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quinta-feira, 5 de junho de 2025

URGENTE: Baixas temperaturas causam queda nos estoques de sangu


GSH Banco de Sangue de São Paulo lança alerta e convoca a população a doar sangue neste Junho Vermelho

 

Com a chegada das temperaturas mais frias, o GSH Banco de Sangue de São Paulo faz um alerta urgente à população: os estoques de sangue sofreram uma queda ainda mais acentuada nas últimas semanas e estão em estado crítico. 

A combinação do frio, que naturalmente diminui a mobilização por doações, e o aumento de doenças sazonais, como gripes, que tornam muitos doadores inaptos temporariamente, está colocando em risco o atendimento de pacientes que necessitam de transfusões. 

Diante desse cenário preocupante, o Banco de Sangue de São Paulo se une à campanha nacional Junho Vermelho, um mês dedicado à conscientização e ao incentivo à doação de sangue. 

"Neste período de baixas temperaturas, a necessidade é ainda maior. Contamos com a generosidade da comunidade para reverter essa situação e garantir que os nossos estoques atinjam o nível ideal", afirma Janaína Ferreira, líder de captação do GSH Banco de Sangue de São Paulo. 

A campanha Junho Vermelho ganha ainda mais relevância com a proximidade do Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho. A data é um lembrete global da importância desse gesto. 

Nesse contexto, o GSH Banco de Sangue de São Paulo convoca a todos que estejam em boas condições de saúde a participar dessa corrente do bem.

 

Veja como participar:

  • Se você é doador ou conhece alguém que possa doar vá o quanto antes ao Banco de Sangue.
  • Doe sangue: o Banco de Sangue atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos domingos e feriados, na Rua Tomás Carvalhal, 711, no bairro Paraíso. Para doar, basta comparecer à unidade, ou agendar previamente pelos telefones: (11) 99704-6527 (WhatsApp) e pelos telefones (11) 3373-2000 / 3373-2001.
  • Compartilhe essa mensagem com seus amigos e familiares. 

"A doação de sangue é um ato de solidariedade e amor que faz toda a diferença para a recuperação das pessoas enfermas que precisam desse hemocomponente", conclui Janaína Ferreira.

 

Requisitos básicos para doação de sangue:  

  • Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;
  • Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal no momento da doação);
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Pesar a partir de 50 kg;
  • Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
  • Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas.
  • Não é necessário estar em jejum, evitar alimentos gordurosos
  • Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e boca (12 meses após a retirada);
  • Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
  • Não ter tido Doença de Chagas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
  • Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina
  • Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 7 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;
  • Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.

Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.

  

GSH Banco de Sangue de São Paulo
Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso
Tel.: (11) 99704-6527 (WhatsApp) e pelos telefones (11) 3373-2000 / 3373-2001
Atendimento: Diariamente, inclusive aos finais de semana, das 7h às 18h. Estacionamento gratuito no local.


Posicionamento sobre a falsificação de Rybelsus® no Brasil


A Novo Nordisk, líder global em saúde, informa sobre casos de falsificação do medicamento Rybelsus® (semaglutida oral em comprimidos de 3 mg, 7 mg e 14 mg indicado para o tratamento de diabetes tipo 2), especificamente dos lotes N088499, M088499 e P08A472.

Os lotes N088499 e P08A472, que embora sejam genuínos da cadeia Novo Nordisk, vêm sendo adulterados. O conteúdo dos produtos foi modificado com informações falsas do lote M088499, que não pertence à nossa produção. A análise do conteúdo de Rybelsus® confirmou que se trata de um produto genuíno.

A Novo Nordisk orienta a não utilização de qualquer produto suspeito de falsificação, pois isso pode representar riscos graves à saúde.

Para se proteger de casos de falsificação, na hora da compra, desconfie sempre de:

• Sites e canais não licenciados pela Anvisa para comercialização de medicamentos e que usam os nomes das marcas e/ou adotam aplicativos de vendas e redes sociais para ofertar os produtos;

• Embalagem do medicamento rasurada ou visivelmente alterada, com número incorreto de blísteres, em idioma estrangeiro, com aparência farmacêutica (apresentação) diferente da registrada e com informações incorretas sobre o produto;

• Preços muito abaixo dos aprovados pelo governo (todos os produtos Novo Nordisk seguem a tabela da CMED, órgão federal que regulamenta o preço dos medicamentos no país).

A companhia reconhece a gravidade da situação e esclarece que está em contato e colaborando com as autoridades competentes, para contribuir com a investigação dos fatos.

Além disso, a empresa mantém um canal aberto e proativo de comunicação com sua rede de distribuição para informar sobre o ocorrido, além de responder prontamente a todas as demandas que recebe de seus diferentes públicos, como imprensa, médicos, hospitais, pacientes e organizações em geral.

A Novo Nordisk já notificou a ANVISA sobre os casos, cumprindo os requisitos de farmacovigilância, e tem acompanhado atentamente todos os casos relatados em seus canais, na imprensa e em redes sociais, dentro de um plano de gerenciamento e minimização de riscos implementado pela companhia.

Em caso de dúvidas sobre os pontos de vendas ou mesmo sobre o medicamento adquirido, os pacientes podem acessar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Novo Nordisk Brasil, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone 0800 014 44 88, ou 24 horas pelo e-mail: sac.br@novonordisk.com.


Novo Nordisk
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TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS NO BRASIL BATE NÚMERO RECORDE

Médico e membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) explica que um único doador falecido pode ajudar até dez pessoas que estão na fila de transplante.

 

Em um balanço apresentado nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde anunciou que o Brasil bateu recorde de transplantes realizados pelo SUS, atingindo um número histórico de mais de 30 mil procedimentos, um crescimento de 18% em relação a 2022. 

