Durante o Setembro Amarelo, médicos reforçam que cirurgias bem planejadas podem melhorar imagem corporal e confiança
Setembro Amarelo lembra a urgência de cuidarmos da saúde mental e
do acolhimento. Em um cenário marcado pela influência das redes sociais e a
pressão estética crescente, a autoimagem tem impacto direto no bem-estar
psicológico.
É fundamental lembrar que a saúde mental precisa estar no centro
de qualquer decisão relacionada ao corpo. A cirurgia plástica, quando buscada
por motivos conscientes e acompanhada de suporte médico adequado, pode
contribuir para o bem-estar emocional, mas nunca deve ser vista como solução
imediata para questões profundas de autoestima ou sofrimento psicológico. É
papel dos profissionais da área acolher, orientar e, sobretudo, valorizar a
vida e a saúde integral do paciente, reforçando que cuidar da mente é tão
essencial quanto cuidar da aparência.
Segundo a Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) cerca de
90% dos pacientes que realizaram cirurgias plásticas estéticas relataram
melhora na autoestima. Esses números estão alinhados com uma demanda crescente
por procedimentos que promovam não apenas mudanças físicas, mas também
benefícios emocionais.
Uma pesquisa publicada na Revista Brasileira de Cirurgia
Plástica demonstrou que após cirurgias como mamoplastia, abdominoplastia e
lipoaspiração, as pacientes apresentaram aumento significativo nos escores de
autoestima, com impacto positivo em todos os domínios da qualidade de vida.
Segundo dados publicados no periódico REASE – Revista de
Estudos em Saúde e Estética, antes do procedimento apenas 32% das pacientes
avaliavam sua autoestima como ‘ótima’ ou ‘boa’, enquanto após a cirurgia esse
índice subiu para 93%. O ganho foi especialmente perceptível na autoimagem corporal,
o que reforça o efeito terapêutico da cirurgia plástica quando bem indicada.
Para o cirurgião plástico Raphael Alcalde, os benefícios
emocionais são reais, mas precisam ser mediados por critérios éticos e
avaliação psicológica. “Em muitos casos, o bisturi liberta. Devolve uma imagem
com a qual a pessoa se identifica, promovendo alívio, confiança e mais
engajamento social. Mas somente quando há equilíbrio emocional e expectativas
realistas sobre a cirurgia”, reforça.
Ele destaca ainda que o profissional deve atuar não apenas como
técnico, mas também como guardião da saúde emocional do paciente. “Se
identificarmos sofrimento psicológico que a cirurgia não resolveria — ou
expectativas idealizadas fora da realidade — encaminhamos para avaliação com psicólogos
ou psiquiatras antes de qualquer decisão”, explica.
Neste Setembro Amarelo, a campanha reforça que cuidar da saúde mental é um ato de acolhimento e a cirurgia plástica, portanto, pode ser vista como um recurso de apoio ao bem-estar. “O equilíbrio entre expectativa realista, avaliação ética e suporte psicológico é essencial para que o procedimento proporcione benefícios duradouros, transformando a autoestima e a qualidade de vida de maneira saudável e segura”, finaliza o médico.
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