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quarta-feira, 6 de novembro de 2024

‘Dia Nacional do Riso’: gesto simples estimula benefícios físicos, hormonais e mentais

Crédito Ivana Tomášková por Pixabay

Rir melhora o aprendizado e fortalece o sistema imunológico e vínculos sociais

 

A expressão “rir é o melhor remédio” não é apenas um dito popular: tem base científica. Apesar de não substituir tratamentos médicos tradicionais, o riso propicia uma série de benefícios para o corpo e a mente de forma geral. Então, neste dia 6 de novembro, Dia Nacional do Riso, não economize numa boa e gostosa gargalhada; ou melhor, leve o hábito para o dia a dia! 

Segundo o neurologista Leonardo de Deus do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), o riso influencia positivamente o cérebro e o sistema nervoso, além de fortalecer o sistema imunológico. E isso ocorre, especialmente, por meio da atuação em hormônios. “Rir libera endorfinas, que são neurotransmissores que atuam como analgésicos naturais e aumentam a sensação de bem-estar. Também reduz a liberação de cortisol, hormônio ligado ao estresse; com menos cortisol no organismo, há um maior relaxamento, melhora do humor e redução da ansiedade. Rir também ativa o sistema de recompensa do cérebro, elevando os níveis de dopamina, motivação, criatividade e a sensação de prazer”, elenca. 

“Ao rir, várias áreas cerebrais são ativadas, fortalecendo as conexões neurais, melhorando a plasticidade cerebral e a capacidade de aprendizado. O sistema imunológico também é estimulado, reduzindo as chances de doenças associadas ao estresse e beneficiando a saúde mental”, adiciona o especialista. 

No convívio social, o riso também abre portas, pois é um sinal de empatia que aproxima as pessoas. De acordo com o psicólogo Gabriel Banzato, também do Vera Cruz, o riso rompe barreiras, cria conexões e ajuda a manter relações sociais mais saudáveis. “É um gesto que fortalece vínculos por simbolizar uma forma de comunicação universal, que promove sentimentos de pertencimento e segurança”, afirma. 

Outro ponto positivo é que o riso é um antidoto natural contra as emoções negativas. “Contribui para aliviar sintomas depressivos, aumentando a sensação de prazer e motivação. Ou seja, combate o pensamento negativo, deixa o estado mental mais leve, criativo, relaxado e feliz. Assim os pensamentos ficam mais claros e as resoluções dos problemas se tornam mais fáceis”, comenta Banzato.

 

Coloque em prática a terapia do riso

Evidentemente, algumas circunstâncias não permitem que a felicidade seja uma constante, deixando um largo sorriso imutável estampado no rosto. Porém, o importante é que, até nas situações mais difíceis e complicadas, aprenda-se a extrair algo bom, que nos permita o crescimento de alguma forma. 

Por outro lado, também há, sim, como provocar uma verdadeira terapia do riso. “Já prestou a atenção que quando uma pessoa começa a rir, mesmo que sem razão, isso vai contagiando as demais pessoas no ambiente? Seja no trabalho, na escola, na família, dentro do carro... Enfim, rir da própria risada já está valendo a pena. Se tiver uma piada, um conto cômico ou uma situação que desencadeie esse momento, melhor ainda. As pessoas irão se sentir bem melhor depois deste simples exercício e que não custa nada, mas faz um bem danado. Que tal colocar em prática?” sugere o psicólogo. 

“Em dois ou três minutos de riso, seu corpo irá vibrar, relaxar e sentir uma sensação de bem-estar que irá perdurar pelo dia todo’, conclui.

 

Cinco razões para vivenciar a risoterapia:

1 – Ter bom humor desenvolve a saúde física, mental, afetiva e emocional;

2 – Elimina o estresse e melhora as relações cotidianas do trabalho;

3 – Mantém o otimismo e aumenta o pensamento criativo e positivo;

4 – Quanto mais você sorri, melhor é seu bem-estar, sua energia e disposição para atividades diárias;

5 – A alegria proporciona relações mais sinceras, unidas e verdadeiras.

 

 Vera Cruz Hospital


Metabolismo: acelerar para emagrecer? Mitos e verdades


O metabolismo é o conjunto de todas as reações químicas que ocorrem dentro das células de um organismo vivo, com o objetivo de transformar nutrientes em energia e construir novas substâncias para o crescimento e reparo de tecidos. Algumas destas reações são responsáveis, por exemplo, por transformar os alimentos ingeridos em energia e músculos.

