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sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Dia Mundial da Pneumonia (12/11)

No próximo domingo, dia 12, é o Dia Mundial da Pneumonia. A data foi criada em 2009 pela Stop Pneumonia Initiative, com o objetivo de promover a conscientização e reduzir as mortes causadas pela doença. Com a pandemia Covid-19 e as mudanças climáticas, os riscos aumentaram, deixando as pessoas mais suscetíveis a contrair a infecção. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) registra, anualmente, mais de 600 mil internações por Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) e Influenza. 

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) alerta que cada minuto que o paciente com pneumonia passa sem o antibiótico pode ser decisivo para a mortalidade. Portanto, é necessário orientar as pessoas a procurarem a emergência ao observar sintomas semelhantes aos de uma gripe forte que não sara. Atenção redobrada nos extremos de idade (idosos e crianças) que têm o sistema imunológico mais comprometido; pessoas com comorbidades e pacientes que fazem uso de corticoide em altas doses ou há muito tempo. 

A pneumonia é uma doença inflamatória aguda que acomete os pulmões e pode ser provocada por bactérias, vírus, fungos ou pela inalação de produtos tóxicos. 

Sintomas: tosse com produção de expectoração; dor torácica, que piora com os movimentos respiratórios; mal-estar geral; falta de ar e febre. 

Transmissão: pode ser adquirida pelo ar, saliva, secreções, transfusão de sangue ou devido a mudanças bruscas de temperatura. Essas mudanças comprometem o funcionamento dos pelos do nariz, responsáveis pela filtragem do ar aspirado, o que acarreta uma maior exposição aos causadores da doença. 

Diagnóstico e tratamento: exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax são recursos essenciais para o diagnóstico de pneumonia. O tratamento depende do micro-organismo causador da doença. Nas pneumonias bacterianas, devem-se usar antibióticos. Na maior parte das vezes, quando a pneumonia é causada por vírus, o tratamento inclui apenas medicamentos para aliviar os sintomas, como febre e dor, podendo ser necessários medicamentos antivirais nas formas graves da doença. Nas pneumonias causadas por fungos, utilizam-se medicamentos específicos. 

É muito importante saber que, se não tratada corretamente, a pneumonia pode evoluir para um quadro mais grave e fatal. 

Fatores de risco:

  • Fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos;
  • Álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório;
  • Ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias;
  • Resfriados malcuidados;
  • Mudanças bruscas de temperatura.

Prevenção: lavar as mãos, não fumar, não usar bebidas alcoólicas, evitar aglomerações e se vacinar. Além da vacina da gripe há, ainda, a vacina anti-pneumocócica que previne as pneumonias causadas pela bactéria ‘pneumococo’.

 


Dr. Ronaldo Macedo - (CRM-SP 111829/ RQE 47588) - médico pneumologista do Vera Cruz Hospital

 

Saúde mental em tempos de guerra

 

As guerras são conflitos armados entre nações ou povos pelos mais variados motivos. As guerras impõem grandes perdas, com sofrimento e mortes, além dos danos materiais às pessoas envolvidas. A convivência com a morte e os ferimentos que poderiam ser evitados, além do medo, levam a muitas emoções como a raiva, o ódio, sentimentos de vingança e reparação. As guerras carregam sentimentos muitas vezes trazidos de gerações passadas, por conflitos anteriores ou mesmo de riscos de genocídio. Situações tão complexas levam a desejos de vingança e medo da aniquilação. As guerras trazem o que existe de pior no ser humano, quando os inimigos são nossos algozes e presas, e desejamos sua aniquilação. Perdemos nossa empatia. 

As guerras quebram as rotinas e as relações, causam desordem e insegurança. Além dos danos psicológicos, o organismo é muito sobrecarregado pelo estresse e perdas dos ritmos biológicos. A guerra exige do ser humano uma reação, por vezes ultrapassando a capacidade de algo saudável, levando ao adoecimento mental. O adoecer pode vir de várias formas e em intensidades diversas e, para alguns, inclusive, o adoecimento pode se tornar crônico, com sintomas que persistirão caso não sejam tratados. Podemos afirmar que ninguém sairá ileso de uma guerra, todos terão suas marcas. 

O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um quadro psiquiátrico que acontece quando uma pessoa passa por situações traumáticas, onde há riscos a integridade física ou à vida. No caso de guerras, o risco de desenvolvimento de TEPT é muito elevado, sendo que metade das pessoas que passaram por um combate podem ter desenvolvido sintomas. Em guerras onde a duração do conflito é longa, os riscos são ainda maiores. 

