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sábado, 16 de novembro de 2024

Sexo pode aliviar e causar dor de cabeça: entenda

O médico e terapeuta sexual João Borzino diz que a atividade sexual é capaz de reduzir a enxaqueca

Quem nunca viu um filme ou novela que a personagem deixa de transar por estar com dor de cabeça. Mas o sexo pode ser uma anagélsico natural para a enxaqueca. Ainda é possível, o contrário. Alguns indivíduos se queixam de cefaléia pós-coito.


"O sexo pode, de fato, aliviar dores de cabeça para algumas pessoas. Estudos mostram que durante o orgasmo, há um aumento na produção de endorfinas, conhecidas como “hormônios da felicidade.” Essas substâncias têm efeitos analgésicos, ou seja, ajudam a reduzir a percepção da dor. De acordo com uma pesquisa realizada na Universidade de Münster, na Alemanha, cerca de 60% dos participantes com enxaqueca relataram que a atividade sexual proporcionou algum alívio das dores. Esse efeito se deve principalmente ao aumento do fluxo sanguíneo no cérebro e à liberação de endorfinas, que atuam no sistema nervoso central reduzindo a dor e trazendo uma sensação de bem-estar", explica o médico e terapeuta sexual João Borzino.


Borzino enfatiza que esse alívio não atinge todas as pessoas. "Os efeitos do sexo sobre a dor de cabeça variam de pessoa para pessoa. O alívio da dor de cabeça por meio da atividade sexual é mais comum em pessoas com dores de cabeça tensionais e enxaquecas. No entanto, não é uma solução universal. Para algumas pessoas, especialmente aquelas que lidam com enxaquecas crônicas, a relação sexual pode não ter efeito algum ou até piorar o quadro. Segundo um estudo publicado na *Cephalalgia*, cerca de 33% das pessoas com enxaquecas experimentam um agravamento da dor após o sexo, o que sugere que o efeito da prática sexual sobre a dor é bastante individualizado e depende de fatores como a intensidade da dor pré-existente, o estado emocional e o ambiente no qual a relação ocorre".


No entanto, o sexo, ao invés de melhorar, pode também causar dores de cabeça. "É comum para algumas pessoas experimentarem dores de cabeça pós-coito, conhecidas como cefaleias coitais. Essas dores geralmente surgem durante o clímax ou logo após o orgasmo e podem variar de uma leve pressão na cabeça a dores intensas e agudas. Esse tipo de dor é mais comum em homens do que em mulheres e pode ter uma explicação fisiológica: o aumento da pressão arterial e a tensão muscular durante o sexo podem desencadear uma resposta dolorosa no cérebro".


Ele ressalta que sempre há de se fazer o principal e mais grave diagnóstico diferencial. "Aneurisma Cerebral. Sempre que há queixa de cefaléia no orgasmo temos que descartar a possibilidade de tal enfermidade. Sempre", alerta.


João Borzino afirma que em alguns casos, a dor de cabeça pós-sexo pode ser relacionada a fatores psicológicos, como ansiedade ou estresse. "A antecipação de desempenho, preocupações com o relacionamento ou outras inseguranças podem contribuir para o aumento da tensão muscular e vascular, o que culmina em uma dor de cabeça após o ato".


O terapeuta elencou algumas estratégias que podem ajudar a prevenir ou aliviar as dores de cabeça relacionadas ao sexo:


1. Aquecimento gradual: Antes de atingir o clímax, vá devagar e tente prolongar a fase de excitação para permitir que o corpo se ajuste às mudanças de pressão e tensão.


2. Técnicas de relaxamento: Pratique exercícios de respiração profunda ou meditação antes da atividade sexual para reduzir a tensão muscular e acalmar o sistema nervoso.


3. Manter-se hidratado: A desidratação pode contribuir para dores de cabeça; por isso, beba água antes e depois do sexo.


4. Cuide da postura e da respiração: Posturas que reduzam a pressão nos músculos do pescoço e uma respiração constante podem minimizar a tensão durante o sexo, reduzindo o risco de dores de cabeça.


5. Faça exercícios regularmente: Estudos mostram que pessoas com hábitos de vida ativos tendem a ter menos crises de dores de cabeça, incluindo aquelas relacionadas ao sexo. Atividades como ioga e alongamentos focados no fortalecimento do core ajudam a reduzir a tensão muscular.


"A atividade sexual, quando saudável e prazerosa, pode ser um excelente método natural para o alívio da dor. Contudo, é importante lembrar que se você experimenta dores de cabeça frequentemente durante ou após o sexo, deve procurar ajuda médica. A cefaleia coital é uma condição que pode, em raros casos, indicar problemas de saúde como hipertensão ou alterações vasculares", completa. 


João Borzino salienta que é fundamental que cada pessoa conheça e entenda seus limites. "A prática de autoconhecimento e a comunicação com o parceiro(a) são elementos essenciais para um relacionamento íntimo saudável e para que o sexo possa ser, de fato, uma atividade prazerosa e até terapêutica", finaliza.



Como você quer ser quando envelhecer

Divulgação

Assim como um dia já nos perguntamos o que queríamos ser quando crescer, devemos nos perguntar o que queremos ser quando envelhecer. Vamos ficar velhos? Ninguém sabe. Mas, e se, de repente, acontecer e não tivermos um projeto? Se desejamos uma velhice com autonomia, independência e qualidade de vida, precisamos começar a nos planejar, cuidando da saúde física, emocional e financeira.

