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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Intoxicação por bebida adulterada exige socorro imediato

 

Imagem: IA

Dr. Adriano Faustino explica os efeitos do metanol e reforça que o tempo de atendimento pode evitar cegueira e salvar vidas

 

O metanol — também conhecido como álcool metílico — é utilizado industrialmente como solvente e combustível, mas é extremamente perigoso quando ingerido. 

No corpo humano, ele se transforma em formaldeído e ácido fórmico, substâncias que atacam o sistema nervoso central, os nervos ópticos, o fígado e os rins. Isso pode levar à cegueira irreversível, falência múltipla de órgãos e até morte.

O grande problema do metanol é que, nas primeiras horas, ele engana o corpo. Os sintomas iniciais se parecem com uma embriaguez comum, e muitas pessoas acabam demorando a buscar atendimento”, explica o Dr. Adriano Faustino, médico nutrologista, eespecialista em metabolismo.

Segundo ele, o risco está justamente na demora para reconhecer o perigo: “Quando a pessoa percebe que não é apenas uma ressaca, muitas vezes já está em fase de intoxicação grave. Por isso, a rapidez no diagnóstico e no tratamento é decisiva.”

 

Linha do tempo da intoxicação por metanol

Primeiras 12 horas – sintomas discretos e enganosos

  • Náuseas, dor abdominal, tontura e dor de cabeça podem ser confundidos com ressaca.
  • Mesmo em fase inicial, o organismo já sofre alterações metabólicas importantes.
  • “Exames de sangue podem indicar acidose metabólica e aumento do osmolar gap, sinais de que o corpo caminha para uma intoxicação grave”, detalha o Dr. Faustino.

 

De 12 a 24 horas – os olhos sofrem primeiro

  • O ácido fórmico inibe a produção de energia nas mitocôndrias, afetando principalmente retina e nervo óptico.
  • Sintomas típicos incluem visão borrada, sensibilidade à luz e percepção de pontos luminosos.
  • “O nervo óptico é extremamente vulnerável. A falta de energia pode levar à cegueira permanente se não houver intervenção rápida”, alerta o especialista.

 

Até 48 horas – risco de falência múltipla e morte

  • O acúmulo do ácido fórmico atinge de forma agressiva o sistema nervoso central, podendo causar convulsões, coma e arritmias cardíacas.
  • Órgãos vitais como coração, pulmões e rins entram em colapso progressivo.
  • “Passadas 48 horas sem atendimento adequado, a reversão dos danos é extremamente difícil. Cada hora conta para salvar vidas e prevenir cegueira”, reforça Dr. Faustino.

 

Por que o metanol engana o corpo?

  • Metanol e etanol disputam a mesma enzima no fígado: a álcool desidrogenase.
  • Enquanto o etanol é metabolizado em substâncias que o organismo consegue processar, o metanol gera compostos altamente tóxicos.

“O fígado, que normalmente nos protege, acaba se tornando uma biofábrica de veneno no caso do metanol”, resume Dr. Faustino.

Dr. Adriano Faustino acrescenta que a população precisa estar atenta: “Muitas vezes a bebida adulterada tem cheiro e gosto semelhantes ao do álcool comum. Não há como identificar a olho nu. O cuidado tem que vir antes da ingestão, evitando consumir produtos de origem duvidosa.”


Tratamento exige rapidez

  • Antídotos: fomepizol ou etanol, que competem pela via metabólica.
  • Hemodiálise: remove rapidamente metanol e ácido fórmico.
  • Bicarbonato de sódio: corrige a acidose metabólica.
  • Ácido folínico/fólico: acelera a detoxificação do ácido fórmico.

Dr. Faustino reforça a importância da prevenção: “Evitar bebidas de procedência duvidosa é a melhor maneira de não passar por esse risco. E caso haja qualquer suspeita de ingestão, buscar atendimento médico imediato pode salvar a visão e a vida.”

 

Dr. Adriano Faustino - Médico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Geriatria, Nutrologia (ABRAN), Medicina Funcional, Fisiologia Hormonal e Oncologia Integrativa; Título de Especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas; Médico legista no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte; Coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim/MG; Professor universitário nas áreas de Medicina Legal, Anatomia Médica, Primeiros Socorros e Legislação Médica; Professor de Pós-Graduação na Fundação Unimed e no Mestrado em Saúde da Faculdade de Direito Milton Campos (MG); Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO); Idealizador do Programa Saúde Máxima e do Protocolo de Medicina Investigativa, já ajudou milhares de pacientes a transformarem suas vidas com diagnósticos precisos e abordagens terapêuticas baseadas em ciência de ponta, estilo de vida, alimentação e intervenções personalizadas; Desenvolvedor do Protocolo C.A.U.S.A. – Câncer, Autocuidado, Unidade, Saúde e Ação; Pregador e professor de Escola Bíblica Dominical desde 2001; Autor do livro Cientificamente Divino – Princípios bíblicos e científicos para uma saúde máxima.


