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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

FEVEREIRO LARANJA

Mitos e Verdades sobre Leucemia, Linfoma e Mieloma


As doenças que afetam o sangue e a medula óssea, como leucemia, linfoma e mieloma múltiplo, são o foco da campanha Fevereiro Laranja, que busca conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e desmistificar informações equivocadas. Embora os tratamentos tenham evoluído significativamente, ainda há muito desconhecimento sobre essas condições, o que pode atrasar diagnósticos e tratamentos adequados.
 

“Essas doenças costumam gerar medo nas pessoas, mas é fundamental lembrar que, com o diagnóstico precoce e os atuais tratamentos disponíveis, como imunoterapias muitos pacientes podem ter resultados bastante positivos,” afirma o Dr. Otávio Baiocchi, Onco-hematologista e head do Centro Especializado em Linfoma e Mieloma do Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Fevereiro Laranja também destaca os avanços no transplante de medula óssea, um procedimento que salva vidas, mas ainda é cercado de mitos. “Muitas vezes, o transplante é visto como algo doloroso ou inacessível, mas a realidade é que ele é um procedimento muito mais seguro e eficaz, sendo a melhor alternativa para diversas condições hematológicas graves", complementa o onco-hematologista.


Mitos e Verdades


1. Anemia x Leucemia

  • Mito: a anemia pode ser um sintoma da leucemia, mas não é um fator de risco para o desenvolvimento da doença.
     

2. Linfoma pode ser curado

  • Depende: muitos tipos de linfoma, como o linfoma de Hodgkin, apresentam altas taxas de cura. O tratamento pode incluir quimioterapia, radioterapia e até transplante de medula óssea. Apesar de alguns tipos não serem curáveis, podem ser controlados por longos períodos.
     

3. Mieloma múltiplo afeta apenas idosos

  • Mito: apesar de ser mais comum em pessoas acima dos 60 anos, o mieloma também pode afetar adultos mais jovens. Tratamentos modernos, como terapias-alvo, permitem o controle da doença e melhoram a qualidade de vida dos pacientes.
     

4. Transplante de medula óssea é extremamente doloroso

  • Mito: a doação de medula óssea é realizada com anestesia e, muitas vezes, por meio de coleta no sangue periférico, sendo minimamente invasiva. O procedimento é seguro e pode salvar vidas, sendo essencial no tratamento de várias doenças hematológicas.
     

5. É muito difícil encontrar um doador compatível

  • Mito: graças aos bancos de doadores, como o REDOME, a busca por compatibilidade tem se tornado mais eficiente, aumentando as chances de encontrar um doador adequado.
     

6. A doação de medula óssea prejudica a saúde do doador

  • Mito: o processo é seguro e não causa danos à saúde do doador. A medula óssea se regenera em poucas semanas.

  


Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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Exames ginecológicos regulares na prevenção de câncer, miomas e endometrios


Professor de Medicina do CEUB indica o check-up como ferramenta para monitorar a saúde do aparelho reprodutor feminino em todas as fases da vida

 



Manter a saúde ginecológica em dia é fundamental para a prevenção ou diagnóstico precoce de doenças e melhoria da qualidade de vida das mulheres em todas as faixas etárias. O acompanhamento periódico pode detectar condições como o câncer ginecológico , endometriose , miomas, câncer de mama , além de possibilitar orientações sobre contracepção e sexualidade. Alécio de Oliveira, professor de Medicina do CEUB, indica o check-up ginecológico como forma de manter a saúde feminina em dia e prevenir doenças graves.

“O check-up deve ser feito em diferentes momentos da vida da mulher , independentemente da presença de sintomas. Alguns marcos importantes exigem avaliação médica, como a primeira menstruação e o início da atividade sexual. Nestas fases, é essencial que a mulher receba orientações sobre o ciclo menstrual, sintomas fisiológicos, cuidados com a saúde reprodutiva, métodos contraceptivos e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)”, explica o médico especialista em ginecologia e obstetrícia.

Já na fase adulta e após os 40 anos, o foco das avaliações se amplia para rastreamento de cânceres ginecológicos e acompanhamento de doenças como miomas, endometriose e alterações hormonais. “Quando se trata de saúde ginecológica, o tempo é um inimigo silencioso. Ignorar os exames regulares pode resultar em doenças graves e até na morte”, alerta o especialista. O câncer de colo de útero, por exemplo, é a quarta maior causa de morte entre mulheres no Brasil: “O diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficaz, a realização regular do exame Papanicolaou, a mulher corre um risco desnecessário”.

Isso porque, se não tratada corretamente, a infecção pelo HPV pode evoluir para lesões precursoras e, eventualmente, câncer, conforme esclarece Alécio de Oliveira. Além disso, problemas como miomas e endometriose podem causar dor intensa e infertilidade mas, se diagnosticados a tempo, podem ser tratados com menos invasão e melhor qualidade de vida.

