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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Aposentadoria mais difícil

 

Novas regras exigem mais tempo, estratégia e atenção em 2026

 

As mudanças nas regras de aposentadoria em 2026 já impactam diretamente o planejamento de milhares de brasileiros. Com a atualização das regras de transição do INSS, os segurados passaram a enfrentar critérios mais exigentes, o que tem gerado dúvidas e insegurança sobre o momento correto de solicitar o benefício. 

Neste ano, a idade mínima passou a ser de 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens. Além disso, houve aumento na pontuação exigida, que chegou a 93 pontos para mulheres e 103 para homens. Essas alterações fazem parte do cronograma progressivo da Reforma da Previdência e tendem a se tornar ainda mais rigorosas nos próximos anos. 

De acordo com o advogado Humberto Tommasi, sócio fundador da Ozon & Tommasi Advogados, a principal dificuldade está na falta de informação clara e na falsa sensação de direito adquirido. “Muitas pessoas acreditam que já podem se aposentar, mas, ao analisarmos o caso concreto, percebemos que ainda faltam meses ou até anos de contribuição. Sem planejamento, o prejuízo pode ser relevante”, explica.

Outro ponto que merece atenção é que pequenas variações no tempo de contribuição ou na idade podem impactar diretamente o valor do benefício. Isso ocorre porque o cálculo considera a média de todos os salários e regras específicas que variam conforme a situação de cada segurado. 

“Hoje, a aposentadoria deixou de ser um evento automático e passou a exigir estratégia. Não basta cumprir um requisito mínimo; é preciso identificar a regra mais vantajosa. Uma escolha equivocada pode reduzir o valor do benefício por toda a vida”, destaca Tommasi. 

Esse cenário reforça a importância do acompanhamento especializado, especialmente diante de um sistema previdenciário em constante transformação. O número de pessoas que buscam orientação antes de dar entrada no benefício tem crescido, refletindo uma maior preocupação com segurança jurídica e planejamento financeiro. 

Para o advogado, a tendência é clara: “As regras seguem se tornando mais exigentes. Quem se antecipa e se planeja consegue preservar direitos e evitar perdas financeiras que, ao longo do tempo, podem ultrapassar dezenas de milhares de reais”.

 

Ozon & Tommasi Advogados
Dr. Humberto Tommasi, OAB/PR 37.541
@ozonetommasiprev
contato@aot.adv.br
www.aot.adv.br
Av. Iguaçu, 1106, Rebouças, Curitiba/PR.

 

Por medo da violência, mais de 88% das mulheres já deixaram de sair à noite em São Paulo

Pesquisa inédita da Rhino realizada em março revela que mais de 83% das entrevistadas já sofreram ou conhecem vítimas de crimes no trânsito

 

Para medir a sensação de segurança no trânsito da cidade de São Paulo, a Rhino, app de mobilidade com carros blindados e motoristas profissionais, perguntou para cerca de 500 mulheres, de diferentes faixas etárias e regiões da cidade de São Paulo, como elas se sentiam durante seus deslocamentos. 

O levantamento inédito apurou que mais de 88% das entrevistadas já recusaram um compromisso noturno por medo da violência no trânsito. Além disso, 83% relataram já ter sofrido ou conhecer alguma mulher que tenha passado por alguma abordagem violenta durante o trajeto, como assaltos ou quebra de vidro. 

Outro dado que chama atenção é o tipo de preocupação mais recorrente entre as mulheres. A maioria destaca a segurança pessoal como principal receio (77%), seguida pelo comportamento do motorista (56%). Na sequência, aparecem a segurança dos objetos pessoais (38%); atrasos (24%); e acidentes (23%). 

A pesquisa também investigou quais fatores contribuiriam para tornar os deslocamentos mais seguros. Para 72% das entrevistadas, viajar em um carro blindado faria diferença, seguido por estar com um motorista treinado e identificado (69%) e contar com monitoramento da corrida em tempo real (55%). 

“Esses números evidenciam o sentimento que muitas mulheres carregam ao sair de casa todos os dias, e reforçam a importância de garantir uma mobilidade mais segura para elas”, afirma Isabela Rodrigues, Coordenadora de Marketing da Rhino. Entre os diferenciais da empresa está a segurança para motoristas e passageiros, com uma frota 100% composta por SUVs blindados nível III-A, aliada a motoristas profissionais e treinados, com monitoramento em tempo real. 

No Dia Internacional da Mulher, a empresa realizou uma ação voltada exclusivamente ao público feminino. Foram distribuídos 500 vouchers que deram direito a uma corrida pelo valor simbólico de R$ 1. A iniciativa teve como objetivo reforçar o compromisso da Rhino com a segurança das passageiras, ao assumir os custos da operação para que elas pudessem ter a experiência de circular pela cidade sem se preocupar com o deslocamento. Atualmente, a plataforma tem mais de 300 mil usuários ativos na cidade de São Paulo.
  


Rhino - aplicativo de mobilidade com carros blindados e motoristas treinados do Brasil.
Mais informações estão disponíveis em vamosrhino.com
@vamosrhino.


