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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Seu filho é mesmo bem educado?



Como dizia Caetano Veloso (Dom de Iludir), "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Cada um de nós sabe o que acontece em nossas vidas e não cabe a ninguém julgar as nossas atitudes. É essa a intenção desse texto. SEM JULGAMENTOS, TÁ?

Esse é um convite à reflexão. E, como sempre, talvez não haja apenas uma resposta certa. Ou talvez não haja respostas. Mas precisamos começar a pensar.

Queremos um mundo melhor para nossos filhos. Então precisamos ter um mundo melhor através de nossos filhos.

Muitos pais se sentem perdidos, confusos, ansiosos, inseguros quando falamos de EDUCAÇÃO, independente da idade da criança e da situação a que ela esteja sendo submetida.

O que é uma boa educação?
Como se mede isso?
E será que a “boa educação” é a mesma em todos os países, em todas as idades?


DÚVIDA.

O que é uma criança de 2 ou 3 anos bem educada? Será aquela que diz bom dia, boa tarde, boa noite, desculpas, por favor, com licença? Não seria essa uma criança bem "treinada", bem "condicionada"? Será que essa criança sabe mesmooooo o que ela está falando com um ou dois anos de idade? Ou com três?

Será que uma criança de 2 anos quando pede desculpas, sabe o que isso quer dizer? Ela sabe de verdade o que está fazendo? Com que idade começa essa consciência?

Essa é uma das definições encontradas em um dicionário da língua portuguesa (Houaiss). 



"Arrependimento de quem julga ter ofendido, contrariado ou aborrecido outrem".

Ou seja, uma criança de 2 anos e meio fez alguma coisa que ela depois descobriu (ou, mais provavelmente, alguém disse a ela) que estava errada, se arrependeu e pediu, do fundo do coração, para ser desculpada. E entendeu quando foi desculpada pelo que havia (ou pelo que disseram que ela havia) feito de errado. Seria isso possível?

Algumas posturas que vejo no do dia-a-dia, vindas desde profissionais (pediatras, psicólogos, educadores, escritores) até de pais, me preocupam.

Essas são algumas delas.

- Deixar uma criança chorar horas a fio (que fosse uma hora), durante dias seguidos, para que ela aprenda a dormir sozinha...

O que será que uma criança que chora 5 ou 7 noites seguidas, por 2 a 3 horas aprende? A dormir? Mesmo? Sim, ela dorme. Qualquer um dos inúmeros métodos, se seguido à risca, faz a criança dormir. Mas a que custo? Isso é educar?

Qual a impressão que fica em uma criança que pede ajuda, através de uma das únicas formas que sabe (choro), e dia após dia, tem seu pedido ignorado?

Até os 3 a 4 meses, um lactente dorme mamando, sempre que possível, no seio da mãe. E ele não tem, até essa idade, um ritmo de sono (come de dia e acorda à noite) mediado pela mudança luz / escuro, pela liberação de melatonina (ritmo circadiano). O primeiro trimestre de vida do bebê pode corresponder a uma fase conhecida como exterogestação. A transição de “vida no útero” para “vida real” não é tão simples quanto o corte do cordão umbilical. Todos os bebês humanos nascem prematuros, quando comparados aos bebês de outros mamíferos (não enxergam, não sentam, não ficam em pé, não falam, não têm um ritmo de sono).

Eles precisam dessa transição cuidadosa para que, com segurança, no momento adequado, possam se desenvolver (ato de “desenrolar, permitir a saída ou aparecimento de algo que estava tolhido”).

- Bater em uma criança imaginando que assim ela vai aprender a se comportar melhor...

Gente, isso não é legal (nem bacana e nem dentro da lei) - Lei Menino Bernardo (LEI Nº 13.010, DE 26 DE JUNHO DE 2014).

Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se:
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em:
a) sofrimento físico; ou
b) lesão;

II - tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao adolescente que:
a) humilhe; ou
b) ameace gravemente; ou
c) ridicularize."

"Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes medidas, que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso:

I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família;
II - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico;
III - encaminhamento a cursos ou programas de orientação;
IV - obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado;
V - advertência.

Sem mais comentários.

- Cantinho do pensamento com duração de um minuto por ano de idade.

Essa é a mais estranha.