O TEPT se caracteriza pela presença de sintomas de revivência, evitação, hipervigilância, além de sintomas do humor e do pensamento. A revivência ocorre na forma de lembranças ou pesadelos sobre os fatos traumáticos carregados da emoção associadas à lembrança. As memórias são sofridas e vivenciadas como se as agressões estivessem acontecendo novamente. As pessoas, então, começam a evitar tudo aquilo que possa desencadear essas lembranças. Evitam lugares, pessoas e temas relacionados. 

Uma vez que a pessoa vive como se as agressões possam ocorrer novamente a qualquer momento, ela fica num estado de hipervigilância constante, o que acarreta ansiedade e insônia, de modo que viva em sobressaltos. Por fim, existem vários sintomas de pensamentos como pessimismo, culpa, amnésias, além de sintomas que lembram muito um estado depressivo, como uma anestesia afetiva. Todos estes sintomas causam muito sofrimento e incapacitação. Raramente melhoram espontaneamente e, se não forem tratados, a cronificação é certa. 

Mesmo longe do Oriente Médio, hoje, conseguimos observar em tempo real pela internet a tragédia da guerra, e com tristeza nos penalizamos com as pessoas de todas as idades, de ambos os lados, sofrendo e morrendo. Com tristeza, imaginamos que muitos já estão adoecidos, diante de tanto horror. Infelizmente, o impacto desta guerra perdurará, mesmo que os combates cessem, na mente dos envolvidos e, igualmente, para uma parcela considerável de pessoas, perdurará com muito sofrimento e prejuízos, devido a transtornos mentais. Os horrores da guerra, como a que ocorre na Faixa de Gaza, na Ucrânia ou qualquer outro conflito certamente deixa danos à saúde mental que precisam ser tratados e que levam tempo, anos, para serem trabalhados.


 

Marcelo Feijó de Melo - professor livre-docente do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp)


Lipedema: cirurgia não é a primeira opção de tratamento

 “Cuidado com tratamentos que prometem a cura”

Lipoaspiração está indicada quando as terapias clínicas não surtem tanto efeito

Como reconhecer o especialista preparado para tratar lipedema

 

O lipedema é caracterizado pela distribuição desigual e pelo acúmulo de gordura. Geralmente, está localizado nas pernas, coxas, quadris e, às vezes, nos braços. As mulheres são as que mais são afetadas pelo lipedema e não é raro a condição ser confundida com obesidade. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento eficaz.

 

“Os sintomas mais comuns do lipedema incluem inchaço, dor, sensibilidade à pressão, hematomas frequentes e pernas que se sentem pesadas e cansadas. A progressão do lipedema pode levar a complicações como dificuldades de mobilidade, redução da qualidade de vida e impactos emocionais, como ansiedade e depressão”, conta o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato.

 

O especialista explica que o diagnóstico de lipedema é clínico e depende de uma boa anamnese (conversa com o paciente) e exame físico. Exames complementares como ultrassom e ressonância magnética podem complementar o exame físico, auxiliando o diagnóstico e tratamento.

 

O tratamento do lipedema é multifacetado e visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e retardar a progressão da patologia. “A cirurgia deve ser o último recurso e está indicada quando não há melhora da condição com os tratamentos terapêuticos e estabilização dos sintomas”, comenta Dr. Amato.

 

O cirurgião plástico explica abaixo que podem ser indicadas as seguintes abordagens clínicas para o tratamento do lipedema, que que incluem mudanças no estilo de vida:

 

Atividade física: Exercícios sem impacto, como a hidroginástica, são ótimas opções para esses pacientes

 

Fisioterapia: Drenagem linfática e compressão elástica auxiliam no alívio dos sintomas

 

Alimentação: Uma dieta equilibrada pode controlar o peso e evitar o agravamento do lipedema. Dieta cetogênica ou dietas com restrições de alimentos com poder inflamatório parecem apresentar melhora e controle dos sintomas.

 

Medicamentos: Não existe nenhum medicamento específico para o lipedema, porém, alguns fitoterápicos com poder anti-inflamatório podem ajudar na melhora dos sintomas. E medicações para o tratamento da obesidade podem auxiliar nos casos em que a obesidade também está presente.

 

Amparo psicológico: O impacto emocional do lipedema não deve ser subestimado. A terapia psicológica pode ser útil para lidar com o estresse, ansiedade e depressão que podem acompanhar a condição.

 

Cirurgia: O tratamento cirúrgico deve ser a última opção, mas, muitas vezes, acaba sendo o primeiro recurso procurado. Somente depois de tentar o tratamento clínico e, de preferência apresentando alguma melhora, mesmo que parcial, deve ser indicada a lipoaspiração para o tratamento do lipedema. 

