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segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Sem filhos, Armani deixa plano sucessório sólido — alerta serve para o empresariado naciona

Caso do estilista italiano mostra como regras claras de sucessão podem preservar não apenas herdeiros, mas também o valor de empresas e marcas globais

 

 

A morte de Giorgio Armani reacendeu o debate sobre a importância do planejamento sucessório em grandes negócios familiares. Apesar de não ter filhos, o estilista deixou clara sua intenção de manter o império sob controle de familiares próximos, estabelecendo regras que preservam tanto a continuidade da marca quanto a estabilidade da empresa.

Especialistas lembram que esse não é um tema restrito ao mundo da moda ou a bilionários estrangeiros. Também no Brasil, muitas companhias familiares enfrentam riscos significativos quando o planejamento sucessório é deixado de lado.
“O caso Armani é um ótimo exemplo aos empresários brasileiros que ainda relutam em iniciar um planejamento para a sucessão do seu negócio, seja ele de pequeno ou grande porte”, afirma Jônia Barbosa de Souza, sócia da área Societária e de M&A do Duarte Tonetti Advogados.

O impacto vai além da estrutura familiar. No mercado financeiro, sucessões empresariais mal resolvidas geram instabilidade e podem comprometer investimentos e valor de mercado. Em contrapartida, empresas que estruturam governança e regras sucessórias sólidas transmitem confiança a investidores e parceiros comerciais.
“Fica claro que boas regras de governança e a certeza da solidez na gestão dos negócios contribuem para manter a tranquilidade dos investidores. O mercado responde positivamente quando confia que haverá transições seguras”, explica a advogada.

Segundo levantamento do IBGE, cerca de 90% das empresas brasileiras têm perfil familiar, mas apenas uma minoria conta com regras sucessórias formalizadas. Essa lacuna ajuda a explicar por que a ausência de planejamento é uma das principais causas de litígios e até de falência de negócios após a saída de fundadores.

“Na ausência de um plano de sucessão, o negócio tende a sofrer o impacto da falta de seu fundador. A consequência financeira de tal impacto é normalmente o motivo para os desentendimentos e disputas judiciais entre os familiares”, ressalta Jônia.

Para a especialista, o exemplo de Armani deve servir como alerta: sucessão empresarial não é apenas um tema de família, mas também de governança, estabilidade de mercado e preservação de legados.  




Jônia Barbosa de Souza - advogada e sócia da área Societária e de M&A do Duarte Tonetti Advogados. Especialista em Direito Societário e com MBA em Gestão Empresarial pela FGV-SP, atua na reestruturação e regularização de empresas, além da implementação de práticas de governança e planejamento estratégico.


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