Para aproveitar bem o tempo que nos resta, é fundamental mantermos uma boa saúde. Não tem como falar em uma velhice ativa sem pensar na importância de uma alimentação saudável, que mantenha o corpo funcional e bem-disposto. Além disso, é essencial que façamos um planejamento das finanças, buscando assegurar uma renda estável, capaz de cobrir nossas despesas, sem sobrecarregar nossos filhos ou outros familiares com esta responsabilidade. As decisões financeiras que garantirão tranquilidade na velhice devem ser tomadas com bastante antecedência, antes de entrarmos na terceira idade.

Às vezes temos medo de nos aposentar e ficar sem fazer nada, com uma sensação de vazio. O que pode acontecer de pior, é ficar sentado no sofá e passar o dia vendo TV, ou mexendo no celular. Aí não tem emocional que resista, não tem como escapar da depressão, da sensação de uma vida sem sentido. Nosso corpo e cérebro vão atrofiar, por falta de atividade. Por isto, também temos que nos preparar para a aposentadoria. Fazer planos para quando tivermos tempo disponível, ao deixarmos de trabalhar ou com menos tarefas domésticas.

As relações são uma parte importante de nossa vida. Quanto melhores são os relacionamentos que os idosos mantêm com família, amigos, vizinhança, grupos de apoio, melhor e mais saudável é o envelhecimento. A proximidade com pessoas, sentir-se aceito, importante e necessário, impede o isolamento dos mais velhos. A solidão deteriora a saúde física e mental.  É necessário, sim, refletir que tipo de velhice queremos viver e nos planejarmos para ela, pensando em um projeto de envelhecimento. Tire um tempo para pensar em como você planeja envelhecer. 

 

Salete Boucault - psicóloga formada pela USP há 45 anos, dedica-se a promover a qualidade de vida das pessoas e escreveu o livro “Um projeto para envelhecer bem”

 

Qual o momento ideal para o pedido de casamento?

Psicóloga explica o que realmente importa na tão sonhada decisão na vida de muitos casais

 

Recentemente, uma influenciadora digital gerou grande repercussão ao compartilhar nas redes sociais que havia estabelecido um “prazo” para o namorado fazer o pedido de casamento. Após seis anos de relacionamento, ela se preparou para o aguardado momento indo ao salão de beleza – pela quinta vez – mas, no final, se decepcionou quando o pedido não aconteceu. A história, que ultrapassou 4,5 milhões de visualizações, provocou debates entre seus seguidores sobre expectativas e o “momento certo” para esse passo tão esperado. Afinal, será que existe um momento ideal para o pedido?

Segundo a psicóloga Laís Melquíades, sexóloga e especialista em relacionamentos, não há uma regra universal para essa decisão. “A gente tende a achar que existe um momento perfeito, em que tudo vai estar impecavelmente alinhado para fazermos as escolhas certas. Mas essa espera só deixa as decisões menos leves e prazerosas, e na maioria das vezes, traz uma série de frustrações que poderiam ser evitadas”, comenta.

Para Laís, mais do que o tempo de relacionamento ou a estabilidade financeira, a decisão pelo casamento envolve fatores como comunicação e alinhamento de valores. “Conhecer bem o parceiro é ótimo, mas isso não elimina os desafios da vida a dois! No fim das contas, o que realmente conta não é o tempo de namoro, mas sim a qualidade do vínculo e a disposição para enfrentarem os obstáculos juntos”, observa.

Outro ponto relevante é a situação financeira. Embora muitos casais busquem estabilidade antes do casamento, Laís alerta sobre o risco de transformar essa busca em uma espera interminável. “O desejo por segurança é natural e importante, afinal nenhuma relação se sustenta de luz e água, mas é preciso definir limites realistas para que o planejamento financeiro não se torne uma barreira. Um casamento também é uma parceria para enfrentar momentos de incerteza juntos”.

O caso da influenciadora destaca como as redes sociais podem influenciar as expectativas dos casais. A exposição online e a comparação constante com outros relacionamentos acabam gerando uma pressão que pode dificultar decisões pessoais."As redes sociais criam a impressão de que os relacionamentos são sempre perfeitos, mas essa comparação constante pode ser uma armadilha. Casais que se influenciam por esses padrões podem acabar fazendo escolhas que não refletem a verdadeira realidade deles." alerta Laís.

Para aqueles que se sentem influenciados pelas redes, a psicóloga recomenda uma pausa para conversar sobre desejos e expectativas, distantes das pressões externas. “Cada casal tem o seu próprio ritmo, e é essencial respeitar isso.”

A psicóloga também reforça o papel da intuição na hora de perceber o momento certo para um compromisso mais sério."Muitas vezes, precisamos nos guiar por aquele sentimento lá no fundo. Mas é importante saber diferenciar uma intuição que faz sentido de uma pressão externa ou do medo de perder o parceiro."

Por fim, Laís ressalta que quanto mais alguém se sente bem consigo mesmo, mais isso reflete positivamente no relacionamento. “Quando nos amamos e estamos bem com quem somos, nossas decisões se tornam mais assertivas, especialmente quando envolvem outras pessoas. Afinal, quem ama e genuinamente, se ama em primeiro lugar.” No final das contas, um relacionamento sólido se constroi com escolhas conscientes e com o compromisso de enfrentar desafios juntos, sem a necessidade de um cenário idealizado.