Estágio & Carreira: Diretor da Ambev lista 4 fatores culturais determinantes para o sucesso de um candidato

Foto - Rafael Canuto
Com a abertura do Programa de Estágio da companhia, João Vitor Marinho conta quais são as principais habilidades que um candidato deve ter para se destacar no processo seletivo 


O Programa de Estágio da Ambev é uma das principais portas de entrada para jovens talentos que desejam potencializar a carreira em uma das maiores companhias do país. Com vagas distribuídas em todo o Brasil, a iniciativa oferece oportunidades nas áreas de Business e Supply e recebe candidaturas até o dia 13 de abril, reforçando a aposta da empresa na formação de futuros líderes. 

Com uma jornada pautada em desenvolvimento acelerado, desafios reais de negócio, mentoria com lideranças e participação em projetos de impacto direto, é nesse contexto que a cultura organizacional se consolida como um dos principais critérios de seleção da companhia. Para João Vitor Marinho, Diretor da People da Ambev, esse “match” cultural é determinante para o sucesso dentro da empresa: 

“Acreditamos que talento se desenvolve na prática. Nosso Programa de Estágio é uma porta de entrada para quem quer potencializar o seu futuro, assumir responsabilidades, contribuir com resultados concretos e ajudar a construir algumas das marcas mais amadas do país”, afirma o executivo, que destaca quatro fatores essenciais para quem deseja conquistar uma vaga no programa:
 

1. Donos do negócio

“Acreditamos que donos tomam as melhores decisões todos os dias para o negócio e tratam os desafios do dia a dia como donos apaixonados pela companhia. Para isso é importante ter protagonismo, iniciativa e tomar decisões pensando não apenas no curto prazo, mas também no longo prazo.”
 

2. Curiosidade constante

“O desenvolvimento na companhia acontece na prática. Por isso, buscamos candidatos com curiosidade e disposição para aprender com desafios reais, mesmo sem ter todas as respostas, aproveitando ao máximo as oportunidades de aprendizado que a companhia oferece.”
 

3. Resolvedores de problemas

“Valorizamos talentos que resolvem problemas com lógica e objetividade, tomando decisões orientadas por dados. São pessoas que propõem soluções eficazes, demonstram resiliência diante de desafios e aprendem rápido para gerar impacto.”
 

4. Mentalidade de excelência

“A busca por excelência faz parte do dia a dia da companhia. Isso se traduz em disciplina e foco em resultados. Buscamos profissionais que apresentem essas características, que persigam a melhoria contínua e elevem o nível das entregas.” 

Com o mote “Potencialize seu futuro”, o Programa de Estágio 2026 reforça o compromisso da Ambev com a formação de talentos e a construção de uma cultura voltada para inovação, desenvolvimento e impacto. Os estagiários selecionados terão acesso a uma experiência completa, incluindo trilha de desenvolvimento personalizada, participação na League - comunidades de estagiários presentes em todo o país - e oportunidades de interação direta com as lideranças da companhia. 

“Nosso objetivo é formar pessoas preparadas para liderar o futuro, com repertório técnico e comportamental, que tenham ambição para assumir grandes desafios e construir a carreira com a gente. A cultura é a base de tudo isso e a gente oferece as ferramentas para potencializar esses jovens talentos.”, conclui o executivo.

  

Serviço – Programa de Estágio Ambev 2026
Inscrições: até 13 de abril
Abrangência: vagas em todo o Brasil
Áreas: Business e Supply
Candidaturas: pelo site oficial da Ambev

 

Item proibido na mala pode custar sua viagem: entenda o caso do powerbank

 

Restrições ao transporte de baterias portáteis se intensificam e exigem atenção redobrada dos viajantes para evitar prejuízos e transtornos nos aeroportos 

 

Viajar de avião exige atenção a regras de segurança que nem sempre são conhecidas por todos os passageiros. Alguns itens são proibidos ou têm restrições específicas no transporte aéreo e o descumprimento dessas normas pode resultar desde a retenção de objetos até o impedimento de embarque. Recentemente, o caso que mais gerou dúvidas foi o transporte de powerbanks, baterias portáteis comuns no dia a dia, mas que seguem regras rígidas e podem trazer prejuízos ao viajante em caso de erro. 

Levar powerbank no avião é permitido, mas o descumprimento de regras de segurança pode impedir o embarque e gerar prejuízo ao passageiro. As normas exigem que o item seja transportado exclusivamente na bagagem de mão, dentro de limites de capacidade, e nunca despachado. Quando essas exigências não são respeitadas, a responsabilidade costuma recair sobre o viajante, o que reduz as chances de reembolso ou remarcação gratuita. Ainda assim, dependendo da conduta da companhia aérea e da informação prestada, há situações que podem ser contestadas. 

O tema ganhou relevância após alertas internacionais sobre os riscos de superaquecimento e incêndio causados por baterias de íons de lítio, presentes nos powerbanks. Em aeronaves, qualquer falha pode ter consequências graves, o que explica o rigor das regras. Por isso, esses dispositivos devem permanecer na cabine, onde a tripulação pode agir rapidamente em caso de incidente. Em geral, são permitidos equipamentos com até 100 Wh sem necessidade de autorização adicional, mas as regras podem variar conforme a companhia e o país. 

Erros simples, como despachar o powerbank na mala, estão entre as principais causas de retenção do item e até de impedimento de embarque. Segundo Rodrigo Alvim, advogado atuante na defesa dos Direitos do Passageiro Aéreo, a responsabilidade nesses casos tende a ser do próprio consumidor. “Isso é, em regra, uma falha do passageiro. Ele precisa saber o que pode e o que não pode levar. Quando descumpre essas normas, acaba não tendo direito a praticamente nada”, afirma. 