Exames para rastreamento precoce de doenças ginecológicas
A consulta regular ao ginecologista, a realização dos exames e o acompanhamento de possíveis fatores de risco são essenciais para um diagnóstico precoce e tratamento eficaz. O docente do CEUB ressalta que a periodicidade dos exames depende de cada mulher, mas indica começar o quanto antes. Segundo ele, mulheres com histórico familiar de doenças ginecológicas devem se antecipar para evitar complicações no futuro.

Entre os exames essenciais do check-up estão: *Papanicolau: possibilita o diagnóstico precoce do câncer de colo de útero. Deve ser feito anualmente após o início da vida sexual, com intervalo de três anos após dois exames negativos consecutivos. E interrompido após os 70 anos em mulheres com bom histórico de exames negativos.

* Ultrassonografia transvaginal: usada para detectar possíveis lesões precursoras de cânceres pélvicos, como o câncer de endométrio e ovário. Também identifica condições benignas, como miomas e endometriose.

* Mamografia e ecografia mamária: exames para rastrear câncer de mama, especialmente em mulheres a partir dos 40 anos.

* Sorologias para ISTs: a detecção precoce de infecções é crucial para prevenir complicações, como infertilidade e câncer.



Pesquisa reforça papel da magistratura no combate à tortura contra adolescentes em conflito com a lei

A apresentação de adolescentes em conflito com a lei a um juiz ou uma juíza para a verificação de episódios de tortura é fundamental para a identificação desses casos e a respectiva investigação. De acordo com a pesquisa Caminhos da tortura na Justiça Juvenil brasileira: o papel do Poder Judiciário, elaborada pelo CNJ em parceria com o Instituto de Estudo e Pesquisa (Insper), o indicativo de ocorrência de tortura foi mostrado por adolescentes apreendidos quando questionados durante audiências.  

O estudo buscou identificar como a magistratura, especialmente na etapa do atendimento inicial, aborda a questão da tortura e dos maus-tratos contra adolescentes envolvidos com atos infracionais. Os dados do estudo vão orientar o CNJ na maior capacitação de juízes e juízas sobre as normas já existentes, como resoluções, recomendações e manual, e trabalhar na elaboração de novos mecanismos que fortaleçam o combate à tortura de jovens no país praticada no ato da apreensão.

Atualmente, a Resolução CNJ n. 414/2021 estabelece diretrizes e quesitos periciais para a realização dos exames de corpo de delito nos casos em que haja indícios de prática de tortura. O instrumento age no aperfeiçoamento dos laudos periciais em caso de indícios de prática de tortura ou maus-tratos na justiça criminal e na justiça juvenil. Uma das conclusões do diagnóstico encomendado pelo CNJ aponta pouca aplicação dessas diretrizes.  

Na avaliação do juiz auxiliar da Presidência do CNJ Edinaldo César, a pesquisa representa diagnóstico importante sobre o tema um caro ao Conselho Nacional de Justiça. “O estudo servirá para que o CNJ busque soluções para os problemas apontados e possa conscientizar todo o sistema de Justiça a respeito do cumprimento da Resolução CNJ 414/2021”, afirmou.

 

Cenário
A pesquisa analisou 185 audiências de apresentação para identificar o papel de magistrados e magistradas na prevenção e no combate à tortura na Justiça Juvenil. Além disso, foi analisado também como os temas da prevenção e do combate à tortura aparecem na fase da execução das medidas socioeducativas de internação.  

Entre dezembro de 2023 e julho de 2024, os pesquisadores entrevistaram juízes e juízas e, também, integrantes da Defensoria Pública, do Ministério Público, os próprios adolescentes em unidades de internação, representantes da sociedade civil, servidores e servidoras de órgãos de atendimento socioeducativo, equipe técnica dos tribunais e mães de adolescentes. 

De acordo com o levantamento, ainda são poucos os magistrados que perguntam diretamente sobre tortura. Em 62% do total de audiências observadas, os magistrados não perguntaram ao adolescente sobre as circunstâncias da apreensão ou abordagem policial. O mesmo ocorre com promotores e defensores públicos.

 

Números

Um dos pontos observados ao longo das audiências é o fato de os adolescentes se sentirem à vontade para falar quando são questionados. Somente em 2,7% dos casos os adolescentes afirmam espontaneamente sobre a existência de algum tipo de violência. Quando é identificado algum caso de tortura, a pesquisa indicou que, em 91,3% das denúncias, os autores da violência são policiais militares. Outros autores, apontados pelo estudo, são policiais civis ou populares.   

A pesquisa destaca ainda que foram feitas, nas audiências observadas, 23 denúncias de tortura, porém em apenas uma houve análise do laudo durante a audiência de apresentação. Desse total, o exame de corpo de delito foi realizado em sete casos, como orienta a Resolução CNJ 414/2021. Em nove casos, houve encaminhamento às autoridades competentes entre os quais estão Ministério Público, Polícia Judiciária e órgãos administrativos de correição. 

