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terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Diabetes na pessoa idosa requer atenção especial e incentivo ao autocuidado

Praticar atividade física é uma das atitudes fundamentais
no dia a dia da pessoa com diabetes
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Diabetes tipo 2 é o responsável pela maioria dos casos entre público 60+. Fatores como sedentarismo e dieta inadequada potencializam essa condição crônica

 

O envelhecimento da população é realidade no Brasil. Em 2022, a proporção da população brasileira 60+ atingiu 15,1%, com 30,6 milhões de pessoas nesta faixa etária. A prevalência do diabetes entre esse público também tem aumentado significativamente nas últimas décadas, com o diabetes tipo 2 sendo o responsável pela maioria dos casos. Isso se deve, em parte, ao estilo de vida sedentário, dieta inadequada e fatores genéticos associados ao envelhecimento.

 

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE (2019), 17% das pessoas com diabetes no Brasil têm entre 60 e 64 anos. A incidência aumenta para 21,9% naquelas que têm entre 65 e 74 anos e as pessoas com mais de 75 anos somam 21,1% da população idosa com diabetes.

 

O diabetes tipo 2 pode se desenvolver de forma assintomática, porém, o aumento da fome, maior frequência urinária, sede constante, perda de peso, fraqueza e fadiga podem servir como indicativos da condição crônica. Realizar testes de glicemia também é de extrema importância para o diagnóstico precoce permitindo o início do tratamento adequado, com a mudança no estilo de vida.

 

Uma das principais preocupações quando se trata do diabetes na pessoa idosa é o risco aumentado de complicações relacionadas. Entre elas, estão os problemas cardiovasculares, como hipertensão arterial, doença coronariana e acidente vascular cerebral (AVC); a neuropatia diabética que causa danos nos nervos e pode levar a sensações de formigamento, dormência e perda de sensibilidade nos pés e mãos, aumentando o risco de lesões e infecções. Outros problemas relacionados são a retinopatia diabética, que pode afetar os vasos sanguíneos dos olhos, resultando em problemas de visão e, em casos mais graves, até mesmo cegueira; doença renal crônica; pé diabético, que compromete a circulação e a sensibilidade nos pés podendo levar ao desenvolvimento de úlceras, infecções e até amputações.

 

A boa notícia é que algumas medidas podem e devem ser adotadas para reduzir o risco desses problemas. De acordo com a Dra. Karine Risério, endocrinologista da plataforma Glic, pioneira em saúde digital para o tratamento do diabetes e 100% gratuita para pacientes, médicos e nutricionistas, o manejo da condição crônica requer a mudança para um estilo de vida saudável.

 

“Monitorar a glicemia constantemente; manter uma dieta equilibrada, rica em vegetais, verduras, frutas, grãos integrais e proteínas magras; controlar o peso e praticar atividade física regularmente são fundamentais no dia a dia da pessoa com diabetes. Outro ponto importante é a promoção da conscientização sobre as complicações entre as próprias pessoas idosas com diabetes, familiares e cuidadores, pois melhora a adesão aos cuidados e ao tratamento”, destaca a especialista.

 

Segundo dados do Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), atualmente existem 16,8 milhões de pessoas com todos os tipos de diabetes no Brasil e a estimativa da incidência dessa condição crônica deve chegar a 21,5 milhões em 2030.

 

“Como o manejo eficiente para o tratamento do diabetes envolve despesas com insulina, medicamentos, agulhas, seringas, tiras de teste de glicose, dispositivos e outros suprimentos, a oferta de suporte educacional auxilia na redução de gastos com tratamentos mais complexos, além da melhora na qualidade de vida da pessoa com essa condição crônica”, conclui Dra Karine.


Glic
https://gliconline.net


Resíduos da produção de óleo de soja podem gerar produto que ameniza efeitos da menopausa

 

As isoflavonas da soja são importantes fontes de compostos
 bioativos e pertencem a uma classe de fitoestrogênios
(
foto: United Soybean Board or the Soybean Checkoff/Wikimedia Commons)

Cientistas testam método para obter substância similar ao estrógeno a partir das isoflavonas da soja; objetivo é criar um produto capaz de reduzir o desconforto feminino no período de declínio hormonal

 

Quase todo mundo já ouviu a máxima de que “comer soja faz bem para a saúde da mulher”. Nas últimas décadas, diversos estudos foram feitos com base na observação de que as mulheres orientais, cuja dieta é rica em soja, apresentavam poucos (ou nenhum) dos sintomas relativos à menopausa relatados pelas ocidentais: fogachos, insônia, irritabilidade e depressão, entre outros. Assim, a soja foi o alvo para o qual se voltou a comunidade científica na busca por explicações para o fenômeno.