O especialista explica que, se o viajante se recusar a descartar o item irregular, a companhia pode barrar o embarque sem prestação de assistência. “Caso o item, no caso o powerbank, não esteja na mala de mão, o embarque deve ser impedido. Alguns aeroportos retêm esses itens por dois ou três dias, permitindo retirada posterior, mas não há obrigação de solução imediata”, diz. 

Nessas situações, o impacto financeiro pode ser direto. “Se o erro for exclusivo do passageiro, ele pode perder o valor da passagem. Mesmo quando há culpa concorrente, ou seja, quando a falha também passa pelos controles da companhia, o entendimento predominante é que o consumidor contribuiu para o problema e, por isso, não tem direito à reparação”, completa.

 

O que diz a legislação brasileira? 

A legislação brasileira não trata especificamente desse tipo de ocorrência, o que abre espaço para interpretações caso a caso. “Não existe uma regra clara. Vai depender da análise sobre se a culpa foi exclusiva ou compartilhada e se houve falha da companhia que justifique algum tipo de indenização”, explica o advogado. 

Segundo o especialista, ainda assim, há exceções. Se ficar comprovado que a empresa não informou adequadamente as regras ou agiu com excesso de rigor ou abordagem inadequada, o passageiro pode questionar a situação na Justiça. Casos de constrangimento ou falta de orientação também podem gerar indenização por danos morais, conforme decisões já consolidadas nos tribunais. 

“Para evitar problemas, a recomendação é verificar previamente as regras da companhia aérea e das autoridades de aviação civil, conferir a capacidade do powerbank e mantê-lo sempre na bagagem de mão. Em caso de dúvida, o contato antecipado com a empresa pode evitar transtornos”, reforça Alvim. 

Em um cenário de maior rigor nas normas de segurança, a informação se torna essencial. Um descuido com um item pequeno pode não apenas atrasar a viagem, mas também trazer prejuízos financeiros ao passageiro.

 

Fonte:

Rodrigo Alvim - Mestre em Direito pela PUC/MG. Graduado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com um semestre na Univesidad de Barcelona. Possui MBA em gestão empresarial pela FGV. É especialista em Direito dos Passageiros Aéreos.


Alta temperatura prevista para o segundo semestre


Fenômeno El Niño previsto para o segundo semestre intensificará ondas de calor e trará riscos à saúde.

 

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAP), o Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), divulgou, no dia 16 de março, que há a probabilidade de 62% de acontecer o fenômeno conhecido como El Niño. Assim, ocorrerá um aumento excessivo de ondas de calor no trimestre de junho-julho-agosto. 

A partir de agosto, a situação pode se agravar, chegando a 72%. Até outubro pode alcançar 80% de possibilidade até o final de 2026. O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o cenário como um “estado de emergência climática”. Logo, com todos os principais sinais, temperatura, concentração de gases de efeito estufa e aquecimento dos oceanos, apontando para deterioração simultânea. 

Além das temperaturas máximas, poderá acontecer a possibilidade de aumento das temperaturas mínimas, que dificultará o resfriamento do corpo durante a noite e agravará os impactos na saúde, uma vez que o calor prolongado pode intensificar doenças, reduzir a produtividade e até provocar mortes. 

O aumento das médias de temperatura deve ser o principal responsável por triplicar a demanda por ar-condicionado até 2050, segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Esse relatório foi apresentado na COP-30. Ademais, pesquisadores da World Weather Attribution (WWA) informaram que 2025 foi um dos três anos mais quentes já registrados. Na ocasião, o Grupo Casas Bahia reportou um aumento de 84% na procura por ares-condicionados no mesmo período. 

Para Anderson Oliveira, CEO operacional do Grupo EcoPower Eficiência Energética, a busca por ar-condicionado deve ser também pautada pensando na economia com energia elétrica.

“Sabemos que as ondas de calor têm aumentado a cada ano. Mas, para a EcoPower, é contraditório ‘refrescar a cabeça com ar-condicionado e esquentar com a conta de energia elétrica’. 

Temos planos em que, qualquer pessoa, pode ter em sua casa, no seu comércio etc., o sistema de energia fotovoltaico e ter anexado, nas parcelas o valor do ar-condicionado da nossa linha Eco Home. O cliente cuida da sua saúde e bem-estar, de sua família e ainda economiza”.A empresa alcançou em dezembro de 2025, a marca de 85 mil projetos homologados em todo o país. Assim, Anderson aponta a iniciativa de soluções integradas como fator preponderante para esse número e na linha Eco Home, o ar-condicionado tem alta procura. "O ar-condicionado está presente em quase todas as soluções que apresentamos aos clientes. Com o calor excessivo que tem feito no Brasil e a possibilidade de integrar o produto ao valor da parcela do projeto torna altamente viável a aquisição", afirmou Anderson. A empresa estima dessa forma, faturar R$ 1 bilhão em 2026. 


