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terça-feira, 11 de março de 2025

De principal componente da internet mundial à segurança perimetral: descubra as novas funcionalidades e benefícios da fibra óptica

Evolução ou Revolução? De principal componente da internet mundial à segurança perimetral. Descubra agora as novas funcionalidades e benefícios da fibra óptica 

 

A história da humanidade é marcada por uma constante busca por progresso. Às vezes, avançamos a passos lentos, como uma tartaruga determinada, construindo conhecimento e aprimorando técnicas de forma gradual. Outras vezes, damos saltos gigantescos, como um foguete (que, recentemente, passou a dar ré, graças a um desses saltos) rumo ao espaço, revolucionando completamente a forma como vivemos e interagimos com o mundo. 

A trajetória da fibra óptica é uma fascinante mistura desses dois movimentos: uma evolução constante, passando por revoluções disruptivas que nos levaram da necessidade de sobrevivência ao fascínio pela luz, e culminando na era da informação e da segurança de alta tecnologia. 

Dos primeiros lampejos à espinha dorsal do mundo moderno. Imagine nossos ancestrais reunidos ao redor do fogo, a primeira (e por milênios a única) fonte de luz conhecida e posteriormente dominada pelo homem. 

Essa imagem, que, segundo achados arqueológicos na caverna de Wonderwerk – África do Sul, já acontecia há 1.8 milhão de anos, com os primeiros hominídeos, é onde começam os registros da utilização da luz pelo homem pré-histórico. 

Após o domínio do fogo, a humanidade continuou sua jornada de descobertas, e a luz permaneceu como um elemento central na evolução cultural e tecnológica. No Egito Antigo, por exemplo, a luz solar era reverenciada como uma divindade, Rá, e sua influência se refletia na arquitetura, com templos e obeliscos projetados para interagir com os raios solares, indo além do aspecto religioso, utilizando técnicas avançadas para a época, como o uso de espelhos de metal polido para direcionar a luz do sol e iluminar o interior de pirâmides e outras construções. 

Da mesma forma que um povo nômade que aprende a utilizar os recursos naturais do ambiente ao seu redor para sobreviver e prosperar, o ser humano estava aprendendo a utilizar a luz natural disponível para pavimentar o caminho de sua própria evolução. 

Porém, somente na Grécia Antiga encontramos os primeiros passos da investigação científica sobre a natureza da luz. Filósofos como Empédocles e Euclides propuseram teorias sobre a natureza da visão e a propagação da luz. Euclides, em sua obra "Óptica", descreveu a propagação retilínea da luz e formulou as leis da reflexão, utilizando princípios geométricos. Esses estudos foram como os primeiros mapas desenhados por exploradores, delineando um território desconhecido e abrindo caminho para futuras expedições científicas. Embora ainda distantes de uma compreensão completa do fenômeno luminoso, os gregos estabeleceram as bases do método científico e da investigação racional, ferramentas essenciais para a futura revolução científica. 

Durante a Idade Média, o estudo da luz na Europa foi intimamente ligado à teologia, com a luz frequentemente associada à divindade e à pureza, perdendo um pouco de sua essência científica. No entanto, no mundo islâmico no século XI, um estudioso chamado Ibn al-Haytham (Alhazen), considerado o "pai da óptica moderna", trouxe avanços significativos realizando experimentos sistemáticos sobre a reflexão e a refração da luz, empregando câmaras escuras e lentes. 

Sua obra "Livro de Óptica" desafiou as teorias antigas e estabeleceu a base para a compreensão moderna da visão e da propagação da luz, como um farol que guia os navegantes em meio à escuridão, iluminando o caminho para o conhecimento científico. Ele demonstrou, por exemplo, que a luz viaja em linha reta e cravou que a visão ocorre quando a luz refletida pelos objetos entra nos olhos. Seus estudos influenciaram profundamente o desenvolvimento da óptica na Europa, a partir do século XIII, contribuindo para o Renascimento Científico. 

Séculos mais tarde, mentes brilhantes como Johannes Kepler, no século XVII, começaram a desvendar os segredos da luz, estudando a refração e lançando as bases da óptica. Era como se estivéssemos, aos poucos, aprendendo a “domar” a luz, compreendendo suas leis e seu imenso potencial. 

No século XIX, John Tyndall deu um passo crucial ao demonstrar que a luz podia ser "dobrada", guiada por um jato de água. Era a semente da ideia da fibra óptica, mas ainda um conceito distante da aplicação prática. Essa fase foi como a “invenção da roda”: um conceito revolucionário, mas que ainda precisava ser acoplado a algo para realmente transformar o mundo. 

O verdadeiro salto para a "domesticação" da luz para transmissão de informações veio no século XX. Narinder Singh Kapany, considerado o "pai da fibra óptica", mostrou que era possível transmitir imagens através de feixes de fibras de vidro. Era como se, finalmente, tivéssemos construído a “carruagem”, podendo então aproveitar a força da “roda” chamada luz.

 

A Revolução das Telecomunicações: A Fibra Óptica conquista o mundo

As décadas de 1970 e 1980 testemunharam uma verdadeira explosão na utilização de fibras ópticas. Graças à sua capacidade de transmitir dados na velocidade da luz, com perdas mínimas e imune a interferências eletromagnéticas, foi colocada muito à frente dos cabos de cobre. 

Essa transição foi tão significativa quanto a passagem das cartas manuscritas para o e-mail instantâneo. De repente, graças às fibras ópticas e à transmissão de dados na velocidade da luz, o mundo ficou menor, a informação mais acessível, e a fibra óptica se tornou a espinha dorsal da comunicação global, conectando continentes e possibilitando a explosão da comunicação digital através da internet. 

Os cabos de fibra se tornaram tão importantes para o tráfego de informações quanto as grandes autoestradas romanas o eram para a integração do império.

 

Além das Telecomunicações: a Luz a serviço da ciência e da saúde 

Mas a fibra óptica não se limitou a revolucionar as telecomunicações. Sua versatilidade a levou a conquistar outros campos, como a medicina e a astronomia. Imagine a fibra óptica como um verdadeiro “canivete suíço”, uma ferramenta com múltiplas funções. 

