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terça-feira, 11 de março de 2025

BOLETIM DAS RODOVIAS

Motorista encontra lentidão e congestionamento nas rodovias concedidas nesta manhã

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na manhã desta terça-feira (11).

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - A Rodovia Anchieta (SP-150) apresenta lentidão no sentido capital entre o km 20 ao km 17 e do km 13 ao km 10, sentido litoral o motorista encontra lentidão do km 63 ao km 65. Já a Rodovia dos Imigrantes (SP-160) tem tráfego lento para quem segue sentido capital do km 52 ao km 46 por conta de obras em andamento e do km 20 ao km 14. No sentido litoral, o tráfego é normal.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) registra pontos de lentidão no sentido capital entre o km 62 ao km 60, do km 24 ao km 21, entre o km 111 ao km 104 e do km 14 ao km 11+360, sentido interior, o tráfego é lento do km 91 ao km 98. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, há lentidão do km 19 ao km 13+360 e do km 53 ao km 50, no sentido interior, o tráfego é normal.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal nos dois sentidos da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). Na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, há lentidão do km 19 ao km 13+700 pista marginal, do km 19 ao km 16 pista expressa e do km 35 ao km 24 por conta do excesso de veículos. No sentido interior, o tráfego é lento do km 22 ao km 23, pista marginal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Há congestionamento do km 24 ao km 15 no sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


segunda-feira, 10 de março de 2025

Bleachorexia: compulsão por clareamento dental - entenda o comportamento

O clareamento dental é um dos procedimentos mais procurados nos consultórios odontológicos. Um dado da Associação Brasileira da Indústria Médica, Odontológica e Hospitalar (ABIMO) indica que cerca de 12 milhões de brasileiros frequentam o cirurgião-dentista visando conquistar a autoestima no sorriso. Enquanto isso, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) divulgou, em 2019, que a frequência de realização de procedimentos de clareamento dental teve um aumento de 30% entre aqueles que mais cresciam no setor. No aspecto econômico, a empresa de pesquisa Technavio apontou no cenário mundial uma movimentação de milhões de dólares no mercado global de clareamento entre 2021 e 2024. 

Por outro lado, com todo esse avanço, surgiram casos de pessoas com comportamento obsessivo em clarear os dentes, termo que recebeu o nome de Bleachorexia. 

Com objetivo de esclarecer e alertar sobre o comportamento de quem tem Bleachorexia, o presidente da Câmara Técnica de Dentística do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dr. Sérgio Brossi Botta, explica que os sintomas da compulsão são semelhantes aos do transtorno dismórfico corporal, que é caracterizado por uma preocupação em um defeito imaginário na aparência. Pacientes com essa característica tendem a ter nove vezes mais chances de considerar fazer clareamento dental.


Diagnóstico 

“É de suma importância realizar uma avaliação abrangente do paciente. Dentistas devem se comunicar abertamente e ouvir atentamente as preocupações e necessidades de seus pacientes. Uma avaliação completa do histórico odontológico e médico, discussão de expectativas e motivações para clareamento dental e avaliação de tendências dismórficas corporais podem fornecer insights valiosos sobre possíveis comportamentos viciantes”, esclarece o especialista.  

O Dr. Sérgio alerta que o exagero no clareamento dental pode causar erosão dos dentes, sensibilidade dental, irritações na gengiva e na mucosa oral. O uso excessivo de peróxido de hidrogênio pode causar quebra de proteínas da dentina, provocando danos irreversíveis à estrutura dental. 

O papel do cirurgião-dentista é importante para diagnosticar o desvio de comportamento do paciente e orientá-lo sobre os riscos à saúde bucal que o vício em clareamento dental causa. Os pacientes com transtorno disfórmico corporal apresentam cinco vezes mais probabilidade de estarem insatisfeitos com seu tratamento odontológico mais recente, aponta pesquisa da The British Dental Journal.  


Tratamento 

O presidente da Câmara Técnica de Dentística explica que o clareamento chega a um ponto em que há apenas estruturas incolores hidrofílicas, chamadas de ponto de saturação, considerado o ponto limite de clareamento do paciente. Desta maneira, não ocorrerá maior branqueamento. Para qualquer estratégia de clareamento (clareamento caseiro, clareamento de consultório ou técnica mista), o reaparecimento de cor é comum, em decorrência de questões fisiológicas. 

“A atuação multiprofissional entre dentistas, psiquiatras e equipes multidisciplinares é importante no tratamento da "bleachorexia". Os profissionais podem trabalhar juntos para abordar os fatores psicológicos e emocionais associados ao comportamento viciante, fornecendo suporte e desenvolvendo um plano de tratamento personalizado”, esclarece o Dr. Sérgio Brossi Botta. 