Por que estamos tão cansados? Psicólogo denuncia a cultura da exaustão em novo livro

Especialista em saúde mental, Lucas Freire expõe os perigos da produtividade 24/7, mostra como identificar as prisões neurológicas e apresenta o poder transformador da ludicidade


Com mais de 470 mil brasileiros afastados do trabalho por transtornos mentais somente em 2024, a busca por alternativas que promovam leveza e significado se tornou urgente. É nesse contexto no qual a exaustão deixou de ser exceção e se tornou a regra que o psicólogo Lucas Freire, referência nacional na ciência do Playfulness, publica Exaustos: Imaginando saídas para o cansaço diário, lançamento da Buzz Editora

Logo nas primeiras páginas, Freire dá nome a um mal compartilhado socialmente: a exaustão crônica. Segundo o especialista que soma mais de 20 anos de experiência na área de saúde mental, as pessoas estão inseridas em uma sociedade acelerada. “A lentidão é confundida com ineficiência, o tempo tornou-se fardo e a multitarefa, falsamente celebrada como virtude, se mostra uma ilusão perigosa, que compromete o bem-estar”, declara. 

Com olhar clínico e crítico, o autor revela que a exaustão atinge hoje uma camada neurológica. Ao nomear essa condição de “neuroprisão”, Freire explica que a mente humana é alvejada por estímulos incessantes, inclusive pelo neuromarketing, ciência projetada para manipular desejos no inconsciente. Nessa circunstância, o tempo livre se transforma em mercadoria e o Playfulness, ou “espírito lúdico”, representado pelos momentos de curiosidade e espontaneidade, acaba sendo ignorado. 

Ele aponta a dependência digital, o vício em “scrolling”, o medo de perder algo (FOMO, na sigla em inglês), a dopagem química em busca de performance, o consumo para produzir conteúdo e a cultura da imagem como exemplos dos cativeiros neurológicos amplamente inseridos na rotina de crianças, jovens e adultos. 

Mais do que diagnosticar uma coletividade exausta, Lucas Freire indica caminhos que servem como antídoto para a situação. Inspirado em pesquisas de neurociência e no amplo trabalho na área, o autor detalha a importância de resgatar o Playfulness como uma habilidade para enfrentar desafios com leveza e resiliência. Conforme defende o psicólogo, o “Play” ativa mais circuitos cerebrais que qualquer outro comportamento, promove neuroplasticidade e estimula a imaginação. 

Entendido não somente como brincar, o Playfulness representa o estado de engajamento livre, criativo e prazeroso. Para favorecer a aplicação do conceito no dia a dia, Freire descreve os tipos de personalidades lúdicas, apresenta um framework com 12 dimensões universais do “play humano” e propõe os sete princípios do conceito. Com exercícios práticos, como a Auditoria de 24 horas, o Detox de Notificação, o Autodiagnóstico de Neuroprisões e um Plano de Ação Playfulness de 90 dias, o autor oferece ferramentas para transformar reflexão em resultados. 

Exaustos é mais do que um diagnóstico social, é um manifesto pela leveza. Uma leitura essencial para todos que se sentem cansados de correr, produzir, performar e tentar acompanhar a avalanche diária de informações. A obra oferece um caminho revolucionário para reencontrar vitalidade, liberdade e sentido, mostrando a imaginação lúdica como uma poderosa ferramenta de cura.   

Divulgação
 Buzz Editora

Ficha técnica
   

Título: Exaustos: Imaginando saídas para o cansaço diário 
Autoria: Lucas Freire  
Editora: Buzz Editora 
ISBN (impresso): 978-65-5393-503-7 
ISBN (e-book): 978-65-5393-504-4 
Páginas: 208 
Preços: 69,90 (impresso) e 49,90 (e-book) 
Onde encontrar: Amazon 

 

Sobre o autor

Lucas Freire - psicólogo, professor, empreendedor, escritor e palestrante. Especialista na criação de treinamentos e programas com experiências voltados para o desenvolvimento comportamental, criatividade, resiliência e liderança. Em 20 anos de carreira, realizou mais de 2 mil eventos, impactando mais de 100 mil pessoas. Pioneiro e referência no Brasil na Ciência do Playfulness, estuda a atitude mental de curiosidade, abertura e engajamento criativo com o mundo ao redor. É autor dos livros “Playfulness: Trilhas para uma vida resiliente e criativa”, “O Leão da Bochecha de Balão e a redescoberta do Play” e do lançamento “Exaustos: Imaginando saídas para o cansaço diário”.
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Cores nas embalagens de medicamentos orientam sobre riscos e formas de uso

Tarjas preta, vermelha e amarela funcionam como alerta para uso seguro dos remédios


Muitas embalagens de medicamentos possuem tarjas que variam de cores, entre preto, vermelho e amarelo. A cor representa uma classificação visual do grau de risco que o produto pode acarretar para a saúde dos usuários e determina a forma como ele deve ser comprado e utilizado. É uma atenção a mais na hora de cuidar da saúde.
 