Na medicina, minúsculos sensores de fibra óptica permitem a visualização interna do corpo humano com precisão absoluta, auxiliando em diagnósticos e cirurgias minimamente invasivas. Além disso, a espectroscopia baseada em fibra óptica possibilita a identificação em tempo real de componentes sanguíneos, monitorando a saúde de pacientes de forma contínua, tal como um mecânico que examina com um boroscópio cada milímetro das engrenagens internas de um motor. 

Na astronomia, a fibra óptica revolucionou a forma como observamos o universo. Espectrógrafos equipados com fibras ópticas captam a luz de estrelas distantes e a decompõem em seus componentes - ou “cores” - revelando a composição química, temperatura e até mesmo a velocidade de objetos celestes. É como se a humanidade houvesse construído um novo par de binóculos “mágicos” superpotentes, capazes de enxergar detalhes nunca antes vistos no cosmos, abrindo uma nova fronteira gigantesca para a exploração do conhecimento.

 

A Segurança Perimetral: Uma nova fronteira para a Fibra Óptica 

Agora, imagine a seguinte cena: um perímetro de alta segurança, protegido por um sistema praticamente invisível, silencioso e extremamente eficaz. Essa é a realidade atual da segurança perimetral baseada em fibra óptica. Sensores ópticos enterrados ou instalados em cercas detectam as mínimas vibrações e variações de pressão, classificando e identificando qualquer tentativa de intrusão com precisão e rapidez, tal como um guardião que nunca dorme, em constante operação dia e noite. 

A superioridade da fibra óptica nesse cenário é evidente. Diferentemente de sistemas eletrônicos tradicionais, a fibra óptica é imune a interferências eletromagnéticas e, mais do que isso, sua capacidade de detecção de vibrações a longas distâncias faz com que ela seja a escolha natural para a proteção de grandes áreas, como aeroportos, instalações militares, usinas de geração de energia, galpões logísticos, fazendas e até mesmo fronteiras inteiras entre países, transformando qualquer perímetro em uma barreira de alta segurança, tão segura quanto as muralhas de um castelo impenetrável.

 

O Futuro Quântico: A Luz em uma nova dimensão 

E o que o futuro nos reserva? Extrapolar os limites entre realidade e ficção científica poderá tornar-se realidade. Estamos falando da óptica quântica, um campo que explora as propriedades extraordinárias da luz ao nível atômico. 

Imagine LIDARes quânticos para segurança, utilizando fótons entrelaçados. Nesse cenário, qualquer tentativa de interceptar o sinal revelaria a presença do intruso, pois o próprio ato de observar alteraria o estado quântico dos fótons, um fenômeno conhecido como colapso da função de onda. É como se tivéssemos um sistema de alarme tão sensível que até o olhar de um espião seria detectado, tão avançado quanto as viagens intergalácticas imaginadas pelos escritores de ficção científica. 

As aplicações da óptica quântica vão muito além da segurança. Em telecomunicações, o entrelaçamento quântico promete redes de comunicação ultra seguras e com velocidades instantâneas. Na computação, os computadores quânticos, baseados em princípios ópticos, têm o potencial de resolver problemas hoje considerados insolúveis. E até na exploração espacial, sensores quânticos podem revolucionar a forma como detectamos e analisamos sinais do universo, abrindo novas janelas para o cosmos, de uma forma tão disruptiva quanto a invenção do telescópio por Galileu. 

A história da fibra óptica é uma saga de evolução e revolução, uma jornada que nos levou do fascínio primitivo pela luz à era da informação e da segurança de alta tecnologia. E essa jornada está longe de terminar. À medida que nos aprofundamos no universo quântico, a luz promete nos guiar para um futuro ainda mais brilhante, repleto de inovações que hoje mal podemos conceber. 

A fibra óptica, de espinha dorsal da internet a guardiã atual de perímetros críticos, continuará a ser protagonista dessa história, iluminando o caminho para um futuro cada vez mais conectado, seguro e surpreendente. 

 


Victor Diago - especialista nas áreas de administração de redes e servidores e em segurança digital. Com vasta experiência nas áreas de eletrônica e T.I. com foco em sistemas Unix/Linux. Atuou como perito em criminalística digital com ênfase em espionagem industrial e fraudes financeiras. Há mais de 10 anos trabalha com sistemas de sensoriamento por fibra óptica, desenvolvendo soluções 100% nacionais. Ocupa atualmente o cargo de CTO da Alfa Sense. Site: https://www.alfasense.com.br/


Alfa Sense
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5 truques inusitados para turbinar o Wi-Fi em casa

 

Quem nunca passou pelo drama de uma conexão lenta bem na hora de assistir a um filme ou fazer uma reunião online? O Wi-Fi fraco pode ser um pesadelo, mas a boa notícia é que existem formas simples e econômicas de melhorar o sinal sem precisar investir em equipamentos caros.

O especialista em tecnologia Daniel Dimas, da TP-Link, líder global em dispositivos de rede e produtos para casas inteligentes e reconhecida como a principal fornecedora de dispositivos Wi-Fi do mundo, lista 5 dicas surpreendentes que podem fazer toda a diferença na qualidade da conexão dentro de casa.

1. O roteador não deve ficar escondido: Móveis, paredes e eletrodomésticos podem interferir no sinal. “O ideal é colocá-lo em um local central da casa, em uma posição elevada e sem barreiras físicas ao redor”, ensina o especialista.

2. Antenas bem ajustadas: Se o roteador tiver antenas externas, elas devem estar bem posicionadas. O ideal é uma antena na vertical e outra na horizontal para garantir cobertura em diferentes direções.

3. Livrar-se dos vilões do sinal: Telefones sem fio, espelhos e até aquários podem interferir na qualidade do Wi-Fi. “Os espelhos possuem uma fina camada metálica que refletem ondas eletromagnéticas – incluindo as de Wi-Fi, ao invés de deixá-las passar. Isso pode criar as chamadas “zonas de sombra”: aquele cantinho da casa que o Wi-Fi não chega de jeito nenhum. Antes de culpar a conexão ou o provedor, é bom verificar se seu sinal não está sendo desviado”, explica.