 


Conselho Regional de Odontologia de São Paulo - CROSP
www.crosp.org.br

 

Estudo clínico revela benefícios de sobrevida por mais de cinco anos no tratamento de carcinoma renal avançado

Os resultados do estudo clínico de fase III CheckMate -9ER reforçam as terapias Cabometyx® e nivolumabe como tratamento padrão de primeira linha para a doença

 

A Ipsen, biofarmacêutica global, anuncia os resultados do estudo clínico de fase III CheckMate -9ER, que avaliou a combinação dos medicamentos Cabometyx® (cabozantinibe) e nivolumabe em comparação ao sunitinibe em pacientes com carcinoma de células renais avançado (aRCC) previamente não tratados. Os dados, apresentados pelo Dr. Robert J. Motzer, no Simpósio Geniturinário da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), realizado de 13 a 15 de fevereiro de 2025, em São Francisco, na Califórnia, demonstram que os benefícios da combinação de Cabometyx® e nivolumabe, em comparação ao sunitinibe, se mantiveram por mais de cinco anos, proporcionando um aumento significativo na sobrevida global e retardando a progressão do tumor1, independentemente da classificação de risco com base nos escores do Consórcio Internacional de Banco de Dados de Carcinoma de Células Renais Metastático. Estima-se que o tratamento com essa combinação resulte em um ganho mediano de sobrevida global de 11 meses, o mais longo já registrado para uma terapia combinada de inibidor de tirosina quinase e imunoterapia, quando comparado ao sunitinibe.1  

Com um acompanhamento mediano de 67.6 meses para a sobrevida global (OS), o estudo demonstrou que os benefícios iniciais da combinação de Cabometyx® e nivolumabe foram sustentados em comparação com o sunitinibe, com um ganho absoluto na mediana de OS de 11 meses (46.5 meses para a combinação vs. 35.5 meses para o sunitinibe, razão de risco [HR] 0.79,95%, intervalo de confiança [IC] 95%: 0.65-0.96).1 Além disso, a combinação reduziu em 42% o risco de progressão da doença ou morte, proporcionando uma sobrevida livre de progressão mediana quase duas vezes maior em comparação com o sunitinibe, 16.4 vs. 8.3 meses, respectivamente, HR 0.58, IC 95%: 0.49-0.70.1 O perfil de segurança permaneceu consistente com o já conhecido para os medicamentos individuais, com eventos adversos relacionados ao tratamento ocorrendo em 98% dos pacientes tratados com a combinação, em comparação com 93% dos tratados com sunitinibe. Não houve identificação de novos sinais de segurança.1 

"Desde sua primeira divulgação em 2020, os resultados do estudo CheckMate -9ER têm desempenhado um papel fundamental na transformação do tratamento do carcinoma de células renais avançado", afirma Sandra Silvestri, Vice-Presidente Executiva e Diretora Médica da Ipsen. "Com benefícios significativos e sustentados por mais de cinco anos, Cabometyx® e nivolumabe consolidaram-se como uma opção de tratamento padrão, permitindo que os pacientes vivam mais e com melhor qualidade de vida." 

Em 2022, mais de 400 mil novos casos de câncer renal foram diagnosticados em todo o mundo.2 O carcinoma de células renais (RCC) é o subtipo mais comum da doença, representa cerca de 90% dos casos.3,4 A incidência da doença é quase duas vezes maior em homens, que também correspondem a mais de dois terços dos óbitos.2 Em muitos casos, o RCC em estágio inicial não apresenta sintomas característicos, o que leva a um diagnóstico tardio em cerca de 30% dos pacientes.5,6 Entre aqueles que vivem com carcinoma de células renais avançado (aRCC), 60% não chegam a receber um tratamento de segunda linha.7,8,9 Quando detectado precocemente, a taxa de sobrevida em cinco anos é elevada. No entanto, para pacientes com RCC metastático avançado, essa taxa cai para aproximadamente 17%.10 

"Sabemos que 60% das pessoas com carcinoma de células renais avançado não chegam a receber um segundo tratamento, o que reforça a necessidade de garantir o cuidado mais eficiente possível logo no início", destaca o Prof. Camillo Porta, oncologista clínico da Universidade de Bari ‘A. Moro’, na Itália. "Ter uma única opção de terapia disponível para tantos pacientes torna os resultados do CheckMate-9ER extremamente relevantes para a prática clínica diária. Esses dados finais fortalecem, ainda mais, o potencial de Cabometyx® e nivolumabe em proporcionar uma sobrevida prolongada para esses pacientes."

 

Sobre o Cabometyx 

Cabometyx (cabozantinibe) é uma pequena molécula que inibe diversas tirosinas quinases receptoras, incluindo VEGFRs, MET, RET e a família TAM (TYRO3, MER, AXL). Essas tirosinas quinases estão envolvidas tanto na função celular normal quanto em processos patológicos, como oncogênese, metástase, angiogênese tumoral (crescimento de novos vasos sanguíneos necessários para o crescimento dos tumores), resistência a medicamentos, modulação da resposta imunológica e manutenção do microambiente tumoral.11,12,13,14 

A Exelixis concedeu à Ipsen os direitos exclusivos para a comercialização e o desenvolvimento clínico adicional do Cabometyx fora dos Estados Unidos e Japão. Para o Japão, a Exelixis cedeu os direitos exclusivos à Takeda Pharmaceutical Company Limited (Takeda) para a comercialização e o desenvolvimento clínico do Cabometyx para todas as futuras indicações. A Exelixis mantém os direitos exclusivos para desenvolver e comercializar o Cabometyx nos Estados Unidos. 