A tarja preta é utilizada para medicamentos que podem provocar prejuízos sérios para a saúde do paciente, entre eles a dependência física, psicológica e química. Como agem no sistema nervoso central, causando inclusive sedação, quando utilizados incorretamente podem acarretar risco de morte. Nessa categoria estão incluídos a maioria dos remédios para saúde mental, como os antidepressivos e ansiolíticos. Para comprá-los, é necessária uma prescrição especial, geralmente uma receita na cor azul, que fica retida na farmácia. 

Existe um controle do Ministério da Saúde sobre eles porque apresentam mais efeitos colaterais e contraindicações que os outros remédios. “Os remédios tarja preta são eficazes e seguros, desde que o paciente faça o acompanhamento médico e siga todas as orientações do profissional. O risco está na automedicação e no uso inadequado”, esclarece Maurício Filizola, farmacêutico, diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sincofarma) do Ceará e presidente da Rede de Farmácias Santa Branca. 

Já a tarja vermelha sinaliza medicamentos de uso controlado, que só podem ser adquiridos com prescrição médica ou odontológica devido aos efeitos colaterais que podem causar. Nessa categoria estão inclusos os remédios de uso contínuo, como os de pressão e diabetes. Alguns medicamentos de tarja vermelha podem ter a receita retida na farmácia, dependendo se há um controle especial do governo, como é o caso dos antibióticos. 

Ainda existe a tarja amarela que é utilizada para medicamentos genéricos. Para facilitar ainda mais a identificação, em cima da tarja, existe a letra G. Esses remédios são aqueles vendidos pelo nome da substância e não pela marca. Lembrando que eles são seguros para utilizar, são testados e tem sua qualidade e eficácia comprovadas. 

Quando não existe nenhuma tarja significa que a medicação é isenta de prescrição, ou seja, que ela pode ser comprada sem receita médica, pois apresenta risco mínimo e poucos efeitos colaterais. São produtos utilizados para doenças de baixa gravidade, como os antiácidos, antitérmicos e analgésicos. Embora sejam considerados seguros e não necessitem de prescrição médica, devem ser utilizados seguindo as orientações disponíveis na embalagem. O mais indicado é sempre seguir as recomendações de um médico ou farmacêutico, principalmente devido às contraindicações e interações medicamentosas. 

Maurício Filizola alerta que todo medicamento utilizado de forma inadequada, pode provocar dependência, reações alérgicas e até risco de morte. “Por tudo isso é fundamental procurar um médico e evitar a automedicação”, ressalta.

  

Rede de Farmácias Santa Branca


CIRURGIA BARIÁTRICA E OBESIDADE: ESPECIALISTA ESCLARECE OS PRINCIPAIS MITOS

 

No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, o Dr. Lucas Nacif reforça a atenção à doença que afeta milhões; Entre 2020 e 2024, 291.731 cirurgias bariátricas foram realizadas no Brasil

 

No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, comemorado em 11 de outubro, o Brasil reforça a importância da conscientização sobre essa doença crônica que afeta milhões de pessoas. Diante da complexidade da obesidade e das dificuldades de manter hábitos saudáveis a longo prazo, muitos pacientes podem se beneficiar de intervenções médicas, como a cirurgia bariátrica. Entre 2020 e 2024, o Brasil realizou 291.731 procedimentos, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). 

De acordo com o Dr. Lucas Nacif, cirurgião gastrointestinal e membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), “quando bem indicada e realizada com acompanhamento adequado, a cirurgia bariátrica pode ser um divisor de águas na vida de muitos pacientes”. O especialista destaca, no entanto, que o procedimento ainda é cercado por mitos que geram medo e desinformação, levando algumas pessoas a hesitar ou a formar opiniões equivocadas. 

As projeções para a obesidade são preocupantes. Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2025 mostram que, se as tendências atuais continuarem, quase 3 bilhões de adultos – metade da população mundial – terão sobrepeso ou obesidade até 2030. No Brasil, estudos da Fundação Oswaldo Cruz estimam que 48% da população adulta será obesa até 2044, com mais 27% em sobrepeso. 

Para esclarecer o assunto, o Dr. Nacif reuniu cinco dos principais mitos sobre a bariátrica. Confira:
 

A cirurgia bariátrica resolve o problema da obesidade de forma definitiva - mito 

A cirurgia é bastante eficaz para a perda de peso, mas o sucesso a longo prazo depende do comprometimento do paciente com mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e exercício físico. Caso esses hábitos não sejam mantidos, o peso pode ser recuperado. “A principal mudança deve ocorrer na mentalidade, é ela quem irá seguir com o paciente para que o resultado da bariátrica seja duradouro. Sem esse compromisso, há o risco sim de reganho de peso”.
 