Produtores ganham vitrine internacional na Anuga Select Brazil e mostram o Brasil que não cabe no rótulo

Com apoio do Sebrae, empreendedores apresentam, em São Paulo, produtos a partir do cacau, caju, pescado e café, que carregam origem, técnica e afeto 

 

Na BR que corta Ouro Preto do Oeste, em Rondônia, Melissa Almeida vende chocolate, rapadura de cacau e gelatos sem lactose nem glúten em um trailer à beira da estrada. É ali, no meio do caminho, que muita gente descobre que o cacau da região pode ter outro destino, de menos commodity e mais identidade. “Eu via a necessidade de criar um produto que tivesse a nossa cara, algo regional mesmo”, diz. A resposta veio na forma de uma rapadura de cacau, inventada com a ajuda da avó mineira, que saiu de Belo Horizonte para dar o ponto do doce. “Como eu inventei, é algo exclusivo. Só a gente tem.” 

Foi esse tipo de produto que o Sebrae decidiu levar para a Anuga Select Brazil 2026. Não alimentos in natura, mas produtos já prontos para prateleira, com marca, embalagem, certificações e lastro produtivo. O evento, a principal feira de negócios de alimentos e bebidas das Américas, acontece até o dia 9 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo. 

A estratégia do Sebrae na feira se baseia em três pilares: valorização da origem dos produtos, experiência gastronômica e geração de negócios. De acordo com Bruno Lopes, gestor de Alimentos e Bebidas do Sebrae Nacional, o foco é mostrar o caminho do alimento até chegar à mesa do consumidor. “A gente trouxe produtos com identidade, com origem e com capacidade de chegar ao mercado, tanto no Brasil quanto fora. Produtos que só tem no Brasil”, afirma. 

A marca de Melissa Almeida, Cacau Raiz, nasceu com apoio direto do Sebrae, que orientou desde a formalização até identidade visual, embalagem e estrutura do negócio. O crescimento também passou por uma escolha que extrapola o produto. Melissa estruturou uma rede de fornecimento com mulheres da agricultura familiar, que ela chama de “Divas da Cacau Raiz”. 

São produtoras de cacau, frutas e insumos que abastecem a empresa e ampliam o impacto do negócio na região. "É uma forma de incentivar outras mulheres, de fazer o dinheiro circular e de mostrar que é possível crescer juntas", diz Melissa.

 

Caju do Ceará 

Mais ao Nordeste, o caju aparece de outro jeito. Nas mãos de Rosimeire Silva, no Ceará, ele vira doce, melado, ingrediente e também elo. Ela comanda uma agroindústria no Maciço de Baturité e construiu, com apoio do Sebrae, um negócio que combina produção, beneficiamento e articulação local. "A gente faz essa conexão com as mulheres da região — que é quem mais trabalha! — com quem produz, com quem transforma", afirma Rosimeire. 

Ao redor da operação, ela também mobiliza estudantes da Unilab, incluindo jovens de países como Guiné-Bissau e Angola, além de alunos de agronomia e engenharia de alimentos, que encontram ali espaço de prática e geração de renda.

 A empresa começou no campo, com milho e cana, e ganhou escala com a profissionalização da marca, rotulagem, certificações e entrada em novos mercados. Hoje, além da venda em lojas e restaurantes, Rosimeire recebe visitantes interessados em conhecer o processo produtivo e o chão de onde brotam tantos produtos que despertam curiosidade e apetite. “Quem não é visto não é lembrado. Então a gente precisa aparecer.”

 

Chocolate com cacau baiano e paraense

 O mesmo cuidado aparece no chocolate da Clemmens, feito com cacau da Bahia e do Pará, em Brasília. A produção segue critérios rigorosos, com cacau fino, poucos ingredientes e linhas orgânicas certificadas. O resultado são barras intensas, com sabores limpos e ingredientes rastreáveis. “Na hora que a pessoa prova, ela entende”, diz Isabel Corá. 

A empresa cresceu com apoio do Sebrae em feiras, capacitações e acesso a mercado. A certificação orgânica, exigente e custosa foi incorporada desde o início como valor da marca. Hoje, o desafio é expandir sem perder o controle sobre a qualidade e a cadeia produtiva.

 

Café de origem quilombola 

Na outra ponta do estande, o café chega com mais uma camada de significado. O Café Quilombo, apresentado por Tarsila Geovana, nasce de uma produção quilombola no Espírito Santo, na divisa com a Bahia. O grão conilon, cultivado em comunidades tradicionais, ganha tratamento cuidadoso e posicionamento que valoriza sua história e sua origem. "É um café que carrega identidade, que carrega território", diz Tarsila. 

A marca aposta em diferentes formatos — grão, moído e cápsula — e vem ampliando presença com apoio do Sebrae, que atua na estruturação comercial e na inserção em feiras. O resultado é um produto cheio de personalidade e com aquele sabor que só a roça tem.

 

Gastronomia com brasilidade 

Essa combinação ganha forma e aroma na cozinha montada no espaço. Ali, a chef pernambucana Negralinda, à frente da Gastronomia do Mangue, conecta tudo. Filha de pescadores, ex-marisqueira, ela transforma ingredientes dos produtores em pratos que fazem o visitante parar. Paella vira “paelha do mangue”, brownie ganha passa de caju e cheesecake chega com jabuticaba. "A gente pega produtos que só tem no Brasil e faz essa releitura com muita brasilidade", afirma a chef. 