 

Segurança: É preciso respeitar os limites de gordura a serem retirados durante a cirurgia, que deve ser menos de 7% do peso corporal do paciente. “Cuidado com tratamentos que prometem resolver todos sintomas e problemas em uma única cirurgia, já que a flacidez de pele é um grande desafio e, por isso, muitas vezes será preciso realizar a cirurgia em etapas (mais de uma intervenção) para garantir a segurança da paciente”, explica Dr. Fernando Amato, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

 

É importante ressaltar que o tratamento do lipedema é individualizado e depende do estágio em que se encontra, dos sintomas e das necessidades de cada paciente. Consultar um profissional de Saúde especializado em lipedema é fundamental para obter o diagnóstico correto e um plano de tratamento adequado. “Um bom profissional para tratar lipedema é aquele que apresenta e explica as alternativas de tratamentos possíveis, adequando-o à realidade do paciente. Fuja daqueles que prometem resultados rápidos”, alerta Dr. Amato.

 


Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
https://plastico.pro/
www.amato.com.br
https://www.instagram.com/meu.plastico.pro/


Analgésicos, antitérmicos, curativos: como montar uma farmacinha caseira

 

O ideal é que a farmacinha seja formada por medicamentos
 de emergência que são vendidos sem prescrição médica

Pexels/Pixabay

Profissional dá dicas de produtos essenciais para se manter em casa


                Ninguém está livre dos pequenos acidentes domésticos – um corte no dedo, uma batida com o joelho na mesa, um escorregão no piso molhado. Em muitas situações, os acidentes não são graves o suficiente para levar alguém ao pronto socorro. Mas sempre resta uma dor nas costas ou uma ardência na ferida aberta que podem ser amenizadas com um analgésico.

                Para esses casos, é fundamental manter uma farmacinha caseira. A lista de medicamentos que podem ser mantidos em casa para serem utilizados em pequenas emergências ou outras situações inclui analgésicos para dores em geral, antidiarreicos, antitérmicos, antigripais, remédios para cólicas menstruais ou abdominais, sais para má digestão, pomadas para queimaduras e pomadas ou cremes para contusões.

                Segundo Dafne Cristina Lopes Estevão, farmacêutica da rede de drogarias Farmais, o ideal é que a farmacinha seja formada por medicamentos de emergência que são vendidos sem prescrição médica. “Isso inclui analgésicos isentos de prescrição, medicamentos para febre, dor, água oxigenada, materiais para curativos simples, repelentes, pomada para alergias simples e picadas de mosquitos, enfim, todas medicações básicas.”

Além dos medicamentos, outros itens essenciais para se ter em casa são produtos que podem ser usados para curativos em caso de machucados ou arranhões. A lista inclui água oxigenada 10 volumes para assepsia, álcool 70%, algodão, ataduras, esparadrapos, gazes, curativos adesivos, tesoura de ponta arredondada (para auxiliar nos primeiros socorros), mertiolate e soro fisiológico. Outros itens úteis são termômetro digital e gel para dores e batidas musculares.

                Por outro lado, há uma série de medicamentos que não devem ser mantidos em casa sem receita. De acordo com Dafne, para medicamentos mais específicos, é preciso buscar indicação médica e, em caso de dúvidas, pode-se procurar o farmacêutico, que precisa estar na farmácia.

                  “Os estabelecimentos têm de ter farmacêuticos para prestar esse tipo de orientação”, comenta a profissional da Farmais. “Mas é preciso ficar atento: se um corte for profundo e não cessar o sangramento, deve-se procurar atendimento médico. Se a dor de cabeça não passar, é preciso investigar a causa. Pode ser pressão alta, pressão baixa, problema no fígado. E assim por diante.”


Unisa oferece 45 cursos de qualificação gratuitos

Os programas de curta duração no formato on-line vão desde aulas de capacitação para administração de pequenas empresas até cozinha europeia

 

Com menos de dois meses para o final do ano, ainda dá tempo para investir na carreira e se qualificar para o mercado de trabalho. De acordo com o estudo Futuro do Mundo do Trabalho para as Juventudes Brasileiras, para 67% dos entrevistados uma das principais barreiras é a capacitação profissional; e 58% dizem que os cursos disponíveis não atendem aos requisitos das vagas abertas. Um exemplo está no segmento de sustentabilidade e economia verde.

 

Com o propósito de transformar e contribuir para uma sociedade justa, igualitária e sustentável, a Universidade Santo Amaro (Unisa), oferece 45 cursos de qualificação gratuitos, sem limites de vagas. Os programas possuem certificado de conclusão e são de curta duração, com carga horária a partir de 60 horas, no formato on-line. Os cursos de capacitação foram desenvolvidos para aqueles que buscam ampliar o conhecimento e se preparar para o mercado de trabalho.