“As isoflavonas da soja são importantes fontes de compostos bioativos e pertencem a uma classe de fitoestrogênios, ou seja, substâncias similares ao estrógeno, que podem proporcionar benefícios à saúde. Porém, são pouco absorvíveis pelo trato gastrointestinal, pois são normalmente encontradas na forma glicosilada [ligada à glicose]. Para que exerçam seus efeitos na saúde, elas devem ser metabolizadas pelos microrganismos da microbiota intestinal, formando isoflavonas agliconas [sem glicose] e seus metabólitos secundários bioativos, como o equol, que tem uma estrutura muito parecida com a do estrógeno” explica Gabriela Alves Macedo, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (FEA-Unicamp).

Primeira autora de artigo publicado na revista Foods, Macedo lembra que a queda na produção de estrógeno observada na menopausa é responsável por várias alterações fisiológicas e comportamentais na mulher. Por isso, estima-se que os chamados fitoestrogênios, como o equol, consigam minimizar os sintomas indesejáveis da menopausa.

“Acontece que nem toda mulher consegue metabolizar as isoflavonas da soja, porque nem todo mundo tem uma microbiota intestinal capaz de fazê-lo. Assim, com a ajuda de colegas, venho tentando obter um produto que já contenha o equol e, portanto, possa beneficiar mulheres que não conseguem metabolizar as isoflavonas.”

No trabalho recém-publicado, a equipe mimetizou a microbiota humana a fim de entender como as isoflavonas contidas no extrato da soja são metabolizadas pelos microrganismos. De acordo com Macedo, é possível também obter esse extrato do resíduo da fabricação do óleo de soja, chamado de okara. “Dele se consegue extrair tanto a proteína quanto os compostos fenólicos. Como engenheira de alimentos, penso sempre nessa possibilidade de aproveitar os resíduos. Em nosso país, não vejo outra fonte mais promissora do que a soja para a obtenção do extrato em escala industrial, embora todos os vegetais ricos em isoflavonas possam, eventualmente, gerar o equol.”

O trabalho foi apoiado pela FAPESP por meio de uma Bolsa de Pós-Doutorado concedida a Cintia Rabelo e Paiva Caria, segunda autora do artigo.


Mimetismo

A equipe produziu o extrato de soja de modo a obter a concentração inicial de isoflavona mais interessante para o experimento. “O processo industrial para a obtenção do extrato de soja usado nas bebidas encontradas nos supermercados é pouco eficiente do ponto de vista da extração dos fenólicos. Ele foca em proteína, porque essas bebidas têm como objetivo servir de fonte de proteína não animal.”

Para mimetizar a metabolização das isoflavonas contidas no extrato e obter o equol, o grupo usou diferentes processos. “No primeiro, aplicamos enzimas [uma mistura de moléculas, entre as quais a beta-glicosidase] para retirar a glicose das isoflavonas glicosiladas. Nesse caso, fizemos uma medida posterior para verificar se, somente com o uso da enzima, já seria possível obter algum metabólito de interesse, além de quantificar as isoflavonas glicosiladas e as agliconas ao final do processo.”

Uma segunda estratégia foi fermentar o extrato com um mix de lactobacilos. O grupo inoculou o extrato com bactérias lácticas em anaerobiose [sem oxigênio] e analisou as isoflavonas antes e depois da fermentação.

No terceiro processo, o grupo combinou o uso da enzima e dos probióticos. “Depois da ação da enzima, eu inoculei o mix de probióticos. A ideia, nesse caso, foi facilitar o trabalho dos lactobacilos, fazendo metade do caminho com a enzima na tentativa de acelerar o processo e obter mais metabólitos ao final. Verificamos que, de fato, esse processo combinado funciona melhor: as amostras que passaram por ele apresentaram maior capacidade antioxidante, mais metabólitos de transformação da isoflavona e melhor conversão de isoflavonas glicosiladas em agliconas. A combinação de ambos os tratamentos apresentou efeito sinérgico nos produtos à base de soja.”

De acordo com Macedo, o grupo se preocupou em testar processos que pudessem ser replicados em nível industrial. Por isso, trabalhou com uma enzima e um mix de probióticos comerciais. “Temos de desenvolver coisas que façam sentido do ponto de vista tecnológico.”


Efeito e contraindicação

A pesquisadora reitera que, por ser o equol um composto muito parecido com o estrogênio, os receptores estrogênicos do ovário, do útero e da mama não conseguem identificar a diferença e percebem a substância como se fosse o hormônio. Como resultado, o organismo não reage à falta do estrógeno [sintomas da menopausa], porque acha que ele está presente. “Essa é a ideia por trás da obtenção de compostos que mimetizem o estrógeno. Eles existem também na folha de amoreira, no inhame e em outros vegetais. Mas não sei se estão mais biodisponíveis nessas fontes ou se também precisam de algum tipo de transformação para que sejam absorvidos pelo organismo.”