Segundo o governo, os órgãos mais transplantadores foram: córnea (17.107), rim (6.320), medula óssea (3.743) e fígado (2.454). Os dados também apontam que atualmente, 78 mil pessoas aguardam por doação de órgãos, sendo o rim a maior demanda de 2024, (42.838), seguido de Córnea (32.349) e Fígado (2.387). 

Em abril, a Central de Transplantes de São Paulo, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgou que o estado de São Paulo também registrou crescimento no número de transplantes de órgãos realizados. Nos primeiros três meses de 2025, o levantamento apontou um aumento em praticamente todos os tipos de procedimentos, com destaque para o transplante de pâncreas, que passou de 11 para 26 intervenções, uma alta de 136% em relação ao mesmo período de 2024. 

Também foram registrados aumentos nos transplantes de coração, que subiram 34% (de 32 para 43), de rim, com crescimento de 16% (de 329 para 406), de pulmão, com 12% a mais (de 25 para 28), e de fígado, que tiveram elevação de 9% (de 127 para 139). 

Para o Dr. Lucas Nacif, cirurgião gastrointestinal e membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), os números de São Paulo representam um avanço importante, mas o cenário nacional ainda exige atenção. “O crescimento registrado no estado é bastante positivo, mas, em todo o Brasil, os índices de doação ainda estão aquém do necessário. Como dependemos 100% de doações, é fundamental fortalecer, cada vez mais, a cultura da doação no país. Esse movimento é essencial para ampliar o número de transplantes efetivos. Um único doador falecido, por exemplo, pode beneficiar até dez pessoas que aguardam na fila”, destaca.

 

E como funciona a fila de espera? 

Quando um paciente precisa de um transplante, é comum surgirem dúvidas sobre como funciona a fila de espera. Segundo o membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Dr. Lucas Nacif, o processo é nacional, rigoroso e segue critérios técnicos bem definidos. 

“A lista é única, séria e, acima de tudo, criteriosa. Ela reúne todos os pacientes que aguardam um transplante, independentemente de estarem em hospitais públicos ou privados, com ou sem convênio. A ordem de prioridade é determinada por fatores como gravidade da doença, tempo de espera, tipo de órgão necessário e compatibilidade. Muitas vezes, quem parece ‘passar na frente’ está, na verdade, em situação clínica mais grave”, explica o especialista.

 

E a doação em vida? 

A doação em vida também é possível e ocorre em casos específicos, como a doação de órgãos duplos principalmente rins ou de parte do fígado e pulmão. A doação de medula óssea é outra alternativa bastante comum. 

Para ser um doador em vida, a pessoa precisa estar em perfeito estado de saúde, já que o procedimento não pode colocar sua integridade física em risco. “Todo doador passa por uma avaliação completa para garantir que a doação será segura tanto para ele quanto para o receptor”, reforça Nacif.

 

Como manifestar o desejo de ser doador 

No caso da doação após a morte, é fundamental que a pessoa manifeste sua vontade em vida, principalmente aos familiares, já que são eles os responsáveis por autorizar o procedimento. Além disso, ele explica que a avaliação do potencial doador é feita por equipes especializadas, considerando diversos critérios técnicos. “Pacientes internados há até sete dias, por exemplo, são considerados ideais para a doação. Mas isso não significa que casos além desse prazo sejam descartados. Cada situação é analisada individualmente. E fatores como idade avançada, histórico de tabagismo, uso de drogas ou consumo excessivo de álcool podem ser limitadores”, finaliza Dr. Lucas Nacif.

 

Lucas Nacif - Especialista em cirurgia geral, e do aparelho digestivo, o Dr. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreática e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. Além de suas contribuições no campo da cirurgia, o Dr. Nacif é membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) e da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Internacionalmente, ele é membro da ILTS (International LiverTransplantation Society), TTS (The Transplantation Society) e AHPBA (AmericasHepato-Pancreato-Biliary Association). O Dr. Nacif dedica-se integralmente à promoção da saúde digestiva, buscando não apenas a cura, mas também uma melhoria substancial na qualidade de vida de seus pacientes. Para saber mais, visite:www.lucasnacif.com eLink

 

Clínicas para autistas e a responsabilidade jurídica no atendimento

Atender pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não é apenas ofertar um serviço de saúde — é assumir um compromisso ético, técnico e jurídico de altíssima responsabilidade. Quando uma família confia seu filho a uma clínica especializada, entrega também sua vulnerabilidade, sua esperança e sua confiança em que haverá não apenas competência, mas humanidade e proteção. 

Nesse cenário, o jurídico não pode ocupar um papel coadjuvante. Ele é, ou deveria ser, parte estruturante da operação clínica. A Lei nº 12.764/2012 — que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA — reconhece a pessoa autista como pessoa com deficiência, o que significa que todos os direitos assegurados pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) são plenamente aplicáveis. Isso exige, das clínicas, mais do que excelência terapêutica: impõe total conformidade legal. 

Um dos erros mais comuns, e perigosos, é a informalidade contratual. Ausência de contratos claros entre a clínica e os responsáveis legais dos pacientes compromete a segurança jurídica da operação. O contrato precisa delimitar, com precisão, os serviços ofertados, seus limites técnicos, obrigações recíprocas e condições financeiras. Sem isso, multiplicam-se os riscos de judicializações, acusações de omissão ou disputas interpretativas. 

Com as operadoras de saúde, o embate ganha contornos ainda mais complexos. Negativas de cobertura, glosas arbitrárias e restrições infundadas de sessões são barreiras que impactam diretamente o atendimento. Para enfrentá-las, é preciso mais do que indignação: é necessária uma base documental robusta. Prontuários detalhados, relatórios técnicos coerentes, laudos atualizados e consentimentos formalizados são os principais instrumentos de defesa — tanto no campo administrativo quanto judicial. 