Atualmente, o Cabometyx é indicado em mais de 65 países (incluindo a União Europeia) fora os Estados Unidos e o Japão, para:12

  • Monoterapia para carcinoma de células renais avançado (aRCC)
    • Como tratamento de primeira linha para adultos com doença de risco intermediário ou alto.
    • Em adultos após terapia prévia direcionada ao VEGFR.
  • Combinação com nivolumabe para o tratamento de primeira linha de aRCC em adultos.
  • Monoterapia para o tratamento de carcinoma diferenciado da tireoide localmente avançado ou metastático, refratário ou não elegível para iodo radioativo, que tenha progredido durante ou após terapia sistêmica prévia.
  • Monoterapia para o tratamento de carcinoma hepatocelular em adultos previamente tratados com sorafenibe.


Sobre o estudo CheckMate -9ER 

O CheckMate -9ER é um estudo de fase III, aberto, randomizado e multinacional, que avalia pacientes com RCC avançado ou metastático, previamente não tratados. Um total de 651 pacientes (23% com risco favorável, 58% com risco intermediário, 20% com risco alto; 25% com PD-L1 ≥1%) foram randomizados para receber Cabometyx mais nivolumabe (n=323) ou sunitinibe (n=328). O desfecho primário do estudo é a sobrevida livre de progressão (PFS). Os desfechos secundários incluem sobrevida global (OS) e taxa de resposta objetiva (ORR). A análise primária de eficácia comparou a combinação de Cabometyx e nivolumabe versus sunitinibe em todos os pacientes randomizados. O estudo é patrocinado pela Bristol Myers Squibb e Ono Pharmaceutical Co., com cofinanciamento da Exelixis, Ipsen e Takeda Pharmaceutical Company Limited. Mais informações sobre o CheckMate -9ER estão disponíveis em ClinicalTrials.gov.

 

Sobre a Ipsen 

A Ipsen é uma empresa biofarmacêutica global com foco em levar medicamentos inovadores aos pacientes em três áreas terapêuticas: oncologia, doenças raras e neurociência. Seu pipeline é alimentado pela inovação externa e apoiado por quase 100 anos de experiência em desenvolvimento e centros globais nos EUA, França e Reino Unido. Suas equipes em mais de 40 países e parcerias em todo o mundo permitem levar medicamentos a pacientes em mais de 80 países. Para mais informações, visite ipsen.com/brazil/.

 



Referências


1 Motzer et al. Nivolumab plus cabozantinib versus sunitinib for previously untreated advanced renal cell carcinoma: results from 67.6-month follow-up of the CheckMate 9ER trial. As presented at ASCO GU Congress 2025 San Francisco, USA.

2 Kidney Cancer Factsheet. GLOBOCAN 2020. Available: Link Accessed: February 2025

3 Kidney Cancer. Mayo Clinic. Available: Link. Accessed: February 2025

4 Infographic: Kidney Cancer. Mayo Clinic. Available: Link. Accessed: February 2025

5 Kidney Cancer Signs and Symptoms. American Cancer Society: Available Link

6 Orlin I. et al. Renal cell carcinomas epidemiology in the era of widespread imaging. Journal of Clinical Oncology. 2019; 37:15. DOI: Link.

7 Shah et al. Real-world Treatment Patterns and Clinical Outcomes for Metastatic Renal Cell Carcinoma in the Current Treatment Era. Eur Urol Open Sci. 2023. 6:49:110-118

8 Malik et al. Real World Experience (RWE) of Ipilimumab and Nivolumab compared to Pembrolizumab and Axitinib in Advanced Renal Cell Carcinoma (RCC). As presented at IKCS:Europe International Kidney Cancer Symposum 2023

9 Lai et al. Real world treatment sequences and outcomes for metastatic renal cell carcinoma. Plos One. 2023. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0294039

10 Survival rates for kidney cancer. American Cancer Society. Available: Link Accessed: February 2025.

11 El-Khoueiry A. et al., Cabozantinib: An evolving therapy for hepatocellular carcinoma. Cancer Treatment Reviews. 2021 Jul;98:102221. DOI: 10.1016/j.ctrv.2021.102221.

12 European Medicines Agency. Cabometyx® (cabozantinib) EU Summary of Product Characteristics. Available from: Link. Last accessed: February 2025

13 Yakes M. et al., Cabozantinib (XL184), a novel MET and VEGFR2 inhibitor, simultaneously suppresses metastasis, angiogenesis, and tumor growth. Mol Cancer Ther. 2011;10:2298–2308. DOI: 10.1158/1535-7163.MCT-11-0264

14 Hsu et al., AXL and MET in Hepatocellular Carcinoma: A Systematic Literature Review. Liver Cancer 2021 DOI: 10.1159/000520501


Maior acesso à vacina contra HPV, ao teste molecular e ao tratamento aproximam Brasil da meta da OMS

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) destaca avanços recentes do país, como a retomada da imunização contra o vírus HPV nas escolas e as incorporações no SUS da videolaparoscopia e do teste molecular HPV-DNA como medidas que colocam o Brasil na rota da meta de eliminação do câncer de colo do útero nos próximos anos

 

Em alusão à campanha Março Lilás, de conscientização sobre câncer de colo do útero, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) chama a atenção para as recentes conquistas do país relacionadas com a ampliação do acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento da doença, que é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres e a mais incidente dentre todas as neoplasias ginecológicas. Para o ano de 2025, a previsão do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é que mais de 17 mil brasileiras recebam o diagnóstico de câncer de colo do útero. 