Na avaliação dos pesquisadores, o estudo reforça a necessidade de se observar um fluxo de atendimento inicial no qual o juiz exerça o papel central na identificação, apuração e pedido de providências em caso de denúncias de tortura. Entre as recomendações, estão a edição de ato normativo que uniformize a realização da audiência de apresentação, a garantia da presença física do adolescente perante a autoridade judiciária e o estabelecimento de protocolo com procedimentos para a entrevista qualificada, para a documentação dos indícios de prática de tortura ou maus-tratos. 

 

Outros instrumentos

O CNJ tem realizado um conjunto de iniciativas que visam reforçar o papel do Poder Judiciário na garantia dos direitos fundamentais de adolescentes em conflito com a lei, especialmente os que receberam a medida de privação de liberdade. Além da Resolução 414/2021, no mesmo ano, o CNJ editou a Recomendação 98/2021, com diretrizes para a realização de audiências concentradas para a reavaliação de medidas socioeducativas de internação e de semiliberdade.  

A recomendação é de que a autoridade judicial indague sempre, em audiência, sobre o tratamento recebido por cada adolescente ao longo do cumprimento da medida socioeducativa e questione, em especial, as condições de execução da medida socioeducativa e a ocorrência de violações de direitos, como a prática de tortura e outros tratamentos degradantes.

 


Texto: Ana Moura
Edição: Thaís Cieglinski
Agência CNJ de Notícias

Insper
www.insper.edu.br
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Oito sessões de estimulação elétrica transcraniana melhoram a resposta postural de pessoas com Parkinson

Pesquisa envolveu 22 voluntários com Parkinson
 Lakshmiraman Oza/Pixabay

Estudo conduzido na Unesp de Presidente Prudente indica que a técnica não invasiva promove benefício duradouro, reduzindo o risco de queda

 

Estudo brasileiro publicado na revista Gait & Posture constatou que oito sessões de estimulação elétrica transcraniana (tDCS, na sigla em inglês) promovem a melhora da resposta postural de pessoas com a doença de Parkinson, reduzindo assim o risco de quedas.

A técnica, considerada não invasiva, consiste em aplicar uma corrente elétrica contínua de baixa intensidade na cabeça para modular a atividade cerebral. Já tem sido aplicada para tratar alguns casos de depressão, bem como testada na recuperação de pessoas com desordens neurológicas, entre elas o acidente vascular cerebral (AVC). No caso do Parkinson, a estimulação elétrica transcraniana também tem sido empregada, mas segue sem um protocolo clínico definido.

“Trata-se de uma doença complexa e os sintomas variam muito de um indivíduo para o outro. Além disso, o controle postural é pouco responsivo ao medicamento. Nesse estudo, fomos além da investigação sobre o funcionamento ou não dessa técnica nas respostas posturais e demonstramos parâmetros neuromusculares envolvidos no controle da postura”, conta à Agência FAPESP Victor Beretta,  coordenador do Laboratório de Neurociência e Comportamento Motor (Neurocom-Lab) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Presidente Prudente.

Financiada pela FAPESP, a pesquisa envolveu 22 voluntários com Parkinson. Os resultados indicam que, logo após o término das oito sessões, o protocolo resultou em melhoras na recuperação do equilíbrio frente a perturbação externa. E nas avaliações feitas um mês depois os efeitos do tratamento ainda estavam presentes.

Além da melhora na recuperação do equilíbrio, o protocolo também contribuiu para o que os cientistas chamam de “automaticidade no controle da resposta postural”, o que foi constatado pela diminuição do tempo em que o cérebro do voluntário leva para ativar o músculo envolvido na resposta postural e pela redução da atividade do córtex pré-frontal.

“A melhora da automaticidade é relevante no caso do Parkinson, uma vez que a neurodegeneração característica da doença altera a capacidade dos pacientes de realizar atividades automáticas, como as respostas posturais e o andar. Esse estudo foi importante por destacar que um mês após o término do tratamento a melhora na manutenção do equilíbrio persistia nesses indivíduos, que possuem risco elevado de quedas. Sendo assim, demonstramos pela primeira vez uma possibilidade de tratamento complementar para a instabilidade postural em pessoas com Parkinson”, comenta o pesquisador.

Protocolo experimental

Ainda não há uma cura para a doença de Parkinson, apenas um tratamento capaz de mitigar a deficiência de dopamina – neurotransmissor que os neurônios dos parkinsonianos deixam de produzir e cuja ausência desencadeia todas as alterações cerebrais.

Entre os sintomas que os pacientes podem ou não apresentar está a instabilidade postural, que se traduz na dificuldade em manter o equilíbrio em determinadas situações, decorrente da dificuldade de gerar reações posturais automáticas adequadas por problemas na interação do sistema sensório-motor com o ambiente.

O controle postural é um requisito imprescindível para a execução das habilidades motoras durante as atividades cotidianas. Em situações corriqueiras, como um desnível ou piso irregular, algumas pessoas com a doença de Parkinson tendem a não apresentar ajustes posturais suficientes para evitar a queda após um tropeço ou escorregão.