Laís Melquíades - psicóloga cognitivo comportamental. Terapeuta individual e de casal especialista em sexualidade e relacionamento. Palestrante e apresentadora do quadro “meu amigo perguntou”, onde aborda temas de sexualidade de forma leve e divertida, respondendo as dúvidas do público da rádio.


Criatividade é dom? Veja como desenvolvê-la em qualquer fase da vida

No Dia da Criatividade (17), psicólogo do CEJAM desmitifica o tema e reforça a importância dessa habilidade no dia a dia 


Criatividade, você tem? Embora muitos acreditem ser um talento para poucos, especialistas apontam que essa característica pode ser desenvolvida por qualquer pessoa ao longo da vida, desde que exercitada com frequência. 

No Brasil, entretanto, os números são preocupantes. Dados deste ano da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelam que mais da metade dos alunos de 15 anos do país demonstra baixo nível de criatividade ao enfrentar problemas sociais e científicos em uma avaliação de nível internacional. 

Diversos fatores, como estresse, ansiedade, falta de tempo e de estímulos adequados, podem prejudicar a capacidade criativa, explica o psicólogo Emerson Marques, do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”. 

“Entre os principais obstáculos estão o medo de falhar e o perfeccionismo. Para superá-los, é essencial adotar uma postura curiosa e flexível, reconhecendo que os erros fazem parte do processo. Além disso, um ambiente acolhedor e livre de julgamentos é fundamental para permitir que a criatividade flua naturalmente", destaca. 

Apesar de associada frequentemente a campos artísticos, a criatividade desempenha um papel importante para o bem-estar psicológico e a resolução de problemas em diversas áreas da vida. 

“Na perspectiva da psicologia, ser criativo é mais que promover inovação ou criar algo. Envolve flexibilidade cognitiva e emocional, a capacidade de conectar ideias, adaptar-se a novas situações e encontrar soluções originais para os desafios”, ressalta Marques. 

A criatividade contribui ainda para o desenvolvimento de habilidades essenciais como paciência e confiança, que são fundamentais para lidar com as adversidades. 

No entanto, a expressão criativa varia de pessoa para pessoa, sendo influenciada por experiências, espaços, relações e a própria personalidade. Alguns manifestam essa habilidade na arte, outros nas palavras, na cozinha ou até mesmo na organização de espaços. Por isso, é importante reconhecer e valorizar as diferentes formas de expressão dessa habilidade, pois não existe uma única maneira de ser criativo. 

O especialista lembra que, para explorar o potencial criativo, é essencial abrir-se a novas experiências e sair da zona de conforto. “Quando a criatividade está bloqueada, podem surgir sentimentos de frustração e desânimo, além de uma tendência a evitar novas experiências e a se conformar com rotinas monótonas. Dessa forma, trabalhar essa habilidade não é só teoria, é realmente importante para o ser humano”, alerta o psicólogo.
 

Potencializando a criatividade

Exercitar a criatividade não precisa ser algo complicado. Com força de vontade, ela pode ser praticada ao longo de todas as fases da vida, a partir de pequenos atos. 

“Para crianças, por exemplo, podemos fazer isso por meio de brincadeiras e jogos que incentivem a invenção, como criar histórias ou construir figuras com objetos. Essas atividades são muito úteis para a alfabetização e memorização. Os pais e educadores desempenham um papel fundamental nesse processo”, explica Marques. 

Enquanto na adolescência, projetos criativos, como a produção de conteúdos em vídeo ou fotografia, podem ajudar jovens a desenvolver habilidades e expressar ideias. Para adultos, pequenos momentos de escrita livre, culinária experimental, cursos por hobby ou outras atividades prazerosas podem ser ótimos escapes criativos. Sem esquecer, é claro, de novas experiências fora da rotina profissional, que podem enriquecer ainda mais o cotidiano. 

Já na terceira idade, atividades como pintura, jardinagem, organização de álbuns de fotos, cursos de dança e interações sociais são formas de estimular a mente, promovendo bem-estar emocional e psicológico.

De modo geral, em qualquer faixa etária, adotar práticas que envolvam contato com a natureza, leitura e a criação manual podem ser excelentes maneiras para começar a nutrir essa capacidade. 

“Incorporar atividades criativas na rotina ajuda a aliviar o estresse e fortalecer a autoestima. A criatividade pode ser terapêutica, criando um espaço de autoexpressão que é benéfico em todas as etapas da vida”, conclui o especialista.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
cejamoficial


Casados, mas cada um na sua casa: Entenda o modelo LAT de relacionamento

A tendência dos relacionamentos LAT reflete a busca por
 alternativas que fogem dos padrões tradicionais
 
Unsplash
Relacionamento LAT (Living Apart Together) refere-se a casais que optam por manter um compromisso conjugal ou um relacionamento sério sem compartilhar a mesma residência

 

Relacionamento LAT (Living Apart Together) refere-se a casais que optam por manter um compromisso conjugal ou um relacionamento sério sem compartilhar a mesma residência. Esse modelo pode ser uma escolha baseada em preferências individuais, questões profissionais ou a necessidade de manter espaços pessoais. Embora pareça incomum para muitos, ele reflete novas formas de entender e estruturar relações nos tempos modernos. 