Hoje, com uma linha de produtos congelados e padronizados, ela também atua na formação de outras mulheres. O trabalho envolve técnica, precificação e organização produtiva. “Quando a pessoa entende o processo, ela passa a valorizar o produto de outro jeito.” 

Entre um pedaço de chocolate orgânico, um gole de café de origem quilombola ou uma garfada de “paelha do mangue”, a feira vai revelando um padrão difícil de copiar. Em um mercado cheio de produtos parecidos entre si, esses pequenos produtores chegam com textura e sotaques bem brasileiros. Produtos que carregam as muitas identidades de um povo que está aprendendo a se celebrar e que começam a ganhar espaço justamente por isso.


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Mudanças nas regras começam a impactar a renda dos brasileiros em 2026 e reforçam o papel do IR como ferramenta de organização financeira e planejamento patrimonial 

 

A temporada de declaração do Imposto de Renda volta ao centro das atenções dos brasileiros em meio a um período de transição nas regras do tributo, que começa a influenciar o planejamento financeiro das famílias e empresas ao longo de 2026. Embora a declaração entregue neste ano ainda siga, em linhas gerais, o modelo anterior, mudanças estruturais já aprovadas, como ajustes na faixa de isenção, na progressividade da tributação e na incidência sobre diferentes tipos de renda, passam a afetar o planejamento fiscal desde o recebimento dos rendimentos, ampliando o impacto do imposto sobre decisões relacionadas à renda, investimentos e organização patrimonial.  

 

Em 2025, a Receita Federal recebeu mais de 43 milhões de declarações, evidenciando o alcance do tributo no orçamento doméstico. Especialista alerta que o principal equívoco do contribuinte ainda é tratar o Imposto de Renda apenas como uma obrigação anual e não como um instrumento contínuo de gestão financeira. 

 

Segundo Carlos Castro, planejador financeiro e CEO da SuperRico, plataforma especializada em saúde financeira, o debate atual exige atenção redobrada justamente por causa da confusão comum entre o momento em que a regra passa a valer e o momento em que ela aparece na declaração. “Todas as mudanças estruturais passam a valer sobre a renda recebida em 2026. Ou seja, do ponto de vista da declaração, elas só aparecem em 2027. A declaração entregue em 2026 ainda segue, em linhas gerais, as mesmas regras anteriores. Essa distinção é fundamental para o contribuinte não se confundir”, explica Castro. 

 

2026 é ano de transição; 2027 inaugura novo modelo 

 

Para a declaração que será entregue em 2026 (ano-base 2025), não há mudanças estruturais profundas. As alterações mais relevantes, como a ampliação da faixa de isenção até R$ 5 mil mensais, ajustes na progressividade entre R$ 5 mil e R$ 7.350, a possível tributação de dividendos para rendas acima de R$ 50 mil por mês e a criação de mecanismos de imposto mínimo para rendas superiores a R$ 600 mil anuais, passam a valer apenas para o ano-calendário 2026, refletindo na declaração de 2027. Na prática, isso significa que 2026 funciona como um período de transição, enquanto 2027 será o primeiro ano sob o novo modelo estrutural. 

 

De acordo com o especialista, o impacto no bolso não acontece na hora de preencher o programa da Receita, mas quando a renda é recebida. “O impacto financeiro real começa no fluxo de renda de 2026. O orçamento das famílias só sentirá as novas regras ao longo do ano, e o acerto acontecerá na declaração do ano seguinte. A declaração é apenas o retrato do que já aconteceu”, afirma. 

 

Na declaração de 2026, trabalhadores CLT, autônomos, investidores e aposentados seguem as regras já conhecidas. A partir de 2027, porém, o cenário muda conforme o perfil do contribuinte. Trabalhadores de renda média tendem a ser beneficiados com a ampliação da faixa de isenção, enquanto investidores podem sentir os efeitos da tributação de dividendos. Já contribuintes de alta renda estarão sujeitos a mecanismos de progressividade ampliada e à possibilidade de incidência de imposto mínimo. 

 

Para Castro, o risco não está apenas em pagar mais imposto, mas em não se preparar com antecedência. “O maior erro é esperar a declaração para pensar em imposto. O planejamento tributário começa no dia 1º de janeiro. Quem não ajusta retenções e estratégias de investimentos pode ser surpreendido depois”, alerta. 

 

Impacto direto no orçamento mensal 

 

O Imposto de Renda influencia diversas decisões financeiras do dia a dia, incluindo a retenção na fonte, a definição do pró-labore, a distribuição de dividendos, os regimes de contratação como CLT ou PJ e até a estratégia de investimentos adotada pelo contribuinte. Com as novas regras, podem ocorrer mudanças relevantes no fluxo de caixa mensal das famílias, na renda líquida disponível e também na estrutura societária de pequenos empresários. 

 

Além disso, alterações estruturais aumentam o risco de erros na declaração, principalmente devido à confusão entre ano-base e ano de entrega e às mudanças na composição dos rendimentos, especialmente no caso dos dividendos, que terão impacto direto nas declarações futuras. Quanto maior a complexidade das regras, maior a possibilidade de inconsistência patrimonial, principal fator que leva contribuintes à malha fina. 