O mesmo cuidado deve alcançar a equipe terapêutica. Profissionais como psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e analistas do comportamento atuam sob alta demanda emocional. Não formalizar seus vínculos, negligenciar obrigações trabalhistas ou impor jornadas abusivas é empurrar a clínica para um passivo trabalhista inevitável. Cuidar de quem cuida é parte essencial da responsabilidade institucional. 

Outro ponto crítico é o tratamento de dados pessoais e sensíveis — especialmente em unidades que lidam com crianças. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige rigor absoluto. Relatos, imagens, registros de evolução terapêutica: nada pode ser divulgado ou compartilhado sem consentimento específico e documentado. Qualquer falha nesse aspecto não é apenas um deslize — é uma infração passível de sanção. 

É nesse contexto que a atuação de um departamento jurídico especializado se torna vital. Contratos, protocolos, treinamentos, políticas internas, atualização regulatória: o jurídico precisa ser preventivo, estratégico e integrado ao cotidiano da clínica. Trata-se de um parceiro essencial, que sustenta não só a viabilidade do negócio, mas a integridade da missão assumida.

Atender pessoas com TEA é um chamado de grandeza. Requer técnica, sensibilidade e coragem. Mas nada disso se sustenta sem responsabilidade jurídica. Ética, legalidade e cuidado não são trilhas paralelas — são uma só estrada. E percorrê-la exige mais do que boas intenções: exige compromisso real com o bem-estar de quem mais precisa. 



José dos Santos Santana Jr. - advogado especialista em Direito Empresarial e da Saúde e sócio do escritório Mariano Santana Sociedade de Advogados


Exame de sangue detecta Parkinson antes dos primeiros sintomas e pode revolucionar diagnóstico da doença

 Estudo internacional revela que a análise de fragmentos de RNA no sangue alcança 86% de precisão e antecipa o diagnóstico da doença de Parkinson

 

Um novo exame de sangue, desenvolvido por cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém e do Imperial College London, promete transformar o diagnóstico da doença de Parkinson. O exame permite a detecção da doença antes do aparecimento dos primeiros sintomas.

O estudo, publicado na revista Nature Aging, revelou que a análise de duas moléculas de RNA — uma que se acumula nos pacientes e outra que diminui com a progressão da doença — permite identificar sinais da condição em estágio inicial com 86% de precisão. Essa descoberta possibilita a detecção do biomarcador da doença antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas motores, como tremores e rigidez muscular.

Para quantificar essas moléculas, os cientistas utilizaram a mesma tecnologia do PCR, usada durante a pandemia para confirmar casos de covid, que permite amplificar pequenas sequências genéticas. O método é considerado simples, rápido e barato e pode ser usado em diferentes contextos de atendimento médico.

A pesquisa analisou amostras de sangue, fluido espinhal e tecidos cerebrais de pacientes diagnosticados com a doença. Em seguida, os resultados foram comparados com amostras de pessoas saudáveis e pacientes com Alzheimer. Verificou-se que aqueles indivíduos com doença de Parkinson apresentavam níveis elevados de um tipo de RNA chamado RGTTCRA-tRFs e níveis reduzidos de outro tipo, os MT-tRFs. Essa diferença estava presente também em pessoas com predisposição genética para a doença, mesmo antes de os sintomas surgirem. Isso indica que o exame poderia identificar a doença antes dos tremores, da rigidez e de outros sintomas motores aparecerem.

A doença de Parkinson é uma doença neurológica progressiva em que as células nervosas do cérebro são perdidas com o passar do tempo. Isso leva à redução da dopamina, substância química que desempenha um papel importante no controle dos movimentos.

“A doença de Parkinson é degenerativa do sistema nervoso central e ocorre pela perda de células nervosas produtoras de dopamina, afetando o controle dos movimentos do corpo. Atualmente, é possível diagnosticá-la com a presença de sintomas e questionários clínicos. Neste cenário, já houve perdas significativas de células cerebrais e isto pode limitar as chances de tratamentos precoces mais eficazes. Porém, com essa nova proposta de exame, isso pode mudar”, destaca o Dr. Carlos Aschoff, médico geneticista do DB Molecular.

Pesquisas recentes indicam que a incidência da doença de Parkinson no mundo pode aumentar nos próximos anos, chegando a 267 casos em 100 mil pessoas até 2050. Isso significa que os casos praticamente dobrariam no período. Por isso a importância do estudo e um marco na luta contra a doença.

De acordo com a professora Hermona Soreq, da Universidade Hebraica de Jerusalém e supervisora do estudo, “A descoberta representa um grande avanço na nossa compreensão da doença de Parkinson e oferece um exame de sangue simples e minimamente invasivo como ferramenta para o diagnóstico precoce”.

A nova tecnologia está sendo patenteada nos Estados Unidos, e os cientistas esperam que em breve esteja disponível para uso clínico, possibilitando assim diagnósticos mais precisos, tratamentos mais eficazes e melhor qualidade de vida para milhões de pessoas no mundo todo.

“Atualmente, realizar o diagnóstico preciso de doença de Parkinson precocemente é difícil, e os tratamentos existentes ajudam no controle/alívio dos sintomas, porém sem impedir a progressão da doença. Identificar a doença de Parkinson antes dos primeiros sintomas pode abrir caminho para novos tratamentos capazes de retardar seu avanço”, complementa o Dr. Aschoff.

 

DB Molecular


Dia Nacional do Teste do Pezinho: entenda a importância do exame que detecta até 50 doenças em recém-nascidos

 

Shutterstock

Especialista do CEJAM reforça a necessidade do exame para o desenvolvimento saudável da criança

 

O dia 6 de junho marca o Dia Nacional do Teste do Pezinho, uma data dedicada a conscientizar a população sobre a importância deste exame, capaz de identificar, nos primeiros dias de vida, doenças graves que afetam o desenvolvimento infantil.

