O termo come-cotas é muito comum quando o assunto são os fundos de investimento, ainda mais nesta época do ano. Acontece que essa é uma prática que gera dúvidas dos investidores, principalmente se é possível compensar as perdas provocadas pela tributação.
Mas
antes da resposta, é importante entender o que são fundos de investimento. Essa é uma modalidade de investimento
coletiva, administrada por gestores e composta por recursos de muitos
investidores (cotistas) para a aplicação em diferentes meios (tomadores).
Nesse
tipo de investimento, as opções vão das mais simples e baratas até as mais
complexas, e são os gestores que têm a responsabilidade de decidir o destino do
dinheiro, ou seja, para quem será "emprestado".
O
produto tem variados graus de risco e, dessa forma, costuma ser uma ótima
oportunidade para pessoas mais iniciantes – que buscam diversificar a carteira
e ter rentabilidade maior do que a da poupança –, e para os investidores
agressivos.
O
come-cotas é uma prática que ocorre todos os anos, no fim de maio e novembro,
da seguinte forma: há uma redução de cotas do investidor correspondente ao
valor do imposto de renda devido. E é justamente por isso o nome “come-cotas”.
Vale
ressaltar que a cobrança do imposto de renda é somente sobre o ganho do
período, e se houver prejuízo no investimento, não haverá a cobrança do
imposto. O come-cotas incide nos fundos de longo prazo e de curto prazo e é uma
tributação mais comum em fundos de renda fixa, multimercado e cambiais (mas não
em todos). Já nos fundos de ações, não há incidência de imposto.
De
qualquer maneira, é sempre importante checar qual é a classificação do fundo
para ver que tipo de tributação está sujeito.
Como
compensar a redução de cotas?
Nas
aplicações em que o come-cotas gera prejuízos, há possibilidade de compensação
das perdas. Considerando fundos de mesma natureza e tributação, é possível,
inclusive, diminuir ou até zerar o recolhimento de tributos.
E
pela maior complexidade nas movimentações dos fundos, é importante contar com a
ajuda de um assessor de investimentos. Esses especialistas têm certificações
reconhecidas mundialmente para operar no mercado de investimentos e são
capacitados para dar recomendações ao investidor sobre a carteira, além de
ajudar a compensar as perdas provocadas pela incidência de impostos no fundo de
investimento e em outros produtos.
A
Ethimos,
um dos maiores escritórios da XP, conta com assessores de investimentos e tem o
atendimento de qualidade comprovado pelo selo NPS (Net Promoter Score).
Mauricio
Chagas - sócio e head de Fundos de Investimento da Ethimos.
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