 

A velocidade do metabolismo, também conhecida como taxa metabólica basal (TMB), varia de pessoa para pessoa e pode ser influenciada por diversos fatores, explica o Dr. Daniel Lerario, clínico geral e endocrinologista, mestre e doutor pela Escola Paulista de Medicina. Entre eles, estão:

 

  • Idade: o metabolismo tende a diminuir com a idade, principalmente após os 40 anos.
  • Sexo: homens geralmente têm um metabolismo mais rápido que o das mulheres, devido à maior massa muscular.
  • Genética: desempenha um papel importante na determinação da taxa metabólica basal, sendo transmitida de pais para filhos.
  • Massa muscular: quanto mais massa muscular, maior será o metabolismo, pois os músculos consomem mais energia, mesmo em repouso.
  • Gordura corporal: metabolicamente menos ativa que a massa muscular, ou seja, quanto maior a porcentagem de gordura, menor será o metabolismo.
  • Hormônios: os hormônios produzidos pela tireoide, assim como o cortisol e a testosterona podem influenciar diretamente na velocidade do metabolismo.
  • Atividade física: a prática regular de exercícios aumenta a massa muscular, acelerando o metabolismo.
  • Alimentação: uma dieta rica em proteínas pode aumentar o metabolismo, enquanto dietas muito restritivas ou desequilibradas podem desacelerá-lo.
  • Sono: dormir mal ou em quantidade insuficiente pode interferir no metabolismo, dificultando a perda de peso.
  • Medicamentos: alguns medicamentos, como corticoides e antidepressivos, podem alterar o metabolismo.

 

Acelerando o metabolismo

 

Segundo o Dr. Daniel, o metabolismo é um processo gradual e individual. O que funciona para uma pessoa, pode não funcionar para outra.

 

“Não existe uma fórmula mágica para aumentar o metabolismo de forma rápida e duradoura. A combinação de uma dieta equilibrada, prática regular de exercícios físicos, sono adequado e acompanhamento médico são as melhores formas de otimizar o metabolismo e alcançar seus objetivos de saúde”.

 

Se o objetivo é a perda de peso, algumas estratégias podem ajudar a impulsionar esse processo de forma natural, mas lembre-se de consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer mudança significativa em sua alimentação ou rotina de exercícios.

 

  • Musculação: aumentar a massa muscular é fundamental, pois os músculos consomem mais energia, mesmo em repouso.
  • Exercícios aeróbicos: corrida, natação, ciclismo e outros exercícios cardiovasculares ajudam a queimar calorias e aumentar o gasto energético.
  • Proteínas: inclua fontes magras de proteína em todas as refeições, como carnes magras, peixes, ovos, leguminosas e derivados de leite.
  • Fibras: aumente o consumo de fibras presentes em frutas, legumes, verduras e grãos integrais para manter a saciedade e regular o intestino.
  • Gorduras boas: inclua abacate, oleaginosas, azeite de oliva e peixes gordurosos na dieta.
  • Evite ultraprocessados: ricos em açúcar, gordura saturada e sódio, estes alimentos podem prejudicar o metabolismo.
  • Hidratação: beba bastante água ao longo do dia. A água é essencial para diversas funções do organismo, incluindo o metabolismo.
  • Sono de qualidade: dormir bem é fundamental para regular os hormônios que controlam o apetite e o metabolismo.
  • Gerencie o estresse: o estresse crônico pode aumentar os níveis de cortisol, que pode desacelerar o metabolismo. Pratique técnicas de relaxamento como meditação, yoga ou atividades que você gosta.
  • Alimentos termogênicos: alguns alimentos podem aumentar a temperatura corporal e acelerar o metabolismo, como pimenta, gengibre, chá verde e canela.
  • Dietas muito restritivas: devem ser evitadas, pois podem desacelerar o metabolismo e prejudicar a saúde em longo prazo.

 

A velocidade de cada metabolismo

 

Existem diferentes métodos para avaliar a taxa metabólica basal (TMB), que é a quantidade de energia que seu corpo gasta em repouso para manter as funções vitais. Conhecer a TMB é uma ferramenta útil para entender melhor as suas necessidades calóricas e planejar sua alimentação. A forma mais precisa para definir a TMB é o exame de calorimetria indireta, que mede o consumo de oxigênio e a produção de dióxido de carbono.

“O objetivo da calorimetria é conhecer o metabolismo basal e, com isso, ter informação mais precisa para propor um plano alimentar mais customizado e assertivo”, explica o Dr. Daniel Lerario.

 

Há também algumas equações que utilizam dados como idade, sexo, peso e altura para estimar a TMB. Embora não sejam tão precisas, podem fornecer uma boa estimativa.