4. Reiniciar o roteador periodicamente: Assim como o computador, o roteador também precisa de um respiro de vez em quando. A dica é reiniciá-lo pelo menos uma vez por semana pode ajudar a melhorar o desempenho.

5. Atualizar o firmware:

O especialista ainda fala que pouca gente se recorda, mas os roteadores também precisam de atualizações. “Verificar se há uma nova versão de firmware disponível ajuda a garantir melhor funcionamento”, avisa. “Os roteadores da TP-Link, permitem atualização de firmware pelos aplicativos Tether ou Deco. Assim, fica muito mais fácil verificar se seu dispositivo está atualizado.”

Ainda segundo Daniel se a rede estiver sem senha ou com uma senha fraca, os vizinhos podem usufruir da conexão ou pior, hackers podem ter acesso ao seu roteador para roubar dados sensíveis. “Por isso que criar e uma senha forte e alterar ela periodicamente é essencial para também garantir mais segurança. Roteadores com criptografias avançadas como WPA3 fornecem uma camada extra de proteção.”, finaliza. 



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Tentativas de fraudes bancárias cresceram 10,4% em 2024 e poderiam gerar prejuízo de até R$ 51,6 bilhões, revela Serasa Experian

 Estudo da datatech revela que mais da metade dos brasileiros foi vítima de golpes, e 54,2% perderam dinheiro. Cartões de crédito, boletos falsos e fraudes via Pix são os métodos mais usados por criminosos

 

Dados do Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, revelam que, em 2024, o número de golpes evitados contra bancos e cartões de crédito cresceram 10,4% em relação ao ano anterior, representando 53,4% das fraudes registradas no período. Caso fossem concretizadas, o prejuízo estimado chegaria a R$ 51,6 bilhões.

 

Além disso, segundo outra pesquisa realizada pela Serasa Experian com consumidores, 50,7% dos brasileiros foram vítimas de fraudes no último ano, um salto de 9 pontos percentuais em relação a 2023. Desse total, 54,2% das vítimas afirmaram ter perdido dinheiro.

 

Entre os tipos de fraudes mais recorrentes relatadas pelos respondentes, o uso indevido de cartões de crédito liderou o ranking (47,9%), seguido por golpes financeiros como boletos falsos e fraudes via Pix (32,8%), phishing (21,6%) e invasão de contas bancárias ou redes sociais (19,1%).

 

Confiança no setor impactada pela incidência das fraudes 

Ainda segundo a pesquisa, essas ocorrências demonstraram impactar a confiança dos consumidores nos métodos de pagamento online. O uso do pix para realizar transações caiu de 69% em 2023 para 60% em 2024 e a perspectiva de segurança sobre a modalidade foi de 32% para 22% no mesmo período. Por outro lado, o cartão de crédito ganhou espaço, com 84% dos pagamentos serem realizados por meio dele (ante 79% em 2023) e considerado confiável para 60% dos respondentes (46% no ano anterior). Veja, no gráfico a seguir, a relação de uso e confiança nos métodos de pagamento:

 

Em relação à capacidade de proteção das instituições, apenas 49% dos entrevistados consideram as empresas de cartão de crédito como eficazes na proteção contra fraudes – um aumento em relação aos 41% de 2023, mas ainda abaixo do ideal. Agências governamentais (37%) e marketplaces de comércio eletrônico (33%) também figuram entre os segmentos que os brasileiros consideram mais seguros, enquanto provedores de pagamento tiveram queda na credibilidade, de 27% para 23%.

 

Sete em cada 10 consumidores (76%) ouvidos pela pesquisa declararam, ainda, que é provável ou muito provável pagarem mais caro por uma marca em que ofereça segurança on-line – em 2023 esse indicador era de 62%. O diretor de autenticação e prevenção à fraude da Serasa Experian, Caio Rocha, alerta que “esse crescimento reflete a crescente preocupação com a integridade dos dados e o impacto do risco reputacional, especialmente para os bancos, que precisam reforçar a confiança dos clientes ao oferecer soluções seguras e robustas contra fraudes”.

 

 

Proteção em camadas como solução contra fraudes 

Para conter esse avanço, tecnologias mais seguras de autenticação são essenciais. O levantamento aponta que a biometria física é o método mais reconhecido pelos consumidores para proteção contra fraudes, passando de 59% em 2023 para 67% em 2024. Outros métodos, como códigos PIN enviados para celulares (de 45% para 48%) e perguntas de segurança (de 36% para 40%), também são utilizados, mas enfrentam limitações contra golpes sofisticados. Veja as modalidades de autenticação mais conhecidas no gráfico a seguir:

 

Caio Rocha explica que a relação entre golpes financeiros e autenticação digital é direta: os criminosos exploram falhas humanas por meio da engenharia social para roubarem dados e se passarem pelos consumidores, acessando contas bancárias, realizando transações indevidas e aplicando golpes cada vez mais sofisticados. Quanto mais forte for o processo de autenticação, menores são as chances de sucesso dos criminosos. 

 

“Quanto mais robusto for o processo de autenticação, menores são as chances de sucesso dos criminosos. Com o avanço de golpes sofisticados, como deepfakes e fraudes impulsionadas por inteligência artificial, é importante considerar a adoção de tecnologias que sejam aprimoradas constantemente, além de uma estratégia de prevenção à fraude em camadas, combinando diferentes tecnologias para reforçar a segurança e fortalecer a confiança nos serviços digitais”, conclui.


 

Metodologia da Pesquisa


O estudo da Serasa Experian apresenta os resultados da 2ª Onda com Consumidores Finais, dando continuidade ao estudo iniciado em 2023. O levantamento foi realizado com o objetivo de entender as experiências online dos consumidores e como os serviços de autenticação e prevenção à fraude são percebidos e valorizados. A pesquisa buscou mapear essas experiências, medir a percepção sobre provedores de serviços de autenticação e prevenção à fraude, incluindo a Serasa Experian, avaliar a incidência de fraudes na amostra, analisar perdas financeiras e compreender os impactos dessas fraudes na preocupação com a segurança digital. Também foi analisado quais métodos antifraude os consumidores conhecem e quais transmitem maior sensação de segurança.