A técnica utilizada na pesquisa consiste em modular o funcionamento dos neurônios por meio de um aparelho com dois eletrodos que geram uma corrente elétrica de baixa intensidade (2 miliamperes) que atravessa a região mais superficial do cérebro durante 20 minutos. No caso dos voluntários com Parkinson, ela foi aplicada sobre uma área cerebral conhecida como córtex motor primário – associado à resposta postural e ao controle do movimento.

“Ao gerar uma corrente elétrica de baixa intensidade no cérebro podemos modular a prontidão dos neurônios. Essa estimulação não gera transmissão de impulso nervoso, mas modula o potencial de membrana para facilitar que ela aconteça”, explica.

crédito: Victor Beretta
Unesp


De acordo com Beretta, a ideia é, a partir dos eletrodos, aumentar a excitabilidade neuronal (e possivelmente a atividade) do córtex motor, que está hipoativo nos pacientes com Parkinson. “Essa modulação permite facilitar a atividade neural para que, quando necessário, o cérebro dispare o que chamamos de potencial de ação [mecanismo básico para a comunicação entre os neurônios e para a contração muscular], fazendo com que aumente o número de disparos neurais nas áreas corticais e subcorticais envolvidas na recuperação da estabilidade e do equilíbrio postural”, diz.

Tanto antes quanto depois das sessões de estimulação elétrica os voluntários permaneceram em uma plataforma que se movia de modo imprevisível, provocando uma perturbação ao equilíbrio e, por consequência, exigindo resposta postural para manter a estabilidade. “Com isso, foi possível aferir o efeito dessas oito sessões de estimulação cerebral não invasiva na resposta postural a uma perturbação, num teste que simula o cotidiano dessas pessoas”, conta.

Segundo Beretta, foram observadas nos voluntários mudanças neuromusculares e na atividade cortical. “Constatamos que houve diminuição do tempo para ativar o músculo após a perturbação [reação mais rápida], o que é importante para controlar o desequilíbrio causado pela perturbação, podendo evitar possíveis quedas. Além disso, constatamos que essas mudanças foram acompanhadas pela diminuição da atividade de uma área cortical [córtex pré-frontal], o que sugere melhora da automaticidade do movimento”, diz.

O artigo Eight sessions of transcranial electrical stimulation for postural response in people with Parkinson’s disease: A randomized trial pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0966636224005927?via%3Dihub. 



Maria Fernanda Ziegler
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/oito-sessoes-de-estimulacao-eletrica-transcraniana-melhoram-a-resposta-postural-de-pessoas-com-parkinson/53889

 

Folia sem ressaca: dicas para aproveitar o Carnaval com segurança e saúde

Entenda o que o excesso de álcool provoca no organismo e como combater os sintomas
 

Com o Carnaval se aproximando, as ruas do Rio de Janeiro e de diversas cidades pelo Brasil já estão tomadas pelo espírito de festa e celebração. Porém, em meio à diversão, é fundamental ter atenção para que os excessos, especialmente no consumo de bebidas alcoólicas, não transformem a folia em mal-estar. 

Para garantir que a alegria do Carnaval não seja interrompida por desconfortos como a temida ressaca, o Dr. Bruno Caldas, médico coordenador da CER Ilha, unidade de emergência do Hospital Municipal Evandro Freire (HMEF), compartilha orientações valiosas sobre como prevenir problemas de saúde e aproveitar o período festivo de maneira consciente.
 

O que acontece com o corpo quando exageramos no álcool? 

"Quando consumimos álcool em excesso, o corpo sofre uma série de impactos, sendo a desidratação um dos principais. Isso ocorre porque o álcool tem efeito diurético, levando à perda significativa de líquidos e de minerais essenciais, como sódio, potássio e magnésio", explica o médico.

Além disso, o fígado, que desempenha a função de metabolizar o álcool, é submetido a um trabalho intenso, gerando substâncias que podem causar sintomas como dores de cabeça, náuseas, fadiga e mal-estar generalizado.

Outro ponto destacado pelo Dr. Caldas é o efeito do álcool sobre o sistema nervoso central. Segundo ele, o álcool interfere nos neurotransmissores, o que pode provocar alterações no humor, lapsos de memória e, em casos mais graves, sintomas depressivos após o consumo exagerado.

“É importante lembrar, ainda, que a intoxicação alcoólica severa pode levar à perda de consciência e até complicações potencialmente fatais", alerta.
 

