Causada pela pressão arterial elevada,
a Retinopatia Hipertensiva é uma doença ocular que avança sem sintomas na fase
inicial, enquanto provoca danos irreversíveis na retina
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O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão
Arterial, lembrado em 26 de abril, tem o objetivo de chamar a atenção para esta
doença crônica e silenciosa que, quando deixa de ser tratada, causa danos
significativos e irreversíveis a diversos órgãos do corpo. Nos olhos, a pressão
elevada constante danifica pequenos vasos sanguíneos da retina, camada sensível
à luz no fundo do olho, provocando uma condição conhecida como Retinopatia
Hipertensiva.
O Prof. Dr. Michel Farah, oftalmologista do H.Olhos Unidade CEOSP,
da rede Vision One, alerta que, “na maioria das vezes, a doença ocular é
assintomática na fase inicial, e o paciente pode ter a visão perfeita enquanto
os danos já estão ocorrendo. Os sintomas, quando surgem, podem incluir visão
embaçada ou turva, redução da capacidade visual e dores de cabeça relacionadas
ao pico de pressão. Em casos súbitos e graves, pode ocorrer perda repentina da
visão em um dos olhos”.
Embora seja mais frequente a partir dos 60 anos, a Retinopatia
Hipertensiva pode ocorrer em pacientes de diferentes idades que apresentem
hipertensão arterial crônica ou descontrolada. De acordo com o Ministério da
Saúde, a pressão alta afeta cerca de 30% dos brasileiros adultos, e o número de
casos tem aumentado entre os jovens, impulsionado pelo sobrepeso, obesidade e
sedentarismo. Para evitar danos graves à visão é fundamental controlar a
hipertensão arterial e realizar acompanhamento oftalmológico regular.
O Prof. Dr. Michel Farah alerta para as condições oculares que
podem surgir com o agravamento da Retinopatia Hipertensiva:
Edema Macular: Acúmulo de líquido na mácula, parte central da visão, causando
distorção visual.
Oclusão de Veia ou Artéria da Retina: Equivalente a um "infarto"
no olho, que pode levar à perda visual irreversível.
Neuropatia Óptica: Danos ao nervo óptico devido à falta de circulação
suficiente, podendo causar perda de visão parcial ou total permanente.
O controle rigoroso da hipertensão arterial é a medida considerada
essencial para reduzir
rapidamente os níveis da crise hipertensiva e estabilizar a vasculatura
retiniana, acompanhado de mudanças no estilo de vida. “Nos casos mais graves e avançados, a
intervenção oftalmológica pode incluir injeções intravítreas, para reduzir o
inchaço da retina, e fotocoagulação a laser, para selar vasos que estão vazando
ou tratar áreas sem oxigenação”, explica o médico.
A
Retinopatia Hipertensiva pode ser diagnosticada precocemente por meio do exame
de fundo de olho, e é importante que ele seja realizado por todas as pessoas que
sofrem de pressão alta, independentemente de apresentarem queixas visuais.
Quanto mais a doença avançar, maior será o risco de danos graves ou
irreversíveis à visão. O diagnóstico na fase inicial e a rapidez no tratamento
oftalmológico são fundamentais para prevenir a perda visual.
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