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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Calor extremo: especialista alerta para riscos após mal-estar de Alex Escobar durante cobertura esportiva


O episódio envolvendo o jornalista esportivo Alex Escobar, que passou mal durante a cobertura da Copa do Mundo em meio às altas temperaturas, acendeu um alerta sobre os impactos do calor excessivo na saúde. Em períodos de temperaturas elevadas, especialmente quando associados à exposição prolongada ao sol, atividade física ou jornadas intensas de trabalho, o organismo pode sofrer uma série de alterações que vão desde desconfortos leves até situações de emergência médica. 

Segundo o cardiologista Dr. Carlos Eduardo Zanoni, professor do curso de Medicina da Uniderp, o calor intenso faz com que o corpo trabalhe mais para manter a temperatura adequada, aumentando a sobrecarga sobre diversos sistemas do organismo. "Quando somos expostos a temperaturas muito elevadas, ocorre uma dilatação dos vasos sanguíneos e uma maior perda de líquidos e sais minerais através do suor. Isso pode provocar queda da pressão arterial, tontura, fraqueza, dor de cabeça, náuseas e até desmaios. Em casos mais graves, a pessoa pode desenvolver exaustão pelo calor ou uma insolação, que é uma condição potencialmente perigosa e exige atendimento médico imediato", explica. 

O especialista destaca que algumas pessoas são mais vulneráveis aos efeitos do calor, como idosos, crianças, gestantes, indivíduos com doenças cardiovasculares, diabéticos e trabalhadores que permanecem longos períodos em ambientes externos.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Tontura ou sensação de desmaio;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Náuseas e vômitos;
  • Fraqueza excessiva;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Confusão mental;
  • Pele muito quente e avermelhada;
  • Diminuição da transpiração mesmo sob calor intenso. 

O médico destaca que há alto risco quando o corpo não consegue mais regular sua temperatura adequadamente. “A temperatura corporal pode ultrapassar os 40°C. Nesses casos, há risco de danos aos órgãos e a situação deve ser tratada como uma emergência médica", ressalta.

 

Como se proteger

Para reduzir os riscos, a recomendação é manter uma hidratação constante, mesmo sem sentir sede, utilizar roupas leves e claras, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes do dia, entre 10h e 16h, e buscar locais ventilados ou climatizados sempre que possível. "Muitas pessoas acreditam que apenas atletas ou trabalhadores braçais sofrem com o calor extremo, mas qualquer pessoa pode apresentar sintomas, especialmente em eventos ao ar livre, viagens ou situações de grande esforço físico e emocional. O importante é reconhecer os sinais precocemente e agir rapidamente", orienta.

Caso alguém apresente sintomas como confusão mental, perda de consciência ou dificuldade para respirar, a orientação é acionar imediatamente o serviço de emergência e iniciar medidas para resfriar o corpo, como levar a pessoa para um ambiente sombreado e oferecer líquidos, se ela estiver consciente.

   

UNIDERP
Para mais informações, acesse o site.


Ouvido tampado durante a viagem? Saiba por que isso acontece

Magnific
A Dra. Raquel Rodrigues diz que o sintoma está relacionado com a mudança de altitude em regiões de serra; chupar bala ou mascar chiclete pode ajudar a equilibrar a pressão no canal auditivo 


Você já teve a sensação de ouvido tampado durante uma viagem de carro? O sintoma está relacionado com a mudança de altitude nas regiões de serra e, de acordo com a Dra. Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco, é bastante comum. A médica explica que “o nariz e o ouvido médio são internamente ligados por um canal chamado tuba auditiva, responsável por manter a pressão interna igual a de fora. A sensação de ouvido tampado ocorre quando a tuba auditiva não consegue compensar a diferença de pressão atmosférica na velocidade adequada”. 

“O ouvido pode parecer tampado de um lado ou dos dois, porque nem sempre as duas tubas deixam de funcionar adequadamente. O risco é ainda maior se a pessoa estiver com uma rinite mal controlada, uma sinusite aguda ou um quadro de resfriado. Geralmente o desconforto desaparece assim que a viagem termina. Mas se o sintoma persistir ou vir acompanhado de dor, vertigem, tontura ou sangramento, é fundamental buscar a avaliação de um especialista.”, complementa ela. 

Para quem pegar a estrada neste São João e for surpreendido pela sensação de ouvido tampado, a dica da especialista é chupar bala ou mascar chiclete. A Dra Raquel Rodrigues esclarece que “a musculatura em torno da tuba auditiva é a mesma que utilizamos na mastigação. Dessa forma, ao engolir saliva ou mastigar estimulamos a abertura e o fechamento desta tuba, ajudando a equalizar a pressão. No caso dos bebês, uma alternativa é a mãe dar de mamar”. 

O sintoma também pode surgir em viagens de avião ou atividades de mergulho, por serem situações que envolvem mudanças drásticas de altitude. No entanto, em alguns casos o ouvido tampado pode não ter relação com a pressão atmosférica e ser consequência de acúmulo de água ou cera no canal auditivo, quadros de alergias, resfriados, gripes ou até mesmo otite.


Diabetes pode passar anos sem sintomas e atingir milhões de brasileiros sem diagnóstico

 

No Dia Nacional do Diabetes, especialistas alertam para sinais silenciosos da doença e reforçam a importância dos exames laboratoriais para diagnóstico precoce
 

Considerada uma das principais doenças crônicas do mundo, o diabetes afeta cerca de 20 milhões de brasileiros, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). O que preocupa especialistas, porém, é que uma parcela significativa dos pacientes convive com a doença sem saber. Isso porque o diabetes pode evoluir silenciosamente durante anos, provocando danos ao organismo antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas. 

No Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, médicos reforçam a importância da conscientização sobre os fatores de risco e da realização periódica de exames laboratoriais capazes de identificar alterações na glicemia ainda em fases iniciais da doença. 

"O diabetes é uma condição que muitas vezes não apresenta sinais claros no início. Quando os sintomas aparecem, o paciente pode já estar convivendo com níveis elevados de glicose há bastante tempo, aumentando o risco de complicações cardiovasculares, renais, neurológicas e oftalmológicas", explica Carlos Aita, médico patologista clínico do DB Diagnósticos. 

Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), aproximadamente uma em cada duas pessoas com diabetes no mundo desconhece o diagnóstico. O cenário é especialmente preocupante porque o controle precoce da doença reduz significativamente o risco de complicações graves ao longo da vida. 

Sede excessiva, aumento da frequência urinária, cansaço constante, visão embaçada, perda de peso sem explicação aparente e infecções recorrentes estão entre os sintomas mais comuns do diabetes. No entanto, esses sinais costumam surgir de forma gradual e podem ser confundidos com consequências do estresse, do envelhecimento ou da rotina. 

Além disso, em muitos casos, especialmente no diabetes tipo 2, a doença permanece assintomática durante anos. 

"O diabetes tipo 2 está fortemente associado ao envelhecimento, ao excesso de peso, ao sedentarismo e ao histórico familiar. Muitas pessoas pertencem aos grupos de risco e só descobrem a doença durante exames de rotina", afirma o médico. 

A boa notícia é que o diagnóstico do diabetes pode ser feito por meio de exames laboratoriais amplamente disponíveis e capazes de identificar alterações antes mesmo do surgimento de sintomas. 

Entre os principais exames utilizados estão a glicemia de jejum, a hemoglobina glicada (HbA1c) e o teste oral de tolerância à glicose, que permitem avaliar tanto a presença da doença quanto o risco de desenvolvimento futuro. 

Além do diagnóstico, esses exames são fundamentais para acompanhar a eficácia do tratamento e monitorar o controle glicêmico dos pacientes já diagnosticados. 

"A realização periódica de exames é uma das principais estratégias para detectar precocemente alterações metabólicas. Quanto mais cedo identificamos o problema, maiores são as chances de evitar complicações e preservar a qualidade de vida do paciente", destaca. 

Quando não controlado adequadamente, o diabetes pode causar uma série de complicações ao longo do tempo, incluindo doenças cardiovasculares, insuficiência renal, neuropatias, problemas de visão e dificuldade de cicatrização. 

Por isso, especialistas reforçam que a prevenção continua sendo o melhor caminho. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso corporal e acompanhamento médico periódico são medidas fundamentais para reduzir o risco de desenvolvimento da doença. 

"No caso do diabetes, o diagnóstico precoce faz toda a diferença. Muitas vezes, uma simples avaliação laboratorial é capaz de identificar alterações que ainda não provocaram sintomas, permitindo uma intervenção mais rápida e melhores resultados para o paciente", conclui.

 

DB Diagnósticos é uma das maiores


Procura por endocrinologistas cresce 62% em dois anos no Brasil

Dados da Doctoralia mostram crescimento de 25,6% entre 2023 e 2024 e de 29,2% entre 2024 e 2025; obesidade, diabetes, envelhecimento saudável e controle do peso ajudam a explicar o movimento
 

A preocupação dos brasileiros com a saúde metabólica nunca esteve tão em evidência. Em meio ao crescimento dos índices de obesidade, diabetes e outras doenças crônicas, cada vez mais pessoas têm buscado acompanhamento especializado para prevenir problemas futuros, melhorar a qualidade de vida e controlar fatores de risco associados ao excesso de peso. 

Dados da Doctoralia, plataforma líder em agendamento de consultas, mostram que os agendamentos com endocrinologistas cresceram 62,3% no Brasil entre 2023 e 2025. O número passou de 728.611 consultas marcadas em 2023 para 1.182.816 em 2025. Apenas no primeiro trimestre de 2026, já foram registrados 403.512 agendamentos, reforçando a tendência de crescimento observada nos últimos anos. 

"Estamos observando pacientes cada vez mais interessados em compreender sua saúde de forma integral. Muitas pessoas procuram o endocrinologista não apenas para tratar uma doença já instalada, mas para prevenir problemas futuros e adotar estratégias que contribuam para uma vida mais saudável e longeva", explica Juliana Cavalieri, endocrinologista disponível na Doctoralia. 

O aumento da procura acompanha um cenário epidemiológico desafiador. Segundo estudo publicado na revista científica Scientific Reports, a prevalência da obesidade entre adultos brasileiros poderá alcançar cerca de 30% da população até 20301. Já dados do sistema Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que mais da metade dos brasileiros vive atualmente com excesso de peso2, condição associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e diversos outros problemas de saúde. 

Para especialistas, o crescimento dos agendamentos reflete uma mudança importante no comportamento da população. O endocrinologista, antes procurado principalmente para o tratamento de diabetes e distúrbios hormonais, passou a ocupar um papel mais amplo na promoção da saúde, atuando no acompanhamento da obesidade, da menopausa, do envelhecimento saudável e da prevenção de doenças metabólicas. 

Segundo a endocrinologista, a obesidade tem contribuído para ampliar a conscientização da população sobre a importância do acompanhamento médico contínuo. "A obesidade é uma doença crônica que exige avaliação individualizada e acompanhamento a longo prazo. O aumento da procura por endocrinologistas mostra que as pessoas estão mais atentas aos impactos da saúde metabólica em seu bem-estar e qualidade de vida", afirma.