Disponibilizado de forma gratuita e obrigatória pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o teste faz parte do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), que busca detectar precocemente doenças nos recém-nascidos, possibilitando o cuidado adequado. Para isso, são coletadas algumas gotas de sangue do calcanhar do bebê. Com esse material, é possível diagnosticar mais de 50 doenças genéticas, metabólicas e infecciosas que, se não tratadas desde o início, podem causar complicações graves ou até levar ao óbito.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 295 mil recém-nascidos morrem todos os anos devido a anomalias congênitas. No Brasil, essas condições já representam a segunda principal causa de mortalidade infantil.

De acordo com a Dra. Gabriela Maia, pediatra da UPA Campo dos Alemães e da UBS Altos de Santana, unidades gerenciadas pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas“Dr. João Amorim”) em parceria com a Prefeitura de São José dos Campos, o teste do pezinho permite detectar doenças metabólicas e genéticas, que muitas vezes não apresentam sintomas. “A identificação precoce dessas condições possibilita intervenções que podem prevenir ou minimizar complicações, aumentando significativamente as chances de um desenvolvimento saudável da criança.”

Entre as doenças triadas pelo exame básico estão o hipotireoidismo congênito que, quando diagnosticado a tempo, pode ser tratado com a administração de hormônios tireoidianos, evitando problemas intelectuais graves. Além dele, o exame identifica a fibrose cística e a fenilcetonúria, doenças que apresentam alta incidência e potencial para causar danos irreversíveis.

“Para rastrear um número maior de doenças, há ainda a versão ampliada do teste, que permite traçar um panorama mais completo, descobrindo até mesmo casos de falso-positivo", explica a pediatra.

O período recomendado para a realização do exame, seja básico ou ampliado, é entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê, quando os marcadores bioquímicos das doenças são mais confiáveis. “Fora da janela ideal, o teste pode não detectar adequadamente algumas condições, o que diminui as chances de um tratamento efetivo”, reforça .

Ela também alerta que, caso o resultado indique alguma alteração, é necessário buscar orientação médica o quanto antes. “Os pais devem procurar imediatamente um pediatra ou especialista para discutir os próximos passos. Seguir as orientações médicas é fundamental para garantir o melhor prognóstico possível ”.

Embora muitos pais já estejam cientes da importância do exame, a pediatra observa que ainda há lacunas. “O nível de informação dos pais varia consideravelmente. Há quem tenha plena consciência da importância do teste e quem ainda o desconheça completamente. Por isso, ações de orientação no sistema público, como campanhas educativas e orientações durante as consultas pré-natais são primordiais para aumentar a conscientização”, ressalta.

O teste do pezinho representa a porta de entrada para uma rede de cuidados contínuos oferecidos pelo PNTN. Após o diagnóstico, o programa assegura que a criança seja acompanhada por uma equipe especializada, que irá monitorar sua evolução clínica e assegurar o tratamento adequado ao longo do tempo. 



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Nova técnica usada por dentistas promete aumentar a durabilidade das restaurações e evitar novas cáries

  Sem dor ou sangramento, protocolo suíço ajuda a manter os dentes limpos antes, durante e depois dos tratamentos restauradores


 

Quem já precisou fazer uma restauração no dente sabe o quanto é importante que o procedimento dure por muitos anos. O que nem todo mundo sabe é que a forma como os dentes são limpos antes e durante o tratamento pode fazer toda a diferença para o sucesso do resultado. 

Por isso, o método chamado GBT – Guided Biofilm Therapy vem ganhando espaço entre dentistas do Brasil e do mundo. Desenvolvido na Suíça, ele remove a placa bacteriana (biofilme) com mais eficiência e sem dor, ajudando a evitar infiltrações, inflamações e até novas cáries após a restauração. 

“A GBT permite que a limpeza seja feita de forma delicada, com um jato de água morna, ar e um pó de limpeza chamado eritritol, que é suave, mas muito eficaz”, explica o Dr. Newton Cardoso, professor de odontologia na New York University. Segundo ele, o método também ajuda a preservar a união entre o dente e o material restaurador — um dos pontos mais sensíveis do tratamento.

 

Mais conforto e mais proteção 

Diferente de métodos tradicionais, que podem causar dor ou sangramento durante a limpeza, a GBT proporciona mais conforto para o paciente, tornando o atendimento mais tranquilo e eficiente. “Ele pode ser usado antes da restauração, para preparar o dente, e até durante o procedimento, ajudando a eliminar as bactérias da região tratada”, afirma o especialista. 

Além de garantir que a restauração dure mais tempo, a técnica ajuda a manter a gengiva saudável e a evitar problemas maiores. “A saúde começa pela boca. Cuidar bem dos dentes pode ajudar a prevenir doenças como diabetes, doenças cardíacas e Alzheimer”, reforça o Dr. Newton.

 

Inovação que já chegou ao Brasil 

A tecnologia GBT foi criada pela EMS, uma empresa suíça especializada em equipamentos de saúde. No Brasil, o protocolo já é utilizado por diversos profissionais em consultórios que buscam unir conforto, tecnologia e mais segurança para seus pacientes. 

Antes de realizar um tratamento restaurador, vale conversar com o dentista para saber se a clínica oferece esse método — especialmente se você busca um atendimento mais moderno, confortável e eficaz.
 



Dr. Newton Cardoso - professor adjunto de Cariologia e Cuidados Integrais na New York University (New York, NY) desde 2003; Diretor do Programa de Educação Odontológica Continuada, NYU; Centro de Design Smile em São Paulo, Brasil; Educação Nova, São Paulo, Brasil; Sociedade Brasileira de Estética Odontologia e Centro Geneva Smile de Educação Odontológica Continuada. O especialista é idealizador e fundador do New Prophy Lounge, primeiro centro dedicado à prevenção com destaque para a profilaxia dental avançada.