1º) Alguém já viu a cena de uma criança de um ano, sentada, pensando no que fez, em um canto, por UM MINUTO INTEIRINHOOOOOOO??? Castigo pra quem? Só se for para os pais que têm que ficar ao lado dessa criança o tempo todo, senão ela para de pensar e se levanta ou adormece e cai;

2º) Se essa criança de 1, 2 ou 3 anos ficasse mesmo sentadinha pelo período determinado, pelas regras, será que ela iria pensar, em algum momento,  sobre o que ela está fazendo lá? Mesmo?

3º) Quem conhece UM CASO SÓ de uma criança que fez algo que os adultos julgaram que era inadequado, que ficou no canto do pensamento ou do castigo e definitivamente, de verdade, nunca mais fez nada de errado pensando: “Melhor eu não fazer isso senão vou ter que ficar X minutos sentado de castigo!!!

Crianças precisam tanto de pessoas que OLHEM POR ELAS, quanto das que OLHEM PARA ELAS e COM ELAS.


EDUCAR.

Qual é a sua ideia de educação?
Será que dá para definir em uma só dessas explicações do dicionário?
Ou em todas?
Ou em nenhuma?



1. Dar ou oferecer (a alguém) conhecimentos e atenção especial para que possa desenvolver suas capacidades intelectuais, morais e físicas.
2. Transmitir conhecimento a; ensinar, instruir.
3. Fazer (alguém) adquirir certos costumes e princípios exigidos por uma sociedade civilizada.
4. Treinar um animal a obedecer; adestrar, domesticar.
5. Adaptar um ser vivo às condições atmosféricas ou climáticas ou a um ambiente.
6. Buscar atingir um alto nível de evolução espiritual.

Educar é tudo isso, é muito mais do que isso e talvez não seja nada disso.

Estamos querendo educar as crianças como se elas fossem adultas, como se elas tivessem as nossas ferramentas para interagir com o mundo.

Os valores podem até sofrer uma influência do que é dito e repetido. E tudo precisa sim ser dito e repetido, à exaustão e até um pouco mais. Porém, com certeza, nossas ações podem definir, com muito mais impacto, os valores que queremos transmitir a uma criança.

Nada contra os bons dias, os boas noites, os por favores, as desculpas ou os obrigados. Eles são consequências da vivência e convivência e, uma vez incorporados de forma integral, serão naturalmente incluídos no dia-a-dia das crianças, adolescentes e adultos.

Mas que tal pensar em EDUCAR como sendo sinônimo de transmissão de valores maiores? RESPEITO, HUMILDADE, HONESTIDADE, AMIZADE, CIDADANIA, VÍNCULO, PERSEVERANÇA, AMOR pelo próximo, pela natureza, pelo mundo?

Vamos... refletir?






Dr. Moises Chencinski - CRM-SP: 36.349 - Pediatra e homeopata Membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria de São Paulo.




Tranquilidade e confiança ajudam a melhorar o desempenho escolar


Especialistas afirmam que crianças podem ter melhor desempenho na escola quando estão mais tranquilas e confiantes. Veja como incentivar seu filho

 
Com o ano letivo chegando ao fim, muitas famílias enfrentam um período crítico que atinge em cheio pais e filhos. É o stress causado por conta do desempenho abaixo do esperado e do fantasma da recuperação escolar. O cenário é sempre o mesmo: os pais se desdobram para ajudar os filhos em casa, estudam juntos, tentam tirar as dúvidas de crianças que tentam se esforçar ao máximo e se sentem pressionadas. A diretora pedagógica da Editora Positivo, Acedriana Vicente Sandi, alerta para os prejuízos que toda essa pressão pode causar. “Os pais devem cuidar com o excesso de expectativa, frustração e ansiedade que demonstram, para não transferir isso para os filhos”, conta Acedriana. Segundo ela, cobranças exageradas geram insegurança e podem afetar o desempenho dos alunos. “Apesar da dedicação de todos, na hora da prova, a ansiedade pode dar lugar ao nervosismo, tirar a concentração e comprometer o resultado final, gerando ainda mais frustrações e a sensação de fracasso”, destaca Acedriana. 

Uma pesquisa da Universidade de Poitiers, na França, mostra que quanto mais tranquilas e com menos receio de falhar as crianças estão, melhor se saem diante dos desafios escolares. O estudo, realizado com alunos de 11 anos, dividiu os estudantes em dois grupos. Todos receberam problemas difíceis de serem resolvidos. Um dos grupos foi orientado por um especialista a entender que o aprendizado é difícil e, por isso, falhar é natural, aceitável e, com o tempo e dedicação, isso tende a mudar. O outro grupo resolveu os problemas sem nenhum tipo de orientação ou apoio. Os estudantes que receberam um incentivo sobre a dificuldade na aprendizagem obtiveram melhores resultados que o segundo grupo. O que leva à conclusão que apoio e acolhimento, nessa hora, funcionam melhor que pressão e cobrança.