Segundo ela, de acordo com o conhecimento existente sobre o tema, o princípio da ação do fitoestrogênio é o mesmo da terapia de reposição hormonal, embora, obviamente, em concentrações muito menores. “Já há produtos no mercado com extrato ou leite de soja, inclusive alguns indicados para os sintomas da menopausa, mas não fazem efeito para todo mundo. Como cada pessoa tem uma microbiota, a ideia é conceber um produto já com o fitoestrogênio, sem depender da metabolização da microbiota de cada indivíduo, e assim diminuir os sintomas de maneira geral.”

Entretanto, mulheres que têm câncer de mama ou de ovário e são responsivas ao estrógeno (casos em que o tumor usa o hormônio para crescer) não podem fazer reposição hormonal e, portanto, também não devem ingerir esses extratos ricos em fitoestrogênio. “Existem também alguns tipos de câncer de próstata responsivos ao estrógeno. Pessoas acometidas por essas enfermidades não poderão consumir os produtos que estamos buscando.”


Próximos passos

Macedo explica, ainda, que o equol é uma molécula com a capacidade de constituir-se em duas formas: R-equol e S-equol. “Só uma delas é absorvida pelo organismo. Mas, no processo de obtenção do metabólito, não conseguimos separá-las. Assim, fomos por dois caminhos: por cromatografia conseguimos identificar o equol e diferenciá-lo de outros metabólitos de interesse, mas não temos como saber qual das duas formas moleculares está presente, pois a concentração é muito baixa. Então, temos feito estudos in vitro com células cancerosas humanas para testar o efeito estrogênico dos extratos obtidos.”

A equipe trata as células com os extratos de soja já processados por enzimas e fermentação: se elas se multiplicarem ainda mais, quer dizer que o extrato tem efeito estrogênico. “Neste trabalho publicado na Foods, que não é nosso primeiro sobre o tema, ficaram faltando os dados dos testes em células, que pretendemos divulgar agora”, adianta.

Apesar disso, de acordo com a engenheira, por meio da digestão in vitro simulada foi possível comprovar que o organismo “guarda” tanto o efeito antioxidante quanto os benefícios proporcionados pelas isoflavonas.

“Nossa meta era saber qual processo era mais eficiente na biotransformação das isoflavonas. E também se seria bom o suficiente para garantir a disponibilidade do material resultante para absorção pelo organismo. Teoricamente, se conseguimos simular bem essas digestões, há efeito de absorção e o metabólito circula no sangue. Assim, acredito que estejamos perto do nosso objetivo. Eu quero obter um produto de grau alimentício que beneficie também aquelas que não conseguem metabolizar as isoflavonas, mas que igualmente sofrem com os sintomas da menopausa.”

O artigo Bioaccessibility Evaluation of Soymilk Isoflavones with Biotransformation Processing pode ser acessado em: www.mdpi.com/2304-8158/12/18/3401.

 

Karina Ninni
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/residuos-da-producao-de-oleo-de-soja-podem-gerar-produto-que-ameniza-efeitos-da-menopausa/50364


Vai viajar no fim do ano? Saiba como evitar problemas vasculares em viagens muito longas

 Fim de ano chegando e muita gente vai viajar para aproveitar as festas de fim de ano com a família, amigos ou até mesmo sozinho. 

Seja de ônibus, carro ou avião, o que muitos talvez não saibam é que em longas viagens as pessoas ficam expostas ao risco de desenvolver um problema vascular, afinal, são muitas horas passadas em uma mesma posição. 

Por isso, o cirurgião vascular e angiologista Fábio Rocha, explica alguns cuidados que devem ser tomados para que as férias não se tornem um problema.

 

Viajantes e saúde vascular

Principalmente em viagens de ônibus ou aeronaves, acontece o que é apelidado de “Trombose de Viajante”, explica Fábio Rocha. 

Como os passageiros passam muito tempo sentados e sem movimentação, existe o risco de tromboembolismo venoso. 

“O tromboembolismo venoso se dá quando coágulos sanguíneos se formam dentro das veias e se deslocam pela circulação das pernas, chegando até as artérias pulmonares. É muito grave e pode levar à morte”, conta o médico. 

A doença pode gerar a trombose venosa profunda, que é quando o coágulo está em uma veia profunda, geralmente nas pernas. 

Também pode gerar a embolia pulmonar, que é quando o coágulo se desprende da veia, indo para os pulmões, bloqueando o suprimento de sangue e dificultando a respiração. 

Fábio Rocha ressalta ainda que existe a chamada “Síndrome da Classe Ecônomica”, que acontece em pessoas que fazem viagens de avião de mais de seis horas, ficando mais propensas a um quadro de tromboembolismo. 

“Quem passa um grande tempo dentro de uma aeronave, está duas vezes mais disposto a ter problemas vasculares”, explica. 

Além dos longos períodos na mesma posição, os passageiros ficam encolhidos e existe a baixa umidade, que favorece o espessamento do sangue e o surgimento de coágulos.
 