 

Para o CEO da SuperRico, o Imposto de Renda deveria ser encarado como um verdadeiro balanço patrimonial anual, e não apenas como uma obrigação burocrática. “A declaração é, antes de tudo, um raio-x da vida financeira. Ela mostra ativos, passivos, evolução patrimonial e coerência entre renda e crescimento do patrimônio. A Receita Federal analisa exatamente essa coerência, o Imposto de Renda é o maior instrumento gratuito de planejamento patrimonial que o brasileiro recebe todos os anos”, afirma. 

 

A declaração permite visualizar de forma estruturada todos os ativos do contribuinte, como imóveis, investimentos, participações societárias e veículos. Além dos passivos, incluindo financiamentos e dívidas, também evidencia a variação do patrimônio líquido ao longo do tempo e a coerência entre renda declarada e evolução patrimonial. 

 

Segundo Castro, quem utiliza o IR apenas para “entregar no prazo” perde a oportunidade de medir o crescimento patrimonial, planejar sucessão, otimizar a carga tributária e avaliar se o aumento de renda está, de fato, se transformando em patrimônio. “Muita gente aumenta renda, mas não aumenta patrimônio, a renda vai toda para consumo. Esse diagnóstico é essencial para decisões estratégicas.” 

 

Diante das mudanças previstas e dos impactos diretos no orçamento, o contribuinte precisa enxergar o Imposto de Renda como uma ferramenta de organização financeira. Mais do que uma obrigação anual, a declaração pode ajudar a acompanhar a evolução do patrimônio, planejar decisões financeiras e evitar custos tributários desnecessários ao longo do tempo. 

 

SuperRico
www.superrico.com.br

 

Especialista aponta cinco práticas para transformar a recepção em motor de faturamento em clínicas e salões

  

Atendimento deixa de ser operacional e passa a influenciar diretamente conversão fidelização e previsibilidade de receita 

 

A maioria dos salões perde dinheiro todos os dias pela forma como conduz a recepção e nem percebe. Conquistar um novo cliente pode custar até cinco vezes mais do que manter um atual, enquanto estudo da Bain & Company, consultoria global de estratégia empresarial, mostra que um aumento de 5% na retenção pode elevar os lucros entre 25% e 95%. 

Ainda de acordo com o estudo, a probabilidade de vender para um cliente atual varia entre 60% e 70%, enquanto para novos esse índice fica entre 5% e 20%. No setor de beleza, em que a recorrência sustenta o faturamento, esses indicadores expõem um problema recorrente na operação dos negócios.

Por esse motivo, a recepção deixou de ser uma função operacional e passou a atuar como uma frente direta de faturamento. É o que aponta Saulo Abrahão, empresário do setor da beleza, fundador do salão conceito DUO+ e mentor de donos de salão. “A recepção não pode ser tratada como apoio. Ela participa da venda, organiza a agenda e sustenta o relacionamento com o cliente ao longo do tempo”, afirma.

O movimento acompanha a profissionalização do segmento, ainda marcado por baixa estrutura de processos em grande parte dos pequenos negócios. Levantamentos do Sebrae indicam que a falta de organização e padronização operacional segue como um dos principais entraves ao crescimento sustentável em empresas de serviços.

Mesmo assim, o modelo mais comum ainda é o de uma recepção passiva, que apenas responde mensagens e preenche horários, sem estratégia e sem condução da jornada do cliente. Esse formato limita o faturamento, reduz a recorrência e mantém o negócio dependente de novos atendimentos.

A recepção ativa passa a integrar atendimento, gestão e estratégia comercial como parte da rotina do salão ou clínica. Na prática, ela conecta os principais momentos da jornada do cliente, do primeiro contato ao retorno planejado, influenciando diretamente a taxa de conversão e a recorrência. “Quando a recepção entende o perfil do cliente, ela deixa de apenas agendar e passa a conduzir a jornada. Isso impacta diretamente o faturamento e a fidelização”, afirma. 

Para ele, os dados de mercado ajudam a explicar por que esse ponto da operação precisa ser tratado como estratégico. “Se é mais fácil vender para quem já é cliente, a recepção precisa organizar esse retorno. Sem processo, o salão perde dinheiro sem perceber.”

A organização da agenda é um dos pilares desse processo. Em vez de funcionar como encaixe de horários, ela passa a ser estruturada com base em serviços estratégicos, recorrência e aproveitamento da capacidade da equipe. “Agenda cheia não significa agenda lucrativa. O que gera resultado é agenda organizada com critério”, explica. Segundo ele, a definição prévia de retornos, como manutenção e retoque, contribui para previsibilidade financeira e reduz a dependência de novos clientes.

O impacto também aparece no ticket médio. Ao integrar a recepção ao processo comercial, o negócio passa a trabalhar com recomendação estruturada e continuidade do atendimento. “A venda acontece quando existe orientação. 

O cliente percebe valor quando entende o que precisa fazer e quando precisa voltar”, diz. Ele acrescenta que o acompanhamento pós-serviço é um dos pontos mais negligenciados pelos empresários do setor. “Se não existe retorno estruturado, a empresa perde a chance de transformar um atendimento em relacionamento.”

A implementação, no entanto, exige mudança de cultura e clareza de processos. O primeiro passo é definir o papel da recepção como área estratégica e preparar a equipe para assumir essa função. “Não é sobre cobrar mais da recepção, é sobre dar direção. Quando existe método, a equipe executa com segurança”, afirma.