 

Os interessados em realizar um dos cursos de capacitação devem acessar o portal da Universidade, pelo endereço www.unisa.br, preencher o cadastro, aguardar a confirmação por e-mail e, posteriormente, acessar o conteúdo. 

 

Elencamos (abaixo) uma lista com os cursos de qualificação gratuitos disponibilizados pela Universidade:

 

1.    Administração de Pequenas e Médias Empresas

2.    Alfabetização e Letramento

3.    Algoritmo e Linguagem de Programação

4.    Anatomia do Aparelho Locomotor

5.    Armazenagem, Transporte e Distribuição

6.    Arte e Educação

7.    Atividade Física na Infância e Adolescência

8.    Bancos de Dados

9.    Bases Biológicas E Nutricionais

10. Bioquímica dos Alimentos

11. Compras e Negociação

12. Controladoria

13. Cozinha Europeia

14. Crescimento, Desenvolvimento e Aprendizagem Motora

15. Desenho Técnico

16. Didática

17. Direito Civil – Coisas

18. Direito Civil – Pessoas E Bens

19. Direito Penal

20. Engenharia Bioquímica

21. Engenharia de Software

22. Fisioterapia da Família E Comunidade

23. Genética e Evolução

24. Geometria e Perspectiva Em Meio Digital

25. Gestão de Marcas

26. Gestão de Operações

27. Gestão de Pessoas

28. Gestão de Projetos

29. Gestão Educacional

30. Gestão Empreendedora e Inovação

31. Ginástica Laboral e Ergonômica

32. Liderança, Cultura e Poder Nas Organizações

33. Marketing Digital

34. Merchandising

35. Modelagem de Processos

36. Nutrição nos Ciclos de Vida

37. Organização da Educação Básica

38. Organização de Eventos

39. Psicologia Organizacional

40. Recrutamento e Seleção

41. Responsabilidade Social e Empresarial

42. Saúde e Segurança do Trabalho

43. Supply Chain e Logística Reversa

44. Técnicas Básicas de Cozinha

45. Visagismo, Maquiagem e Imagem Pessoal

 

 

Universidade Santo Amaro (Unisa)

 

Procura-se professor

Em 2014, por ocasião de um trabalho no mestrado, tive contato com o relatório preliminar da Atratividade da Carreira Docente no Brasil, divulgado em 2009 pela Fundação Carlos Chagas. O trabalho retratava uma realidade nada animadora em relação ao interesse dos estudantes do ensino médio no magistério.

Recentemente, em produção intitulada como Risco de apagão de professores no Brasil, o Instituto Semesp divulgou dados preocupantes acerca do “risco iminente da falta de professores em todas as etapas do ensino básico”.
Apesar da consternação e da apreensão que esses dois documentos me causaram/causam, pelo idealismo que trago comigo desde os primeiros passos em minha caminhada profissional, lamentavelmente não houve surpresa. Isso porque, ainda na fase de formação, na década de 1990, em um trabalho da graduação, li um artigo que associava fortemente a frustração à minha futura profissão. E, convém esclarecer, não se tratava de texto de cunho político-partidário.

Mas, em uma espécie de movimento de autodefesa, olho “a grama dos vizinhos” e não me parece tão mais verde! Pela minha lente, as vidas de médico, de advogado, de policial, de psicólogo e de tantos outros profissionais estão cheias de desafios e frustrações. E certamente tem a ver com os impactos do avanço tecnológico desenfreado, pelo acesso facilitado à informação — ou à desinformação, em alguns casos —, pela velocidade da comunicação e pelo estilo de vida que nos envolve. Em outras palavras, temos um mundo cada vez mais complexo.

Houve um tempo, não muito distante, em que cada profissional era considerado autoridade. Hoje, por conta da “hiper informação”, vivemos o que eu chamaria de uma crise de autoridade profissional. Por exemplo, quem nunca foi ao médico com o diagnóstico pronto — assinado pelo Google — e até questionou seu parecer?! 

O ponto é que, em relação à esfera educacional, muito antes do advento da internet, o fazer do professor já era questionado. E aí está uma das causas do desinteresse pela área, apontada no relatório supracitado: a falta de investimento na profissionalização da docência. Ao lado dessa, temos a desvalorização da carreira, o desprestígio do professor, a precarização das condições de trabalho e, obviamente, a baixa remuneração. Fatores que, conjugados, justificam a alcunha de “sofressor”, que muitos já ouvimos. 

Sem ignorar toda a complexidade que permeia a discussão, temos nesses dados de pesquisa importantes direcionamentos para a possível reversão do quadro caótico que se desenha para os próximos anos. Não é algo, porém, que se modifique por decreto. É necessário que saia dos discursos para a realidade a almejada prioridade à educação como caminho para a construção de um mundo melhor. 