Outro aspecto observado nos consultórios é o interesse crescente por hábitos preventivos. "Hoje há uma busca maior por orientação profissional para interpretar exames, identificar fatores de risco e construir planos de cuidado personalizados. Esse movimento representa um avanço importante na forma como os brasileiros encaram a própria saúde", finaliza a especialista.


Referências

¹ Gomes, D. et al. Time trends and projected obesity epidemic in Brazilian adults between 2006 and 2030. Scientific Reports, 2022. Disponível em: Link

² Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2023: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: Link


InCor integra estudo estudos globais que redefinem tratamento para insuficiência cardíaca por Doença de Chagas

 

Publicadas nos dois periódicos científicos mais importantes do mundo (JAMA e JACC), pesquisas avaliam terapias modernas para a cardiomiopatia chagásica, condição que atinge milhões de pessoas e costuma ser excluída de grandes ensaios clínicos.


A Doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida historicamente pelo inseto barbeiro, ainda afeta milhões de pessoas no mundo. Classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma "doença negligenciada" por receber poucos investimentos em pesquisa, ela tem na região do coração a sua face mais grave: entre 30% e 40% dos infectados desenvolvem problemas cardíacos graves ao longo da vida, como insuficiência cardíaca (o "coração grande" ou cansado), arritmias e risco de morte súbita.
 

Para mudar esse cenário histórico de falta de dados científicos específicos para esses pacientes, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP) participou de dois estudos clínicos inéditos de impacto global. Publicadas nas duas revistas científicas mais importantes da cardiologia mundial — o JAMA e o JACC —, as pesquisas avaliaram a eficácia de um medicamento moderno (o sacubitril/valsartana) especificamente no coração de quem tem Chagas. Até hoje, as diretrizes de tratamento para insuficiência cardíaca eram baseadas em estudos que quase não incluíam pacientes com Chagas. 

Publicado no prestigiado jornal JAMA, o estudo PARACHUTE-HF foi um esforço internacional que acompanhou 922 pacientes em 83 centros de pesquisa no Brasil, Argentina, Colômbia e México. O objetivo foi comparar o medicamento mais moderno (sacubitril/valsartana) com o tratamento tradicional (enalapril) usado na rede pública. 

A pesquisa mostrou que ambos os remédios se mostraram seguros e muito parecidos na prevenção de eventos graves, como mortes ou internações de urgência. No entanto, o medicamento mais novo trouxe uma vantagem importante: ele reduziu drasticamente os níveis de uma substância no sangue chamada NT-proBNP. 

Os participantes foram randomizados para receber sacubitril/valsartana ou enalapril, além do tratamento padrão recomendado pelas diretrizes internacionais. O estudo foi coordenado globalmente pelo Brazilian Clinical Research Institute (BCRI), do grupo Tribe MD. 

Os resultados demonstraram que não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois medicamentos em desfechos clínicos como morte cardiovascular e primeira hospitalização por insuficiência cardíaca. Entretanto, os pacientes tratados com sacubitril/valsartana apresentaram redução significativamente maior nos níveis de NT-proBNP após 12 semanas de tratamento. 

“O estudo identificou que os pacientes que utilizaram sacubitril/valsartana apresentaram uma redução significativamente maior nos níveis de NT-proBNP após 12 semanas de tratamento, com queda mediana de 30,6%, contra apenas 5,5% no grupo que recebeu enalapril. Esse resultado favoreceu o sacubitril/valsartana no desfecho hierárquico composto do estudo”, afirma o Dr. Renato D. Lopes, médico-pesquisador líder do estudo pela Tribe MD.

 

O que isso significa na prática? 

Esse composto funciona como um "termômetro" do estresse do coração. Quanto mais baixo o nível, menos o músculo cardíaco está sofrendo. No grupo que tomou o remédio moderno, a queda dessa substância foi de 30,6%, contra apenas 5,5% no grupo do tratamento tradicional.

"O significado desse estudo ultrapassa os limites da cardiologia", destaca o Dr. Felix José Alvarez Ramires, chefe do Grupo de Miocardiopatias do InCor e um dos coordenadores da pesquisa no país. Para os cientistas, colocar a Doença de Chagas no centro do maior mapa de pesquisa do mundo é uma vitória histórica de representatividade para a saúde da América Latina. 

“Apesar dessa gravidade, até hoje os pacientes com cardiomiopatia chagásica foram sistematicamente sub-representados nos grandes ensaios clínicos de insuficiência cardíaca. A maioria das diretrizes terapêuticas foi construída com base em estudos que praticamente não incluíram esse perfil de paciente”, destaca o Dr. Edimar Bocchi, integrante do comitê executivo do estudo.

 

Estudo ANSWER-HF: Ciência 100% brasileira e feita no SUS

O segundo estudo, batizado de ANSWER-HF, foi totalmente idealizado, planejado e executado dentro do InCor. Foram sete anos de dedicação de uma equipe de cientistas brasileiros, que enfrentaram inclusive os desafios da pandemia para acompanhar de perto 190 pacientes ao longo de seis meses. 

Publicado no jornal JACC e apresentado com destaque no congresso da American Heart Association (EUA), o estudo também comparou as duas medicações diretamente. Assim como no estudo internacional, o remédio mais moderno se destacou por aliviar o estresse do músculo cardíaco (reduzindo o tal "termômetro" químico no sangue), mostrando-se uma alternativa segura e eficaz. 

Liderado pelo Dr. Fabio Fernandes e coordenado pelo Dr. Felix Ramires, o ANSWER-HF é um marco: trata-se do primeiro teste clínico do mundo feito de forma "duplo-cega" (onde nem médicos e nem pacientes sabiam qual remédio estava sendo tomado, garantindo a máxima precisão dos resultados) focado em testar a proteção hormonal moderna para o coração chagásico. 