A cirurgia bariátrica é perigosa e só deve ser realizada em casos extremos - mito 

A cirurgia bariátrica, quando realizada por um profissional qualificado e com a devida preparação, é segura e tem altos índices de sucesso. Ela é indicada para pacientes com obesidade grave ou comorbidades associadas à obesidade, não sendo restrita apenas a casos "extremos".
 

Quem faz bariátrica não pode engravidar no futuro - mito 

A cirurgia bariátrica não impede a gravidez. No entanto, “é recomendado aguardar pelo menos 12 meses após o procedimento antes de engravidar, para que o corpo se estabilize e a paciente atinja um peso saudável”. Com acompanhamento médico adequado e uma alimentação balanceada, é possível ter uma gestação segura e saudável após a bariátrica.
 

Após a cirurgia bariátrica, não é necessário praticar exercícios físicos - mito 

A prática de atividades físicas é essencial para o ganho de massa magra após a cirurgia. “O exercício ajuda a evitar a perda excessiva de músculo, acelera o metabolismo e melhora a composição corporal. Além disso, contribui para a manutenção do peso a longo prazo e para a saúde geral do paciente”.
 

Depois da bariátrica, a pele volta ao normal sozinha, sem necessidade de cirurgia - mito 

Após uma grande perda de peso, é comum haver flacidez, sobretudo, em áreas como abdômen, braços e coxas. “Embora exercícios físicos e uma boa alimentação ajudem a melhorar a tonicidade muscular, em muitos casos, a remoção do excesso de pele exige cirurgia plástica reparadora para alcançar melhores resultados estéticos e funcionais”, esclarece o especialista. 

O Dr. Lucas Nacif reforça que cada paciente deve ser analisado individualmente para que o tipo de cirurgia seja escolhido corretamente e o tratamento seja personalizado. “A cirurgia é parte de um tratamento abrangente, que inclui mudanças no estilo de vida, acompanhamento psicológico, nutricional, endocrinológico e atividade física. É um compromisso contínuo com a saúde”, conclui.
  
 

Dr. Lucas Nacif - Médico gastroenterologista com especialidade em cirurgia geral e do aparelho digestivo. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreáticas e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. O especialista é membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e está disponível para abordar temas relacionados ao aparelho digestivo, desde doenças, como gordura no fígado; câncer colorretal; doenças inflamatórias intestinais; pancreatite até cirurgias e transplantes em geral. Link e www.instagram.com/dr.lucasnacif_gastrocirurgia/


Diferenças entre os medicamentos à base de semaglutida


A Novo Nordisk, líder global em saúde, esclarece que a semaglutida é uma molécula análoga ao hormônio GLP-1, que é produzido principalmente pelo intestino e liberado em resposta à ingestão de alimentos. Esse hormônio, entre outras ações, auxilia no controle dos níveis de glicose no sangue e controle do apetite, reduzindo a fome e desejo por alimentos calóricos, aumentando a saciedade.

O hormônio, naturalmente produzido pelo organismo, possui uma duração curta (poucos minutos). Os medicamentos análogos de GLP-1 agem de maneira semelhante, porém com maior tempo de ação, o que potencializa seus efeitos.

A semaglutida injetável tem ação de até sete dias, por isso é indicado o uso semanal. A versão oral do medicamento tem ação de até 24 horas, e deve ser utilizada diariamente.

O uso da molécula foi aprovado nos formatos listados abaixo:

  • Ozempic® (semaglutida injetável 0,25 mg, 0,5mg e 1mg), em sistema de aplicação preenchido, multidose e descartável: indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, insuficientemente controlado.
  • Rybelsus® (semaglutida oral em comprimidos de 3 mg, 7 mg e 14 mg): indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 inadequadamente controlado.
  • Wegovy® (semaglutida injetável 0,25 mg, 0,5mg, 1mg, 1,7mg e 2,4mg) em sistema de aplicação preenchido, multidose e descartável: indicado para adultos e adolescentes acima de 12 anos com obesidade ou com sobrepeso com pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso.

A companhia reitera que o uso seguro de qualquer medicamento só é garantido ao seguir as indicações de bula de produtos registrados e aprovados pela Anvisa, sempre sob orientação médica.

É importante destacar que a perda de peso apresentada no tratamento do diabetes tipo 2 com os análogos de GLP-1 não é um efeito colateral ou inesperado do medicamento – pelo contrário, trata-se de um efeito esperado, que comprova sua eficácia. Esse efeito está relatado nos estudos de eficácia e segurança realizados com as moléculas, tendo sido acompanhados em diversas pesquisas clínicas.