Tratamento inovador para Hipertensão Arterial Pulmonar chega ao Brasil

 Medicamento biológico e primeiro de sua classe terapêutica recebeu a Designação de Terapia Inovadora do FDA, órgão regulador dos EUA

 

A MSD anuncia o lançamento de Winrevair (sotatercepte) no Brasil, indicado para o tratamento de adultos com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP). O novo tratamento tem foco em aumentar a capacidade de exercícios e locomoção dos pacientes, na melhora na Classe Funcional (FC) da OMS para a HAP, e na redução do risco de eventos de piora clínica. O medicamento recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em dezembro de 2024. 

O medicamento é o primeiro inibidor de sinalização da activina e o primeiro biológico para a HAP. Já tem aprovação regulatória do FDA, EMA e ANVISA. Ele representa uma nova classe de terapia que melhora o equilíbrio entre a sinalização pró e antiproliferativa, regulando a proliferação de células vasculares associadas à HAP1. Essas alterações celulares estão ligadas a paredes vasculares mais finas, à remodelação arterial e ventricular reversa, além de melhora na hemodinâmica1. 

Recentemente, a MSD anunciou o encerramento antecipado de dois estudos clínicos envolvendo sotatercepte, devido ao benefício clínico demonstrado pela medicação. O estudo de fase 3 ZENITH avaliou a eficácia e a segurança de sotatercepte em pacientes adultos com HAP nas classes funcionais III e IV da OMS e com alto risco de mortalidade. Este estudo foi interrompido após uma análise interina, que revelou um benefício clínico significativo no grupo de pacientes que utilizava sotatercepte, com menos eventos de morbidade e mortalidade. 

Já, o estudo de fase 3 HYPERION, que investigou a eficácia e segurança de sotatercepte em pacientes adultos recentemente diagnosticados com HAP e com alto risco de mortalidade, foi interrompido após os expressivos resultados positivos do estudo ZENITH. Com isso, todos os participantes dos estudos tiveram a oportunidade de receber a medicação no estudo de acompanhamento a longo prazo SOTERIA. 

Devido aos resultados significativos obtidos nos recentes estudos clínicos, sotatercepte foi incluído no algoritmo de tratamento dos pacientes adultos com HAP, durante o 7º Simpósio Mundial de Hipertensão Pulmonar, sendo recomendado para pacientes que não alcançaram o baixo risco de mortalidade após a reavaliação clínica (3-4 meses após tratamento inicial)2. 

“A chegada de sotatercepte é realmente um avanço na medicina, e os dados desses estudos mostram que a nova terapia está realmente mudando a vida dos pacientes com HAP”, [FC1] avalia a diretora médica da MSD no Brasil, a dra. Márcia Datz Abadi. 

Sotatercepte está atualmente aprovado em mais de 40 países, incluindo o Brasil, com base nos resultados do estudo STELLAR. 

O medicamento é administrado uma vez a cada três semanas por aplicação subcutânea, que pode ser realizada por pacientes e cuidadores, após treinamento e acompanhamento de um profissional de saúde1.
 

O impacto da HAP em mulheres 

A HAP tem uma ocorrência 2 a 4 vezes maior entre mulheres em comparação aos homens, especificamente mulheres em idade fértil e em idade de criação de filhos, levando a riscos significativos na gravidez, incluindo mortalidade materna de até 56% e mortalidade neonatal de até 13%3. 

Em uma pesquisa qualitativa realizada pela MSD em 5 países com mulheres com HAP (idades entre 21 e 50 anos), notou-se que as pacientes sofriam um alto fardo da doença independentemente de onde residam, uma vez que o seu impacto negativo na maternidade e na saúde mental foi alto em todas as regiões analisadas. Cerca de 80% das participantes responderam que a depressão é um dos principais fardos enfrentados no tratamento da HAP3.


 

  



MSD no Brasil



Referências:

1. Bula do produto

2. Treatment algorithm for pulmonary arterial hypertension. European Respiratory Journal. Disponível em: Link (visitado em 23/04/2025)

 3. Burden of Pulmonary Arterial Hypertension on Women Across Countries: Multinational Patient Qualitative Study



Entenda como tecnologia e benefícios bem estruturados ajudam empresas a combater fraudes de falsificação de atestados médicos

 

Freepik

Plataformas integradas de saúde e bem-estar reduzem inconsistências, promovem transparência e fortalecem a relação entre empresas e colaboradores

Nos últimos anos, a falsificação de atestados médicos tem se tornado uma preocupação crescente para o setor de Recursos Humanos. De acordo com uma pesquisa da Top Employer Institute, cerca de 38% das empresas no Brasil já identificaram fraudes envolvendo atestados médicos. O impacto financeiro e organizacional desse tipo de conduta vai além da ausência do colaborador: envolve desgaste na relação de confiança, aumento de custos com afastamentos e até impacto na produtividade das equipes. 

Nesse cenário, soluções tecnológicas e políticas de benefícios mais organizadas e transparentes vêm ganhando força como forma de prevenir essas fraudes. A YIA Broker, consultoria referência em seguros e benefícios corporativos, defende que a estruturação inteligente dos planos de saúde, com o uso de plataformas integradas, pode não apenas diminuir o problema, mas também melhorar o clima organizacional. 

“Fraudes, como a falsificação de atestados, muitas vezes estão associadas à ausência de canais claros de cuidado e suporte à saúde do colaborador”, explica Dyla de Toledo, CEO da YIA. “Quando a empresa oferece acesso fácil a serviços médicos, acompanhamento psicológico, telemedicina e uma comunicação efetiva sobre os benefícios disponíveis, o colaborador se sente mais amparado e tende a utilizar os recursos de forma legítima.” 

As chamadas plataformas integradas de saúde corporativa, que conectam serviços como consultas, exames, suporte emocional, programas de prevenção e até academias e nutrição, têm desempenhado papel central nessa transformação. Elas permitem que o RH tenha uma visão consolidada da jornada de saúde dos colaboradores, o que facilita a gestão e reduz a possibilidade de inconsistências. 