“Juntos ou em casa separadas, todo relacionamento saudável funciona com base na confiança e respeito. O modelo pode ser diferente do tradicional, mas é uma opção boa para pessoas maduras e que gostam de sua independência. Se os dois preferem, não tem problema, e pode ser uma saída eficaz contra os desgastes da rotina”, diz Roberson Dariel, presidente do Instituto Unieb, associação que une diferentes religiões para ajudar as pessoas a superarem problemas pessoais, profissionais e amorosos. 

Entre as vantagens de um relacionamento LAT, está a manutenção de uma maior independência individual, o que pode fortalecer a identidade de cada parceiro. Além disso, a distância no cotidiano pode trazer novas dinâmicas de saudade, desejo e expectativa, aumentando a intensidade dos encontros e a qualidade do tempo juntos. Para alguns, essa é uma forma de conciliar agendas e carreiras sem sacrificar os próprios objetivos de vida.

Nesse caso, manter a conexão emocional requer esforço redobrado, já que o casal não compartilha as rotinas do dia a dia. A falta de convivência contínua pode tornar mais difícil reconhecer e lidar com problemas quando surgem. A ideia de compromisso dentro desse contexto exige que os parceiros alinhem expectativas e pratiquem uma comunicação transparente para manter o relacionamento forte e saudável.

A tendência dos relacionamentos LAT reflete a busca por alternativas que fogem dos padrões tradicionais. Em um mundo cada vez mais globalizado, onde distâncias podem ser encurtadas por tecnologia e viagens, esses modelos oferecem flexibilidade. “É fundamental que cada casal entenda o impacto que essa escolha pode ter em suas vidas e avalie o que funciona melhor para sua realidade e objetivos de vida”, finaliza Roberson. 



Instituto Unieb
Saiba mais aqui!

 

Os riscos da hipergamia: como equilibrar desejo e autenticidade ao se relacionar?

Hipergamia é muitas vezes atribuída ao desejo por segurança financeira
Unsplash
O principal ponto de atenção é a possibilidade de uma dependência, diz especialista


 

 

Hipergamia, ou a busca por um parceiro com status, recursos ou posição social superiores, é um fenômeno que atravessa culturas e tempos. O comportamento, muitas vezes atribuído ao desejo por segurança financeira, porém para quem deseja se relacionar de forma genuína e construir um vínculo forte, é importante refletir sobre os cuidados necessários para evitar conflitos, desilusões e expectativas irrealistas.

 

Procurar um parceiro com perspectivas de crescimento é algo muito comum, e é importante na construção de um relacionamento duradouro. No entanto, em um contexto moderno, essa busca pode gerar desafios específicos, especialmente quando molda as expectativas e dinâmicas dos relacionamentos. Em uma situação de conflito, por exemplo, essa perspectiva pode se tornar um poder, uma manipulação e até motivo para brigas ou dependência financeira. 

“As partes devem andar lado a lado, e mesmo que um se sobressaia financeiramente do outro, isso não deve ser motivo para que se estabeleça qualquer tipo de superioridade dentro do relacionamento. É preciso que a comunicação seja clara e que os acordos sejam estabelecidos, principalmente em relação aos gastos do casal. O principal ponto de atenção é a possibilidade de uma dependência”, diz Henri Fesa, Médium especialista em relacionamentos e fundador da Casa de Apoio Espiritual Henri Fesa.

Estar ao lado de alguém que busca evoluir em suas carreiras, projetos pessoais e na vida pode ser extremamente positivo, pois inspira ambos a crescerem juntos. Crescimento conjunto vai além de questões materiais; ele cria um ambiente de estímulo mútuo, respeito e admiração. Assim, não é necessário que o parceiro seja rico, mas sim que compartilhe a visão de um futuro em constante evolução.


Veja 5 cuidados com relação à hipergamia, segundo o Médium especialista em relacionamentos Henri Fesa:

 

  1. Alinhar expectativas de longo prazo, garantindo que as expectativas vão além do status;

 

2.           Evitar focar apenas no ganho pelo outro para não perder oportunidades de crescimento pessoal e equilíbrio na relação;

 

3.           Lembre-se de que o valor de um relacionamento vai além do que é mostrado externamente.

 

4.           Se vejam sempre como iguais, sem criar nenhum tipo de superioridade na relação;

 

5.           Estabeleça acordos e deixe claro que os investimentos na relação são genuínos.

 

A hipergamia, que pode gerar um desbalanceamento na relação, pode fazer o contrário: ser uma fonte de insegurança, reduzindo a autonomia de quem depende e gerando vulnerabilidades no relacionamento. Relações assim podem se transformar em situações onde as decisões são guiadas pelo poder econômico de uma das partes, criando um ciclo de controle e, possivelmente, restrições. “Esse interesse originado da hipergamia não deve ser prioridade”, finaliza Fesa.





Henri Fesa – Médium, auxilia pessoas com problemas espirituais, principalmente, no campo amoroso. Especialista em relacionamentos, possui mais de 30 anos de experiência, criando soluções efetivas com um trabalho de qualidade e sem enrolação. A Casa de Apoio Espiritual Henri Fesa recebe pessoas de todas as religiões e, dentro da crença de cada um, realiza os Trabalhos, atuando com segurança e seriedade, sem a utilização de magias de baixa vibração. Saiba mais aqui!


Entre metas e limites: o alerta de uma ex-executiva que sofreu burnout na época de alta demanda

 Após vivenciar o esgotamento extremo, uma ex-diretora financeira incentiva profissionais a adotarem uma abordagem mais consciente e saudável para enfrentar o ritmo acelerado


Com a chegada do fim de ano, muitos profissionais enfrentam uma pressão crescente: fechamento de metas, prazos apertados, e a pressão por resultados elevados em um curto período. Esse ritmo intenso pode levar ao burnout – uma condição que afeta quase 33 milhões de brasileiros, segundo dados da ISMA-BR (International Stress Management Association).