Mais do que uma disputa entre dois comprimidos, os dois estudos mostram que a medicina brasileira e o ecossistema do SUS são capazes de produzir ciência de ponta para responder a problemas que o resto do mundo costuma ignorar. O InCor reforça o papel da instituição como referência internacional em pesquisa cardiovascular e em doenças negligenciadas.

 

InCor


Não é só gripe: frio pode aumentar em até 30% o risco de infarto

Saiba por que as baixas temperaturas sobrecarregam o sistema cardiovascular e quais sinais merecem atenção

 

Enquanto muita gente associa o inverno apenas ao aumento de gripes e problemas respiratórios, o coração também sofre com a queda das temperaturas. Dados do Instituto Nacional de Cardiologia apontam que, durante os meses mais frios do ano, os casos de infarto podem crescer até 30% e os de AVC até 20%. 

Esse aumento está relacionado à vasoconstrição, um mecanismo natural do corpo para conservar calor, que provoca a contração dos vasos sanguíneos. “Isso eleva a pressão arterial e exige mais esforço do coração para bombear o sangue”, explica a cardiologista Beatriz Zamuner, médica do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES). Segundo ela, esse cenário favorece a descompensação de condições como insuficiência cardíaca e arritmias, além de colaborar para o surgimento de tromboembolismo, miocardites e pericardites, ou seja, esse mecanismo natural do corpo acaba tornando o coração mais vulnerável. “O resultado é o aumento do risco de infarto, AVC e descompensação da hipertensão”, alerta a especialista.
 

Fatores agravantes 

Além das mudanças fisiológicas, o comportamento das pessoas durante o inverno também contribui para o agravamento dos quadros. “As pessoas tendem a se movimentar menos, o que pode levar a ganho de peso e piora do controle do colesterol e da pressão. Também é comum o aumento do consumo de alimentos mais calóricos e gordurosos e do álcool”, aponta Beatriz. 

Outro fator de preocupação são as infecções respiratórias, como gripes e pneumonias, mais comuns nessa época. “Essas infecções provocam uma resposta inflamatória intensa no corpo, o que pode descompensar o coração, especialmente em quem já tem doenças cardíacas. Elas também podem desestabilizar placas de gordura nas artérias, favorecendo o rompimento e levando a infarto ou AVC”, afirma a especialista. 

Mesmo quem nunca recebeu um diagnóstico de doença cardíaca deve ficar atento. “O inverno pode ser um gatilho para o primeiro evento cardiovascular, especialmente se a pessoa tiver fatores de risco ocultos ou negligenciados”, alerta a médica. Entre os fatores de risco mais comuns estão pressão alta não diagnosticada, colesterol elevado, sobrepeso, diabetes tipo 2, histórico familiar, tabagismo e sedentarismo.
 

Sinais que merecem atenção 

Alguns sintomas não devem ser ignorados, especialmente no inverno. Segundo a cardiologista, é importante buscar atendimento médico ao sentir: 

- Dor no peito, mesmo em repouso;

- Falta de ar fora do comum, tosse persistente ou chiado;

- Tontura, palpitação ou desmaio;

- Inchaço nas pernas ou cansaço excessivo. 

A médica explica que os sinais de alerta de problemas cardíacos geralmente surgem de forma súbita, são intensos, pioram com esforço e não melhoram com o repouso. Eles também vêm acompanhados de outros sinais, como dor no peito, suor frio e palpitações, assim como podem ocorrer mesmo sem febre ou sinais típicos de infecção respiratória. “Se o sintoma for novo, incomum para você, ou vier acompanhado de mal-estar, não arrisque: procure atendimento médico”, recomenda.
 

Como proteger o coração no inverno? 

Dra. Beatriz reforça que cuidados simples podem fazer uma grande diferença na saúde cardiovascular durante o inverno. Manter-se aquecido, especialmente nas extremidades do corpo, é fundamental para evitar a vasoconstrição acentuada pelo frio. Também é importante manter a vacinação em dia, com destaque para as vacinas contra gripe e pneumonia, especialmente para quem já tem alguma doença cardíaca, pois esse grupo é considerado prioritário. 

Controlar rigorosamente a pressão arterial, praticar atividades físicas regularmente e manter uma alimentação equilibrada, com menos sal, gordura e açúcar, são atitudes essenciais para o bom funcionamento do coração. Além disso, evitar o consumo excessivo de álcool e o tabagismo, assim como garantir uma boa qualidade de sono e saber gerenciar o estresse, contribuem diretamente para reduzir os riscos de eventos cardiovasculares durante a estação mais fria do ano.

 

Hospital Evangélico de Sorocaba


Quedas podem impactar a vida de idosos com osteoporose

24 de junho é o Dia Mundial de Prevenção de Quedas

 

No Brasil, cerca de 30% dos idosos caem pelo menos uma vez por ano. Mas isso pode ser considerado “normal”? Há uma forte relação entre quedas e fraturas.1 Cair pode afetar seriamente a independência, comprometer as atividades do dia a dia e, consequentemente, levar ao isolamento social. O impacto é agravado em quem tem osteoporose. Para alertar sobre esses acidentes e conscientizar sobre como evitá-los, esta quarta-feira, 24 de junho, marca o Dia Mundial de Prevenção de Quedas.2 

“As fraturas nos idosos possuem alta morbi-mortalidade, e suas duas principais causas são a osteoporose e as quedas. Por isso, o tratamento adequado da osteoporose e a prevenção das quedas são extremamente importantes para manter a qualidade de vida dos pacientes”, afirma o médico ortopedista Dr. Frederico Barra, presidente da Associação Brasileira Ortopédica de Osteometabolismo (ABOOM).