Os dados foram coletados em dois períodos distintos: de 07 a 22 de novembro de 2023 (804 entrevistas) e de 04 a 18 de novembro de 2024 (877 entrevistas), todas realizadas com pessoas físicas (PF). A margem de erro para os resultados é de 3,4% em 2024 e 3,5% em 2023, com intervalo de confiança de 95%.  

A amostra representa um perfil demográfico predominantemente formado por pessoas da classe B, com idade média de 41 anos e residentes em capitais. Entre os respondentes, 54% são do gênero feminino e 47% do masculino. A idade média passou de 39 anos em 2023 para 41 anos em 2024. Em termos regionais, a maior concentração está no Sudeste, com 45% dos respondentes em 2024, enquanto o Centro-Oeste registrou crescimento na participação, passando de 7% para 10%. 



Experian
experianplc.com


Brasileiro equilibra escolhas para garantir manutenção do consumo

Kantar indica que comportamento de 2025 é baseado em crises vividas no passado

 

Com o dinheiro rendendo menos durante o mês e previsões macroeconômicas negativas, o brasileiro deve assumir um perfil equilibrista em 2025. Isso significa que deve ajustar prioridades e adotar estratégias para garantir as melhores escolhas de consumo dentro e fora de casa. É o que aponta o novo levantamento Consumer Insights, elaborado pela divisão Worldpanel da Kantar. 

Na prática, o brasileiro busca priorizar os gastos dentro de casa em detrimento do consumo fora do lar, o que desacelera o ritmo da cesta. Prova disso é que a frequência de compras fora do lar em 2024 cresceu 9% contra 14,2% do ano anterior. O número ainda positivo é sustentado pelas classes A e B, que apresentaram alta de 8% no quesito. 

Nesse contexto, as ocasiões de pratos e refeições foram o grande destaque, contribuindo com incremento de 3,9%. Isso ocorreu mesmo com avanço de 9,2% nos preços. “Esse movimento mostra que o home office vem perdendo força e pressionando o consumidor a escolher o que cabe no bolso. Com isso, bebidas e sobremesas acabam sendo despriorizadas”, afirma Pedro Soares, Diretor de Contas da Kantar. 

Um exemplo prático é o combo que leva refeição, bebida não alcoólica e sobremesa, que se mostrou 23% mais caro na comparação entre o último trimestre de 2023 e o mesmo período de 2024. Para as classes D e E, esse aumento chega a 30%. 

Em relação às compras dentro de casa, a equação “frequência x volume por viagem” coloca em evidência um consumidor que aprendeu a equilibrar as escolhas em busca de manter seu consumo. “Em números, a queda de 3% no volume médio por unidade mostra que o brasileiro parte em busca de embalagens menores, reduzindo seu tíquete médio”, ressalta o especialista. 

Mesmo com a desaceleração no volume por viagem, o consumidor segue incluindo mais categorias no carrinho. As classes A e B passaram de 49 produtos no último trimestre de 2023 para 52 no mesmo período de 2024. Já nas classes D e E, os números são 47 e 50, respectivamente. Aqui, o consumo cresce por alimentos e bebidas indulgentes, como chocolates (+3,6%), biscoitos (+2,0%) e refrigerantes (+0,8%). 

O equilíbrio, por sua vez, vem com a escolha de marcas compatíveis ao valor agregado que os consumidores conseguem aportar. Por exemplo, opções básicas têm maior destaque em mercearia doce (0,9% de contribuição em unidades) e perecíveis (0,5%), enquanto premium desponta em bebidas (3,0%) e mercearia salgada (1,1%). 

O estudo Consumer Insights, realizado pela divisão Worldpanel da Kantar, acompanha de forma contínua o comportamento de consumo de bens não duráveis, fornecendo uma visão detalhada do mercado brasileiro, com destaque para alimentos, bebidas, produtos de limpeza e itens de higiene e beleza. Desta vez foram consultadas seis regiões metropolitanas: Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).



Kantar
www.kantar.com/brazil


Confira os grandes números dos pequenos negócios no Brasil

 Infográfico revela o perfil da participação do segmento na economia do país

 

Os pequenos negócios são 97% do total de empresas do país, além de serem responsáveis por 26,5% do Produto Interno Bruto Nacional (PIB). Essas e outras informações levantadas pelo Sebrae, com apoio da Receita Federal, foram compilados em um infográfico.

Confira os principais dados relativos aos microempreendedores individuais (MEI) e micro e pequenas empresas do Brasil:

 


Infográfico Grandes Números dos Pequenos Negócios

 

Mulheres representam 68,6% dos estagiários brasileiros

Estudo inédito, construído a partir dos contratos intermediados pelo CIEE, aponta que maioria das estudantes são pretas ou pardas e tem até 24 anos de idade

 

De acordo com levantamento inédito do Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE, maior ONG de inclusão social e empregabilidade jovem do Brasil, as mulheres representam 68,6% dos estagiários* com contratos vigentes em janeiro deste ano. Na cidade de São Paulo esse percentual chega a 72,5%.

 

Os números ainda indicam que a maioria das estudantes contratadas no primeiro mês do ano se autodeclararam negras ou pardas (52%) e que possuem entre 18 e 24 anos de idade (53%). Ainda dentro deste recorte, 88% das mulheres cursam o Ensino Superior e 74% são oriundas de instituições particulares.

 

Quando se trata de aspectos sociais, cerca de 44% das estudantes declararam renda familiar de R$1.518 e 48% das estagiárias compartilham a residência com quatro ou cinco pessoas.

 

QUEM SÃO AS ESTAGIÁRIAS BRASILEIRAS: 

 



*os números são referentes ao CIEE São Paulo, presente em 19 estados e Distrito Federal.