Todos os produtos Novo Nordisk da classe GLP-1, incluindo Ozempic®, Wegovy® e Rybelsus®, são medicamentos de tarja vermelha, o que significa que sua venda é restrita a prescrição médica, e a empresa não apoia ou endossa o uso ou promoção de seus medicamentos de forma divergente das orientações de bula.



Novo Nordisk
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Emagrecer ajuda a controlar a pressão? Entenda o que é fato e o que é mito

Freepik
Controle do peso e preservação da massa muscular são apontados por especialistas como aliados contra pressão alta e doenças cardiovasculares 

 

A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma doença que atinge quase um terço da população brasileira. Segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico 2024, divulgada pelo Ministério da Saúde, 27,9% dos brasileiros convivem com a condição, considerada um dos principais fatores de risco para infartos e AVCs.

Entre os motivos associados à doença, o peso corporal ocupa lugar de destaque. De acordo com Maryane Malta, diretora técnica de nutrição da Clínica Seven, referência em nutrição e emagrecimento saudável, manter um peso adequado pode ajudar a regular a pressão arterial, mas ainda existem muitos mitos que confundem a população. Confira alguns mitos e verdades sobre o tema:

  • Apenas pessoas obesas têm hipertensão. Mito. Pessoas magras também podem desenvolver pressão alta por fatores genéticos, estresse ou má alimentação.
  • Emagrecer ajuda a reduzir a pressão. Verdade. Mesmo a perda moderada de peso já melhora a saúde vascular e o equilíbrio da pressão arterial.
  • Cortar sal é suficiente para controlar a pressão. Mito. O controle do sódio é importante, mas a prevenção exige alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos.
  • Massa muscular protege o coração. Verdade. O tecido muscular é metabolicamente ativo e contribui para a regulação hormonal e prevenção de doenças cardiovasculares.

“A hipertensão não é apenas consequência de uma vida sedentária ou do excesso de sal. Ela está diretamente ligada ao equilíbrio metabólico e ao peso corporal saudável. O emagrecimento deve ser visto como ferramenta de saúde e não apenas de estética”, afirma Maryane.

A especialista ressalta que protocolos personalizados, que levam em conta genética, rotina alimentar e composição corporal, são fundamentais para garantir resultados duradouros. “Mais do que reduzir números na balança, é preciso preservar a massa muscular, equilibrar hormônios e proteger o coração”, completa.

 

 Clínica Seven

 

Saúde começa pela boca: especialista explica como a limpeza feita no consultório pode prevenir doenças em todo o corpo

Acúmulo de biofilme, mau hálito e inflamações bucais estão ligados a problemas como diabetes e doenças cardíacas 

Periodontista comenta os sinais de alerta e os avanços mais recentes nos cuidados preventivos

 

Você escova os dentes todos os dias? Usa fio dental? Mesmo assim, sente que algo está errado, como mau hálito, gengiva sensível ou sangramento? O que muita gente não sabe é que a falta de higiene bucal profissional pode impactar não só a saúde da boca, mas de todo o corpo. 

Para explicar como o acúmulo de bactérias nos dentes pode desencadear doenças sistêmicas e apresentar os protocolos mais modernos usados em consultórios atualmente, ouvimos a periodontista Maria Fernanda Kolbe, doutoranda, mestre e especialista em periodontia e sócia da Clínica Sorr, em São Paulo.

 

O que é o biofilme dentário e por que ele é tão perigoso?

“O biofilme dentário, antigamente chamado de placa bacteriana, se forma na superfície dos dentes. Trata-se de uma massa formada por restos de alimentos, acúmulo de microrganismos e seus produtos que se aderem à superfície dentária”, explica a especialista. 

Segundo Maria Fernanda, o acúmulo desse biofilme pode causar cáries, gengivite, periodontite e até a perda dos dentes.

 

O biofilme pode causar mau hálito?

“A halitose é, frequentemente, um problema de desequilíbrio da cavidade bucal, seja por excesso de biofilme, inflamações ou infecções. A maior causa de mau hálito vem da boca e não do estômago, como muitos pensam”, alerta.

 

A saúde bucal influencia no organismo todo

“A negligência com a saúde bucal tem impacto sim na saúde sistêmica. Vários estudos mostram que a doença periodontal aumenta risco de infarto, parto prematuro, diabetes, Alzheimer, infertilidade, complicações respiratórias e outras comorbidades”, destaca Maria Fernanda. 

Ela também lembra que doenças como diabetes podem ser agravadas pela falta de cuidado com a gengiva.

 

Escovar os dentes não basta: a importância da limpeza profissional

Segundo a especialista, escovar os dentes e usar fio dental todos os dias é essencial, mas nem sempre suficiente. “A anatomia dos dentes, o uso de aparelhos ortodônticos, próteses e até a posição dos dentes dificultam a remoção completa do biofilme em casa. Por isso, é preciso recorrer à profilaxia feita em consultório”.