 

Medir a TMB pode ser importante para saber de quantas calorias o seu corpo precisa para funcionar em repouso. Com esse valor, é possível ajustar dieta e exercícios para criar um déficit calórico e consequente perda de peso, ou ajustar a ingestão calórica e de macronutrientes para aumentar a massa muscular.

 

Vale lembrar que a TMB é apenas um dos muitos fatores que influenciam o peso e a composição corporal e varia de pessoa para pessoa. Pode ser influenciada por diversos fatores, como idade, sexo, genética, composição corporal e nível de atividade física.

 

Seus valores não são estáticos e variam ao longo do tempo, devido a fatores como idade, composição corporal, nível de atividade física, bem como fatores genéticos, hormonais e hábitos de vida. 

Por isso, a interpretação dos resultados dos testes de TMB deve ser feita por um profissional de saúde especializado, como um médico endocrinologista.


Poliomielite: gotinha é substituída por vacina injetável

Neste mês, Brasil adota definitivamente o novo modelo de vacinação, com dose única


O Ministério da Saúde anunciou mudanças na aplicação da vacina contra a poliomielite. A famosa imunização por "gotinhas" foi substituída por uma única dose injetável em todo o Brasil. A mudança entrou em vigor definitivamente a partir do dia 4 de novembro, em todo o território nacional. 

A poliomielite é causada por um vírus da família dos poliovírus, que ataca o trato intestinal, principalmente de crianças, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados. Em sua forma mais grave, a doença pode causar paralisia progressiva, resultando em sequelas motoras permanentes. A vacinação na primeira infância é uma forma de prevenção. 

“Mesmo com essa mudança, vacinar é fundamental para garantir uma proteção eficaz, com até 99% de imunidade após o ciclo completo. Além disso, a vacinação evita a circulação do vírus, reduzindo o risco de mutações e novas infecções em pessoas que possam ser vulneráveis”, afirma o Dr. Paulo Antônio Friggi de Carvalho, infectologista do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”. 

O esquema de vacinação contra a poliomielite com as “gotinhas” funciona com três doses, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de vida, feitas com a vacina injetável, e os reforços ocorrem com a vacina oral, aos 15 meses e aos 4 anos. Com a nova diretriz, o esquema será simplificado: as três doses injetáveis permanecem, mas o reforço será dado apenas aos 15 meses, também com a vacina injetável, eliminando a dose aos 4 anos. 

De acordo com o médico, a principal diferença entre as vacinas é o tipo de vírus utilizado. "A vacina oral contém cepas de vírus vivos atenuados, enquanto a injetável utiliza vírus inativados. Apesar disso, ambas oferecem o mesmo nível de proteção", afirma. 

A alteração segue recomendações científicas recentes, tanto que outros países já adotaram a prática. Segundo o Dr. Paulo, além de garantir eficácia máxima com menor número de doses, o uso exclusivo da vacina injetável elimina o pequeno, mas existente, risco de mutação das cepas atenuadas, presentes na vacina oral, que poderiam circular no ambiente e infectar pessoas com o sistema imunológico comprometido. 

Em 2023, a cobertura vacinal do país contra poliomielite atingiu 84,63%, mas a meta anual é vacinar, no mínimo, 95% do público-alvo, que abrange cerca de 13 milhões de crianças menores de cinco anos, segundo o Ministério da Saúde.

“É importante destacar que a vacinação segue sendo o método mais eficaz para prevenção e até erradicação de doenças em todo mundo. Ela está disponível de forma gratuita e segura nas unidades básicas de saúde e devem fazer parte da rotina de cuidados de todos”, finaliza o profissional.




CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Proteção Solar Avançada

 Saiba os cuidados essenciais para se preparar para o Verão com a dermatologista Chris Guarnieri

 

Com o aumento da conscientização sobre a importância da fotoproteção, a dermatologista Chris Guarnieri destaca as novidades em filtros solares e, em consulta especializada, apoia como escolher o protetor ideal para cada tipo de pele, idade e necessidade, incluindo peles maduras.

 

“Nos últimos anos, a pesquisa em fotoproteção avançou significativamente, trazendo inovações que vão além da proteção contra os raios UV”, ressalta a especialista. Por isso, a proteção contra a luz visível, que pode contribuir para o envelhecimento da pele e hiperpigmentação, tornou-se um tema crucial.

 

“Os filtros solares não devem se limitar apenas à proteção contra os raios UVB e UVA, mas também incluir ativos que combatam os efeitos da luz visível,” afirma Dra Chris. Entre os ingredientes recomendados estão os antioxidantes, como a vitamina C e o ácido ferúlico, que ajudam a neutralizar os radicais livres gerados pela exposição à luz visível.