 

A condição, oficialmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), surge principalmente em profissões que exigem alta carga emocional, afetando frequentemente líderes, médicos, professores e profissionais da área financeira e administrativa. Especialistas sugerem que, para reduzir os impactos, é essencial que empresas e lideranças promovam uma cultura de bem-estar, adotando práticas que estimulem o equilíbrio entre vida profissional e pessoal e reduzam o estresse da equipe.

 

Um exemplo marcante dessa luta contra o burnout é o da executiva Fabiana Nunes. Como ex-diretora financeira do alto mercado, sua rotina era uma maratona de pressões e jornadas extenuantes que gradativamente a consumiram. A sensação de esgotamento foi crescendo, e, junto com ela, crises de ansiedade física, com dores tão intensas que, em determinado momento, achou que estava sofrendo um infarto. Porém, como ela mesma relata, essa dor física não era o suficiente para ilustrar o que se passava em seu interior.

 

Quando o diagnóstico veio, Fabiana já estava à beira do colapso. Ela define: Eu estava emocionalmente e fisicamente devastada. O esgotamento atingia cada aspecto da minha vida, fazendo eu me afastar dos meus amigos e até da minha própria filha, um preço que pagava inconscientemente para tentar dar conta de tudo. Esse vazio culminou em um momento crítico, quando precisei lidar com a depressão da minha filha, um reflexo direto do impacto que a pressão e a sobrecarga estavam causando na minha vida”. 

 

”Iniciar o processo de cura não foi fácil. Precisei de terapia e um esforço incessante para me reconectar comigo mesma e com minha  fé. Foi essa fé que me  ajudou a encontrar forças para recomeçar”, completa.

 

Hoje, a empresária compartilha sua história para alertar profissionais sobre os danos silenciosos do burnout, especialmente durante o fechamento do ano, quando as demandas se intensificam. Segundo Fabiana, cuidar da saúde mental deve ser parte integrante do trabalho. “O fim de ano não precisa ser um período de exaustão, mas sim uma época para concluir projetos com planejamento e paz”.

 

Ela reforça que o equilíbrio começa com pequenas mudanças e práticas saudáveis no dia a dia, e defende uma abordagem proativa de prevenção, destacando a importância de estabelecer limites claros e adotar estratégias que tornem o trabalho mais sustentável. Sua experiência é um chamado para que mais profissionais priorizem o autocuidado e evitem chegar ao limite para reconhecer a necessidade de uma vida mais equilibrada.  



https://www.instagram.com/oficialfabiananunes


Quando é hora da criança dormir fora de casa?

Alunos durante o projeto Fun Night, do Colégio Santo Anjo: atividade anual
 desenvolve independência e socialização.
 CRED: José Estevam

Experiência ajuda no desenvolvimento social e na independência dos pequenos. Confira as dicas para entender se eles estão preparados

 

O momento certo para permitir que o filho passe a noite fora de casa é uma dúvida frequente entre os pais. Afinal, como saber se o pequeno está preparado para essa nova experiência? Para os especialistas, não existe uma idade exata para isso, pois cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento. Mas, não há dúvida de que a prática pode ser benéfica para o desenvolvimento das crianças.

 

Passar a noite em casa, na visão da pedagoga Adriane Wzorek, contribui para a independência da criança - que aprende a lidar com novas situações e tomar pequenas decisões. “Também estimula a autoconfiança porque, ao lidar com o novo, ela se sente mais segura. Além de fortalecer os laços com a família e amigos”, defende.

 

Adriane é assessora pedagógica do Colégio Santo Anjo, uma das principais instituições de ensino do Paraná, com mais de 3 mil alunos. Anualmente, a escola promove a “Fun Night”, uma noite em que as crianças podem dormir na escola com os amigos. A programação especial é oferecida para os alunos do ensino infantil e fundamental 1 - ou seja, entre 5 e 10 anos. 

 

Os professores acompanham as crianças ao longo de todo o período, garantindo não só a segurança, mas a rotina de higiene e descanso dos pequenos. “O projeto tem muita diversão para as crianças, como caça ao tesouro e até uma ‘baladinha’. Mas também traz um olhar pedagógico importante para o desenvolvimento deles, reforçando essas questões de independência e convívio social”, explica. “O local onde a criança vai dormir precisa ser seguro e familiar. Então, a escola se torna uma ótima opção”.

 

O Cauã Mussi Szuberski, de 9 anos, participou da atividade pelo segundo ano consecutivo. A mãe, Melissa Mussi, conta que ele espera ansioso pela data de dormir com os colegas e curte muito. “Desde bebê ele se acostumou a dormir na casa dos avós. E já dormiu também na casa de um amigo. Ele gosta de sair da rotina”, conta. “Eu acredito que é uma experiência muito boa. Hoje ele é um menino sociável, que adora estar com as pessoas. Acredito que criá-lo de forma mais livre contribui muito para esse desenvolvimento social.”