Cuidados

A SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular) dá algumas dicas para os viajantes evitarem problemas vasculares.

  • Movimentar os pés acelerando e desacelerando;
  • Caminhar pela aeronave;
  • Manter-se hidratado (a água afina o sangue e diminui o risco de coágulos);
  • Não é indicado ingerir bebidas alcoólicas, café ou remédios que estimulam o sono.

 

Fábio Rocha - angiologista e cirurgião vascular. Formado em medicina, em 2002, na USP (Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto) e, posteriormente, fez a residência médica em Cirurgia Geral no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Em 2005, ingressou na especialidade que exerce até hoje: angiologia e cirurgia vascular. Após o término da especialização, em 2009, quando já atuava como cirurgião vascular em Ribeirão Preto, desenvolveu um modelo experimental inédito de “Aneurisma de Aorta Abdominal” e recebeu um importante reconhecimento durante o “Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular”. Junto ao Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, conquistou o primeiro lugar na principal categoria de trabalhos apresentados.
 

Atenção aos sinais da espondilite anquilosante, a doença que acomete jovens

Atenção aos sinais da espondilite anquilosante, a doença que acomete jovens

Dor nas costas aliada a sintomas intestinais, oculares e na pele indicam alerta

 

“A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória, incapacitante, que causa calcificação da coluna e perda dos movimentos. Ela acomete pessoas em idade jovem, com o pico entre os 20 anos e 50 anos, e leva a um processo de dor, principalmente na lombar, de ritmo inflamatório. A dor piora no repouso, ou seja, desperta a pessoa à noite e, ao acordar, essa pessoa leva muito tempo para conseguir se esticar, espreguiçar, movimentar”, explica Dr. Marcelo de Medeiros Pinheiro, reumatologista da diretoria da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

 

A espondilite anquilosante pode acometer a coluna e as articulações, como joelhos, tornozelos, pés, quadris, causando dificuldade para girar o pescoço, fletir a coluna, pegar alguma coisa no chão. No entanto, ela pode estar associada a outros achados fora das articulações. “É comum que os pacientes tenham olho vermelho recorrente (uveíte), alterações do trânsito intestinal, oscilando episódios de diarreia com os de constipação, dor abdominal e pode haver a psoríase, que são lesões descamativas na pele. Por isso chamamos atenção para esses sinais”, alerta o reumatologista.

 

“É muito comum um paciente contar uma história de diarreia, mas, na maioria das vezes, ele não faz a relação entre a dor no joelho ou a dor nas costas e o gatilho intestinal. E estudos indicam existir uma ligação muito forte entre essas bactérias que habitam na pele, como a psoríase, no intestino, como na doença inflamatória intestinal, e na própria espondilite e essa predisposição genética, conferida pelo HLA-B27 positivo. Por isso temos de cuidar da alimentação desses pacientes e dos exercícios”, explica Dr. Marcelo.

 

Uma vez que a dor nas costas é muito frequente na população em geral, o diagnóstico diferencial se baseia na idade e nas outras características da dor e outros achados extra-articulares, bem como exames de sangue e de imagem (radiografias, ultrassonografia e ressonância magnética). O diagnóstico precoce é fundamental, mas seu atraso tem sido frequente: demora-se cerca de 8 a 10 anos entre o início dos sintomas até fechar o diagnóstico. “A maioria dos pacientes são jovens com dor nas costas. Eles procuram um pronto-socorro e são apresentados com hérnia de disco, uma sobrecarga porque pegou peso, ou porque dormiu no colchão errado, ou porque não dormiu bem. Então, sempre tem uma causa para essa dor nas costas. Por isso o atraso no diagnóstico é muito grande e precisamos encurtar a jornada do paciente com espondilite. E vale prestar atenção a outros sinais”, comenta o reumatologista.

 

A espondilite anquilosante é altamente incapacitante, prejudicando a qualidade de vida, o bem-estar. São pacientes que, muitas vezes, não conseguem se deitar, ficam muito tempo sentados com dificuldade, olhando para baixo e perdendo a capacidade de olhar o horizonte, ocasionando frustrações, constrangimentos e vergonha.

A saúde óssea deles têm a concomitância de dois aspectos: osso fragilizado, aumentando a chance de fratura, mas também que calcifica promovendo a perda da mobilidade e funcionalidade. “Eles ficam imóveis dentro da própria coluna, aumentando chance de fratura e de calcificação”, explica o médico.

 

O tratamento vai se basear em medidas como os exercícios, dieta balanceada, ricas em alimentos saudáveis, evitando os industrializados, pois a saúde intestinal é importante, além de medicamentos anti-inflamatórios e anticorpos monoclonais, chamados de biológicos.