 

Para escolher o protetor solar ideal, a Dra. Chris Guarnieri sugere considerar o tipo de pele e as necessidades específicas. “Peles oleosas podem se beneficiar de fórmulas oil-free ou em gel, enquanto peles secas devem optar por produtos mais cremosos, que hidratam e protegem,” explica. Além disso, a faixa etária também influencia a escolha do produto, já que peles maduras necessitam de formulações que ofereçam hidratação extra e ingredientes antienvelhecimento”, completa.

 

“É essencial que cada pessoa escolha um protetor solar que se adapte ao seu estilo de vida e rotina diária, garantindo assim uma proteção eficaz e constante, e o repasse que precisa ser indicado pelo profissional médico”, conclui Chris Guarnieri.

 

Com essas orientações, é possível não apenas proteger a pele dos danos solares, mas também promover sua saúde e aparência ao longo do tempo.



Estudo revela ligação entre saúde bucal e aceleração dos sintomas do Alzheimer

Especialistas alertam sobre a importância da higiene oral para prevenção de doenças neurodegenerativas

 

Pesquisas recentes apontam uma relação preocupante entre a falta de cuidados com a higiene bucal e o avanço de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. De acordo com a Dra. Sandra Sapienza, cirurgiã-dentista especializada em promoção da saúde e adepta do Protocolo GBT (Guided Biofilm Therapy) da EMS (Electro Medical System), inflamações orais crônicas, como a periodontite, podem aumentar significativamente o risco de progressão da doença. 

“Estudos indicam que a periodontite, uma inflamação gengival grave, está associada ao aumento dos marcadores inflamatórios no corpo, impactando diretamente o sistema nervoso central”, explica a especialista. Entre as bactérias envolvidas, a Porphyromonas gingivalis, comum em casos de periodontite, foi identificada em cérebros de pacientes com Alzheimer, evidenciando a conexão entre essas condições. Desde 1992, mais de 450 estudos publicados na base de dados PUBMED reforçam essa ligação entre saúde bucal e doenças neurodegenerativas. 

Além disso, os estudos de Sim K. Singhrao revelam que bactérias como P. gingivalis e Treponema denticola estão envolvidas em danos cerebrais, favorecendo inflamações sistêmicas que comprometem a memória, aumentam o risco vascular e alteram os níveis de inflamação no corpo, como a proteína C reativa (PCR). Esses dados são preocupantes, mas a boa notícia é que a periodontite é um fator de risco modificável. 

“Manter a saúde bucal em dia, adotando práticas preventivas, como o uso de tecnologias avançadas para remoção de biofilme oral pode ajudar a retardar o aparecimento dos sintomas”, afirma a Dra. Sapienza. Ela destaca o protocolo Guided Biofilm Therapy (GBT), que é uma solução moderna e eficaz para o tratamento da periodontite. 

A GBT e outros protocolos integrativos reconhecidos já disponíveis em consultórios odontológicos, oferecem uma abordagem eficiente para remover bactérias e reduzir a inflamação. “Esse protocolo garante uma limpeza oral profunda e confortável, e é um método eficaz para prevenir o agravamento de inflamações que podem impactar negativamente a saúde cerebral”, explica a Dra. Sapienza. 

A EMS, empresa suíça de dispositivos médicos, tem apoiado iniciativas que promovem a importância da saúde bucal para a prevenção de doenças sistêmicas, como o Alzheimer. Gislaine Sachetti, Dental & Medical LATAM Education & Marketing Manager da EMS, ressalta que “ao investirmos em tecnologias como o GBT, conseguimos integrar saúde bucal e bem-estar geral, ajudando a população a prevenir tanto problemas dentais quanto condições mais graves”. 

Para pacientes e cuidadores, a mensagem é clara: cuidar da saúde bucal é um passo essencial na prevenção de doenças inflamatórias crônicas e neurodegenerativas. Pequenas mudanças na rotina de cuidados bucais podem trazer grandes benefícios, contribuindo para a saúde geral e cerebral, retardando o aparecimento de sintomas e garantindo uma melhor qualidade de vida. 

Para mais informações, acessar as clínicas certificadas através do GBT Finder e mais detalhes no GBT Passo a Passo.

 

EMS - Electro Medical System


Dra. Sandra Sapienza - Cirurgiã-Dentista graduada pela UNESP, com especialização em promoção da saúde pela Faculdade de Saúde Pública de São Paulo. Com uma abordagem integrativa, ela combina técnicas tradicionais de odontologia com terapias complementares como: Yoga, Ozonioterapia e Laserterapia e outras. Speaker da EMS (Electro Medical System), Dra. Sandra é uma referência no cuidado da saúde bucal, unindo ciência e bem-estar em suas práticas odontológicas.


