Levantamento da Sociedade Brasileira
de Endometriose (SBE) revela que mais de 60% das mulheres desconhecem
sintomas da doença. Especialista esclarece que tratar problema com diferentes
profissionais pode ampliar chances de sucesso no tratamento
Comum
entre as mulheres, a endometriose causa impacto direto na qualidade
de vida e dificulta – muito – os planos de quem deseja engravidar. “O
desconhecimento dos sintomas pode agravar o problema e trazer ainda mais
prejuízos às mulheres, principalmente jovens que estão em idade fértil”,
explica o ginecologista e coordenador
do Centro de Endometriose do Hospital Santa Catarina (SP),
doutor Alexander Kopelman.
O alerta do especialista vai ao encontro do levantamento da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), que revela que mais de 60% das mulheres desconhecem os sintomas da doença. Kopelman explica que “quanto antes for realizada a vistoria clínica, maiores serão as chances de tratamento. Exame de toque, histórico clínico do paciente, ressonância magnética e exames de ultrassom endovaginal especializado são algumas das formas de diagnosticar a endometriose”.
Contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar, segundo o médico, auxilia a tratar a doença com mais rapidez e assertividade. “Seja endometriose leve ou profunda, é vital que a paciente conte com diferentes especialistas que trabalhem interligados. Além do ginecologista, que coordena as diretrizes mais importantes para cada caso, contar com acupunturista, psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta especializados no tema pode potencializar as chances de sucesso no tratamento”.
Entendendo como a doença atinge as mulheres
O alerta do especialista vai ao encontro do levantamento da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), que revela que mais de 60% das mulheres desconhecem os sintomas da doença. Kopelman explica que “quanto antes for realizada a vistoria clínica, maiores serão as chances de tratamento. Exame de toque, histórico clínico do paciente, ressonância magnética e exames de ultrassom endovaginal especializado são algumas das formas de diagnosticar a endometriose”.
Contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar, segundo o médico, auxilia a tratar a doença com mais rapidez e assertividade. “Seja endometriose leve ou profunda, é vital que a paciente conte com diferentes especialistas que trabalhem interligados. Além do ginecologista, que coordena as diretrizes mais importantes para cada caso, contar com acupunturista, psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta especializados no tema pode potencializar as chances de sucesso no tratamento”.
Entendendo como a doença atinge as mulheres
O acúmulo de sangue menstrual na cavidade pélvica ocorre porque o endométrio (camada que reveste o útero) fica mais espesso todos os meses, e, quando a mulher não engravida, parte da menstruação, carregando essas células endometriais, percorre as tubas atingindo a pelve, próximo ao útero e ovários. É nessa hora que as células de defesa do organismo realizam uma espécie de faxina para remover as substâncias. No caso das mulheres com endometriose, o sangue não é totalmente eliminado e, consequentemente, se fixa nessa região, podendo atingir outros órgãos, como bexiga e intestino. No Brasil, estimativas revelam que de sete a 10 milhões de mulheres possuem a doença.
O problema, além de prejudicar a qualidade de vida e atrapalhar os sonhos de ser mãe, pode provocar fortes cólicas, dores nas relações sexuais, dificuldades para urinar ou defecar durante a menstruação, causar inchaços e dor abdominal.
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