 

Como prevenir

Fraqueza muscular, combinação de medicamentos, visão prejudicada e desvio na coluna (cifose) são alguns dos fatores de risco de queda. Mas é possível reduzi-los com intervenções de segurança doméstica e prática de exercícios físicos durante toda a vida — e mesmo após sofrer fraturas. Algumas orientações para o ambiente de casa são:3

 

Banheiro

• Usar tapete e tiras antiderrapantes no chão, além de barras de apoio nas paredes.

• Incentivar o banho sentado caso a pessoa idosa não consiga se abaixar até o chão ou se sinta instável.

 

Quarto

• Manter a altura correta da cama: quando, sentado à beirada, é possível colocar os pés no chão.

• Preferir lençóis feitos com materiais não escorregadios, como algodão e lã.

• Deixar um sino ou uma campainha ao lado da cama para que a pessoa idosa possa solicitar ajuda se houver necessidade.

• Organizar as roupas mais usadas em local de fácil acesso.

• Não trancar a porta.

 

Sala

• Deixar sempre o caminho livre de obstáculos: sem extensões elétricas, brinquedos, sapatos e outros objetos espalhados pelo chão.

• Evitar cadeiras e sofás muito baixos.

 

Sobre a osteoporose

O aumento da fragilidade óssea e da suscetibilidade a fraturas está associado à osteoporose, uma doença metabólica que pode levar também a dor crônica, deformidade, redução da mobilidade, piora da qualidade de vida e aumento da mortalidade. A fratura de quadril, considerada a mais grave, leva a um aumento da taxa de mortalidade em 12% a 20% nos dois anos seguintes à fratura.4 A fratura de quadril pode ser uma consequência grave de uma queda em uma pessoa com osteoporose.5 

A doença é silenciosa: pode ser assintomática até que a pessoa sofra uma fratura e, mesmo depois, até 80% dos pacientes não têm a condição investigada nem recebem tratamento adequado.6 Estima-se que 200 milhões de pessoas no mundo sejam afetadas, que representa um sério problema de saúde pública pela alta prevalência. Na forma mais comum de osteoporose, a perda de massa óssea é atribuída ao processo de envelhecimento ou pós-menopausa e estima-se que aproximadamente metade das mulheres com idade igual ou superior a 50 anos sofrerão uma fratura osteoporótica ao longo da vida.4 

O diagnóstico pode ser realizado por meio do exame de densitometria óssea, indicado para todas as mulheres com idade igual ou superior a 65 anos e homens com idade igual ou superior a 70 anos. O procedimento é indicado também em situações em que são identificados fatores de risco, como baixo peso, fratura prévia, uso de medicamentos ou doenças que afetam a saúde óssea.4

 

Amgen Brasil

X, LinkedIn, Instagram, YouTube, Facebook, TikTok e Threads.

 

 

 

Referências:

1. Arsie, Neiry Ellen Gasperin. Manual de prevenção de quedas para idosos [recurso eletrônico]. Organizador: Talita G. G. Zotz; Coordenadora: Anna Raquel S. Gomes. - Curitiba: UFPR, [2021]. Disponível em: https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2021-06/manual_de_prevencao_de_quedas_em_idosos_digitalpdf.pdf. Acesso em: 22 jun. 2026.

2. Ministério da Educação. Dia Mundial de Prevenção de Quedas: um alerta para a saúde do idoso. Disponível em: https://www.gov.br/hubrasil/pt-br/comunicacao/noticias/dia-mundial-de-prevencao-de-quedas-um-alerta-para-a-saude-do-idoso. Acesso em: 22 jun. 2026.

3. AMGEN. Dicas de prevenção de quedas em casa. Disponível em: https://www.nadapodeteparar.com.br/-/media/Themes/Amgen/nadapodeteparar-com-br/nadapodeteparar-com-br/Documents/Guia-de-prevencao-de-quedas.pdf. Acesso em: 29 mai. 2026.

4. MINISTÉRIO DA Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/o/osteoporose/. Acesso em: 29 mai. 2026.

5. Manual brasileiro de osteoporose: orientações práticas para os profissionais de saúde / organização Adriana Orcesi Pedro, Perola Grinberg Plapler, Vera Lúcia Szejnfeld. 1. ed. São Paulo: Editora Clannad, 2021.

6. AMGEN; Einstein Hospital Israelita. Guia Prático para Implementação de Linha de Cuidado para Pacientes Admitidos com Fratura de Fragilidade. São Paulo, 2025. Disponível em: https://www.nadapodeteparar.com.br/-/media/Themes/Amgen/nadapodeteparar-com-br/nadapodeteparar-com-br/Documents/Guia-Pratico-para-Implementacao-de-Linha-de-Cuidado_FINAL_112025.pdf. Acesso em: 29 mai. 2026.

 

Chatbots de IA para saúde exigem cautela com privacidade e diagnósticos incorretos, alerta ESET

Especialistas alertam para riscos de diagnósticos incorretos, vazamento de dados e uso indevido de informações médicas em plataformas de inteligência artificial voltadas à saúde

 

O avanço das ferramentas de inteligência artificial generativa tem ampliado a oferta de chatbots voltados a dúvidas sobre saúde, interpretação de exames e orientação sobre sintomas. No entanto, especialistas alertam que recorrer a essas plataformas sem o devido cuidado pode trazer riscos relacionados tanto à privacidade dos dados quanto à confiabilidade das respostas. 