Entenda por que cair pode ser tão perigoso para os idosos e saiba como evitar quedas

Perda de equilíbrio e força muscular, além da fragilidade óssea, aumentam as chances de queda; Geriatra dá dicas para reduzir os riscos dentro de casa

 

Uma simples ida ao banheiro, um tropeço na escada sem corrimão, um escorregão no tapete. Situações simples, que fazem parte do dia a dia de todo mundo, mas que para os idosos podem, sim, ser perigosas. Como aconteceu com o artista Agnaldo Rayol, que morreu após sofrer uma queda em casa. Mas por que as quedas podem causar tanto prejuízo – o serem fatais – para os idosos? 

De acordo com a médica Fernanda Damiani, geriatra da São Bernardo Samp, alguns fatores ajudam a explicar os ricos de uma queda para pessoas mais velhas: a perda de equilíbrio e força muscular, a fragilidade óssea e a recuperação mais lenta. 

“Com o envelhecimento, ocorre uma perda gradual de massa muscular e equilíbrio, tornando os idosos mais propensos a quedas. A densidade óssea tende a diminuir, resultando em maior fragilidade e maior risco de fraturas, especialmente no quadril, coluna e punhos. E, por outro lado, o processo de cicatrização e recuperação é geralmente mais lento, o que pode prolongar a imobilidade e aumentar o risco de complicações associadas ao repouso prolongado, como pneumonia e trombose venosa profunda”, explica a geriatra. 

Além disso, muitos idosos têm condições crônicas, como artrite e doenças neurológicas, doenças cardiovasculares e diabetes, que podem dificultar a recuperação de uma queda ou agravar os ferimentos. “A osteoporose, por exemplo, aumenta muito o risco de fraturas graves. Em pessoas frágeis ou com condições pré-existentes, uma queda pode descompensar outras doenças, como problemas cardíacos ou pulmonares, levando a um colapso sistêmico”, diz a médica. 

A geriatra da São Bernardo Samp esclarece que uma queda pode levar à morte por várias razões. “Fraturas graves, como as de quadril, são especialmente perigosas porque muitas vezes requerem cirurgia, e o processo de recuperação pode ser longo e complicado. Durante esse período, o idoso pode sofrer complicações como trombose, embolia pulmonar, pneumonia, ou até infecções relacionadas à imobilidade prolongada. Além disso, traumatismos na cabeça podem causar hemorragias cerebrais, levando a danos neurológicos graves ou fatais”, alerta. 

Mas é possível reduzir as chances de queda, especialmente em casa. Por isso, a geriatra da São Bernardo Samp listou algumas recomendações importantes:

 

  1. Adequação do ambiente
    Remova tapetes soltos ou coloque fita antiderrapante para evitar escorregões; organize os móveis para deixar passagens amplas e desimpedidas; instale barras de apoio no banheiro, próximo ao vaso sanitário e dentro do box
     
  2. Iluminação adequada
    Certifique-se de que todos os cômodos estejam bem iluminados, especialmente corredores e escadas; utilize luzes noturnas nos corredores e no banheiro para evitar quedas durante a noite
     
  3. Superfícies antiderrapantes
    Coloque tapetes antiderrapantes no banheiro e na cozinha; use calçados fechados, com solado de borracha dentro de casa, evitando chinelos ou meias escorregadias
     
  4. Cuidado com escadas e desníveis
    Instale corrimãos em ambos os lados das escadas; coloque fitas antiderrapantes nos degraus para aumentar a segurança
     
  5. Exercícios de fortalecimento e equilíbrio
    Incentive a prática de exercícios físicos regulares, para fortalecer os músculos e melhorar o equilíbrio, como alongamento, pilates ou fisioterapia
     
  6. Atenção a medicamentos
    Revise periodicamente os medicamentos com o médico, pois alguns podem causar tontura, queda de pressão ou sonolência, aumentando o risco de quedas.

TEM CRIANÇA DE COLO? SAIBA COMO EVITAR DORES NAS COSTAS E LOMBAR

Erros simples na rotina podem sobrecarregar a coluna e gerar dores cumulativas ao longo do tempo; veja como prevenir

 

Cuidar de crianças pequenas é um ato de amor que envolve carinho e dedicação, mas também exige muito do corpo dos pais e responsáveis. Brincadeiras animadas, colo para confortar, e as constantes curvaturas para interagir com os pequenos podem, ao longo do tempo, resultar em desconfortos e até em dores agudas nas costas, especialmente na região lombar. 