 


CIEE
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Violência doméstica pode interferir na guarda dos filhos

Advogada explica que a guarda compartilhada pode ser interrompida em caso de agressões contra a mãe 

 

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho do ano passado, a quantidade de mulheres que sofreram algum tipo de violência doméstica foi de 258.941 em 2023, o que representa um aumento de 9,8% em comparação com 2022. O número 190, da Polícia Militar, foi acionado 848.036 vezes para reportar episódios de violência doméstica. No que se refere a ameaças, houve um crescimento de 16,5% no número de casos – 778.921 em números absolutos. Os dados se baseiam em informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelas polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da área da segurança pública. 

E como ficam os filhos nessas situações? Neste mês da mulher, a advogada familiarista Ana Luisa Lopes Moreira, que integra o escritório Celso Cândido Souza Advogados, explica sobre a guarda deles nestes casos. ‘‘A visão jurídica quanto à guarda compartilhada em casos nos quais há violência doméstica têm evoluído nos últimos tempos. Com a Lei nº 14.713 de 2023, o legislador passou a enxergar e estabelecer o risco ou a existência de violência doméstica ou familiar como causa impeditiva ao exercício da guarda compartilhada, impondo-se ao juiz o dever de indagar previamente o Ministério Público e as partes de cada caso concreto acerca dessas situações. Ao passo que pode-se requerer e deferir a guarda na modalidade unilateral, identificada a iminência ou a constatação de situações de violências domésticas’’.  

No entanto, a especialista afirma que o agressor ainda têm os direitos como pai resguardados. ‘‘O regime de guarda, seja compartilhada ou unilateral, não interfere no convívio entre o menor e seus genitores. A Lei 14.713/2023 diz respeito à modalidade de guarda, para o fim de resguardar às vítimas de violência doméstica ou familiar do contato frequente com o agressor ou mesmo da iminência de outras agressões. A regulamentação de visitas é um ponto apartado da modalidade de guarda. Para a fixação do convívio entre pais e filhos, deve-se atentar para situações que envolvam diretamente o menor e o genitor em questão’’. 

 

Agressões após separação


Se os pais já são separados, exercem a guarda compartilhada e, porventura, ocorre alguma agressão depois disso, o formato pode ser modificado, assim como se a violência tiver ocorrido durante o relacionamento. ‘‘Havendo situações de violência ou de risco, pode-se revisar a questão da guarda, apresentando toda a comprovação necessária para a demonstração de que o outro genitor não está apto ao exercício da guarda compartilhada. Nestes casos, podem ser pedidas tutelas de urgência, caso se torne evidente o perigo de dano ao resultado útil do processo, ou seja, ao melhor interesse e ao bem estar do menor tutelado’’, explica a advogada.

 

Dia do consumidor: Geração Z tende a preferir comprar gift cards para presentear

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A troca de presentes aflige 68,7% dos brasileiros e o modelo de gift card ajudar a solucionar essa demanda 


O Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, destaca-se como uma data significativa para o comércio eletrônico no Brasil. A Geração Z, composta por jovens nascidos entre 1995 e 2010, tem desempenhado um papel crucial na transformação do cenário de compras, demonstrando uma clara preferência por transações online. 

De acordo com a pesquisa realizada pela Akamai, 74% dos consumidores da Geração Z no Brasil realizam compras online pelo menos uma vez por mês, evidenciando a crescente confiança e familiaridade desse grupo com o ambiente digital. Além disso, 62% desses jovens utilizam dispositivos móveis como principal meio para efetuar suas compras, reforçando a importância de plataformas otimizadas para smartphones e tablets, segundo estudo realizado pela MeSeems/MindMiners a pedido do Google. 

Paralelamente, a aquisição de gift cards tem emergido como uma tendência promissora entre os consumidores brasileiros. É o que mostra o relatório da Javelin Strategy & Research, onde 67% da Geração Z resgataram vales-presente online. “Esses cartões oferecem flexibilidade e praticidade, permitindo que os beneficiários escolham produtos ou serviços de sua preferência”, comenta Hidalgo Dal Colletto, CEO da Insys BR. 

Uma pesquisa conduzida pela Brazil Panels, consultoria especializada em pesquisa de mercado e marketing full service, revela que a troca de presentes é uma prática comum para 68,7% dos brasileiros, com variações conforme a classe social. Esse dado reforça que as compras via gift cards podem ser mais assertivas, atendendo às expectativas e desejos dos presenteados. 

“No contexto atual, onde a personalização e a conveniência são altamente valorizadas, os gift cards destacam-se como uma solução eficaz. Eles eliminam a incerteza na escolha de presentes e oferecem aos consumidores a liberdade de selecionar o que realmente desejam”, fala Hidalgo.  

Para os varejistas, essa tendência representa uma oportunidade de engajar a Geração Z e outros segmentos, proporcionando experiências de compra alinhadas às preferências contemporâneas. “O Dia do Consumidor, assim como outras datas do varejo, nos ajudam a refletir sobre a evolução dos hábitos de consumo no Brasil, que traz a Geração Z liderando a preferência por compras online e uma adoção crescente de gift cards como uma alternativa prática e flexível para presentear”, conclui o CEO.


FEBRASGO lança Campanha #EuVejoVocê: Pelo fim da violência contra a mulher em todas as fases da vida

 

Divulgação

No Mês da Mulher, a Federação e as Sociedades Estaduais de Ginecologia e Obstetrícia se unem para promover debates e encontros entre especialistas, visando discutir ações concretas no combate à violência contra a mulher

 

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), comprometida com o pleno respeito à saúde e bem-estar das mulheres, inicia a Campanha Nacional #EuVejoVocê – Pelo fim da violência contra a mulher em todas as fases da vida junto com as Sociedades Estaduais. A iniciativa também tem como objetivo discutir ações que possam impactar na redução da violência contra a mulher em todas as fases da vida, incluindo a mulher médica em exercício. 