Segundo a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, a popularização de serviços como Copilot Health, ChatGPT Health e Amazon’s HealthAI reflete uma mudança na forma como as pessoas buscam informações médicas. Disponíveis a qualquer hora do dia, os chatbots acabam se tornando uma alternativa rápida para usuários que desejam entender sintomas, resultados laboratoriais ou opções de tratamento antes mesmo de procurar atendimento profissional. 

Para Mario Micucci, pesquisador de segurança da informação da ESET América Latina, o problema vai além da possibilidade de receber uma orientação errada. 

“O risco não é apenas receber um conselho incorreto, mas também compartilhar informações pessoais altamente sensíveis com sistemas cujas práticas de privacidade e compartilhamento de dados podem ser diferentes das adotadas por médicos e hospitais”, afirma. 

A preocupação ganha relevância em um cenário em que sistemas de saúde enfrentam sobrecarga e pacientes recorrem cada vez mais ao autodiagnóstico. Um estudo da Universidade de Oxford publicado na revista Nature Medicine apontou que usuários de chatbots de IA para saúde frequentemente recebem respostas inconsistentes e têm dificuldade para diferenciar recomendações corretas de orientações equivocadas. 

De acordo com a autora principal do estudo, a doutora Rebecca Payne, pacientes precisam entender que perguntar sobre sintomas a modelos de linguagem pode resultar em diagnósticos incorretos ou até deixar passar situações que exigem atendimento urgente. 

A preocupação com o uso dessas ferramentas também já aparece entre entidades do setor de saúde. Segundo a organização independente de segurança do paciente ECRI, dos Estados Unidos, o uso inadequado de chatbots de IA representa atualmente o principal risco tecnológico para a área da saúde em 2026. A entidade alerta que respostas incorretas ou mal interpretadas podem influenciar decisões médicas de pacientes e profissionais.

 

Dados de saúde estão entre os mais valiosos para criminosos 

Além das falhas nas respostas, especialistas destacam os riscos envolvendo privacidade. Segundo a ESET, ao compartilhar informações médicas com plataformas públicas de IA, os usuários podem expor dados que eventualmente podem ser utilizados para treinamento de modelos ou compartilhados com terceiros. 

A empresa explica que, mesmo quando os serviços prometem anonimização das informações, ainda existem riscos de vazamento ou uso indevido. Dados de saúde estão entre os mais valorizados por criminosos virtuais, já que podem ser utilizados em fraudes, golpes relacionados a seguros médicos e até extorsões. 

No Brasil, episódios recentes reforçam essa preocupação. Em 2025, o Conselho Nacional de Saúde repudiou o vazamento de informações de mais de 600 pessoas com HIV, fibromialgia e doença falciforme em Feira de Santana (BA), após os dados serem publicados indevidamente em um documento oficial. Casos como esse evidenciam os impactos que a exposição de registros médicos pode causar à privacidade e à segurança dos pacientes. 

“Quanto mais empresas tiverem acesso a esses dados, maiores são as oportunidades para ataques e vazamentos”, destaca Micucci. 

Outro ponto levantado pela ESET é que muitas ferramentas de IA voltadas ao consumidor não seguem regulamentações equivalentes às exigidas de hospitais e operadoras de saúde, o que pode resultar em níveis menores de proteção para as informações armazenadas.
 

Recomendações para o uso seguro de IA em saúde 

Diante desse cenário, a ESET recomenda que usuários evitem compartilhar documentos médicos completos, resultados de exames ou informações pessoais identificáveis em plataformas de IA. A orientação é priorizar ferramentas desenvolvidas especificamente para saúde e verificar previamente como os dados serão tratados. 

A empresa também reforça que respostas fornecidas por IA não devem substituir consultas médicas nem serem encaradas como diagnósticos definitivos. 

“Existe uma grande diferença entre usar a IA para se preparar para um atendimento médico e utilizá-la como substituta desse atendimento”, conclui Micucci. 



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Estudo demonstra melhores resultados na biópsia de linfonodos com agulha grossa em casos de câncer de mama

Com a participação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), pesquisa avalia efetividade em diagnósticos e custos do método no âmbito do SUS 

 

A biópsia de linfonodo, seja na presença de um tumor ou mesmo diante da suspeita de recidiva de câncer de mama, contribui para definir o estadiamento da doença, estabelecer linhas de tratamento e avaliar prognósticos. Mas a depender do tipo de agulha utilizada no método percutâneo, fina ou grossa, os resultados podem ser diferentes. Se forem inconclusivos, em geral demandam investigações complementares que expõem as pacientes a desconforto e estresse, atrasam a condução dos tratamentos e representam aumento de custos. Com a proposta de comparar a adequação diagnóstica da agulha fina e da agulha grossa em biópsias, um estudo realizado no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde), com a participação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), buscou evidências para orientar protocolos nacionais.

O estudo “Biópsia por Agulha Grossa versus Punção Aspirativa por Agulha fina para avaliação de linfonodos no câncer de mama: precisão diagnóstica e análise de custos em um sistema de saúde público” foi publicado pela Value in Health, revista internacional que reúne pesquisas sobre políticas de saúde para auxiliar a tomada de decisões baseadas em evidências. Coordenada pela mastologista Marina Diógenes Teixeira, a investigação conta com contribuições da SBM e de importantes centros de tratamento do câncer de mama no Brasil.

Como objetivo principal, o estudo compara a adequação diagnóstica da Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF) e da CORE biopsy, com agulha grossa, na avaliação de linfonodos em pacientes com câncer de mama. “Buscamos contrastar as taxas de resultados inconclusivos entre os dois métodos de biópsia, que economicamente geram informações importantes sobre custo-efetividade”, afirma. A pesquisa, segundo a mastologista, também se propõe a indicar, por meio de dados baseados em situações reais, evidências para orientar protocolos nacionais e expandir acesso equitativo ao tratamento de câncer de mama no Brasil.

