Estudo da Robert
Half apresenta as cinco principais razões que levam a essa percepção e reforçam
a importância do Dia Mundial da Saúde
Criado pela OMS para a conscientização e criação de
políticas voltadas ao bem-estar da população, o Dia Mundial da Saúde, celebrado
em 7 de abril, também faz refletir sobre como empresas e colaboradores estão
lidando com a saúde mental no trabalho. A 19ª edição do Índice de
Confiança Robert Half ouviu 774 recrutadores e profissionais qualificados –
ou seja, com 25 anos ou mais e formação superior – e apontou que 49% dos
recrutadores acreditam que os profissionais estão mais propensos a sofrer de burnout
no segundo semestre.
Segundo os recrutadores, as cinco principais razões
que os levam a fazer essa afirmação são: cargas de trabalho mais pesadas (58%);
falta de equilíbrio entre vida profissional e trabalho (58%); mais pressão para
obter resultados (55%); incertezas quanto ao rumo da pandemia (52%); e a alta
demanda de trabalho concentrada em equipes reduzidas (51%).
“Algumas boas práticas em prol do bem-estar do
colaborador exigem um alto investimento financeiro. Entretanto, algumas
empresas podem não estar no melhor momento para destinar recursos para essas
ações. Acredito, porém, que está ao alcance de todas as organizações criar uma
cultura de satisfação, como primeiro passo para que as pessoas tenham um
ambiente de trabalho mais saudável”, afirma Fernando Mantovani, diretor-geral
da Robert Half para a América do Sul.
Apesar dos números impactantes, a pesquisa revela
também que 80% das empresas buscam a mudança desse cenário, com adoção de
medidas para alcançar maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. As
cinco principais ações realizadas pelas empresas são: permitir maior
flexibilidade de horário (55%); manter uma comunicação regular (51%); melhorar
o acesso aos benefícios de saúde e bem-estar (35%); aprimorar programas de
reconhecimento de funcionários (27%); e dar mais apoio aos pais e mães que
trabalham (20%).
Quando perguntados sobre o equilíbrio entre a vida
pessoal e profissional no último ano, 42% dos empregados afirmaram que houve um
aumento na qualidade de vida. “Isso pode indicar um reflexo da evolução no
número de empresas que passaram a promover benefícios relacionados ao bem-estar
emocional e à saúde mental dos colaboradores, em função das preocupações com a
pandemia. O que só reforça a importância do cuidado com os profissionais como
estratégia para manter a operação competitiva”, conclui o diretor.
Equilíbrio entre a vida social e o trabalho é a
tendência global para a retenção de talentos
A consultoria também conduziu um levantamento
global, na segunda quinzena de fevereiro, com 1.500 executivos C-level (CEOs,
CFOs e CIOs), no Brasil, Bélgica, França, Reino Unido e Alemanha. Quando
questionados sobre quais preocupações mais impactam na capacidade das empresas
de reter colaboradores, as três respostas mais citadas pelos executivos foram:
a busca dos colaboradores por um maior equilíbrio entre vida profissional e
pessoal (28%); o aumento da pressão no trabalho ou burnout dos
colaboradores (23%); e a incapacidade de oferecer salários e benefícios
competitivos.
No ranking entre países, os executivos brasileiros
aparecem como os mais preocupados com a busca de um maior equilíbrio entre a
vida pessoal e profissional dos colaboradores.
|
Brasil |
36% |
|
Bélgica |
27% |
|
França |
26% |
|
Reino Unido |
25% |
|
Alemanha |
24% |
(Fonte: Pesquisa global da Robert Half com 1.500
executivos C-level)
“A pesquisa global aponta uma tendência positiva:
cada vez mais, as lideranças das organizações consideram saúde e equilíbrio no
trabalho peças-chave da atração e retenção de talentos. Dessa forma é que
elas mapeiem as necessidades e as expectativas dos colaboradores que estão em
casa”, conclui Mantovani.
Robert Half
Nenhum comentário:
Postar um comentário