De acordo com Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e diretor clínico do ITC Vertebral - Guarulhos, essa é uma queixa comum entre os pais, mas há boas notícias: é possível prevenir e tratar essas dores com algumas mudanças simples na postura e nos hábitos diários. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cerca de 80% da população mundial sofre de dores nas costas, frequentemente decorrentes de esforços repetitivos e sobrecarga muscular — desafios que costumam ser enfrentados por quem cuida de crianças pequenas. 

Sampaio, explica que muitos pacientes com dores nas costas apresentam padrões de comportamento prejudiciais à saúde da coluna. "É comum que os pais carreguem o bebê sempre do mesmo lado do corpo ou inclinem a coluna de maneira inadequada, resultando em sobrecarga e lombalgia", alerta. 

Para ajudar a evitar esses desconfortos, o especialista compartilha algumas práticas simples que podem ser facilmente incorporadas ao cotidiano:
 

Alterne o lado ao carregar a criança: Sabe aquele costume de sempre segurar o filho no mesmo braço? É bom evitar! “Carregar a criança sempre do mesmo lado pode sobrecarregar um lado da coluna e gerar dores. Alterne os lados para manter o equilíbrio e evitar problemas nas costas”, orienta Bernardo. Pense que é como fazer compras: se você carrega todas as sacolas em um só braço, ele cansa rápido.
 

Use a força das pernas ao se abaixar: Ao pegar o bebê do chão, “Dobre os joelhos e use a força das pernas. Isso alivia e distribui a pressão na lombar e mantém sua postura mais confortável”, explica o fisioterapeuta. Imagine como se estivesse pegando um peso pesado na academia — com a “postura errada”, o risco de lesão é maior.
 

Invista em slings ou mochilas ergonômicas: Levar o bebê no braço o tempo todo pode ser cansativo e prejudicial para as costas. “Slings ou mochilas ergonômicas bem ajustadas distribuem o peso pelo tronco e quadril, evitando sobrecarga nas costas”, diz Bernardo. É como se o bebê "abraçasse" você, deixando suas mãos livres e o peso mais bem distribuído.
 

Fortaleça a musculatura: Cuidar de bebê exige preparo físico! “Fortalecer a musculatura das costas e do abdômen com exercícios, como pilates e alongamentos para auxiliar na mobilidade e força, ajudam a manter a postura correta e a evitar dores”, aconselha. Cuidar do corpo é essencial para não travar na hora de brincar ou fazer atividades com o filho.
 

Por fim, Bernardo explica que manter hábitos inadequados no dia a dia pode causar lesões cumulativas, que só aparecem com o tempo. ‘’Cuidar do corpo desde o início garante não só o bem-estar imediato, mas também a saúde para acompanhar o crescimento do seu filho sem dores ou limitações no futuro’’, finaliza.
 

Bernardo Sampaio - Fisioterapeuta pela PUC Campinas, possui especialização e aprimoramento pela Santa Casa de São Paulo e é mestrando em Ciências da Saúde pela mesma instituição. Atua como professor universitário em cursos de pós-graduação na área de fisioterapia músculo esquelética e é Diretor Clínico do Centro Especializado em Movimento (CEM), ITC Vertebral e Instituto Trata, de Guarulhos.


Estudo em Indaiatuba (SP) mostra eficiência do programa de rastreamento baseado em DNA-HPV para diagnóstico precoce de câncer de colo de útero

Foto: Lúcio Camargo
 Jornal da Unicamp
O exame de DNA-HPV tem sensibilidade elevada e detecta desde lesões precursoras até cânceres já estabelecidos no organismo das mulheres 

 

Um estudo inédito realizado em Indaiatuba, interior de SP, consolidou recentemente os resultados da primeira rodada de cinco anos do programa organizado de rastreamento de câncer de colo de útero baseado na testagem de DNA-HPV por PCR (outubro de 2017 a setembro de 2022). Os resultados encontrados foram promissores, e podem ser um modelo de transição para um programa mais eficiente para erradicação do câncer de colo de útero no Brasil, sobretudo no contexto de atualização das diretrizes nacionais de rastreamento de câncer de colo de útero. 

Publicado na revista Nature Scientific Reports, ele apontou um aumento de detecção em até quatro vezes de lesões pré-cancerosas, além de 83% dos casos de câncer de colo de útero serem detectados em estágio inicial e o diagnóstico ter sido antecipado em 10 anos, em comparação com o rastreamento convencional realizado através do teste de Papanicolaou. O câncer de colo de útero, embora quase 100% prevenível1, hoje se apresenta como o terceiro câncer mais comum entre as mulheres, excluídos os tumores de pele não melanoma2. A causa mais comum para o câncer de colo de útero são as infecções persistentes pelo vírus HPV, transmitido por contato pele-a-pele, principalmente na região genital2.  

