Nutricionista do CEJAM explica como investir em frutas, vegetais coloridos e gorduras boas pode garantir a saúde da pele, enquanto açúcar e ultraprocessados aceleram o envelhecimento
Manter a pele
bonita e protegida vai muito além dos cuidados externos. De acordo com a
nutricionista Camila Lucena, da UBS Alto da Ponte - unidade gerenciada pelo
CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de São José dos Campos
(SMS-SJC), a alimentação
desempenha um papel central na integridade cutânea, potencializando
tratamentos estéticos e prevenindo o envelhecimento precoce.
No cardápio diário, não
podem faltar frutas, vegetais coloridos, oleaginosas, sementes, abacate e
bastante água. “Esses alimentos fornecem nutrientes fundamentais, como
vitamina A, que promove a renovação celular; vitamina C, que estimula a síntese
de colágeno e atua como antioxidante; vitamina E, que protege contra o estresse
oxidativo; e zinco, essencial para cicatrização, controle da oleosidade e
defesa imunológica da pele”, explica Camila.
O consumo de
gorduras boas, presentes no abacate, azeite e sementes, também é primordial no
reforço da barreira lipídica natural, que mantém a pele hidratada e menos
reativa. Já os ácidos graxos, a
exemplo do ômega-3,
encontrados em peixes -salmão, sardinha e atum - e em alimentos vegetais, como as sementes e alga
marinha, têm ação anti-inflamatória e contribuem para uma aparência mais
viçosa.
Por outro lado,
açúcares simples, alimentos ultraprocessados, gorduras trans e excesso de
álcool comprometem a saúde e o bom aspecto da pele.“O açúcar em excesso
provoca a glicação das fibras de colágeno, tornando-as rígidas e quebradiças,
enquanto os processados aumentam a inflamação e enfraquecem a barreira cutânea”,
alerta a nutricionista.
Para quem está iniciando
os cuidados, Camila sugere um primeiro passo simples: reduzir o consumo de
açúcar e aumentar a ingestão de frutas e vegetais ricos em antioxidantes. Ela
acrescenta que a suplementação com colágeno hidrolisado associado à vitamina C,
silício orgânico, zinco quelado, astaxantina, vitamina D (quando há
deficiência) e ômega-3 de cadeia longa (EPA/DHA) pode potencializar os
resultados.
“Os antioxidantes naturais presentes em frutas e verduras funcionam como escudos contra os radicais livres, prevenindo danos ao DNA e à estrutura do colágeno. No entanto, só a alimentação não garante proteção total”, ressalta.
Hábitos como uso diário de protetor solar, limpeza adequada e a aplicação de produtos antioxidantes tópicos continuam sendo indispensáveis. “Uma alimentação equilibrada oferece os nutrientes essenciais para reparar tecidos, controlar processos inflamatórios e potencializar o efeito de cosméticos e tratamentos estéticos. É um trabalho conjunto: de dentro para fora”, conclui.
CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial

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