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A história recente do Brasil guarda feridas que
ainda ecoam na sociedade. Entre elas, estão os episódios de violência e
silenciamento vividos durante a ditadura militar. Revisitar esse período não
significa apenas relembrar dores, mas compreender os mecanismos que sustentaram
um sistema de opressão — e que, de diferentes formas, podem ressurgir se não
houver vigilância crítica.
Em Quase-romance nos pomares da eternidade, Silvio Damasceno recria, em forma de ficção, a morte de um
estudante dentro da universidade. Inspirado em fatos reais, o livro expõe a
brutalidade da repressão e a luta de jovens que ousaram sonhar em meio ao
autoritarismo. A partir dessa obra, elencamos cinco razões pelas quais conhecer
o passado é essencial para não repetir os mesmos erros coletivos.
Confira:
1. Preservar a memória
coletiva
A memória histórica é um patrimônio social.
Conhecer episódios de violência e resistência permite que a sociedade mantenha
viva a lembrança daqueles que lutaram e sofreram com a opressão.
2. Reconhecer mecanismos de
repressão
Estudar o passado ajuda a identificar como
funcionam as engrenagens de regimes autoritários — censura, perseguição
política, manipulação da informação. Esse conhecimento é fundamental para não
deixar que essas práticas sejam normalizadas novamente.
3. Fortalecer a democracia
Ao refletir sobre períodos de ditadura, aprendemos
a valorizar a importância da liberdade de expressão, do voto e das instituições
democráticas. Esses direitos, muitas vezes, só são percebidos em sua plenitude
quando ameaçados.
4. Dar voz às vítimas
silenciadas
Recontar as histórias interrompidas, como a de Zé
Luiz no livro de Damasceno, é uma forma de justiça simbólica. Honrar essas
trajetórias contribui para que as vítimas não sejam esquecidas e suas lutas
permaneçam como referência.
5. Estimular pensamento
crítico nas novas gerações
O contato com narrativas históricas inspira jovens a questionar, refletir e se posicionar diante das injustiças do presente. Assim, o passado cumpre seu papel pedagógico: servir de alerta para um futuro mais justo.
Silvio Damasceno - paraense, nascido em Ourém e morador de Ulianópolis. Aos 70 anos, é formado em Direito e atua como tabelião. Como escritor, publica o livro Quase-romance nos pomares da eternidade, inspirado em César Moraes Leite, um estudante que foi morto enquanto assistia às aulas na Universidade Federal do Pará.

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