As recentes conquistas são a retomada da imunização por meio da vacina contra o HPV nas escolas de todo o país, como parte do Calendário Nacional de Vacinação; assim como as as incorporações no Sistema Único de Saúde (SUS) da videolaparoscopia – modalidade de cirurgia minimamente invasiva – para pacientes com câncer de colo do útero e do exame molecular HPV-DNA, que possibilita identificar a presença de HPV de alto risco antes que a infecção venha a causar uma lesão pré-câncer. “O movimento Brasil sem Câncer do Colo do Útero, promovido por sociedades médicas, entre elas a SBCO, coloca, definitivamente, o país como uma das nações protagonistas rumo à meta de ter a próxima geração livre do câncer de colo do útero”, celebra o cirurgião oncológico Reitan Ribeiro, vice-presidente da SBCO.   


SAIBA MAIS SOBRE A META DA OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu três metas principais para a eliminação global do câncer do colo do útero, no qual o Brasil está incluído:

- Vacinação: ter 90% das meninas de 9 a 14 anos vacinadas contra o HPV.

- Rastreamento: ter 70% das mulheres de 35 e 45 anos com teste de HPV-DNA.

- Tratamento: ter 90% das mulheres com lesões iniciais devidamente tratadas.

Estas metas representam um caminho para eliminar o câncer de colo do útero como um problema de saúde pública. Com a continuidade das ações de conscientização, a ampliação da cobertura vacinal e o fortalecimento do rastreamento, o Brasil tem a oportunidade de ser um exemplo mundial na erradicação dessa doença.


TRATAMENTO - As opções de tratamento incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia, sendo a escolha individualizada para cada paciente. Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura do câncer de colo do útero superam os 90%. “O tratamento pode incluir cirurgia para remoção da lesão, radioterapia e/ou quimioterapia dependendo do estádio da doença”, observa o cirurgião oncológico Rodrigo Nascimento Pinheiro, presidente da SBCO,

“Nos últimos anos, houve avanços significativos no tratamento do câncer de colo do útero em diversas áreas. Há desde inovações em técnicas cirúrgicas a estudos que auxiliam a tomar melhores decisões, além de novas classes de medicamentos, como a imunoterapia e as terapias-alvo. Tudo isso produz impacto na melhora dos resultados e da qualidade de vida das pacientes”, reforça Reitan Ribeiro.


ATENÇÃO AOS FATORES DE RISCO E SINTOMAS - No início, o câncer de colo do útero pode ser silencioso. Porém, alguns sintomas podem servir de alerta, como sangramento vaginal anormal, corrimento com odor desagradável, dores pélvicas ou desconforto durante relação sexual. Havendo a presença desses sintomas, é recomendado procurar um médico especialista. 

A infecção persistente pelo vírus HPV está por trás da quase totalidade dos casos. Esse vírus pode ser prevenido com vacinação e hábitos seguros. Os fatores de risco conhecidos são: infecção por HPV sem tratamento, histórico familiar da doença, início precoce da vida sexual e múltiplos parceiros e tabagismo (que reduz a imunidade do organismo). 


VAMOS FALAR DE PREVENÇÃO - É indicada a vacina contra o HPV, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), para meninas e meninos de 9 a 14 anos; homens e mulheres transplantados; pacientes oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia, pessoas vivendo com HIV/Aids e vítimas de violência sexual. É indicada também a realização de exames preventivos como o Papanicolau e, quando indicado, do teste molecular HPV-DNA molecular; além do uso de preservativo para reduzir o risco de infecção pelo HPV. Também é importante não fumar. 

 

Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO


Como adaptar a casa para um envelhecimento seguro e confortável

Freepik
Processo natural da vida, o envelhecimento traz consigo algumas mudanças físicas, cognitivas e emocionais que exigem adaptações em várias áreas da vida, inclusive no ambiente doméstico. Ajustes para um lar seguro promovem mais conforto e independência para quem possui limitações físicas ao chegar na terceira idade. Por isso, atentar-se aos pequenos detalhes pode ser crucial para garantir segurança e bem-estar, incidindo diretamente na melhora de vida dos idosos. Para auxiliar nesse processo de reorganização do lar, Miriane Parisotto, franqueada da Padrão Enfermagem de Maringá e Barueri, empresa de agenciamento de profissionais na área da saúde, elencou algumas medidas que podem ser tomadas. 


Iluminação correta e objetos de apoio

Uma casa bem iluminada representa segurança. “Invista em luzes mais fortes principalmente em escadas, corredores e entradas. Já a iluminação automática é recomendada pois pode ser útil durante os despertares noturnos. A mobilidade na terceira idade fica reduzida, dessa forma a instalação de barras de apoio e corrimões são de grande ajuda. “Esse tipo de apoio é essencial, além de permitir a locomoção dos idosos, transmitindo segurança. Também é válido a troca de escadas por rampas, isso proporciona mais segurança no deslocamento”, conta.


Pisos antiderrapantes

Muitas quedas ocorrem por escorregões em pisos muito lisos. Por isso, as opções antiderrapantes são indicadas, especialmente em áreas molhadas, como cozinhas, banheiros e área de serviço. Outro ponto importante, é o cuidado com a disposição ou até o excesso de tapetes e carpetes. Esses objetos podem causar acidentes graves caso não estejam de acordo com o ambiente, pois além de escorregar podem provocar tropeços”, afirma o profissional.