Além disso, a adoção de analytics em saúde permite identificar padrões suspeitos ou excessivos de afastamentos médicos, garantindo uma abordagem mais estratégica e menos punitiva. Para Dyla, a chave está no equilíbrio: “O objetivo não deve ser vigiar os colaboradores, mas criar um ecossistema de bem-estar em que o cuidado é valorizado. A confiança mútua nasce quando o benefício é bem comunicado e percebido como útil.” 

Outro ponto importante é o treinamento das lideranças e das equipes de RH para reconhecerem sinais de desmotivação, estresse crônico ou burnout — fatores que, muitas vezes, levam ao uso indevido dos recursos médicos. “Uma política preventiva, com foco no cuidado real, reduz drasticamente a necessidade de medidas corretivas e jurídicas. É preciso investir em saúde integral, e não apenas reagir a fraudes”, completa a CEO da YIA Broker. 

Para as empresas que buscam implementar esse modelo mais moderno e eficiente de gestão de benefícios, a YIA Broker oferece consultoria completa, desde o desenho das coberturas até a integração com as plataformas dos planos, além de treinamento e acompanhamento contínuo junto às áreas de gestão de pessoas.

Talassemia: da complexidade do diagnóstico ao desconhecimento, os desafios de uma doença que exige transfusões de sangue rotineiramente


A talassemia é uma doença genética e hereditária caracterizada como uma anemia crônica. Tem como causa um defeito na síntese de hemoglobina, a proteína do sangue responsável pelo transporte de oxigênio para os tecidos do corpo. Atualmente, segundo dados da Associação Brasileira de Talassemia (Abrasta), há 1274 pessoas com a doença no Brasili. 

Como consequência dessa condição, os pacientes podem apresentar palidez, olhos amarelados (icterícia), alterações nos ossos e na pele, bem como aumento do baço (esplenomegalia), atraso no crescimento e úlceras na perna, por exemplo. Esses sintomas podem ser evitados por meio de transfusões de sangue, já que elas auxiliam na manutenção do nível adequado de hemoglobina e, portanto, controlam a anemiaii. Ainda, em casos mais graves, é possível que o paciente de talassemia apresente problemas relacionados à saúde do coração, como arritmiaiii. 

É importante mencionar que existem dois tipos da doença: a talassemia alfa e a beta. A principal diferença entre elas é o gene que está alterado, uma vez que o tipo de mutação dos genes interfere na produção da cadeia beta ou da cadeia alfa da hemoglobina. Tanto na talassemia alfa quanto na beta ainda há diferença no que diz respeito à gravidade e, consequentemente, dos sintomas. Nesse sentido, há pacientes que devem receber transfusões de sangue de forma regular, outros que não necessitam recebê-las tão recorrentemente e ainda aqueles considerados portadores do gene (e não doentes)iv. 

A frequência com que as transfusões são feitas é individual a cada paciente, podendo variar de 2 a 5 semanas. A periodicidade das transfusões, estabelecida em cada transfusão e com base nos resultados de exames realizados periodicamente, pode variar conforme o nível de atividade física do paciente, a idade, o metabolismo, o crescimento, entre outros fatores3. 

Ao não receber as transfusões com a periodicidade necessária, o paciente pode sofrer com dois processos relacionados à saúde do sangue: a eritropoiese ineficaz, onde a medula óssea tenta, mas não consegue produzir glóbulos vermelhos suficientes ou de qualidade adequada para atender às necessidades do organismo e a hemólise, processo no qual ocorre a destruição das hemácias3. 

No entanto, é comum aos pacientes que recebem transfusões sanguíneas de forma mais frequente o desenvolvimento de uma sobrecarga de ferro no organismo, o que pode causar complicações no corpo como depósito de ferro no coração, no fígado e nas glândulas endócrinas5. Por isso, se faz essencial o tratamento com medicamentos quelantes, como é o caso da deferiprona, do deferasirox e da desferoxamina, que têm a capacidade de retirar o excesso de ferro do organismo a partir do processo de quelação: ao ligar-se ao ferro, a substância quelante forma um complexo que pode ser excretado pelo corpo, geralmente pela urina ou pelas fezes6. 

Além dos desafios relacionados à doença e aos seus sintomas, existe o desafio relacionado à dificuldade em obter seu diagnóstico, que existe devido ao pouco conhecimento a respeito dessa condição tanto no meio médico quanto entre a população, e em relação à adesão ao tratamento. Como forma de contornar isso, é essencial jogar luz sobre a talassemia, falando sobre a doença e os perigos de não a diagnosticar e tratá-la da forma correta.

 



Dra. Sandra Loggetto - especialista em Hematologia e Hemoterapia na área de pediatria



Referências Bibliográficas
[1] ABRASTA [homepage da internet] Números da beta-talassemia no Brasil: Uma análise a partir do cadastro de pacientes da Associação Brasileira de Talassemia (Abrasta). Disponível em: Link

[1] Ministério da Saúde [homepage da internet] Talassemia. Disponível em: Link.

[1] Ministério da Saúde [homepage da internet] Orientações para diagnóstico e tratamento das Talassemias Beta. Disponível em: Link

[1] OJRD - Orphanet Journal of Rare Diseases [homepage da internet] Beta-thalassemia. Disponível em: Link

5 SciELO Brasil [homepage da internet] Talassemia, uma doença do sangue humano. Disponível em: Link

6 PubMed [homepage da internet] Iron Chelation for Iron Overload in Thalassemia. Disponível em: Link



Mês de conscientização sobre a infertilidade: IA aumenta as chances de sucesso em tratamentos de reprodução assistida


IA aumenta as chances de sucesso em tratamentos de reprodução assistida
 
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Ferramentas como MAIA, Embryoscope e Fenomatch melhoram diagnósticos e escolhas, ampliando as chances de sucesso nos tratamentos de fertilização  

 

De acordo com levantamento mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre infertilidade, o problema afeta cerca de 17,5% da população adulta mundial, ou seja, 1 em cada 6 pessoas. O estudo mostra que o problema tem prevalência semelhante em países ricos e pobres, evidenciando que se trata de uma questão de saúde pública global e urgente, com necessidade de ampliar o acesso a cuidados acessíveis e de qualidade. 