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 apontou um crescimento em todas as modalidades de violência contra mulheres no último ano. O documento, elaborado com base em informações oficiais dos órgãos de Segurança Pública, revelou um aumento de 48,7% nos casos de importunação sexual (41.371 registros), 33,8% nos casos de violência psicológica (38.507 registros) e 9,8% nas agressões decorrentes de violência doméstica (258.941 registros). Outro dado importante, aponta que, no Brasil, ocorre um estupro a cada 6 minutos, sendo 88,2% das vítimas do sexo feminino e 61,6% delas têm até 13 anos de idade. 

Neste contexto, o objetivo da campanha é desconstruir os discursos que sustentam a violência, promovendo uma reflexão constante sobre o tema. A FEBRASGO junto com as Sociedades Estaduais de Ginecologia e Obstetrícia estarão unidas na organização de debates e encontros entre os profissionais das especialidades para a discussão de ações efetivas em prol a redução da violência contra a mulher, além da produção de conteúdo para sensibilizar e informar a sociedade, celebrando e empoderando a profissão de ginecologista, destacando sua relevância no cuidado à mulher. 

“Nós devemos agir e amparar as mulheres na identificação da violência e na capacitação para as tomadas de decisões. O conhecimento permite que o médico atue, desde a escuta adequada, o acolhimento, notificação, registro, acompanhamento e encaminhamento articulado e intersetorial”, destaca a Dra. Maria Celeste Osório Wender, presidente. 

A Dra. Maria Auxiliadora Budib, uma das idealizadoras da campanha e membro da Comissão de Defesa e Valorização da FEBRASGO, destaca que a violência contra a mulher continua a ser uma das questões mais devastadoras em nosso país. “Ao longo da vida, uma em cada três mulheres pode ser submetida à violência em suas diversas formas, desde a psicológica até a física, passando pela patrimonial e moral. Essa violência impacta diretamente a saúde da mulher. Precisamos, urgentemente, enfrentar essa temática e promover a igualdade de gênero, incentivando relacionamentos respeitosos e saudáveis”, reforça.

 

Violência Contra a mulher médica 

Outro aspecto que será tratado será a “Violência contra a mulher médica”. Dados apontam que seis em cada dez mulheres médicas já relataram algum tipo de assédio, seja moral ou sexual, no ambiente de trabalho. A pesquisa, conduzida pela Associação Médica Brasileira e pela Associação Paulista de Medicina, revelou que 51,14% das médicas já sofreram agressões verbais ou físicas. Esses números evidenciam a necessidade urgente de políticas de prevenção e de apoio, não apenas para combater a violência, mas também para promover a equidade e o respeito nas instituições de saúde. 

A FEBRASGO, por meio de seu Núcleo Feminino, dedica-se a apoiar iniciativas que implementem políticas eficazes no combate a todas as formas de violência. O grupo tem como objetivo principal promover a conscientização sobre as questões de saúde das mulheres e apoiar políticas e iniciativas que garantam a saúde feminina, assegurando o direito das mulheres de tomar decisões informadas sobre sua saúde reprodutiva. 

Para alcançar esse propósito, o Núcleo Feminino incentiva a colaboração entre ginecologistas-obstetras, pesquisadoras e defensoras dos direitos das mulheres, criando um ambiente de troca de conhecimento e recursos, além de fomentar a pesquisa e a inovação na saúde da mulher e incentivar o debate sobre temas relevantes, como os desafios na carreira, no mercado de trabalho, no empreendedorismo, na saúde física e mental, e na qualidade de vida, incluindo essas discussões nas programações dos congressos da FEBRASGO. 

Também faz parte do Grupo, o desenvolvimento de programas educacionais e a oferta de oportunidades de treinamento para mulheres profissionais da obstetrícia e ginecologia são fundamentais para aprimorar seus conhecimentos e habilidades, assegurando um atendimento de excelência à saúde feminina. 

“Nosso objetivo é incentivar a criação de redes de apoio entre especialistas, promovendo a troca de experiências, fortalecendo a solidariedade entre as profissionais e implementando programas de mentoria que conectem médicas experientes com as recém-formadas, contribuindo para o desenvolvimento e o empoderamento no ambiente de trabalho”, diz a Dra. Lia Cruz, Diretora de Defesa e Valorização Profissional da FEBRASGO. “Somente por meio de um esforço conjunto será possível alcançar uma medicina mais inclusiva, equitativa e livre de violência”, finaliza.

 

Mães solo possuem renda anual 32% menor em comparação a outras mulheres

Levantamento da Diversitera ainda destaca que mulheres gastam 186 horas anuais a mais do que os homens com tarefas domésticas 

 

Uma nova pesquisa da Diversitera, realizada por meio da plataforma Diversitrack, revela a dura realidade das mães solo no mercado de trabalho. Segundo o levantamento feito entre junho de 2022 e fevereiro de 2025, abrangendo mais de 70 organizações em 17 segmentos diferentes, essas mulheres possuem uma renda anual 32% menor em comparação a outras mulheres, refletindo o impacto profissional da criação dos filhos sem a presença de parceiros.

Além da desigualdade salarial, a sobrecarga de trabalho doméstico é outro fator que impacta a vida das mulheres. De acordo com a pesquisa, as mulheres que integram o mercado formal brasileiro gastam anualmente 186 horas a mais do que os homens com tarefas domésticas e cuidado da família, o que limita suas oportunidades de ascensão profissional.

Ana Paula Hining, especialista de gênero e diversidade na Diversitera, considera: "Há uma distribuição desigual das tarefas domésticas e de cuidado entre homens e mulheres que as sobrecarrega e impacta diretamente em seu desenvolvimento profissional e encarreiramento. Isso que se convencionou chamar de ‘jornada de trabalho tripla’ – que envolve o trabalho remunerado, o trabalho doméstico e o cuidado com a família – faz com que elas tenham menos tempo disponível para networking, capacitação e participação em projetos estratégicos em relação aos homens. Ainda, muitas mulheres precisam lidar com a exaustão causada pelo acúmulo de tarefas, e pode acontecer de abrirem mão de promoções ou desafios que exigem maior dedicação por não conseguirem assumir todas essas responsabilidades.”