 

ABRASSO - Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo
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Podcast (Spotify): https://bit.ly/3ZGGbQc


O papel da medicina diagnóstica no envelhecimento da população

O perfil demográfico do Brasil está em mudança e o país caminha para um envelhecimento da população extremamente acelerado, ainda mais quando comparamos com a evolução de outros países, que aconteceram de maneira mais lenta. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população brasileira com 65 anos ou mais atingiu 10,9% no ano passado, um crescimento de 42,29% em comparação com o ano de 2010.

O IBGE prevê que em 2050, para cada 100 crianças de 0 a 14 anos existirão 172,7 idosos. Esses dados mudam toda a estrutura e o planejamento do setor da saúde, desde os hospitais até os planos de saúde e o desafio é como lidar diariamente com os pacientes e os processos necessários para apoiar este novo perfil populacional. Ainda em 2050, o Brasil atingirá a expectativa de vida de 81,29 anos, próximo à idade média atual da Islândia, Japão e China.

Com a mudança da estrutura etária, é necessário prestar mais atenção em doenças crônicas como diabetes, especialmente o tipo 2, mais comum entre os idosos, e também com as doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, entre outras. Além disso, é importante observar também os sintomas de ansiedade e depressão, comum nos idosos pelo desaceleramento da rotina, solidão, abandono da família, entre outros fatores.

Este cenário reflete diretamente na medicina diagnóstica com seu papel essencial de medicina preventiva. Monitorar a saúde dos idosos com o objetivo de impedir e acompanhar a evolução de doenças cumprirá um papel essencial na qualidade de vida deste grupo, monitorando a saúde e prevenindo doenças.

Para fazer isso é necessário conscientizar a população para manter os exames em dia. E laboratórios que disponibilizam os serviços de coleta de análises clínicas, imunização e exames cardiológicos no conforto da sua casa, podem fazer a diferença na vida de idosos com dificuldade de locomoção.


César Penteado - Diretor Médico do CURA grupo


CURA
site


Inscrições para o Programa de Residência do Hospital Edmundo Vasconcelos estão abertas até o dia 7 de dezembro

Estão em disputa 12 vagas em cinco especialidades do hospital. Programa tem início em março de 2024 

 

Estão abertas, até o dia 7 de dezembro, as inscrições para o Concurso para os Programas de Residência Médica 2024 do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. O concurso se destina ao preenchimento de 12 vagas para médicos residentes nas áreas de Cirurgia Geral (2 vagas), Clínica Médica (4 vagas), Pediatria (3 vagas), Otorrinolaringologia (2 vagas) e Urologia (1 vaga). Todas possuem duração de três anos, com exceção da Clínica Médica, com duração de dois anos. O programa do Hospital Edmundo Vasconcelos é credenciado junto à Comissão Nacional de Residência Médica, vinculada ao MEC (Ministério da Educação).

As provas que fazem parte da primeira etapa do processo de seleção serão realizadas no dia 14 de dezembro, às 08 horas, na Universidade Paulista (UNIP) – Avenida dr. Bacellar, 1212, São Paulo – SP. A prova terá 80 questões objetivas com peso 60. Os resultados serão divulgados até o dia 27 de dezembro. A segunda fase incluirá prova prática e análise de currículos, com peso 40 e será realizada entre os dias 8 e 17 de janeiro de 2024. O resultado final será publicado em 22 de janeiro de 2024 e o programa terá início em 1º de março de 2024.

As inscrições são destinadas a todos os recém-graduados em cursos de Medicina reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). O valor da taxa de inscrição é de R$700,00. As inscrições podem ser feitas pelo site oficial do hospital.

  

Hospital Edmundo Vasconcelos
www.hpev.com.br


Dezembro Laranja – Mês de conscientização do câncer de pele

 

Exposição solar excessiva é o principal fator de risco para o câncer mais frequente no Brasil

Estima-se que um entre cada quatro casos de câncer diagnosticados se origine na pele, e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país

 

Com mais de 176 mil novos casos por ano, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de pele é o mais frequente no Brasil. Estima-se que um entre cada quatro casos de câncer diagnosticados se origine na pele. Em 2020, as estimativas de incidência do câncer de pele dos tipos carcinoma basocelular (mais comum e menos agressivo) ou espinocelular (mais agressivo e com células que crescem rápido) foi de 176.930 casos, sendo 83.770 homens e 93.160 mulheres. Já para o tipo melanoma (que é o câncer de pele potencialmente grave pela capacidade de metástase) a estimativa, neste mesmo período, foi de 8.450, sendo 4.200 homens e 4.250 mulheres, o que corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. 

Estima-se que no Brasil, entre 2023 e 2025, o número de casos novos de câncer de pele tipo carcinoma seja de 220.490. Já a OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta a ocorrência mundial de 2 a 3 milhões de casos deste câncer de pele por ano e a American Cancer Society estima que a incidência chegue a 5,4 milhões somente nos EUA. A boa notícia é que as chances de cura para neoplasia ultrapassam os 90%, quando descoberta e tratada em fase inicial.

