No dia 17 de abril
é comemorado o Dia Mundial da Hemofilia
A hemofilia é um distúrbio genético que afeta a
coagulação do sangue. No processo de coagulação, quando cortamos uma parte do
corpo e ela começa a sangrar, as proteínas presentes no sangue entram em ação
para estancar o sangramento. Já as pessoas portadoras de hemofilia não contam
com essas proteínas, e sangram mais que o normal.
O Dia Mundial da Hemofilia é comemorado anualmente
em 17 de abril como forma de ampliar a discussão sobre a doença e relembrar a
importância de investir no tratamento das pessoas. A data foi escolhida pois
foi quando nasceu Frank Schnabel, hemofílico e fundador da Federação Mundial de
Hemofilia, ele atuou buscando a melhoria da qualidade de vida dos
hemofílicos.
A doença é uma condição genética e ocorre por conta
de uma mutação em genes presentes no cromossomo X. Por isso, acomete
principalmente homens, que possuem apenas uma cópia do cromossomo X. As
mulheres, que possuem duas cópias desse cromossomo, não desenvolvem a doença,
sendo apenas portadoras do gene com a mutação.
Historicamente, a doença é muito associada à
Monarquia na Europa. A Rainha Vitória passou os genes da doença para seu filho
Leopoldo e para suas filhas, e, consequentemente, para várias famílias reais
europeias, entre elas a da Espanha, Alemanha e Rússia.
A hemofilia também aparece no audiovisual em séries
como Os Últimos Czares e The Flash. Na primeira, a questão da monarquia
europeia é abordada. A série da Netflix retrata a vida e a queda de Nicolau II,
o último czar russo, que, em 1918, encerra a dinastia dos Ramanov. Seu quinto
filho, Alexei, nasceu com hemofilia, por ser um dos descendentes da Rainha
Vitória que herdou a doença.
Já na segunda série, The Flash, o vilão Ramsey
Rosso, ou Bloodwork, é hemofílico e ao tentar descobrir a cura, ganha poderes a
ponto de aprender a transformar seu corpo em um monstro feito de sangue. Com
esses poderes ele é capaz de criar ainda mais sangue, mudar sua forma e ainda
fazer com que o sangue de seus inimigos pegue fogo.
No entanto, na vida real as coisas não são
tão fáceis para os hemofílicos. Dentre os sintomas da doença, temos, principalmente,
sangramentos anormais mesmo em pequenos cortes, sangramentos longos em extração
de dentes, surgimento de manchas vermelhas na pele e sangramentos graves
internos que podem afetar o sistema nervoso central.
Tradicionalmente, o diagnóstico da doença é feito
pela análise de uma amostra de sangue, que pode revelar a deficiência do fator
de coagulação. No entanto, esse diagnóstico costuma ser feito depois que a
pessoa já está manifestando sintomas. A hemofilia também pode ser identificada
no meuDNA Bochechinha, um teste de mapeamento genético que identifica a
predisposição genética de bebês a desenvolver na primeira infância mais de 340
doenças raras, graves, silenciosas e tratáveis, antes mesmo de qualquer sintoma
aparecer. Todas as doenças que podem ser identificadas pelo meuDNA Bochechinha
são tratáveis.
A detecção da predisposição a desenvolver hemofilia
no recém-nascido permite que o bebê tenha assistência e acompanhamento médico
especializado antes do início dos sintomas, garantindo mais qualidade de vida.
Caso o teste identifique que a criança tem risco aumentado para a doença, é
importante o acompanhamento de um médico geneticista.
O tratamento da hemofilia evoluiu muito com a
reposição das proteínas ausentes no sangue do paciente de forma a ajudar na
coagulação. Além disso, a pessoa deve fazer exames regularmente e usar apenas
medicamentos que sejam recomendados pelos médicos, já que alguns remédios podem
piorar o quadro.
Quanto antes for feito o início do tratamento,
menores são as sequelas deixadas pelos sangramentos. E o diagnóstico precoce da
doença é de extrema importância como forma de prevenir que eventos hemorrágicos
ocorram. Apesar de a doença não ter cura, os tratamentos são acessíveis e estão
disponíveis no SUS, permitindo que o paciente hemofílico desfrute de uma boa
qualidade de vida.
meuDNA
Bochechinha
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