A investigação envolveu 300 mulheres submetidas à biópsia de linfonodos axilares, supraclaviculares ou cervicais no Hospital da Mulher (antigo Hospital Pérola Byington), unidade pública estadual, 100% SUS, entre 2015 e 2023. Dados clínicos, radiológicos e patológicos foram extraídos retrospectivamente de prontuários eletrônicos, utilizando-se uma ferramenta de abstração padronizada.

Em 79 participantes (26,3%), a biópsia foi feita com agulha fina. Em 221 (73,7%), o procedimento foi realizado com agulha grossa. “A principal descoberta foi a taxa marcadamente maior de resultados inconclusivos com a PAAF (agulha fina), de 50,7%, em contraste com a CORE biopsy (agulha grossa), de 2,7%”, destaca Marina Diógenes.

O mastologista André Mattar, tesoureiro da SBM, também participante do estudo, observa que a punção por agulha fina, conforme a pesquisa, compromete a avaliação imunohistoquímica, que permite identificar os “sobrenomes” dos tumores, entre eles o triplo-negativo.

A título de comparação, o especialista traz um dado importante a partir dos exames realizados com CORE biopsy. “Na análise imunohistoquímica, observamos uma discrepância de até 23% em um tumor considerado primário e que depois recidivou na axila”, diz. “Isso, definitivamente, muda nossa conduta de tratamento.”

O estudo indica que os custos das biópsias iniciais feitas com agulha fina atingiram US$ 7.805, enquanto a estratégia com agulha grossa totalizou US$ 9.930. “As agulhas têm custos diferentes e durante muito tempo, principalmente no SUS, utilizamos a punção por agulha fina (PAAF) porque é mais barata”, destaca Mattar.

No entanto, nas biópsias por PAAF com resultados inconclusivos, houve a necessidade de novos procedimentos, que totalizaram US$ 5.124, sendo que a maioria dos casos foi benigna. Em contrapartida, como revela o estudo, as biópsias de segunda linha após resultado de agulha grossa inconclusivo trouxeram custos significativamente menores (US$ 1.745,15) e muitas vezes evitaram a necessidade de cirurgia.

Na análise econômica, o estudo mostra que a abordagem inicial com biópsia por agulha grossa reduziu os custos de diagnóstico em até 50%. “Considerando o atendimento do SUS, a busca por eficiência e otimização de recursos, a pesquisa demonstra que como método de biópsia de primeira linha, preferencialmente para linfonodos suspeitos, a punção por agulha grossa traz resultados mais confiáveis, muitas vezes sem a necessidade de novos exames, o que representa assertividade e ganho de tempo para orientar os tratamentos, com maior conforto para as pacientes”, conclui André Mattar.


Junho é dos Namorados — e também do autocuidado íntimo

Dermatologista alerta para a relação entre saúde íntima, procedimentos estéticos e bem-estar a dois

 

O mês de junho vem acompanhado de flores, chocolates e jantares à luz de velas. Mas, para muitos casais, o clima do Mês dos Namorados também traz à tona um tema que ainda é tabu: os desconfortos íntimos que afetam diretamente a vida a dois. A dermatologista Dra. Gabrielle Adames traz esse assunto para reflexão com um recado claro: cuidar da saúde íntima é um ato de amor, principalmente por si mesma.

A candidíase vulvovaginal é uma das infecções mais comuns entre as mulheres e, quando se repete com frequência, pode ser um sinal de que algo precisa de atenção especializada. Fatores como o desequilíbrio da flora íntima, o uso excessivo de antibióticos, alterações hormonais e até mesmo o tipo de roupa íntima podem contribuir para os episódios recorrentes. 

Além da candidíase, a dor durante a relação sexual também afeta milhões de mulheres e ainda é um tema pouco discutido. Ressecamento vaginal, alterações hormonais, infecções não tratadas e outras condições de saúde podem estar por trás desse sintoma.

A dermatologista Dra. Gabrielle Adames explica que muitas mulheres convivem com sintomas como ressecamento vaginal, ardência, desconforto e dor durante a relação sexual sem saber que existem tratamentos eficazes para essas queixas. “Hoje contamos com protocolos individualizados e tecnologias que ajudam a melhorar a hidratação, a elasticidade dos tecidos e a qualidade de vida da paciente. O mais importante é entender que esses sintomas não precisam ser encarados como algo normal ou inevitável”, destaca.

Entre os tratamentos disponíveis está o Laser Íntimo Athena, indicado para casos de ressecamento vaginal, ardência, desconforto e dor durante a relação sexual. “O procedimento estimula a produção de colágeno e melhora a hidratação e a elasticidade dos tecidos, contribuindo não apenas para o conforto físico, mas também para o bem-estar e a autoestima da mulher”, explica a Dra. Gabrielle.

Além das queixas funcionais, também é possível tratar alterações como flacidez, perda de volume e escurecimento da região íntima. “A saúde íntima vai muito além da estética. Ela está diretamente ligada à qualidade de vida, ao conforto e à confiança da mulher em diferentes fases da vida”, conclui.

O avanço da dermatologia ampliou significativamente as possibilidades de tratamento para a região íntima. Hoje, existem procedimentos como laser, radiofrequência, bioestimuladores e outras tecnologias que contribuem não apenas para a estética, mas também para o conforto, a lubrificação e a melhora da qualidade de vida e do bem-estar sexual das pacientes. 