O estudo foi realizado pelo Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e pela Prefeitura Municipal de Indaiatuba, cidade do interior de São Paulo de mais de 260 mil habitantes, com o apoio da Roche Diagnóstica. Nele, foram rastreadas 20.551 mulheres por teste de DNA-HPV excluindo o período da pandemia de Covid-19 que causou prejuízo nos atendimentos e realização de exames a cobertura foi alta, atingindo 77,8% dos testes realizados em conformidade com a diretriz do programa, a conformidade com a faixa etária também foi elevada alcançando 99,4% dos testes realizados". O teste de DNA-HPV foi negativo em 87,2% dos casos testados, com 6,2% de encaminhamentos para colposcopia e 84,8% de colposcopias realizadas. Um total de 258 lesões precursoras de alto grau e 29 cânceres cervicais (idade média de 41,4 anos, sendo 83% em estágio I) foram detectados. Como referência, 41.387 testes de citologia, com Papanicolaou, do programa anterior (2012–2016) detectaram 36 cânceres cervicais (idade média de 52 anos), com 67% em estágios avançados.  

“Houve uma drástica inversão no panorama rotineiro de predomínio de diagnósticos de câncer de colo em estágios avançados para 60% de diagnósticos em estágios muito iniciais. São resultados que trazem um ganho muito grande para as mulheres e indicam, portanto, que mais vidas e recursos de saúde podem ser salvos no País com o programa de rastreamento de teste de DNA-HPV”, explica Dr. Júlio Cesar Teixeira, pesquisador principal do estudo e diretor da Oncologia do Hospital da Mulher, CAISM, Unicamp.  

O teste de DNA-HPV é um exame eficiente com sensibilidade elevada que detecta o vírus HPV e suas variantes 16, 18 e 12 outros tipos de alto risco oncogênico, direcionando a população de maior risco associado para diagnóstico complementar de lesões precursoras ou câncer de colo de útero. Isso porque utiliza uma análise de biologia molecular por PCR (reação em cadeia de polimerase) que mostra, de forma automatizada, a infecção por HPV mesmo antes do vírus transformar as células em pré-câncer ou câncer. O vírus HPV pode reduzir seu ciclo replicativo entrando em um estado "dormente" no organismo, o que é chamado de infecção persistente, e nunca se manifestar. Caso a paciente permaneça infectada por muitos anos, pode ter um risco maior de desenvolver um câncer de colo de útero do que aquela que elimina o vírus. O teste ainda permite que, quando o resultado dá negativo para os tipos de HPV causadores de/relacionados com câncer de colo de útero, a mulher pode aguardar cinco anos para refazê-lo, não sendo mais necessário fazer o exame Papanicolaou de forma oportunística3.  

“Como uma empresa de biotecnologia 100% focada em inovação, ficamos felizes em apoiar um estudo tão importante quanto esse de Indaiatuba, que tem sido usado como base para implantação de programas de rastreamento de câncer de colo de útero no País. Temos trabalhado com o compromisso de buscar alternativas para ampliar o acesso da população brasileira a soluções de saúde inovadoras e que atendam às suas necessidades, pois acreditamos que nenhuma mulher deve morrer mais de câncer de colo de útero”, afirma Carlos Martins, presidente da Roche Diagnóstica no Brasil. 

 

 

Referências: 

1 Mulher Consciente

https://mulherconsciente.com.br/cancer-colo-de-utero/tudo-sobre-cancer-de-colo-de-ute ro/#:~:text=Quando%20as%20altera%C3%A7%C3%B5es%20que%20antecedem,em %20quase%20100%25%20dos%20casos. 

2INCA

https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cance r-do-colo-do-utero/dados-e-numeros/incidencia#:~:text=No%20Brasil%2C%20exclu%C 3%ADdos%20os%20de,mulheres%20(INCA%2C%202022) 

3 Nature Scientic Reports: https://www.nature.com/articles/s41598-024-71735-2


Pré-diabetes pode trazer perigos escondidos

Coração, rins e fígado podem ser atingidos

 

“Embora o pré-diabetes seja amplamente conhecido como uma fase intermediária entre a normalidade e o diabetes tipo 2, seus impactos vão muito além da glicemia alterada e podem comprometer seriamente a saúde de diversos órgãos, como o coração, rins e fígado”, alerta Dra. Patrícia Moreira Gomes, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Regional São Paulo (SBEM-SP).

 

A condição que atinge milhões de brasileiros e é frequentemente negligenciada pode levar a risco aumentado para doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), que são as principais causas de morte no Brasil. “Mesmo sem o diagnóstico de diabetes, os níveis elevados de glicose no sangue começam a danificar os vasos sanguíneos e os nervos, o que favorece o desenvolvimento de problemas cardíacos graves”, explica a médica.