 

Para ajudar os pais na tomada de decisão, Adriane listou alguns sinais de que a criança está pronta para a experiência de dormir fora de casa sem os pais:

  • A criança já demonstra vontade de dormir na casa de um amigo ou de um familiar, ou de participar de atividades na escola;
  • Ela é capaz de realizar atividades do dia a dia de forma independente, como escovar os dentes e se vestir;
  • Consegue lidar bem com a ansiedade e a saudade dos pais;
  • Consegue expressar seus sentimentos e necessidades de forma clara.

Para os pais, Adriane sugere que, por mais que seja difícil lidar com a separação, é fundamental entender que esse é um momento de conquista para os pequenos. “Esse é um momento de aprendizado para os pais também.” A orientação da pedagoga é que eles conversem com os filhos antes de sair, sempre deixando claro que eles podem ligar ou retornar se sentirem saudade.

Experiência ajuda no desenvolvimento social e na independência dos pequenos. Confira as dicas para entender se eles estão preparados

 

O momento certo para permitir que o filho passe a noite fora de casa é uma dúvida frequente entre os pais. Afinal, como saber se o pequeno está preparado para essa nova experiência? Para os especialistas, não existe uma idade exata para isso, pois cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento. Mas, não há dúvida de que a prática pode ser benéfica para o desenvolvimento das crianças. 

Passar a noite em casa, na visão da pedagoga Adriane Wzorek, contribui para a independência da criança - que aprende a lidar com novas situações e tomar pequenas decisões. “Também estimula a autoconfiança porque, ao lidar com o novo, ela se sente mais segura. Além de fortalecer os laços com a família e amigos”, defende.

 

Adriane é assessora pedagógica do Colégio Santo Anjo, uma das principais instituições de ensino do Paraná, com mais de 3 mil alunos. Anualmente, a escola promove a “Fun Night”, uma noite em que as crianças podem dormir na escola com os amigos. A programação especial é oferecida para os alunos do ensino infantil e fundamental 1 - ou seja, entre 5 e 10 anos. 

 

Os professores acompanham as crianças ao longo de todo o período, garantindo não só a segurança, mas a rotina de higiene e descanso dos pequenos. “O projeto tem muita diversão para as crianças, como caça ao tesouro e até uma ‘baladinha’. Mas também traz um olhar pedagógico importante para o desenvolvimento deles, reforçando essas questões de independência e convívio social”, explica. “O local onde a criança vai dormir precisa ser seguro e familiar. Então, a escola se torna uma ótima opção”.

 

O Cauã Mussi Szuberski, de 9 anos, participou da atividade pelo segundo ano consecutivo. A mãe, Melissa Mussi, conta que ele espera ansioso pela data de dormir com os colegas e curte muito. “Desde bebê ele se acostumou a dormir na casa dos avós. E já dormiu também na casa de um amigo. Ele gosta de sair da rotina”, conta. “Eu acredito que é uma experiência muito boa. Hoje ele é um menino sociável, que adora estar com as pessoas. Acredito que criá-lo de forma mais livre contribui muito para esse desenvolvimento social.”

 

Para ajudar os pais na tomada de decisão, Adriane listou alguns sinais de que a criança está pronta para a experiência de dormir fora de casa sem os pais:

  • A criança já demonstra vontade de dormir na casa de um amigo ou de um familiar, ou de participar de atividades na escola;
  • Ela é capaz de realizar atividades do dia a dia de forma independente, como escovar os dentes e se vestir;
  • Consegue lidar bem com a ansiedade e a saudade dos pais;
  • Consegue expressar seus sentimentos e necessidades de forma clara.

Para os pais, Adriane sugere que, por mais que seja difícil lidar com a separação, é fundamental entender que esse é um momento de conquista para os pequenos. “Esse é um momento de aprendizado para os pais também.” A orientação da pedagoga é que eles conversem com os filhos antes de sair, sempre deixando claro que eles podem ligar ou retornar se sentirem saudade.


O ciclo da violência no cinema: análise de É Assim Que Acaba

 

Quando entrou em cartaz nos cinemas brasileiros, o filme É Assim Que Acaba, baseado no livro homônimo da autora Colleen Hoover colocou novamente a obra sob os holofotes. No entanto, muitas críticas internet afora enfatizaram que a história de Hoover é um grande sinal de alerta sobre relacionamentos abusivos, em especial a romantização destes e a glamourização da violência doméstica.

 

Muitas pessoas alegaram que a abordagem de conto de fadas no início, uma escolha narrativa que dá a impressão de ser artificial e distante, dificulta a conexão com a realidade da violência doméstica. Além disso, a roteirista Christy Hall foi criticada por manter a "reviravolta" narrativa escondida por muito tempo, que tirou um pouco do peso da moral da história.

 

Em meio a recepções mistas, com um lado elogiando a humanidade dos personagens e as lições do filme e o outro sentindo que a adaptação perdeu o carisma do material original e entregou uma abordagem sem rumo e pouco marcante, é importante notar que pontos de vista e experiências são amplamente variáveis. E é justamente sobre isso que quero discorrer neste artigo.

 

Quando li o livro anos atrás e agora tendo assistido ao filme, tive uma percepção diferente. Para mim, ambos retratam a complexidade da violência doméstica e a dificuldade de perceber o abuso e sair de uma relação abusiva. Colocar o espectador para torcer pelo casal e apresentar o abusador como irresistível e carismático é uma forma de fazer o público vivenciar o ciclo da violência, assim como a vítima.