O especialista aponta cinco práticas para transformar a recepção em área de faturamento no salão ou clínica

Antes de aplicar mudanças, é necessário alinhar o posicionamento da recepção dentro do negócio e estabelecer um padrão claro de atuação. A partir disso, algumas práticas ajudam a transformar o atendimento em resultado financeiro.

 

  • Parar de apenas anotar horários e começar a conduzir decisões
    A recepção precisa assumir postura ativa, entendendo a necessidade do cliente e direcionando o melhor serviço, em vez de apenas registrar pedidos.
  • Organizar a agenda com foco em lucratividade, não só ocupação
    Distribuir horários considerando serviços estratégicos, recorrência e capacidade produtiva evita agendas cheias com baixo resultado financeiro.
  • Garantir o retorno do cliente antes de ele sair do salão
    Agendar manutenções e próximos atendimentos no momento da visita aumenta a previsibilidade e reduz a dependência de novas captações.
  • Registrar comportamento e preferências do cliente
    Histórico bem organizado permite personalizar o atendimento e aumenta as chances de fidelização.
  • Treinar e acompanhar a equipe com consistência
    Sem acompanhamento, o processo não se sustenta. A liderança precisa garantir execução contínua no dia a dia.

 

Na prática, a diferença aparece na rotina. Um cliente que sai sem próximo horário agendado depende de uma nova decisão para voltar. Já aquele que tem retorno definido entra automaticamente no fluxo do negócio, reduzindo o risco de perda.

Apesar dos benefícios, a adoção do modelo exige atenção a erros comuns, como a tentativa de implementar processos sem adaptação à realidade do negócio ou a ausência de acompanhamento do dono. 

Para o especialista, o resultado está diretamente ligado ao nível de organização e liderança da empresa. “A recepção responde ao comando do dono. Quando existe clareza, o negócio ganha previsibilidade e cresce com mais consistência”, afirma.

Na avaliação dele, clínicas e salões que estruturam a recepção como área estratégica deixam de depender exclusivamente da entrada de novos clientes e passam a operar com base em relacionamento e recorrência. “Crescimento não é movimento aleatório. É construção com método, processo e acompanhamento”, diz.

  


Saulo Abrahão - empresário e mentor, fundador do Método Voe Alto. Iniciou sua trajetória no setor da beleza em 2014 e transformou um salão de 60m² no DUO+, operação que hoje supera R$ 6 milhões de faturamento anual.A partir da experiência prática, desenvolveu um método estruturado em mentalidade, gestão, liderança e tração, voltado à profissionalização de donos de salão que buscam crescimento organizado e previsibilidade financeira.
Para saber mais, acesse: Instagram ou pelo site.


Belize entre agosto e novembro: as vantagens de viajar fora da temporada

Divulgação/Belize Tourism Board

Menos multidões, preços amigáveis e uma imersão autêntica no que de melhor o destino tem a oferecer: natureza, cultura, aventura e experiências! 

 

Visitar Belize entre agosto e novembro, período de baixa temporada do destino situado na América Central, é descobrir um país mais tranquilo, acessível e cheio de nuances que nem sempre aparecem na alta estação. Mesmo durante a época de chuvas, o clima costuma intercalar sol forte, céu azul e pancadas rápidas, que deixam as florestas mais verdes, os rios mais cheios e o ar impregnado com aquele perfume tropical que antecipa aventura e dias que vão ficar para sempre na memória.

É nesse ambiente mais calmo que Belize revela uma de suas versões mais encantadoras. Com menos turistas circulando, fica mais fácil explorar sítios arqueológicos, caminhar por trilhas silenciosas, curtir as praias com mais privacidade e vivenciar a cultura belizenha de maneira autêntica. Este período também traz vantagens práticas: hotéis, pousadas e operadoras costumam baixar tarifas e oferecer pacotes especiais, o que torna o destino ainda mais atrativo, especialmente para famílias ou grupos.

A natureza, por sua vez, se mostra em plena vitalidade. A umidade da estação renova as paisagens, intensifica os tons de verde e atrai mais atividade de animais silvestres – um cenário perfeito para quem gosta de ecoturismo, trilhas, cavernas, cachoeiras e observação de fauna. Para os mais aventureiros, esse é um dos melhores momentos para explorar cavernas históricas, desbravar rios volumosos e caminhar por vegetações densas que parecem pulsar de vida.

Nas ilhas, como Ambergris Caye, o período é ideal para quem busca dias sossegados à beira-mar. Menos barcos, menos movimentação e mais liberdade para mergulhar, fazer snorkel ou simplesmente relaxar contemplando o azul intenso do Caribe.

Para quem gosta de vivências genuínas, esse intervalo do ano oferece um contato mais próximo com o cotidiano belizenho. Com o ritmo desacelerado, há tempo para conversar com artesãos, participar de rituais e celebrações, aprender sobre tradições locais e saborear pratos típicos preparados com histórias por trás.

A baixa temporada também é rica em experiências culturais. O calendário segue animado com eventos e festivais gastronômicos e musicais. Por fim, esse período traz uma vantagem cada vez mais valorizada: flexibilidade. Com maior disponibilidade de hospedagens, tours e transporte, você pode ajustar o roteiro conforme o clima ou o humor do dia – perfeito para quem prefere viagens leves, espontâneas e com espaço para descobertas inesperadas.

