Com foco na
conscientização sobre endometriose e câncer de colo do útero, especialistas
indicam como identificar as condições e reforçam a importância do tratamento
Março é o mês dedicado à conscientização sobre a
saúde feminina, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças como
a endometriose e o câncer de colo do útero. A Organização Mundial da Saúde
(OMS) estima que cerca de 176 milhões de mulheres no mundo sejam afetadas pela
endometriose, sendo mais de 7 milhões no Brasil. Já o câncer do colo do útero,
conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o terceiro tipo mais
comum entre as mulheres brasileiras, com uma estimativa de 17.010 novos casos
anuais para o triênio 2023-2025.
A endometriose, por exemplo, é frequentemente
diagnosticada tardiamente, o que dificulta o tratamento adequado. Seus sintomas
incluem dor intensa durante a menstruação e dificuldades para engravidar, sendo
muitas vezes confundidos com outras condições. Já o câncer de colo do útero,
causado principalmente pela infecção persistente pelo HPV, pode ser detectado
precocemente por meio de exames simples, como o Papanicolau, o que aumenta
consideravelmente as chances de cura.
Especialistas destacam que, apesar da alta
incidência dessas doenças, muitas mulheres ainda não buscam ajuda médica a
tempo, seja pela falta de informação ou pelo medo do diagnóstico. Jéssica
Ramalho, Diretora de Operações (COO) da Acuidar, maior rede de cuidadores
especializados da América Latina, alerta - "O diagnóstico precoce faz toda
a diferença. A conscientização sobre os sintomas e a importância do tratamento
devem ser pilares na saúde feminina”.
Sobre a endometriose
A principal dificuldade da endometriose é o
diagnóstico, muitas vezes retardado devido à semelhança dos sintomas com outros
distúrbios ginecológicos. Dor intensa durante o ciclo menstrual, dor durante as
relações sexuais, cólicas abdominais fortes e dificuldades para engravidar são
os sinais mais comuns. “É essencial que as mulheres prestem atenção aos sinais
do seu corpo e busquem orientação médica ao perceberem sintomas fora do comum”,
orienta Jéssica. A profissional reforça que muitas das pacientes assistidas
pela rede com esse quadro, destacam o quão importante é o apoio e o tratamento
adequado ao lidar com a condição.
Câncer de Colo do Útero
"A detecção precoce do câncer de colo do útero
é uma das formas mais eficazes de evitar que a doença evolua para estágios
avançados", explica Jéssica. Ela enfatiza que a realização regular de
exames ginecológicos, como o Papanicolau, é fundamental, pois pode identificar
lesões no colo do útero ainda em estágios iniciais, quando as chances de cura
são muito maiores. Além disso, a vacinação contra o HPV, vírus diretamente
relacionado ao desenvolvimento do câncer cervical, é fundamental para a
prevenção. A vacina, recomendada para meninas e meninos ainda na adolescência,
protege contra os tipos mais agressivos do HPV, reduzindo significativamente o
risco de infecção persistente e, consequentemente, do câncer de colo do útero.
"Mesmo com a vacinação, é essencial que as
mulheres mantenham a rotina de exames, já que a proteção não é 100% contra
todos os tipos de HPV", alerta Jéssica. Quando diagnosticado precocemente,
o câncer do colo do útero tem uma taxa de cura que pode superar os 90%, o que
reforça a importância da conscientização e da adesão aos cuidados preventivos.
a Acuidar
https://www.acuidarbr.com.br/
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