Ouvimos frequentemente a menção à deferência do imperador ao professor no Japão. Não é apenas ele, todavia, que, nesse gesto simbólico, demonstra respeito aos mestres. Toda a sociedade o faz. 

Seria bom termos em nossas autoridades essa postura exemplar, no discurso e, especialmente, na prática. Ainda a vemos, infelizmente. Mas sempre temos aquele reencontro com ex-alunos que exclamam, saudosamente, “Você foi meu professor”. Como diria o poeta, “um carinho às vezes cai bem”!

 

Ênio César de Moraes -  poeta e professor. Atualmente é Assessor Pedagógico no Colégio Presbiteriano Mackenzie de Brasília e professor de Língua Portuguesa na Secretaria de Educação do Distrito Federal.


Safra 2023/2024 é estimada em 316,7 milhões de toneladas pela Conab

O resultado, se confirmado, representará uma queda de 1,5% na comparação com a safra 2022/2023, ou 4,7 milhões de toneladas a menos


O volume da produção brasileira de grãos deve atingir 316,7 milhões de toneladas na safra 2023/2024, o que representa 4,7 milhões de toneladas (1,5%) a menos do que o registrado em 2022/23. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 9/11, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“O percentual de área semeada, atualmente, apresenta-se aquém do observado no mesmo período da safra anterior, devido, principalmente, ao excesso de chuvas nas Regiões Sul e Sudeste e às baixas precipitações no Centro-Oeste.”

O balanço aponta ainda um crescimento de 0,5% sobre a área cultivada, passando para 78,9 milhões de hectares. Além das culturas de primeira safra, cujo plantio se estende até dezembro, a área prevista abrange as culturas de segunda e terceira safras e as de inverno, com plantios encerrando em junho.


Soja e milho - De acordo com o boletim, a soja deve atingir uma produção estimada em 162,4 milhões de toneladas – um crescimento de 2,8% na área a ser semeada, “o que ainda consolida o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa”. 

Quanto ao milho, houve redução de 5% na área total a ser cultivada, calculada em 21,1 milhões de hectares, com produção prevista de 119,1 milhões de toneladas. 


Algodão - Já para o algodão, é esperado um crescimento de 4,2% na área a ser semeada, em um total de 1,73 milhão de hectares, e produção de pluma em 3,04 milhões de toneladas.


Arroz e feijão - No caso do arroz, há expectativa de crescimento de 5,2% na área que está sendo semeada e produção de 10,8 milhões de toneladas. 

O mesmo vale para o feijão, com crescimento previsto de 3,3% na área total a ser semeada com as três safras, estimada em 2,8 milhões de hectares, e com a produção total no país de 3,1 milhões de toneladas.

 

 Agência Brasil 


Pesquisa Caju: Com vale alimentação, brasileiros gastam por mês R$ 291 em bares e restaurantes e R$ 366 em mercados

A Caju, empresa de tecnologia que oferece benefícios e soluções para RHs, realizou uma pesquisa com mais de 330 mil pessoas e baseada em mais de 19 milhões transações financeiras para coletar informações sobre gastos dos brasileiros em mercados e bares e restaurantes por meio do vale alimentação. De acordo com a Caju, os trabalhadores gastam, por mês, R$ 291 em bares e restaurantes e R$ 366 em mercados com o benefício. Os dados são referentes ao primeiro semestre de 2023.

Segundo os dados da Caju – que atende mais de 30 mil empresas de todos os portes e regiões do país – os brasileiros realizam por mês uma média de oito transações em bares e restaurantes, com gasto médio de R$ 38. Já para os mercados, a média mensal é de seis transações, com R$ 56 gasto em média por transação.

Ainda de acordo com a pesquisa, os mercados representam 47% do gasto total do vale alimentação, enquanto os bares e restaurantes somam 33%. Além disso, a companhia observou que 71% dos brasileiros que recebem VA consomem em restaurantes em geral. Para mercados, o montante chega a 80%.

Para um melhor entendimento dos tipos de gasto do VA, a Caju realizou uma distinção dos principais estabelecimentos visitados pelos brasileiros. Os locais foram classificados segundo a metodologia dos MCCs (Merchant Category Code) – que é o cadastro de quatro dígitos do estabelecimento na maquininha de cartão.

Para bares e restaurantes, a distribuição foi a seguinte: (5812) Restaurantes; (5814) Lanchonetes e fast foods; (5462) Confeitarias; (5813) Bares e pubs; (5441); Loja de doces; e (5921) Cervejas, vinhos e licores.