 

Além disso, o pré-diabetes também está associado à doença renal crônica (DRC), uma condição progressiva que afeta a capacidade dos rins de filtrar adequadamente o sangue. “O excesso de glicose no sangue sobrecarrega os rins e, com o tempo, essa sobrecarga pode causar danos permanentes, levando à insuficiência renal”, explica Dra. Patrícia.

 

Outro perigo frequentemente ignorado é o impacto no fígado. O acúmulo de gordura no fígado, conhecido como doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica, tem uma alta prevalência entre os pré-diabéticos. Essa condição pode evoluir para inflamação do fígado, fibrose e até cirrose, aumentando o risco de complicações hepáticas severas.

 

A boa notícia é que, com a perda de peso e mudanças no estilo de vida, como alimentação balanceada e prática regular de atividades físicas, o pré-diabetes pode ser revertido, prevenindo a progressão para o diabetes tipo 2 e reduzindo os riscos das complicações associadas. “A identificação precoce e o controle rigoroso são essenciais para evitar o avanço dessas complicações. Recomendamos que todas as pessoas com fatores de risco, como obesidade, histórico familiar de diabetes e hipertensão, realizem exames regulares de glicemia”, conclui a endocrinologista.

 

A SBEM-SP reforça a importância de campanhas educativas sobre o pré-diabetes e a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e manejo dessa condição. A conscientização sobre os perigos ocultos do pré-diabetes pode salvar vidas e reduzir a sobrecarga no sistema de saúde.

 



SBEM-SP - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo
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Sociedade Brasileira de dermatologia alerta sobre Herpes Zoster: Diferenças, vacinação e efeitos colaterais

Especialista esclarece a eficácia e a importância da vacinação para grupos de risco 


Em um contexto de crescente preocupação com as doenças virais, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) discute as diferenças entre herpes zoster e herpes simples. O objetivo da entidade é enfatizar a relevância de entender essas condições para promover a prevenção e o tratamento adequado.

"Herpes simples (HS) e herpes zoster (HZ) são doenças causadas por vírus da mesma família, mas de espécies diferentes, o Herpes Simples Vírus (HSV) e o Vírus Varicela Zoster (VVZ). A principal diferença é que, nos indivíduos imunocompetentes, o HSV causa uma doença localizada, enquanto o VVZ causa uma doença sistêmica”, explica o médico dermatologista da SBD André Beber.

Segundo ele, o herpes simples frequentemente causa recidivas, principalmente na região oral ou genital, enquanto o herpes zoster, que surge após uma infecção inicial de varicela, se manifesta em lesões dolorosas, geralmente na pele do rosto, onde é mais grave, e na região das costas. "Hoje sabemos que uma a cada três pessoas que chegam aos 80 anos terão HZ, e essa estatística está aumentando devido a várias condições de saúde”, conta o médico.
 

Vacinação contra Herpes Zoster  

A vacinação é considerada uma ferramenta crucial na prevenção do herpes zoster. De acordo com o Dr. Andre Beber, a imunização utiliza apenas uma fração proteica recombinante do Vírus Varicela Zoster, associada a um adjuvante, que potencializa a resposta imunológica. 

“A vacina é segura, mesmo para imunocomprometidos, e tem uma eficácia superior a 90% em pessoas com mais de 50 anos. É recomendada para todas as pessoas com essa idade ou mais. Para adultos entre 18 e 49 anos, é indicada para aqueles com risco aumentado de desenvolver Herpez Zoster. "Vale ressaltar que a vacinação deve ocorrer, preferencialmente, antes de tratamentos que possam causar imunossupressão”, afirma Beber. 

Os efeitos colaterais mais frequentes são leves e transitórios, como dor no local da injeção, cefaleia e dores musculares. Já o herpes zoster pode resultar em dor intensa e cicatrizes, além do risco da neuralgia pós-herpética, que pode causar dor persiste por anos, após a cura do herpes zoster. 

No Brasil, as vacinas não são encontradas na rede pública de saúde, mas já existem projetos de lei em discussão na Câmara dos Deputados para que seja incorporada ao calendário nacional. 

“É evidente a importância da conscientização sobre o herpes zoster e a vacinação como medidas preventivas eficazes para proteger a saúde, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, conclui Dr. Andre Beber. 

Para saber mais sobre essa e outras doenças, além de uma rotina adequada de cuidados com a pele, cabelos e unhas acesse as redes sociais @dermatologiasbd e o site www.sbd.org.br. Se informe e encontre um especialista associado à SBD na sua região.


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