Dicas para evitar a ressaca e curtir com responsabilidade

Para quem quer aproveitar o Carnaval sem comprometer a saúde, o especialista destaca algumas estratégias simples e eficazes:

  1. Hidrate-se constantemente
    “Alterne o consumo de bebidas alcoólicas com água ou isotônicos para manter o corpo hidratado e reduzir os efeitos da ressaca”, recomenda Dr. Caldas.
  2. Nunca beba de estômago vazio
    Comer antes e durante o consumo de álcool ajuda a diminuir a velocidade de absorção pelo organismo. O médico orienta priorizar alimentos ricos em carboidratos, proteínas e gorduras saudáveis, que formam uma base protetora no estômago.
  3. Estabeleça limites
    Conheça seus próprios limites e respeite-os. "O excesso pode comprometer não só sua diversão, mas também sua segurança e bem-estar", ressalta.
  4. Evite misturar bebidas alcoólicas
    Combinar diferentes tipos de álcool pode intensificar os sintomas da ressaca, devido à presença de compostos químicos distintos em cada bebida.
  5. Descanse adequadamente
    Um sono de qualidade é essencial para que o corpo recupere suas energias e metabolize o álcool de forma eficiente.


Como cuidar da ressaca?

Se, mesmo com os cuidados, os sintomas da ressaca aparecerem, algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto:

  • Reidrate-se: consuma bastante água, chás claros ou isotônicos para repor os líquidos e minerais perdidos.
  • Opte por alimentos leves: sopas, frutas e torradas são fáceis de digerir e ajudam na recuperação do organismo.
  • Evite mais álcool: a ideia de "curar a ressaca com mais bebida" é um mito perigoso, que pode sobrecarregar ainda mais o fígado.
  • Priorize o descanso: dê ao seu corpo o tempo necessário para se recuperar.


Carnaval com saúde e consciência

"O Carnaval é um momento especial de alegria, música e celebração, mas isso não significa que devemos descuidar da saúde. Planejar-se, respeitar os limites do corpo e cuidar da hidratação são passos simples que garantem uma folia segura e divertida", conclui Dr. Caldas.

Com responsabilidade e atenção aos cuidados, é possível aproveitar a festa ao máximo sem comprometer o bem-estar. Afinal, a verdadeira alegria do Carnaval é poder celebrar com saúde.
 

Hospital Municipal Evandro Freire

CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” 
@cejamoficial



Reabilitação pós-AVC: área da medicina mostra que é possível reduzir sequelas e melhorar a qualidade de vida


O Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil continua sendo um dos principais causadores de incapacidades por ocasionar, muitas vezes, sequelas que impactam a mobilidade, a fala, a cognição e a independência do paciente. Os AVCs são classificados como hemorrágico ou isquêmico, sendo este último o mais frequente, representando em torno de 85% dos casos, segundo o Ministério da Saúde. 

No Brasil, foi a causa do óbito de mais de 40 mil brasileiros, em 2024, segundo dados do Portal de Transparência do Registro Civil, mantido pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (ARPEN Brasil). 

Médica fisiatra especializada em bloqueios neuroquímicos, a Prof.ª Dra. Matilde Sposito, com consultório em Sorocaba (SP), explica que o processo de recuperação após um AVC deve começar o mais rapidamente possível e a fisiatria desempenha um papel fundamental nessa área. 

“Tanto no momento em que o AVC acontece, que é quando o paciente precisa ser socorrido imediatamente, quanto após o acidente, que é quando ele precisa passar por um tratamento, o atendimento precisa ser rápido”, afirmou a especialista. “Após o AVC, quanto mais cedo o paciente recebe a assistência médica-fisiátrica necessária, menores são as chances de que as sequelas se tornem permanentes”, orientou. 

A Fisiatria é a especialidade médica focada na reabilitação de pacientes com limitações físicas causadas por doenças neurológicas, ortopédicas e musculoesqueléticas. O tratamento envolve abordagens terapêuticas e atividades que estimulam a neuroplasticidade, ajudando o cérebro a reorganizar suas funções. 

“O objetivo é restaurar a capacidade motora, reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida”, afirma a médica especialista Prof.ª Dra. Matilde Sposito. “Dentre as abordagens terapêuticas que podem ser indicadas, estão: acupuntura, sessões de fisioterapia, hidroterapia, RPG, pilates e cinesioterapia”, acrescentou. 

A médica fisiatra informa que a fisiatria também pode recorrer a bloqueios neuroquímicos com toxina botulínica para tratar pacientes que sofreram AVC, traumas ou complicações motoras, como a espasticidade, que causa rigidez nos músculos e pode dificultar os movimentos. 

Outro ponto crucial na reabilitação pós-AVC, segundo a médica especialista, é o suporte emocional e social. O apoio psicológico e a socialização são fundamentais para evitar quadros de depressão e ansiedade, comuns após um evento dessa gravidade. 

“O tratamento envolve uma abordagem integral, considerando não apenas o aspecto físico, mas também emocional e social, sendo parte de uma estratégia mais ampla e, muitas vezes, faz parte de uma ação conjunta, que pode incluir fisioterapia, consultas com outros profissionais, como neurologistas, exercícios e ajustes no estilo de vida, para resultados mais satisfatórios”, ressalta. 

Para saber mais sobre o universo da Fisiatria, acesse o site: www.dramatildesposito.com.br; as redes sociais @dramatildesposito ou ligue para: (15) 3229-0202 ou WhatsApp (15) 98812-2958. O consultório da Prof.ª Dra. Matilde Sposito fica localizado na clínica Ápice Medicina Integrada, situada na Rua Eulália Silva, 214, no Jardim Faculdade, em Sorocaba/SP.