Mulheres no mercado corporativo

Outro dado alarmante do levantamento é a baixa representatividade feminina nos cargos de liderança. Apenas 35% das posições de alta gestão (como diretoria, gerência executiva e C-level) são ocupadas por mulheres. No entanto, a presença feminina é majoritária em funções operacionais, como recepção e limpeza, onde representam 70% da força de trabalho.

Mesmo com maior nível de escolaridade – 21,3% das mulheres têm ensino superior completo contra 16,8% dos homens, segundo o IBGE de 2022 –, elas ainda encontram barreiras significativas para alcançar cargos mais altos e obter remunerações mais justas: segundo o levantamento, as mulheres recebem 20% menos promoções em comparação aos homens, reforçando a dificuldade de crescimento dentro das empresas.

Para Ana, a desigualdade de gênero na distribuição de cargos, mais do que uma questão organizacional, reflete um problema social mais amplo: “A divisão de trabalho ainda é permeada por vieses sexistas que reforçam estereótipos que associam mulheres a funções de suporte em vez de papéis estratégicos. E os dados mostram que o problema não é a qualificação, mas sim a falta de reconhecimento profissional e oportunidades. Existem barreiras invisíveis que fazem com que mulheres tenham suas competências subestimadas no ambiente corporativo.”

A pesquisa reforça a necessidade de políticas corporativas mais eficazes para garantir equidade de gênero e melhores condições para mães solo no mercado de trabalho. “Sem mudanças estruturais, esses profissionais continuarão enfrentando desafios desproporcionais, que comprometem sua estabilidade financeira e crescimento profissional”, completa a executiva.

 


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A força da delicadeza: o cuidado que transforma


Dados do último Censo do IBGE apontam que as mulheres representam quase 70% dos profissionais que atuam na área da saúde. É um dado relevante e que nos remete a muitas reflexões, embora essa questão seja resultado de uma combinação de fatores históricos, sociais e culturais. 

Apesar dessa predominância, sabemos que ainda existem desafios, especialmente quando consideramos cargos de liderança. Não obstante a necessidade de garantir que a presença feminina no mercado de trabalho seja acompanhada por equidade, desejamos, nesse momento, pensar no importante papel que cada uma de nós desempenha na promoção da saúde. 

Entre tantas qualidades que marcam a presença das mulheres no mundo, uma delas se destaca pela sua sutileza e, ao mesmo tempo, pelo seu impacto transformador: a delicadeza. 

Essa palavra veio com força em meio às reflexões sobre o tema, inspiradas por vozes que desejam e acreditam no poder de transformação que as mulheres possuem. 

Ser delicado não significa ser frágil. Pelo contrário, a delicadeza é uma força que se manifesta na empatia, na resiliência, na capacidade de ouvir e acolher, na determinação silenciosa de seguir em frente mesmo diante das adversidades. Quando andamos pelos corredores de um hospital, por exemplo, temos a oportunidade de conhecer histórias incríveis de mulheres que exemplificam isso na prática com muita disposição e maestria. 

Sinto-me profundamente sensibilizada quando conheço os bastidores e o dia a dia dessas colaboradoras. Mulheres que deixam seus lares, antes mesmo do dia clarear e passam o dia a frente do cuidado de pacientes e suas famílias, entregando a melhor versão de si mesmas, independentemente das questões familiares ou pessoais que todos nós temos para resolver. Um filho doente, uma mãe, pai ou avó que também exigem cuidados, seus próprios quadros de saúde, às vezes negligenciados em função de uma entrega incondicional. Sem contar, que no pouco tempo livre que possuem, após longos plantões, ainda precisam conciliar suas tarefas domésticas e cotidianas, inadiáveis, por serem também as cuidadoras dos seus próprios lares.
 
Há muita coragem, resiliência e determinação na execução diária de cada uma dessas mulheres que estão à frente da assistência ou nos bastidores de um hospital. E não obstante a tantas dificuldades, essas mulheres ainda são exemplos de uma constrangedora ternura e gentileza na forma como atendem e conduzem suas batalhas. Em um mundo que, muitas vezes, se apresenta de forma hostil, nossas mulheres nos mostram que força feminina não precisa ser estridente para ser poderosa. Podemos ser firmes em nossa postura e elegantes no nosso comunicar, sem que isso implique em fragilidade.

 

A força da presença feminina: casos reais emblemáticos


Mulheres ao longo da história demonstraram que a delicadeza pode ser um ato revolucionário. Em 1° de dezembro de 1955, Rosa Parks recusou-se a ceder seu lugar no ônibus a um branco, com firmeza, mas de forma tranquila. Essa ação, inclusive, foi um marco no movimento antirracista nos Estados Unidos. O motorista, branco, exigiu que ela e outros três negros se levantassem para dar lugar a brancos que haviam entrado no ônibus, mas Parks se negou a cumprir a ordem. Ela continuou sentada e, por isso, foi detida e levada para a prisão 

O protesto silencioso de Rosa Parks propagou-se rapidamente. O Conselho Político Feminino organizou, a partir daí, um boicote de ônibus urbanos, como medida de protesto contra a discriminação racial no país. Martin Luther King Jr. foi um dos que apoiaram a ação. 

O ativista e músico Harry Belafonte relatou o quanto essa história mudou a sua vida, após o dia em que King telefonou para pedir apoio à ação da mulher que ficou conhecida como a "mãe dos movimentos pelos direitos civis" nos EUA. A atitude de Rosa Parks foi o estopim para que a sociedade reagisse contra as pressões política e social que caracterizavam a sociedade na época. 

Nascida no Paquistão, Malala Yousafzai ficou conhecida mundialmente em 9 de outubro de 2012, dia em que foi atingida por um tiro no rosto por membros do grupo terrorista Talibã quando voltava para casa após uma manhã de provas na escola. Em 2014, com 17 anos, a ativista se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz. Malala ergueu sua voz pelo direito à educação de meninas e mulheres com uma doçura que ecoa em milhões de corações. 