Invista em tecnologia

Câmeras e alarmes são importantes aliados e oferecem segurança e conforto. Sensores de movimento ajudam quando o idoso está sozinho, por exemplo. Dispositivos assistentes virtuais são outra boa opção, já que quando configurados podem auxiliar até mesmo em chamadas de emergência. 


Companhia

É sempre importante avaliar qual o grau de independência desse idoso. “Ele pode ficar sozinho? Caso não seja 100% autossuficiente, em acordo com os familiares opte pela presença de um cuidador ou enfermeiro, esse profissional além de uma companhia constante poderá supervisionar a rotina diária do seu ente”, completa.

 

 Padrão Enfermagem


Efeitos da crise climática aumentam a mortalidade de brasileiros

 Crédito: Marcel Crozet 
Divulgação  
Faculdade Santa Marcelina
Docente da Faculdade Santa Marcelina explica que os idosos são mais suscetíveis às altas temperaturas, que não é todo líquido que hidrata e que refeições menores e mais frequentes ajudam a manter a energia, entre outras dicas para se manter saudável no verão

  

Nas últimas semanas, as temperaturas em grande parte do Brasil estão acima dos 40 graus e as sensações térmicas ainda mais elevadas, chegando a 50º em determinadas regiões. Além disso, o volume de chuvas está acima da média para o início do ano, causando alagamentos e deslizamentos nas cidades. Ambas as situações afetam a qualidade de vida dos brasileiros e aumentam o número de mortes no verão. Por exemplo, uma pesquisa realizada pela Secretaria Municipal do Rio, em parceria com o Centro de Inteligência Epidemiológica, registrou mais de 390 mil mortes por causas selecionadas entre 2012 e 2024, sendo o recorde de 151 delas, entre idosos, em um único dia, todas causadas pelo calor intenso. 

Esses problemas são causados pelas mudanças climáticas, que trazem efeitos profundos na vida das pessoas. Segundo João Gregório Neto, professor mestre do Curso de Enfermagem da Faculdade Santa Marcelina, o calor extremo é um risco para diversas pessoas, especialmente, para os mais velhos. Um estudo da Fiocruz revelou que a exposição de idosos a temperaturas acima dos 40ºC, por mais de quatro horas, aumenta em até 50% o risco de morte por doenças como hipertensão, diabetes, insuficiência renal, infecção do trato urinário e Alzheimer. 

“As doenças cardiovasculares e respiratórias são mais comuns devido à má qualidade do ar, que tende a piorar em altas temperaturas pela intensificação da poluição”. Além disso, o verão é a estação propícia para a proliferação de mosquitos como o Aedes Aegypti, transmissor de doenças como a Dengue, Zika e Chikungunya. O especialista explica, que os efeitos das mudanças climáticas fazem com que a proliferação desse inseto seja ainda mais intensa agora do que foi há alguns anos. “A falta de saneamento básico em áreas urbanas e a ocorrência de enchentes agravam ainda mais o problema”, explica João. 

João Gregório Neto explica durante o verão, o consumo de água e de energia aumentam, levando ao racionamento. A ausência de moradia adequada e água potável podem trazer ainda mais problemas de saúde à população. “Pessoas que vivem nessas condições podem desencadear diarreias e infecções gastrointestinais, leptospirose, pneumonia e a tuberculose, problemas de pele como micose e sarna, infecções bacterianas, além da desnutrição e anemia”, conclui. 

Confira as dicas de João Gregório Neto, professor mestre do Curso de Enfermagem da Faculdade Santa Marcelina para se manter saudável nessa época:
 

Não é todo líquido que hidrata  

A ingestão de líquidos é essencial para compensar as perdas de água pelo suor e manter o corpo funcionando adequadamente. Recomenda-se consumir de 2 a 3 litros por dia, ajustando a quantidade conforme o nível de atividade física e a temperatura. Evite bebidas alcoólicas e açucaradas, que podem causar desidratação e aumentar a sensação de cansaço. Consuma alimentos ricos em água, como melancia, melão e laranja.
 

Alimentação leve e nutritiva:  

Durante o verão, o metabolismo é menos exigido em relação à digestão, por isso uma dieta equilibrada e leve é ideal. Priorize frutas, verduras e legumes, ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes que fortalecem o sistema imunológico. Evite alimentos gordurosos que sobrecarregam o sistema digestivo. Opte por refeições menores e mais frequentes, isso ajuda a evitar a sensação de peso e mantém os níveis de energia ao longo do dia.
 

Proteção contra o calor:  

Evitar a exposição excessiva ao calor é fundamental para prevenir problemas como desidratação, insolação e queimaduras solares. Prefira horários entre o início da manhã e o final da tarde para sair de casa. Use roupas leves e claras, tecidos de algodão permitem melhor ventilação. Aplique protetor solar com FPS 30 ou superior, use chapéus, bonés e óculos escuros com proteção UV.
 

Cuidados com a pele e o corpo:  

A pele é particularmente vulnerável no verão, exigindo atenção redobrada. Hidrate a pele regularmente com cremes hidratantes. Evite banhos muito quentes que removem a oleosidade natural da pele, intensificando o ressecamento. Reforce o uso de repelentes, principalmente em áreas onde mosquitos transmissores de doenças, como dengue e zika, são comuns.
 