 

Prevenção e os perigos da exposição ao sol

A exposição solar excessiva, especialmente entre as pessoas de pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, além dos riscos do câncer de pele, causa o envelhecimento precoce da pele, o que facilita o aparecimento de rugas, pintas e até do melasma (manchas na pele de tom mais escurecido). “É necessário que a população adquira e mantenha hábitos de proteção, como o uso frequente do protetor solar, aliado as barreiras físicas (protegem exatamente as partes em que o protetor solar não pode ser usado, como os olhos e o topo da cabeça, por exemplo). Importante nestes casos utilizar óculos de sol, camisetas e chapéus, além de buscar a sombra sempre que possível. É preciso se proteger da exposição solar diariamente, mesmo quando o clima está nublado, e evitar se expor ao sol entre 10h e 16h. As pessoas de pele negra também precisam se cuidar, mesmo que a incidência de câncer de pele nessa parcela da população seja menor. Isso porque há outros fatores de risco incluem indivíduos esse grupo, com histórico familiar, sistema imune debilitado e exposição à radiação artificial”, orienta o Prof. Dr. José Antonio Sanches, coordenador da Dermatologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

 

Equipe multidisciplinar e tecnologia à serviço do paciente

De acordo com o dermatologista, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz conta com equipe multidisciplinar formada por dermatologistas, cirurgiões e oncologistas. Na consulta será avaliado o histórico familiar e pessoal do paciente, com o objetivo de verificar a presença de fatores de risco, além de examinar toda a pele a procura de lesões suspeitas. “Realizamos exame físico, que consiste na observação das características clínicas das lesões como formato, cor, tamanho e textura. Durante a avaliação, dispomos de uma tecnologia, que tem o objetivo de auxiliar no acompanhamento da pele, o Fotofinder. Com esse equipamento é possível fazer o mapeamento digital de toda superfície do corpo, que permite visualizar cada lesão, com a dermatoscopia das pintas (método não invasivo que permite a avaliação das lesões de pele) para pacientes de alto risco para melanoma”, esclarece o especialista.

 

Sinais de alerta, diagnóstico e tratamento

O sinal de alerta, para o câncer de pele, segundo o Dr. Sanches, é o surgimento de manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram e de feridas que não cicatrizam em até quatro semanas. “Esses sintomas podem ser indicativos do câncer, que ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas”, orienta. 

A maior parte dos cânceres de pele são tratados por meio da remoção cirúrgica da lesão. Isso pode ser alterado de acordo com a localização do tumor, o estágio da doença e as condições físicas do paciente. “As alternativas utilizadas à cirurgia ou concomitante a ela, principalmente nos casos avançados, incluem terapia local, radioterapia, terapia-alvo e imunoterapia. Em relação ao melanoma, o tratamento varia principalmente conforme o estágio da enfermidade. Nos estágios iniciais (0 e 1) é realizada a extração cirúrgica do tumor com margem de segurança, sendo isso normalmente suficiente para curá-lo. Nos demais estágios (2 a 4), é necessário saber a profundidade do tumor, o comprometimento dos linfonodos e de outros órgãos. A partir disso é feita uma programação de tratamento que pode compreender além da cirurgia, radioterapia e imunoterapia”, explica a Dra. Larissa Martins Machado, oncologista clínica do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
 

ABCDE das pintas

Para identificar uma pinta suspeita, o Prof. Dr. José Antônio Sanches recomenda o uso da regra denominada ABCDE, que consiste na observação de cinco aspectos diferentes

A – Assimetria: pintas que não são simétricas;

B – Bordas: quando as bordas apresentam irregularidades em seu formato;

C – Cor: variação da tonalidade das pintas e mudança de tonalidade de uma pinta já existente;

D – Diâmetro: pintas com diâmetro maior que 5mm;

E – Evolução: pintas que se modificam em qualquer aspecto como cor ou tamanho.



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Link


Tetralogia de Fallot: saiba tudo sobre essa cardiopatia congênita

Pequeno Príncipe tira todas as dúvidas sobre a doença que ganhou destaque nas últimas semanas após filho de cantor passar por cirurgia


A tetralogia de Fallot (T4F) é a cardiopatia congênita cianótica mais comum. Essa malformação do coração ganhou destaque nas últimas semanas devido ao cantor Cristiano, da dupla com Zé Neto, ter um filho de apenas 5 meses que precisou de cirurgia por apresentar essa condição.
 

O diagnóstico precoce ainda durante a gestação, por meio do ecocardiograma fetal, é crucial, pois possibilita a preparação para intervenções cirúrgicas, que podem variar de acordo com a gravidade da T4F. “Há crianças que nascem bem e realizam o procedimento no primeiro ano de vida, e outras que precisam do procedimento logo ao nascer”, explica a médica responsável pelo Serviço de Cardiologia do Pequeno Príncipe, Cristiane Nogueira Binotto.

 

O que é tetralogia de Fallot?