8 dicas para aproveitar o Carnaval com saúde

Prepare-se e mantenha o bem-estar durante os dias de festa

 

Para muitos, o Carnaval é sinônimo de descanso, mas para outros, é uma época de celebração intensa, que exige bastante do corpo. Independentemente de como você pretende curtir a festa, cuidar da saúde é fundamental para aproveitar os dias de folia com energia e disposição. 

Para isso, confira a seguir algumas dicas para se preparar adequadamente e garantir o bem-estar antes, durante e após a festa.
 

1- Alimentação equilibrada
 

A preparação deve incluir uma alimentação balanceada nos dias que antecedem a folia, essencial para garantir energia e evitar o cansaço excessivo. O médico Marcos Pimentel, diretor clínico do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), recomenda um cardápio rico em proteínas, verduras, legumes e frutas. "Proteínas, como carne de frango, carne de vaca, queijos, saladas e frutas, são sempre bem-vindas. Elas ajudam na reposição de vitaminas e sais minerais de forma adequada. Já os doces promovem saciedade, mas não oferecem os nutrientes necessários", alerta.
 

2- Hidrate-se 

A hidratação é um dos pontos mais importantes para manter o corpo em equilíbrio, especialmente durante o Carnaval, quando a exposição ao calor e o gasto de energia tendem a ser elevados. “O ideal é ingerir no mínimo dois litros de água por dia, além de isotônicos e água de coco para repor os sais minerais perdidos com o suor”, recomenda Dr. Marcos.
 

3- Use protetor solar 

Não abra mão do filtro solar, principalmente se você for aproveitar bloquinhos de Carnaval em locais abertos na maior parte do dia. A exposição prolongada ao sol exige reaplicação do filtro solar a cada duas horas para evitar queimaduras e outros problemas de pele.
 

4- Prefira roupas leves 

Para desfrutar da festa da melhor maneira, é importante escolher roupas leves e calçados confortáveis, que garantam mobilidade e bem-estar durante a folia.
 

5- Evite o consumo de álcool 

O consumo de bebida alcoólica leva à desidratação e até a arritmias, entre outros problemas de saúde. Por isso, prefira água e evite ingerir bebida alcoólica. Se optar por consumir, faça-o sempre com moderação. Neste caso, o médico sugere intercalar o consumo com bebidas doces, como refrigerantes, que podem ajudar a minimizar os efeitos do álcool e reduzir a ressaca. “Acima de tudo, a hidratação antes, durante e depois do Carnaval é indispensável”, reforça.
 

6- Respeite seus limites 

É essencial respeitar os limites do seu corpo para aproveitar a festa com saúde e disposição. Fazer pausas para descanso e não ultrapassar os limites físicos garante energia para curtir todos os dias planejados e evita o esgotamento.
 

7- Não abra mão de dormir bem 

Garantir um tempo adequado de sono é essencial para manter a energia e a saúde em dia. Dormir bem ajuda o corpo a combater infecções, pois favorece o sistema imune. Além disso, durante o dono o organismo se recupera, reduzindo o risco de lesões e fadiga muscular. Por isso, equilibrar os momentos de diversão com boas noites de descanso é a melhor maneira de aproveitar o Carnaval com responsabilidade e bem-estar.
 

8- Cuide-se 

Além de todas essas dicas, é importante também adotar medidas preventivas para proteger a saúde. “Usar preservativos é essencial para evitar doenças sexualmente transmissíveis. E, se estiver com sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é evitar locais de grande aglomeração”, orienta o especialista. Também é importante atualizar a carteira de vacinação previamente. 

Ainda de acordo com o médico, a realização de exames de sangue é essencial para garantir que a saúde esteja em dia. “O ideal é fazer exames para saber se está tudo em ordem, se não há nenhuma doença infectocontagiosa. O check-up é sempre indicado pelo menos uma vez ao ano, e o período pré-Carnaval pode ser uma boa oportunidade para isso”, finaliza.
 



Hospital Evangélico de Sorocaba

30% dos brasileiros tem mau hálito. Entenda as causas e como tratar

O médico Paulo Mendes Junior, do Hospital IPO, maior referência do segmento na América Latina, detalha o que desencadeia o mau cheiro e as possíveis soluções

 

De acordo com a Associação Brasileira de Halitose (ABHA), cerca de 30% da população brasileira sofre com mau hálito, o que corresponde a aproximadamente 50 milhões de pessoas. As principais causas do mau hálito são problemas na boca, nas amígdalas ou decorrentes de rinite ou sinusite. 