Para chegar até Belize, a partir do Brasil, há voos da Copa Airlines via Panamá, onde é o hub da companhia. Já para quem for viajar a partir dos Estados Unidos, há voos via Miami e Dallas com a American Airlines, via Houston com a United Airlines e de Atlanta com a Delta Airlines. Para obter mais informações visite o site.

 

 

Belize Tourism Board (BTB) 

Órgão estatutário do Ministério do Turismo e Relações da Diáspora de Belize, o Belize Tourism Board trabalha em conjunto com membros do setor privado – incluindo a Associação de Hotéis de Belize, a Associação da Indústria de Turismo de Belize e a Associação Nacional de Operadores Turísticos de Belize. Dedica-se a construir o turismo da forma mais económica e ambientalmente sustentável. Como parte das suas responsabilidades, o BTB promove Belize como um destino turístico de primeira linha para consumidores nacionais e internacionais. Entre o seu alcance ao mercado de viagens internacional comercializa as atrações únicas do país para viajantes, membros da indústria de viagens e meios de comunicação nos principais mercados. Também se dedica a desenvolver e implementar programas de turismo que ajudarão a fortalecer e fazer crescer a indústria turística de Belize; promover uma boa administração do destino; e incutir padrões de alta qualidade para acomodações e experiências de viagem. Para obter mais informações sobre o BTB e seus serviços, visite o site.

  

TM Americas


O profissional como obra inacabada: a nova moeda de troca do mercado

A atualização recorrente é a única garantia de que o conhecimento formal não se tornará um peso morto

 

Você é uma obra concluída ou um projeto em construção? A ideia de que a formação profissional possui um rito de passagem, com data de início e conclusão, tornou-se um anacronismo perigoso. No cenário atual, a diplomação não é mais o destino, mas apenas o ponto de partida de uma jornada que o filósofo Heráclito já antecipava há milênios: a única coisa constante é a mudança. No entanto, o que vemos hoje não é apenas uma mudança linear, mas uma aceleração exponencial impulsionada pela inteligência artificial e pela automação, que exige do profissional contemporâneo uma postura de “obra sempre inacabada”. Para manter a relevância em um mercado que abomina a estagnação, o conceito de ‘lifelong learning’, o aprendizado ao longo de toda a vida,  deixa de ser um diferencial competitivo para se tornar uma estratégia de sobrevivência e liberdade profissional. 

Essa necessidade de aperfeiçoamento constante vai muito além do acúmulo de certificados ou do domínio de novas ferramentas técnicas. O verdadeiro divisor de águas reside nas chamadas ‘soft skills’: a inteligência emocional, a capacidade decisória e o pensamento crítico. São essas habilidades socioemocionais que humanizam a tecnologia e permitem que o profissional deixe de ser um mero executor de tarefas para se tornar um gerador de soluções. Quando um indivíduo decide investir em seu autodesenvolvimento, ele altera sua própria valoração de mercado. Ele deixa de ser um custo para a organização e passa a ser um ativo estratégico, ganhando o que há de mais valioso na carreira moderna: a autonomia. O profissional que aprende a aprender, torna-se menos dependente de um cargo ou de um único empregador, pois sua segurança não reside na estabilidade de um contrato, mas na sua capacidade inesgotável de se reinventar. 

Muitos ainda se escondem sob a “Síndrome de Gabriela”, (eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim), acreditando que o jeito de ser e de trabalhar que os trouxe até aqui será o mesmo que os levará ao futuro. Essa resistência à mudança é o caminho mais rápido para a obsolescência. Em setores de alta performance, a experiência acumulada só tem valor se estiver acompanhada de uma capacidade de atualização presente. As empresas não buscam apenas currículos extensos, mas mentes flexíveis, capazes de mapear suas próprias vulnerabilidades e antecipar tendências. É preciso compreender que o mercado de trabalho funciona como uma metamorfose ambulante; quem se recusa a acompanhar o ritmo das inovações acaba nadando contra uma correnteza que não perdoa a inércia. 

Portanto, o aperfeiçoamento contínuo deve ser encarado como um movimento voluntário e automotivado, que transcende os muros acadêmicos e invade a cultura digital diária. Seja através de webinars, leituras técnicas ou imersões em novas metodologias, o foco deve estar na construção de uma trajetória que seja, ao mesmo tempo, produtiva e realizadora pessoalmente. Como bem pontuou Conrad Hilton, (que foi o fundador da rede Hilton Hotels e pioneiro da indústria hoteleira), o sucesso está intrinsecamente ligado à ação e ao movimento constante. Aqueles que permanecem em movimento, ainda que cometam erros no percurso, são os que conseguem abrir caminhos inéditos para a evolução do trabalho. No fim do dia, a atualização recorrente é a única garantia de que o conhecimento formal não se tornará um peso morto, mas sim o combustível para uma carreira consolidada, resiliente e, acima de tudo, indispensável.

  

Bruno Rosa - engenheiro eletricista e managing director da Domperf High Performance, empresa de treinamento de alto desempenho profissional e consultoria empresarial. Há mais de uma década tem se dedicado ao estudo da neurociência e comportamento, estabelecendo padrões práticos baseados em conceitos dos maiores especialistas do mercado. A partir dessa experiência e vivências internacionais criou e aperfeiçoou uma metodologia inovadora baseada em situações de dentro e fora de empresas.
https://domperf.com.br/

 

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