Atividade física com moderação:  

Exercitar-se no verão é benéfico, mas requer ajustes para evitar os efeitos adversos do calor. Escolha horários adequados ao amanhecer ou à noite, quando as temperaturas são mais amenas. Hidrate-se ainda mais durante o exercício beba pequenas quantidades em intervalos regulares. Adapte a intensidade e diminua o ritmo em dias muito quentes para evitar exaustão.
 

Prevenção de doenças sazonais:  

O verão é propício à disseminação de algumas doenças, como viroses gastrointestinais, dengue e doenças de pele. Lave bem os alimentos consumidos crus. Evite água de procedência duvidosa. Elimine focos de água parada e fique atento a sinais de desidratação ou insolação: tontura, fraqueza ou aumento da temperatura corporal.
 

Faculdade Santa Marcelina


Exame é fundamental para prevenir problemas renais

Progressão da doença pode ser controlada, afirma médico do Seconci-SP


Por ocasião do Dia Mundial do Rim (13 de março), o dr. Paulo Fischer, urologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), destaca o tema desta campanha de conscientização sobre a doença: “Seus rins estão ok? Faça exame de creatinina para saber”.

“Estima-se que, no Brasil, cerca de 50 mil pessoas com doença renal morrem precocemente por ano, antes de ter acesso à diálise ou ao transplante. Daí a importância de se realizar um exame laboratorial de sangue ou urina, nos quais se dosa a concentração de creatinina”, afirma o dr. Fischer.

Segundo o médico, a doença renal crônica se caracteriza por lesão irreversível nos rins. Mas se for diagnosticada de forma precoce, sua progressão pode ser controlada, na maioria dos casos.


Órgãos vitais

Os rins são órgãos vitais que têm por funções: regular a pressão arterial, filtrar o sangue; eliminar toxinas, excesso de água e sais, e produzir hormônios que evitam anemia e enfermidades ósseas. A doença renal crônica é a lesão que se mantém por três meses ou mais, provocando problemas como hipertensão, disfunções vasculares, hemorragias e anemia.

De acordo com o especialista, no início a doença renal crônica é silenciosa, não apresenta sintomas ou eles são poucos e inespecíficos. Os sintomas mais comuns são inchaço, perda de apetite, cansaço excessivo, anemia e pressão alta. Os principais causadores da doença são diabetes e hipertensão.

“Se houver demora em realizar o exame, pode acontecer de o diagnóstico só sair quando os rins já estiverem com seu funcionamento bastante comprometido”.


Prevenção e tratamento

Para prevenir, retardar e controlar a doença, o dr. Fischer recomenda principalmente reduzir o sal na alimentação, beber 2,5 litros de água por dia, controlar o nível de açúcar no sangue, monitorar a pressão arterial, praticar exercícios físicos, alimentar-se com uma dieta saudável, controlar o peso e evitar o tabagismo e a automedicação.

O tratamento é com medicamentos, mudanças de hábitos e dietas. Nos casos mais avançados, o paciente passa por diálises para filtrar o sangue, e ingressa na fila por transplante renal.

 

Petrolatos e parabenos - saiba quais componentes devem ser evitados na fórmula do protetor solar

Por ser um item de uso diário, é essencial garantir que sua composição seja segura 

 

Por ser um item de uso diário, o protetor solar está presente em diversos momentos da rotina. Seja durante uma caminhada ao ar livre, um dia na praia ou mesmo dentro de casa, onde a luz artificial também pode afetar a pele, sua aplicação tornou-se indispensável. No entanto, muitos consumidores não se atentam aos ingredientes que compõem a fórmula do produto, expondo-se a substâncias que, embora contribuam para textura e conservação, oferecem riscos à saúde a longo prazo.

“Certos componentes amplamente utilizados na indústria cosmética podem desencadear reações adversas e até interferir no equilíbrio natural da pele”, explica Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, rede referência na fabricação de produtos hipoalergênicos. Segundo a especialista, petrolatos e parabenos estão entre os ingredientes que merecem atenção, pois podem causar alergias, obstrução dos poros e impactos negativos no funcionamento celular.

Para a especialista, não basta apenas verificar o rótulo do protetor solar, mas compreender quais substâncias precisam ser evitadas. Identificar ingredientes prejudiciais permite escolhas mais seguras e reduz a exposição a elementos potencialmente nocivos, garantindo uma proteção eficaz sem comprometer a saúde da pele.

A seguir, confira alguns dos componentes que oferecem riscos à saúde cutânea, quando incluídos nas fórmulas de filtros solares.

 

Parabenos

Os parabenos são utilizados como conservantes para aumentar a durabilidade dos produtos. Com ação antimicrobiana e antifúngica, ajudam a evitar a proliferação de micro-organismos. No entanto, segundo Julinha, essas substâncias podem ser absorvidas pela pele e acumuladas no organismo.

“O risco de irritações e sensibilizações aumenta, podendo até mesmo causar interferências hormonais. Por isso, a presença desses compostos nas formulações deve ser observada com atenção”, esclarece.

 

Petrolatos

Os petrolatos, derivados do petróleo, formam uma película sobre a pele, reduzindo a perda de água e conferindo uma sensação de maciez. No entanto, essa camada também impede a transpiração natural e dificulta a eliminação de toxinas.