No mês de conscientização sobre infertilidade, uma esperança para os casais que estão tentando engravidar é o avanço das tecnologias no setor de Medicina Reprodutiva. No caso da Grupo Huntington, um dos principais centros de tratamentos de fertilidade do país, plataformas como MAIA, Embryoscope, IA para análise de óvulos e sêmen, além do Fenomatch, que usa biometria facial para identificar doadoras com maior similaridade com as receptoras, já fazem parte tratamentos.

“A IA é uma ferramenta poderosa, fornecendo prognósticos que auxiliam no planejamento do tratamento, mas sem substituir a experiência humana. Ela complementa o trabalho dos profissionais, ajudando na análise clínica, mas a decisão final continua sendo baseada no olhar clínico dos especialistas", explica o Dr. José Roberto Alegretti, diretor do laboratório de embriologia do Grupo Huntington.


Diagnóstico preciso desde o início

A jornada começa com a MAIA, uma ferramenta de IA treinada com milhares de ciclos de fertilização in vitro. Ela cruza dados clínicos, hormonais e de exames laboratoriais para auxiliar os médicos na escolha do protocolo ideal para cada paciente. A MAIA usa um conjunto robusto de dados para fornecer prognósticos detalhados e personalizados para cada paciente, ajudando médicos a tomar decisões mais informadas e ajustadas às necessidades individuais de cada caso.


Seleção de gametas com maior potencial

A análise dos gametas é otimizada com IA, que avalia imagens microscópicas em tempo real para identificar os óvulos com maior potencial de fecundação. O mesmo ocorre com o sêmen: a IA avalia mais de 12 mil variáveis, proporcionando diagnósticos rápidos e precisos sobre a qualidade do esperma.


Desenvolvimento embrionário monitorado 24 horas

Após a fecundação, entra em cena o Embryoscope, uma tecnologia de time-lapse que monitora a evolução dos embriões em tempo real, permitindo que os médicos acompanhem o desenvolvimento dos embriões com precisão e escolham os mais viáveis para o processo de implantação. Essa ferramenta também ajuda a melhorar a taxa de sucesso em tratamentos de FIV, garantindo a seleção dos embriões com o maior potencial de sucesso.


Escolha de doadoras com base em semelhança facial

Já no caso de pacientes que precisam de doação de óvulos, a plataforma Fenomatch oferece um nível adicional de personalização. Utilizando biometria facial, o Fenomatch compara mais de 12 mil pontos faciais da paciente com os de possíveis doadoras, ajudando a escolher aquelas com maior semelhança. Isso torna o processo mais humano e personalizado, com maior concordância nas características físicas, como etnia, cor dos cabelos, olhos e tipo físico.


Tratamentos mais personalizados e chances de sucesso ampliadas

Com essas inovações, a Huntington consegue oferecer tratamentos ajustados às necessidades de cada paciente. A combinação entre experiência médica e tecnologias de ponta tem ampliado as chances de sucesso nos tratamentos e proporcionado mais opções e segurança para quem deseja formar uma família.


Médicos Sem Fronteiras alerta para aumento de casos de transtorno de estresse pós-traumático na Ucrânia

 

Organização oferece assistência psicológica em várias regiões do país; foco são pessoas que vivem perto da linha de frente, feridos, deslocados internos e aqueles que perderam a família ou entes queridos


Mais da metade da população da Ucrânia está sofrendo uma deterioração significativa na saúde mental devido à guerra. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os problemas de saúde mais prevalentes no país estão relacionados à saúde mental, afetando 46% da população, seguidos por doenças e transtornos mentais (41%) e condições neurológicas (39%). Médicos Sem Fronteiras (MSF) oferece tratamento para as necessidades urgentes de assistência psicológica em várias regiões da Ucrânia, com foco particular nos grupos mais vulneráveis: aqueles que ainda vivem perto da linha de frente; pessoas gravemente feridas e seus familiares, deslocados internos e pessoas que perderam suas famílias ou entes queridos.

Em Vinnytsia, no centro da Ucrânia, MSF mantém um centro de apoio psicológico dedicado ao tratamento de estresse traumático. No centro, médicos, psiquiatras, psicólogos e promotores de saúde trabalham com pessoas que sofrem de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) relacionado à guerra. Para apoiar a recuperação, a equipe oferece sessões de terapia individuais e atividades criativas em grupo. A equipe de MSF observou um aumento no número de pessoas que buscam ajuda para traumas mentais em 2025.

Além disso, os profissionais de MSF oferecem tratamentos baseados em evidências para veteranos de guerra, feridos, pessoas que retornaram à vida civil, parentes e famílias, bem como para pessoas deslocadas afetadas pela guerra. O centro utiliza terapias como Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares (EMDR – sigla em inglês) para ajudar os pacientes a processar memórias traumáticas e aliviar os sintomas do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

“O número de pacientes recebendo tratamento ativo para TEPT em nosso centro a cada mês aumentou de 57 em janeiro de 2024 para 118 no final de abril de 2025”, afirma Christine Mwongera, coordenadora médica de MSF. “Estamos testemunhando uma necessidade considerável de apoio à saúde mental, particularmente entre os homens na Ucrânia. A proporção de pacientes do sexo masculino entre os recém-admitidos aumentou. Muitos são veteranos — pessoas que viveram e trabalharam em áreas de conflito e agora enfrentam desafios para se adaptar a um ambiente relativamente mais seguro e reconstruir laços sociais. Também observamos que muitos pacientes necessitam de tratamento sistemático e de longo prazo.”