Já para mercados: (5411) Mercearias e supermercados; (5099) Atacadistas e distribuidores de mercadorias; (5811) Distribuição de produtos alimentícios; (5422) Açougues; (5399) Lojas de mercadorias gerais; (5451) Lojas de produtos lacticínios; e (5499) Lojas de alimentos variados.



DESTAQUES REGIONAIS


Norte: A região Norte é a que mais gasta com mercados, tendo 51% do gasto total do VA nesses tipos de estabelecimentos. Além disso, conta com 82% dos usuários comprando em mercados.

Nordeste: No Nordeste o consumo em mercado é predominante com 47% do gasto total da categoria contra 23% do consumo em restaurantes e bares.

Centro-Oeste: Na região Centro-Oeste os colaboradores tendem a gastar R$ 100 a mais em mercados em relação a restaurantes e bares, durante o mês.

Sudeste: A região Sudeste é a que mais se destaca no consumo em restaurantes e bares, com o maior número de usuários proporcionais (75%), com o maior ticket médio por transação (R$39) e com o maior gasto mensal (R$ 312).

Sul: No Sul, o gasto mensal por colaborador em mercados é o mais alto, atingindo R$ 374, sendo 12% superior em comparação com as demais regiões em média.


Reforma Tributária aprovada no Senado é preocupante para empresariado brasileiro, diz FecomercioSP

 Impactos sobre o setor de Serviços e empresas optantes do Simples Nacional podem afetar desempenho econômico do País no futuro próximo

 
O texto da Reforma Tributária (PEC 45/2019), aprovado no Senado Federal na última quarta-feira (8), traz mais inseguranças do que certezas aos brasileiros. Para as empresas, o documento traz ainda dúvidas aos empresários, uma vez que muitos pontos dependem de regulamentação por meio de Lei Complementar. Diante disso, não há garantias de que a simplificação buscada no processo será alcançada. Mais do que isso, espera-se um iminente aumento na carga tributária, especialmente para os prestadores de serviços.
 
A consequência desse cenário é a possibilidade de aumento da judicialização, na medida em que a reforma aumenta a insegurança jurídica sobre procedimentos tributários. No médio e no longo prazo, porém, os efeitos serão principalmente sobre o principal setor da economia brasileira: os Serviços, que terão de suportar uma carga de tributos maior, resultando em redução de empregos justamente no campo que mais gerou vagas formais neste ano. Considerando o peso para o Produto Interno Bruto (PIB), é de esperar que esses reflexos sejam vistos, daqui alguns anos, no próprio desempenho econômico brasileiro.
 
Soma-se a isso as incertezas sobre a alíquota do IVA — que, se ficar como previsto pelo próprio Ministério da Fazenda, será o maior do mundo: 27,5%, superando a Hungria (27%) — e sobre o longo período de transição, que fará com que os contribuintes passem por sete longos anos convivendo com dois sistemas tributários simultâneos.
 
Há ainda preocupação sobre as alterações de tributos que não incidam sobre o consumo, como o Imposto sobre a Propriedade Predial Territorial Urbana (IPTU), por exemplo, que permitem às prefeituras alterarem a base de cálculo do imposto por decreto. Trata-se de uma ofensa ao princípio da legalidade e enseja em possibilidade de majoração de imposto sem a necessidade de lei.
 
PONTOS POSITIVOS
Dentre as alterações promovidas no Senado, a inclusão de uma “trava” à elevação de impostos é a mais positiva. O dispositivo impede que os novos tributos — IBS, CBS e IS — resultem em uma carga tributária superior aos tributos substituídos (PIS/Pasep, Cofins, IPI, ISS e ICMS).
 
Vale dizer que a elevação da carga tributária é o principal receio da Entidade, uma vez que os impostos já correspondem a quase 34% do PIB. Algumas atividades dos Serviços que foram contempladas nos pleitos poderão ter redução de até 60% nos impostos. A inclusão de uma nova alíquota reduzida, no porcentual de 30% para profissionais regulamentados, como contadores, também é positiva, já que se trata de um serviço prestado de forma personalíssima.
 
A previsão de regimes específicos para outras atividades, como nos serviços de turismo ou aqueles que promovam a economia circular, também é vista com bons olhos. Por enquanto, o texto não assegura uma tributação inferior para essas operações, mas permite que leis complementares considerem suas especificidades.
 
Para o Comércio, a concretização do benefício a produtos da cesta básica, que terão alíquotas zero de IBS e CBS, é relevante. Levando em conta que o Senado fez aprimoramentos no dispositivo, mediante a criação da cesta básica estendida (cuja redução da alíquota é de 60%), esse é um dos pontos altos do documento.
 
Por fim, a garantia que o novo Imposto Seletivo (IS) não incidirá sobre exportações nem sobre operações com energia elétrica e telecomunicações é outro aspecto a ser destacado.