Como consequência, os poros podem ser obstruídos, aumentando o risco de acne e outras condições cutâneas. “Ainda que proporcionem uma sensação de maciez imediata, os petrolatos não promovem hidratação real e comprometem a saúde da pele a longo prazo”, afirma Lazaretti.

 

Isotiazolinonas

Altamente alergênicas, as isotiazolinonas são conservantes que tendem a causar reações adversas. Vermelhidão, coceira e descamação estão entre os efeitos comuns em peles sensíveis. Quando há exposição contínua, o risco de dermatites de contato aumenta significativamente. Por esse motivo, Lazaretti esclarece que esse componente deve ser evitado ao máximo, especialmente em produtos de uso diário.

 

Conservantes sintéticos

Além dos ingredientes já citados, há outros conservantes artificiais que podem desencadear processos inflamatórios e reações indesejadas na pele. Liberadores de formaldeído, por exemplo, estão associados a irritações e devem ser evitados sempre que possível. Substituir esses elementos por alternativas mais seguras é essencial para reduzir impactos negativos e garantir maior segurança no uso prolongado.

 

Quais compostos são benéficos?

Diante da crescente preocupação com a segurança das fórmulas, marcas comprometidas com a saúde da pele têm investido cada vez mais em composições mais seguras. O Alergosun, recém-lançado pela Alergoshop, exemplifica essa tendência ao oferecer um protetor solar livre de substâncias prejudiciais, indicado inclusive para bebês a partir dos seis meses.

Entre os ingredientes benéficos, a vitamina E se destaca por seu alto poder antioxidante, protegendo a pele dos danos causados pelos radicais livres e prevenindo o envelhecimento precoce. Já a alantoína, com ação calmante e regeneradora, auxilia na reparação celular e mantém a pele hidratada e saudável.

 

Alergoshop
https://alergoshop.com.br/


Março Amarelo e Lilás - o que você precisa saber sobre os cuidados preventivos da saúde feminina

Com foco na conscientização sobre endometriose e câncer de colo do útero, especialistas indicam como identificar as condições e reforçam a importância do tratamento 

 

Março é o mês dedicado à conscientização sobre a saúde feminina, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças como a endometriose e o câncer de colo do útero. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 176 milhões de mulheres no mundo sejam afetadas pela endometriose, sendo mais de 7 milhões no Brasil. Já o câncer do colo do útero, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o terceiro tipo mais comum entre as mulheres brasileiras, com uma estimativa de 17.010 novos casos anuais para o triênio 2023-2025.

A endometriose, por exemplo, é frequentemente diagnosticada tardiamente, o que dificulta o tratamento adequado. Seus sintomas incluem dor intensa durante a menstruação e dificuldades para engravidar, sendo muitas vezes confundidos com outras condições. Já o câncer de colo do útero, causado principalmente pela infecção persistente pelo HPV, pode ser detectado precocemente por meio de exames simples, como o Papanicolau, o que aumenta consideravelmente as chances de cura.

Especialistas destacam que, apesar da alta incidência dessas doenças, muitas mulheres ainda não buscam ajuda médica a tempo, seja pela falta de informação ou pelo medo do diagnóstico. Jéssica Ramalho, Diretora de Operações (COO) da Acuidar, maior rede de cuidadores especializados da América Latina, alerta - "O diagnóstico precoce faz toda a diferença. A conscientização sobre os sintomas e a importância do tratamento devem ser pilares na saúde feminina”.

 

Sobre a endometriose

A principal dificuldade da endometriose é o diagnóstico, muitas vezes retardado devido à semelhança dos sintomas com outros distúrbios ginecológicos. Dor intensa durante o ciclo menstrual, dor durante as relações sexuais, cólicas abdominais fortes e dificuldades para engravidar são os sinais mais comuns. “É essencial que as mulheres prestem atenção aos sinais do seu corpo e busquem orientação médica ao perceberem sintomas fora do comum”, orienta Jéssica. A profissional reforça que muitas das pacientes assistidas pela rede com esse quadro, destacam o quão importante é o apoio e o tratamento adequado ao lidar com a condição.

 

Câncer de Colo do Útero

"A detecção precoce do câncer de colo do útero é uma das formas mais eficazes de evitar que a doença evolua para estágios avançados", explica Jéssica. Ela enfatiza que a realização regular de exames ginecológicos, como o Papanicolau, é fundamental, pois pode identificar lesões no colo do útero ainda em estágios iniciais, quando as chances de cura são muito maiores. Além disso, a vacinação contra o HPV, vírus diretamente relacionado ao desenvolvimento do câncer cervical, é fundamental para a prevenção. A vacina, recomendada para meninas e meninos ainda na adolescência, protege contra os tipos mais agressivos do HPV, reduzindo significativamente o risco de infecção persistente e, consequentemente, do câncer de colo do útero.

"Mesmo com a vacinação, é essencial que as mulheres mantenham a rotina de exames, já que a proteção não é 100% contra todos os tipos de HPV", alerta Jéssica. Quando diagnosticado precocemente, o câncer do colo do útero tem uma taxa de cura que pode superar os 90%, o que reforça a importância da conscientização e da adesão aos cuidados preventivos.