 

GBT: um protocolo que torna o cuidado mais eficiente e confortável

Para tornar esse processo mais eficaz, Maria Fernanda incorporou em sua prática clínica o protocolo GBT (Guided Biofilm Therapy), desenvolvido pela empresa suíça EMS (Electro Medical Systems). 

“O principal objetivo do GBT é oferecer um tratamento suave e eficaz, com foco na eficiência dos resultados e no conforto dos pacientes. Ele remove o biofilme dental de forma precisa, identificando os locais que mais precisam de atenção”, explica. 

Um dos diferenciais do protocolo é o uso de um evidenciador que colore o biofilme antigo e recente em tons diferentes, permitindo que o paciente veja exatamente onde há acúmulo. “Essa visualização aumenta o engajamento. Os pacientes ficam surpresos e voltam mais motivados para as próximas consultas”, relata. Outro ponto importante deste protocolo é que realiza a profilaxia de modo minimamente invasivo, preservando os tecidos orais e oferecendo máximo conforto ao paciente, uma verdadeira experiência indolor e de bem-estar.

 

Menos anestesia, mais agilidade e bem-estar

Maria Fernanda também destaca os ganhos clínicos com a adoção da GBT: “Antes, eu precisava anestesiar 50% dos pacientes. Com o protocolo, isso caiu para apenas 2%. O tempo de atendimento também diminuiu, de 90 para 60 minutos, o que melhora a rotina no consultório e permite mais conforto ao paciente”.

 

5 sinais de que está na hora de procurar uma profilaxia profissional

  1. Mau hálito persistente
  2. Gengivas que sangram com facilidade
  3. Dentes sensíveis ao frio ou calor
  4. Presença de tártaro visível
  5. Sensação de gosto ruim na boca com frequência

Ao incorporar novas tecnologias, o consultório odontológico se torna também um espaço de educação e prevenção. Mais do que limpar os dentes, o objetivo é oferecer ao paciente conhecimento e autonomia para manter a saúde bucal em dia e, com ela, proteger a saúde como um todo.



Maria Fernanda Kolbe - Doutoranda bolsista pela Capes (2022-2025) em Clínicas Odontológicas, com ênfase em Periodontia, pela Universidade Paulista (UNIP). É mestre na mesma área pela mesma instituição (2013), também com apoio da Capes, e especialista em Periodontia (2011). Habilitada em laser pela IALD (2020), possui graduação em Odontologia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (2003). Atualmente, é SDA Trainer da EMS Swiss e tem ampla experiência na área de Odontologia, com foco em Periodontia. Seus principais temas de atuação incluem terapia periodontal de suporte, bolsas residuais, lesões de furca, terapia fotodinâmica (PDT), mucosite, cirurgia mucogengival, recobrimento radicular, debridamento periodontal e descontaminação bucal. Durante sua formação, realizou Iniciação Científica em Materiais Dentários (2000-2003) com bolsas FAPESP e PIBIC-FUNDECTO, explorando temas como polimerização, resistência flexural, resina composta e microdureza Knoop. Atualmente, exerce sua prática em São Paulo e é SDA Trainer da Swiss Dental Academy na EMS.

EMS- Electro Medical System


Prevenção ainda não chega às favelas: sete em cada dez moradores têm dificuldade para realizar exames contra o câncer

Enquanto estudos mostram desigualdade no diagnóstico precoce entre rede pública e privada, iniciativas locais buscam ampliar acesso a exames durante Outubro Rosa e Novembro Azul


A luta contra o câncer ainda esbarra em barreiras de acesso, principalmente nas favelas brasileiras. Uma pesquisa conduzida pelo Data Favela revelou que sete em cada dez moradores de comunidades enfrentam dificuldades para realizar exames de prevenção e diagnóstico. O levantamento, realizado em diferentes regiões do país, mostrou ainda que 75% dos entrevistados têm medo de descobrir a doença, sobretudo pela dificuldade em acessar tratamentos adequados, agravada pela desinformação e falta de infraestrutura de saúde. 

As desigualdades também impactam diretamente a sobrevida dos pacientes. Um estudo recente do Grupo Cooperativo Latino-Americano de Oncologia (LACOG), comparou prontuários de 582 homens com câncer de próstata avançado. O resultado escancara a diferença: pacientes tratados na rede privada viveram, em média, 2 anos e 4 meses a mais do que os atendidos pelo SUS.


Campanhas de conscientização

É nesse contexto que o Outubro Rosa e o Novembro Azul se tornam ainda mais relevantes. Mais do que símbolos coloridos, as campanhas nacionais buscam chamar atenção para a importância de exames simples, como mamografia, Papanicolau e PSA, que podem fazer a diferença entre um tratamento precoce e um diagnóstico tardio.