 
PERDAS SIGNIFICATIVAS

Se, por um lado, a Reforma Tributária traz avanços, por outro, carrega muitas incertezas. Na visão da FecomercioSP, há mais perdas do que ganhos aos empresários.
 
Isso acontece porque, em primeiro lugar, causará impacto profundo à vida das micro e pequenas empresas, que dão a tônica do dia a dia da economia do País, uma vez que apresenta um retrocesso em relação ao atual mecanismo de transferência de crédito nas aquisições de empresas optantes pelo Simples Nacional.
 
Na atual legislação, esses negócios podem transferir integralmente os créditos de PIS/Cofins no montante de 9,25%. Trata-se de medida que garante competitividade e tratamento diferenciado e favorecido a essas empresas, como está na Constituição. O texto, porém, restringe a transferência de crédito ao montante cobrado no regime unificado. Isto é, negócios de pequeno porte terão, agora, duas opções: ou se manter integralmente no Simples Nacional, mas com perda de competitividade, ou excluir os novos tributos no regime diferenciado e, então, assumir uma carga tributária maior.
 
Como já reforçado em diversas oportunidades, a reforma vai afetar profundamente o setor de Serviços — responsável por mais da metade da mão de obra formal do Brasil e por quase 70% do PIB nacional. Cálculos feitos pela Federação mostram a possibilidade de a carga de tributos desses negócios dobrar quando a nova regra entrar em vigor. Em outras palavras, essas empresas vão pagar a conta da reforma no sistema tributário, enquanto outros setores poderão ser beneficiados no mesmo processo.
 
Na prática, isso acontecerá porque o IVA, modelo que possibilita o “creditamento” de tributos pagos em etapas anteriores da cadeia produtiva, manterá uma sequência complexa de débitos e créditos para esses empreendimentos, cuja principal despesa é com folha de pagamento (40% do orçamento), que não dá direito a esses créditos.
 
Mesmo a inclusão de diversos segmentos do setor entre os regimes diferenciados e específicos durante a tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, os impactos negativos que os Serviços sofrerão com a nova regra não serão diminuídos. Na verdade, o setor deveria ser inteiramente contemplado com a redução sobre a alíquota referencial.
 
Segundo a FecomercioSP, seria mais salutar se, em vez de prosseguir com uma mudança na legislação que diminuísse os impostos dos setores mais onerados, o governo avançasse em medidas para reduzir os próprios gastos. A Federação e os sindicatos filiados defendem uma reforma sem aumento de carga e que promova simplificação, modernização e desburocratização do sistema tributário.
 
A legislação atual, fruto de debates há três décadas, penaliza o empresariado e prejudica o ambiente de negócios. Entretanto, é importante que essa mudança aconteça preservando os pilares da economia do Brasil, e não os enfraquecendo. Para isso, a Entidade continuará levando esse posicionamento aos parlamentares no Congresso Nacional.
 
FecomercioSP

Enem ou vestibular: qual é a melhor opção para iniciar a faculdade?

Apesar da importância de ambas as provas, conhecer suas diferenças é essencial antes de realizá-las


O segundo semestre é um período intenso para todos os estudantes, mas principalmente para aqueles que desejam ingressar em uma universidade, seja com o intuito de conquistar o tão sonhado diploma, mudar de instituição ou curso, ou até mesmo para dar um passo maior na carreira. Entre tantos estudos, responsabilidades e decisões a serem feitas, neste processo pode surgir uma dúvida: prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou fazer uma prova de vestibular?

 

De acordo com Alexey Carvalho, reitor do Centro Universitário Anhanguera, instituição parceira do Pravaler, ambos são caminhos importantes para ingressar no ensino superior, sobretudo para os estudantes com renda menor do que a graduação escolhida, uma vez que o leque de opções é muito vasto. “As provas normalmente têm conteúdos diferentes que vão variar de acordo com a instituição ou curso, hoje muitas instituições evitam colocar seus vestibulares em datas coincidentes com o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e, além disso, também o consideram como parte dos critérios de acesso. Assim, com um bom plano de estudos é possível que o candidato busque o melhor desempenho nas avaliações, seja ela qual for, sendo essa uma das maneiras para se conquistar o diploma”.

 

De modo geral, os vestibulares são provas realizadas pelas próprias instituições de ensino, possibilitando a aprovação do candidato na universidade e no curso escolhido. A pontuação atingida pelo estudante não somente define se ele está apto para dar início a seus estudos, como pode ser fundamental para conseguir bons descontos nas mensalidades da graduação.