A tetralogia de Fallot é caracterizada pela presença de cianose central (coloração azulada da pele decorrente de oxigenação insuficiente do sangue). Essa condição envolve quatro principais anomalias cardíacas:

  • dextroposição da aorta: a aorta, que normalmente leva o sangue do lado esquerdo do coração para o corpo, está deslocada para a direita;
  • comunicação interventricular: há uma abertura entre os dois ventrículos do coração, contribuindo para a mistura de sangue oxigenado e desoxigenado;
  • estenose pulmonar infundibuliforme valvar: ocorre um estreitamento da valva pulmonar, dificultando o fluxo sanguíneo para os pulmões;
  • hipertrofia do ventrículo direito: o ventrículo direito do coração se torna mais espesso devido ao esforço para bombear o sangue contra a estenose pulmonar.

Sinais de alerta em recém-nascidos

  • Cianose central.
  • Dificuldade respiratória.
  • Cansaço nas mamadas.
  • Baixo ganho de peso.
  • Taquicardia.

Tratamentos

A tetralogia de Fallot é uma cardiopatia que necessita de intervenção cirúrgica. Nos casos de estreitamento significativo da artéria pulmonar, a cirurgia paliativa é realizada logo ao nascer. Já a cirurgia de correção total, que envolve o fechamento da comunicação interventricular e a ampliação da saída do sangue para os pulmões, é feita quando o paciente já está com peso mais adequado para a execução do procedimento, entre os 3 e 6 meses. 

Antes da cirurgia, as crianças podem ter crises de hipóxia (ausência de oxigênio), cianose intensa e diminuição do fluxo pulmonar, o que, se não tratado rapidamente, pode levar ao óbito. Após a correção cirúrgica, os pacientes podem ter uma vida normal, incluindo realização de atividades físicas. No entanto, dependendo da cirurgia realizada, o acompanhamento deve ser anual com o médico especialista.


Cirurgia plástica e procedimentos estéticos: riscos existem, mas podem e devem ser prevenidos. Saiba como!

 Com atenção a algumas recomendações, é possível realizar procedimentos eletivos com mais tranquilidade e a máxima segurança


O Brasil é o segundo país que mais realizou procedimentos estéticos no mundo em 2022, revela estudo da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Atrás apenas dos Estados Unidos, quase 9% das cirurgias plásticas realizadas no mundo inteiro foram feitas no Brasil. O número de procedimentos estéticos não cirúrgicos foi ainda maior que o de cirurgias plásticas: foram 18,8 milhões contra 14,9 milhões de procedimentos cirúrgicos entre 2021 e 2022. 

Os números seguem crescendo. Por isso, é importante atenção: a saúde e a segurança do paciente devem estar sempre acima de qualquer procedimento, especialmente em caso de cirurgias plásticas e outras intervenções estéticas.  

“Manter a integridade do paciente sempre à frente garante não apenas resultados satisfatórios, mas também protege sua saúde e bem-estar”, explica o Dr. Haryson Guanaes Lima, que possui mais de 30 anos de experiência. 

Segundo o Dr. Haryson, o ponto de partida para qualquer paciente que deseja realizar uma cirurgia plástica está em uma avaliação bastante criteriosa, para entender os motivos que a levaram a buscar aquele procedimento, suas queixas e expectativas. 

“Esse primeiro momento com a paciente, para entender suas queixas e anseios, mostrar o que pode ser feito e qual a melhor técnica, é importantíssimo”, explica o médico. 

Ainda nesta consulta, a paciente deve trazer informações sobre sua saúde e, se possível, de familiares próximos. 

“Doenças pregressas, medicamentos tomados de forma contínua, fatos ocorridos em cirurgias anteriores, problemas com cicatrização, hipertensão arterial, tabagismo, diabetes são alguns dos exemplos que devem ser apresentados antes para avaliarmos, eventualmente encaminharmos a um especialista ou até mesmo contraindicarmos, conforme a situação e a cirurgia a ser realizada”, explica o Dr. Haryson. 

Os exames pré-operatórios também oferecem informações importantes ao médico sobre o estado de saúde e condições clínicas da paciente e são uma etapa indispensável, especialmente no caso de procedimentos invasivos. 

“Desta forma, diminuímos as chances de complicações e aumentamos a possibilidade de uma cirurgia sem intercorrências, com um pós-operatório mais estável, paciente respondendo melhor ao procedimento, inchando menos, acumulando menos líquido, em um que processo de cicatrização mais rápido”, explica.

 

O pós-operatório 

Após a cirurgia, existe um período bastante delicado, que pode durar alguns dias ou mesmo semanas, conforme o caso. Muitas complicações podem ocorrer pela falta de cuidados ou de atenção às recomendações. 

“As consultas pós-operatórias são muito importantes, pois permitem ao médico acompanhar o processo de cicatrização e de recuperação da paciente. Podemos observar eventuais inflamações ou outras questões e podemos intervir na hora certa e de maneira adequada”. 