Muitos homens, em particular, sentem-se estigmatizados e relutantes em buscar ajuda. O estigma em torno da saúde mental continua sendo uma barreira significativa ao acesso aos cuidados na Ucrânia — especialmente para os homens — e está enraizado em atitudes culturais e históricas de longa data. Pode ser particularmente difícil para entes queridos apoiar aqueles que tentam se adaptar socialmente após retornarem de áreas afetadas pela guerra. Muitas vezes, pessoas que sofrem de TEPT acreditam que podem se virar sozinhas, sem ajuda médica. Essa doença, muitas vezes invisível, pode reduzir gravemente a qualidade de vida e aumentar comportamentos de risco, transformando as rotinas diárias em um ciclo de trauma, isolamento e exaustão física, agravando as condições crônicas de saúde.

“Eu estava sentado em frente ao terapeuta e, quando ele perguntou o que estava me incomodando, respondi honestamente: tudo, inclusive você”, diz Oleksandr Zelenii, veterano de guerra de 27 anos. Gravemente ferido durante uma dupla explosão na região de Luhansk, ele agora convive com uma lesão cerebral traumática, distúrbios do sono, perda de memória e sintomas de TEPT, incluindo irritabilidade, falta de motivação e dificuldade de se relacionar socialmente. “Após anos de reabilitação e apoio psicológico consistente de MSF, sinto-me mais equilibrado e calmo. Até me candidatei a um novo emprego, onde posso trabalhar dando apoio a outras pessoas, porque acredito que estou pronto para compartilhar minha experiência e ajudar outras pessoas em sua jornada de recuperação.”


MSF NA UCRÂNIA

Desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, MSF adaptou suas atividades para responder aos novos desafios da guerra. As principais áreas de atuação em 2025 incluem um serviço de ambulância da organização para transportar pessoas com ferimentos graves da linha de frente para áreas mais seguras; clínicas móveis que fornecem consultas médicas e medicamentos necessários para pessoas que vivem em áreas da linha de frente; reabilitação precoce para pacientes gravemente feridos na região de Cherkasy; tratamento de TEPT e assistência psicológica na região de Vinnytsia; e doações de medicamentos. Além disso, nossas equipes administram clínicas móveis em cidades e vilarejos nas regiões de Kherson, Donetsk, Mykolaiv, Dnipropetrovsk e Kharkiv. Oferecemos cuidados de saúde primária, aconselhamento em saúde mental e serviços psicoeducacionais, bem como assistência à saúde sexual e reprodutiva.

 

Exercício físico reduz recidiva do câncer de intestino, aponta novo estudo apresentado na ASCO 2025

Pesquisadores comprovam que um programa estruturado de atividade física após a quimioterapia melhora a sobrevida e diminui as chances de recidiva do tumor


Um dos estudos mais comentados da ASCO 2025, maior congresso de oncologia do mundo, trouxe uma boa notícia para quem já enfrentou o câncer colorretal: manter uma rotina regular de atividade física pode reduzir significativamente as chances da doença voltar. 

A pesquisa “Structured Exercise after Adjuvant Chemotherapy for Colon Cancer”, publicada neste domingo (1) no New England Journal of Medicine, mostrou que pacientes com câncer colorretal em estádio III de alto risco, que seguiram um programa estruturado de exercícios por três anos após o término da quimioterapia, tiveram melhores taxas de sobrevida e menos recidivas em comparação com aqueles que receberam apenas orientações gerais de saúde. 

“É um marco. Ver um estudo de fase 3 publicado em uma revista de renome internacional ganhar destaque com um tema como esse reforça a importância de irmos além das intervenções medicamentosas”, afirma Aline Chaves Andrade, oncologista da Oncoclínicas.
 

O que o estudo mostrou

A pesquisa acompanhou 889 pacientes ao longo de quase 8 anos. Os participantes foram divididos em dois grupos: um que participou de um programa supervisionado de exercícios e outro que recebeu apenas materiais educativos. Após cinco anos, a taxa de sobrevida livre de doença foi de 80,3% no grupo que se exercitou, contra 73,9% no grupo controle. Já a sobrevida global em oito anos foi de 90,3% versus 83,2%, respectivamente. 

A redução do risco de morte foi de 37%, e o risco de recidiva ou desenvolvimento de um novo câncer caiu 28% no grupo que seguiu o plano de exercícios. A prática incluía, principalmente, caminhadas rápidas, e o objetivo era alcançar cerca de 150 minutos semanais de exercício moderado — equivalente a 45 a 60 minutos de caminhada intensa, três a quatro vezes por semana.
 

Estilo de vida como tratamento complementar

Segundo Aline, o estudo reforça o que há muito se observa na prática clínica, mas agora com respaldo robusto: o estilo de vida saudável deve fazer parte do plano terapêutico dos pacientes oncológicos. 

“Durante muito tempo, o foco esteve apenas nos medicamentos. Agora, a ciência mostra que, após o tratamento, a responsabilidade é compartilhada: cabe à medicina oferecer os melhores protocolos, mas também cabe ao paciente se envolver ativamente no cuidado com o corpo e a saúde”, defende. 

Além do exercício físico, outros temas como alimentação e controle da síndrome metabólica também ganharam espaço na programação científica da ASCO, reforçando a importância de abordagens integradas no combate ao câncer. 

“Esse é o momento de repensar os hábitos. Exercício não é mais só um conselho de bem-estar. É parte ativa da estratégia para evitar que o tumor volte. Precisamos levar essas evidências para o consultório, com o mesmo peso que damos às opções terapêuticas. O cuidado com o paciente continua depois da última dose de quimioterapia”, conclui. 



Oncoclínicas&Co
www.oncoclinicas.com


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