O Mês dos Namorados também é uma oportunidade para que as mulheres olhem com mais atenção para o próprio corpo e busquem cuidados que, muitas vezes, são adiados por constrangimento ou falta de informação. A Dra. Gabrielle reforça que o consultório é um espaço seguro e acolhedor para conversar sobre esses temas e buscar o tratamento mais adequado para cada caso.

"Tenho observado que a procura por esse tratamento tem acontecido cada vez mais cedo, por mulheres na menopausa, mas também por pacientes que desejam prevenir alterações futuras e manter a saúde íntima ao longo da vida. O mais importante é entender que dor, desconforto ou mudanças estéticas na região íntima não devem ser ignoradas. Quanto mais precoce a avaliação, mais simples e eficaz costuma ser o tratamento", complementa a médica.


Especialistas alertam para consequências silenciosas das quedas entre idosos

Além das lesões físicas, acidentes dentro de casa podem comprometer a autonomia, a saúde emocional e a convivência social da população idosa
 

No Dia Mundial de Prevenção de Quedas, especialistas da TeleHelp, líder em teleassistência no Brasil, chamam atenção para os efeitos que acidentes domésticos podem gerar na rotina da população idosa. Casos de queda podem levar à perda de independência, ao isolamento e à redução da qualidade de vida. 

"As quedas estão entre os eventos que mais comprometem a autonomia da pessoa idosa. Muitas vezes, o impacto vai além da lesão física e desencadeia um processo de perda de confiança, redução da circulação pela cidade, diminuição das atividades sociais e até isolamento. Quando o medo de cair passa a orientar as escolhas do dia a dia, estamos diante de uma questão que afeta diretamente a qualidade de vida e o envelhecimento saudável", comenta Marília Berzins, doutora em Saúde Pública, especialista em Gerontologia e consultora técnica da TeleHelp. 

Dados da empresa, líder em teleassistência no Brasil, mostram que as quedas seguem como o principal motivo de acionamento do serviço de emergência. Entre os locais com maior incidência de ocorrências estão o quarto (43%) e o banheiro (23%), ambientes onde os idosos passam grande parte do tempo e que concentram fatores de risco como pisos escorregadios, iluminação inadequada e perda de mobilidade.

 

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“Isso mostra como o envelhecimento exige acompanhamento contínuo e como as famílias precisam de suporte para lidar com questões que vão muito além de situações críticas”, comenta José Carlos Vasconcellos, presidente-fundador da TeleHelp. 

O receio em relação às quedas não se limita ao ambiente doméstico e também aparece em estudos sobre a população idosa no Brasil. Dados do estudo ELSI-Brasil, uma das principais pesquisas sobre envelhecimento no País, coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz e pela Universidade Federal de Minas Gerais, mostram que 42,7% dos idosos que vivem em áreas urbanas têm medo de cair por causa da má qualidade de calçadas e vias públicas próximas de casa. Entre pessoas com 80 anos ou mais, o índice chega a 63,1%. O levantamento também aponta que cerca de 20,9% dos idosos sofreram quedas nos 12 meses anteriores à pesquisa. 

A pesquisa identificou ainda que 12,1% dos idosos brasileiros consideram sua vizinhança muito insegura em relação à violência, fator que contribui para o isolamento social e reduz a circulação e participação social dessa população. 

Os impactos desse cenário também recaem sobre as famílias responsáveis pelo cuidado de pessoas idosas. Um dos reflexos é o crescimento da chamada “geração sanduíche”: adultos que cuidam dos filhos e, ao mesmo tempo, começam a assumir responsabilidades crescentes com pais idosos. A rotina, frequentemente marcada por culpa, vigilância constante, sobrecarga mental e falta de rede de apoio, impacta diretamente a saúde emocional dessas famílias. 

Esse movimento acompanha o envelhecimento da população e o prolongamento do período em que filhos adultos precisam apoiar os pais, justamente em uma fase da vida em que muitos ainda estão criando crianças. Um estudo da University College London, publicado na revista Public Health, analisou cerca de 4 mil cuidadores entre 2009 e 2020 e apontou queda significativa no bem-estar, especialmente entre pessoas que dedicam mais de 20 horas semanais ao cuidado de familiares idosos. Entre os principais impactos identificados estão piora do sono, exaustão e dificuldade de concentração. 

Diante desse cenário, Vasconcellos afirma que a teleassistência surge como uma rede de apoio complementar para idosos e familiares. “A tecnologia não substitui o afeto nem a presença da família, mas oferece segurança, rapidez no atendimento e autonomia para a pessoa idosa. Muitas ocorrências poderiam ter consequências mais graves sem um acionamento imediato. No caso das quedas, a rapidez no atendimento pode ser determinante, já que episódios como esses costumam provocar fraturas, internações, medo, perda de autonomia e isolamento social entre idosos”, explica. 

Entre os receios mais comuns relatados por idosos atendidos pela TeleHelp estão sofrer quedas (62%), não conseguir pedir ajuda (49%) e “dar trabalho” à família (22%). Os dados, obtidos a partir de uma análise com cerca de 6 mil usuários da base da empresa, ajudam a explicar a sensação de “plantão constante” vivida por familiares e cuidadores. 

A TeleHelp também destaca que o comportamento dos acionamentos é semelhante em todo o Brasil, mostrando que o tema não está restrito aos grandes centros urbanos, mas reflete uma demanda nacional por soluções de cuidado contínuo e envelhecimento seguro. 

“Prevenção, adaptação dos ambientes e resposta rápida fazem toda a diferença para reduzir riscos e preservar a segurança da pessoa idosa no dia a dia”, conclui José Carlos.
 


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