Na tentativa de reduzir essa desigualdade, algumas iniciativas têm surgido dentro das próprias comunidades. A Favela Seguros, iniciativa da Favela Holding em parceria com o Grupo MAG lançou a campanha “Família Protegida – É Hora da Prevenção”. A iniciativa oferecerá um (1) check-up gratuito a novos clientes do produto Família Protegida entre 01 de outubro e 30 de novembro.
O pacote inclui consultas médicas presenciais ou on-line, exames laboratoriais e procedimentos específicos para cada público: ultrassonografia das mamas e Papanicolau para mulheres; avaliação da próstata e hemoglobina glicada para homens.

Os novos clientes da Favela Seguros terão o prazo de até 12 meses, a contar da data da contratação, para agendar a consulta e realizar os exames. Ainda assim, a recomendação é que o atendimento seja feito o quanto antes, garantindo uma prevenção mais eficaz. 

“O Outubro Rosa e o Novembro Azul simbolizam uma luta que não pode ser restrita a campanhas de conscientização. Nas favelas, a prevenção muitas vezes não chega. Por isso, com esta iniciativa, queremos oferecer acesso real a exames básicos e fundamentais, garantindo que mais famílias possam cuidar da saúde de forma preventiva”, afirma Ronaldo Gama, head da Favela Seguros.
 

Um desafio permanente

Embora ações como essa representem avanços, especialistas apontam que o problema é estrutural. A pesquisa do Data Favela mostrou que muitos entrevistados acreditam em mitos, como o de que micro-ondas ou antenas de celular causam câncer, ou ainda que homens não podem ter câncer de mama.

“Ações como a Família Protegida e campanhas de conscientização cumprem um papel duplo: além de estimular a prevenção, também combatem notícias falsas e preconceitos que afastam a população dos exames”, conclui Gama.

Com mais de 600 mil novos casos de câncer estimados no Brasil para 2025, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), a mensagem de Outubro Rosa e Novembro Azul segue urgente: prevenir é viver.

 

Sobre a Favela Seguros
A Favela Seguros é uma iniciativa a partir da parceria entre a Favela Holding e a MAG Seguros, com apoio social da CUFA, com o objetivo de promover a inclusão financeira e social nas favelas brasileiras. A empresa oferece produtos desenhados especificamente para atender às necessidades dos moradores de favelas, como serviço funeral, telemedicina, sorteios de 10.000 reais semanais e indenização de até R$50 mil para proteger as famílias. A Favela Seguros busca também capacitar moradores para atuarem como representantes, focados em proteção financeira e familiar em seus territórios, criando oportunidades de trabalho e fomentando o empreendedorismo local.


Outubro Rosa e Novembro Azul: 62% das pessoas trans evitam serviços de saúde por medo de sofrer preconceito

Especialista faz alerta sobre como a exclusão dessas pessoas nas ações de conscientização comprometem prevenção e podem agravar desigualdades em saúde


Estamos entrando no mês da conscientização e prevenção do câncer de mama, o Outubro Rosa, seguido pelo Novembro Azul, que foca na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. No entanto, essas fundamentais campanhas ainda deixam de fora uma parcela significativa da população: as pessoas transgênero.

Muitas diretrizes de rastreamento dessas doenças ainda não incluem no escopo pessoas trans apesar das emergentes recomendações feitas por sociedades médicas. A ausência de formação específica dos profissionais da saúde no que tange à saúde dessa população também é notória.
 

Soma-se ao preocupante cenário o afastamento das pessoas trans dos equipamentos de saúde, como mostra uma pesquisa realizada em 2023, pela ANTRA, que evidenciou que 62% das pessoas transgênero evitaram buscar serviços médicos por medo de sofrerem preconceito. Além disso, 36% informaram já terem atendimento recusado por serem trans e 78% acredita que o Sistema Único de Saúde (SUS) não possui preparo para atendê-las.
 

“A invisibilidade nas campanhas é uma realidade que mantém afastadas do acesso à saúde as pessoas trans, reforça estigmas e pode levar ao diagnóstico tardio de várias doenças”, explica o médico endocrinologista Leonardo Alvares, professor, pesquisador e autor do livro Saúde de Pessoas Transgênero – Práticas Multidisciplinares.

O endocrinologista ressalta, por exemplo, que homens trans podem desenvolver câncer de mama ou de colo do útero. Já mulheres trans em hormonização, precisam estar atentas à saúde das mamas e, mesmo que já tenham realizado cirurgia de redesignação sexual, também da próstata. Contudo, materiais de conscientização, protocolos clínicos e até campanhas oficiais raramente contemplam essas especificidades.

Leonardo Alvares, que também desenvolve pesquisas pioneiras sobre saúde e performance de pessoas trans em parceria com instituições nacionais e internacionais, reforça que a solução passa pela inclusão. “Se o objetivo dessas campanhas é salvar vidas, precisamos garantir que todas as vidas sejam contempladas. Incluir pessoas trans em Outubro Rosa e Novembro Azul não é só representatividade, é uma ação concreta de cuidado, equidade e promoção da saúde", conclui.