Brasileira, Maria da Penha foi vítima de violência doméstica e se tornou símbolo da luta contra esse tipo de ação no país. Após sobreviver a tentativas de homicídio por parte de seu então marido, Marco Antonio Heredia Viveiros, ela deu voz à causa. Seu ativismo levou à promulgação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que estabelece medidas de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. Maria da Penha lutou por justiça com uma coragem serena que mudou leis e vidas. 

Esses breves relatos, bastante impactantes, retratam histórias reais de mulheres fortes e à frente de seu tempo. Seja no ambiente profissional ou em qualquer outra área da vida, a delicadeza continua sendo uma ferramenta potente de transformação. Quando combinada com determinação e sabedoria, ela se torna um diferencial que humaniza relações e promove mudanças profundas. 

Apesar do desafio que ainda temos em garantir que a presença feminina seja acompanhada por igualdade de oportunidade e reconhecimento, é certo que na nossa humanidade, ainda somos todos, mulheres e homens, agraciados por mais semelhanças do que diferenças. Muitas vezes, subestimamos o poder do gesto cuidadoso, da palavra gentil e da sensibilidade na tomada de decisões. No entanto, são esses elementos que constroem pontes, curam feridas e transformam realidades, especialmente em momentos de profunda dor e fragilidade, enfrentados, por exemplo, em processos de reabilitação, cuidados paliativos ou de condições crônicas, como vemos todos os dias, em nossa atual experiência. 

Que possamos valorizar e incentivar essa qualidade não como um sinônimo de fraqueza, mas como uma expressão genuína de poder, de quem caminha enxergando a partir do coração, observando a minúcia das coisas e de alma entregue, perceber a maior das riquezas: a força da delicadeza, como diz o poema de Camila Lordelo, que abandonou a carreira e transformou sua paixão em uma marca que vende acessórios e objetos tendo a poesia como tema. 

Afinal, é através dessa força sutil que o mundo se torna mais justo, mais acolhedor e mais humano. 

 


Sandra Lopomo - Diretora de Gestão de Pessoas da YUNA, instituição especializada em reabilitação e cuidados paliativos.

14 de Março- Dia do Pi



Muito além de 3,14: Por que o Dia do Pi é celebrado e como o número se tornou tão importante?


De descobertas matemáticas milenares a tortas e memes, o número Pi conquista fãs ao redor do mundo; Especialista da Plataforma Professor Ferretto revela curiosidades sobre esse queridinho das ciências exatas



Embora o dia 14 de março pareça uma data comum, para os apaixonados por matemática, ele é muito especial: é o Dia do Pi! A razão para essa data ser escolhida não é acidental — em inglês, a escrita 14/03 (3/14) corresponde aos primeiros dígitos do Pi (3,14). Mas o que faz esse número ser tão intrigante? Vamos explorar a história, curiosidades e as tradições que giram em torno desse número que nunca termina. 

"O Pi representa a beleza da matemática. É um número simples, mas ao mesmo tempo, sua complexidade nos desafia constantemente. O estudo do Pi é quase como uma viagem ao infinito", comenta o professor Daniel Ferretto, fundador da Plataforma Professor Ferretto- canal de ensino 100% online focado na preparação para o Enem e vestibulares.

A jornada do Pi começa há mais de 4 mil anos, com os primeiros cálculos aproximados feitos pelos egípcios e babilônios em torno de 2000 a.C. Contudo, foi o matemático grego, Arquimedes, que realmente contribuiu para entender a relação entre o perímetro e o diâmetro de uma circunferência, lançando as bases do Pi como o conhecemos hoje. O símbolo "π" foi introduzido em 1707 por William Jones, matemático inglês, e desde então esse número se tornou símbolo de incontáveis descobertas. 

Ele é muito mais do que um número curioso — fundamental em diversas áreas como engenharia, física e astronomia. Por ser um número irracional (ou seja, que possui infinitas casas decimais sem um padrão repetitivo), o Pi permite a realização de cálculos precisos, principalmente quando se trata de circunferências, esferas e ondas. Embora seu valor real seja infinito, ele costuma ser arredondado para 3,14159 em muitas aplicações práticas.

"Se você pensar na precisão necessária para calcular a trajetória de um foguete ou o movimento de uma partícula subatômica, o Pi é a chave. Sem ele, muitas dessas descobertas seriam impensáveis", explica o professor Ferretto.

 

Pi tornou-se número “pop” 

Além de ser uma data importante para a matemática, o Dia do Pi virou uma celebração divertida. Nos Estados Unidos, por exemplo, é tradicional que as escolas realizem competições de memorização dos dígitos do Pi e até promovam festas com tortas (ou "pie", que em inglês soa igual a "Pi"). 

"O Dia do Pi se transformou em uma verdadeira festa cultural. Para muitos, é uma maneira de trazer a matemática para fora das paredes da sala de aula e mostrar seu lado divertido", diz o professor Ferretto.

  • O Pi já foi calculado com mais de 8 quadrilhões de dígitos.
  • Não há nenhum zero nos primeiros 31 dígitos de Pi.
  • Pi aparece em filmes como "A Rede" e "Cortina Rasgada".
  • No site "The Pi-Search Page", é possível procurar por combinações numéricas específicas nos primeiros dígitos do Pi — incluindo aniversários!
  • Os primeiros seis dígitos de Pi (314159) aparecem ao menos seis vezes nos primeiros 10 milhões de dígitos.

O Dia do Pi é uma oportunidade única de celebrar a matemática de forma divertida, mas também de reconhecer a importância desse número infinito em nosso dia a dia. Seja com desafios para memorizar seus dígitos ou com festas recheadas de tortas, o Pi continua sendo uma constante que une pessoas ao redor do mundo. E você, como vai comemorar o Dia do Pi este ano? Que tal tentar memorizar mais dígitos ou até preparar uma deliciosa torta para entrar no clima?

"O Pi é um símbolo da matemática pura, mas também é algo que nos conecta com o mundo à nossa volta. Sua infinidade nos faz lembrar que sempre há mais a aprender", conclui o professor Ferretto.

 

 Plataforma Professor Ferretto

 

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