Na área bucal, a ausência de uma escovação correta, principalmente da língua, é o principal fator. Na área da otorrinolaringologia, algumas situações são as causadoras do mau hálito, como as massinhas brancas com mau cheiro que se formam na garganta, chamadas de “caseos amigdalianos” ou “caseum”. "Dependendo de quantos casos de amigdalite a pessoa tiver, aparecem os caseos amigdalianos, que acumulam comida ou restos de descamação da boca, e geram mau cheiro", explica o médico Paulo Mendes Junior, do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), maior referência do segmento na América Latina. 

Para evitar o problema, são duas as opções de tratamento. A primeira é fazer gargarejo com enxaguante bucal, evitando aqueles com álcool em sua composição. A segunda é o tratamento cirúrgico. "O médico otorrino pode avaliar o caso e fazer a recomendação da cirurgia para retirada das amígdalas", conta o especialista. Outra situação que pode desencadear o mau hálito é a má respiração pelo nariz. 

Como dica geral, a recomendação é tomar bastante água e deixar a boca lubrificada, não ficar muito tempo com o estômago vazio, além de evitar alguns alimentos com cafeína e condimentos. “Seguindo essas recomendações básicas é possível evitar o mau hálito e ter uma boa saúde bucal”, completa o médico.


É Possível Ter um QI Acima de 200? A Ciência Diz Que Não

Muitas vezes, ouvimos histórias de pessoas com QI 200, 220 ou até 250, mas será que essas pontuações são realmente possíveis? De acordo com a ciência e os testes de inteligência reconhecidos, a resposta é não. Neste artigo, vamos explicar por que pontuações acima de 160 já são o limite confiável e como números extraordinários, como 200 ou mais, são na verdade falsos ou irreais.


O Que é o QI e Como Ele é Medido?

O QI (Quociente de Inteligência) é um índice padronizado que mede habilidades cognitivas em relação à média da população. Os testes mais confiáveis seguem uma curva normal:

• Média: 100 pontos

• Desvio-padrão: 15 pontos

• Percentil 98 (2% mais inteligentes da população): QI 130+

• Percentil 99.9999 (~1 em 1 milhão de pessoas): QI 160

A partir de 160, a confiabilidade dos testes diminui drasticamente porque há pouquíssimos indivíduos com essa pontuação, tornando estatisticamente impossível validar medições mais altas.


Qual é o Máximo Possível nos Testes Aceitos?

Os testes de QI mais respeitados mundialmente têm limites claros:

• WAIS (Wechsler Adult Intelligence Scale) Máximo confiável: 160

• Stanford-Binet (SB5 - 5ª edição) Máximo confiável: 160

• Cattell Culture Fair IQ Test Máximo de 180, mas com limitações na validade estatística

Ou seja, ninguém pode atingir 200 em um teste cientificamente validado. Qualquer pontuação acima de 160 já é extrapolação matemática, não uma medição real.


Por Que Não Existe QI Acima de 200?

1. Os Testes Não Medem Isso

Nenhum teste reconhecido por instituições psicológicas (APA, Mensa, universidades) mede pontuações acima de 160 de forma confiável.

2. Curva Normal e Amostragem Estatística

O QI segue uma distribuição normal, e não há dados suficientes de pessoas acima de 160 para validar medições mais altas.

3. Valores Extremamente Altos São Apenas Estimativas Falsas

Algumas alegações famosas, como a de Marilyn vos Savant (QI 228) e Terence Tao (QI 225-230), não foram obtidas por meio de testes padronizados e reconhecidos pela comunidade científica. No caso de Marilyn, sua pontuação foi baseada em testes antigos e extrapolações estatísticas, o que levou o Guinness Book a deixar de registrar recordes de QI devido à falta de critérios objetivos para medições tão elevadas. Além disso, há indícios de que o teste aplicado a ela não seja totalmente fidedigno. Já Terence Tao nunca apresentou um teste de QI validado oficialmente que comprovasse sua pontuação extrema.


Os “Testes de Alto QI” São Confiáveis?

Alguns testes, como o Mega Test e o Titan Test, alegam medir QIs de 180 a 200+, mas não são aceitos pela comunidade científica porque:

• Não possuem calibração estatística confiável

• São projetados para pequenas amostras, sem representatividade real

• Nenhuma organização psicológica reconhece suas medições

Se um teste não é aceito pela Mensa, Triple Nine Society, APA ou por psicólogos profissionais, seus resultados não podem ser levados a sério.


Conclusão: Pontuações Extremas São Mito

Qualquer alegação de QI 200 ou mais é mentira. Os testes confiáveis não medem acima de 160, e valores como 180, 200 ou 250 são extrapolações estatísticas sem base científica.

Se você encontrar alguém dizendo que tem QI 200 ou mais, pode ter certeza de que essa informação não é verdadeira. O verdadeiro limite do QI humano, dentro da ciência, fica em torno de 160, e acima disso não há medições confiáveis.

Se quiser medir seu QI de forma confiável, busque um teste WAIS-IV ou Stanford-Binet supervisionado por um psicólogo profissional. Não caia em mitos sobre “gênios de QI 200” — a ciência já provou que eles não existem.