 

Leonardo Alvares - médico especialista em Endocrinologia e Metabologia, doutor pela USP e autor do livro “Saúde de Pessoas Transgênero - Práticas Multidisciplinares”, primeiro do mundo sobre o tema. Reconhecido nacional e internacionalmente, dedica-se à pesquisa, ao ensino e ao atendimento em saúde trans, promovendo inclusão, bem-estar e qualidade de vida.

 

Outubro Rosa também é para pessoas trans: campanha reforça a importância da prevenção e do cuidado inclusivo com a saúde das mama

 

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Médico cirurgião fundador da Transgender Center Brazil destaca que homens e mulheres trans também devem ser incluídos nas ações de prevenção e rastreamento do câncer de mama.

 

O Outubro Rosa é mundialmente conhecido por promover a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Neste ano, o movimento ganha um novo olhar: a inclusão da população trans nas ações de cuidado e conscientização.

 

Embora o foco histórico da campanha tenha sido as mulheres cisgênero, profissionais da saúde reforçam que homens e mulheres trans também possuem mamas e devem ser incluídos nas estratégias de saúde preventiva. A ideia não é criar alarde, mas ampliar o diálogo sobre prevenção e acolhimento.

 

“O Outubro Rosa precisa ser um movimento para todos os corpos. Cada pessoa tem uma história e uma anatomia específica, e a medicina deve reconhecer essas particularidades com respeito e ciência”, explica Dr. José Carlos Martins Jr., médico cirurgião fundador da Transgender Center Brazil”., centro de referência nacional em cirurgias de afirmação de gênero.

 

Mulheres trans que fazem uso prolongado de hormonioterapia com estrogênio podem se beneficiar do acompanhamento médico periódico, especialmente após alguns anos de tratamento. Já homens trans que realizam a cirurgia masculinizadora (“top surgery”) costumam ter risco bastante reduzido de alterações mamárias, mas ainda se beneficiam de orientações médicas personalizadas, conforme o tipo de cirurgia e o histórico familiar. “Mais importante do que falar em risco é garantir que todos tenham acesso, escuta e acolhimento. Ainda vemos pessoas trans que deixam de fazer exames por constrangimento ou por não encontrarem profissionais preparados”, destaca Dr. Martins.

 

Organizações internacionais, como a WPATH (World Professional Association for Transgender Health) e a Endocrine Society, já estabelecem recomendações para o rastreamento mamário em pessoas trans, levando em conta tempo de uso hormonal, idade e histórico familiar. No Brasil, ainda faltam protocolos oficiais que garantam atendimento padronizado e sensível à diversidade de corpos.

 

No cenário nacional, algumas iniciativas começam a apontar caminhos para essa mudança. Um exemplo é a campanha “Outubro+”, promovida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que incluiu homens trans como modelos em suas peças de conscientização sobre saúde das mamas. A ação demonstra que o movimento pode evoluir: não apenas como símbolo de prevenção, mas também como instrumento de visibilidade e inclusão de diferentes corpos.

 

Outro exemplo importante vem da Prefeitura do Recife (PCR), que neste Outubro Rosa ampliou a faixa etária para os exames de mamografia na rede municipal de saúde. A partir de 1º de outubro, o público-alvo — antes formado por mulheres e homens trans entre 50 e 69 anos — passou a incluir pessoas até 74 anos, com acesso facilitado e sem necessidade de agendamento. Durante o mês, serão ofertadas 3.200 vagas no Mamógrafo Móvel. “O primeiro passo é informar e incluir. O segundo é formar profissionais de saúde que entendam as especificidades da população trans e saibam orientar sem julgamento”, acrescenta. 

O Outubro Rosa é, acima de tudo, um lembrete de que o autocuidado e o diagnóstico precoce salvam vidas. Expandir essa mensagem para pessoas trans é reconhecer que prevenção também é um ato de respeito e cidadania.“Cuidar da saúde das mamas é cuidar da própria história. Não se trata apenas de biologia, mas de dignidade”, conclui o Dr. Martins.

 

Dr. José Carlos Martins Jr. - CRM/SP 161421 – CRM/SC 18281 – CRO/SC 7549 - médico e cirurgião plástico, também graduado em Odontologia. Possui pós-graduação em Cirurgia Bucomaxilofacial, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Cirurgia Plástica Facial. Foi fellow bolsista em Cirurgia Reconstrutora pelo University Hospital of Basel (Suíça), é membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica (CBCP) e da World Professional Association for Transgender Health (WPATH). É autor do livro Transgêneros – orientações médicas para uma transição segura e fundador do Transgender Center Brazil, referência nacional no atendimento humanizado e multidisciplinar à população trans.


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