 

No início, a violência é sutil, e ficamos em dúvida sobre o que está acontecendo, como a vítima também esteve. Quando o agressor se arrepende e conhecemos sua história, sentimos vontade de perdoá-lo, tal qual a vítima. O filme não glamouriza a violência, mas proporciona uma experiência sensorial do ciclo do abuso.

 

Filmes que retratam o agressor como um vilão absoluto distanciam a sociedade da empatia pela vítima, que acaba sendo julgada por não sair da relação. Talvez a abordagem tenha incomodado tanto porque, por um momento, você torceu pelo casal, assim como a vítima, que ama, tem uma família e acredita na mudança do parceiro.

 

Colocar o agressor como um monstro dificulta nossa compreensão e nos afasta da capacidade de ajudar. Entender que você também poderia se envolver em um relacionamento assim nos aproxima da realidade das vítimas e nos faz perceber que ninguém está imune a viver um relacionamento abusivo. Isso nos leva a questionar nossos próprios relacionamentos e a refletir sobre o que já vivemos, identificando se houve, ou há, sinais de abuso.

 

Nada é preto ou branco; os relacionamentos são complexos, o ciclo da violência é complexo, e a dificuldade da vítima em deixar o agressor também é.


 

Mayra Cardozo - mentora de Mulheres e Advogada, especialista em gênero e sócia do escritório Martins Cardozo Advogados Associados. Idealizadora do método alma livre criado para auxiliar mulheres a saírem de relacionamentos tóxicos e abusivos.

 

Dia da criatividade: habilidade vem se tornando essencial no mercado de trabalho

Entenda como estimular o ócio criativo para se destacar tanto profissionalmente como na vida pessoal

 

Com a crescente necessidade de inovação em diversos setores, a criatividade tornou-se uma habilidade essencial tanto no ensino superior quanto no mercado de trabalho. 

Segundo Angelita Traldi, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, o desenvolvimento dessa habilidade vai além do talento natural e pode ser cultivado por meio de práticas específicas e ambientes que incentivem o pensamento inovador. “A criatividade é fundamental em um mundo que valoriza a capacidade de resolver problemas de maneira original e eficiente”, afirma. Ela destaca que, embora muitas vezes subestimado, o conceito de ócio criativo, ou seja, o uso de tempo livre para desconexão e relaxamento, é uma ferramenta poderosa para quem deseja superar bloqueios criativos e expandir suas ideias. 

“Momentos de relaxamento, como uma caminhada ou uma atividade artística, permitem que o cérebro faça associações livres e encontre soluções que não surgiriam em ambientes de pressão constante,” explica a coordenadora. Esse tempo de ócio criativo é uma prática que beneficia tanto estudantes quanto profissionais, possibilitando a geração de insights e o fortalecimento da saúde mental. 

Para aqueles que desejam desenvolver sua criatividade por conta própria, Traldi recomenda práticas simples, como a escrita livre, em que o indivíduo escreve sem preocupações com correção ou coerência. “Esse exercício é um convite à exploração e ajuda a mente a se abrir para novas ideias,” diz. Além disso, ela incentiva o envolvimento em atividades fora da rotina diária, como aprender um instrumento ou explorar novos assuntos. “Essas práticas diversificam nosso repertório e contribuem para expandir a visão e o pensamento criativo,” acrescenta.

No contexto acadêmico, Angelita Traldi ressalta que o papel dos educadores é crucial para o desenvolvimento do potencial criativo dos estudantes. “Professores podem incentivar o pensamento inovador ao criar espaços de discussão aberta e colaborativa, onde os alunos possam compartilhar suas ideias e construir conhecimento juntos,” afirma. Ela sugere a realização de projetos interdisciplinares, que misturem ciências e artes, pois estimulam os estudantes a buscarem soluções integradas e criativas para desafios complexos.

Traldi também destaca o uso de metodologias ativas, como o ensino baseado em projetos, como formas de promover a criatividade em sala de aula. “Essas metodologias não apenas incentivam o aprendizado ativo, mas também tornam o processo educativo mais dinâmico e motivador, preparando os alunos para lidar com a realidade profissional,” explica.

No ambiente corporativo, a criatividade tornou-se um diferencial competitivo e é frequentemente mencionada entre as competências mais desejadas pelas empresas. Traldi comenta que organizações inovadoras reconhecem a importância de criar um espaço que favoreça o pensamento criativo. “Ambientes de trabalho flexíveis, onde os profissionais possam colaborar livremente e ter momentos de descontração, são propícios para a geração de ideias inovadoras,” afirma.

A psicóloga recomenda que empresas invistam em programas de desenvolvimento contínuo, como cursos e workshops, para estimular o aprendizado e a expansão de habilidades. “Quanto mais os profissionais aprendem e diversificam suas experiências, mais eles são capazes de trazer novas perspectivas e insights criativos para o trabalho,” explica Traldi. Oficinas de arte, sessões de brainstorming estruturadas, construção de mapas mentais e até dias de folga para atividades criativas, podem fazer uma diferença significativa e também são recomendadas para encorajar a troca de ideias e permitir que as equipes explorem soluções de maneira colaborativa.

Para Traldi, o estímulo à criatividade é essencial não apenas para o sucesso acadêmico e profissional, mas também para o bem-estar pessoal. “A criatividade não é apenas uma habilidade técnica; é uma forma de pensar e ver o mundo que pode ser cultivada em qualquer fase da vida,” conclui.