A gestora do Colégio Positivo - Jardim Ambiental, professora Maria Fernanda Suss, explica que quando a criança se sente à vontade para errar, ela deixa o receio de lado para se arriscar mais e tentar chegar ao resultado esperado. “Os pais devem apoiar os filhos, mostrando que as dificuldades fazem parte da aprendizagem. Dessa forma, as crianças terão tranquilidade suficiente para fazerem a parte delas”, afirma. Para a gestora, esse período de fim de ano - com os alunos precisando se esforçar para alcançar as notas que faltam ou então enfrentar a fase de recuperação - exige de toda a família paciência, dedicação e compreensão. A professora também ressalta que é importante que os pais estejam atentos à rotina de estudos e ao desempenho dos filhos durante todo o tempo, e não apenas quando o fim do ano se aproxima. “Isso evita surpresas que podem causar frustração e cobranças demasiadas de uma só vez”, completa.

Algumas dicas podem ajudar os pais a lidarem melhor com a situação, evitando stress e garantindo o bom rendimento escolar do filho:

1- Combine com seu filho uma espécie de contrato: os horários de estudo devem ser bem definidos, assim como os horários de descanso e lazer. Dessa forma, você evita cobranças desnecessárias quanto à dedicação e empenho da criança ou jovem.

2- Se você quer ver seu filho ter um bom desempenho escolar, dê a ele boas condições para isso. Ambiente tranquilo para estudar, conversas amigáveis e constantes que demonstrem apoio e compreensão frente às dificuldades que ele encontra, além de acompanhamento rigoroso das demandas escolares.

3- Não transfira para a escola a responsabilidade de fazer o seu filho desenvolver o gosto e o hábito de estudar. Pais e professores devem realizar um trabalho conjunto nesse sentido.

4- Mostre-se como um parceiro e aliado de seu filho. Assim, além de fazer com que ele se sinta apoiado, o que é importante para manter a tranquilidade e perder o medo de errar, você ganhará a confiança dele.

5- Não estabeleça notas. Deixe claro que você espera dele dedicação e disciplina e que você sabe que a possibilidade dele falhar existe porque é da natureza humana. Caso isso ocorra, sente-se junto com seu filho para ajudá-lo a entender onde ele falhou e como evitar que isso aconteça novamente.




Aprenda a identificar os medicamentos falsos



 OMS estima que uso desses produtos cause a morte de 72 mil crianças por ano, vítimas de pneumonia


Uma pesquisa divulgada em novembro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que um em cada dez medicamentos consumidos em países em desenvolvimento é falso. Produzidos com ingredientes errados, sem os princípios ativos necessários, em doses incorretas ou sem as condições de higiene recomendadas, esses medicamentos não só deixam de tratar as doenças para as quais são indicados como podem piorar a saúde do paciente, pois muitas vezes contêm substâncias tóxicas.

O problema afeta de forma mais dramática as regiões mais pobres do planeta. Estima-se que, anualmente, o uso de medicamentos falsos no tratamento de pneumonia cause a morte de ao menos 72 mil crianças, e cerca de 116 mil mortes por malária poderiam ser evitadas na região da África Subsaariana com o uso de medicamentos adequados. Os dados foram coletados pela Universidade de Edimburgo e pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, a pedido da OMS.

Ainda de acordo com a pesquisa, drogas usadas no tratamento de infecções bacterianas e da malária respondem por cerca de 65% dos medicamentos falsos. O número é preocupante sobretudo quando se leva em consideração o recente aumento nos casos de malária no Brasil: segundo o Ministério da Saúde, foi registrado em 2017 um crescimento de 28% da doença em relação a 2016.

“Identificar um medicamento falso muitas vezes é uma tarefa difícil, já que sua aparência costuma ser quase idêntica à original. Por isso, é importante ficar atento aos itens da embalagem que atestam sua procedência. É importante lembrar também que todos os medicamentos originais podem ser consultados no site da Anvisa”, explicou Adriano Heleno Ribeiro, farmacêutico da Extrafarma, rede nacional de farmácias.

Veja no infográfico as informações que devem constar em todos os medicamentos originais.

 


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