Dr. André Mansano, médico intervencionista da dor, fala qual é o limite
máximo de peso indicado para os trabalhadores e explica o que é o
"bloqueio diagnóstico" para tratar a dor
As dores lombares
são a maior causa de absenteísmo (falta no trabalho) dos brasileiros. Segundo
dados da Previdência Social, somente no primeiro trimestre deste ano foram
mais de 24 mil afastamentos, em média, 269 trabalhadores afastados por dia por
causa de problemas na coluna. Um afastamento a cada 5 minutos.
"Na maioria
dos casos a dor nas costas é tratada de forma satisfatória com medidas pouco
invasivas com o uso de analgésicos e fisioterapia. Porém, alguns pacientes
não tem a mesma sorte e evoluem com o que chamamos de dor lombar crônica,
definida assim quando a dor nas costas ocorre por pelo menos 3 meses
no ano", Afirma o Dr. André Manso, um dos principais especialistas no
Brasil no tratamento de dores crônicas.
Atualmente
10% das pessoas sofrem com dores lombares crônica. Uma em cada dez pessoas. Um
estudo holandês, recentemente publicado em uma das mais importantes revistas de
reumatologia do mundo, fez uma revisão a respeito da prevenção das dores
lombares no ambiente de trabalho e concluiu que os homens têm maior
propensão a desenvolver lombalgias durante o trabalho, provavelmente por terem
mais atuação em atividades com sobrecarga muscular. Trabalhos que consistem na
elevação de pesos frequentes causam maior número de lesões na coluna. Podemos
citar trabalhadores da construção civil até funcionários de serviços de saúde
(ex. transferência de pacientes entre leitos).
"Atividades que demandam muito tempo sentado ainda não foram
definidas como maiores causadores de dores lombares, embora possam piorar
quadros pré-existentes", afirma o médico.
Como prevenir?
Uma vez que o carregamento de peso é uma das causas do aumento da
incidência de dores lombares, faz sentido limitar não só a quantidade de peso
mas também a frequência com a qual o trabalhador é exposto a essas sobrecargas.
"Agências americanas limitam o carregamento de peso a no máximo
23Kg. É muito importante também que não se caminhe longas distâncias com a
carga de peso sustentada", acrescenta o Dr. André.
Programas que visam melhorar a ergonomia dentro do ambiente de trabalho
também são fundamentais. Empresas ou corporações que adotam medidas como ajuste
de cadeiras, mesas e suportes de computadores, bem como programas de
alongamento periódicos, apresentam menores incidências de dores lombares em
seus funcionários.
"Atitudes individuais como atividades físicas frequentes e
fortalecimento muscular são as principais formas de prevenção das dores
lombares crônicas e não devem ser negligenciadas", explica.
Como deve ser feito o tratamento dos pacientes com dores lombares?
O passo mais importante, sem dúvida alguma, é um diagnóstico preciso. A
coluna lombar é formada por inúmeras estruturas que podem ser causas de
dores e os exames de imagem (ex. ressonância nuclear magnética) podem
ajudar a localizar a origem do problema. O Dr. André ressalta que uma
ferramenta extremamente útil de tratamento são os “bloqueios
diagnósticos”.
"Os bloqueios diagnósticos são infiltrações realizadas de forma
precisa, com ajuda de algum método de imagem (ex. raio-x, tomografia ou
ultrassom). Por exemplo, se suspeitarmos que um músculo específico é a causa da
dor do paciente, podemos infiltrar exatamente aquele ponto muscular, caso o
paciente melhore, temos a certeza que aquele ponto era de fato a fonte da
dor", explica.
Esses bloqueios podem ser feitos com várias estruturas como disco
intervertebral, facetas lombares (articulações entre as vértebras), hérnias de
disco, etc.
"É a única forma de termos certeza de onde vem a dor do paciente.
Sabendo exatamente a fonte da dor, podemos traçar um plano de tratamento mais
específico", conclui.
Dr. André Marques Mansano, MD, Ph.D, FIPP - Graduado em Medicina pela Universidade Estadual
de Londrina. Recebeu do Instituto Mundial de Dor (World Institute of Pain) um
título internacional denominado "Fellow of Interventional Pain Practice”,
na cidade de Budapeste, capital da Hungria.
É médico Intervencionista da Dor na SINGULAR - Centro de Controle de Dor e no Hospital Israelita Albert Einstein – SP.
Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira (AMB). Membro do Comitê de Educação do "World Institute of Pain" e Membro da Sociedade Brasileira dos Médicos Intervencionistas em Dor. http://www.drandremansano.com.br/
É médico Intervencionista da Dor na SINGULAR - Centro de Controle de Dor e no Hospital Israelita Albert Einstein – SP.
Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira (AMB). Membro do Comitê de Educação do "World Institute of Pain" e Membro da Sociedade Brasileira dos Médicos Intervencionistas em Dor. http://www.drandremansano.com.br/
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