 

IIS Society
Fabiano de Abreu - Diretor Internacional



Dentista do Seconci-SP destaca a importância de tratar as dores orofaciais

As odontológicas originam-se de doenças ou distúrbios funcionais que envolvem o aparelho mastigatório 



Dor Orofacial é toda dor associada a tecidos moles e mineralizados (pele, vasos sanguíneos, ossos, dentes, glândulas ou músculos) da cavidade oral e da face. As dores orofaciais odontológicas são aquelas oriundas de doenças ou distúrbios funcionais que envolvem o aparelho mastigatório, particularmente a cavidade oral, dentes, maxilares, articulação temporomandibular (ATM) e os músculos da mastigação.

É o que explica o dr. Sylvio Varkala Sangiovanni, dentista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), no artigo “Dor Orofacial”. De acordo com o especialista, usualmente essas dores podem ser referidas na região da cabeça e/ou do pescoço.

O dr. Sangiovanni salienta a importância de o paciente se tratar e se livrar dessas dores, possibilitando-lhe ostentar um belo sorriso. “O valor social do sorriso está diretamente ligado à qualidade de vida, à autoestima e ao sentimento de pertencimento social. Por esse motivo, doenças bucais podem acabar levando o paciente a desenvolver um episódio depressivo ou disparar a ansiedade”, diz.

Leia o artigo https://www.seconci-sp.org.br/dor-orofacial.html


Alimentação e saúde das articulações: hábitos alimentares podem ajudar a prevenir a artrose

Obesidade pode desencadear a artrose que, em níveis severos, só podem ser tratados por meio de cirurgias; procedimentos já contam com o apoio de plataformas robóticas, como a trazida ao Brasil pela Zimmer Biomet.


Segundo o Atlas Mundial da Obesidade, cerca de 41% da população brasileira estará obesa até 2035; um percentual que pode chegar a 75% nos próximos 20 anos, conforme um estudo apresentado no Congresso Internacional sobre Obesidade 2024. Um quadro alarmante, que pode acarretar o desenvolvimento de inúmeras complicações à saúde, como a artrose, caracterizada pelo desgaste das articulações, como as do joelho. Em níveis severos, a enfermidade só pode ser efetivamente tratada por meio de cirurgias que substituem as articulações por próteses ortopédicas, procedimentos atualmente apoiados por plataformas robóticas como o ROSA® Knee System, trazido ao Brasil pela Zimmer Biomet

“A artrose é caracterizada pelas dores crônicas e pela rigidez de articulações como as do joelho, reduzindo gradativamente a mobilidade e autonomia das pessoas que sofrem dessa condição. Ao apresentar qualquer um dos sintomas relacionados à sua ocorrência, é recomendada a busca por ajuda médica. Um profissional especializado poderá conceder um diagnóstico correto e direcionar o paciente para outros acompanhamentos importantes, como o nutricional”, destaca André Grativol, General Manager da Zimmer Biomet no Brasil. 

Segundo ele, uma forma de evitar que tais complicações aconteçam consiste em adotar hábitos alimentares que possam contribuir diretamente para o controle do peso corporal e reduzir a sobrecarga das articulações. E mais do que isso, uma dieta balanceada é importante para que o organismo consiga produzir o colágeno, proteína sintetizada naturalmente pelo corpo e responsável por manter a saúde das cartilagens; bem como a manutenção do líquido sinovial, que lubrifica as articulações e diminui o impacto entre elas. 

 

Alimentos que devem fazer parte da boa alimentação 

Atualmente, sabe-se que existem alimentos que contribuem para a boa saúde das articulações e que ajudam a evitar os danos nessas estruturas, principalmente por suas propriedades anti-inflamatórias. Portanto, devem fazer parte da dieta os alimentos ricos em ômega 3, como o atum, sardinha, sementes de chia e linhaça; alho e cebola; frutas cítricas – como laranja e abacaxi, que são ricos em vitamina C -; grãos integrais; frutas vermelhas (como melancia, goiaba e morango); e alimentos ricos em selênio, como ovos e castanha do Pará. Garantir bons níveis de vitamina D, também presente em ovos e peixes gordos, é igualmente essencial. 

 

Alimentos a serem evitados 

Nesse sentido, entram todos os alimentos que apresentam potencial inflamatório no organismo, já que a artrose é um quadro decorrente da artrite – ou inflamação nas articulações. Por isso, alimentos industrializados e ultraprocessados, fast-foods, comidas ricas em sal e açúcar, gorduras, frituras e bebidas alcoólicas, devem ser excluídos do cardápio dos que desejam manter a boa saúde das articulações. Tais alimentos podem tanto aumentar a produção de substâncias inflamatórias no organismo, quanto contribuir para o aumento do peso corporal.  

“Sabendo que o sobrepeso e a obesidade têm grande relação com dores articulares, ao gerar uma sobrecarga maior sobre os ossos e dificultar a realização de exercícios físicos com regularidade, readequar os padrões alimentares sem a presença desses alimentos, é fundamental”, complementa o executivo da Zimmer Biomet.  



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