 

10 dicas para estimular a criatividade infantil

Segundo a pedagoga Josiane dos Santos Züge, os adultos
 devem apoiar as crianças em seus desafios, mas jamais resolvê-los,
oportunizando aos pequenos a busca pela resolução dos problemas 
(Foto: Marcos Amaral de Oliveira)
Especialista explica a importância da autonomia e do protagonismo para o desenvolvimento das crianças

 

No Dia da Criatividade, celebrado em 17 de novembro, é válido ressaltar que essa habilidade não é genética, mas sim estimulada pelo ambiente em que crescemos e vivemos, conforme explicam diversas pesquisas científicas.

Já na primeira infância, o pensamento criativo da criança é desenvolvido por meio de brincadeiras e experiências cognitivas, que podem ser estimuladas com pequenas ações, em casa e na escola. De acordo com a pedagoga e professora da Educação Infantil do Colégio Marista Santa Maria, de Santa Maria (RS), Josiane Pereira dos Santos Züge, a criatividade é o meio que a criança encontra para descobrir sobre si e sobre o mundo. “Brincadeiras, experiências e explorações são as maneiras pelas quais o pensamento criativo da criança se desenvolve. E incentivar a autonomia e o protagonismo dos pequenos é essencial para garantir essa liberdade criativa”, explica.

Mais do que o campo artístico, o pensamento criativo é essencial para a capacidade de solucionar problemas, adaptar-se a novas situações e inovar diante de cenários já conhecidos. Por isso, se estimulada desde cedo, a criatividade auxilia jovens e adultos de todas as idades a se desenvolverem ao longo da vida. 

A música é um importante aliado no desenvolvimento
criativo das crianças
 (Foto: Marcos Amaral de Oliveira)

Züge lista algumas dicas para incentivar crianças em casa e também na escola:


Em casa:

  • Estabeleça uma relação de confiança e afeto com a criança;
Permita que a criança vivencie experiências significativas através de seus gestos espontâneos;
  • Apoie a criança em seus diferentes desafios, mas jamais resolva-os por ela, dê a oportunidade para a busca e exploração de outras alternativas e possibilidades de resolução dos problemas;
  • Incentive a criança a fazer coisas novas, a experimentar novas brincadeiras e a descobrir novas formas de vivenciar a mesma situação;
  • Proporcione um ambiente agradável e tranquilo para que a criança se sinta segura e livre para exercitar seu pensamento criativo.

Na escola:

  • Crie e oferte espaços para que a criança deixe a sua impressão no mundo de forma livre e espontânea, exercitando o seu protagonismo;
  • Proponha atividades que envolvam desafios e resolução de problemas;
  • Estimule a imaginação com práticas significativas e inovadoras por meio de propostas lúdicas;
  • Utilize materiais não estruturados para criar brinquedos e atividades culturais;
  • Promova ações em grupo que envolvam troca de experiências, estimulando as crianças a exercerem o pensamento criativo.

 

5 livros infantis para o desenvolvimento pessoal

A literatura pode ser uma grande aliada para o desenvolvimento pessoal e pedagógico e estímulo à criatividade

 

A literatura dá novas perspectivas e olhares ao conteúdo trabalhado na escola, o que enriquece o processo pedagógico. Nesse contexto, o conhecimento da língua desempenha um papel importante quando o assunto é o estímulo à criatividade e o exercício da compreensão de mundo.

 

Mas a importância de se aprofundar no conhecimento literário e do idioma não para por aí: “A escrita é também um exercício de formação de identidade. Ela se torna um meio de colocar para fora questões, dúvidas e sentimentos”, pontua a diretora do Marista Escola Social Ir Rui, Neuzita Soares,

 

Os livros podem, por exemplo, provocar a reflexão sobre temas e acolher preocupações das crianças e adolescentes sobre os mais diversos assuntos. Existe, também, um fator de identificação, capaz de contribuir para a formação da identidade do jovem e para o seu desenvolvimento pessoal.

 

“Ao se ver refletida em uma história a criança entende que não está sozinha, que está representada ali e que existem outras como ela. Esse elo de ligação é muito importante”, explica.

 

Para incentivar que a leitura faça parte da vida do seu filho, nada melhor que o exemplo: estar junto com as crianças para um momento de leitura e até mesmo estimulá-los a criar histórias com base nos livros são caminhos para a construção de um hábito. Quando veem que os pais também cultivam esse hábito, os pequenos se sentem mais motivados.

 

Livros infantis que auxiliam no desenvolvimento e criatividade


“Achados e Perdidos” (Oliver Jeffers): neste livro, um menino vai até o Polo Sul para tentar descobrir a origem do pinguim que apareceu em sua casa. No caminho, aprende sobre o valor da amizade e a construção de relacionamentos.

 

“O que é que isso é?” (Alexandre Rampazo): as ilustrações exploram o caráter lúdico da imaginação que é característico das crianças, mostrando que nem tudo precisa ser o que parece ser. 

 

“Este não é um livro de princesas” (Blandina Franco e José Carlos Lollo): falando sobre os estereótipos ensinados às meninas na infância a partir de uma protagonista descabelada, a autora busca mostrar às crianças que é possível ser feliz desviando do que é esperado de nós.

 

“O muro no meio do livro” (Jon Agee): este livro aborda o preconceito e a forma como enxergamos o outro, mostrando que, às vezes, construir pontes é melhor do que erguer muros.

 

“Da minha janela” (Otávio Júnior): o autor convida as crianças a perceber o mundo que as cerca, prestando atenção ao que acontece para além de suas realidades.

 

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