O repouso, atenção ao excesso de movimentação, carregar peso, exposição ao sol, uso de roupas adequadas, higienização do local operado e até mesmo a alimentação são outros fatores que devem ser observados.

 

Expectativa e realidade 

A abordagem multiprofissional na área de procedimentos estéticos é muito importante para alinhar expectativas com a realidade. Em muitos casos, a paciente está em busca de algo que a cirurgia não poderá entregar, pois são resultados incompatíveis com a sua estrutura física. 

“Precisamos identificar se os resultados esperados pela paciente poderão ser alcançados por aquele procedimento cirúrgico ou intervenção que ela busca, ou até mesmo se aqueles resultados serão suficientes para satisfazê-la”, revela o Dr. Haryson. 

Por este motivo, é importante contar com profissionais de saúde mental, participando de todo o processo, sempre que necessário, já nos primeiros atendimentos, alinhando as expectativas à realidade. 

“Em alguns casos, infelizmente precisamos negar o procedimento desejado ou sugerir outros caminhos, seja pela falta de condições clínicas ou porque a expectativa da paciente está muito longe do que será possível atingir. Em ambos os casos, é preciso preservar a sua integridade física e mental, acima de tudo”.

 

Vai fazer uma cirurgia? Atenção! 

Para quem já decidiu realizar uma cirurgia, alguns cuidados devem ser tomados para reduzir as chances de complicações e garantir um pós-operatório mais rápido e tranquilo. Confira: 

• Escolha do profissional: certifique-se de escolher um médico qualificado e experiente. Pesquise as credenciais e histórico do profissional antes de tomar uma decisão. 

• Informação: forneça ao médico informações sobre alergias, medicamentos e vitaminas que esteja tomando e qualquer condição de saúde pré-existente sua ou de familiares próximos. 

• Exames pré-operatórios: realize todos os exames recomendados pelo médico responsável. 

• Riscos e benefícios: entenda completamente os prós e contras da cirurgia, incluindo possíveis efeitos colaterais, tempo de recuperação e expectativas em relação aos resultados. 

• Jejum: siga as instruções de jejum antes da cirurgia, quando necessário. Nestes casos, esta medida evita complicações anestésicas. 

• Pare de fumar e reduza o consumo de álcool: o tabagismo pode afetar a cicatrização e o álcool pode interagir com a anestesia e medicamentos pós-operatórios. 


Confira seis passos para cuidar da saúde íntima no calor

 

Estamos vivendo mais uma onda de calor no país, mas o verão mesmo, só chega por aqui a partir do dia 21 de Dezembro. Ainda assim, vale reforçar que em dias mais quentes, as mulheres devem redobrar os cuidados com a saúde íntima, já que a transpiração corporal aumenta e a região fica mais abafada, o que aumenta as chances de proliferação de alguns fungos e bactérias.

Pensando nisso, com o objetivo de esclarecer dúvidas e orientar sobre o assunto, a Dra. Daniela Miyake, médica Ginecologista e Obstetra, chefe do Centro Obstétrico da Santa Casa de São Paulo, listou abaixo seis passos para cuidar da região íntima de maneira correta. Veja:

  • Dormir sem calcinha – Procure dormir sem calcinha, com calças ou shorts mais largos, para abafar menos a região e evitar a proliferação de bactérias e fungos já existentes no organismo, mas que são agentes causadores de doenças como a Candidíase;
  • Usar calcinhas de algodão – Prefira utilizar calcinhas de algodão, pois o material contribui para uma melhor respiração da região íntima. Demais materiais como, Lycra, Nylon e microfibra, abafam mais a área e dificultam a circulação de ar;
  • Sabonetes Íntimos ou sabonete glicerinado infantil – Utilize sabonetes próprios para a higienização da região íntima ou glicerinados e destinados às crianças. Produtos com estas especificações, possuem um PH mais adequado para a região e são hipoalergênicos;
  • Não usar protetor diário – Ao contrário do que muitas mulheres pensam, o protetor diário pode prejudicar a saúde íntima, já que em dias quentes, abafa ainda mais a região e consequentemente, provoca o aumento de secreções e corrimentos;
  • Evitar o consumo exagerado de doces – Consumir doces em excesso provoca o desvio da flora intestinal, ou seja, altera o mecanismo de defesa do organismo e a atividade de bactérias benéficas para o corpo.
  • Higienizar as partes íntimas apenas durante o banho – A higienização das partes íntimas deve ocorrer apenas uma ou duas vezes por dia, preferencialmente durante o banho e com o uso de sabonete. Lavar a região muitas vezes ao dia, diminui a atividade das nossas “bactérias boas”.

 

Daniela Miyake - médica Ginecologista e Obstetra, chefe do Centro Obstétrico da Santa Casa de São Paulo          


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