 


a Acuidar
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Março: mês da mulher destaca aumento da longevidade

As mulheres estão vivendo mais e melhor, graças aos avanços da medicina, maior acesso à saúde e mudanças no estilo de vida

 

Março é o mês da mulher e traz, este ano, uma conquista significativa: o aumento da expectativa de vida das mulheres. Em 2023, no Brasil, as mulheres estavam vivendo, em média 79,7 anos, um aumento de 10,5 meses em relação ao ano anterior, segundo o IBGE. Em um contexto global, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, em 2016, as mulheres tinham uma expectativa média de vida de 74 anos. O que está por trás desse fenômeno? 

Para o médico ginecologista e obstetra Dr. Alexandre Rossi, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros e médico colaborador de Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP, há três fatores fundamentais para esse aumento na longevidade. 

“Os avanços na medicina são extremamente importantes para esse aumento da expectativa de vida feminina. Isso porque, a tecnologia em equipamentos de diagnóstico, como a mamografia digital ou a ressonância magnética, vem permitindo a detecção precoce de doenças como o câncer de mama e de ovário, aumentando, assim, as chances de tratamento bem-sucedido”. 

Outra questão importante quando o assunto é longevidade é a criação e funcionamento de políticas públicas voltadas à melhoria da saúde feminina, aponta o especialista. 

“Campanhas de vacinação como a do HPV e a ampliação do acesso a exames como o Papanicolau ajudaram a reduzir significativamente a incidência de câncer do colo do útero no Brasil”. 

Programas de rastreamento, como o Outubro Rosa, aumentaram a adesão às mamografias, permitindo o diagnóstico precoce do câncer de mama, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade. 

Por fim, aponta o Dr. Alexandre, é importante incentivar cada vez as mulheres a adotar um estilo de vida saudável, que contribui para um envelhecimento com qualidade. 

“A prática regular de atividades físicas reduz o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e obesidade. Uma alimentação balanceada, rica em fibras, proteínas e gorduras saudáveis, fortalece o sistema imunológico e previne doenças metabólicas”.

 

Prevenção em todas as idades 

O aumento da expectativa de vida traz novos desafios, especialmente relacionados às doenças crônicas. Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão e o diabetes afetam significativamente a população feminina, reforçando a importância da prevenção e do acompanhamento médico adequado. 

Confira as principais recomendações para cada faixa etária do público feminino: 

●    Pré-adolescência (9 a 14 anos): vacinação contra o HPV, preferencialmente antes do início da vida sexual

●    Adolescência (15 a 20 anos): Início do acompanhamento ginecológico, orientação sobre saúde sexual e reprodutiva

●    Idade Adulta Jovem (20 a 30 anos): Realização anual do exame Papanicolau para prevenção do câncer do colo do útero e discussões sobre planejamento familiar

●    Idade Adulta (35 a 49 anos): Acompanhamento preventivo para detecção precoce de doenças e preparação para as mudanças hormonais que antecedem a menopausa

●    Menopausa (45 a 55 anos): Monitoramento das alterações hormonais, prevenção da osteoporose e manutenção da saúde cardiovascular 

Adotar um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, prática regular de exercícios e sono adequado, é benéfico em todas as idades. Além disso, manter o calendário de vacinação atualizado e realizar exames de rotina são medidas preventivas que contribuem para uma vida longa e saudável.

Neste Dia Internacional da Mulher, portanto, fica a mensagem: viver mais é uma conquista, mas viver bem é uma escolha. Que cada mulher possa assumir o protagonismo da sua saúde e garantir um futuro com mais qualidade de vida.


Queimaduras invisíveis: quando o chão quente se torna um risco real

pixabay
"E esse não é um problema restrito às crianças: adultos diabéticos, que podem ter sensibilidade reduzida nos pés, também são vulneráveis", alerta a especialista

 

Nos meses mais quentes do ano, o calor intenso pode transformar superfícies aparentemente inofensivas em verdadeiras armadilhas térmicas. O asfalto, calçadas e até pisos de playgrounds podem atingir temperaturas capazes de causar queimaduras graves na pele desprotegida, especialmente nos pés de crianças que andam descalças.

Recentemente, dois casos chamaram a atenção: uma criança sofreu queimaduras de segundo grau na sola dos pés após caminhar descalça sobre um chão superaquecido em uma creche, no interior de São Paulo. 

No outro caso envolvendo criança, a queimadura aconteceu por atrito, por fricção na roda de uma bicicleta. O atendimento foi realizado por uma técnica em enfermagem, que optou pelo uso de um curativo especial para alívio da dor e que acelera a cicatrização, Membracel. Em sete dias, a ferida estava completamente fechada.

Embora muitos associem queimaduras apenas ao fogo, a verdade é que superfícies urbanas absorvem e retêm calor de forma intensa. Estudos indicam que em dias de sol forte, o asfalto pode ultrapassar os 60°C, temperatura suficiente para causar queimaduras de segundo grau em segundos. 

“E esse não é um problema restrito às crianças: adultos diabéticos, que podem ter sensibilidade reduzida nos pés, também são vulneráveis”, alerta Andrezza Barreto, enfermeira da Vuelo Pharma, empresa produtora da Membracel.

A prevenção passa por medidas simples, mas pouco difundidas: evitar andar descalço em superfícies expostas ao sol, testar a temperatura do solo com a mão antes de pisar e priorizar calçados adequados ao sair em dias quentes. Pequenos cuidados podem evitar lesões dolorosas e garantir um verão mais seguro.


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