas de produção e preparo do grão, surgimento da profissão e técnicas para se aprimorar na área. 


Dia mundial do Café: conheça os benefícios científicos dessa bebida tão queridinha

 

Getty Images

A nutricionista Dra Gisela Savioli explica que o café faz bem para a saúde, mas é preciso estratégias certas para a sua ingestão diária

 

O café é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo, apreciada por seu sabor único e aroma delicioso. Além de ser uma fonte de prazer para muitos, o café também tem sido objeto de estudo por seus potenciais benefícios à saúde. E, para celebrar o Dia Mundial do Café, comemorado no dia 14 de abril, a nutricionista clínica e funcional, dra. Gisela Savioli, explica quais são os benefícios dessa bebida que conquistou o planeta e que, se tomada em quantidades moderadas, não faz mal à saúde.

Diversos estudos sobre os benefícios do café já foram realizados. No mais recente, pesquisadores britânicos concluíram que pessoas com câncer de intestino que bebem de duas a quatro xícaras de café por dia têm menos probabilidade de ver a doença voltar. Em outras pesquisas, já foi demonstrado que a bebida tem a capacidade de aumentar a atenção, melhorar a concentração e a memória, além de possuir ação estimulante sobre o sistema nervoso.


Poder estimulante

O café agrega benefícios estimulantes especialmente por causa da presença de cafeína. Pesquisas feitas pelo Instituto do Coração, o Incor, já confirmaram que em doses ideais não prejudica o coração e até protege o sistema cardiovascular.

"A ressalva é que para ter benefícios precisa ser consumido puro, sem açúcar e sem adoçante, estes sim prejudiciais. Para quem ainda adoça o café, uma sugestão é substituir por pitadas de temperos terapêuticos, como canela em pó", pontua a nutricionista.


Rico em antioxidantes

Além disso, o café é rico em antioxidantes, como ácido clorogênico e polifenóis, que ajudam a combater os radicais livres no corpo, reduzindo o risco de doenças crônicas e promovendo a saúde geral. “O café tem sido associado a um menor risco de várias condições de saúde, incluindo doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2”, diz Dra Gisela Savioli.


Aumento da resistência física

Para os atletas, a bebida é ainda uma boa aposta. Isso porque a cafeína presente no café pode aumentar a resistência durante o exercício físico, ajudando a melhorar o desempenho atlético e a reduzir a percepção de esforço.


Melhora a disposição

Outro benefício é a melhora da disposição. Não à toa, quando acordamos cedo ou sentimos muito sono, é comum desejar um café para despertar. “Além de seus efeitos estimulantes, o café também pode ajudar a melhorar o humor, graças à sua capacidade de aumentar a produção de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina”.

Consumo consciente!

Embora o café ofereça muitos benefícios à saúde, é importante consumi-lo com moderação, pois o excesso de cafeína pode levar a efeitos colaterais indesejados e até dependência em pessoas que não metabolizam bem a bebida, como nervosismo, insônia e palpitações cardíacas.

"Existe algo chamada individualidade bioquímica e cada pessoa pode reagir de uma forma. Uma dica para saber se você não metaboliza bem o café - ou tem exagerado na dose - é ficar três dias sem a bebida. Se sentir náusea, irritabilidade, dor de cabeça podem ser indícios de diminuição de dose ou busca de outras opções, como por exemplo o café descafeinado."

A esse grupo, Gisela orienta o consumo do café descafeinado. E, no geral, é indicado limitar o consumo em até três xícaras por dia e tomar o último cafezinho até às 17h. 

 


Dra. Gisela Savioli - nutricionista clínica funcional, fitoterapeuta, além de especialista em Saúde da Mulher no Climatério pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSPUSP) e graduanda pelo Instituto de Medicina Funcional dos EUA. Autora de 10 livros, o último publicado em 2021 - Intestino é onde tudo começa e não onde tudo termina - publicação que figura entre os mais vendidos na área de Nutrição, Saúde e Família da Amazon Brasil. É apresentadora da TV Canção Nova e foi a nutricionista responsável pela visita do Papa Bento XVI em sua estadia no Brasil em 2007. Com mais de dois milhões de seguidores nas redes sociais Instagram e Youtube (@giselasavioli), foi escolhida como health advocate - defensora das mídias sociais -- nas conferências internacionais de 2014, 2015 e 2016, promovidas pela Janssen Pharmaceuticals . Já atendeu mais de 2.500 pacientes e ensinou mais de 10 mil alunos a fazerem dos seus alimentos os melhores medicamentos.
@giselasavioli


Aprenda a preparar café com chocolate de forma prática


Brasileiro ama um cafezinho, não é mesmo? Por isso, para celebrar o dia do café, a Harald, líder em chocolate e cobertura para o mercado de confeitaria, preparou uma receita fácil e saborosa, para aqueles que apreciam a combinação do café com o chocolate. A bebida pode ser servida no fim de tarde, acompanhada de quitutes com os amigos e familiares ou até mesmo para vender e levantar uma renda extra. Confira:


 

Cápsula de Cappuccino


Tempo de preparo: 40 minutos | Rendimento: até 6 esferas

 

Ingredientes:

Casquinha:

200 g de Cobertura TOP sabor Avelã

 

Recheio:

125 g de Chocolate Melken Ao Leite

½ xícara (chá) de creme de leite UHT (125 ml)

4 colheres (chá) de café solúvel (8 g)

¼ colher (chá) de canela em pó (2 g)


 

Modo de preparo:

Casquinha:

  1. Em uma tigela, derreta a cobertura Cobertura TOP sabor Avelã no micro-ondas e molde casquinhas em formas de esfera.
  2. Leve à geladeira para cristalizar.
  3. Desmolde as esferas.
     

Recheio:

  1. Em uma tigela, coloque o Chocolate Melken Ao Leite, o creme de leite e o café solúvel.
  2. Derreta no micro-ondas e misture bem, até formar um creme liso e homogêneo. Acrescente a canela e misture.
  3. Deixe esfriar antes de utilizar.
     

Montagem:

  1. Posicione metade das esferas de volta na forma, para apoiar na hora da montagem.
  2. Coloque 40 gramas do recheio em cada metade e cole a outra metade da esfera usando um pouco de cobertura derretida ou uma assadeira aquecida.


Dica:

Para um cappuccino cremoso, dissolva cada esfera em ½ xícara (chá) de leite fervente (125 ml). Caso faça para vender, deixe as casquinhas e o recheio separados. Monte na hora da encomenda. Depois de montadas, as esferas têm validade de 2 dias.

 

Material:

Formas de acetato no formato de esferas (5 cm de diâmetro).


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