 

Já o ENEM, avaliação criada pelo Ministério da Educação (MEC), tem como objetivo medir o desempenho dos concluintes do ensino médio, mas que, hoje, permite que o aluno ingresse em diversas universidades públicas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e participe do processo de aquisição do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES). O exame oferece ainda a possibilidade de bolsas de estudo parciais ou integrais em instituições de ensino superior privadas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) e em cursos técnicos pelo Sisutec, substituindo o vestibular tradicional. “Para muitas pessoas, o Enem é mais do que uma prova: é um passo necessário para dar início a uma graduação, principalmente por sua característica bastante tangente a programas sociais”, pontua Alexey.

Contudo, para ingressar em universidades particulares, há um terceiro caminho: o financiamento estudantil privado. O Pravaler, principal plataforma de acesso e soluções para o ecossistema de educação do Brasil, possibilita que o estudante inicie o curso dos seus sonhos sem exigir a nota do Enem, em um processo 100% digital. “Graças às mais de 500 instituições de ensino superior parceiras em todo o Brasil, viabilizamos o acesso à graduação em qualquer época do ano. O aluno, seja ele veterano ou calouro, pode aderir ao nosso financiamento no final de cada semestre, com parcelas que não se acumulam e com juros reduzidos. Nosso objetivo é que o estudante faça o curso que ele deseja, e não o que ele pode pagar. Com isso, a chance dele evadir se torna mínima”, destaca Beto Dantas, COO da edfintech.

 

Carvalho alerta ainda que, além dessas diferenças em suas possibilidades, os vestibulares têm outras diferenças com o Enem e até mesmo entre si. O número e formato de questões, conteúdos abordados e a modalidade da redação podem variar bastante de prova para prova. “Um dos mais importantes aspectos para ter em mente e se preparar, é a adaptabilidade necessária para atingir bons resultados nas mais variadas avaliações”. 


Pravaler


"Quem não lê espera ajuda!", alerta pedagoga do CEUB sobre 9,6 milhões de brasileiros analfabetos

5,6% da população do país com 15 anos ou mais declaram não saber ler ou escrever em 2022. Especialista propõe medidas para fortalecer o ensino básico no país

 

14 de novembro marca o Dia Nacional da Alfabetização no Brasil. Para celebrar a data com efetividade, a docente do curso de Pedagogia do Centro Universitário de Brasília (CEUB) Ana Gabriella Sardinha indica soluções para aumentar o desempenho da educação básica no país, com iniciativas de informação e busca ativa. A pedagoga provoca educadores, governantes e a sociedade civil a refletirem sobre o analfabetismo e a importância da alfabetização para o desenvolvimento social e econômico mundial.  

“A alfabetização de adultos e idosos amplia as oportunidades, sejam elas educacionais ou profissionais. Amplia as possibilidades de se viver em sociedade com autonomia e liberdade. Quem não lê espera ajuda!”, destaca. Para combater as desigualdades, a docente do CEUB defende priorizar a oferta de educação para as classes populares, os pardos e negros, as mulheres, o idosos e os que passam por privação de liberdade. Segundo Ana Gabriella, cada estudante seja acolhido por instituições de ensino próximas às suas residências ou trabalho.  

Sobre o acesso ao ensino básico de qualidade no país, Ana Gabriella explica que, no Brasil, o conceito qualitativo se divide em sete dimensões: ambiente educativo, prática pedagógica, avaliação, gestão escolar democrática, formação e condições de trabalho dos profissionais da escola, espaço físico escolar e, por fim, acesso, permanência e sucesso na escola. “Ainda não estamos com bons resultados nos índices nacionais e internacionais, mas já conseguimos organizar e corrigir nossas rotas,” detalha a educadora.

 

Analfabetismo funcional

A partir do cenário de que 29% da população brasileira apresenta algum nível de analfabetismo funcional, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), Ana Gabriella Sardinha sugere a implementação de métodos e técnicas que façam todos os cidadãos alcançarem o domínio da leitura, ampliando o acesso aos gêneros textuais. 

A pedagoga do CEUB destaca a dificuldade do processo de matrículas pelos não alfabetizados e a escassez de transporte público em regiões de baixo IDH. “Muitas vezes aquela visita porta a porta feita pelos professores, aviso na rádio comunitária ou o carro de som tem mais alcance. A formação de professores também é um desses pilares, mas precisamos fortalecer a formação inicial e ampliar a formação continuada para atender as demandas atuais e futuras”, finaliza.

 

Números no Brasil

De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo recuou de 6,1% em 2019 para 5,6% em 2022. O Nordeste tinha a taxa mais alta (11,7%) e o Sudeste, a mais baixa (2,9%). No grupo dos idosos (60 anos ou mais) a diferença entre as taxas era ainda maior: 32,5% para o Nordeste e 8,8% para o Sudeste.


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